sábado, 16 de agosto de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 17 de Agosto de 2008

XX Domingo Comum (semana IV do saltério)
Hoje a Igreja celebra : S. Jacinto, presbítero, apóstolo da Polónia, +1257

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Guilherme de Saint-Thierry : «Filho de David, tem piedade de mim»


Evangelho segundo S. Mateus 15,21-28.

Jesus partiu dali e retirou-se para os lados de Tiro e de Sídon. Então, uma cananeia, que viera daquela região, começou a gritar: «Senhor, Filho de David, tem misericórdia de mim! Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio.» Mas Ele não lhe respondeu nem uma palavra. Os discípulos aproximaram-se e pediram-lhe com insistência: «Despacha-a, porque ela persegue-nos com os seus gritos.» Jesus replicou: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.» Mas a mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: «Socorre-me, Senhor.» Ele respondeu-lhe: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorros.» Retorquiu ela: «É verdade, Senhor, mas até os cachorros comem as migalhas que caem da mesa de seus donos.» Então, Jesus respondeu-lhe: «Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas.» E, a partir desse instante, a filha dela achou-se curada.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Guilherme de Saint-Thierry (c. 1085-1148), monge beneditino, depois cisterciense
Orações de meditação, nº 2

«Filho de David, tem piedade de mim»


Por vezes, Senhor, sinto-Te passar; Tu não Te deténs junto de mim, passas adiante, mas eu grito-Te como a cananeia. Ousarei aproximar-me de Ti? Certamente, porque os cãezinhos expulsos da casa do dono não deixam de voltar e, mantendo guarda à casa, recebem todos os dias o seu pedaço de pão. Expulso, eis-me aqui novamente; mandado embora, clamo; escorraçado, suplico. Assim como os cãezinhos não podem viver longe dos homens, assim também a minha alma não consegue viver longe do meu Deus!

Abre-me, Senhor! Que eu chegue junto de Ti, para ser inundado com a Tua luz. Tu habitas nos céus, Tu escondeste-Te nas trevas, na nuvem escura. Como diz o profeta: «Envolvestes-vos numa nuvem, para impedir que a prece a atravessasse» (Lam 3, 44). Apodreço aqui na terra, o meu coração como que num lodaçal. [...] As Tuas estrelas deixaram de brilhar para mim, o sol escureceu, a lua já não ilumina. Oiço cantar os Teus altos feitos nos salmos, nos hinos e nos cantos espirituais; no Evangelho, os Teus gestos e as Tuas palavras resplandecem de luz; os exemplos dos Teus servos [...], as ameaças e as promessas das Tuas Escrituras de verdade, impõem-se a meus olhos e vêm bater à surdez dos meus ouvidos. O meu espírito, porém, endureceu; aprendi a dormir diante do esplendor do sol; habituei-me a deixar de ver aquilo que se me oferece desta maneira. [...]

Até quando, Senhor, até quando tardarás a rasgar os céus, a vir socorrer o meu torpor? (Sl 12, 1; Is 64, 1). Que eu deixe de ser o que sou [...], que me converta e que regresse ao chegar a noite, como um cãozito faminto. Percorro a Tua cidade, peregrina ainda em parte neste mundo, embora a maioria dos seus habitantes já tenha encontrado a sua alegria nos céus. Talvez também eu encontre aí a minha habitação.





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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 16 de Agosto de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santo Estêvão, rei da Hungria, +1038,   S. Roque, peregrino, séc. XIV

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Bem-Aventurada Teresa de Calcutá : Vir até Deus como uma criança


Evangelho segundo S. Mateus 19,13-15.

Apresentaram-lhe, então, umas crianças, para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas, mas os discípulos repreenderam-nos. Jesus disse-lhes: «Deixai as crianças e não as impeçais de vir ter comigo, pois delas é o Reino do Céu.» E, depois de lhes ter imposto as mãos, prosseguiu o seu caminho.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Bem-Aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
Um Caminho Simples

Vir até Deus como uma criança


Comecem o dia e acabem-no com a oração. Vão até Deus como uma criancinha se volta para a sua mãe. Se as palavras não vierem espontaneamente, digam por exemplo: "Vem, Espírito Santo, guia-me, protege-me, ilumina as minhas ideias para que eu possa rezar. Ou então, se se dirigem à Virgem Maria, digam: "Maria, Mãe de Jesus, sê agora uma mãe para mim, ajuda-me a rezar".
      
Quando rezam, agradeçam a Deus todos os seus dons: porque tudo lhe pertence, tudo é um dom que ele nos faz. A alma é um dom de Deus. Se és cristão, podes rezar a Oração do Senhor; se és católico, para além do Pai-Nosso, as tuas orações são a Ave-Maria, o terço, o Credo. Se a tua família ou tu mesmo tens devoções particulares, reza segundo as tuas próprias tradições.
      
Se tiverem verdadeiramente confiança no Senhor e no poder da oração, ultrapassarão as dúvidas, os temores e aquela impressão de solidão que tantos sentem.





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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 15 de Agosto de 2008

Hoje a Igreja celebra : Assunção de Nossa Senhora

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S. Nicolau Cabasilas : "Exalta os humildes"


Evangelho segundo S. Lucas 1,39-56.

Por aqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade da Judeia. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor.» Maria disse, então: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva. De hoje em diante, me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-poderoso fez em mim maravilhas. Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para sempre.» Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois regressou a sua casa.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

S. Nicolau Cabasilas (c. 1320-1363), teólogo leigo grego
Homilia sobre a Dormição da Mãe de Deus

"Exalta os humildes"


Era preciso que a Virgem fosse associada a seu Filho em tudo o que respeita à nossa salvação. Tal como ela o fez partilhar a sua carne e o seu sangue..., assim ela tomou parte em todos os seus sofrimentos e em todas as suas dores... Foi ela quem primeiro se tornou conforme à morte do Salvador por uma morte semelhante à dele (Rm 6,5). Foi por isso que, antes de qualquer outro, ela participou da ressurreição. Com efeito, depois de o Filho ter quebrado a tirania do inferno, ela teve a felicidade de o ver ressuscitado e de receber a sua saudação e de o acompanhar tanto quanto pôde até à sua partida para o céu. Depois da ascensão, ela tomou o lugar que o Salvador tinha deixado livre entre os apóstolos e os outros discípulos... Não convinha isso a uma mãe, mais do que a qualquer outra pessoa?
     
Mas era preciso que aquela alma santíssima se separasse daquele corpo sacratíssimo. Deixou-o e uniu-se à alma de seu Filho, ela que era uma luz criada uniu-se à luz que não teve princípio. E o seu corpo, depois de ter ficado algum tempo debaixo da terra, também ele foi levado ao céu. Era preciso, com efeito, que ele passasse por todos os caminhos que o Salvador tinha percorrido, que resplandecesse para os vivos e para os mortos, que santificasse a natureza em todos os aspectos e que, em seguida, recebesse o lugar que lhe convinha. Por isso, o túmulo o abrigou durante algum tempo; depois, o céu acolheu aquela terra nova, aquele corpo espiritual, mais digno do que os anjos, mais santo do que os arcanjos. E o trono foi entregue ao rei, o paraiso à árvore da vida, o mundo à luz, a árvore ao seu fruto, a Mãe ao Filho; ela era perfeitamente digna pois que ela o tinha gerado.
     
O bem-aventurada! Quem encontrará as palavras capazes de exprimir os benefícios que recebeste do Senhor e os que prodigalizaste a toda a humanidade?... Só lá em cima podem resplandecer as tuas maravilhas, nesse "novo céu" e nessa "nova terra" (Ap 21,1), onde brilha o Sol da Justiça (Ma 3,20) que as trevam nem seguem nem precedem. O próprio Senhor proclama as tuas maravilhas, enquanto os anjos te aclamam.





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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 14 de Agosto de 2008

Hoje a Igreja celebra : S. Maximiliano Maria Kolbe, presbítero, mártir, +1941

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S. Cipriano : «Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido»


Evangelho segundo S. Mateus 18,21-35.19,1.

Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?» Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida. O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: 'Concede-me um prazo e tudo te pagarei.' Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: 'Paga o que me deves!' O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: 'Concede-me um prazo que eu te pagarei.' Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia. Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor. O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: 'Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste; não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?' E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.» Quando acabou de dizer estas palavras, Jesus partiu da Galileia e veio para a região da Judeia, na outra margem do Jordão.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

S. Cipriano (c. 200-258), bispo de Cartago e mártir
A oração do Senhor, 23-24 (trad. Breviário e DDB 1982, p.56)

«Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido»


O Senhor obriga-nos a perdoar, nós mesmos, as dívidas aos nossos devedores, tal como nós pedimos que nos perdoe as nossas (Mt 6,12). Devemos saber que não podemos obter o que pedimos em relação aos nossos pecados, se não fizermos o mesmo àqueles que pecaram para connosco. Por isso Cristo diz algures: «É a medida com que servirdes que servirá de medida para vós» (Mt 7,2). E o servo que, depois de ter sido perdoado de toda a sua dívida, não quis, por sua vez, perdoar a do seu companheiro de serviço, foi lançado na prisão. Porque não quis usar de clemência para com o seu companheiro, perdeu o que o seu senhor lhe oferecera. Isso, estabelece-o Cristo, ainda com mais força, nos Seus preceitos, quando decreta: «Quando vos puserdes de pé em oração, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que o Pai que está nos céus vos perdoe as vossas faltas. Mas se não perdoardes, o vosso Pai que está nos céus também não vos perdoará as vossas faltas» (Mc 11, 25-26)...

Quando Abel e Caim, os primeiros, ofereceram sacrifícios, não eram as suas oferendas que Deus olhava, mas o seu coração (Gn 4,3s). Aquele cuja oferenda lhe agradava era aquele cujo coração lhe agradava. Abel, pacífico e justo, oferecendo o sacrifício a Deus na inocência, ensinava os outros a virem tementes a Deus para oferecerem o seu presente no altar, com um coração simples, o sentido da justiça, a concórdia e a paz. Oferecendo com tais disposições o sacrifício a Deus, mereceu tornar-se ele próprio numa oferenda preciosa e dar o primeiro testemunho do martírio. Prefigurou, pela glória do seu sangue, a Paixão do Senhor, porque possuía a justiça e a paz do Senhor. São homens semelhantes que são coroados pelo Senhor, e que, no dia do julgamento, obterão justiça com Ele.  





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terça-feira, 12 de agosto de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 13 de Agosto de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santo Hipólito, presbítero, mártir, +235,   S. Ponciano, papa, mártir, +235

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S. Cipriano : «Eu estou lá no meio deles»


Evangelho segundo S. Mateus 18,15-20.

«Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e repreende o a sós. Se te der ouvidos, terás ganho o teu irmão. Se não te der ouvidos, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. Se ele se recusar a ouvi-las, comunica-o à Igreja; e, se ele se recusar a atender à própria Igreja, seja para ti como um pagão ou um cobrador de impostos. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu, e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu.» «Digo-vos ainda: Se dois de entre vós se unirem, na Terra, para pedir qualquer coisa, hão-de obtê-la de meu Pai que está no Céu. Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

S. Cipriano (c. 200-258), bispo de Cartago e mártir
Da Unidade da Igreja, 12

«Eu estou lá no meio deles»


O Senhor disse: «Se dois de entre vós na terra unirem as suas vozes para pedir o que quer que seja, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus. Quando dois ou três estão reunidos em meu nome, eu estou lá no meio deles». Mostra assim que não é o grande número dos que rezam, mas a sua unanimidade, que obtém mais graças. «Se dois de entre vós na terra unirem as suas vozes»: Cristo põe em primeiro lugar a unidade das almas, põe antes de tudo a concórdia e a paz. Que haja plena concordância entre nós, eis o que Ele constante e firmemente ensinou. Ora, como pode pôr-se em concordância com outro quem não está em concordância com o corpo da Igreja e com o conjunto dos irmãos?... O Senhor fala da Sua Igreja, fala àqueles que estão na Igreja: se estiverem de acordo entre si, se orarem em conformidade com as Suas recomendações e os Seus conselhos, quer dizer, mesmo se só dois ou três rezarem numa só alma, mesmo sendo apenas dois três, podem obter aquilo que pedem à majestade de Deus.

«Onde quer que dois ou três estejam reunidos em meu nome, eu estou com eles»: quer dizer, ele está com os pacíficos e os simples, com os que temem a Deus e observam o seus mandamentos. Ele diz que está com dois ou três, apenas, como esteve com os três jovens na fornalha; porque permaneceram simples em relação a Deus e unidos entre si, reconfortou-os com um sopro de orvalho no meio das chamas (Dn 3, 50). O mesmo aconteceu com os dois apóstolos fechados no cativeiro; porque eles eram simples, porque eram unidos de coração, Ele acudiu-lhes, quebrou as portas do seu cárcere (Act 25, 25)... Quando portanto Cristo inscreve, entre os seus preceitos, esta palavra: «Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles», não separa pessoas da Igreja que Ele próprio instituiu. Mas reprova aos dissidentes a sua dicórdia e recomenda a paz aos seus fiéis.





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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 12 de Agosto de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santa Joana Francisca de Chantal, viúva, religiosa, fundadora, +1641,   Beato Amadeu da Silva, religioso, +1482

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Santo Ambrósio : «Também é da vontade de vosso Pai que está no Céu que não se perca um só destes pequeninos»


Evangelho segundo S. Mateus 18,1-5.10.12-14.

Naquele momento, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: «Quem é o maior no Reino do Céu?» Ele chamou um menino, colocou-o no meio deles e disse: «Em verdade vos digo: Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu. Quem, pois, se fizer humilde como este menino será o maior no Reino do Céu. Quem receber um menino como este, em meu nome, é a mim que recebe.» «Livrai-vos de desprezar um só destes pequeninos, pois digo-vos que os seus anjos, no Céu, vêem constantemente a face de meu Pai que está no Céu. Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se tresmalhar, não deixará as noventa e nove no monte, para ir à procura da tresmalhada? E, se chegar a encontrá la, em verdade vos digo: alegra-se mais com ela do que com as noventa e nove que não se tresmalharam. Assim também é da vontade de vosso Pai que está no Céu que não se perca um só destes pequeninos.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão e doutor da Igreja
Comentário ao Salmo 118, 22, 27-30

«Também é da vontade de vosso Pai que está no Céu que não se perca um só destes pequeninos»


Vinde, Senhor Jesus, procurai o vosso servo; procurai a vossa cansada ovelha; vinde, pastor [...]. Enquanto Vos demorais nas montanhas, eis que a vossa ovelha erra, perdida; deixai as outras noventa e nove que tendes e vinde procurar aquela que se perdeu. Vinde, sem que ninguém Vos ajude, sem Vos fazerdes anunciar; sou eu quem Vos espera. Não tragais o chicote, trazei amor; vinde com a doçura do vosso espírito. Não hesiteis em deixar nas montanhas as noventa e nove ovelhas que possuís; aos altos cumes onde as deixastes, não terão os lobos acesso [...] Vinde até mim, que me perdi do rebanho das alturas, porque também aí me havíeis posto, mas os lobos da noite fizeram que abandonasse os vossos prados.
Procurai-me, Senhor, pois na minha prece procuro-Vos. Procurai-me, encontrai-me, perdoai-me, levai-me! Aquele a quem procurais Vós podereis encontrá-lo, aquele que encontrais, dignai-Vos perdoá-lo, e este a quem perdoais, ponde-o aos vossos ombros. Nunca tal fardo de amor Vos pesará, pois que sem vos afadigardes sois o portageiro da justiça. Vinde portanto, Senhor, porque se é verdade que eu erro, «Não esquecerei as vossas palavras» (Sl 118,16), e conservo a esperança do remédio. Vinde, Senhor, só Vós podereis chamar a vossa ovelha perdida, e às outras que deixais não causareis mal algum; elas alegrar-se-ão por ver regressar o pecador. Vinde, haverá salvação na Terra e alegria nos céus (Lc 15,7).
Não envieis servos, não envieis mercenários, vinde Vós, em pessoa, procurar a vossa ovelha. Perdoai-me nesta carne que com Adão caiu. Reconhecei em mim, neste gesto, não o filho de Eva mas o filho de Maria, virgem pura, virgem pela graça, sem mácula de pecado; depois levai-me até à vossa cruz, que é a salvação dos homens perdidos, o único repouso dos homens cansados, a única vida de todos quantos morrem.





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domingo, 10 de agosto de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 11 de Agosto de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santa Clara de Assis, virgem, fundadora, +1253

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São Paciano de Barcelona : Libertados pelo Filho do Homem que se entrega às mãos dos homens


Evangelho segundo S. Mateus 17,22-27.

Estando reunidos na Galileia, Jesus disse-lhes: «O Filho do Homem tem de ser entregue nas mãos dos homens, que o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.» E eles ficaram profundamente consternados. Entrando em Cafarnaúm, aproximaram-se de Pedro os cobradores do imposto do templo e disseram-lhe: «O vosso Mestre não paga o imposto?» Ele respondeu: «Paga, sim». Quando chegou a casa, Jesus antecipou-se, dizendo: «Simão, que te parece? De quem recebem os reis da terra impostos e contribuições? Dos seus filhos, ou dos estranhos?» E como ele respondesse: «Dos estranhos», Jesus disse-lhe: «Então, os filhos estão isentos. No entanto, para não os escandalizarmos, vai ao mar, deita o anzol, apanha o primeiro peixe que nele cair, abre-lhe a boca e encontrarás lá um estáter. Toma-o e dá-lho por mim e por ti.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Paciano de Barcelona ( ? – c. 390), bispo
Homilia sobre o baptismo, 7

Libertados pelo Filho do Homem que se entrega às mãos dos homens


Todos os povos foram libertados, por Nosso Senhor Jesus Cristo, das forças que os mantinham cativos. Foi Ele, sim, Ele, quem nos resgatou. Como diz o apóstolo Paulo: «perdoou-nos todas as nossas faltas, anulou o documento que, com os seus decretos, era contra nós; aboliu-o inteiramente, e cravou-o na cruz. Depois de ter despojado os Poderes e as Autoridades, expô-los publicamente em espectáculo, e celebrou o triunfo que na cruz obtivera sobre eles.» (Col 2, 13-15). Ele libertou os presos acorrentados e quebrou as correntes, como David o dissera: «O Senhor salva os oprimidos, o Senhor liberta os prisioneiros, o Senhor dá vista aos cegos». E ainda: «Senhor, quebraste as minhas cadeias, hei-de oferecer-te sacrifícios de louvor» (Sl 145, 7-8; 115, 16-17).

Sim, ficámos libertos das correntes, nós que fomos reunidos ao chamado do Senhor pelo sacramento do baptismo [...]. Fomos libertados pelo sangue de Cristo e pela invocação do seu nome [...] Portanto, ó bem-amados, fomos para todo o sempre lavados pela água do baptismo, para todo o sempre estamos libertos, para todo o sempre acolhidos no seu Reino imortal. Para todo o sempre serão «Feliz aquele a quem é perdoada a culpa e absolvido o pecado» (Sl 31, 1; Rm 4,7). Mantende com coragem o que haveis recebido, conservai-o para vossa felicidade, não volteis a pecar. De ora em diante, conservai-vos puros e irrepreensíveis para o dia do Senhor.





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sábado, 9 de agosto de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 10 de Agosto de 2008

XIX Domingo Comum (semana III do saltério)
Hoje a Igreja celebra : S. Lourenço, diácono, mártir, +258

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Orígenes : «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus»


Evangelho segundo S. Mateus 14,22-33.

Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo. No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.» «Vem» disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!» Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» E, quando entraram no barco, o vento amainou. Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Orígenes (c. 185-253), presbítero e teólogo
Comentário ao Evangelho de Mateus, 11, 6

«Tu és verdadeiramente o Filho de Deus»


Quando tivermos suportado as longas horas da noite escura que domina os momentos de prova, quando tivermos feito o melhor que sabemos, [...] tenhamos a certeza de que, para o fim da noite, quando «a noite vai adiantada, e o dia está próximo» (Rom 13, 12), o Filho de Deus virá até junto de nós, caminhando sobre as ondas. Quando O virmos aparecer assim, ficaremos perturbados, até compreendermos claramente que é o Salvador que vem ao nosso encontro. Pensando ainda que vemos um fantasma, gritaremos de medo, mas Ele dir-nos-á imediatamente: «Tende confiança, sou Eu, não temais.»

Talvez essas palavras de conforto façam surgir em nós um Pedro a caminho da perfeição, que desça da barca, seguro de ter escapado à prova que o abalava. Inicialmente, o seu desejo de se aproximar de Jesus permitir-lhe-á andar sobre as águas. Mas, tendo ele uma fé ainda pouco segura, estando ainda cheio de dúvidas, aperceber-se-á da «força do vento», terá medo e começará a afundar-se. Escapará porém a tal infortúnio, apelando para Jesus com um forte brado: «Senhor, salva-me!» E, mal este Pedro acabe de dizer «Senhor, Salva-me!», já o Verbo terá estendido a mão para o socorrer, agarrando-o quando ele começava a afundar-se, censurando-lhe a falta de fé e as dúvidas. Notemos, porém, que Ele não diz: «Incrédulo!», mas antes: «Homem de pouca fé!», e acrescenta: «Por que duvidaste?», ou seja: «Tinhas alguma fé, mas deixaste-te levar na direcção contrária.» E Jesus e Pedro voltarão a entrar para a barca, o vento acalmará e os outros discípulos, compreendendo os perigos a que escaparam, adorarão a Jesus dizendo: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus» – palavras que só os discípulos próximos de Jesus, os que se encontravam na barca, podem proferir.





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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 09 de Agosto de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), religiosa, mártir, padroeira da Europa, +1942

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São Thomas More : «Creio! Ajuda a minha incredulidade» (Mc 9, 24)


Evangelho segundo S. Mateus 17,14-20.

Quando eles chegaram perto da multidão, um homem aproximou se de Jesus, ajoelhou-se a seus pés e disse lhe: «Senhor, tem piedade do meu filho. Ele tem ataques e está muito mal. Cai frequentemente no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo.» Disse Jesus: «Geração descrente e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-mo cá.» Jesus falou severamente ao demónio, e este saiu do jovem que, a partir desse momento, ficou curado. Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe em particular: «Porque é que nós não fomos capazes de expulsá-lo?» Disse-lhes Ele: «Pela vossa pouca fé. Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: 'Muda-te daqui para acolá', e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Thomas More (1478-1535), estadista inglês, mártir
Diálogo do Conforto contra a Tribulação

«Creio! Ajuda a minha incredulidade» (Mc 9, 24)


«Senhor, aumenta-nos a fé!» (Lc 17, 6). Meditemos nas palavras de Cristo e compreendamos que, se não permitíssemos que a nossa fé amornasse, ou mesmo que esfriasse, que perdesse a força, fazendo devanear os nossos pensamentos por futilidades, deixaríamos de dar importância às coisas deste mundo, juntaríamos a nossa fé num cantinho da alma.

Semearíamos então o grão de mostarda no jardim do nosso coração, depois de termos arrancado todas as ervas daninhas, e a semente cresceria. Com firme confiança na palavra de Deus, afastaríamos uma montanha de aflições; mas, se a nossa fé for vacilante, nem um montinho de terra seremos capazes de deslocar. Para terminar esta conversa, dir-vos-ei que, dado que o conforto espiritual pressupõe sempre uma base de fé, fé que só Deus nos pode dar, não devemos cessar nunca de lha pedir.





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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 08 de Agosto de 2008

Hoje a Igreja celebra : S. Domingos de Gusmão, presbítero, fundador, +1221

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São [Padre] Pio de Pietrelcina : «Tome a sua cruz e siga-Me»


Evangelho segundo S. Mateus 16,24-28.

Jesus disse, então, aos discípulos: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Ou que poderá dar o homem em troca da sua vida? Porque o Filho do Homem há-de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme o seu procedimento. Em verdade vos digo: alguns dos que estão aqui presentes não hão-de experimentar a morte, antes de terem visto chegar o Filho do Homem com o seu Reino.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São [Padre] Pio de Pietrelcina (1887-1968), capuchinho
FSP, 119 ; Ep 3,441 ; CE, 21 ; Ep 3,413

«Tome a sua cruz e siga-Me»


Durante a tua vida, Cristo não te pede que carregues com Ele todo o peso da Sua cruz, que é uma cruz pesada, mas apenas uma pequena parte, aceitando os teus sofrimentos. Nada tens a temer. Pelo contrário, considera-te muito feliz por teres sido considerado digno de participar nos sofrimentos do Homem-Deus. Não se trata de um abandono nem de um castigo de Deus; pelo contrário, Ele está a dar-te uma prova do Seu amor, do Seu grande amor. Deves agradecer-Lho e resignar-te a beber o cálice do Getsemani.

Por vezes, o Senhor faz-te sentir o peso da cruz. Esse peso parece-te insuportável e, contudo, tu carrega-lo porque o Senhor, que é cheio de amor e de misericórdia, te estende a Sua mão e te dá as forças de que precisas. Perante a falta de piedade dos homens, o Senhor tem necessidade de pessoas que sofram com Ele. É por isso que me conduz às vias dolorosas de que me falas na tua carta. Mas que Ele seja bendito para sempre, porque o Seu amor transporta a doçura para o meio da amargura, e transforma os sofrimentos passageiros desta vida em méritos para a eternidade.





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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 07 de Agosto de 2008

Hoje a Igreja celebra : S. Sisto II, papa, e companheiros mártires, +258,   S. Caetano, presbítero, +1547

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Beata Teresa de Calcutá : O sacramento da reconciliação: "Tudo o que tiveres desligado na terra será desligado nos céus"


Evangelho segundo S. Mateus 16,13-23.

Ao chegar à região de Cesareia de Filipe, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?» Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas.» Perguntou-lhes de novo: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.» Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu. Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. Dar-te ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.» Depois, ordenou aos discípulos que a ninguém dissessem que Ele era o Messias. A partir desse momento, Jesus Cristo começou a fazer ver aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito, da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos doutores da Lei, ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar. Tomando-o de parte, Pedro começou a repreendê-lo, dizendo: «Deus te livre, Senhor! Isso nunca te há-de acontecer!» Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: «Afasta-te, Satanás! Tu és para mim um estorvo, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens!»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Beata Teresa de Calcutá (1910-1097), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
Não há maior amor

O sacramento da reconciliação: "Tudo o que tiveres desligado na terra será desligado nos céus"


A confissão é um acto magnífico, um acto de grande amor. Só ali nos podemos dirigir como pecadores, portadores do pecado; só dali podemos regressar como pecadores perdoados, sem pecado.
      
A confissão não é senão a humildade em acção. Chamávamos-lhe outrora penitência, mas trata-se verdadeiramente de um sacramento de amor, do sacramento do perdão. Quando uma brecha se abre entre mim e Cristo, quando o meu amor cria fissuras, qualquer coisa pode vir ocupar esse interstício. A confissão é aquele momento em que permito a Cristo que retire de mim tudo o que divide, tudo o que destrói. A realidade dos meus pecados deve aparecer em primeiro lugar. À maior parte de nós, espreita o perigo de esquecer que somos pecadores e que devemos dirigir-nos à confissão enquanto tal. Devemos dirigir-nos a Deus para lhe dizer quanto estamos desolados por tudo o que pudemos ter feito e que o feriu.
      
O confessionário não é lugar para conversas banais ou tagarelices. O que aí importa é apenas um assunto - os meus pecados, o meu arrependimento, o meu perdão, como vencer as minhas tentações, como praticar a virtude, como crescer no amor de Deus.





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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 06 de Agosto de 2008

Hoje a Igreja celebra : Transfiguração do Senhor

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S João Damasceno : "Eis que lhes apareceram Moisés e Elias que falavam com Ele"


Evangelho segundo S. Mateus 17,1-9.

Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e seu irmão João, e levou-os, só a eles, a um alto monte. Transfigurou-se diante deles: o seu rosto resplandeceu como o Sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. Nisto, apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele. Tomando a palavra, Pedro disse a Jesus: «Senhor, é bom estarmos aqui; se quiseres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.» Ainda ele estava a falar, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra, e uma voz dizia da nuvem: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-o.» Ao ouvirem isto, os discípulos caíram com a face por terra, muito assustados. Aproximando-se deles, Jesus tocou-lhes, dizendo: «Levantai-vos e não tenhais medo.» Erguendo os olhos, os discípulos apenas viram Jesus e mais ninguém. Enquanto desciam do monte, Jesus ordenou-lhes: «Não conteis a ninguém o que acabastes de ver, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

S João Damasceno (c. 675-749), monge, teólogo, doutor da Igreja
Homilia sobre a Transfiguração do Senhor

"Eis que lhes apareceram Moisés e Elias que falavam com Ele"


"Uma núvem luminosa cobriu-os com a sua sombra" e os discípulos foram tomados de grande temor vendo Jesus, o Salvador, com Moisés e Elias na núvem. Outrora, é certo, quando Moisés viu Deus, entrou na núvem divina (Ex 24,18), dando assim a compreender que a Lei era uma sombra. Escuta o que diz S. Paulo: "Na verdade, a Lei não era mais do que sombra dos bens futuros, não a própria realidade" (He 10,1).
      
Nesse tempo, Israel "não tinha podido fixar os olhos na glória passageira do rosto de Moisés" ("Co 3,7). "Mas nós, com o rosto descoberto, reflectimos a glória do Senhor e somos transformados de uma glória para uma glória ainda maior, pela acção do Senhor que é Espírito" (v. 18). É por isso que a núvem que cobriu os discípulos com a sua sombra não estava cheia de trevas mas de luz. Com efeito, "o mistério escondido há séculos e através das gerações foi revelado" (Col 1,26) e a glória perpétua e eterna foi manifestada. Eis porque é que Moisés e Elias, um de cada lado do Salvador, personificavam a Lei e os profetas. Aquele que a Lei e os profetas anunciavam é, na verdade, Jesus, o dispensador da vida.
      
Moisés representa também a assembleia dos santos que outrora adormeceram (Dt 24,5) e Elias, a dos vivos (2R 2,11), porque Jesus transfigurado é o Senhor dos vivos e dos mortos. E Moisés entrou finalmente na Terra Prometida porque é Jesus que aí o conduz. Outrora, Moisés tinha visto apenas de longe a herança prometida (Dt 34,4); hoje vê-a nitidamente.





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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 05 de Agosto de 2008

Hoje a Igreja celebra : Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior,   Nossa Senhora de África

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Santo Agostinho : «São cegos a conduzir outros cegos»


Evangelho segundo S. Mateus 15,1-2.10-14.

Aproximaram-se, então, de Jesus alguns fariseus e doutores da Lei, vindos de Jerusalém e disseram-lhe: «Porque transgridem os teus discípulos a tradição dos antigos? Pois não lavam as mãos antes das refeições.» Jesus chamou, depois, a multidão para junto de si e disse-lhes: «Escutai e tratai de compreender! Não é aquilo que entra pela boca que torna o homem impuro; o que sai da boca é que torna o homem impuro.» Os discípulos aproximaram-se dele e disseram-lhe: «Sabes que os fariseus ficaram escandalizados, por te ouvirem falar assim?» Ele respondeu: «Toda a planta que não tenha sido plantada por meu Pai celeste será arrancada. Deixai-os: são cegos a conduzir outros cegos! Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão nalguma cova.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (345-430), bispo de Hipona (África do Norte) e doutor da Igreja
Sermões sobre São João, nº 34

«São cegos a conduzir outros cegos»


«Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas» (Jo 8,12). De facto o Senhor ilumina aqueles que estão cegos. Nós, irmãos, somos iluminados, desde esta vida, pelo colírio da fé. O Senhor começou por misturar a sua saliva com terra para com ela ungir os olhos do cego de nascença (Jo 9,6). Também nós, filhos de Adão, somos cegos de nascença e precisamos que o Senhor nos ilumine. Ele mistura a sua saliva com terra: «E o Verbo fez-se homem, e veio habitar connosco» (Jo 1,14) [...].

Vê-lo-emos face a face. «Agora, diz o apóstolo Paulo, vemos como num espelho, de maneira confusa; depois, veremos face a face; agora, conheço de modo imperfeito; depois, conhecerei como sou conhecido» (1 Cor 13,12). São João também diz na sua epístola: «Caríssimos, agora já somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. O que sabemos é que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos tal como Ele é» (1 Jo 3,2). Eis a promessa que te é feita: se amas, segue-O, portanto.

Amo-O, dir-me-ás, mas por que caminho O seguir? [...] Perguntas pelo caminho que se deve tomar? Escuta o Salvador a dizer-te, logo: «Eu sou o Caminho». Onde vai dar este caminho? «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14,6) [...]. Não te é dito: esforça-te por procurar o caminho que conduz à verdade e à vida; não, não é isso que te é dito. Levanta-te, preguiçoso, o caminho em pessoa veio encontrar-te. Ele despertar-te-á do teu sono, se ouvires a sua voz a dizer-te: «Levanta-te e anda» (Mt 9,5).





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domingo, 3 de agosto de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 04 de Agosto de 2008

Hoje a Igreja celebra : S. João Maria Vianney, presbítero, +1859

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São Bruno : «Jesus subiu a um monte para orar na solidão»


Evangelho segundo S. Mateus 14,22-36.

Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo. No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.» «Vem» disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!» Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» E, quando entraram no barco, o vento amainou. Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!» Após a travessia, pisaram terra em Genesaré. Ao reconhecerem-no, os habitantes daquele lugar espalharam a notícia por toda a região. Trouxeram-lhe todos os doentes, suplicando-lhe que, ao menos, os deixasse tocar na orla do seu manto. E todos aqueles que a tocaram, ficaram curados.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Bruno ( ? – 1101), fundador dos cartuxos
Carta a Raoul le Verd, 4, 15-16

«Jesus subiu a um monte para orar na solidão»


Querido irmão, habito um deserto situado na Calábria, bastante afastado, de todos os lados, das habitações dos homens; aqui estou com os meus irmãos religiosos, alguns deles detentores de muita sabedoria; fazem vigília santa e perseverante, à espera do regresso do seu Mestre, para Lhe abrirem a porta quando Ele bater (Lc 12,36) [...].

O que a solidão e o silêncio do deserto trazem de útil e de divina alegria àqueles que os amam, sabem-nos aqueles que tal experimentaram. Aqui, de facto, os homens fortes podem recolher-se o quanto desejarem, ficar em si próprios, cultivar assiduamente as virtudes e alimentar-se, em felicidade, dos frutos do paraíso. Aqui esforçamo-nos por adquirir aquele olhar claro que fere de amor o divino Esposo e cuja pureza denuncia ver a Deus. Aqui nos dedicamos a um repouso bem preenchido e nos pacificamos em acções tranquilas. Aqui Deus dá aos seus atletas, para o labor do combate, a desejada recompensa: uma paz que o mundo ignora e a alegria no Espírito Santo [...].

De facto, que há de mais contrário à razão, à justiça, à própria natureza, que preferir a criatura ao Criador, perseguir os bens perecíveis mais que os bens eternos, os da terra mais que os do céu? [...] A Verdade em pessoa dá este conselho a todos: «Vinde a mim, vós que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos» (Mt 11,28). Não é um ingrato sofrimento ser atormentado pelo desejo de adquirir, pelas preocupações, pela ansiedade, pelo temor? [...] Foge, irmão, de todas estas inquietações, muda-te da tempestade deste mundo para o repouso tranquilo e seguro do bom porto.





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sábado, 2 de agosto de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 03 de Agosto de 2008

XVIII Domingo Comum (semana II do saltério)
Hoje a Igreja celebra : Santa Lídia, + cerca de 60,  S. Pedro de Anagni, bispo, +1105

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Papa bento XVI: "Dai-lhes vós mesmos de comer"


Evangelho segundo S. Mateus 14,13-21.

Tendo ouvido isto, Jesus retirou-se dali sozinho num barco, para um lugar deserto; mas o povo, quando soube, seguiu-o a pé, desde as cidades. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de misericórdia para com ela, curou os seus enfermos. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram-lhe: «Este sítio é deserto e a hora já vai avançada. Manda embora a multidão, para que possa ir às aldeias comprar alimento.» Mas Jesus disse-lhes: «Não é preciso que eles vão; dai-lhes vós mesmos de comer.» Responderam: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.» «Trazei-mos cá» disse Ele. E, depois de ordenar à multidão que se sentasse na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu e pronunciou a bênção; partiu, depois, os pães e deu os aos discípulos, e estes distribuíram-nos pela multidão. Todos comeram e ficaram saciados; e, com o que sobejou, encheram doze cestos. Ora, os que comeram eram uns cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Papa bento XVI
Sacramentum caritatis, 88 (trad. DC n° 2377, p. 339 © copyright Libreria Editrice Vaticana)

"Dai-lhes vós mesmos de comer"


« O pão que Eu hei-de dar é a minha carne que Eu darei pela vida do mundo » (Jo 6, 51). Com estas palavras, o Senhor revela o verdadeiro significado do dom da sua vida por todos os homens; as mesmas mostram-nos também a compaixão íntima que Ele sente por cada pessoa.
Na realidade, os Evangelhos transmitem-nos muitas vezes os sentimentos de Jesus para com as pessoas, especialmente doentes e pecadores (Mt 20, 34; Mc 6, 34; Lc 19, 41). Ele exprime, através dum sentimento profundamente humano, a intenção salvífica de Deus que deseja que todo o homem alcance a verdadeira vida. Cada celebração eucarística actualiza sacramentalmente a doação que Jesus fez da sua própria vida na cruz por nós e pelo mundo inteiro. Ao mesmo tempo, na Eucaristia, Jesus faz de nós testemunhas da compaixão de Deus por cada irmão e irmã; nasce assim, à volta do mistério eucarístico, o serviço da caridade para com o próximo, que « consiste precisamente no facto de eu amar, em Deus e com Deus, a pessoa que não me agrada ou que nem conheço sequer.
Isto só é possível realizar-se a partir do encontro íntimo com Deus, um encontro que se tornou comunhão de vontade, chegando mesmo a tocar o sentimento. Então aprendo a ver aquela pessoa já não somente com os meus olhos e sentimentos, mas segundo a perspectiva de Jesus Cristo ».(240) Desta forma, nas pessoas que contacto, reconheço irmãs e irmãos, pelos quais o Senhor deu a sua vida amando-os « até ao fim » (Jo 13, 1).
Por conseguinte, as nossas comunidades, quando celebram a Eucaristia, devem consciencializar-se cada vez mais de que o sacrifício de Jesus é por todos; e, assim, a Eucaristia impele todo o que acredita n'Ele a fazer-se « pão repartido » para os outros e, consequentemente, a empenhar-se por um mundo mais justo e fraterno. Como sucedeu na multiplicação dos pães e dos peixes, temos de reconhecer que Cristo continua, ainda hoje, exortando os seus discípulos a empenharem-se pessoalmente: « Dai-lhes vós de comer » (Mt 14, 16). Na verdade, a vocação de cada um de nós consiste em ser, unido a Jesus, pão repartido para a vida do mundo.





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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 02 de Agosto de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santo Eusébio de Vercelli, bispo, +370,   S. Pedro Julião Eymard, presbítero, +1868,   S. Gaudêncio de Évora, mártir, séc. II?

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Beato Guerric d'Igny : A grandeza de João Baptista


Evangelho segundo S. Mateus 14,1-12.

Por aquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos de Herodes, o tetrarca, e ele disse aos seus cortesãos: «Esse homem é João Baptista! Ressuscitou dos mortos e, por isso, se manifestam nele tais poderes miraculosos.» De facto, Herodes tinha prendido João, algemara-o e metera-o na prisão, por causa de Herodíade, mulher de seu irmão Filipe. Porque João dizia-lhe: «Não te é lícito possuí-la.» Quisera mesmo dar-lhe a morte, mas teve medo do povo, que o considerava um profeta. Ora, quando Herodes festejou o seu aniversário, a filha de Herodíade dançou perante os convidados e agradou a Herodes, pelo que ele se comprometeu, sob juramento, a dar lhe o que ela lhe pedisse. Induzida pela mãe, respondeu: «Dá-me, aqui num prato, a cabeça de João Baptista.» O rei ficou triste, mas, devido ao juramento e aos convidados, ordenou que lha trouxessem e mandou decapitar João Baptista na prisão. Trouxeram, num prato, a cabeça de João e deram-na à jovem, que a levou à sua mãe. Os discípulos de João vieram buscar o corpo e sepultaram-no; depois, foram dar a notícia a Jesus.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Beato Guerric d'Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense
3º Sermão sobre João Baptista

A grandeza de João Baptista


O que dá grandiosidade a João, aquilo que o fez grande entre os grandes, foi o facto de ele ter levado ao extremo as suas virtudes [...], a estas acrescentando a maior de todas, a humildade. Enquanto todos o consideravam o mais importante de todos, ele, espontaneamente e com o desvelo do amor, colocou acima de si Aquele que é o mais humilde de todos, e de tal maneira O colocou acima de si que se declarou indigno de lhe descalçar as sandálias (Mt 3,11).

Que os homens se maravilhem por João ter sido predito pelos profetas, por ter sido anunciado por um anjo [...], por ter nascido de pais tão santos e nobres, ainda que idosos e estéreis [...], por ter preparado o caminho ao Redentor no deserto, por ter feito voltar o coração dos pais a seus filhos e os dos filhos a seus pais (Lc 1, 17), por ter sido julgado digno de baptizar o Filho, por ouvir o Pai, por ver o Espírito Santo em forma corpórea (Lc 3,22), por, enfim, ter lutado até à morte pela verdade e por, para ser o percursor de Cristo até à morada dos mortos, ter sido mártir de Cristo antes da Paixão. Que todos se maravilhem com isto [...]

Quanto a nós, irmãos, é a sua humildade que nos é proposta como objecto não só de admiração, mas também de imitação. Ela incitou-o a não se fazer passar por grande, quando o podia ter feito [...] De facto, este fiel «amigo do Esposo» (Jo 3,29), que amava o seu Senhor mais do que a si próprio, desejava ele próprio «diminuir» para que Ele pudesse «crescer» (v.30). Esforçava-se por tornar maior a glória de Cristo fazendo-se a si próprio mais pequeno, exprimindo assim em toda a sua conduta aquilo que diria o apóstolo Paulo: «Pois não nos pregamos a nós próprios, mas a Cristo Jesus, o Senhor» (2 Cor 4,5).





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quinta-feira, 31 de julho de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 01 de Agosto de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santo Afonso Maria de Ligório, bispo, Doutor da Igreja, +1787

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Santo Hilário : «Não é o filho do carpinteiro?... Ele não fez muitos milagres neste lugar, em virtude da falta e fé deles»


Evangelho segundo S. Mateus 13,54-58.

Tendo chegado à sua terra, ensinava os habitantes na sinagoga deles, de modo que todos se enchiam de assombro e diziam: «De onde lhe vem esta sabedoria e o poder de fazer milagres? Não é Ele o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Suas irmãs não estão todas entre nós? De onde lhe vem, pois, tudo isto?» E estavam escandalizados por causa dele. Mas Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua pátria e em sua casa.» E não fez ali muitos milagres, por causa da falta de fé daquela gente.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Hilário (c. 315-367), bispo de Poitiers, Doutor da Igreja
A Trindade, 12,52-53

«Não é o filho do carpinteiro?... Ele não fez muitos milagres neste lugar, em virtude da falta e fé deles»


Por tanto tempo quanto eu goze do sopro de vida que me concedeste, Pai santo, Deus todo poderoso, proclamar-te-ei  Deus eterno, e também Pai eterno. Nunca eu me farei juiz do teu poder supremo e dos teus mistérios; nunca eu farei passar o meu conhecimento limitado à  frente da noção verdadeira do teu infinito; nunca eu afirmarei que outrora exististe sem a tua Sabedoria, sem o teu Poder e o teu Verbo, Deus, o Unigénito, meu Senhor JESUS Cristo. É que mesmo sendo a linguagem humana fraca e imperfeita, ao falar de ti, ela não limitará o meu espírito ao ponto de reduzir a minha fé ao silêncio, por falta de palavras capazes de exprimir o mistério do teu ser...

Também nas realidades da natureza, há muitas coisas das quais não conhecemos a causa, sem contudo lhes ignorarmos os efeitos. E, quando, pela nossa natureza, não sabemos o que dizer dessas coisas, a nossa fé cora de adoração. Quando contemplo o movimento das estrelas..., o fluxo e refluxo do mar..., o poder escondido na mais pequena semente..., a minha ignorância ajuda-me a contemplar-te, pois, se não compreendo essa natureza que está ao meu serviço, distingo nela a tua bondade, mesmo pelo facto de existir para me servir. Eu próprio, apercebo-me de que não me conheço, mas admiro-te tanto mais... Deste-me a razão e a vida e os meus sentidos de homem que me causam tantas alegrias, mas não consigo compreender qual foi o meu começo de homem.

É, pois, não conhecendo aquilo que me cerca, que capto aquilo que és; e, percebendo aquilo que és, adoro-te. Por isso, quando se trata dos teus mistérios, o não os compreender, não diminui a minha fé no teu poder supremo... O nascimento o teu Filho eterno ultrapassa a própria noção de eternidade, é anterior aos tempos eternos. Nunca exististe sem ele... És o Pai eterno do teu Unigénito, antes dos tempos eternos.





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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 31 de Julho de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santo Inácio de Loyola, presbítero, fundador, +1556

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Santa Catarina de Sena : «Qem acredita no Filho tem a vida eterna; quem se recusa a acreditar nEle não verá a vida» (Jo 3, 36)


Evangelho segundo S. Mateus 13,47-53.

«O Reino do Céu é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que ela se enche, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e escolhem os bons para as canastras, e os ruins, deitam-nos fora. Assim será no fim do mundo: sairão os anjos e separarão os maus do meio dos justos, para os lançarem na fornalha ardente: ali haverá choro e ranger de dentes.» «Compreendestes tudo isto?» «Sim» responderam eles. Jesus disse-lhes, então: «Por isso, todo o doutor da Lei instruído acerca do Reino do Céu é semelhante a um pai de família, que tira coisas novas e velhas do seu tesouro.» Depois de terminar estas parábolas, Jesus partiu dali.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Catarina de Sena (1347-1380), terceira dominicana, Doutora da Igreja, co-padroeira da Europa
Diálogo

«Qem acredita no Filho tem a vida eterna; quem se recusa a acreditar nEle não verá a vida» (Jo 3, 36)


[Santa Catarina ouviu Deus dizer:] No último dia do julgamento, quando o Verbo, meu Filho, revestido da sua majestade, vier julgar o mundo com o seu poder divino, não virá como aquele pobre miserável que era quando nasceu do seio da Virgem, num estábulo, entre os animais; ou tal como morreu, entre dois ladrões. Então, o meu poder estava escondido nele; eu deixava-o suportar, como homem, penas e tormentos. Não que a minha natureza divina tivesse estado separada da natureza humana, mas eu deixava-o sofrer como um homem para expiar as vossas faltas. Não, não será assim que Ele virá no momento supremo: ele virá em todo o seu poder e em todo o esplendor da sua própria pessoa...

Aos justos, inspirará, ao mesmo tempo que um medo respeitoso, um grande júbilo. Não que o seu rosto mude: o seu rosto, em virtude da natureza divina, é imutável, pois ele é um só, comigo, e, em virtude da natureza humana, o seu rosto é igualmente imutável, pois assumiu a glória da ressurreição. Aos olhos dos reprovados, ele surgirá terrível, porque é com esse olhar de espanto e perturbação, que trazem dentro de si próprios, que o verão os pecadores.

Não é isso que se passa com um olho doente? No sol brilhante, nada vê além das trevas, enquanto que o olho são vê nele a luz. Não é que a luz tenha qualquer defeito; não é o sol que se modifica. O defeito está no olho cego. É assim que os reprovados verão o meu Filho nas trevas, no ódio e na confusão. Será por culpa da sua própria enfermidade, e não por culpa da minha majestade divina, com a qual o meu Filho surgirá para julgar o mundo.





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terça-feira, 29 de julho de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 30 de Julho de 2008

Hoje a Igreja celebra : S. Pedro Crisólogo, bispo, Doutor da Igreja, +450

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Santa Teresa do Menino Jesus : Um tesouro escondido


Evangelho segundo S. Mateus 13,44-46.

«O Reino do Céu é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem encontra. Volta a escondê-lo e, cheio de alegria, vai, vende tudo o que possui e compra o campo. O Reino do Céu é também semelhante a um negociante que busca boas pérolas. Tendo encontrado uma pérola de grande valor, vende tudo quanto possui e compra a pérola.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Teresa do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, Doutora da Igreja
Ms C, 25, vº

Um tesouro escondido


Diz a esposa do Cântico [...] que se ergueu do leito para ir à procura do seu bem-amado na cidade, mas em vão o procurou; depois de ter saído da cidade, então encontrou aquele que o seu coração amava (Cant 3, 1-4). Jesus esconde-Se, não quer que encontremos a Sua presença adorável no repouso. [...] Oh!, que melodia para o meu coração é este silêncio de Jesus, que Se faz pobre a fim de que possamos exercer a caridade com Ele, que nos estende a mão como um mendigo a fim de que, no dia radioso do juízo, quando vier em toda a Sua glória, Ele possa dizer-nos estas doces palavras: «Vinde, benditos de Meu Pai [...], porque tive fome e destes-Me de comer, tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e recolhestes-Me; estava nu e destes-Me de vestir; adoeci e visitastes-Me; estive na prisão e fostes ter Comigo» (Mt 25, 34-36) Foi o próprio Jesus que proferiu estas palavras, é Ele que quer o nosso amor, que o mendiga. Ele coloca-Se, por assim dizer, à nossa mercê, nada quer tomar que não Lhe demos. [...]

Jesus é um tesouro escondido, um bem inestimável que poucas almas sabem encontrar, porque Se esconde e o mundo ama aquilo que brilha. Ah!, se Jesus tivesse querido mostrar-Se a todas as almas com os Seus dons inefáveis, certamente que não haveria uma só que O desdenhasse; mas Ele não quer que O amemos por causa dos Seus dons, Ele próprio há-de ser a nossa recompensa.

Para encontrar uma coisa que está escondida, a pessoa tem também de se esconder; a nossa vida há-de ser um mistério, havemos de nos parecer com Jesus, com Jesus cujo rosto permanecia oculto (Is 53, 3) [...]. Jesus ama-te com um amor tão grande que, se O visses, cairias num êxtase de amor [...], mas não O vês e sofres com isso. Porém Jesus não tardará a «levantar-se para o julgamento, para salvar os humildes da nação» (Sl 75, 10)





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segunda-feira, 28 de julho de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 29 de Julho de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santa Marta, amiga de Jesus,  Santos Maria e Lázaro, hospedeiros do Senhor

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Santo Agostinho : «Uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa»


Evangelho segundo S. Lucas 10,38-42.

Continuando o seu caminho, Jesus entrou numa aldeia. E uma mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. Tinha ela uma irmã, chamada Maria, a qual, sentada aos pés do Senhor, escutava a sua palavra. Marta, porém, andava atarefada com muitos serviços; e, aproximando-se, disse: «Senhor, não te preocupa que a minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe, pois, que me venha ajudar.» O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com muitas coisas; mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África) e doutor da Igreja
Sermão 104

«Uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa»


Na eternidade, havemos de nos sentar à mesa. Não me atreveria a dizê-lo, se não tivesse sido o Senhor a prometê-lo. Ele promete uma grande recompensa aos Seus servos, a quem diz: «Cingir-se-á, mandará que se ponham à mesa e servi-los-á» (Lc 12, 37). [...] Grande é, pois, a promessa, e feliz o seu cumprimento. Comportemo-nos de maneira a merecê-la; deixemo-nos ajudar a chegar ao local onde o Senhor nos servirá à mesa.

O que será essa refeição, a não ser um repouso? E o que significa «servi-los-á», a não ser que Ele nos saciará? Com que alimento e com que bebida? Certamente, com a própria verdade. [...] Não acreditas que Deus possa alimentar-te dessa maneira, quando já é assim que o teu olho se sacia de luz? Seja vista por muitos ou por poucos, a luz brilha sempre com a mesma intensidade, espalhando conforto, sem nunca faltar, sem diminuir com o uso. [...] Por que não compreendeis ainda? Porque andais ocupados com muitas coisas. É o trabalho de Marta que vos ocupa – mais ainda, que nos ocupa a todos. Pois ninguém está dispensado deste trabalho de assistência. [...]

É por isso, meus queridos, que vos peço e vos exorto [...]: desejemos juntos esta vida. Corramos para ela todos juntos, para nela permanecermos à chegada. Está a chegar a hora, e essa hora será sem fim, em que o Senhor nos fará sentar à mesa para nos servir. E que nos servirá, a não ser Ele mesmo? Por que quereis saber o que comereis? Será o próprio Senhor que comereis. [...] «Uma só coisa pedi ao Senhor, ardentemente a desejo: poder sentar-me na casa do Senhor todos os dias da minha vida, contemplando a beleza do Senhor» (Sl 27, 4) [...] Não tenhamos o gosto dos alimentos carnais [...], pois eles passarão. Se queres ser como Marta e dedicar-te aos mesmos ofícios, fá-lo com moderação e misericórdia. [...] O trabalho passa, e virá o repouso, mas só se chega ao repouso pelo trabalho. O navio passa e chega-se à pátria, mas só se chega à pátria no navio. Estou, porém, seguro de que não havemos de naufragar, porque somos transportados pelo madeiro da cruz.





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domingo, 27 de julho de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 28 de Julho de 2008

Hoje a Igreja celebra : S. Vítor I, papa, +199,   Beata Maria Teresa Kowalska, virgem e mártir, +1941

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Cardeal John Henry Newman : Cristo, grão de mostarda e fermento semeado pelo mundo


Evangelho segundo S. Mateus 13,31-35.

Jesus propôs-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. É a mais pequena de todas as sementes; mas, depois de crescer, torna-se a maior planta do horto e transforma-se numa árvore, a ponto de virem as aves do céu abrigar-se nos seus ramos.» Jesus disse-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até que tudo fique fermentado.» Tudo isto disse Jesus, em parábolas, à multidão, e nada lhes dizia sem ser em parábolas. Deste modo cumpria-se o que fora anunciado pelo profeta: Abrirei a minha boca em parábolas e proclamarei coisas ocultas desde a criação do mundo.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Cardeal John Henry Newman (1801-1890), sacerdote, fundador de comunidade religiosa, teólogo
PPS vol. 5, n° 20

Cristo, grão de mostarda e fermento semeado pelo mundo


Cristo veio a este mundo para o submeter a Si próprio, para o reivindicar como Seu, para afirmar os Seus direitos sobre ele como senhor, para o libertar do domínio usurpado pelo inimigo, para Se manifestar a todos os homens, para Se estabelecer nele. Cristo é o grão de mostarda que se desenvolverá silenciosamente, acabando por cobrir a terra inteira. Cristo é o fermento que abre secretamente caminho na massa dos homens, dos sistemas de pensamento e das instituições, até que tudo fique levedado. Até então, o céu e a terra estavam separados; o projecto de graça de Cristo consiste em fazer de ambos um só mundo, tornando a terra paralela ao céu.

Ele estava neste mundo desde o começo, mas os homens adoraram outros deuses. Ele veio a este mundo na carne, «mas o mundo não O conheceu. Veio ao que era Seu e os Seus não O receberam» (Jo 1, 10-11). Mas Ele veio para os levar a recebê-Lo, a conhecê-Lo, a adorá-Lo. Veio para integrar este mundo em Si, a fim de que, tal como Ele próprio é luz, também este mundo seja luz. Quando veio, não tinha «onde reclinar a cabeça» (Lc 9, 58), mas veio para constituir aqui um lugar para Si mesmo, para aqui constituir habitação, para aqui encontrar morada. Veio transformar o mundo inteiro na Sua morada de glória, este mundo que estava cativo das potências do mal.

Ele veio na noite, nasceu na noite escura, numa gruta. [...] Foi aí que primeiro repousou a cabeça, mas não o fez para aí permanecer para sempre. Não era Sua intenção deixar-Se ficar escondido nessa obscuridade. [...] O Seu objectivo era mudar o mundo. [...] O universo inteiro tinha de ser renovado por Ele, mas Ele a nada recorreu que já existisse, tudo criou a partir do nada. [...] Ele era uma luz que brilhava nas trevas, até que, pelo Seu próprio poder, criou um Templo digno do Seu nome.





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sábado, 26 de julho de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 27 de Julho de 2008

XVII Domingo Comum (semana I do Saltério)
Hoje a Igreja celebra : Santa Natália e companheiros, mártires, +852,   S. Pantaleão, mártir, séc. III

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Orígenes : A pérola de grande valor


Evangelho segundo S. Mateus 13,44-52.

«O Reino do Céu é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem encontra. Volta a escondê-lo e, cheio de alegria, vai, vende tudo o que possui e compra o campo. O Reino do Céu é também semelhante a um negociante que busca boas pérolas. Tendo encontrado uma pérola de grande valor, vende tudo quanto possui e compra a pérola.» «O Reino do Céu é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que ela se enche, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e escolhem os bons para as canastras, e os ruins, deitam-nos fora. Assim será no fim do mundo: sairão os anjos e separarão os maus do meio dos justos, para os lançarem na fornalha ardente: ali haverá choro e ranger de dentes.» «Compreendestes tudo isto?» «Sim» responderam eles. Jesus disse-lhes, então: «Por isso, todo o doutor da Lei instruído acerca do Reino do Céu é semelhante a um pai de família, que tira coisas novas e velhas do seu tesouro.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Orígenes (cerca 185-253), padre e teólogo
Comentário ao evangelho de Mateus, 10, 9-10

A pérola de grande valor


Ao homem «que procura belas pérolas», é preciso aplicar a parábola seguinte: «Procurai e achareis» e «Aquele que procura, encontra» (Mt 7, 7-8). Com efeito, a que se pode referir «procurai» e «quem procura, encontra»? Digamo-lo sem hesitar: às pérolas, e particularmente à pérola adquirida pelo homem que tudo deu e tudo perdeu. Por causa desta pérola, Paulo disse: «Aceitei perder tudo para ganhar Cristo» (Fil 3,8). Pela palavra «tudo» ele entende as belas pérolas, e por «ganhar Cristo» a única pérola grandemente valiosa.

Preciosa, seguramente, é a lâmpada para aqueles que estão nas trevas e da qual têm necessidade até ao nascer do sol. Preciosa também a glória resplandecente no rosto de Moisés (2Cor 3,7) e também, creio eu, no rosto dos outros profetas. Ela é bonita de se ver porque ela nos ajuda a prosseguir até que possamos contemplar a glória de Cristo, da qual o Pai dá testemunho dizendo: «Este é o meu Filho muito amado em quem pus toda a minha complacência» (Mt 3,17). «Comparada com esta glória eminentemente superior, desvaneceu-se a glória do primeiro ministério» (2 Cor 3,10). Tínhamos necessidade num primeiro tempo de uma glória susceptível de desaparecer frente à «glória que ultrapassa tudo», como tínhamos necessidade «de um conhecimento parcial» que «desaparecerá quando vier o que é perfeito» (1 Cor 13,9s).

Assim, toda a alma que está ainda na infância e caminha «para a perfeição dos adultos» (Hb 6,1) precisa de ser ensinada, envolvida, acompanhada até que se instaure nela «a plenitude dos tempos» (Gal 4,4) ... No fim, ela alcançará a sua maioridade e receberá o seu património: a pérola grandemente valiosa, «o que é perfeito e que faz desaparecer o que é parcial» (1Cor 13,10). Ela alcançará esse bem que ultrapassa tudo: o conhecimento de Cristo (Fil 3,8). Mas muitos não compreendem a beleza das numerosas pérolas da Lei e do «conhecimento parcial» divulgado por todos os profetas; imaginam erradamente que sem a Lei e os profetas perfeitamente compreendidos poderão encontrar a única pérola de grande valor ...: a compreensão plena do Evangelho e todo o sentido dos actos e das parábolas de Jesus Cristo.





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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 26 de Julho de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santos Joaquim e Ana, pais de Nossa Senhora

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Papa Bento XVI: "O campo é o mundo" (Mt 13,38)


Evangelho segundo S. Mateus 13,16-17.

Quanto a vós, ditosos os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. Em verdade vos digo: Muitos profetas e justos desejaram ver o que estais a ver, e não viram, e ouvir o que estais a ouvir, e não ouviram.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Papa Bento XVI
Sacramentum caritatis, 79 (trad. DC 2377, p. 335 © copyright Libreria Editrice Vaticana)

"O campo é o mundo" (Mt 13,38)


Em Cristo, cabeça da Igreja seu corpo, todos os cristãos formam uma « raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido por Deus para anunciar os louvores d'Aquele que os chamou das trevas à sua luz admirável » (1 Pd 2, 9). A Eucaristia, enquanto mistério a ser vivido, oferece-se a cada um de nós na condição concreta em que nos encontramos, fazendo com que esta mesma situação vital se torne um lugar onde viver diariamente a novidade cristã. Se o sacrifício eucarístico alimenta e faz crescer em nós tudo o que já nos foi dado no Baptismo, pelo qual todos somos chamados à santidade, então isso deve transparecer e manifestar-se precisamente nas situações ou estados de vida em que cada cristão se encontra; tornamo-nos dia após dia culto agradável a Deus, vivendo a própria vida como vocação. O próprio sacramento da Eucaristia, a partir da convocação litúrgica, compromete-nos na realidade quotidiana a fim de que tudo seja feito para glória de Deus.

E, dado que o mundo é «o campo» (Mt 13, 38) onde Deus coloca os seus filhos como boa semente, os cristãos leigos, em virtude do Baptismo e da Confirmação e corroborados pela Eucaristia, são chamados a viver a novidade radical trazida por Cristo precisamente no meio das condições normais da vida; devem cultivar o desejo de ver a Eucaristia influir cada vez mais profundamente na sua existência quotidiana, levando-os a serem testemunhas reconhecidas como tais no próprio ambiente de trabalho e na sociedade inteira. Dirijo um particular encorajamento às famílias a haurirem inspiração e força deste sacramento: o amor entre o homem e a mulher, o acolhimento da vida, a missão educadora aparecem como âmbitos privilegiados onde a Eucaristia pode mostrar a sua capacidade de transformar e encher de significado a existência. Os pastores nunca deixem de apoiar, educar e encorajar os fiéis leigos a viverem plenamente a própria vocação à santidade no meio deste mundo que Deus amou até ao ponto de dar o Filho para sua salvação (Jo 3, 16).





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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 25 de Julho de 2008

Hoje a Igreja celebra : S. Tiago Maior, apóstolo, mártir

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Orígenes : «Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e levou-os só a eles a um monte elevado» (Mc 9,2): S. Tiago, testemunha da luz


Evangelho segundo S. Mateus 20,20-28.

Aproximou-se então de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu, com os seus filhos, e prostrou-se diante dele para lhe fazer um pedido. «Que queres?» perguntou-lhe Ele. Ela respondeu: «Ordena que estes meus dois filhos se sentem um à tua direita e o outro à tua esquerda, no teu Reino.» Jesus retorquiu: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?» Eles responderam: «Podemos.» Jesus replicou-lhes: «Na verdade, bebereis o meu cálice; mas, o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence a mim concedê-lo: é para quem meu Pai o tem reservado.» Ouvindo isto, os outros dez ficaram indignados com os dois irmãos. Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores, e que os grandes exercem sobre elas o seu poder. Não seja assim entre vós. Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer se grande, seja o vosso servo; e quem, no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Orígenes (cerca 185-253), padre e teólogo
Catequeses sobre o livro do Génesis 1,7

«Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e levou-os só a eles a um monte elevado» (Mc 9,2): S. Tiago, testemunha da luz


Nem todos os que contemplam Cristo são igualmente iluminados por ele, mas cada um na medida que pode receber a luz. Os olhos do nosso corpo não são igualmente iluminados pelo sol; quanto mais subimos a lugares elevados, quanto mais alto contemplamos o nascer do sol, melhor nos apercebemos da luz e do calor. Igualmente o nosso espírito, quanto mais subir e se elevar para perto de Cristo, mais próximo se lhe oferecerá a luz da sua claridade, mais magnificamente e mais brilhantemente será alumiado pela sua luz. O Senhor disse de si próprio pelo profeta: «Aproximai-vos de mim, e eu me aproximarei de vós» (Zac 1,3) ...

Portanto não vamos todos a ele do mesmo modo, mas cada qual «segundo as suas próprias capacidades» (Mt 25,15). Se é com as multidões que vamos a ele, ele alimenta-nos em parábolas para que não enfraqueçamos de privação no caminho. (Mc 8,3). Se permanecemos a seus pés sem cessar, preocupando-nos apenas em ouvir a sua palavra, sem nunca nos deixarmos perturbar pelos múltiplos cuidados das obrigações (Lc 10,38s) ...; sem dúvida alguma que aqueles que se aproximam assim dele recebem muito mais a sua luz.

Mas se, como os apóstolos, sem nunca nos afastarmos, «permanecemos constantemente com ele em todas as suas provações» (Lc 22,28), então ele explica-nos em segredo o que disse às multidões, e é ainda com mais claridade que nos ilumina (Mt 13,11s). Enfim, se ele acha alguém capaz de subir com ele à montanha, como Pedro, Tiago e João, esse não é iluminado somente pela luz de Cristo, mas pela voz do próprio Pai.





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