quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Semana de Unidade dos Cristãos - 4

Os cristãos diante da crise ecológica


Gn 1, 31-2,3: Deus viu tudo o que havia feito; e eis que era muito bom


Sl 148, 1-5: Pois ele ordenou, e foram criados


Rm 8, 18-23: A criação libertada do poder do nada


Mt 13, 31-32: A menor de todas as sementes


Comentário


Deus criou o nosso mundo com sabedoria e amor; quando terminou a obra da criação, viu que tudo era bom. Mas hoje, o mundo enfrenta uma grave crise ecológica. A nossa Terra sofre com o aquecimento climático, devido ao nosso consumo excessivo de energia. A superfície das florestas sobre o Planeta diminuiu 50% nos últimos quarenta anos, enquanto cresce sempre mais a desertificação. Os coreanos, que gostam muito de peixe preocupam-se: são três quartos dos habitantes do mar que desaparecem por dia. Cada dia, são mais de cem espécies vivas que se extinguem! Esta perda de biodiversidade é uma ameaça para a própria humanidade. Com o apóstolo Paulo, nós podemos afirmar: "A criação foi libertada do poder do nada; ela geme, como nas dores do parto".


Não cubramos o rosto! Nós humanos carregamos uma grande responsabilidade nesta destruição do meio-ambiente. A ganância atrai a sombra da morte sobre o conjunto da criação.


Juntos, nós, os cristãos, devemos envolver-nos eficazmente na salvaguarda da criação. Esta imensa tarefa não permite que nós, batizados, trabalhemos sozinhos. Precisamos de conjugar os nossos esforços: atuando juntos, ser-nos-á possível proteger a obra do Criador.


No Evangelho, observamos o lugar central que os elementos da natureza ocupam nas parábolas e no ensino de Jesus. Ele valoriza até mesmo a menor de todas as sementes: o grãozinho de mostarda. Cristo manifesta grande consideração pelas criaturas. Com base na visão bíblica da Criação, nós cristãos podemos oferecer uma contribuição conjunta à reflexão e ação hodiernas pelo futuro do planeta.


Oração


Deus Criador, formaste o mundo pela tua Palavra e viste que tudo era bom. Mas hoje nós realizamos obras de morte e provocamos irremediavelmente a depredação do meio-ambiente. Dá-nos o arrependimento de nossas ganâncias; ensina-nos a cuidar das tuas criaturas. Juntos, nós queremos proteger a criação. Amém.


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 21 de Janeiro de 2009

Quarta-feira da 2ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Santa Inês, virgem mártir, +304

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Melito de Sardes : «Olhando-os [...] magoado com a dureza dos seus corações»


Evangelho segundo S. Marcos 3,1-6.

Novamente entrou na sinagoga. E estava lá um homem que tinha uma das mãos paralisada. Ora eles observavam-no, para ver se iria curá-lo ao sábado, a fim de o poderem acusar. Jesus disse ao homem da mão paralisada: «Levanta-te e vem para o meio.» E a eles perguntou: «É permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar uma vida ou matá-la?» Eles ficaram calados. Então, olhando-os com indignação e magoado com a dureza dos seus corações, disse ao homem: «Estende a mão.» Estendeu-a, e a mão ficou curada. Assim que saíram, os fariseus reuniram-se com os partidários de Herodes para deliberar como haviam de matar Jesus.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Melito de Sardes (?–c.195), Bispo
Homilia pascal, 71-73 (trad. SC 123, p. 99 rev.)

«Olhando-os [...] magoado com a dureza dos seus corações»


Ele é o cordeiro sem voz, o cordeiro degolado, Ele, que nasceu de Maria, a graciosa ovelhinha. Ele é Aquele que foi tirado de seu rebanho para ser levado à morte, que foi morto ao cair da noite, que foi de noite amortalhado [...], para ressuscitar de entre os mortos e para fazer ressuscitar cada homem do fundo do seu túmulo.

Foi portanto levado à morte. E levado à morte onde? No coração de Jerusalém. Por quê? Porque tinha curado os coxos, tinha purificado os leprosos, tinha dado a ver a luz aos cegos, e tinha ressuscitado os seus mortos (Lc 7,22). Eis por que Ele sofreu. Está escrito na Lei e nos profetas: «Os que me pagam o bem com o mal perseguem-me, porque procuro fazer o bem. E eu, como manso cordeiro conduzido ao matadouro, ignorava as maquinações contra mim.» (Sl 37,21; cf. Jer 11, 19)

Porque cometeste este crime inominável? Desonraste Aquele que te tinha honrado, humilhaste Aquele que te tinha exaltado, renegaste Aquele que te tinha reconhecido, rejeitaste Aquele que te tinha chamado, mataste Aquele que te vivificava [...]. Era preciso que Ele sofresse, mas não por tua intervenção. Era preciso que Ele fosse humilhado, mas sem que fosses tu a fazê-lo. Era preciso que Ele fosse julgado, mas não por ti. Era preciso que Ele fosse crucificado, mas não por tuas mãos. Eis as palavras que deverias ter gritado a Deus: «Senhor, se é preciso que Teu Filho sofra, se é essa a Tua vontade, que Ele sofra, então, mas não por minha intervenção».






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Semana de Unidade dos Cristãos - 3

Os cristãos diante da injustiça econômica e da pobreza


Lv 25, 8-14: O jubileu como libertação


Sl 146 (145): O Senhor faz justiça aos oprimidos


1Tm 6, 9-10: O amor ao dinheiro, raiz de todos os males


Lc 4, 16-21: Jesus e o jubileu como libertação


Comentário


Nós pedimos que o Reino de Deus venha; estamos desejosos de um mundo em que as pessoas, principalmente os mais pobres, não morram prematuramente. Todavia, a ordem económica do mundo atual agrava a situação dos pobres e acentua as desigualdades sociais.


A comunidade mundial, hoje, confronta-se com a precarização crescente do trabalho humano e suas consequências. A idolatria do mercado e o amor ao dinheiro, conforme a 1ª Carta a Timóteo, surgem logo como “a raiz de todos os males”.


O que é que as Igrejas Cristãs podem e devem fazer neste contexto? Voltemo-nos juntos para o tema bíblico do jubileu, que Jesus evoca para explicar seu ministério.


Conforme o que é proposto em Levítico 25, no Jubileu anunciava-se: os emigrados económicos poderiam retornar para a sua propriedade ao lado da sua família; se alguém tivesse perdido todos os seus bens, podia também viver com o povo como residente estrangeiro; não se podia emprestar dinheiro com o interesse de cobrar juros; não se oferecia alimento para se tirar proveito.


O Jubileu implicava uma ética comunitária: a libertação dos escravos e o seu retorno para suas casas, a restauração dos direitos territoriais, o perdão das dívidas. Para quem foi vítima das estruturas sociais injustas, o Jubileu significava o restabelecimento do direito e a restituição dos seus meios de existência.


O ponto-de-chegada de um mundo que considera que “ter mais dinheiro” é o valor e o alvo absoluto da vida, só poderá ser a morte. Enquanto Igreja, ao contrário, nós somos chamados a viver no espírito do Jubileu e, a exemplo de Cristo, anunciar juntos esta boa nova. Tendo experimentado a cura de sua própria divisão, os cristãos tornar-se-iam mais sensíveis às outras divisões, promovendo a cura da humanidade e toda a criação.


Oração


Deus de Justiça, no nosso mundo há lugares em que transborda comida; mas outros em que não se tem o bastante, com uma legião de doentes e famintos.


Deus da Paz, no nosso mundo há pessoas que tiram proveito da violência e da guerra, enquanto outros, por causa da guerra e da violência, são obrigados a abandonar os seus lares e encontrar refúgio em terra estranha.


Deus de Compaixão, permite-nos compreender que não podemos viver apenas do dinheiro, mas que necessitamos da tua Palavra. Ajuda-nos a compreender que não podemos chegar à vida e à prosperidade verdadeira senão amando a Ti, na obediência à tua vontade e aos teus ensinamentos.


Nós te pedimos em nome de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amen.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 20 de Janeiro de 2009

Terça-feira da 2ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Sebastião, mártir, +288,   S. Fabião (ou Fabiano), papa e mártir, +250

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Aelred de Rielvaux : «O sábado foi feito para o homem»


Evangelho segundo S. Marcos 2,23-28.

Ora num dia de sábado, indo Jesus através das searas, os discípulos puseram-se a colher espigas pelo caminho. Os fariseus diziam-lhe: «Repara! Porque fazem eles ao sábado o que não é permitido?» Ele disse: «Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os que estavam com ele? Como entrou na casa de Deus, ao tempo do Sumo Sacerdote Abiatar, e comeu os pães da oferenda, que apenas aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos que estavam com ele?» E disse-lhes: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. O Filho do Homem até do sábado é Senhor.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Aelred de Rielvaux (1110-1167), monge cisterciense
Espelho da Caridade, III, cap. 3 (trad. Bellefontaine, 1992, p. 185)

«O sábado foi feito para o homem»


Quando um homem se retira do tumulto exterior para entrar no segredo do seu coração, quando fecha a porta à multidão ruidosa das vaidades e percorre os seus tesouros interiores, quando nada encontra em si mesmo que esteja agitado e desordenado, nada que o atormente e o contrarie, quando tudo nele está cheio de alegria, de harmonia, de paz e de tranquilidade; quando o pequeno mundo dos seus pensamentos, das suas palavras e das suas obras lhe sorri, como a família sorri ao pai numa casa onde reina a ordem e a paz; nessa altura, surge de repente uma segurança maravilhosa. Dessa segurança provém uma alegria extraordinária, dessa alegria resulta um canto de satisfação e de louvor a Deus, louvor esse tanto mais fervoroso, quanto mais claramente se compreende que tudo quanto se tem de bom é dom de Deus.

A comemoração alegre do sábado deve ser precedida de seis dias, isto é, do completamento das obras. Começamos por transpirar praticando as boas obras, para em seguida descansarmos na paz da nossa consciência. Dessas obras boas nasce a pureza da consciência, que conduz a um justo amor de si mesmo, que nos permitirá amar o próximo como a nós mesmos (Mt 22, 39).






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Semana de Unidade dos Cristãos - 2

Os cristãos diante da guerra e da violência


Is 2, 1-4: Não se aprenderá mais a guerra


Sl 74, 18-23: Não esqueças para sempre a vida dos teus pobres


1Pd 2, 21-25: Suas chagas vos curaram


Mt 5, 38-48: Orai pelos que vos perseguem


Comentário


A guerra e a violência erguem os maiores obstáculos à unidade que Deus concede aos cristãos. A guerra e a violência procedem, em última análise, da divisão que existe no interior de nós mesmos – que ainda não foi curada – e da arrogância humana que é incapaz de voltar ao fundamento verdadeiro da nossa existência.


Os cristãos na Coreia desejam pôr um fim a mais de cinquenta anos de separação entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, para estabelecer a paz no mundo. A instabilidade que reina na península coreana, não representa apenas a dor da única nação do mundo ainda dividida institucionalmente, mas simboliza os mecanismos de divisão, de paradoxo, de hostilidade e de vingança que afetam toda a humanidade. Quem colocará fim neste ciclo de guerra e violência?


Nas situações de violência e de injustiça mais brutais, Jesus nos mostra a força capaz de pôr fim ao ciclo vicioso da guerra e da violência: aos discípulos que pretendiam reagir à violência e ao furor conforme a lógica do mundo, ele ensina de modo paradoxal a renúncia de toda violência (Mateus 26,51-52).


Jesus revela a verdade da violência humana; fiel ao Pai, ele morreu na cruz para nos salvar do pecado e da morte. A cruz revela o paradoxo e o conflito inerente à natureza humana. A morte violenta de Jesus marca a instauração de uma nova criação, carregando sobre a cruz os pecados dos humanos, a violência e a guerra.


Jesus Cristo não propõe uma não-violência baseada apenas sobre o humanismo. Ele propõe a restauração da Criação de Deus e por Deus, confirmando a nossa esperança e a nossa fé na manifestação vindoura dos novos céus e da nova terra. A esperança fundada sobre a vitória definitiva de Jesus Cristo sobre a cruz nos permite perseverar na busca da unidade dos cristãos e na luta contra toda forma de guerra e violência.


Oração


Senhor, tu que te entregaste na cruz pela unidade do género humano, nós te oferecemos nossa humanidade ferida pelo egoísmo, arrogância, vaidade e ira. 
Senhor, não abandones o teu povo oprimido a sofrer toda forma de violência, de ira e de ódio, vítima de falsas crenças e de divergências ideológicas.
Senhor, concede que nós, cristãos, trabalhemos juntos para que se cumpra a tua justiça, antes que a nossa.
Dá-nos coragem de ajudar os outros a levar a sua cruz, ao invés de colocar a nossa sobre seus ombros.
Senhor, ensina-nos a sabedoria de tratar os nossos inimigos com amor ao invés de odiá-los. Amém.


Semana de Unidade dos Cristãos - 1

Ao longo desta semana, vamos enviar aos nossos leitores as meditações propostos pela Santa Sé, a partir dos trabalhos de uma equipa ecuménica na Coreia, no âmbito da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.


 


As comunidades cristãs diante de suas velhas e novas divisões


Ez 37, 15-19.22-24s


Serão um, em tua mão


Sl 103, 8-13 ou 18


O Senhor é misericordioso e benevolente; cheio de fidelidade


1Co 3, 3-7.21-23


Há entre vós ciúme e contendas; vós sois de Cristo


Jo 17, 17-21


Que todos sejam um, para que o mundo creia


Comentário


Os cristãos são chamados a ser instrumentos do amor fiel e reconciliador de Deus, num mundo marcado por separações e alienações. Batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, professando nossa fé no Cristo crucificado e ressuscitado, nós somos um povo que pertence a Cristo, um povo chamado constituir seu Corpo no e para o mundo. Foi isto que o Senhor pediu, quando orou por seus discípulos: “que eles sejam um, a fim de que o mundo creia”.


As divisões entre os cristãos, no que toca às questões fundamentais da fé e da vida dos discípulos de Cristo, prejudicam gravemente nossa capacidade de testemunho diante do mundo. Na Coréia, como em muitos outros países, o Evangelho do Cristo foi anunciado por vozes contraditórias que proclamavam a Boa Nova com formas discordantes. Há quem se sinta tentado a simplesmente resignar-se, considerando tais divisões e os conflitos que lhes são subjacentes como mera e natural herança nossa história. Contudo, trata-se de uma ferida ao interno da comunidade cristã, que contradiz claramente o anúncio de que Deus reconciliou o mundo em Cristo.


Em Ezequiel, a visão dos dois pedaços de madeira sobre os quais estão escritos os nomes dos reinos divididos, no antigo Israel, que tornariam a ser “um” na mão de Deus, é uma imagem eloqüente da reconciliação eficaz que Deus cumpriu para o povo, suprimindo suas divisões – unidade que o povo não pode restaurar por si mesmo.Esta metáfora evoca adequadamente a divisão dos cristãos e prefigura a reconciliação que está no coração da proclamação cristã. Sobre os dois pedaços de madeira que formam sua cruz, o Senhor da história cura as feridas e as divisões da humanidade. No dom total de Si sobre a cruz, Jesus uniu o pecado do homem ao amor fiel e redentor de Deus. Ser cristãos significa ser batizados nesta morte pela qual o Senhor, na sua infinita misericórdia, grava os nomes da humanidade ferida no madeiro de sua cruz, nos unindo a ele e restabelecendo, assim, nossa relação com Deus e com o próximo.


A unidade cristã é uma comunhão que se baseia na nossa subscrição à Cristo e a Deus. Convertendo-nos sempre mais a Cristo, nós nos percebemos reconciliados pela potência do Espírito Santo. Rezar pela unidade cristã é reconhecer nossa confiança em Deus; é nos abrir inteiramente ao Espírito. Unida aos demais esforços que empreendemos em prol da unidade dos cristãos – como o diálogo, o testemunho comum e a missão – a oração é um instrumento privilegiado pelo qual o Espírito Santo manifesta ao mundo nossa reconciliação em Cristo, este mundo que ele veio salvar.


Oração


Deus de compaixão, tu nos amaste e perdoaste em Cristo. Tu reconciliaste toda a humanidade em teu amor redentor. Olha com bondade todos aqueles que trabalham e rezam pela unidade das Comunidades cristãs, ainda divididas. Dá-lhes serem irmãos e irmãs em teu amor. Possamos nós ser um, “um em tua mão”. Amém.


domingo, 18 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 19 de Janeiro de 2009

Segunda-feira da 2ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Canuto, rei da Dinamarca, mártir, +1086,   Santos Mário, Marta, Audíface e Ábaco, mártires, +270

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Rupert de Deutz : «O esposo está com eles»


Evangelho segundo S. Marcos 2,18-22.

Estando os discípulos de João e os fariseus a jejuar, vieram dizer-lhe: «Porque é que os discípulos de João e os dos fariseus guardam jejum, e os teus discípulos não jejuam?» Jesus respondeu: «Poderão os convidados para a boda jejuar enquanto o esposo está com eles? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar. Dias virão em que o esposo lhes será tirado; e então, nesses dias, hão-de jejuar.» «Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha, pois o pano novo puxa o tecido velho e o rasgão fica maior. E ninguém deita vinho novo em odres velhos; se o fizer, o vinho romperá os odres e perde-se o vinho, tal como os odres. Mas vinho novo, em odres novos.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Rupert de Deutz (c. 1075-1130), monge beneditino
A Santíssima Trindade e as suas obras, livro 42, sobre Isaías, 2, 26 (trad. Ir. Isabelle de la Source, Lire la Bíble, Mediaspaul, t. 6, p. 156)

«O esposo está com eles»


«Com grande alegria rejubilei no Senhor e o meu coração exulta no meu Deus.» (Is 61,10). [...] A vinda, a presença do Senhor de que fala o profeta neste versículo é o beijo que deseja a esposa do Cântico dos Cânticos quando diz: «Ah! Beija-me com ósculos da tua boca!» (Cant 1,2). E esta esposa fiel é a Igreja: nasceu dos patriarcas, noivou em Moisés e nos profetas; com o desejo ardente do seu coração, suspira pela vinda do seu Bem-Amado. [...] Cheia de alegria, agora que recebeu este beijo, exclama na sua felicidade: «Eu exulto de alegria no Senhor!»
Participando nesta alegria, João Baptista, o ilustre «amigo do Esposo», o confidente dos segredos do Esposo e da esposa, o testemunho do seu amor mútuo, declara: «Quem tem a esposa é o esposo; e o amigo do esposo, que o acompanha e escuta, alegra-se sobremaneira, ouvindo a voz do esposo. Essa é a minha alegria, que agora é completa.» (Jo 3,29). Indubitavelmente, o que foi o precursor do Esposo no seu nascimento, o precursor também da sua Paixão quando desceu aos infernos, anunciou a Boa Nova à Igreja que se encontrava à espera. [...]
Por conseguinte, este versículo ajusta-se completamente à Igreja jubilosa que, na mansão dos mortos, se apressa a ir ao encontro do Esposo: «Com grande alegria rejubilei no Senhor e o meu coração exulta no meu Deus.» E qual é a causa da minha alegria? Qual é o motivo do meu júbilo? «Porque me revestiu com a roupagem da salvação e me cobriu com o manto da justiça» (Is 61,10). Em Adão, tinha sido despida, tinha tido de juntar folhas de figueira para esconder a minha nudez; miseravelmente coberta de túnicas de pele, fui expulsa do paraíso (Gn 3,7.21). Mas hoje, o meu Senhor e meu Deus converteu as folhas em roupagem da salvação. Pela sua Paixão, ele revestiu-me com uma primeira roupa, a do baptismo e da remissão dos pecados; e, no lugar da túnica de peles da mortalidade, envolveu-me numa segunda roupa, a da ressurreição e da imortalidade.





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sábado, 17 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 18 de Janeiro de 2009

2º Domingo do Tempo Comum - Ano B


Segundo Domingo do Tempo Comum (semana II do saltério)
Hoje a Igreja celebra : Santa Margarida da Hungria, virgem, +1270

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Santo Agostinho : «Ficaram com Ele nesse dia»


Evangelho segundo S. João 1,35-42.

No dia seguinte, João encontrava-se de novo ali com dois dos seus discípulos. Então, pondo o olhar em Jesus, que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus!» Ouvindo-o falar desta maneira, os dois discípulos seguiram Jesus. Jesus voltou-se e, notando que eles o seguiam, perguntou-lhes: «Que pretendeis?» Eles disseram-lhe: «Rabi que quer dizer Mestre onde moras?» Ele respondeu-lhes: «Vinde e vereis.» Foram, pois, e viram onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Eram as quatro da tarde. André, o irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram João e seguiram Jesus. Encontrou primeiro o seu irmão Simão, e disse-lhe: «Encontrámos o Messias!» que quer dizer Cristo. E levou-o até Jesus. Fixando nele o olhar, Jesus disse-lhe: «Tu és Simão, o filho de João. Hás-de chamar-te Cefas» que significa Pedra.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Sermões sobre o Evangelho de São João, nº 7

«Ficaram com Ele nesse dia»


«João encontrava-se de novo ali, com dois dos seus discípulos.» João era de tal maneira «amigo do Esposo», que não procurava a sua própria glória, limitando-se a dar testemunho da verdade (Jo 3, 29.26). Ter-lhe-á ocorrido reter os seus discípulos, impedindo-os de seguir o Senhor? De maneira nenhuma. Pelo contrário, aponta-lhes Aquele a Quem devem seguir. [...] «Por que permaneceis ligados a mim?», pergunta-lhes. «Eu não sou o Cordeiro de Deus. Eis o Cordeiro de Deus [...], Aquele que tira os pecados do mundo.»

A estas palavras, os dois discípulos que estavam com João seguiram Jesus. «Jesus voltou-Se e, notando que eles O seguiam, perguntou-lhes: "Que pretendeis?" Eles disseram-Lhe: "Rabi, que quer dizer Mestre, onde moras?"» Ainda não O seguiam de maneira definitiva; sabemos que se ligaram a Ele quando os chamou a deixarem a barca [...], quando lhes disse: «Vinde após Mim e Eu farei de vós pescadores de homens» (Mt 4, 19). Foi a partir desse momento que se ligaram a Ele para nunca mais O deixarem. Para já, queriam ver onde Jesus morava, e pôr em prática aquela palavra da Escritura que diz: "Se vires um homem sensato, madruga para ir ter com ele, e desgastem os teus pés o limiar da sua porta. Fixa a tua atenção nos preceitos de Deus» (Ecli 6, 36-37).

Jesus mostrou-lhes, pois, onde morava; e eles ficaram com Ele. Que dia feliz aquele! Que noite bem-aventurada! O que eles terão ouvido da boca do Senhor! Construamos, também nós, uma morada no coração, ergamos uma casa onde Cristo possa vir instruir-nos e conversar connosco.






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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 17 de Janeiro de 2009

Sábado da 1a semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Santo Antão, abade, +356

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Santo Ambrósio : «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos.»


Evangelho segundo S. Marcos 2,13-17.

Jesus saiu de novo para a beira-mar. Toda a multidão ia ao seu encontro, e Ele ensinava-os. Ao passar, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me.» E, levantando-se, ele seguiu Jesus. Depois, quando se encontrava à mesa em casa dele, muitos cobradores de impostos e pecadores também se puseram à mesma mesa com Jesus e os seus discípulos, pois eram muitos os que o seguiam. Mas os doutores da Lei do partido dos fariseus, vendo-o comer com pecadores e cobradores de impostos, disseram aos discípulos: «Porque é que Ele come com cobradores de impostos e pecadores?» Jesus ouviu isto e respondeu: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Ambrósio (c. 340-397), Bispo de Milão e Doutor da Igreja
Comentário sobre Lucas, 5, 23.27 (trad. SC 45, pp. 191ss. rev.; cf. En Calcat)

«Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos.»


O apóstolo Paulo disse: «Despi-vos do velho homem com os seus comportamentos e revesti-vos do novo» (Col 3,9-10). [...] Foi esta a obra que Cristo realizou ao chamar Levi; remodelou-o e fez dele um homem novo. Foi também a título de nova criatura que o antigo publicano ofereceu um banquete a Cristo, porque agradou a Cristo e mereceu ter a sua quota parte de felicidade com Cristo. [...] Agora seguia-O, feliz, alegre, transbordando de felicidade.

«Já não faço figura de publicano, dizia ele; já não sou o velho Levi; despi-me de Levi ao revestir-me de Cristo. Fujo da minha primeira vida; quero apenas seguir-Te, Senhor Jesus, que saras as minhas feridas. Quem me separará do amor de Deus que habita en Ti? a tribulação ? a angústia ? a fome ? (Rom 8,35). Estou preso a Ti pela fé, como por pregos, estou retido pelos bons entraves do amor. Todos os Teus mandamentos serão como um cautério que manterei aplicado sobre a minha ferida; o remédio arde, mas tira a infecção da úlcera. Rasga portanto, Senhor Jesus, com a Tua potente espada, a podridão dos meus pecados; vem depressa lancetar as paixões escondidas, secretas, variadas. Purifica todas as infecções com o novo banho.

«Escutai-me, homens colados à terra, que tendes o vosso espírito embrenhado nos vossos pecados. Também eu, Levi, estava ferido com tais paixões. Mas encontrei um Médico que habita no Céu e que espalha os Seus remédios na terra. Só Ele pode curar as minhas feridas pois Ele não as tem. Só Ele pode retirar do coração a dor, e da alma a amargura, porque Ele conhece tudo o que está escondido.»






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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 16 de Janeiro de 2009

Sexta-feira da 1a semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Berardo, presbítero, e companheiros, mártires, +1220,   S. Marcelo I, papa mártir ,+309

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Catecismo da Igreja Católica § 976-982: «Filho, os teus pecados estão perdoados.»


Evangelho segundo S. Marcos 2,1-12.

Dias depois, tendo Jesus voltado a Cafarnaúm, ouviu-se dizer que estava em casa. Juntou-se tanta gente que nem mesmo à volta da porta havia lugar, e anunciava-lhes a Palavra. Vieram, então, trazer-lhe um paralítico, transportado por quatro homens. Como não podiam aproximar-se por causa da multidão, descobriram o tecto no sítio onde Ele estava, fizeram uma abertura e desceram o catre em que jazia o paralítico. Vendo Jesus a fé daqueles homens, disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados.» Ora estavam lá sentados alguns doutores da Lei que discorriam em seus corações: «Porque fala este assim? Blasfema! Quem pode perdoar pecados senão Deus?» Jesus percebeu logo, em seu íntimo, que eles assim discorriam; e disse-lhes: «Porque discorreis assim em vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico: 'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te, pega no teu catre e anda'? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar os pecados, Eu te ordeno disse ao paralítico: levanta-te, pega no teu catre e vai para tua casa.» Ele levantou-se e, pegando logo no catre, saiu à vista de todos, de modo que todos se maravilhavam e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim!»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Catecismo da Igreja Católica § 976-982


«Filho, os teus pecados estão perdoados.»


«Creio na remissão dos pecados»: o Símbolo dos Apóstolos liga a fé no perdão dos pecados à fé no Espírito Santo, mas também à fé na Igreja e na comunhão dos santos. Foi ao dar o Espírito Santo aos Apóstolos que Cristo ressuscitado lhes transmitiu o Seu próprio poder divino de perdoar os pecados: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos» (Jo 20,22-23). [...]

«Um só Baptismo para a remissão dos pecados»: Nosso Senhor ligou o perdão dos pecados à fé e ao Baptismo: «Ide por todo o mundo e proclamai a Boa-Nova a todas as criaturas. Quem acreditar e for baptizado será salvo» (Mc 16,15-16). O Baptismo é o primeiro e principal sacramento do perdão dos pecados, porque nos une a Cristo, que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação, a fim de que «também nós vivamos numa vida nova» (Rom 6,4). «No momento em que fazemos a nossa primeira profissão de fé, ao receber o santo Baptismo que nos purifica, o perdão que recebemos é tão pleno e total que não fica absolutamente nada por apagar, quer da falta original, quer das faltas cometidas de própria vontade por acção ou omissão; nem qualquer pena a suportar para as expiar [...] Mas apesar disso, a graça do Baptismo não isenta ninguém de nenhuma das enfermidades da natureza. Pelo contrário, resta-nos ainda combater os movimentos da concupiscência, que não cessam de nos arrastar para o mal.»

Neste combate contra a inclinação para o mal, quem seria suficientemente forte e vigilante para evitar todas as feridas do pecado? «Portanto era necessário que a Igreja [...] fosse capaz de perdoar as faltas a todos os penitentes que tivessem pecado, até mesmo ao último dia da sua vida». É pelo sacramento da Penitência que o baptizado pode ser reconciliado com Deus e com a Igreja:

Não há nenhuma falta, por grave que seja, que a Santa Igreja não possa perdoar. «Não há ninguém, por malévolo ou culpado que seja, que não deva esperar com segurança o perdão, desde que o seu arrependimento seja sincero.» Cristo, que morreu por todos os homens, quer que dentro da Sua Igreja as portas do perdão estejam permanentemente abertas a quem quer que retorne do pecado.






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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 15 de Janeiro de 2009

Quinta-feira da 1ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Santo Amaro ou Mauro, religioso, +584,  S. Paulo, eremita, confessor, +342

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Narrativa de três companheiros de São Francisco de Assis : São Francisco é curado de seus temores por um leproso


Evangelho segundo S. Marcos 1,40-45.

Um leproso veio ter com Ele, caiu de joelhos e suplicou: «Se quiseres, podes purificar-me.» Compadecido, Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: «Quero, fica purificado.» Imediatamente a lepra deixou-o, e ficou purificado. E logo o despediu, dizendo-lhe em tom severo: «Livra-te de falar disto a alguém; vai, antes, mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que foi estabelecido por Moisés, a fim de lhes servir de testemunho.» Ele, porém, assim que se retirou, começou a proclamar e a divulgar o sucedido, a ponto de Jesus não poder entrar abertamente numa cidade; ficava fora, em lugares despovoados. E de todas as partes iam ter com Ele.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Narrativa de três companheiros de São Francisco de Assis (c. 1244)
§ 11 (a partir da trad. de Desbonnets et Vorreux, Documents, pp. 813 ss.)

São Francisco é curado de seus temores por um leproso


Um dia, indo o jovem Francisco a cavalo perto de Assis, veio um leproso ao seu encontro. Tinha habitualmente grande horror aos leprosos, e por isso foi-lhe violento obrigar-se a descer do cavalo, mas fê-lo, e deu-lhe uma moeda de prata, beijando-lhe a mão. Tendo recebido do leproso um beijo de paz, subiu para o cavalo e seguiu o seu caminho. A partir daquele momento, começou a ultrapassar cada vez mais aquela sua limitação, até conseguir a perfeita vitória sobre si próprio, pela graça de Deus.

Alguns dias mais tarde, tendo-se munido com grande quantidade de moedas, dirigiu-se ao hospício dos leprosos e, tendo-os reunidos a todos, deu uma esmola a cada um, beijando-lhes a mão. No regresso, o que dantes lhe parecia tão amargo – quer dizer, ver ou tocar os leprosos – tinha-se verdadeiramente transformado em doçura. Ver leprosos era-lhe, como por vezes dizia, tão penoso, que não só se recusava a vê-los como a aproximar-se da sua habitação; se lhe acontecia vê-los ou passar perto da leprosaria [...], desviava o rosto e apertava o nariz. Mas a graça de Deus tornou-o tão próximo dos leprosos que, como o atesta no testamento, vivia entre eles e servia-os humildemente. A visita aos leprosos tinha-o transformado.






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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 14 de Janeiro de 2009

Quarta-feira da 1ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Félix de Nola, confessor, +256

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Santo Isaac o Sírio : «De madrugada, ainda escuro, levantou-Se e saiu; foi para um lugar solitário e ali Se pôs em oração.»


Evangelho segundo S. Marcos 1,29-39.

Saindo da sinagoga, foram para casa de Simão e André, com Tiago e João. A sogra de Simão estava de cama com febre, e logo lhe falaram dela. Aproximando-se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los. À noitinha, depois do sol-pôr, trouxeram-lhe todos os enfermos e possessos, e a cidade inteira estava reunida junto à porta. Curou muitos enfermos atormentados por toda a espécie de males e expulsou muitos demónios; mas não deixava falar os demónios, porque sabiam quem Ele era. De madrugada, ainda escuro, levantou-se e saiu; foi para um lugar solitário e ali se pôs em oração. Simão e os que estavam com Ele seguiram-no. E, tendo-o encontrado, disseram-lhe: «Todos te procuram.» Mas Ele respondeu-lhes: «Vamos para outra parte, para as aldeias vizinhas, a fim de pregar aí, pois foi para isso que Eu vim.» E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas deles e expulsando os demónios.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Isaac o Sírio (séc. VII), monge perto de Mossul
Discursos ascéticos (trad. Deseille, La Fournaise de Babylone, Eds. Présence 1974, p. 88)

«De madrugada, ainda escuro, levantou-Se e saiu; foi para um lugar solitário e ali Se pôs em oração.»


Nada torna a alma pura e feliz, nem a ilumina e afasta dela os maus pensamentos, como as vigílias. Por isso, todos os nossos pais perseveraram neste trabalho das vigílias e adoptaram por regra permanecer acordados de noite durante todo o curso da sua vida ascética. Fizeram-no especialmente porque tinham entendido o nosso Salvador convidar-nos a isso insistentemente, em diversos lugares, pela Sua Palavra viva: «Velai, pois, orando continuamente» (Lc 21,36); «Vigiai e orai, para não cairdes em tentação» (Mt 26,41); e ainda: «Orai sem cessar» (1 Tes5,17).

E não Se contentou com advertir-nos apenas por palavras. Deu-nos também o exemplo na Sua pessoa, honrando a prática da oração acima de qualquer outra coisa. Por isso Ele se isolava constantemente para rezar, e isso não era feito de um modo qualquer, mas escolhendo por tempo a noite e por lugar o deserto, a fim de que também nós, evitando as multidões e o tumulto, nos tornemos capazes de orar na solidão.

Por isso os nossos pais receberam este alto ensinamento a respeito da oração como se ele viesse do próprio Cristo. E escolheram vigiar na oração segundo a ordem do apóstolo Paulo, sobretudo a fim de poderem permanecer sem nenhuma interrupção na proximidade de Deus pela oração contínua. [...] Nada que venha do exterior os atinge e nada altera a pureza do seu intelecto, o que perturbaria estas vigílias que os enchem de alegria e que são a luz da alma.






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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 13 de Janeiro de 2009

Terça-feira da 1ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Hilário, bispo de Poitiers, Doutor da Igreja, +367

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São Jerónimo : «Cala-te e sai desse homem»


Evangelho segundo S. Marcos 1,21-28.

Entraram em Cafarnaúm. Chegado o sábado, veio à sinagoga e começou a ensinar. E maravilhavam-se com o seu ensinamento, pois os ensinava como quem tem autoridade e não como os doutores da Lei. Na sinagoga deles encontrava-se um homem com um espírito maligno, que começou a gritar: «Que tens a ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar? Sei quem Tu és: o Santo de Deus.» Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem.» Então, o espírito maligno, depois de o sacudir com força, saiu dele dando um grande grito. Tão assombrados ficaram que perguntavam uns aos outros: «Que é isto? Eis um novo ensinamento, e feito com tal autoridade que até manda aos espíritos malignos e eles obedecem-lhe!» E a sua fama logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, Doutor da Igreja
Comentário sobre o Evangelho de São Marcos, 2; PLS 2, 125ss. (trad. DDB 1986, p. 48)

«Cala-te e sai desse homem»


«Jesus ameaçou o demónio dizendo: «Cala-te e sai desse homem.»». A Verdade não necessita do testemunho do Mentiroso. [...] «Não necessito do reconhecimento daquele que condeno. Cala-te! Que a Minha glória resplandeça no teu silêncio. Não quero que seja a tua voz a fazer o Meu elogio, mas o teu tormento; pois a tua condenação é o Meu triunfo. [...] Cala-te e sai desse homem!» Ele parece dizer: «Sai de Mim; que fazes sob o meu tecto? Eu desejo entrar: por isso, cala-te e sai desse homem, do homem, este ser dotado de razão. Abandona este lugar preparado para Mim. O Senhor deseja entrar em Sua casa, sai desse homem». [...]

Vede até que ponto a alma do homem é preciosa. Isto contraria os que pensam que nós, os homens, e os animais somos dotados de uma alma idêntica e animados por um mesmo espírito. Noutro momento, o demónio é expulso de um só homem e enviado para dois mil porcos (Mt 8, 32); o espírito precioso opõe-se ao espírito vil, um é salvo, o outro perde-se. «Sai desse homem, vai para os porcos, vai para onde quiseres, atira-te ao abismo. Abandona o homem, ou seja, aquilo que Me pertence por direito; não permitirei que possuas o homem, porque seria uma injúria para Mim se te estabelecesses nele em Meu lugar. Assumi um corpo humano, habito no homem: esta carne que tu possuis faz parte da Minha carne. Sai do homem.»






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domingo, 11 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 12 de Janeiro de 2009

Segunda-feira da 1ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Bernardo de Corleone, religioso, +1667

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Concílio Vaticano II: «Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo»


Evangelho segundo S. Marcos 1,14-20.

Depois de João ter sido preso, Jesus foi para a Galileia, e proclamava o Evangelho de Deus, dizendo: «Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo: arrependei-vos e acreditai no Evangelho.» Passando ao longo do mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. E disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens.» Deixando logo as redes, seguiram-no. Um pouco adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco a consertar as redes, e logo os chamou. E eles deixaram no barco seu pai Zebedeu com os assalariados e partiram com Ele.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Concílio Vaticano II
Constituição Dogmática «Gaudium et Spes», sobre a Igreja no mundo contemporâneo, §§ 41, 45

«Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo»


O homem actual está a caminho de um desenvolvimento mais pleno da própria personalidade e de uma maior descoberta e afirmação dos próprios direitos. Tendo a Igreja, por sua parte, a missão de manifestar o mistério de Deus, último fim do homem, descobre ao mesmo tempo ao homem o sentido da sua existência, a verdade profunda acerca dele mesmo.

A Igreja sabe muito bem que só Deus, a Quem serve, pode responder às aspirações mais profundas do coração humano, que nunca se satisfaz plenamente com os alimentos terrestres. Sabe também que o homem, solicitado pelo Espírito de Deus, nunca será totalmente indiferente ao problema religioso, como confirmam, não só a experiência dos tempos passados, mas também inúmeros testemunhos do presente.

Com efeito, o homem sempre desejará saber, ao menos confusamente, qual é o significado da sua vida, da sua actividade e da sua morte. E a própria presença da Igreja lhe traz à mente estes problemas. Mas só Deus, que criou o homem à Sua imagem e o remiu, dá plena resposta a estas perguntas, pela revelação em Cristo, Seu Filho, feito homem. Aquele que segue Cristo, o Homem perfeito, torna-se mais homem. [...]

Com efeito, o próprio Verbo de Deus, por Quem tudo foi feito, fez-Se homem para, Homem perfeito, a todos salvar e tudo recapitular. O Senhor é o fim da história humana, o ponto para onde tendem os desejos da história e da civilização, o centro do género humano, a alegria de todos os corações e a plenitude das suas aspirações.






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sábado, 10 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 11 de Janeiro de 2009

BAPTISMO DO SENHOR, festa.


Baptismo do Senhor (semana I do saltério)
Hoje a Igreja celebra : Sto. Higino, papa, mártir, +140

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São Sofrónio de Jerusalém : «Hoje o céu abriu-se, o Espírito desceu sobre Jesus e a voz do Pai domina as águas : «Tu és o meu Filho muito amado»» (versículo do Aleluia)


Evangelho segundo S. Marcos 1,7-11.

E pregava assim: «Depois de mim vai chegar outro que é mais forte do que eu, diante do qual não sou digno de me inclinar para lhe desatar as correias das sandálias. Eu baptizei-vos em água, mas Ele há-de baptizar-vos no Espírito Santo.» Por aqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi baptizado por João no Jordão. Quando saía da água, viu serem rasgados os céus e o Espírito descer sobre Ele como uma pomba. E do céu veio uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado, em ti pus todo o meu agrado.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Sofrónio de Jerusalém (?-639), monge, bispo
Hino do ofício bizantino da Teofania (Oração das Igrejas de rito bizantino, t. 2, pp. 280-281)

«Hoje o céu abriu-se, o Espírito desceu sobre Jesus e a voz do Pai domina as águas : «Tu és o meu Filho muito amado»» (versículo do Aleluia)


Hoje nasceu o Sol sem ocaso e o mundo está iluminado com a luz do Senhor. [...] Hoje as nuvens derramam sobre a humanidade uma rosácea celeste de justiça. Hoje Aquele que não foi criado permite que Aquele que criou Lhe imponha a mão. Hoje o profeta e precursor chega antes do seu Mestre, mas fica ao seu lado, a tremer, ao ver a condescendência de Deus para connosco.

Hoje as marés do Jordão transformam-se em fonte de salvação na presença do Senhor. [...] Hoje as ofensas dos homens são apagadas nas águas do Jordão. Hoje o paraíso abre-se diante da humanidade e o Sol da justiça brilha sobre nós (Mal 3, 20) [...] Hoje o Mestre dispõe-Se a ser baptizado para salvar o género humano. Hoje Aquele que não Se pode baixar inclina-Se diante do Seu servidor para nos livrar da escravatura. Hoje adquirimos o Reino dos céus, pois o Reino do Senhor  não terá fim.

Hoje a terra e o céu partilham da alegria do mundo e o mundo está cheio de júbilo. «Ao verem-Vos, as águas, oh Deus, as águas tremeram» (Sl 77, 17). «O Jordão voltou para trás» (Sl 113, 3) ao ver o fogo da divindade vir até ele em corpo e descer à sua corrente. O Jordão voltou para trás ao ver o Espírito Santo descer do céu transformado em pomba e pairar sobre Ti. O Jordão voltou para trás ao ver o Invisível tornar-Se visível, o Criador fazer-Se carne, o Senhor tomar a aparência de um escravo. [...] As nuvens fizeram escutar a sua voz na admiração que lhes causava a vinda a nós da Luz da Luz, do Deus verdadeiro de Deus verdadeiro.

É a festa do Senhor que nós vemos hoje no Jordão. Vemo-Lo deitar ao Jordão a morte que nos valeu a desobediência, o aguilhão do erro, as correntes do inferno e dar ao mundo o baptismo da salvação.





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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 10 de Janeiro de 2009

Sábado depois da Epifania


Hoje a Igreja celebra : Beato Gonçalo de Amarante, confessor, +1262

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Santo Agostinho : «Esta é a minha alegria! E tornou-se completa!»


Evangelho segundo S. João 3,22-30.

Depois disto, Jesus foi com os seus discípulos para a região da Judeia e ali convivia com eles e baptizava. Também João estava a baptizar em Enon, perto de Salim, porque havia ali águas abundantes e vinha gente para ser baptizada. João, de facto, ainda não tinha sido lançado na prisão. Então levantou-se uma discussão entre os discípulos de João e um judeu, acerca dos ritos de purificação. Foram ter com João e disseram-lhe: «Rabi, aquele que estava contigo na margem de além-Jordão, aquele de quem deste testemunho, está a baptizar, e toda a gente vai ter com Ele.» João declarou: «Um homem não pode tomar nada como próprio, se isso não lhe for dado do Céu. Vós mesmos sois testemunhas de que eu disse: 'Eu não sou o Messias, mas apenas o enviado à sua frente.' O esposo é aquele a quem pertence a esposa; mas o amigo do esposo, que está ao seu lado e o escuta, sente muita alegria com a voz do esposo. Pois esta é a minha alegria! E tornou-se completa! Ele é que deve crescer, e eu diminuir.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Sermão 194, 11º sermão para a Natividade do Senhor (trad. col. Icthus, t. 8, p. 98 rev.)

«Esta é a minha alegria! E tornou-se completa!»


Escutai, filhos da luz, vós que fostes adoptados em vista do Reino de Deus; escutai, caríssimos irmãos; escutai e regozijai-vos no Senhor, vós os justos, pois «aos rectos de coração pertence o louvor» (Sl 33, 1). Escutai o que já sabeis, meditai no que ouvistes, amai aquilo em que acreditais, proclamai aquilo que amais! [...]

Cristo nasceu, Deus por Seu Pai, homem por Sua mãe; Ele nasceu da imortalidade de Seu Pai e da virgindade de Sua mãe. De Seu Pai, sem a participação de uma mãe; de Sua mãe, sem a de um pai. De Seu Pai, sem o tempo ; de Sua mãe, sem a semente. De Seu Pai, Ele é princípio de vida; de Sua mãe, o fim da morte. De Seu Pai, nasceu para reger a ordem dos dias; de Sua mãe, para consagrar este dia.

À Sua frente enviou João Baptista, que fez nascer quando os dias começam a diminuir, tendo Ele próprio nascido quando os dias começam a aumentar, prefigurando deste modo as palavras desse mesmo João: «Ele é que deve crescer e eu diminuir». De facto, a vida humana deve enfraquecer em si mesma e aumentar em Jesus Cristo, «para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que neles morreu e ressuscitou» (2Cor 5, 15). E para que todos nós possamos repetir estas palavras do Apóstolo Paulo: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gal 2, 20).





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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 09 de Janeiro de 2009

Sexta-feira depois da Epifania


Hoje a Igreja celebra : Santo Adriano de Cantuária, abade, +710

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Santo António de Lisboa : «Jesus estendeu a mão e tocou-lhe, dizendo: «Quero, fica purificado»».


Evangelho segundo S. Lucas 5,12-16.

Encontrando-se Jesus numa das cidades, apareceu um homem coberto de lepra. Ao ver Jesus, caiu com a face por terra e dirigiu-lhe esta súplica: «Senhor, se quiseres, podes purificar-me.» Jesus estendeu a mão e tocou-lhe, dizendo: «Quero, fica purificado.» E imediatamente a lepra o deixou. Ordenou-lhe, então, que a ninguém o dissesse; no entanto, acrescentou: «Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés ordenou, para lhe servir de prova.» A sua fama espalhava-se cada vez mais, juntando se grandes multidões para o ouvirem e para que os curasse dos seus males. Mas Ele retirava-se para lugares solitários e aí se entregava à oração.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), franciscano do século XIII, Doutor da Igreja
Sermões para o domingo e as festas dos santos (trad. Bayart, Ed. franciscanas 1944, p. 71)

«Jesus estendeu a mão e tocou-lhe, dizendo: «Quero, fica purificado»».


Oh, como admiro esta mão! Esta mão do meu amado, de ouro engastado de rubis (Cant 5, 14). Esta mão cujo contacto solta a língua do mudo, ressuscita a filha de Jairo (Mc 7, 33; 5, 41) e purifica o leproso. Esta mão da qual o profeta Isaías nos diz: «Todas estas coisas fez a Minha mão» (66, 2).

Estender a mão é dar um presente. Oh Senhor, estende a Tua mão – essa mão que o carrasco estenderá sobre a cruz. Toca o leproso e concede-lhe essa graça. Tudo aquilo em que a Tua mão tocar será purificado e curado. «E tocando na orelha do servo», diz São Lucas, «curou-o» (22, 51). Estende a mão para conceder ao leproso o dom da saúde. Ele diz: «Quero, fica purificado» e imediatamente a lepra se cura; «faz tudo o que Lhe apraz» (Sl 113B, 3). NEle nada separa o querer do realizar.

Ora, esta cura instantânea opera-a Deus cada dia na alma do pecador pelo ministério do sacerdote. Este tem um triplo ofício: estender a mão, quer dizer, rezar pelo pecador e ter piedade dele; tocar-lhe, consolá-lo, prometer-lhe o perdão; querer esse perdão e dar-lho através da absolvição. Tal é o triplo ministério pastoral que o Senhor confiou a Pedro, quando lhe disse por três vezes: «Apascenta as Minhas ovelhas» (Jo 21, 15-17).





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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 08 de Janeiro de 2009

Quinta-feira depois da Epifania


Hoje a Igreja celebra : S. Severino, abade, +482,   S. Pedro Tomás, patriarca, mártir, +1366

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Orígenes : «Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nEle»


Evangelho segundo S. Lucas 4,14-22.

Impelido pelo Espírito, Jesus voltou para a Galileia e a sua fama propagou-se por toda a região. Ensinava nas sinagogas e todos o elogiavam. Veio a Nazaré, onde tinha sido criado. Segundo o seu costume, entrou em dia de sábado na sinagoga e levantou-se para ler. Entregaram-lhe o livro do profeta Isaías e, desenrolando-o, deparou com a passagem em que está escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor.» Depois, enrolou o livro, entregou-o ao responsável e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Começou, então, a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir.» Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam com as palavras repletas de graça que saíam da sua boca. Diziam: «Não é este o filho de José?»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Orígenes (v.185-253), sacerdote e teólogo
Homilias sobre São Lucas, n°32 (trad. cf. SC 87, pp. 386-392)

«Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nEle»


Quando lês que Jesus «ensinava nas sinagogas e todos O elogiavam», guarda-te de considerar felizes aqueles que então ouviram Cristo, considerando-te como que privado de ensinamento. Porque, se a Escritura é verídica, o Senhor não falou apenas antigamente, nas assembleias dos judeus, mas fala também hoje, na nossa, e não apenas aqui e agora, mas nas audiências do mundo inteiro. [...] Hoje, Jesus é ainda mais «elogiado por todos» do que no tempo em que só era conhecido numa região. [...]

«Ele ungiu-me», diz Ele, «para anunciar a Boa-Nova aos pobres», significando que os pobres são os pagãos; com efeito, eram pobres por não terem nada: nem Deus, nem Lei, nem profetas, nem justiça, nem força alguma. Por que foi que Deus O enviou como mensageiro aos pobres? Para «proclamar a libertação aos cativos» – que éramos nós: prisioneiros acorrentados há muito, sujeitos ao poder de Satanás. E para anunciar «aos cegos a recuperação da vista», porque a sua palavra devolve a visão aos cegos. [...]

Jesus «enrolou o livro, entregou-o ao responsável e sentou-Se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nEle». Também agora, se quereis, aqui, na nossa igreja, podeis fixar os olhos no Salvador. Quando diriges o olhar mais profundo do teu coração para a contemplação da Sabedoria e da Verdade, do Filho único de Deus, tens os olhos fixos em Jesus. Bem-aventurada é a assembleia de quem a Escritura diz: «Todos tinham os olhos fixos nele»! Como quereria que a nossa merecesse este mesmo testemunho e que os olhos de todos, catecúmenos e fiéis, mulheres, homens e crianças, vissem Jesus com os olhos da alma! Porque, mal O tenhais contemplado, a vossa face e o vosso olhar serão iluminados pela Sua luz e podereis dizer: «Levantai sobre nós, Senhor, a luz da Vossa face!» (Sl 4, 7).






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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 07 de Janeiro de 2009

Quarta-feira depois da Epifania


Hoje a Igreja celebra : S. Raimundo de Penhaforte, confessor, +1275

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São Francisco de Sales : «Tranquilizai-vos, sou Eu: não temais!»


Evangelho segundo S. Marcos 6,45-52.

Jesus obrigou logo os seus discípulos a subirem para o barco e a irem à frente, para o outro lado, rumo a Betsaida, enquanto Ele próprio despedia a multidão. Depois de os ter despedido, foi orar para o monte. Era já noite, o barco estava no meio do mar e Ele sozinho em terra. Vendo-os cansados de remar, porque o vento lhes era contrário, foi ter com eles de madrugada, andando sobre o mar; e fez menção de passar adiante. Mas, vendo-o andar sobre o mar, julgaram que fosse um fantasma e começaram a gritar, pois todos o viram e se assustaram. Mas Ele logo lhes falou: «Tranquilizai-vos, sou Eu: não temais!» A seguir, subiu para o barco, para junto deles, e o vento amainou. E sentiram um enorme espanto, pois ainda não tinham entendido o que se dera com os pães: tinham o coração endurecido.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Francisco de Sales (1567-1622), Bispo de Genebra e Doutor da Igreja
Cartas (a partir da trad. de Lemaire, Beauchesne 1963; cf AELF)

«Tranquilizai-vos, sou Eu: não temais!»


Todas as embarcações têm uma bússola marítima, cuja agulha magnética aponta sempre a direcção da estrela polar e, ainda que a barca parta do sul, a sua bússola nunca deixa de indicar o norte.

Que, do mesmo modo, o fino ponteiro do espírito indique sempre a direcção de Deus, que é o seu norte [...]. Ides para o mar alto deste mundo; para tal não mudeis de mestre, nem de mastro, nem de vela, âncora ou vento. Tende sempre a Jesus Cristo por mestre, a sua cruz por árvore, nela pondo as vossas resoluções, como quem as estende numa vela; que a vossa âncora seja uma profunda confiança n'Ele, e ide, sim, em boa hora. Queira o vento propício das inspirações celestes enfunar as velas do vosso barco, mantendo-as sempre pandas, e fazer-vos chegar, em felicidade, ao porto da santa eternidade [...].

Que no meio do desnorte tudo encontre o sentido certo, não o digo apenas relativamente ao que está ao redor de nós, mas ao que está mesmo em nós, isto é, quer a nossa alma esteja triste ou alegre, em tranquilidade ou em amargura, em serenidade ou em tribulação, na claridade ou nas trevas, em tentação ou em repouso, em alegria ou em desgosto, em tibieza ou em ternura, quer o sol a queime, quer o orvalho a refresque, ah, é preciso porém que o ponteiro deste nosso coração, do nosso espírito, da nossa superior vontade, que é a nossa bússola, vele sempre, e se guie, incessante e perpetuamente, pelo amor de Deus.






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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 06 de Janeiro de 2009

Terça-feira depois da Epifania


Hoje a Igreja celebra : Dia dos Reis Magos,   Santa Rafaela Maria, religiosa, +1925

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São João da Cruz : «A hora já ia muito adiantada [...]. Comeram até ficarem saciados»


Evangelho segundo S. Marcos 6,34-44.

Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e teve compaixão deles, porque eram como ove-lhas sem pastor. Começou, então, a ensinar-lhes muitas coisas. A hora já ia muito adiantada, quando os discípulos se aproximaram e disseram: «O lugar é deserto e a hora vai adiantada. Manda-os embora, para irem aos campos e aldeias comprar de comer.» Jesus respondeu: «Dai-lhes vós mesmos de comer.» Eles disseram-lhe: «Vamos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer?» Mas Ele perguntou: «Quantos pães tendes? Ide ver.» Depois de se informarem, responderam: «Cinco pães e dois peixes.» Ordenou-lhes que os mandassem sentar por grupos na erva verde. E sentaram-se, por grupos de cem e cinquenta. Jesus tomou, então, os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e dava-os aos seus discípulos, para que eles os repartissem. Dividiu também os dois peixes por todos. Comeram até ficarem saciados. E havia ainda doze cestos com os bocados de pão e os restos de peixe. Ora os que tinham comido daqueles pães eram cinco mil homens.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São João da Cruz (1542-1591), carmelita, Doutor da Igreja
Cântico espiritual, 2ª recensão (trad. OC, Cerf 1990, p. 1299)

«A hora já ia muito adiantada [...]. Comeram até ficarem saciados»


O meu Bem-Amado é como a noite tranquila,
Semelhante ao nascer da aurora,
A silenciosa melodia,
E a solidão sonora,
A ceia retemperadora, que inflama o amor.

Na Sagrada Escritura, o repouso da noite designa a visão de Deus. Tal como a ceia marca a conclusão dos trabalhos do dia e o princípio do repouso da noite, também a alma saboreia, nesta notícia pacífica de que falamos, uma antecipação do fim dos seus males e a garantia dos bens que espera. Também por isto o seu amor a Deus é em muito aumentado. Para a alma, o amor de Deus é realmente «a ceia retemperadora» que lhe anuncia o fim dos seus males, e que «inflama o amor», assegurando-lhe a posse de todos os bens.

Para melhor podermos compreender quão deliciosa é de facto esta ceia para a alma - pois, como o temos dito, a ceia é afinal o próprio Bem-Amado -, recordemos as palavras do Esposo, no Apocalipse: «Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, Eu entrarei na sua casa e cearei com ele e ele Comigo» (Ap 3, 20). Já aqui Ele nos dá a entender que traz a ceia consigo, isto é, o sabor e as delícias com que Ele próprio Se alimenta e que comunica à alma ao unir-Se-lhe, para que também esta se alimente do mesmo. É este o sentido das suas palavras: «Cearei com ele, e ele Comigo», e é este o efeito produzido pela união da alma com Deus: os mesmos bens de Deus tornam-se comuns a Ele e à alma Esposa, porque Ele comunica-lhos gratuitamente e com soberana liberalidade. Deus é em Si mesmo esta «ceia retemperadora, que inflama o amor». Ele retempera a Esposa com a sua liberalidade, e inflama-a de amor com a sua benevolência.






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domingo, 4 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 05 de Janeiro de 2009

Segunda-feira depois da Epifania


Hoje a Igreja celebra : S. João Nepomuceno Neumann, bispo, +1860

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São Romano: «Trouxeram-lhe todos os que sofriam [...], que padeciam doenças e tormentos»


Evangelho segundo S. Mateus 4,12-17.23-25.

Tendo ouvido dizer que João fora preso, Jesus retirou-se para a Galileia. Depois, abandonando Nazaré, foi habitar em Cafarnaúm, cidade situada à beira-mar, na região de Zabulão e Neftali, para que se cumprisse o que o profeta Isaías anunciara: Terra de Zabulão e Neftali, caminho do mar, região de além do Jordão, Galileia dos gentios. O povo que jazia nas trevas viu uma grande luz; e aos que jaziam na sombria região da morte surgiu uma luz. A partir desse momento, Jesus começou a pregar, dizendo: «Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu.» Depois, começou a percorrer toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando entre o povo todas as doenças e enfermidades. A sua fama estendeu-se por toda a Síria e trouxeram-lhe todos os que sofriam de qualquer mal, os que padeciam doenças e tormentos, os possessos, os epilépticos e os paralíticos; e Ele curou-os. E seguiram-no grandes multidões, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia e de além do Jordão.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Romano, o Melodista (?-c. 569), compositor de hinos
2º Hino para a Epifania, § 15-18

«Trouxeram-lhe todos os que sofriam [...], que padeciam doenças e tormentos»


Ergamos todos os olhos para o Senhor que está nos céus, e digamos, como o profeta: «Fez a Sua aparição na terra, onde permaneceu entre os homens» (Bar 3, 38). Esse mesmo que aos profetas Se mostrou sob aparências várias, Esse que surgiu a Ezequiel na aparência de um homem num trono de fogo (Ez 1, 26) e que Daniel viu como Filho do Homem e Ancião, idoso e jovem ao mesmo tempo (Dn 7, 9.13), proclamando-O como um só Senhor, Esse é Aquele que apareceu e que tudo iluminou.

Ele fez dissipar a noite sinistra; graças a Ele, é sempre dia. Resplandeceu no mundo a luz sem ocaso, Jesus, nosso Salvador. O país de Zabulão vive na abundância e imita o paraíso, pois todos podem «saciar-se» no seu «rio de delícias» (Sl 35, 9), e faz desaguar nele uma corrente de água sempre viva [...]. Na Galileia contemplamos «a fonte da vida» (v. 10), Aquele que apareceu e que tudo iluminou.

Também eu Te verei, Jesus, a iluminar o meu espírito e a dizer aos meus pensamentos: «Se alguém tem sede, venha a Mim e beba!» (Jo 7, 37). Refresca este coração humilhado que a minha vida errante fez quebrar. Ela consumiu-o, na fome e na sede; não fome de alimentos, não sede de beber, mas de ouvir as palavras do Senhor (Am 8, 11) [...]. Por isso o meu coração geme baixinho, esperando o Teu juízo, o que vem de Ti, que apareceste e que tudo iluminaste [...]

Dá-me um sinal claro, purifica os meus erros escondidos, pois as feridas minam-me [...] A Teus joelhos me rojo, Salvador, como a hemorroísa. Também eu toco na fímbria da Tua túnica e digo: «Se ao menos tocar nas Suas vestes, ficarei curado.» (Mc 5, 28). Não faças vã a minha fé, Tu, que és médico das almas [...]. Encontrar-Te-ei, para minha salvação, a Ti, que apareceste e que tudo iluminaste.






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sábado, 3 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 04 de Janeiro de 2009

Epifania do Senhor


Epifania do Senhor - Ano B
Hoje a Igreja celebra : Santa Isabel Ana Seton, religiosa fundadora, +1821.

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J. B. Boussuet : «Vimos a sua estrela no Oriente»


Evangelho segundo S. Mateus 2,1-12.

Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, chegaram a Jerusalém uns magos vindos do Oriente. E perguntaram: «Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.» Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes perturbou-se e toda a Jerusalém com ele. E, reunindo todos os sumos sacerdotes e escribas do povo, perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades da Judeia; porque de ti vai sair o Príncipe que há-de apascentar o meu povo de Israel.» Então Herodes mandou chamar secretamente os magos e pediu-lhes informações exactas sobre a data em que a estrela lhes tinha aparecido. E, enviando-os a Belém, disse-lhes: «Ide e informai-vos cuidadosamente acerca do menino; e, depois de o encontrardes, vinde comunicar-mo para eu ir também prestar-lhe homenagem.» Depois de ter ouvido o rei, os magos puseram-se a caminho. E a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o menino, parou. Ao ver a estrela, sentiram imensa alegria; e, entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-no; e, abrindo os cofres, ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonhos para não voltarem junto de Herodes, regressaram ao seu país por outro caminho.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

J. B. Boussuet (1627-1704), Bispo de Meaux
Sermões sobre os mistérios, 17ª semana, nº 2

«Vimos a sua estrela no Oriente»


Que tinha esta estrela acima das outras, que anunciam no céu a glória de Deus? (Sl 18, 2). Que tinha ela a mais que as outras, para merecer ser chamada a estrela do Rei dos reis, do Cristo que acabara de nascer, para Lhe trazer os magos? Balaam, profeta entre os pagãos, em Moab e na Arábia, tinha visto Jesus Cristo como uma estrela; e tinha dito: «Uma estrela sai de Jacob» (Nm 24, 17). Esta estrela que aparece aos magos era a imagem daquele que Balaam tinha visto: e quem sabe se a profecia de Balaam não se tinha espalhado no Oriente? [...] Fosse como fosse, uma estrela que aparecesse apenas aos olhos não seria capaz de atrair os magos ao Rei recém-nascido: era preciso que a estrela de Jacob e a luz de Cristo nascessem em seus corações. Em presença do sinal que ela lhes deu exteriormente, Deus tocou-os interiormente, por esta inspiração da qual Jesus disse: «Ninguém pode vir a Mim se o Pai que Me enviou o não atrair» (Jo 6, 44).

A estrela dos magos é, pois, a inspiração nos seus corações. Não sei o que brilha dentro de vós; estais nas trevas e nas distracções, ou talvez na corrupção do mundo; voltai-vos para o Oriente, onde nascem os astros; voltai-vos para Jesus Cristo, que está a Oriente, onde se levanta como um belo astro o amor à verdade e à virtude.






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Em alguns países, as Conferências Episcopais decidiram que a celebração da Epifania se deveria manter, de acordo com a tradição, no dia 6 de Janeiro. Nesses casos, hoje, 2º domingo depois do Natal, os textos litúrgicos serão: Sir 24,1-4.12-16; Sl 147(148),12-15.19-20; Ef 1,3-6.15-18; Jo 1,1-18.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 03 de Janeiro de 2009

Sábado do Tempo Natal antes da Epifania


Hoje a Igreja celebra : Santíssimo Nome de Jesus.

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São João Crisóstomo : «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo»


Evangelho segundo S. João 1,29-34.

No dia seguinte, ao ver Jesus, que se dirigia para ele, exclamou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! É aquele de quem eu disse: 'Depois de mim vem um homem que me passou à frente, porque existia antes de mim.' Eu não o conhecia bem; mas foi para Ele se manifestar a Israel que eu vim baptizar com água.» E João testemunhou: «Vi o Espírito que descia do céu como uma pomba e permanecia sobre Ele. E eu não o conhecia, mas quem me enviou a baptizar com água é que me disse: 'Aquele sobre quem vires descer o Espírito e poisar sobre Ele, é o que baptiza com o Espírito Santo'. Pois bem: eu vi e dou testemunho de que este é o Filho de Deus.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São João Crisóstomo (cerca 345-407), padre em Antioquia, depois Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
Catequese 18 sobre o evangelho de São João

«Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo»


«Eis o Cordeiro de Deus», diz João Baptista. Jesus não diz nada; é João que diz tudo. O esposo tem por costume agir assim; ainda não diz nada à esposa, mas apresenta-se e realiza-se em silêncio. Outros o anunciam e lhe apresentam a esposa. Quando ela aparece, o esposo não a toma ele próprio, mas recebe-a das mãos de outrem. Mas logo que a recebe assim das mãos de outro, une-se a ela tão fortemente que ela não se recorda mais daqueles que deixou para o seguir.

Foi o que aconteceu em relação a Jesus Cristo. Ele veio para esposar a humanidade; Ele próprio não disse nada, não fez senão apresentar-Se. Foi João, o amigo do Esposo, que pôs na sua mão a da Esposa, ou seja, o coração dos homens, que ele persuadira com a sua pregação. Então Jesus Cristo recebeu-os e cumulou-os de tantos bens, que eles não voltaram para aquele que os tinha levado até Ele. [...] Ele tirou a Esposa da sua muito humilde condição para a conduzir à casa de seu Pai. [...]

Foi João, o amigo do Esposo, quem, sozinho, esteve presente nestas bodas; foi então ele quem fez tudo; percebendo Jesus que vinha, disse: «Eis o Cordeiro de Deus.» E assim mostrou que não era apenas pela voz, mas também pelos olhos, que dava testemunho ao Esposo. Ele admirava o Filho de Deus e, contemplando-O, o seu coração exultava de alegria e de felicidade. Antes de O anunciar, admira-O presente, e faz conhecer o dom que Jesus veio trazer: «Eis o Cordeiro de Deus.» É Ele, diz João, quem tira o pecado do mundo, e fá-lo sem cessar, não apenas no momento da Sua Paixão quando sofre por nós. Se oferece apenas uma vez o seu sacrifício pelos pecados do mundo, este sacrifício único purifica para sempre os pecados de todos os homens até ao fim do mundo.






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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 02 de Janeiro de 2009

Sexta-feira do Tempo Natal antes da Epifania


Hoje a Igreja celebra : São Basílio Magno, bispo, Doutor da Igreja, +379,   São Gregório (Nazianzeno), bispo de Nazianzo, Doutor da Igreja, +390

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Santo Agostinho : «Sou a voz que clama no deserto»


Evangelho segundo S. João 1,19-28.

Este foi o testemunho de João, quando as autoridades judaicas lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: «Tu quem és?» Então ele confessou a verdade e não a negou, afirmando: «Eu não sou o Messias.» E perguntaram-lhe: «Quem és, então? És tu Elias?» Ele disse: «Não sou.» «És tu o profeta?» Respondeu: «Não.» Disseram-lhe, por fim: «Quem és tu, para podermos dar uma resposta aos que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?» Ele declarou: «Eu sou a voz de quem grita no deserto: 'Rectificai o caminho do Senhor', como disse o profeta Isaías.» Ora, havia enviados dos fariseus que lhe perguntaram: «Então porque baptizas, se tu não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?» João respondeu-lhes: «Eu baptizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. É aquele que vem depois de mim, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias.» Isto passou-se em Betânia, na margem além do Jordão, onde João estava a baptizar.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Sermão 293, 7e para a Natividade de João Baptista

«Sou a voz que clama no deserto»


João era a voz, mas «no princípio era o Verbo» (Jo 1, 1). João, uma voz para um tempo; Cristo, a Palavra desde o princípio, a Palavra eterna. Sem a Palavra, o que é a voz? Onde não há nada para compreender, há um ruído vazio. A voz sem a palavra entra no ouvido, mas não chega ao coração. Mas descubramos como as coisas se encandeiam no nosso coração, que é necessário edificar. Se eu penso naquilo que devo dizer, a palavra está já no meu coração; mas, quando te quero falar, procuro como fazer passar para o teu coração o que já existe no meu. Se procuro como pode a palavra que já existe no meu coração encontrar-te e ficar no teu coração, sirvo-me da voz, e é com esta voz que te falo: o som da voz conduz até ti a ideia contida na palavra. Então, é verdade que o som se esvai; mas a palavra que o som conduziu até ti está doravante no teu coração, sem ter abandonado o meu.
Logo que a palavra passa para ti, não é verdade que o som parece dizer, como João Baptista, «Ele deve crescer e eu diminuir»? (Jo 3, 30). O som da voz ressoou para realizar o seu serviço, e desaparece como se dissesse: «Essa é a minha alegria, que agora é completa» (29). Guardemos então a Palavra; não deixemos partir a Palavra concebida no mais profundo do nosso coração.





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- Juventude Nova é um estilo de vida. Um novo jeito de ser. - Ser JN significa assumir e testemunhar uma vida nova, renovada por Jesus Cristo.