sábado, 21 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 22 de Março de 2009

4º Domingo da Quaresma - Ano B


Quarto Domingo da Quaresma (semana IV do saltério)
Hoje a Igreja celebra : Santa Catarina de Génova, viúva, +1510

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Santo Efrém : «É necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que Nele crê tenha a vida eterna»


Evangelho segundo S. João 3,14-21.

Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna. Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna. De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no Filho Unigénito de Deus. E a condenação está nisto: a Luz veio ao mundo, e os homens preferiram as trevas à Luz, porque as suas obras eram más. De facto, quem pratica o mal odeia a Luz e não se aproxima da Luz para que as suas acções não sejam desmascaradas. Mas quem pratica a verdade aproxima-se da Luz, de modo a tornar-se claro que os seus actos são feitos segundo Deus.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, Doutor da Igreja
Sermão atribuído a Santo Efrém, Sobre a Penitência (trad. Ir Isabelle de la Source, Lire la Bible, Mediaspaul 1990, t. 2, p. 143)

«É necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que Nele crê tenha a vida eterna»


Quando o povo pecou no deserto (Nm 21, 5ss.), Moisés, que era profeta, ordenou aos israelitas que fixassem uma serpente a uma cruz, ou seja, que matassem o pecado. [...] Eles tinham de olhar para a serpente, porque fora por meio de serpentes que os filhos de Israel tinham sido castigados. E por que razão o foram por meio de serpentes? Porque tinham renovado a conduta dos nossos primeiros pais. Adão e Eva tinham ambos pecado, comendo o fruto da árvore; os israelitas tinham murmurado por causa da comida. Proferir queixas porque não se tem legumes é o cúmulo da murmuração. O salmo atesta: «Eles revoltaram-se contra o Altíssimo no deserto» (Sl 77, 17). Ora, também no Paraíso tinha sido a serpente a dar início à murmuração. [...]

Os filhos de Israel aprenderiam assim que a mesma serpente que tinha conspirado para levar a morte a Adão conspirara igualmente para os matar a ele. Por isso, Moisés suspendeu-a de um madeiro, a fim de que, ao vê-la, eles fossem conduzidos, por semelhança, a recordarse da árvore. Com efeito, aqueles que para ela voltavam os seus olhos eram salvos, não por causa da serpente, naturalmente, mas por se terem convertido. Olhando para a serpente, recordavam-se dos seus pecados. Por terem sido mordidos, arrependiam-se e voltavam a ser salvos. A sua conversão transformava o deserto em morada de Deus; o povo pecador tornava-se, pela penitência, uma assembleia eclesial e, melhor ainda, apesar de si mesmo, adorava a cruz.





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sexta-feira, 20 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 21 de Março de 2009

Sábado da 3ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : S. Nicolau de Flue, eremita, confessor, +1487

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Santo Agostinho : «O cobrador de impostos [...] nem sequer ousava levantar os olhos ao céu»


Evangelho segundo S. Lucas 18,9-14.

Disse também a seguinte parábola, a respeito de alguns que confiavam muito em si mesmos, tendo-se por justos e desprezando os demais: «Dois homens subiram ao templo para orar: um era fariseu e o outro, cobrador de impostos. O fariseu, de pé, fazia interiormente esta oração: 'Ó Deus, dou-te graças por não ser como o resto dos homens, que são ladrões, injustos, adúlteros; nem como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo quanto possuo.' O cobrador de impostos, mantendo-se à distância, nem sequer ousava levantar os olhos ao céu; mas batia no peito, dizendo: 'Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador.' Digo-vos: Este voltou justificado para sua casa, e o outro não. Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Sermão 115

«O cobrador de impostos [...] nem sequer ousava levantar os olhos ao céu»


O fariseu dizia : «Não sou como certos homens.» Quem serão esses outros homens? Não serão todos, com excepção dele próprio? «Eu sou justo, os outros são pecadores; eu não sou como o resto dos homens, que são injustos, ladrões, adúlteros.» E eis que a presença de um publicano, a seu lado, lhe vem dar ocasião para se ensoberbecer ainda mais. «Eu, eu sou um homem à parte; ele é como os outros. Não sou da sua espécie; não sou um pecador, pois faço muitas obras justas. Jejuo duas vezes por semana, pago o dízimo de tudo quanto possuo.» Que pede este homem a Deus? Procurai nas suas palavras, que nada encontrareis. Subia supostamente ao seu quarto para orar: ora, nada pede a Deus; apenas se gaba de si próprio. E é na verdade deveras pouco nada pedir a Deus, mas gabar-se: para além disso, insulta aquele que a seu lado reza: é o cúmulo!

O publicano «mantinha-se à distância», e no entanto aproxima-se de Deus; as reprovações do seu coração afastam-no d'Ele, mas o seu amor aproxima-o de Deus. Este publicano mantém-se à distância, mas o Senhor aproxima-se dele para o escutar. «O Senhor é excelso, mas repara no humilde», enquanto que «àquele que se exalta», como o fariseu, «reconhece-o ao longe» (Sl 137, 6). A todo o que se exalta, o Senhor olha-o de longe, mas não o ignora.

Vede, por contraste, a humildade deste publicano. Não só se mantém à distância, como nem sequer levanta os olhos ao céu. Não ousa erguer os olhos à procura de um olhar. Não ousa olhar para o alto, a sua consciência humilha-o, mas a esperança exalta-o. Escutai ainda: «Batia no peito.» Para si próprio pede um castigo; por isso Deus perdoa a tal homem que a sua culpa confessa. «Senhor, sede-me propício, a mim, que sou pecador»: eis alguém que ora, que pede! Por que te espantas que Deus ignore as faltas deste homem, quando o próprio as reconhece? Ele faz-se juiz de si próprio e Deus advoga a sua causa; acusa-se e Deus defende-o. «Em verdade vos digo» - é a Verdade que fala, é Deus, é o Juiz - «foi o publicano que voltou para casa justificado, e não o outro.» Diz-nos, Senhor, por quê? «Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado».





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quinta-feira, 19 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 20 de Março de 2009

Sexta-feira da 3ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : S. Martinho de Braga, bispo, +580,  Santa Eufémia, virgem e mártir, +300

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Concílio Vaticano II : «Não há outro mandamento maior»


Evangelho segundo S. Marcos 12,28-34.

Aproximou-se dele um escriba que os tinha ouvido discutir e, vendo que Jesus lhes tinha respondido bem, perguntou-lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?» Jesus respondeu: «O primeiro é: Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor; amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças. O segundo é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior que estes.» O escriba disse-lhe: «Muito bem, Mestre, com razão disseste que Ele é o único e não existe outro além dele; e amá-lo com todo o coração, com todo o entendimento, com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo vale mais do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios.» Vendo que ele respondera com sabedoria, Jesus disse: «Não estás longe do Reino de Deus.» E ninguém mais ousava interrogá-lo.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Concílio Vaticano II
Constituição Dogmática sobre a Igreja no mundo actual (Gaudium et Spes), §§ 23-24

«Não há outro mandamento maior»


Entre os principais aspectos do mundo actual, conta-se a multiplicação das relações entre os homens, cujo desenvolvimento é muito favorecido pelos progressos técnicos hodiernos. Todavia, o diálogo fraterno entre os homens não se realiza ao nível destes progressos, mas ao nível mais profundo da comunidade das pessoas, a qual exige o mútuo respeito da sua plena dignidade espiritual. A revelação cristã favorece poderosamente esta comunhão entre as pessoas, ao mesmo tempo que nos leva a uma compreensão mais profunda das leis da vida social que o Criador inscreveu na natureza espiritual e moral do homem. [...]

Deus, que de todos nós cuida com solicitude paternal, quis que os homens formassem uma só família, e se tratassem uns aos outros como irmãos. Criados todos à imagem e semelhança daquele Deus que «fez a partir de um só homem todo o género humano, para habitar em toda a face da terra» (Act 17, 26), todos são chamados a um só e mesmo fim, que é o próprio Deus. É por isso que o amor de Deus e do próximo é o primeiro e o maior de todos os mandamentos. Mas a Sagrada Escritura ensina-nos que o amor de Deus não se pode separar do amor do próximo: «Todos os outros mandamentos resumem-se nestas palavras: "Amarás o próximo como a ti mesmo". [...] A caridade é, pois, o pleno cumprimento da lei» (Rom 13, 9-10; cf 1Jo 4, 20). Isto revela-se como sendo da maior importância, hoje que os homens se tornam cada dia mais dependentes uns dos outros e o mundo se unifica cada vez mais.

Mais ainda: quando o Senhor Jesus pede ao Pai «que todos sejam um [...] como Nós somos um» (Jo 17, 21ss.),  sugere - abrindo perspectivas inacessíveis à razão humana - que há uma certa analogia entre a união das pessoas divinas e a união dos filhos de Deus na verdade e na caridade. Esta analogia torna manifesto que o homem, única criatura sobre a terra a ser querida por Deus por si mesma, não se pode encontrar plenamente a não ser no sincero dom de si mesmo.





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quarta-feira, 18 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 19 de Março de 2009

S. JOSÉ, esposo da Virgem Santa Maria, padroeiro da Igreja universal - solenidade


S. José, Esposo da Virgem Maria (ofício próprio)
Calendário da Igreja disponível este diaVer comentário em baixo, ou carregando aqui
João Paulo II: «Não temas receber Maria, tua esposa»


Evangelho segundo S. Mateus 1,16.18-21.24.

Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama Cristo. Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo poder do Espírito Santo. José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. Andando ele a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados.» Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

João Paulo II
São José na vida de Cristo e da Igreja (Redemptoris Custos), §§ 18-19

«Não temas receber Maria, tua esposa»


Dirigindo-Se a José por meio das palavras do anjo, Deus dirige-Se a ele como sendo esposo da Virgem de Nazaré. Simultaneamente, o que nela se realizou por obra do Espírito Santo manifesta a confirmação especial do vínculo esponsal que já antes existia entre José e Maria. O mensageiro diz claramente a José: «Não temas receber Maria, tua esposa.» Por conseguinte, o que tinha acontecido anteriormente - os seus esponsais com Maria - tinha sucedido por vontade de Deus e, portanto, devia ser conservado. Na sua maternidade divina, Maria há-de continuar a viver «como uma virgem, esposa de um esposo» (cf. Lc 1, 27).

Nas palavras da «anunciação» nocturna, José não escuta apenas a verdade divina acerca da inefável vocação da sua esposa, ouve também novamente a verdade acerca da sua própria vocação. Este homem «justo» que, segundo o espírito das mais nobres tradições do povo eleito, amava a Virgem de Nazaré e a Ela se encontrava ligado por amor esponsal, é novamente chamado por Deus para este amor.

«José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa»; «O que Ela concebeu é obra do Espírito Santo». À vista de tais expressões, não se imporá porventura concluir que também o seu amor de homem tinha sido regenerado pelo Espírito Santo? Não se deverá pensar que o amor de Deus, que foi derramado no coração humano pelo Espírito Santo (cf. Rom 5, 5), forma do modo mais perfeito todo o amor humano? Este amor de Deus forma também - e de maneira absolutamente singular - o amor esponsal dos cônjuges, aprofundando nele tudo o que tem de humanamente digno e belo e as características da exclusiva entrega, da aliança das pessoas e da comunhão autêntica, a exemplo do Mistério trinitário.





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terça-feira, 17 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 18 de Março de 2009

Quarta-feira da 3ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : S. Cirilo de Jerusalém, bispo, Doutor da Igreja, +386

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: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição.»


Evangelho segundo S. Mateus 5,17-19.

«Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição. Porque em verdade vos digo: Até que passem o céu e a terra, não passará um só jota ou um só ápice da Lei, sem que tudo se cumpra. Portanto, se alguém violar um destes preceitos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será o menor no Reino do Céu. Mas aquele que os praticar e ensinar, esse será grande no Reino do Céu.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :


Catecismo da Igreja Católica, §§ 1961-1967

«Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição.»


Deus, nosso Criador e nosso Redentor, escolheu Israel como Seu povo e revelou-lhe a Sua Lei, preparando assim a vinda de Cristo. [...] A Lei antiga é o primeiro estádio da lei revelada. As suas prescrições morais estão compendiadas nos Dez Mandamentos. Os preceitos do Decálogo assentam os alicerces da vocação do homem, feito à imagem de Deus: proíbem o que é contrário ao amor de Deus e do próximo e prescrevem o que lhe é essencial. O Decálogo é uma luz oferecida à consciência de todo o homem, para lhe manifestar o apelo e os caminhos de Deus e o proteger contra o mal: Deus «escreveu nas tábuas da Lei o que os homens não liam nos seus corações» (Santo Agostinho).

Segundo a tradição cristã, a Lei santa, espiritual e boa, é ainda imperfeita (Rom 7, 12ss). Como um pedagogo (Gal 3, 24), mostra o que se deve fazer; mas, por si, não dá a força, a graça do Espírito para ser cumprida. Por causa do pecado, que não pode anular, não deixa de ser uma lei de escravidão. [...] A Lei antiga é uma preparação para o Evangelho.

A Lei nova ou Lei evangélica é a perfeição, na terra, da Lei divina, natural e revelada. É obra de Cristo e tem a sua expressão, de modo particular, no sermão da montanha. É também obra do Espírito Santo e, por Ele, torna-se a lei interior da caridade: «Estabelecerei com a casa de Israel uma aliança nova [...]. Hei-de imprimir as Minhas leis no seu espírito e gravá-las no seu coração. Eu serei o seu Deus e eles serão o Meu povo» (Heb 8, 8-10).

A Lei nova é a graça do Espírito Santo, dada aos fiéis pela fé em Cristo.  «Cumpre», apura, ultrapassa e leva à perfeição a Lei antiga. Nas bem-aventuranças (Mt 5, 3ss.), cumpre as promessas divinas, elevando-as e ordenando-as ao «Reino dos céus». Dirige-se àqueles que estão dispostos a acolher com fé esta esperança nova: os pobres, os humildes, os aflitos, os corações puros, os perseguidos por causa de Cristo, traçando assim os surpreendentes caminhos do Reino.





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segunda-feira, 16 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 17 de Março de 2009

Terça-feira da 3ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : S. Patrício, bispo, +461

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Santa Faustina Kowalska : «Não devias também ter piedade do teu companheiro, como Eu tive de ti?»


Evangelho segundo S. Mateus 18,21-35.

Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?» Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida. O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: 'Concede-me um prazo e tudo te pagarei.' Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: 'Paga o que me deves!' O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: 'Concede-me um prazo que eu te pagarei.' Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia. Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor. O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: 'Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste; não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?' E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Faustina Kowalska (1905-1938), religiosa
Diário, § 1570 (trad. Eds. Parole et dialogue 2002, p. 521)

«Não devias também ter piedade do teu companheiro, como Eu tive de ti?»


Ó Deus de grande misericórdia, Bondade infinita, eis que hoje a humanidade inteira clama, do abismo da sua miséria, pela Tua misericórdia, pela Tua piedade, ó Deus; e clama com a voz poderosa da miséria. Deus benevolente, não rejeites as orações dos que estão exilados nesta terra. Ó Senhor, Bondade inconcebível, Tu conheces a fundo a nossa miséria e sabes que não poderíamos, apenas com as nossas forças, elevar-nos até Ti. Por isso Te suplicamos, dá-nos Tu primeiro a Tua graça e aumenta sem cessar em nós a Tua misericórdia, para que cumpramos fielmente a Tua santa vontade ao longo de toda a nossa vida e também na hora da morte. Que a Tua misericórdia todo-poderosa nos proteja dos ataques dos inimigos da nossa salvação, a fim de que possamos esperar com confiança, como filhos Teus, a Tua última vinda, cujo dia só Tu conheces. Nós esperamos receber tudo o que Jesus nos prometeu, apesar de toda a nossa miséria, porque Jesus é a nossa esperança; através do Seu coração misericordioso passamos pelas portas abertas do céu.





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domingo, 15 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 16 de Março de 2009

Segunda-feira da 3ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : Santa Margarida de Cortona, religiosa, penitente, +1297

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Santo Ambrósio : A Quaresma conduz ao baptismo


Evangelho segundo S. Lucas 4,24-30.

Acrescentou, depois: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua pátria. Posso assegurar-vos, também, que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra; contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas sim a uma viúva que vivia em Sarepta de Sídon. Havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu, mas nenhum deles foi purificado senão o sírio Naaman.» Ao ouvirem estas palavras, todos, na sinagoga, se encheram de furor. E, erguendo-se, lançaram-no fora da cidade e levaram-no ao cimo do monte sobre o qual a cidade estava edificada, a fim de o precipitarem dali abaixo. Mas, passando pelo meio deles, Jesus seguiu-o seu caminho.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Ambrósio (c. 340-397), Bispo de Milão e Doutor da Igreja
Dos Sacramentos, 1 (trad. Brésard 2000 ans C, p. 244 rev.)

A Quaresma conduz ao baptismo


Aproximaste-te, viste a pia baptismal e viste também o bispo perto da pia. E sem dúvida surgiu na tua alma o mesmo pensamento que se insinuou na de Naaman, o sírio. Pois, embora tenha sido purificado, inicialmente ele duvidara. [...] Temo que alguém tenha dito: «É apenas isto?» Sim, realmente é apenas isto: ali encontra-se toda a inocência, toda a piedade, toda a graça, toda a santidade. Viste o que conseguiste ver com os olhos do corpo [...]; aquilo que não se vê é muito maior [...], porque aquilo que não se vê é eterno [...]. Que haverá de mais surpreendente do que a travessia do Mar Vermelho pelos israelitas, para não falarmos agora apenas do baptismo? E, no entanto, todos os que o atravessaram morreram no deserto. Pelo contrário, aquele que atravessa a pia baptismal, isto é, aquele que passa dos bens terrestres para os do céu [...], não morre, mas ressuscita.

Naaman era leproso. [...] Ao vê-lo chegar, o profeta disse-lhe: «Vai, entra no Jordão, banha-te e ficarás curado.» Ele pôs-se a reflectir em si mesmo e disse para consigo: «É apenas isto? Vim da Síria à Judeia e disseram-me: vai até ao Jordão, banha-te e ficarás curado. Como se não houvesse rios melhores no meu país!» Os servos diziam-lhe: «Senhor, por que não fazes o que diz o profeta? Fá-lo, experimenta.» Então ele foi até ao Jordão, banhou-se e ficou curado.

Que significa isto? Viste a água, mas nem toda a água cura; mas a água que contém em si a graça de Cristo cura. Há uma diferença entre o elemento e a santificação, entre o acto e a eficácia. O acto realiza-se com água, mas a eficácia vem do Espírito Santo. A água não cura se o Espírito Santo não tiver descido e consagrado aquela água. Leste que quando nosso Senhor Jesus Cristo instituiu o rito do baptismo, veio ter com João e este disse-Lhe: «Eu é que tenho necessidade de ser baptizado por Ti. E Tu vens até mim?» (Mt 3,14). [...] Cristo desceu; João, que baptizava, estava a Seu lado; e eis que, como uma pomba, o Espírito Santo desceu. [...] Por que desceu Cristo primeiro e em seguida o Espírito Santo? Por que razão? Para que o Senhor não parecesse ter necessidade do sacramento da santificação: é Ele que santifica; e é também o Espírito que santifica.





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sábado, 14 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 15 de Março de 2009

3º Domingo da Quaresma - Ano B


Terceiro Domingo da Quaresma (semana III do saltério)
Hoje a Igreja celebra : Santa Luísa de Marillac, viúva, religiosa, +1660,  S. Clemente Maria Hofbauer, confessor, +1821

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Santo Agostinho : «Destruí este Templo, e em três dias Eu o levantarei»


Evangelho segundo S. João 2,13-25.

Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo os vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os cambistas nos seus postos. Então, fazendo um chicote de cordas, expulsou-os a todos do templo com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas dos cambistas pelo chão e derrubou-lhes as mesas; e aos que vendiam pombas, disse-lhes: «Tirai isso daqui. Não façais da Casa de meu Pai uma feira.» Os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devora. Então os judeus intervieram e perguntaram-lhe: «Que sinal nos dás de poderes fazer isto?» Declarou-lhes Jesus, em resposta: «Destruí este templo, e em três dias Eu o levantarei!» Replicaram então os judeus: «Quarenta e seis anos levou este templo a construir, e Tu vais levantá-lo em três dias?» Ele, porém, falava do templo que é o seu corpo. Por isso, quando Jesus ressuscitou dos mortos, os seus discípulos recordaram-se de que Ele o tinha dito e creram na Escritura e nas palavras que tinha proferido. Enquanto Ele estava em Jerusalém, durante as festas da Páscoa, muitos creram nele ao verem os sinais miraculosos que realizava. Mas Jesus não se fiava deles, porque os conhecia a todos e não precisava de que ninguém o elucidasse acerca das pessoas, pois sabia o que havia dentro delas.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Sermão 163, 5 (trad. Brésard, 2000 anos p. 96 rev)

«Destruí este Templo, e em três dias Eu o levantarei»


Somos os trabalhadores de Deus e construímos o templo de Deus. A dedicação deste templo já teve lugar na sua Cabeça, uma vez que o Senhor ressuscitou dos mortos, após ter triunfado da morte; tendo destruído n'Ele o que era mortal, subiu ao céu [...]. E agora, construímos este templo pela fé, de modo a que aconteça também a sua dedicação aquando da ressurreição final. É por isso que [...] há um salmo intitulado: «quando se reconstruía o Templo, após o cativeiro» (95, 1 Vulg). Recordai-vos do cativeiro onde estivemos outrora, quando o diabo tinha o mundo inteiro em seu poder, como um rebanho de infiéis. Foi por causa deste cativeiro que o Redentor veio. Ele derramou o Seu sangue para nos resgatar; pelo Seu sangue derramado, suprimiu o bilhete da dívida que nos mantinha cativos (Colo 2, 14). [...] Outrora vendidos ao pecado, fomos libertados pela graça.

Após este cativeiro, construímos agora o templo; para o edificar, anunciamos a Boa Nova. É por isso que este salmo começa assim: «Cantai ao Senhor um cântico novo.» E para que não penses que se construiu este templo num pequeno recanto, como o constroem os hereges que se separam da Igreja, presta atenção ao que segue: «Cantai ao Senhor terra inteira». [...]

«Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor terra inteira.» Cantai e construí! Cantai e «bendizei o Seu nome» (v. 2). Anunciai o dia nascido do dia da salvação, o dia nascido do dia de Cristo. Quem é, com efeito, a salvação de Deus se não Seu Cristo? Para a salvação, nós rezamos o salmo: «Mostrai, Senhor, a vossa misericórdia, e dai-nos a vossa salvação.» Os antigos justos desejavam esta salvação, eis o que dizia o Senhor aos seus discípulos: «Muito quiseram ver o que vedes, e não o viram» (Lc 10, 24). [...] «Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor.» Vede o ardor dos construtores! «Cantai ao Senhor e bendizei o Seu nome.» Anunciai a Boa Nova! Qual boa nova? O dia nasceu do dia [...]; a Luz nasceu da Luz, os Filhos nascidos do Pai, a Salvação de Deus! Eis como se constrói o templo após o cativeiro.





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sexta-feira, 13 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 14 de Março de 2009

Sábado da 2ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : Santa Matilde, rainha da Prússia, +968

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Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI]: «Um homem tinha dois filhos»


Evangelho segundo S. Lucas 15,1-3.11-32.

Aproximavam-se dele todos os cobradores de impostos e pecadores para o ouvirem. Mas os fariseus e os doutores da Lei murmuravam entre si, dizendo: «Este acolhe os pecadores e come com eles.» Jesus propôs-lhes, então, esta parábola: Disse ainda: «Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte dos bens que me corresponde.' E o pai repartiu os bens entre os dois. Poucos dias depois, o filho mais novo, juntando tudo, partiu para uma terra longínqua e por lá esbanjou tudo quanto possuía, numa vida desregrada. Depois de gastar tudo, houve grande fome nesse país e ele começou a passar privações. Então, foi colocar-se ao serviço de um dos habitantes daquela terra, o qual o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. E, caindo em si, disse: 'Quantos jornaleiros de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e vou dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus jornaleiros.' E, levantando-se, foi ter com o pai. Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos. O filho disse-lhe: 'Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho.' Mas o pai disse aos seus servos: 'Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha; dai-lhe um anel para o dedo e sandálias para os pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o; vamos fazer um banquete e alegrar-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado.' E a festa principiou. Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se de casa ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. Disse-lhe ele: 'O teu irmão voltou e o teu pai matou o vitelo gordo, porque chegou são e salvo.' Encolerizado, não queria entrar; mas o seu pai, saindo, suplicava-lhe que entrasse. Respondendo ao pai, disse-lhe: 'Há já tantos anos que te sirvo sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos; e agora, ao chegar esse teu filho, que gastou os teus bens com meretrizes, mataste-lhe o vitelo gordo.' O pai respondeu-lhe: 'Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado.'»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI]
Retiro pregado no Vaticano, 1983

«Um homem tinha dois filhos»


Meditando nesta parábola, não se deve esquecer a figura do filho mais velho. Num certo sentido, ele não é menos importante que o mais novo, a ponto de esta história poder ter também o título, que talvez fosse mais adequado, de parábola dos dois irmãos. Com a figura dos dois irmãos, o texto situa-se no coração de uma longa história bíblica, começada com a história de Caim e Abel, retomada com os irmãos Isaac e Ismael, Jacob e Esaú, e interpretada em diferentes parábolas de Jesus. Na pregação de Jesus, as figuras dos dois irmãos reflectem sobretudo o problema da relação Israel-Pagãos. [...] Ao descobrir que os pagãos são chamados sem estarem submetidos às obrigações da Lei, Israel exprime a sua amargura: «Há já tantos anos que te sirvo sem nunca transgredir uma ordem tua.» Com as palavras: «Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu», a misericórdia de Deus convida Israel a festejar.

Mas o significado deste irmão mais velho é ainda mais abrangente. Em certo sentido, ele representa o homem devoto, ou seja todos os que permaneceram com o Pai sem desobedecer às suas ordens. O momento do regresso do pecador desperta o ciúme, esse veneno até então oculto no fundo da sua alma. Por quê este ciúme? Ele mostra que muito «devotos» também escondem no seu coração o desejo do país longínquo e das suas seduções. A inveja revela que estas pessoas não compreenderam realmente a beleza da pátria, a felicidade de «tudo o que é meu é teu», a liberdade de ser filho e proprietário. Assim, parece que também elas desejam secretamente a felicidade do país longínquo. [...] E, no fim, não entram na festa; no fim, permanecem de fora. [...]

A figura do irmão mais velho obriga-nos a um exame de consciência; esta figura permite-nos compreender a reinterpretação dos dez mandamentos que é feita no Sermão da Montanha (Mt 5,28). Não é não somente o adultério exterior, mas também o interior que nos afasta de Deus: é possível permanecer em casa e ao mesmo tempo partir. Deste modo, devemos também compreender a «abundância», a estrutura da justiça cristã: ela traduz-se por um «não» à inveja e um «sim» à misericórdia divina.





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quinta-feira, 12 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 13 de Março de 2009

Sexta-feira da 2ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : Santa Serafina, virgem, +1253,  S. Rodrigo, mártir, +857

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Santo Ambrósio : A parábola da vinha


Evangelho segundo S. Mateus 21,33-43.45-46.

«Escutai outra parábola: Um chefe de família plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, construiu uma torre, arrendou-a a uns vinhateiros e ausentou-se para longe. Quando chegou a época das vindimas, enviou os seus servos aos vinhateiros, para receberem os frutos que lhe pertenciam. Os vinhateiros, porém, apoderaram-se dos servos, bateram num, mataram outro e apedrejaram o terceiro. Tornou a mandar outros servos, mais numerosos do que os primeiros, e trataram-nos da mesma forma. Finalmente, enviou-lhes o seu próprio filho, dizendo: 'Hão-de respeitar o meu filho.' Mas os vinhateiros, vendo o filho, disseram entre si: 'Este é o herdeiro. Matemo-lo e ficaremos com a sua herança.' E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. Ora bem, quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?» Eles responderam-lhe: «Dará morte afrontosa aos malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros que lhe entregarão os frutos na altura devida.» Jesus disse-lhes: «Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram transformou-se em pedra angular? Isto é obra do Senhor e é admirável aos nossos olhos? Por isso vos digo: O Reino de Deus ser-vos-á tirado e será confiado a um povo que produzirá os seus frutos. Os sumos sacerdotes e os fariseus, ao ouvirem as suas parábolas, compreenderam que eram eles os visados. Embora procurassem meio de o prender, temeram o povo, que o considerava profeta.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Ambrósio (c. 340-397), Bispo de Milão e Doutor da Igreja
Comentário sobre o Evangelho de São Lucas 9, 29-30 (trad. Véricel, L'Evangile commenté, p. 290 rev. ; cf SC 52, p. 150)

A parábola da vinha


A vinha é o nosso símbolo, porque o povo de Deus eleva-se acima da terra enraizado na cepa da vinha eterna (Jo 15, 5). Fruto de um solo ingrato, a vinha pode desenvolver-se e florescer, ou revestir-se de verdura, ou assemelhar-se ao jugo amável da cruz, quando cresce e os seus braços estendidos são os sarmentos de uma videira fecunda. [...] É, pois, com razão que chamamos vinha ao povo de Cristo, quer porque ele traça na testa o sinal da cruz (Ez 9, 4), quer porque os frutos da vinha são recolhidos na última estação do ano, quer porque, tal como acontece aos ramos da videira, pobres e ricos, humildes e poderosos, servos e senhores, todos são, na Igreja, de uma igualdade completa. [...]

Quando é ligada, a vinha endireita-se; se é podada, não é para a diminuir, mas para fazê-la crescer. E o mesmo se passa com o povo santo: quando é preso, liberta-se; quando é humilhado, eleva-se; quando é cortado, é uma coroa que lhe é dada. Melhor ainda: tal como o rebento que é retirado de uma árvore velha e enxertado noutra raiz, assim também este povo santo [...] vem a desenvolver-se quando é alimentado na árvore da cruz [...]. E o Espírito Santo, como que expandindo-Se nos sulcos de um terreno, derrama-Se sobre o nosso corpo, lavando tudo o que é imundo e limpando-nos os membros, para os dirigir para o céu.

O Vinhateiro tem por costume mondar esta vinha, ligá-la e apará-la (Jo 15, 2). [...] Ora inunda de sol os segredos do nosso corpo, ora os rega com a chuva. Gosta de mondar o terreno, para que os espinheiros não perturbem os rebentos; e vela para que as folhas não façam demasiada sombra [...], privando-nos de luz as virtudes e impedindo os frutos de amadurecer.





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quarta-feira, 11 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 12 de Março de 2009

Quinta-feira da 2ª da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : S. Luís Orione, sacerdote, fundador, +1940,  Santo Inocêncio I, papa, +417

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São Pedro Crisólogo : «O rico viu de longe Abraão com Lázaro no seu seio»


Evangelho segundo S. Lucas 16,19-31.

«Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho fino e fazia todos os dias esplêndidos banquetes. Um pobre, chamado Lázaro, jazia ao seu portão, coberto de chagas. Bem desejava ele saciar-se com o que caía da mesa do rico; mas eram os cães que vinham lamber-lhe as chagas. Ora, o pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na morada dos mortos, achando-se em tormentos, ergueu os olhos e viu, de longe, Abraão e também Lázaro no seu seio. Então, ergueu a voz e disse: 'Pai Abraão, tem misericórdia de mim e envia Lázaro para molhar em água a ponta de um dedo e refrescar-me a língua, porque estou atormentado nestas chamas.' Abraão respondeu-lhe: 'Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado. Além disso, entre nós e vós há um grande abismo, de modo que, se alguém pretendesse passar daqui para junto de vós, não poderia fazê-lo, nem tão pouco vir daí para junto de nós.' O rico insistiu: 'Peço-te, pai Abraão, que envies Lázaro à casa do meu pai, pois tenho cinco irmãos; que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.' Disse lhe Abraão: 'Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam!' Replicou-lhe ele: 'Não, pai Abraão; se algum dos mortos for ter com eles, hão-de arrepender-se.' Abraão respondeu-lhe: 'Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos.'»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, Doutor da Igreja
Sermão 122, sobre o rico e Lázaro

«O rico viu de longe Abraão com Lázaro no seu seio»


«Abraão era muito rico», diz-nos a Escritura (Gn 13, 2). [...] Abraão, meus irmãos, não era rico devido a si próprio, mas devido aos pobres; em vez de guardar para si a sua fortuna, propôs-se partilhá-la. [...] Este homem, ele próprio estrangeiro, não cessou de tudo fazer para que o estrangeiro deixasse de se sentir estrangeiro. Vivendo dentro da tenda, não podia suportar que alguém passasse sem abrigo. Perpétuo viajante, acolhia sempre os hóspedes que apareciam. [...] Em vez de repousar sobre a generosidade de Deus, sabia-se chamado a reparti-la: usava-a para defender os oprimidos, para libertar os prisioneiros, ou mesmo para arrancar ao seu destino homens que iam morrer (Gn 14, 14). [...] Na presença do estrangeiro que recebe (Gn 18, 1ss.), Abraão não se senta, permanece de pé. Não é conviva do seu hóspede, faz-se seu servidor; esquece que na sua casa é ele o senhor, traz ele próprio o alimento e, preocupado com uma preparação cuidada, pede ajuda à sua mulher. Para si próprio, entrega-se inteiramente aos seus empregados, mas para o estrangeiro que recebe, pensa que vale a pena confiá-lo à sabedoria da sua esposa.

Que direi ainda, meus irmãos? É uma delicadeza tão perfeita... que atraiu o próprio Deus para a casa de Abraão, que O forçou a ser seu hóspede. Assim veio a Abraão, repouso dos pobres, refúgio dos estrangeiros, Aquele que, mais tarde, haveria de dizer-Se acolhido na pessoa do pobre e do estrangeiro: «Tive fome, disse Ele, e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; fui estrangeiro e recebestes-Me» (Mt 25, 35).

E lemos ainda no Evangelho: «O pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão». Não é natural, meus irmãos, que Abraão, até no seu repouso, acolha todos os santos, e que até na sua beatitude se ocupe do seu serviço de hospitalidade? [...] Sem dúvida alguma, não se poderia sentir plenamente feliz se, mesmo na glória, não continuasse a exercer o seu ministério de partilha.





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terça-feira, 10 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 11 de Março de 2009

Quarta-feira da 2ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : S. Constantino, rei, mártir, +598,  S. Ramiro, abade, mártir, +555

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Santo Agostinho : «Todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado» (Lc 18,14)


Evangelho segundo S. Mateus 20,17-28.

Ao subir a Jerusalém, pelo caminho, chamou à parte os Doze e disse-lhes: «Vamos subir a Jerusalém e o Filho do Homem vai ser entregue aos sumos sacerdotes e aos doutores da Lei, que o vão condenar à morte. Hão-de entregá-lo aos pagãos, que o vão escarnecer, açoitar e crucificar. Mas Ele ressuscitará ao terceiro dia.» Aproximou-se então de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu, com os seus filhos, e prostrou-se diante dele para lhe fazer um pedido. «Que queres?» perguntou-lhe Ele. Ela respondeu: «Ordena que estes meus dois filhos se sentem um à tua direita e o outro à tua esquerda, no teu Reino.» Jesus retorquiu: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?» Eles responderam: «Podemos.» Jesus replicou-lhes: «Na verdade, bebereis o meu cálice; mas, o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence a mim concedê-lo: é para quem meu Pai o tem reservado.» Ouvindo isto, os outros dez ficaram indignados com os dois irmãos. Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores, e que os grandes exercem sobre elas o seu poder. Não seja assim entre vós. Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer se grande, seja o vosso servo; e quem, no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e doutor da Igreja.
Discursos sobre os Salmos, Sl 126

«Todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado» (Lc 18,14)


«De nada vos serve levantar muito cedo» diz o Salmo (126, 2) [...]. Assim eram os filhos de Zebedeu que, antes de terem suportado a humilhação, à semelhança do Senhor na Sua Paixão, já tinham escolhido os respectivos lugares: um à Sua esquerda e outro à Sua direita. Queriam «levantar-se antes da Luz». [...] Pedro também se levantou antes da Luz, quando deu ao Senhor o conselho de não sofrer por nós. De facto, o Senhor tinha falado da Sua Paixão e das humilhações que sofreria para nos salvar, e Pedro, que anteriormente tinha confessado que Jesus era o Filho de Deus, foi tomado de horror pela ideia da Sua morte e disse-Lhe: «Deus te livre, Senhor! Isso nunca te há-de acontecer!» (cf. Mt 16,22) Queria levantar-se antes da Aurora, dar conselhos à Luz. Mas que fez o Senhor? Fê-lo levantar-se depois da Luz dizendo-lhe: «Afasta-se Satanás!» [...] «Passa para trás para que Eu vá à tua frente e tu Me sigas. Vem após Mim, em vez de tentares mostrar-Me o caminho pelo qual queres seguir». [...]

Porque quereis então, filhos de Zebedeu, levantar-vos antes do Dia? Eis a questão que temos de lhes colocar; não ficarão irritados porque estas coisas estão escritas a respeito deles, a fim de que nós saibamos preservar-nos do orgulho em que eles caíram. Para quê querer levantar-se antes do Dia? É um esforço vão. Quereis exaltar-vos antes de serdes humilhados? O vosso Senhor, que é a vossa Luz, humilhou-Se a Si próprio para ser exaltado. Escutai o que diz Paulo: «Ele, que era de condição divina, não reivindicou o direito de ser equiparado a Deus; mas despojou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-Se semelhante aos homens, tido pelo aspecto como homem, humilhou-Se a Si mesmo, tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz. Por isso mesmo é que Deus O exaltou.» (Fil 2, 6-9)





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segunda-feira, 9 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 10 de Março de 2009

Terça-feira da 2ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : Quarenta Mártires de Sebaste, +320,  S. João Ogilvie, presbítero, mártir, +1615

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São Macário : A vida comunitária : «Vós sois todos irmãos»


Evangelho segundo S. Mateus 23,1-12.

Então, Jesus falou assim à multidão e aos seus discípulos: «Os doutores da Lei e os fariseus instalaram-se na cátedra de Moisés. Fazei, pois, e observai tudo o que eles disserem, mas não imiteis as suas obras, pois eles dizem e não fazem. Atam fardos pesados e insuportáveis e colocam-nos aos ombros dos outros, mas eles não põem nem um dedo para os deslocar. Tudo o que fazem é com o fim de se tornarem notados pelos homens. Por isso, alargam as filactérias e alongam as orlas dos seus mantos. Gostam de ocupar o primeiro lugar nos banquetes e os primeiros assentos nas sinagogas. Gostam das saudações nas praças públicas e de serem chamados 'mestres' pelos homens. Quanto a vós, não vos deixeis tratar por 'mestres', pois um só é o vosso Mestre, e vós sois todos irmãos. E, na terra, a ninguém chameis 'Pai', porque um só é o vosso 'Pai': aquele que está no Céu. Nem permitais que vos tratem por 'doutores', porque um só é o vosso 'Doutor': Cristo. O maior de entre vós será o vosso servo. Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Macário (?-405), monge no Egipto
Terceira Homilia, 1-3; PG 34, 467-470 (a partir da trad. Orval)

A vida comunitária : «Vós sois todos irmãos»


Independentemente das funções que tiverem, os irmãos devem mostrar-se caridosos e alegres uns para com os outros. O que trabalha falará assim do que reza: «O tesouro que o meu irmão possui também eu o tenho, pois é-nos comum.» Por seu lado, o que reza dirá do que lê: «O benefício que ele tira da leitura enriquece-me a mim também». E o que trabalha dirá ainda: «É no interesse da comunidade que eu cumpro este serviço».

Os muitos membros do corpo formam um só corpo, e mutuamente se amparam, cumprindo cada um a sua tarefa. O olho vê por todo o corpo; a mão trabalha pelos outros membros; o pé, ao caminhar, a todos leva; e cada membro sofrerá desde que um outro esteja a sofrer. Eis como os irmãos se devem comportar uns para com os outros (cf. Rm 12, 4-5). O que reza não julgará o que trabalha por este não rezar. O que trabalha não julgará o que reza [...]. O que serve não julgará os outros. Pelo contrário, cada um deles, seja o que for que faça, agirá para a glória de Deus (cf. 1Co 10,31; 2Co 4,15) [...].

Assim, grande concórdia e serena harmonia formarão «o vínculo da paz» (Ef 4,3), que os unirá entre si e os fará viver com transparência e simplicidade, sob o olhar benevolente de Deus. O essencial, evidentemente, é perseverar na oração. Aliás, uma coisa só é requerida: cada um deve possuir em seu coração esse tesouro que é a presença viva e espiritual do Senhor. Quer trabalhe, quer ore ou leia, deve cada um poder pensar intimamente que está de posse desse bem indestrutível que é o Espírito Santo.





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domingo, 8 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 09 de Março de 2009

Segunda-feira da 2ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : S. Domingos Sávio, jovem religioso, +1857,  Santa Francisca Romana, viúva, +1440

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São Clemente de Roma: «Sede misericordiosos como o vosso Pai»


Evangelho segundo S. Lucas 6,36-38.

Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso.» «Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Dai e ser-vos-á dado: uma boa medida, cheia, recalcada, transbordante será lançada no vosso regaço. A medida que usardes com os outros será usada convosco.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Clemente de Roma, Papa entre os anos 90 e 100, aproximadamente
Carta aos Coríntios, 49-50 (trad. AELF rev.)

«Sede misericordiosos como o vosso Pai»


Quem tem amor em Cristo, cumpra os mandamentos de Cristo. Quem poderá explicar em que consiste o vínculo do amor de Deus? Quem será capaz de exprimir a grandiosidade de sua beleza? As alturas aonde o amor nos conduz são indizíveis. O amor une-nos a Deus; ele «cobre uma multidão de pecados» (1Ped 4,8). [...] Foi no amor que o Senhor nos fez vir até Si. Foi por causa de Seu amor por nós, que Jesus Cristo Nosso Senhor deu o Seu sangue por nós, segundo o desígnio de Deus, oferecendo a Sua carne pela nossa carne, a Sua vida pelas nossas vidas.

Vede, caríssimos, como o amor é qualquer coisa de grandioso e admirável; é impossível explicar a sua perfeição. Quem poderá alcançá-lo, senão aqueles que Deus tornou dignos disso? Rezemos, portanto, e supliquemos a sua misericórdia, a fim de nos encontramos no amor, sem fazer acepção de pessoas, irrepreensíveis. Desde Adão até aos nossos dias, todas as gerações desapareceram; mas aqueles que, pela graça de Deus, se tornaram perfeitos no amor permanecem no lugar dos santos, que se tornarão manifestos quando Cristo aparecer no seu Reino. [...]

Somos felizes, caríssimos, se praticamos os mandamentos de Deus na concórdia que vem do amor, a fim de que, pelo amor, os nossos pecados sejam perdoados.





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sábado, 7 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 08 de Março de 2009

2º Domingo da Quaresma - Ano B


Segundo Domingo da Quaresma (semana II do saltério)
Hoje a Igreja celebra : S. João de Deus, religioso, fundador, +1550

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Santo Ambrósio : «Transfigurou-Se diante deles. As Suas vestes tornaram-se resplandecentes.»


Evangelho segundo S. Marcos 9,2-10.

Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e levou-os, só a eles, a um monte elevado. E transfigurou-se diante deles. As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que lavadeira alguma da terra as poderia branquear assim. Apareceu-lhes Elias, juntamente com Moisés, e ambos falavam com Ele. Tomando a palavra, Pedro disse a Jesus: «Mestre, bom é estarmos aqui; façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias.» Não sabia que dizer, pois estavam assombrados. Formou-se, então, uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado. Escutai-o.» De repente, olhando em redor, já não viram ninguém, a não ser só Jesus, com eles. Ao descerem do monte, ordenou-lhes que a ninguém contassem o que tinham visto, senão depois de o Filho do Homem ter ressuscitado dos mortos. Eles guardaram a recomendação, discutindo uns com os outros o que seria ressuscitar de entre os mortos.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Ambrósio (c. 340-397), Bispo de Milão e Doutor da Igreja
Comentário sobre o Evangelho de Lucas, VII, 9s (trad. Brésard, 2000 ans B, p. 92 rev.)

«Transfigurou-Se diante deles. As Suas vestes tornaram-se resplandecentes.»


Foram três os escolhidos para subir à montanha, dois para aparecer com o Senhor. [...] Sobe Pedro, ele que recebeu as chaves do Reino dos Céus, sobe João, a quem será confiada a Mãe de Jesus, e sobre Tiago, que será o primeiro a ascender à dignidade de bispo. Em seguida, aparecem Moisés e Elias, a lei e a profecia, com o Verbo. [...] Subamos, também nós, à montanha, imploremos ao Verbo de Deus que nos apareça em todo o Seu esplendor e em toda a Sua beleza, que seja forte, que avance pleno de majestade e que reine. [...]

Pois, se não subires ao cume de um saber mais elevado, a Sabedoria não te aparecerá, nem te aparecerá o conhecimento dos mistérios. Não conhecerás o esplendor e a beleza que estão contidos no Verbo de Deus; não, o Verbo de Deus há-de aparecer-te num corpo «sem figura nem beleza» (Is 53, 2). Aparecer-te-á como um homem abatido, capaz de sofrer as nossas enfermidades (5); aparecer-te-á como uma palavra nascida do homem, tapada pelo véu da letra, que não resplandece com a força do Espírito (2Cor 3, 6-17). [...]

No sopé da montanha, as Suas vestes são diferentes do que são no alto. As vestes do Verbo são talvez as palavras das Escrituras, vestindo por assim dizer o pensamento divino; e, assim como apareceu a Pedro, a Tiago e a João com outro aspecto, com vestes resplandecentes de brancura, assim também, aos olhos do teu espírito se ilumina já o sentido das Escrituras. As palavras divinas tornam-se como uma neve, as vestes do Verbo «de tal brancura que lavadeira alguma da terra as poderia branquear assim». [...]

«Formou-se, então, uma nuvem que os cobriu com a sua sombra», sombra que é a do Espírito divino, que não vela o coração dos homens, antes revela aquilo que está oculto. [...] Bem vês que, não só para os principiantes, mas também para os perfeitos, e mesmo para todos os habitantes do céu, a lei perfeita consiste em conhecer o Filho de Deus.





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sexta-feira, 6 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 07 de Março de 2009

Sábado da 1ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : Santas Perpétua e Felicidade, mártires, +203

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Aelred de Rielvaux : «Amai os vossos inimigos»


Evangelho segundo S. Mateus 5,43-48.

«Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. Fazendo assim, tornar-vos-eis filhos do vosso Pai que está no Céu, pois Ele faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores. Porque, se amais os que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem já isso os cobradores de impostos? E, se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos? Portanto, sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Aelred de Rielvaux (1110-1167), monge cisterciense
O Espelho da Ceridade III, 5 (trad. Orval/bréviaire)

«Amai os vossos inimigos»


Nada nos encoraja tanto ao amor pelos nossos inimigos, no qual consiste a perfeição do amor fraterno, como meditar com gratidão na admirável paciência do «mais belo entre os filhos dos homens» (Sl 44, 3). Ele estendeu o Seu belo rosto aos ímpios, para que o cobrissem de escarros. Permitiu-lhes taparem-Lhe os olhos, esses olhos que governam o universo. Expôs as costas ao látego. [...] Submeteu a cabeça às pontas dos espinhos, essa cabeça diante da qual devem tremer príncipes e poderosos. Entregou-Se, Ele próprio, às afrontas e às injúrias. Enfim, suportou pacientemente a cruz, os pregos, a lança, o fel, o vinagre, permanecendo sempre cheio de doçura e de serenidade. «Não abriu a boca, como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha emudecida nas mãos do tosquiador» (Is 53, 7).

Ao ouvir estas palavras admiráveis, cheias de doçura, de amor e de imperturbável serenidade - «Pai, perdoa-lhes» (Lc, 23, 24) - o que podemos nós juntar à doçura e à caridade desta oração?

E, contudo, o Senhor juntou alguma coisa. Ele não Se contentou com a oração; também quis perdoar: «Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem», disse. São com certeza grandes pecadores, mas quase não têm consciência disso; portanto, Pai, perdoa-lhes. Crucificam, mas não sabem Quem é Aquele que estão a crucificar. [...] Pensam que se trata de um transgressor da lei, de um usurpador da divindade, de um sedutor do povo. Eu dissimulei-lhes o Meu rosto. Eles não reconheceram a Minha majestade. Por isso, «Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem».

Assim, pois, se quer aprender a amar, o homem não pode deixar-se levar pelos impulsos da carne. [...] Deve atentar na doce paciência da carne do Senhor. Se quer encontrar repouso perfeito e feliz nas delícias da carne fraterna, deve estreitar nos braços do verdadeiro amor também os que são seus inimigos. Mas, para que o fogo divino não diminua por causa das injúrias, deve fixar os olhos do espírito na serena paciência do seu Senhor, do seu bem-amado Salvador.





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quinta-feira, 5 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 06 de Março de 2009

Sexta-feira da 1ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : Santa Rosa de Viterbo, religiosa, +1251

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São João Crisóstomo : «Pela cruz [...], levando em Si próprio a morte à inimizade» (Ef 2, 16)


Evangelho segundo S. Mateus 5,20-26.

Porque Eu vos digo: Se a vossa justiça não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, não entrareis no Reino do Céu.» «Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás. Aquele que matar terá de responder em juízo. Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão será réu perante o tribunal; quem lhe chamar 'imbecil' será réu diante do Conselho; e quem lhe chamar 'louco' será réu da Geena do fogo. Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentar a tua oferta. Com o teu adversário mostra-te conciliador, enquanto caminhardes juntos, para não acontecer que ele te entregue ao juiz e este à guarda e te mandem para a prisão. Em verdade te digo: Não sairás de lá até que pagues o último centavo.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia, depois Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
Homilia sobre a traição de Judas, 2, 6; PG 49, 390 (trad. Delhougne, Les Pères commentent, p. 95)

«Pela cruz [...], levando em Si próprio a morte à inimizade» (Ef 2, 16)


Cristo deu a Sua vida por ti e tu continuas a detestar aquele que é um servo como tu? Como podes avançar em direcção à mesa da paz? O teu Mestre não hesitou em suportar por ti todos os sofrimentos, e tu recusas-te a renunciar sequer à tua cólera? [...] «Aquele ofendeu-me com gravidade, dizes tu, foi tantas vezes injusto para comigo, chegou mesmo a ameaçar-me de morte!» O que é isto? Ele ainda não te crucificou, como os inimigos do Senhor O crucificaram.

Se não perdoas as ofensas do teu próximo, o teu Pai que está nos céus também não te perdoará as tuas faltas (Mt 6, 15). O que te diz a tua consciência quando pronuncias estas palavras: «Pai Nosso, que estás nos céus, santificado seja o Vosso nome» e o que se segue? Cristo não fez diferenças: Ele derramou o Seu sangue por aqueles que derramaram o Dele. Serias capaz de fazer algo semelhante? Quando te recusas a perdoar ao teu inimigo, é a ti que causas mal, não a ele [...]; o que tu preparas é o teu próprio castigo no dia do julgamento. [...]

Escuta o que diz o Senhor: «Quando fores apresentar a tua oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e depois volta para apresentar a tua oferta». [...] Porque o Filho do homem veio ao mundo para reconciliar a humanidade com o Pai. Como diz São Paulo: «Agora Deus reconciliou consigo todas as coisas» (Col 1, 22); «pela cruz [...], levando em Si próprio a morte à inimizade» (Ef 2, 16).





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Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 05 de Março de 2009

Quinta-feira da 1ª da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : S. João José da Cruz, religioso, +1737,  Santo Adriano, mártir, +308

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Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI]: «Meu Senhor, meu único rei, assisti-me no meu desamparo, porque não tenho outro socorro senão Vós» (Est 14, 3)


Evangelho segundo S. Mateus 7,7-12.

«Pedi, e ser-vos-á dado; procurai, e encontrareis; batei, e hão-de abrir-vos. Pois, quem pede, recebe; e quem procura, encontra; e ao que bate, hão-de abrir. Qual de vós, se o seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente? Ora bem, se vós, sendo maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está no Céu dará coisas boas àqueles que lhas pedirem.» «Portanto, o que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles, porque isto é a Lei e os Profetas.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI]
Retiro pregado ao Vaticano, 1983

«Meu Senhor, meu único rei, assisti-me no meu desamparo, porque não tenho outro socorro senão Vós» (Est 14, 3)


No Evangelho, Jesus convida-nos à oração: «pedi e dar-se-vos-á; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á». Estas palavras de Jesus são preciosíssimas, porque exprimem a verdadeira relação entre Deus e o homem, e porque respondem a um problema fundamental de toda a história das religiões e da nossa vida pessoal: será justo e bom pedir alguma coisa a Deus? Ou a única resposta correspondente à transcendência e à grandeza de Deus consiste em glorificá-Lo, adorá-Lo, dar-Lhe graças, numa oração que será por conseguinte desapegada? [...]  

Jesus ignora este receio. Jesus não ensina uma religião para elites, totalmente desinteressada. A ideia de Deus que Jesus nos ensina é diferente: o seu Deus é muito humano; esse Deus é bom e poderoso. A religião de Jesus é muito humana, muito simples, é a religião dos simples: «Bendigo-Te, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos entendidos e as revelaste aos pequeninos» (Mt 11, 25). Os pequeninos, os que têm necessidade da ajuda de Deus e o dizem, compreendem muito melhor a verdade do que os inteligentes que, recusando a oração de súplica e aceitando apenas o louvor desinteressado de Deus, constroem uma auto-suficiência do homem que não corresponde à sua indigência, tal como é expressa nas palavras de Ester: «Assisti-me no meu desamparo» (Est 14, 3). Por detrás desta nobre atitude que não quer incomodar Deus com os nossos pequenos males, esconde-se a seguinte dúvida: terá Deus o poder de responder às realidades da nossa vida, poderá Deus mudar as nossas situações e entrar na realidade da nossa vida terrestre? [...]

Se Deus não actua, se ele não tem poder sobre os acontecimentos concretos da nossa vida, como é que continua a ser Deus? E se Deus é amor, o amor não encontrará uma possibilidade de responder à esperança daquele que ama? Se Deus é amor, e se Ele não pudesse ajudar-nos na nossa vida concreta, o amor não seria o poder maior deste mundo.





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terça-feira, 3 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 04 de Março de 2009

Quarta-feira da 1ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : S. Casimiro, príncipe da Polónia, penitente, +1484

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Santo Afrates : «O jejum que me agrada é este: libertar os que foram presos injus¬tamente, [...] quebrar toda a espécie de opres¬são» (Is 58,6)


Evangelho segundo S. Lucas 11,29-32.

Como as multidões afluíssem em massa, começou a dizer: «Esta geração é uma geração perversa; pede um sinal, mas não lhe será dado sinal algum, a não ser o de Jonas. Pois, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim o será também o Filho do Homem para esta geração. A rainha do Sul há-de levantar-se, na altura do juízo, contra os homens desta geração e há-de condená-los, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; ora, aqui está quem é maior do que Salomão! Os ninivitas hão-de levantar-se, na altura do juízo, contra esta geração e hão-de condená-la, porque fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; ora, aqui está quem é maior do que Jonas.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Afrates ( ? – c. 345), monge e bispo perto de Mossul
Demonstrações, n.º 3, Do jejum (a partir da trad. SC 349, p.277 rev.)

«O jejum que me agrada é este: libertar os que foram presos injus¬tamente, [...] quebrar toda a espécie de opres¬são» (Is 58,6)


Os Ninivitas jejuaram com rigor, um jejum puro e verdadeiro, quando Jonas lhes pregou a conversão [...]. Eis o que está escrito: «Deus viu as suas obras, como se convertiam do seu mau caminho, e, arrependendo-se do mal que ti¬nha resolvido fazer-lhes, não lho fez» (Jon 3,10). Não é dito: «Vive em abstinência de pão e de água, vestido de saco e coberto de cinzas», mas «Que eles regressem dos maus caminhos e da malvadez das suas obras». Pois o rei de Nínive tinha dito: «Converta-se cada um do seu mau ca¬minho e da violência que há nas suas mãos» (v.8). Foi um jejum puro, e foi aceite. [...]

Porque, meu amigo, quando se jejua, a melhor abstinência é sempre a da maldade. É melhor do que a abstinência de pão e de água, melhor que «curvar a cabeça como um junco, deitar-se sobre saco e cinza», como diz Isaías (58,5). De facto, quando o homem se abstém de pão, de água ou de qualquer alimento que seja, quando se cobre de saco e de cinzas e se atormenta, é amado, é belo aos olhos de Deus e aprovado. Mas o que mais agrada a Deus é «[...] libertar os que foram presos injus¬tamente, livrá-los do jugo que levam às cos¬tas, pôr em liberdade os oprimidos, quebrar toda a espécie de opres-são» (v.6). Para o homem que se abstém da maldade, «a luz surgirá como a aurora [...]. A sua justiça irá à sua frente. Será como um jardim bem regado, como uma fonte de águas inesgotáveis» (v.8-11). Não se assemelhará aos hipócritas que mostram «um ar sombrio [...], que desfiguram o rosto para que os outros vejam que eles jejuam» (Mt 6,16).





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segunda-feira, 2 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 03 de Março de 2009

Terça-feira da 1ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : S. Marino, centurião romano, mártir, +260

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São João da Cruz : «Rezai, pois, assim»


Evangelho segundo S. Mateus 6,7-15.

Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos. Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de vós lho pedirdes.» «Rezai, pois, assim:'Pai nosso, que estás no Céu, santificado seja o teu nome, venha o teu Reino; faça-se a tua vontade, como no Céu, assim também na terra. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia; perdoa as nossas ofensas, como nós perdoámos a quem nos tem ofendido; e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do Mal.' Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São João da Cruz (1542-1591), carmelita, Doutor da Igreja
A Subida do Carmelo III, 43/44 (trad. cf. Ed. Seuil 1947, p. 462 e OC, Ed. Cerf 1990, p. 895)

«Rezai, pois, assim»


De tudo o que diz respeito à oração e a exercícios de devoção, detenhamo-nos apenas nos ritos, ou maneiras de rezar, ensinados por Cristo. É evidente que, quando os discípulos pediram a Nosso Senhor que os ensinasse a rezar (Lc 11, 1), Ele disse-lhes certamente tudo o que era necessário para serem atendidos pelo Pai eterno, cuja vontade conhecia perfeitamente. Ora, não lhes ensinou senão os sete pedidos do Pai Nosso, no qual está contida a expressão de todas as nossas necessidades corporais e espirituais. Não lhes ensinou uma quantidade de orações e de cerimónias; pelo contrário, disse-lhes noutra ocasião que não multiplicassem as palavras, ao rezar, porque o nosso Pai do Céu sabe muito bem aquilo de que temos necessidade.

A única coisa que lhes recomendou, com a mais viva insistência, foi que perseverassem na oração, ou seja, na recitação do Pai Nosso. Porque também disse: «É necessário rezar sempre e nunca se cansar» (Lc 18, 1). Assim, Ele não nos ensinou a multiplicar os pedidos, mas a tornar a fazê-los, muitas vezes, com fervor e atenção. Porque, repito, estes pedidos do Pai Nosso encerram tudo o que está de acordo com a vontade de Deus e tudo o que nos é útil. Aí está por que razão, quando o Mestre divino por três vezes Se dirigiu ao Pai eterno, em cada uma delas repetiu as mesmas palavras do Pai Nosso, como reportam os Evangelistas: «Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que Eu o beba, faça-se a Tua vontade!» (Mt 26, 42).

Quanto aos ritos que devemos seguir na oração, Cristo deu-nos apenas dois: ou «entrar no quarto mais secreto» (Mt 6, 6); ali, longe de todo o ruído e com toda a liberdade, podemos rezar com um coração mais puro e mais despreocupado [...]. Ou então procurar locais solitários, como Ele próprio fazia, para aí orar nas horas mais favoráveis e mais silenciosas da noite (Lc 6, 12).





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domingo, 1 de março de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 02 de Março de 2009

Segunda-feira da 1ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : Santa Inês de Praga, religiosa, +1282

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São César de Arles : «Vinde, benditos de meu Pai, recebei em herança o reino que vos está preparado»


Evangelho segundo S. Mateus 25,31-46.

«Quando o Filho do Homem vier na sua glória, acompanhado por todos os seus anjos, há-de sentar-se no seu trono de glória. Perante Ele, vão reunir-se todos os povos e Ele separará as pessoas umas das outras, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. À sua direita porá as ovelhas e à sua esquerda, os cabritos. O Rei dirá, então, aos da sua direita: 'Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me, estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo.' Então, os justos vão responder-lhe: 'Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos peregrino e te recolhemos, ou nu e te vestimos? E quando te vimos doente ou na prisão, e fomos visitar-te?' E o Rei vai dizer-lhes, em resposta: 'Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes.' Em seguida dirá aos da esquerda: 'Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que está preparado para o diabo e para os seus anjos! Porque tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber, era peregrino e não me recolhestes, estava nu e não me vestistes, doente e na prisão e não fostes visitar-me.' Por sua vez, eles perguntarão: 'Quando foi que te vimos com fome, ou com sede, ou peregrino, ou nu, ou doente, ou na prisão, e não te socorremos?' Ele responderá, então: 'Em verdade vos digo: Sempre que deixastes de fazer isto a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer.' Estes irão para o suplício eterno, e os justos, para a vida eterna.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São César de Arles (470-543), monge e bispo
Sermão 25 (trad. SC 243, p. 75)

«Vinde, benditos de meu Pai, recebei em herança o reino que vos está preparado»


Se prestarmos bem atenção, irmãos, o facto de Cristo sentir a fome dos pobres é-nos favorável. [...] Olhai: de um lado, é uma moeda, do outro é o Reino. Qual a comparação? Tu dás uma moeda ao pobre e de Cristo recebes o Reino; tu dás um pedaço de pão e de Cristo recebes a vida eterna; tu dás abrigo e de Cristo recebes a remissão teus pecados.

Então, não desprezemos os pobres, mas desejemo-los e sobretudo apressemo-nos a tomar-lhes a dianteira, porque a miséria dos pobres é o medicamento dos ricos, como disse o próprio Senhor: «Antes, dai de esmola o que está dentro, e para vós tudo ficará limpo», e ainda: «Vendei os vossos bens e dai-os de esmola» (Lc 11, 41; 12, 33). E o Espírito Santo proclama através profeta: «A água apaga o fogo ardente, e a esmola expia o pecado» (Sir 3,30). [...] Tenhamos pois misericórdia, irmãos, e com a ajuda de Cristo, seguremos o vínculo da Sua garantia, sobretudo daquela que vos recordei, quando Ele diz: «Dai e dar-se-vos-á» (Lc 6, 38); e ainda: «Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia» (Mt 5,7).

Que cada um se aplique, de acordo com os seus meios, em não vir à igreja de mãos vazias: aquele que deseja receber deve efectivamente oferecer alguma coisa. Aquele que pode cubra o pobre com uma veste nova; aquele que não pode ofereça ao menos uma velha. Quanto àquele que julga não ter o suficiente, que ofereça um pedaço de pão, que acolha um viajante, que prepare um leito, que lhe lave os pés, para merecer ouvir Cristo dizer-lhe: «Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino; tive fome e destes-Me de comer; era peregrino e recolhestes-Me». Ninguém, irmãos muito queridos, poderá desculpar-se de não dar esmola, quando Cristo prometeu dar uma recompensa em troca de um copo de água fresca (Mt 10, 42).





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- Juventude Nova é um estilo de vida. Um novo jeito de ser. - Ser JN significa assumir e testemunhar uma vida nova, renovada por Jesus Cristo.