sábado, 14 de junho de 2014

Evangelho do Dia


Domingo, dia 15 de Junho de 2014

SANTÍSSIMA TRINIDADE - solenidade - Ano A
Domingo da Santíssima Trindade - Ano A (semana III do saltério)

Santa Maria Micaela do Santíssimo Sacramento, virgem, fundadora, +1865, Beata Albertina Berkenbrock, virgem, mártir, +1931

Comentário do dia
Santa Teresa Benedita da Cruz : «Mostrou-me depois um rio de água viva, […] que saía do trono de Deus e do Cordeiro» (Ap 22,1)

Ex. 34,4b-6.8-9.

Naueles dias, Moisés de manhã subiu o monte Sinai, como o Senhor lhe tinha ordenado, levando nas mãos as  tábuas de pedra.
O Senhor desceu na nuvem e, passando junto dele, pronunciou o nome do Senhor.
O Senhor passou em frente dele e exclamou: «Senhor! Senhor! Deus misericordioso e clemente, vagaroso na ira, cheio de bondade e de fidelidade,
Moisés curvou-se imediatamente até ao chão e prostrou-se em adoração,
dizendo: «Se, entretanto, alcancei graça aos teus olhos, ó Senhor, vem, por favor, caminhar no meio de nós, pois este é um povo de cerviz dura. Mas perdoa-nos as nossas iniquidades e os nossos pecados e aceita-nos como propriedade tua.»


Dan. 3,52.53.54.55.56.

Bendito sejas, Senhor, Deus de nossos pais:
digno de louvor e glória eternamente!  
Bendito seja o teu nome santo e glorioso:
digno de supremo louvor e exaltação eternamente!  

Bendito sejas no templo da tua santa glória:
digno de supremo louvor e glória eternamente!  
Bendito sejas no teu trono real:
digno de supremo louvor e exaltação eternamente!

Bendito sejas por penetrares os abismos,
sentado sobre os querubins:
digno de supremo louvor e exaltação eternamente!
Bendito sejas no firmamento dos céus:

digno de supremo louvor e glória eternamente!



2 Cor. 13,11-13.

Irmãos: Sede alegres, tendei para a perfeição, confortai-vos uns aos outros, tende um mesmo sentir, vivei em paz e o Deus do amor e da paz estará convosco.
Saudai-vos mutuamente com o ósculo santo. Saúdam-vos todos os santos.
A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!


João 3,16-18.

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que n'Ele crê não se perca, mas tenha a vida eterna.
De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.
Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no Filho Unigénito de Deus.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
Poema «Permaneço entre vós», 1938, estrofes 1-10

«Mostrou-me depois um rio de água viva, […] que saía do trono de Deus e do Cordeiro» (Ap 22,1)

Tu ocupas o Trono

À direita do Pai (Sl 110 [109],1; Ap 5,7),

O Trono do Reino

Da glória eterna,

E desde o princípio

És de Deus o Verbo (Jo 1,1).


Dominas e reinas

Do Trono supremo (Ap 5,13);

Na tua forma humana,

Corpo transfigurado,

Desde que na Terra

Cumpriste a tua obra (Jo 17,4; 19,30).


Daí me vem a Fé,

Diz-mo o teu Verbo,

E porque acredito

Sou também feliz (Jo 20,29);

Daí me acompanha

Toda a esperança.


Onde permaneces

Estão também os teus (Jo 17,24);

E o Céu bendito

É a minha pátria;

E o Trono do Pai

É também o meu (Ap 3,21).


O Senhor eterno,

Criador de tudo,

Três vezes Santíssimo,

Abraçando todos,

É Senhor dum Reino

Sem ser deste mundo (Jo 18,36).


O meio do paço

Da alma humana

É morada perfeita

Da Santa Trindade (Jo 14,23),

Seu Trono celeste

Na Terra dos homens.


O Filho de Deus,

E Filho do Homem (Jo 5,27),

Salvou do Demónio

Tal Reino divino

E deu o seu Sangue

Por nosso resgate (Ap 12,10-11).


O seu Lado aberto (Jo 19,34)

Reúne esse Reino

Do Céu e da Terra

E é Fonte de Vida

Para todos nós,

Fonte de água viva (Jo 7,38).


O Coração de Jesus

É Coração da Trindade,

É centro e convergência

De todos os corações;

Porque nos oferece a vida

Da própria Divindade (Jo 6,40).


A sua força oculta

Nos atrai todos a Si (Jo 12,32)

E no coração do Pai

Nos dá a sua morada;

E nos leva na torrente

Do seu Espírito Santo.







sexta-feira, 13 de junho de 2014

Evangelho do Dia


Sabado, dia 14 de Junho de 2014

Sábado da 10ª semana do Tempo Comum

Fernando de Portugal, o , Beata Francisca de Jesus (Nhá Xica), +1895

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Eu, porém, digo-vos»: o cumprimento da Lei

1 Reis 19,19-21.

Naqueles dias, o profeta Elias partiu e encontrou Eliseu, filho de Safat, que andava a lavrar com doze juntas de bois diante dele; ele próprio conduzia a duodécima junta. Elias aproximou-se e lançou o seu manto sobre ele.
Eliseu deixou logo os seus bois, correu atrás de Elias e disse-lhe: «Deixa-me ir beijar meu pai e minha mãe, que depois te seguirei.» Elias disse: «Vai, mas volta, pois sabes o que te fiz.»
Eliseu, deixando Elias, tomou uma junta de bois e imolou-os. Com a lenha do arado cozeu as carnes, dando-as depois a comer à sua gente. Em seguida, pôs-se a caminho e seguiu Elias para o servir.


Salmos 16(15),1-2a.5.7-8.9-10.

Defendei-me, Senhor; Vós sois o meu refúgio.
Digo ao Senhor: Vós sois o meu Deus.
Senhor, porção da minha herança e do meu cálice,  
a minha sorte está nas tuas mãos.  

Bendigo o Senhor por me ter aconselhado,
até de noite me inspira interiormente.
O Senhor está sempre na minha presença,  
com Ele a meu lado não vacilarei.

Por isso, o meu coração se alegra
e a minha alma exulta  
e o meu corpo repousará em segurança.
Pois Tu não me entregarás à morada dos mortos,

nem deixarás o teu fiel conhecer a sepultura.



Mateus 5,33-37.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás diante do Senhor os teus juramentos.
Eu, porém, digo-vos: Não jureis de maneira nenhuma: nem pelo Céu, que é o trono de Deus,
nem pela Terra, que é o estrado dos seus pés, nem por Jerusalém, que é a cidade do grande Rei.
Não jures pela tua cabeça, porque não tens poder de tornar um só dos teus cabelos branco ou preto.
Seja este o vosso modo de falar: Sim, sim; não, não. Tudo o que for além disto procede do espírito do mal.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
«O espírito e a letra», §§27-33

«Eu, porém, digo-vos»: o cumprimento da Lei

A graça permaneceu velada no Antigo Testamento, mas foi revelada no Evangelho de Cristo quando chegaram os tempos previstos por Deus para a revelação da sua bondade. […] Comparando estas duas épocas, notamos uma diferença profunda. No sopé do Sinai, o povo, tomado de pavor, não ousava aproximar-se do local onde Deus dava a sua lei (Ex 19); enquanto no cenáculo, o Espírito Santo desceu sobre aqueles que estavam reunidos aguardando a realização da promessa (Act 2). Ali, o dedo de Deus trabalhou em tábuas de pedra (Ex 31,18); aqui, no coração dos homens (Lc 11,20). […]


«A realização perfeita da lei é o amor» (cf Mt 5,17). Esse amor de caridade não estava escrito nas tábuas de pedra, mas «derramou-se nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rom 5,5). Portanto, a lei de Deus é a caridade (Rom 13,10). O desejo da carne não se submete à lei de Deus; nem sequer é capaz disso (cf Rom 8,17); para reprimir o desejo da carne, foram escritas as obras de caridade nas tábuas de pedra; era a lei das obras, a letra que mata aqueles que praticam o mal. Mas, quando a caridade se espalhou no coração dos crentes, apareceu a lei da fé e o Espírito que dá a vida aos que amam.


Vede como a diferença entre essas duas leis se conjuga perfeitamente com as palavras do apóstolo Paulo: «É evidente que sois uma carta de Cristo, confiada ao nosso ministério, escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, que são os vossos corações» (2Cor 3,6.5). E tudo isso é admiravelmente confirmado pelo profeta Jeremias: «Dias virão em que firmarei uma nova aliança com a casa de Israel e a casa de Judá – oráculo do Senhor. Não será como a Aliança que estabeleci com seus pais. […] Imprimirei a minha lei no seu íntimo e gravá-la-ei no seu coração» (cf Jer 31,31s).







quinta-feira, 12 de junho de 2014

Evangelho do Dia


Sexta-feira, dia 13 de Junho de 2014

Santo António de Lisboa

Santo António de Lisboa, presbítero, Doutor da Igreja, +1231

Comentário do dia
Paulo VI : «Deus criou o ser humano à sua imagem, […] Ele os criou homem e mulher» (Gn 1,27)

Sirac 39,8-14.

Aquele que medita na lei do Altíssimo, se for do agrado do Senhor omnipotente, será cheio do espírito de inteligência. Então ele derramará, como chuva, as suas palavras de sabedoria e na sua oração louvará o Senhor. Adquirirá a rectidão do julgamento e da ciência e reflectirá nos mistérios de Deus. Ensinará ele próprio a doutrina que aprendeu e porá a sua glória na Lei da Aliança do Senhor.
Muitos louvarão a sua sabedoria, que jamais ficará no esquecimento. A sua recordação não desaparecerá e o seu nome viverá de geração em geração.
As nações proclamarão a sua sabedoria, a assembleia publicará o seu louvor.
Se viver muito terá maior reputação do que mil outros, e, se ele morre, quanto fez é suficiente.
Falarei ainda das minhas reflexões, porque estou repleto como a Lua-cheia.
Escutai-me, filhos piedosos, e florescei, como uma roseira que cresce à beira das águas;
como o incenso, espalhai um aroma suave, desabrochai em flores como o lírio, difundi perfume e entoai cânticos, bendizei o Senhor por todas as suas obras.


Sirac 18,1-2.4-9a.10-13.

Aquele que vive eternamente criou todas as coisas por igual.
Só o Senhor será proclamado justo e não há outro além dele.
A ninguém é concedido anunciar as suas obras; quem será capaz de descobrir as suas grandezas?
Quem poderá calcular todo o poder da sua grandeza? Quem consegue narrar as suas misericórdias?

Nada se lhes pode tirar nem acrescentar, nem descobrir as maravilhas do Senhor.
Quando o homem tiver acabado, estará no começo; e quando cessar, ficará perplexo.
Que é o homem, e para que serve? Qual é o seu bem e qual é o seu mal?
A duração da vida do homem, quando muito, é de cem anos; para cada um é imprevisível o tempo do sono da morte.

Mas, como uma gota de água do mar ou como um grão de areia, assim são os seus anos ante um dia da eternidade.
Por isso, é que o Senhor é paciente com os homens, e derrama sobre eles a sua misericórdia.
Ele vê e reconhece que o seu fim é lamentável; por isso é que Ele multiplica o seu perdão.
A compaixão do homem tem por objecto o próximo, mas a misericórdia divina estende-se a todo o ser vivo: repreende, corrige, ensina, e reconduz, como pastor, o seu rebanho.




Mateus 5,13-19.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se corromper, com que se há de salgar? Não serve para mais nada, senão para ser lançado fora e ser pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte;
nem se acende a candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas sim em cima do candelabro, e assim alumia a todos os que estão em casa.
Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu.»
«Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição.
Porque em verdade vos digo: Até que passem o céu e a terra, não passará um só jota ou um só ápice da Lei, sem que tudo se cumpra.
Portanto, se alguém violar um destes preceitos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será o menor no Reino do Céu. Mas aquele que os praticar e ensinar, esse será grande no Reino do Céu.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Paulo VI (1897-1978), papa de 1963 a 1978
Discurso de 4/5/1970 aos casais do Movimento Equipas de Nossa Senhora (© copyright Libreria Editrice Vaticana)

«Deus criou o ser humano à sua imagem, […] Ele os criou homem e mulher» (Gn 1,27)

Como a Sagrada Escritura nos ensina, o matrimónio, antes de ser um sacramento, é uma grande realidade terrena: «Deus criou o homem à sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher» (Gn 1,27). É preciso recordar todos os dias esta primeira página da Bíblia, se quisermos compreender o que é, o que deve ser um casal humano, um lar. […] A dualidade dos sexos foi querida por Deus, para que o homem e a mulher, juntos, fossem imagem de Deus, e, como Ele, nascente de vida: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra» (Gn 1,28). Uma leitura atenta dos Profetas, dos Livros Sapienciais e do Novo Testamento mostra-nos, de resto, o significado desta realidade fundamental e ensina-nos a não a limitar ao desejo físico, […] mas a descobrir nela o carácter complementar dos valores do homem e da mulher, a grandeza e as fraquezas do amor conjugal, a sua fecundidade e a sua abertura ao mistério do desígnio do amor de Deus. Este ensinamento conserva ainda hoje todo o seu valor e imuniza-nos contra as tentações de um erotismo destruidor. […]


O cristão tem consciência disto: o amor humano é bom na sua origem e, embora esteja, como tudo o que existe no homem, ferido e deformado pelo pecado, encontra em Cristo a sua salvação e a sua redenção. […] Quantos casais encontraram, na sua vida conjugal, o caminho da santidade, nesta comunidade de vida, que é a única fundada num sacramento! Obra do Espírito Santo (cf Tt 3,5), a regeneração baptismal faz de nós criaturas novas (cf Gal 6,15), para que «assim caminhemos nós, também, numa vida nova» (Rom 6,4). Nesta grande empresa de renovação de todas as coisas em Cristo, o matrimónio, também ele purificado e renovado, torna-se uma realidade nova, um sacramento da Nova Aliança. E eis que no limiar do Novo Testamento, como na entrada do Antigo, se forma um casal. Mas, ao passo que aquele, formado por Adão e Eva, foi a fonte do mal que se espalhou sobre o mundo, o de José e Maria é a plenitude de onde a santidade se expande sobre toda a terra.







quarta-feira, 11 de junho de 2014

Evangelho do Dia


Quinta-feira, dia 12 de Junho de 2014

Quinta-feira da 10ª semana do Tempo Comum
Nossa Senhora do Sameiro

Beato Ludovico Mzyk, presbítero, e companheiros mártires (+1940), Santa Paula Frassinetti, virgem, fundadora, +1882

Comentário do dia
Bento XVI: «Vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão»

1 Reis 18,41-46.

Naqueles dias, o profeta Elias disse ao rei Acab: « Sobe, come e bebe, porque já ouço o ruído da chuva.» Enquanto Acab subiu para comer e beber Elias foi ao cimo do monte Carmelo, prostrou-se em terra e pôs a cabeça entre os joelhos. Depois disse ao seu servo: «Sobe e olha em direcção ao mar.» O servo subiu, olhou e disse: « Não há nada.» Elias ordenou-lhe: «Volta sete vezes.» À sétima vez, o servo exclamou: « Do lado do mar vem subindo uma nuvenzinha, tão pequena como a plama da mão.» Elias ordenou-lhe: «Vai dizer Acab: "Manda atrelar os cavalos e desce, para que a chuva te não detenha."» Num instante o céu se cobriu de nuvens, soprou o vento e caiu uma forte chuvada. Acab subiu para o carro e seguiu para Jezrael. A mão do Senhor veio sobre Elias; ele prendeu as vestes à cintura e correu diante de Acab, até à entrada de Jezrael.







Salmos 65(64),10abcd.10e-11.12-13.

Cuidaste da terra e tornaste-a fértil,
cumulando-a de riquezas.
Enches, a transbordar, os rios caudalosos
e fazes brotar o trigo

irrigando-o grandemente.
Assim preparas a terra,
Regas os seus sulcos e aplanas as leivas;
amoleces a terra com chuvas abundantes

e abençoas as suas sementeiras.
Coroas o ano com os teus benefícios;
por onde passas, brota a abundância.
Vicejam as pastagens do deserto,

as colinas vestem se de festa.



Mateus 5,20-26.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se a vossa justiça não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, não entrareis no Reino do Céu.»
«Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás. Aquele que matar terá de responder em juízo.
Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão será réu perante o tribunal; quem lhe chamar 'imbecil' será réu diante do Conselho; e quem lhe chamar 'louco' será réu da Geena do fogo.
Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti,
deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentar a tua oferta.
Com o teu adversário mostra-te conciliador, enquanto caminhardes juntos, para não acontecer que ele te entregue ao juiz e este à guarda e te mandem para a prisão.
Em verdade te digo: Não sairás de lá até que pagues o último centavo.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Bento XVI, papa de 2005 a 2013
Homilia de 29/05/2005

«Vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão»

O Cristo que encontramos no sacramento é o mesmo […] aqui na Europa como na América, em África, na Ásia, na Oceania. É o mesmo e único Cristo que está presente no pão eucarístico em cada lugar da terra. Isso significa que só O podemos encontrar com todos os outros. Só O podemos receber na união. Não foi isso que nos disse o apóstolo Paulo? […] «Uma vez que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, porque todos participamos desse único pão» (1Cor 10,17). A consequência é clara: não podemos comungar com o Senhor, se não comungarmos entre nós. Se nos queremos apresentar diante dele, temos também de nos dirigir ao encontro uns dos outros. É por isso que é preciso aprender a grande lição do perdão: não deixar que a nossa alma seja corroída pelo ressentimento, mas abrir o nosso coração à ampla escuta do outro, abrir o nosso coração para compreendermos o seu ponto de vista e, eventualmente, para aceitarmos as suas desculpas e o dom generoso das nossas.


A eucaristia — repitamo-lo — é o sacramento da união. Mas infelizmente os cristãos estão divididos, e precisamente no sacramento da união. Sustentados pela eucaristia, devemos sentir-nos cada vez mais incitados a tender com todas as nossas forças para essa união plena que Cristo desejou ardentemente no cenáculo (Cf Jo 17,21ss).







terça-feira, 10 de junho de 2014

Evangelho do Dia


Quarta-feira, dia 11 de Junho de 2014

S. Barnabé, apóstolo - memória

S. Barnabé, Apóstolo, séc. I

Comentário do dia
São Gregório Magno : São Barnabé, apóstolo que proclama que o Reino dos Céus está próximo

Actos 11,21b-26.13,1-3.

Naqueles dias, foi grande o número dos que abraçaram a fé e se converteram ao Senhor.
A notícia chegou aos ouvidos da igreja de Jerusalém, e mandaram Barnabé a Antioquia.
Assim que ele chegou e viu a graça concedida por Deus, regozijou-se com isso e exortou-os a todos a que se conservassem unidos ao Senhor, de coração firme;
ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. Assim, uma grande multidão aderiu ao Senhor.
Então, Barnabé foi a Tarso procurar Saulo.
Encontrou-o e levou-o para Antioquia. Durante um ano inteiro, mantiveram-se juntos nesta igreja e ensinaram muita gente. Foi em Antioquia que, pela primeira vez, os discípulos começaram a ser tratados pelo nome de «cristãos.»
Havia na igreja, estabelecida em Antioquia, profetas e doutores: Barnabé, Simeão, chamado 'Níger', Lúcio de Cirene, Manaen, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo.
Estando eles a celebrar o culto em honra do Senhor e a jejuar, disse-lhes o Espírito Santo: «Separai Barnabé e Saulo para o trabalho a que Eu os chamei.»
Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir.


Salmos 98(97),1.2-3ab.3c-4.5-6.

Cantai ao Senhor um cântico novo,
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço

Lhe deram a vitória.
O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.

Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.
Os confins da terra puderam ver

Aclamai a Deus, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.
Cantai hinos ao Senhor, ao som da harpa,

ao som da harpa e da lira;
ao som de cornetins e trombetas,
aclamai o nosso rei e Senhor.




Mateus 10,7-13.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus Apóstolos: «Ide e proclamai que está próximo o reino dos Céus .
Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça.
Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos;
nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento.
Em qualquer cidade ou aldeia onde entrardes, procurai saber se há nela alguém que seja digno, e permanecei em sua casa até partirdes.
Ao entrardes numa casa, saudai-a.
Se essa casa for digna, a vossa paz desça sobre ela; se não for digna, volte para vós.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho, n° 30; PL 76, 1220

São Barnabé, apóstolo que proclama que o Reino dos Céus está próximo

«Como posso amar alguém que não conheço?» […] Se não podemos ver a Deus, temos no entanto outros meios para erguer os olhos do nosso espírito até Ele. Se não nos é possível vê-Lo em pessoa, podemos, desde este momento, vê-Lo nos seus servos. Ao observar como eles fazem maravilhas, ficamos certos de que Deus habita neles. […] Nenhum de nós pode olhar directamente para o sol, fixando-o no momento em que se levanta em todo o seu brilho, porque os olhos, ao fixarem-se nos seus raios, ficam encandeados. Mas olhamos para as montanhas iluminadas pelo sol, e vemos então que ele se levantou. Do mesmo modo, como não podemos ver em si mesmo o Sol de justiça (Ml 3,20), olhemos para as montanhas que a sua claridade ilumina, isto é, para os santos apóstolos, que brilham pelas suas virtudes, que resplandecem pelos seus milagres. […] Com efeito, a força de Deus em si mesma é o sol no céu; a força de Deus espalhada pelos homens é o sol na Terra […].


Mas a condição para não tropeçarmos no nosso caminho na Terra é amar a Deus e ao nosso próximo com todo o espírito (Mt 22,37ss) […]. Eis porque o Espírito foi dado aos discípulos por duas vezes: primeiro, pelo Senhor que veio à Terra, depois pelo Senhor já no céu (Jo 20,22; Act 2,2). Ele foi-nos dado na Terra para amarmos o próximo; no Céu, para amarmos a Deus […]. Compreendemos assim estas palavras de João: «Aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê» (1Jo 4,20). Então, meus irmãos, acarinhemos o nosso próximo, amemos quem está perto de nós, para sermos capazes de amar Aquele que está acima de nós […] e sermos capazes de fruir, em Deus, de uma alegria perfeita com esse próximo.







segunda-feira, 9 de junho de 2014

Evangelho do Dia


Terça-feira, dia 10 de Junho de 2014

Anjo de Portugal

Santo Anjo da Guarda de Portugal

Comentário do dia
São Rafael Arnaiz Barón : «Anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo»

Ex. 23,20-23a.

Eis que diz o Senhor: « Vou enviar um anjo diante de ti, para te guardar no caminho e para te fazer entrar no lugar que Eu preparei.
Mantém-te atento na sua presença e escuta a sua voz. Não lhe causes amargura, porque ele não suportará a vossa transgressão, porque está nele a minha autoridade.
Mas se escutares a sua voz e se fizeres tudo o que Eu falar, Eu serei inimigo dos teus inimigos e serei adversário dos teus adversários,
pois o meu anjo caminhará diante de ti e te fará entrar na terra do amorreu, do hitita, do perizeu, do cananeu, do heveu e do jebuseu, e Eu exterminá-lo-ei.


Salmos 91(90),1-2.10-11.12-13.14-15.

Aquele que habita sob a protecção do Altíssimo
e mora à sombra do Omnipotente  
pode exclamar: «Senhor, Tu és o meu refúgio, a minha cidadela,
o meu Deus, em quem confio!»

Nenhum mal lhe acontecerá
nem a desgraça se aproximará da sua tenda,
porque Ele mandará os seus anjos
que o guardem em todos os seus caminhos.

Eles hão-de levar-te na palma das mãos,
para que não tropeces em nenhuma pedra.
Poderás caminhar sobre serpentes e víboras,
calcar aos pés leões e dragões.

Porque em mim confiou, hei-de salvá-lo,
hei-de protegê-lo, pois conheceu o meu nome.
Quando me invocar, hei-de responder-lhe;
estarei a seu lado na tribulação,

para o salvar e encher de honras.



Lucas 2,8-14.

Na mesma região encontravam-se uns pastores que pernoitavam nos campos, guardando os seus rebanhos durante a noite.
Um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor refulgiu em volta deles; e tiveram muito medo.
O anjo disse-lhes: «Não temais, pois anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo:
Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor.
Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.»
De repente, juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste, louvando a Deus e dizendo:
«Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Rafael Arnaiz Barón (1911-1938), monge trapista espanhol
Escritos espirituais, 27/12/1936

«Anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo»

Está muito frio na terra. Os céus estão bordados de estrelas, que mal se conseguem adivinhar sobre o azul-escuro da abóbada celeste inundada de trevas. Na Terra, uma das estrelas mais pequenas do imenso sistema planetário, estão em vias de acontecer esta noite prodígios que espantam os anjos […]: um Deus que, por amor ao homem, desce humildemente à carne mortal e nasce duma mulher numa das estrelas mais pequenas e mais frias, na Terra. […]


Também os homens têm gelo no coração. Ninguém acorre a assistir ao milagre do nascimento de Deus. O mundo inteiro reduz-se a uma mulher chamada Maria, a um homem de olhos azuis que se chama José, e a um bebé recém-nascido que, envolvido em panos, abre os olhos pela primeira vez sob o hálito quente de um burro e uma vaca, repousando sobre a palha que a pobreza de José e a solicitude e o amor de Maria Lhe arranjaram. O mundo dorme, inconsciente, o pesado sono da carne. Está muito frio nessa noite na terra de Judá. As estrelas bordadas no céu são olhos de anjos que cantam «Glória a Deus nas alturas!», um cântico entoado para Deus e escutado por alguns pastores que guardam os seus rebanhos e que acorrem a adorar, com a sua alma de meninos, a Jesus que acaba de nascer. É a primeira lição do amor de Deus. […]


Embora a minha alma não seja casta como a de José nem tenha o amor de Maria, ofereci ao Senhor a minha absoluta pobreza de tudo, a minha alma vazia. Se não Lhe cantei hinos como os anjos, tentei cantar-Lhe alguns refrães dos pastores, a canção do pobre, daquele que nada tem; a canção daquele que só pode oferecer a Deus misérias e fraquezas. Mas que importa, porque as misérias e as fraquezas oferecidas a Jesus com um coração verdadeiramente amoroso são aceites por Ele como se de virtudes se tratasse. Grande, imensa é a misericórdia de Deus! A minha carne mortal não ouve os louvores do céu, mas a minha alma adivinha que hoje, tal como outrora, os anjos olham espantados para a Terra e entoam «Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade!»







domingo, 8 de junho de 2014

Evangelho do Dia


Segunda-feira, dia 09 de Junho de 2014

Segunda-feira da 10ª semana do Tempo Comum

Santo Efrém, diácono, Doutor da Igreja, +373, São José de Anchieta, presbítero, +1597

Comentário do dia
Isaac da Estrela : «Felizes os puros de coração»

1 Reis 17,1-6.

Naqueles dias, Elias , o tesbita, deé de galaad, disse ao rei Acab: «Pela vida do Senhor, Deus de Israel, a quem eu sirvo, não cairá orvalho nem chuva nestes anos senão à minha ordem.»
A palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos:
«Vai-te daqui, dirige-te para Oriente e esconde-te na torrente de Querit, que fica em frente do Jordão.
Beberás da torrente, e Eu já ordenei aos corvos que te levem lá de comer.»
Então ele partiu segundo a palavra do Senhor e foi morar junto à margem do Querit, em frente do Jordão.
Os corvos traziam-lhe pão e carne, de manhã e de tarde, e ele bebia água da torrente.


Salmos 121(120),1-2.3-4.5-6.7-8.

Levanto os olhos para os montes:
de onde me virá o auxílio?
O meu auxílio vem do Senhor
que fez o céu e a terra.

Ele não deixará que vacilem os teus pés;
Aquele que te guarda, não dormirá.
Não há-de dormir nem dormitar,
Aquele que guarda Israel.

O Senhor é quem te guarda
e está a teu lado. Ele é a tua protecção.
O Sol não te fará mal durante o dia,
nem a Lua, durante a noite.

O Senhor protege-te de todo o mal
e vela pela tua vida.
O Senhor protege-te nas tuas idas e vindas,
agora e para sempre.




Mateus 5,1-12.

Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu a um monte. Depois de se ter sentado, os discípulos aproximaram-se d'Ele.
Então tomou a palavra e começou a ensiná-los, dizendo:
«Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu.
Felizes os que choram, porque serão consolados.
Felizes os mansos, porque possuirão a terra.
Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.
Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
Felizes os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu.
Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o género de calúnias contra vós, por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque grande será a vossa recompensa no Céu; pois também assim perseguiram os profetas que vos precederam.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Isaac da Estrela (?-c. 1171), monge cisterciense
Sermão 1 para o dia de Todos os Santos ; SC 130

«Felizes os puros de coração»

«E sentando-Se, tomou a palavra.» Como eu gostaria de me sentar com Jesus no monte, de me sentar a seus pés e receber a sua doutrina! No meio da multidão, Ele está de pé, Ele anda, Ele age, Ele cansa-Se, Ele é empurrado, pelo que não é possível, nem a Ele nem aos seus discípulos, comer o pão da vida e da inteligência, beber a água da sabedoria (Ecl 15,3), que se bebe com calma e que é extraída pelos que estão em paz, porque o poço é fundo (Jo 4,11). […]


Assim, tomando a palavra para Se dirigir ao coração de Jerusalém (Is 40,2), falando-lhe no deserto (Os 2,16), isto é, no alto do monte, Ele disse: «Felizes os puros de coração». A própria Bem-aventurança fala da felicidade; o voluntariamente Pobre, da Pobreza; o Rei, do reino; o Consolador (Jo 14,16), da consolação; o verdadeiro Pão (Jo 6,35), da saciedade; a própria Misericórdia, da misericórdia; a Pureza de coração, da purificação do coração; a verdadeira Paz e o Filho por natureza, da pacificação e da adoração filial. […]


«Felizes os puros de coração.» É com muita sabedoria […] que Ele propõe a todos, antes de mais, que todos procurem. […] Quem não gostaria de ser feliz? Porque se entregam os homens a lutas, a actividades perniciosas, a humilhações infligidas e sofridas? Não é para arrancar, de uma forma ou de outra, e como podem, aquilo que lhes parece, de algum modo, conduzir à felicidade? […] É por isso que aquele que ensina todos os homens […] começa por reconduzir ao bom caminho os que se desviam […]; aquele que é «o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14,6) começa assim: «Felizes os puros de coração.»







sábado, 7 de junho de 2014

Evangelho do Dia


Domingo, dia 08 de Junho de 2014

SOLENIDADE DE PENTECOSTES - Ano A
Pentecostes (semana II do Saltério)

Beato Francisco Aranha, religioso, mártir, +1583, Beata Maria do Divino Coração, religiosa, +1899, Santa Quitéria, virgem, mártir, séc. II

Comentário do dia
Papa Francisco: «Todos os ouvimos proclamar na nossa língua as maravilhas de Deus» (Act 2,11)

Actos 2,1-11.

Quando chegou o dia do Pentecostes, encontravam-se todos reunidos no mesmo lugar.
De repente, ressoou, vindo do céu, um som comparável ao de forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde eles se encontravam.
Viram então aparecer umas línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles.
Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem.
Ora, residiam em Jerusalém judeus piedosos provenientes de todas as nações que há debaixo do céu.
Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou estupefacta, pois cada um os ouvia falar na sua própria língua.
Atónitos e maravilhados, diziam: «Mas esses que estão a falar não são todos galileus?
Que se passa, então, para que cada um de nós os oiça falar na nossa língua materna?
Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia,
da Frígia e da Panfília, do Egipto e das regiões da Líbia cirenaica, colonos de Roma,
judeus e prosélitos, cretenses e árabes ouvimo-los anunciar, nas nossas línguas, as maravilhas de Deus!»


Salmos 104(103),1ab.24ac.29bc-30.31.34.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor!  
Senhor, meu Deus, como Tu és grande!  
Senhor, como são grandes as tuas obras!  
A terra está cheia das tuas criaturas!

Se lhes tiras o alento, morrem  
e voltam ao pó donde saíram.  
Se lhes envias o teu espírito, voltam à vida,
e assim renovas a face da terra.

Glória ao Senhor por toda a eternidade!
Que o Senhor se alegre em suas obras!
Que o meu cântico Lhe seja agradável,
pois no Senhor encontro a minha alegria.  




1 Cor. 12,3b-7.12-13.

Irmãos: Ninguém, pode dizer: «Jesus é Senhor», senão pelo Espírito Santo.
Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo;
há diversidade de serviços, mas o Senhor é o mesmo;
há diversos modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos.
A cada um é dada a manifestação do Espírito, para proveito comum.
Pois, como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, constituem um só corpo, assim também Cristo.
De facto, num só Espírito, fomos todos baptizados para formar um só corpo, judeus e gregos, escravos ou livres, e todos bebemos de um só Espírito.


João 20,19-23.

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, com medo das autoridades judaicas, veio Jesus, pôs-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!»
Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o peito. Os discípulos encheram-se de alegria por verem o Senhor.
E Ele voltou a dizer-lhes: «A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.»
Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo.
Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Papa Francisco
Exortação apostólica «Evangelii Gaudium / La Joie de l'Évangile» §§ 259-261 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)

«Todos os ouvimos proclamar na nossa língua as maravilhas de Deus» (Act 2,11)

Evangelizadores com espírito quer dizer evangelizadores que se abrem sem medo à acção do Espírito Santo. No Pentecostes, o Espírito faz os Apóstolos saírem de si mesmos e transforma-os em anunciadores das maravilhas de Deus, que cada um começa a entender na própria língua. Além disso, o Espírito Santo infunde a força para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia (parresia), em voz alta e em todo o tempo e lugar, mesmo contra-corrente. Invoquemo-Lo hoje, bem apoiados na oração, sem a qual toda a acção corre o risco de ficar vã e o anúncio, no fim de contas, carece de alma. Jesus quer evangelizadores que anunciem a Boa Nova, não só com palavras mas sobretudo com uma vida transfigurada pela presença de Deus. […]

Quando se diz de uma realidade que «tem espírito», indica-se habitualmente uma moção interior que impele, motiva, encoraja e dá sentido à acção pessoal e comunitária. Uma evangelização com espírito é muito diferente de um conjunto de tarefas vividas como uma obrigação pesada, que quase não se tolera ou se suporta como algo que contradiz as nossas próprias inclinações e desejos. Como gostaria de encontrar palavras para encorajar um período evangelizador mais ardoroso, alegre, generoso, ousado, cheio de amor até ao fim e feito de vida contagiante! Mas sei que nenhuma motivação será suficiente, se não arde nos corações o fogo do Espírito. Em suma, uma evangelização com espírito é uma evangelização com o Espírito Santo, já que Ele é a alma da Igreja evangelizadora. […] Invoco uma vez mais o Espírito Santo; peço-Lhe que venha renovar, sacudir, impelir a Igreja numa decidida saída para fora de si mesma, a fim de evangelizar todos os povos.







Pentecostes, hoje!

Prezados assinantes

«Ide, pois, e fazei que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei» (Mt 28, 19-20)

 

Foram estas as últimas palavras que Nosso Senhor dirigiu aos Apóstolos antes de subir ao Céu no dia da Ascensão. Os Apóstolos assumiram este dever de evangelização a partir do dia de Pentecostes quando, cheios do Espírito Santo, começaram a pregar em diferentes línguas.

 

2000 anos depois, nós continuamos! E, particularmente neste tempo de Pentecostes, partilhamos na Igreja a missão de evangelizar porque todos somos chamados a transmitir o Amor de Deus que se manifesta no único Redentor do mundo, Jesus Cristo. Fiel a este apelo, o serviço Evangelizo tem a alegria de vos apresentar as suas novas versões linguísticas:

 

-          A versão malgache:          Evanjely Anio

-          A versão grega:               Το Ευαγγέλιο κάθε μέρα

-          A versão gaélica:              Soiscéal an Lae

-          A versão coreana:             매일복음

 

Depois da versão árabe, esta última versão permite-nos penetrar mais na Ásia, desta vez no Extremo Oriente. Somos agora mais de 400.000 pessoas que recebem o correio Evangelizo todos os dias e as aplicações iPhone et Android acolhem uma média de 350.000 visitas. Além disso, mais de 600.000 pessoas visitam a nossa página (www.levangileauquotidien.org) todos os meses.

 

EVANGELIZO está atualmente disponível em 14 línguas e difunde o Evangelho de acordo com vários calendários litúrgicos (bizantino, maronita, arménio, ambrosiano, romano ordinário e extraordinário).

 

A equipa internacional Evangelizo reúne hoje mais de 80 pessoas de numerosos países. Esta equipa é composta de leigos de diversas sensibilidades espirituais (todos voluntários), de religiosos de rito romano, arménio, melquita, maronita, mas também de carmelitas, beneditinos, jesuítas, redentoristas do Sagrado Coração e membros das Fraternidades Monásticas de Jerusalém.

 

O serviço é financiado pelos dons dos leitores e metade do nosso orçamento é entregue às comunidades religiosas atrás citadas, a maior parte das quais trabalha na tradução dos comentários. Essas comunidades agradecem a vossa generosidade e rezam por todos nós. A outra metade do orçamento é utilizada para os custos informáticos e despesas de funcionamento.

 

A nossa ambição permanece a mesma: difundir o Evangelho e a espiritualidade da Igreja ao maior número possível de pessoas, gratuita e discretamente, adaptando-nos os novos meios de comunicação social, para que a Palavra de Deus penetre na intimidade da nossa vida quotidiana.

 

Caros assinantes, desejamo-vos uma bela e santa festa de Pentecostes!

 

A equipa de Evangelho Quotidiano em língua portuguesa.


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INFORMAÇÕES
* O Evangelho Quotidiano está disponível gratuitamente em Smartphone, iPhone e Androïd.
* O Evangelho Quotidiano funciona e desenvolve-se em novas línguas graças ao vosso apoio generoso. Atualmente estão em preparação as versões chinesa, hebraica, estónia, turca e russa. A vossa contribuição, livre, será bem-vinda.  Encontrarão forma de nos ajudar a partir da página
www.evangelhoquotidiano.org.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Evangelho do Dia


Sabado, dia 07 de Junho de 2014

Sábado da 7ª semana da Páscoa

Beata Ana de São Bartolomeu, virgem, religiosa, +1626

Comentário do dia
Jean-Pierre de Caussade : «O mundo não teria espaço para os livros que se deveriam escrever»

Actos 28,16-20.30-31.

Quando entrámos em Roma, Paulo foi autorizado a ficar em alojamento próprio com o soldado que o guardava.
Três dias depois, convocou os principais dos judeus e, quando estavam todos reunidos, disse-lhes: «Irmãos, embora nada tenha feito contra o povo ou contra os costumes paternos, fui preso em Jerusalém e entregue às mãos dos romanos.
Estes, depois de me terem interrogado, queriam libertar-me, por não haver em mim crime algum digno de morte.
Mas, como os judeus se opuseram, fui constrangido a apelar para César, sem querer, de modo algum, acusar o meu povo.
Foi por este motivo que pedi para vos ver e falar, pois é por causa da esperança de Israel que trago estas cadeias.»
Paulo permaneceu dois anos inteiros no alojamento que alugara, onde recebia todos os que iam procurá-lo,
anunciando o Reino de Deus e ensinando o que diz respeito ao Senhor Jesus Cristo, com o maior desassombro e sem impedimento.


Salmos 11(10),4.5.7.

O Senhor habita no seu santuário;
o Senhor tem nos céus o seu trono;
os seus olhos contemplam o mundo
e as suas pupilas observam os homens.

O Senhor perscruta o justo e o ímpio,
mas odeia os que amam a violência.
O Senhor é justo e ama a justiça;
os homens honestos contemplarão a sua face.




João 21,20-25.

Naquele tempo, Pedro voltou-se e viu que o seguia o discípulo que Jesus amava, o mesmo que na ceia se tinha apoiado sobre o seu peito e lhe tinha perguntado: 'Senhor, quem é que te vai entregar?'
Ao vê-lo, Pedro perguntou a Jesus: «Senhor, e que vai ser deste?»
Jesus respondeu-lhe: «E se Eu quiser que ele fique até Eu voltar, que tens tu com isso? Tu, segue-me!»
Foi assim que, entre os irmãos, correu este rumor de que aquele discípulo não morreria. Jesus, porém, não disse que ele não havia de morrer, mas sim: «Se Eu quiser que ele fique até Eu voltar, que tens tu com isso?»
Este é o discípulo que dá testemunho destas coisas e que as escreveu. E nós sabemos bem que o seu testemunho é verdadeiro.
Há ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se elas fossem escritas, uma por uma, penso que o mundo não teria espaço para os livros que se deveriam escrever.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Jean-Pierre de Caussade (1675-1751), jesuíta
O Abandono à Providência divina, cap. 11, §§ 191ss

«O mundo não teria espaço para os livros que se deveriam escrever»

Desde a origem do mundo que Jesus Cristo vive em nós; Ele opera em nós durante todo o tempo da nossa vida […]; começou em Si mesmo e continua nos seus santos uma vida que nunca acaba. […] Se «o mundo não teria espaço para os livros que se deveriam escrever» sobre o que Ele fez e disse e sobre a sua própria vida, se o Evangelho esboça apenas alguns traços, se a primeira hora é tão desconhecida e tão fecunda, quantos evangelhos não seria preciso escrever para narrar a história de todos os momentos desta vida mística de Jesus Cristo, que multiplica os milagres indefinidamente e os multiplicará eternamente, uma vez que todos os tempos mais não são do que a história da acção divina? O Espírito Santo gravou em traços infalíveis e incontestáveis alguns momentos desta vasta duração, coligindo nas Escrituras algumas gotas deste mar e revelando através de que maneiras secretas e desconhecidas trouxe Jesus Cristo ao mundo. […]


O resto da história desta acção divina que consiste em toda a vida mística que Jesus vive nas almas santas até ao fim dos séculos é o objecto da nossa fé. […] O Espírito Santo já não escreve evangelhos senão nos corações; todas as acções, todos os momentos dos santos são o evangelho do Espírito Santo; as almas santas são o papel, os seus sofrimentos e acções são a tinta. O Espírito Santo, através da pena da sua acção, escreve um evangelho vivo. E só o poderemos ler no dia da glória em que, após ter saído da imprensa desta vida, será publicado.


Oh, que bela história! Que livro belo o Espírito Santo está a escrever! Ele está no prelo, santas almas, não há dia em que não se arranjem as letras, não se aplique tinta, não se imprimam as folhas. Mas estamos na noite da fé: o papel é mais negro do que a tinta […]; é uma língua do outro mundo, não a compreendemos; só podereis ler este evangelho no céu.







quinta-feira, 5 de junho de 2014

Evangelho do Dia


Sexta-feira, dia 06 de Junho de 2014

Sexta-feira da 7ª semana da Páscoa

São Marcelino Champagnat, presbítero, fundador, 1840

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Tu amas-Me?»

Actos 25,13b-21.

Naqueles dias, o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesareia e foram apresentar cumprimentos a Festo.
Como se demorassem vários dias, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: «Está aqui um homem que Félix deixou preso,
e contra o qual, estando eu em Jerusalém, os sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram queixa, pedindo a sua condenação.
Respondi-lhes que não era costume dos romanos conceder a entrega de homem algum, antes de o acusado ter os acusadores na sua frente e dispor da possibilidade de se defender da acusação.
Vieram, pois, comigo e, sem mais demoras, sentei-me, no dia seguinte, no tribunal e mandei comparecer o homem.
Postos em frente dele, os acusadores não alegaram nenhum dos crimes que eu pudesse suspeitar;
só tinham com ele discussões acerca da sua religião e de um certo Jesus, que morreu e Paulo afirma estar vivo.
Quanto a mim, embaraçado perante um debate deste género, perguntei-lhe se queria ir a Jerusalém, a fim de lá ser julgado sobre o assunto.
Mas Paulo apelou para que a sua causa fosse reservada à decisão de Augusto e eu ordenei que o mantivessem preso até o enviar a César.»


Salmos 103(102),1-2.11-12.19-20ab.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor,
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.
Bendiz, ó minha alma, o Senhor,
e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

Como é grande a distância dos céus à terra,
assim são grandes os seus favores para os que o temem.
Como o Oriente está afastado do Ocidente,
assim Ele afasta de nós os nossos pecados.

O Senhor estabeleceu o seu trono nas alturas,
e o seu reino domina em tudo o que existe.
Bendizei ao Senhor todos os seus anjos,
herois poderosos que cumpris as suas ordens.




João 21,15-19.

Quando Jesus Se manifestou aos seus discípulos junto ao mar de Tiberíades, depois de terem comido, perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes?» Pedro respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta os meus cordeiros.»
Voltou a perguntar-lhe uma segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-me?» Ele respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas.»
E perguntou-lhe, pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu és deveras meu amigo?» Pedro ficou triste por Jesus lhe ter perguntado, à terceira vez: 'Tu és deveras meu amigo?' Mas respondeu-lhe: «Senhor, Tu sabes tudo; Tu bem sabes que eu sou deveras teu amigo!» E Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas.
Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais novo, tu mesmo atavas o cinto e ias para onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos e outro te há-de atar o cinto e levar para onde não queres.»
E disse isto para indicar o género de morte com que ele havia de dar glória a Deus. Depois destas palavras, acrescentou: «Segue-me!»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Sermão 46, «Sobre os Pastores», 30 (trad. do breviário, sexta-feira da XXV semana do Tempo Comum)

«Tu amas-Me?»

Aqui vejo todos os bons pastores identificados com o único Pastor (Jo 10,14). Não faltam bons pastores, mas estão num só. Se não estivessem num só, estariam divididos. (…) Mas na própria pessoa de Pedro Ele recomendou a unidade. Eram muitos os Apóstolos, mas a um só foi dito: «Apascenta as minhas ovelhas» (Jo 21,16.17). […] Quando confiou as suas ovelhas a Pedro, como quem as entrega a outra pessoa diferente de Si mesmo, quis fazer dele uma só coisa consigo. Cristo, a Cabeça, confiou as ovelhas a Pedro como símbolo do seu Corpo que é a Igreja (Col 1,18). […] Por isso, ao confiar-lhe as suas ovelhas, para não parecer que as entregava a um pastor distinto de Si mesmo, o Senhor perguntou-lhe: «Pedro, amas-Me?» Ele respondeu-Lhe: «Sim, amo». E perguntou outra vez: «Tu amas-Me?» Ele respondeu: «Sim, amo». Perguntou-lhe ainda pela terceira vez: «Tu amas-Me?» E ele respondeu-Lhe novamente: «Sim, amo». Deste modo o quis fortalecer no amor para o confirmar na unidade.


Portanto, é Ele só que apascenta nos pastores e é só nele que os pastores apascentam. […] Não foi por falta de pastores— como anunciou o Profeta para os tempos da desgraça que estavam para vir— que o Senhor disse: «Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas» (Ez 34,15), como se dissesse: Não tenho a quem as confiar. Na verdade, quando o próprio Pedro e os outros Apóstolos viviam ainda neste mundo, Aquele que é o único Pastor e no qual todos os outros são um só, disse: «Tenho outras ovelhas que não são deste redil; e é preciso que Eu as traga, para que haja um só rebanho e um só pastor» (Jo 10,16). Portanto, estejam todos os pastores no único Pastor; oiçam as ovelhas esta voz e sigam o seu Pastor: não este ou aquele, mas o único Pastor. Apregoem todos com Ele a uma só voz e não haja vozes diversas. «Suplico-vos, irmãos, que tenhais todos uma só voz e que não haja entre vós divisões» (1Cor 1,10). Oiçam as ovelhas esta voz, purificada de toda a divisão, livre de toda a heresia, e sigam o seu Pastor que diz: «As minhas ovelhas ouvem a minha voz e seguem-Me» (Jo 10,27).







quarta-feira, 4 de junho de 2014

Evangelho do Dia


Quinta-feira, dia 05 de Junho de 2014

Quinta-feira da 7ª semana da Páscoa

São Bonifácio, bispo, mártir, +754

Comentário do dia
Santa Teresinha do Menino Jesus : «Pai, quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que Tu me confiaste»

Actos 22,30.23,6-11.

Naqueles dias, querendo o tribuno averiguar com imparcialidade as acusações dos judeus contra Paulo, fê-lo desalgemar, convocou os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio e mandou buscar Paulo, fazendo-o comparecer diante deles.
Sabendo que havia dois partidos no Sinédrio, o dos saduceus e o dos fariseus, Paulo bradou diante deles: «Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus, e é pela nossa esperança, a ressurreição dos mortos, que estou a ser julgado.»
Estas palavras desencadearam um conflito entre fariseus e saduceus e a assembleia dividiu-se,
porque os saduceus negam a ressurreição, assim como a existência dos anjos e dos espíritos, enquanto os fariseus ensinam publicamente o contrário.
Estabeleceu-se enorme gritaria, e alguns escribas do partido dos fariseus ergueram-se e começaram a protestar com energia, dizendo: «Não encontramos nada de mau neste homem. E se um espírito lhe tivesse falado ou mesmo um anjo?»
A discussão redobrou de violência, a tal ponto que o tribuno, receando que Paulo fosse despedaçado por eles, mandou descer a tropa para o arrancar das mãos deles e reconduzi-lo à fortaleza.
Na noite seguinte, o Senhor apresentou-se diante dele e disse-lhe: «Coragem! Assim como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim é necessário que o dês também em Roma.»


Salmos 16(15),1-2a.5.7-8.9-10.11.

Defendei-me, Senhor; Vós sois o meu refúgio.
Digo ao Senhor: Vós sois o meu Deus.
Senhor, porção da minha herança e do meu cálice,  
a minha sorte está nas tuas mãos.  

Bendigo o Senhor por me ter aconselhado,
até de noite me inspira interiormente.
O Senhor está sempre na minha presença,  
com Ele a meu lado não vacilarei.

Por isso, o meu coração se alegra
e a minha alma exulta  
e o meu corpo repousará em segurança.
Pois Tu não me entregarás à morada dos mortos,

nem deixarás o teu fiel conhecer a sepultura.
Hás-de ensinar-me o caminho da vida,
saciar-me de alegria na tua presença,
e de delícias eternas, à tua direita.




João 17,20-26.

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: Pai santo, não rogo só por eles, mas também por aqueles que hão-de crer em mim, por meio da sua palavra,
para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós e o mundo creia que Tu me enviaste.
Eu dei-lhes a glória que Tu me deste, de modo que sejam um, como Nós somos Um.
Eu neles e Tu em mim, para que eles cheguem à perfeição da unidade e assim o mundo reconheça que Tu me enviaste e que os amaste a eles como a mim.
Pai, quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que Tu me confiaste, para que contemplem a minha glória, a glória que me deste, por me teres amado antes da criação do mundo.
Pai justo, o mundo não te conheceu, mas Eu conheci-te e estes reconheceram que Tu me enviaste.
Eu dei-lhes a conhecer quem Tu és e continuarei a dar-te a conhecer, a fim de que o amor que me tiveste esteja neles e Eu esteja neles também.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja
Manuscrito autobiográfico C, 34-35

«Pai, quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que Tu me confiaste»

Gostaria de poder dizer-Vos, ó meu Deus: «Glorifiquei-Vos sobre a terra; cumpri a obra que me confiastes; dei a conhecer o vosso nome àqueles que me destes. Eles eram vossos e Vós mos destes. […] Meu Pai, desejo que onde eu estiver, aí estejam comigo aqueles que me destes, e que o mundo conheça que os amastes como Me amastes a Mim mesmo» (Jo 17, 4ss). Sim, Senhor, eis o que gostaria de repetir convosco, antes de voar para os vossos braços. Será temeridade? Ah, não! Há muito tempo que me permitistes ser audaciosa convosco. Como o pai do filho pródigo, falando ao filho mais velho, Vós dissestes-me: «Tudo o que é meu é teu» (Lc 15,31). As vossas palavras, ó Jesus, são portanto minhas e posso servir-me delas para atrair sobre as almas que estão unidas a mim os favores do Pai celeste. […]

O vosso amor precedeu-me desde a minha infância, cresceu comigo, e agora é um abismo, cuja profundidade não consigo sondar. O amor atrai o amor; por isso, meu Jesus, o meu lança-se para Vós e quereria encher o abismo que o atrai mas, pobre de mim!, nem chega a ser uma gota de orvalho perdida no oceano!… Para Vos amar como Vós me amais, preciso de me servir do vosso próprio amor; só então encontro repouso. Ó meu Jesus, é talvez uma ilusão, mas parece-me que não podeis cumular nenhuma alma com mais amor do que cumulastes a minha. É por isso que ouso pedir-Vos que ameis aqueles que me destes como me amastes a mim. Um dia, no céu, se descobrir que os amais mais do que a mim, alegrar-me-ei com isso, reconhecendo desde já que essas almas merecem o vosso amor muito mais do que a minha. Mas cá na terra, não posso conceber maior imensidade de amor do que a que Vos dignastes prodigar-me gratuitamente, sem nenhum mérito da minha parte.







terça-feira, 3 de junho de 2014

Evangelho do Dia


Quarta-feira, dia 04 de Junho de 2014

Quarta-feira da 7ª semana da Páscoa

S. Pedro de Verona, presbítero, mártir, +1252, Santa Clotilde, viúva, +545

Comentário do dia
Beata Teresa de Calcutá : «Para que a minha alegria esteja em vós»

Actos 20,28-38.

Naqueles dias, disse Paulo aos anciãos da igreja de Éfeso: «Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho, de que o Espírito Santo vos constituiu administradores para apascentardes a Igreja de Deus, adquirida por Ele com o seu próprio sangue.
Sei que, depois de eu partir, se hão-de introduzir entre vós lobos temíveis que não pouparão o rebanho
e que, mesmo no meio de vós, se hão-de erguer homens de palavras perversas para arrastarem discípulos atrás de si.
Estai, pois, vigilantes e recordai-vos de que, durante três anos, de noite e de dia, não cessei de exortar, com lágrimas, cada um de vós.
E agora, confio-vos a Deus e à palavra da sua graça, que tem o poder de construir o edifício e de vos conceder parte na herança com todos os santificados.
Jamais cobicei prata, nem ouro, nem o vestuário de alguém.
E bem sabeis que foram estas mãos que proveram às minhas necessidades e às dos meus companheiros.
Em tudo vos demonstrei que deveis trabalhar assim, para socorrerdes os fracos, recordando-vos das palavras que o próprio Senhor Jesus disse: 'A felicidade está mais em dar do que em receber.'»
Depois destas palavras, ajoelhou-se com todos eles e orou.
Todos romperam em pranto e, lançando-se ao pescoço de Paulo, começaram a abraçá-lo,
consternados, sobretudo, com as palavras que lhes dissera: que não veriam mais o seu rosto. Em seguida, acompanharam-no ao barco.


Salmos 68(67),29-30.33-35a.35b-36c.

Ó Deus, mostra o teu poder,
aquele poder com que intervieste em nosso favor.
No teu santuário, em Jerusalém,
os reis virão oferecer-Te presentes.

Louvai a Deus, reinos da terra,
cantai hinos ao Senhor!
Ele avança pelos céus eternos
e faz ouvir a sua voz, que é poderosa.

Reconhecei o poder de Deus!
Sobre Israel o seu esplendor
e nas nuvens o seu poder!
Bendito seja Deus!




João 17,11b-19.

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e orou deste modo: Pai Santo, guarda-os em teu nome, o nome que Me deste, para serem um só, como Nós somos!
Enquanto estava com eles, Eu guardava-os em ti, em ti que a mim te deste. Guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o homem da perdição, cumprindo-se desse modo a Escritura.
Mas agora vou para ti e, ainda no mundo, digo isto para que eles tenham em si a plenitude da minha alegria.
Entreguei-lhes a tua palavra, e o mundo odiou-os, porque eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo.
Não te peço que os retires do mundo, mas que os livres do Maligno.
De facto, eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo.
Faz que eles sejam teus inteiramente, por meio da Verdade; a Verdade é a tua palavra.
Assim como Tu me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo,
e por eles totalmente me entrego, para que também eles fiquem a ser teus inteiramente, por meio da Verdade.



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Comentário do dia:

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«Jesus, the Word to Be Spoken», cap. 12, 21-22

«Para que a minha alegria esteja em vós»

Jesus só poderá possuir inteiramente a nossa alma se ela se abandonar a Ele com alegria. «Um santo triste é um triste santo», costumava dizer São Francisco de Sales. Santa Teresa de Ávila só se preocupava com as suas irmãs quando via que alguma delas perdia a alegria.


Às crianças, aos pobres, a todos os que sofrem e estão sós, dai um sorriso alegre; não lhes ofereçais apenas as vossas mãos, mas também o vosso coração. Talvez não estejamos em condições de dar muito, mas podemos sempre dar a alegria que brota de um coração que ama a Deus. A alegria é muito comunicativa. Por isso, quando estiverdes entre os pobres, estai cheias de alegria.







segunda-feira, 2 de junho de 2014

Evangelho do Dia


Terça-feira, dia 03 de Junho de 2014

Terça-feira da 7ª semana da Páscoa

São Carlos Lwanga e companheiros, mártires do Uganda, +1885-87, Santo Ovídio, bispo lendário de Braga, mártir, séc. I

Comentário do dia
São Cirilo de Alexandria : «Segundo o poder que Lhe deste sobre toda a Humanidade, (…) dê [o Filho] a vida eterna a todos os que Lhe entregaste»

Actos 20,17-27.

Naqueles dias, estando Paulo em Mileto, Paulo mandou chamar os anciãos da igreja de Éfeso.
Quando chegaram junto dele, disse-lhes: «Sabeis como, desde o primeiro dia em que cheguei à Ásia, procedi sempre convosco.
Tenho servido o Senhor com toda a humildade e com lágrimas, no meio das provações, que as ciladas dos judeus me acarretaram.
Jamais recuei perante qualquer coisa que vos pudesse ser útil. Preguei e instruí-vos, tanto publicamente como nas vossas casas,
afirmando a judeus e gregos a necessidade de se converterem a Deus e de acreditarem em Nosso Senhor Jesus.
E agora, obedecendo ao Espírito, vou a Jerusalém, sem saber o que lá me espera;
só sei que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me avisa de que me aguardam cadeias e tribulações.
Mas, a meus olhos, a vida não tem valor algum; basta-me poder concluir a minha carreira e cumprir a missão que recebi do Senhor Jesus, dando testemunho do Evangelho da graça de Deus.
Agora sei que não vereis mais o meu rosto, todos vós, no meio de quem passei, proclamando o Reino.
Por isso, tomo-vos hoje por testemunhas de que estou limpo do sangue de todos,
pois jamais recuei, quando era preciso anunciar-vos todos os desígnios de Deus.


Salmos 68(67),10-11.20-21.

Fizeste cair, ó Deus, a chuva com abundância;
restauraste as forças à tua herança extenuada.
O teu povo ficou restabelecido,
e Tu, ó Deus, reconfortaste o pobre com a tua bondade.

Bendito seja o Senhor, dia após dia;
Ele cuida de nós; Ele é o Deus da nossa salvação.
Ele é o nosso Deus, é um Deus que salva.
Na verdade, o Senhor Deus é aquele que nos livra da morte.




João 17,1-11a.

Naquele tempo, Jesus, levantando os olhos ao céu, exclamou: «Pai, chegou a hora! Manifesta a glória do teu Filho, de modo que o Filho manifeste a tua glória,
segundo o poder que lhe deste sobre toda a Humanidade, a fim de que dê a vida eterna a todos os que lhe entregaste.
Esta é a vida eterna: que te conheçam a ti, único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem Tu enviaste.
Eu manifestei a tua glória na Terra, levando a cabo a obra que me deste a realizar.
E agora Tu, ó Pai, manifesta a minha glória junto de ti, aquela glória que Eu tinha junto de ti, antes de o mundo existir.
Dei-te a conhecer aos homens que, do meio do mundo, me deste. Eles eram teus e Tu mos entregaste e têm guardado a tua palavra.
Agora ficaram a saber que tudo quanto me deste vem de ti,
pois as palavras que me transmitiste Eu lhas tenho transmitido. Eles receberam-nas e reconheceram verdadeiramente que Eu vim de ti, e creram que Tu me enviaste.
É por eles que Eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me confiaste, porque são teus.
Tudo o que é meu é teu e o que é teu é meu; e neles se manifesta a minha glória.
Doravante já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, e Eu vou para ti. Pai santo, Tu que a mim te deste, guarda-os em ti, para serem um só, como Nós somos!



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Comentário do dia:

São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo, doutor da Igreja
Comentário sobre o Evangelho de S. João, 4,2 (trad. do breviário, III semana do Tempo Pascal, rev.)

«Segundo o poder que Lhe deste sobre toda a Humanidade, (…) dê [o Filho] a vida eterna a todos os que Lhe entregaste»

«Eu morro por todos, diz o Senhor, para que todos tenham a vida por meu intermédio; Eu morro para resgatar a carne de todos pela minha Carne. A morte morrerá na minha morte e, juntamente comigo, ressuscitará a natureza humana do letargo em que caíra. Com esse fim Me tornei semelhante a vós, um homem autêntico da descendência de Abraão, para ser em tudo semelhante aos meus irmãos (cf Heb 2,17)». […] Ora, o poder daquele que tinha o império da morte e, por conseguinte, a mesma morte, nunca poderiam ser aniquilados se Cristo não Se tivesse oferecido a Si mesmo por nós: foi imolado um só em redenção por todos, porque sobre todos reinava a morte. Cristo, oferecendo-Se por nós a Deus Pai como sacrifício imaculado, afirma num Salmo: «Não quiseste sacrifícios nem oblações, mas preparaste-Me um corpo. Não Me pediste holocaustos nem sacrifícios pelos pecados. Então, Eu disse: Eis-Me aqui.» (Sl 40,7-8; Heb 10,5-7). […]


Que Cristo tivesse oferecido a sua carne pela vida do mundo podemos reconhecê-lo por aquelas palavras que disse: «Pai Santo, guarda-os!». E logo a seguir: «Por eles Me santifico» (Jo 17,11.19) […], isto é, consagro-Me, ofereço-Me como sacrifício imaculado de suave perfume (cf Ef 5,2; Gn 8,21). Com efeito, tudo o que era oferecido sobre o altar era santificado ou chamado santo. Cristo, portanto, deu o seu corpo em sacrifício pela vida de todos e assim nos foi comunicada de novo a vida por meio dele. […] Depois que habitou na carne, o Verbo vivificante de Deus restituiu à carne o seu próprio bem, ou seja, a vida.







domingo, 1 de junho de 2014

Evangelho do Dia


Segunda-feira, dia 02 de Junho de 2014

Segunda-feira da 7ª semana da Páscoa

São Marcelino e São Pedro, mártires, +304

Comentário do dia
São Rafael Arnaiz Baron : «Anunciei-vos estas coisas para que, em Mim, tenhais a paz»

Actos 19,1-8.

Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, depois de atravessar as regiões do interior, chegou a Éfeso. Encontrou alguns discípulos
e perguntou-lhes: «Recebestes o Espírito Santo, quando abraçastes a fé?» Responderam: «Mas nós nem sequer ouvimos dizer que existe o Espírito Santo.»
E indagou: «Então, que baptismo recebestes?» Responderam eles: «O baptismo de João.»
«João disse Paulo ministrou apenas um baptismo de penitência e dizia ao povo que acreditasse naquele que ia chegar depois dele, isto é, Jesus.»
Quando isto ouviram, baptizaram-se em nome do Senhor Jesus.
E, tendo-lhes Paulo imposto as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles e começaram a falar línguas e a profetizar.
Eram, ao todo, uns doze homens.
Paulo foi, em seguida, à sinagoga, onde, durante três meses, falou desassombradamente e argumentava de forma a persuadir os seus ouvintes sobre o que dizia respeito ao Reino de Deus.


Salmos 68(67),2-3.4-5ac.6-7ab.

Levanta-Se Deus, os seus inimigos dispersam-se
e fogem diante d'Ele os que O odeiam.
Como se dissipa o fumo, assim eles se dissipam;
assim desfalecem os ímpios diante de Deus.

Os justos exultam na presença de Deus
exultam e transbordam de alegria.
Cantai a Deus, entoai um cântico ao seu nome;
o seu nome é Senhor: exultai na sua presença!

Ele é pai dos órfãos e defensor das viúvas,
o Deus que habita no seu santo templo.
Deus prepara uma casa para os desamparados
e liberta aqueles que estão prisioneiros.




João 16,29-33.

Naquele tempo, disseram os discípulos a Jesus: «Agora, sim, falas claramente e não usas nenhuma comparação.
Agora vemos que sabes tudo e não precisas de que ninguém te faça perguntas. Por isso, cremos que saíste de Deus!»
Disse-lhes Jesus: «Agora credes?
Eis que vem a hora e já chegou em que sereis dispersos cada um por seu lado, e me deixareis só, se bem que Eu não esteja só, porque o Pai está comigo.
Anunciei-vos estas coisas para que, em mim, tenhais a paz. No mundo, tereis tribulações; mas, tende confiança: Eu já venci o mundo!»



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Comentário do dia:

São Rafael Arnaiz Baron (1911-1938), monge trapista espanhol
Escritos espirituais, 20/01/1937

«Anunciei-vos estas coisas para que, em Mim, tenhais a paz»

«Senhor Meu Deus, vejo como me é preciso ter paciência; porque esta vida é cheia de contradições. Jamais estará isenta de dores e de lutas, faça eu o que fizer para ter paz. – E é assim, meu filho; mas Eu não quero que procures uma paz sem tentações para vencer, sem contrariedades para sofrer. Acredita, ao contrário, que terás encontrado a paz quando tiveres sido trabalhado por muitas tribulações, e tentado por muitas contrariedades» («Imitação de Cristo», 3,12) […].


Como nos enganamos, por vezes, os que procuramos a verdadeira paz de Deus! […] É que, com frequência, o que procuramos não é a paz de Deus, mas a paz do mundo. […] Quando o mundo procura a paz, concebe-a assim: silêncio, quietude, amor sem lágrimas, muito egoísmo camuflado. O homem procura essa paz para descansar, para não sofrer; procura a paz dos homens, a paz sensível, aquela paz que o mundo representa num claustro sob o sol, com ciprestes e pássaros; aquela paz sem tentações e sem cruz. […]


Hoje bendigo do mais fundo da minha alma este Deus que me ama tanto. […] Ele ama-me com as minhas misérias, os meus pecados, as minhas lágrimas e as minhas alegrias; Ele quer-me nessa paz de que nos fala Thomas de Kempis [em «A Imitação»]. […] Como Deus é grande! A paz da minha alma é a paz daquele que nada espera de ninguém. O que a alma espera neste mundo é apenas o desejo de viver unida à sua vontade; e essa espera é serena, na paz, apesar do triste cansaço de não ver ainda a Deus. Acompanhá-Lo na cruz custa por vezes lágrimas abundantes. Considerar que ainda temos uma vontade própria, tantas misérias, defeitos, pecados, não pode deixar de nos causar desgosto. […] Tudo é combate, dor, mas Jesus está no centro, pregado numa cruz, e encoraja a alma a prosseguir. No meio da batalha que deixamos no mundo, está Jesus, de rosto sereno, dizendo-nos: «Quem Me segue não andará nas trevas» (Jo 8,12).







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