sábado, 7 de maio de 2016

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Domingo, dia 08 de Maio de 2016

ASCENSÃO DO SENHOR - Solenidade - Ano C
Ascensão do Senhor (ofício próprio)

Santo Acácio da Capadócia, centurião, mártir, +304 , Santa Madalena de Canossa, virgem, fundadora, +1835

Comentário do dia
São Cirilo de Alexandria : Cristo abre-nos o caminho

Actos 1,1-11.

No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio
até ao dia em que foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera.
Foi também a eles que, depois da sua paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus.
Um dia em que estava com eles à mesa, mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, «da qual __ disse Ele __ Me ouvistes falar.
Na verdade, João batizou com água; vós, porém, sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias».
Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar: «Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?»
Ele respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade;
mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra».
Dito isto, elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos.
E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco,
que disseram: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».


Efésios 1,17-23.

Irmãos: O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de revelação para O conhecerdes plenamente
e ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados, os tesouros de glória da sua herança entre os santos
e a incomensurável grandeza do seu poder para nós os crentes.
Assim o mostra a eficácia da poderosa força que exerceu em Cristo, que Ele ressuscitou dos mortos e colocou à sua direita nos Céus,
acima de todo o Principado, Poder, Virtude e Soberania, acima de todo o nome que é pronunciado, não só neste mundo, mas também no mundo que há-de vir.
Tudo submeteu aos seus pés e pô-l'O acima de todas as coisas como Cabeça de toda a Igreja,
que é o seu Corpo, a plenitude d'Aquele que preenche tudo em todos.


Lucas 24,46-53.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia
e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.
Vós sois testemunhas disso.
Eu vos enviarei Aquele que foi prometido por meu Pai. Por isso, permanecei na cidade, até que sejais revestidos com a força do alto».
Depois Jesus levou os discípulos até junto de Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os.
Enquanto os abençoava, afastou-Se deles e foi elevado ao Céu.
Eles prostraram-se diante de Jesus, e depois voltaram para Jerusalém com grande alegria.
E estavam continuamente no templo, bendizendo a Deus.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo, doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho de São João

Cristo abre-nos o caminho

«Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, como teria Eu dito que vos vou preparar um lugar?» (Jo 14,2) [...] O Senhor sabia que muitas dessas moradas já estavam preparadas e esperavam a chegada dos amigos de Deus. Atribui, portanto, outro motivo à sua partida: preparar o caminho para a nossa ascensão a esses lugares no Céu, abrindo uma passagem, visto que, até então, ele nos era inacessível. Porque o Céu estava completamente fechado aos homens, e nunca um ser de carne tinha penetrado nesse santíssimo e puríssimo domínio dos anjos.

É Cristo quem nos inaugura esse caminho rumo às alturas. Ao oferecer-Se a si mesmo ao Pai como primícias dos que dormem nos túmulos da terra, permite à carne subir ao Céu, e Ele próprio é o primeiro homem a aparecer aos seus habitantes. Os anjos, que não conheciam o mistério grandioso de uma entronização celeste da carne, contemplaram com assombro e admiração essa ascensão de Cristo. Quase perturbados perante esse espectáculo inaudito, exclamaram: «Quem é Este que vem de Edom?» (Is 63,1), isto é, da terra. Mas o Espírito não lhes permite que permaneçam na ignorância, e [...] ordena que se abram as portas diante do Rei e Senhor do universo: «Levantai, ó portas, os vossos umbrais, alteai-vos, pórticos antigos, e entrará o Rei da glória» (Sl 23,7).

Portanto, nosso Senhor Jesus Cristo inaugurou para nós «um caminho novo e vivo»; como diz são Paulo, «Ele não entrou num santuário feito por mão humana [...], mas entrou no próprio Céu, para Se apresentar agora diante de Deus em nosso favor» (Heb 10,20; 9,24).







sexta-feira, 6 de maio de 2016

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Sabado, dia 07 de Maio de 2016

Sábado da 6ª semana da Páscoa

Santa Flávia Domitila, Virgem e Mártir, séc. I, Santo Agostinho Roscelli, presbítero, fundador, +1902

Comentário do dia
São Clemente de Alexandria : «Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.»

Actos 18,23-28.

Depois de ter passado algum tempo em Antioquia, Paulo partiu de novo e percorreu sucessivamente a Galácia e a Frígia, fortalecendo todos os discípulos na fé.
Entretanto, chegou a Éfeso um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloquente, muito versado nas Escrituras.
Fora instruído no caminho do Senhor e pregava com muito entusiasmo, ensinando com exatidão o que se referia a Jesus, embora só conhecesse o batismo de João.
E começou a falar também com firmeza na sinagoga. Priscila e Áquila, ouvindo-o falar, tomaram-no consigo e expuseram-lhe com maior exatidão o caminho do Senhor.
Como ele queria partir para a Acaia, os irmãos encorajaram-no e escreveram aos discípulos que o recebessem. Depois de lá ter chegado, ajudava muito os fiéis com o auxílio da graça:
refutava energicamente os judeus em público, demonstrando pelas Escrituras que Jesus era o Messias.


João 16,23b-28.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: Tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo dará.
Até agora não pedistes nada em meu nome: pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.
Tenho-vos dito tudo isto em parábolas mas vai chegar a hora em que não vos falarei mais em parábolas: falar-vos-ei claramente do Pai.
Nesse dia pedireis em meu nome; e não vos digo que rogarei por vós ao Pai,
pois o próprio Pai vos ama, porque vós Me amastes e acreditastes que Eu saí de Deus.
Saí de Deus e vim ao mundo. Agora deixo o mundo e vou para o Pai».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Clemente de Alexandria (150-c. 215), teólogo
«Stromata» 7,7

«Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.»

É nosso dever venerar e honrar Aquele que acreditamos ser o Verbo, nosso Salvador e nosso Senhor, e, por Ele, o Pai, não em certos dias especiais (tal como outros fazem) mas continuamente, durante toda a nossa vida e de todas as formas. «Sete vezes por dia cantei o teu louvor» (Sl 118,164), exclama o povo eleito. [...] Por isso, não é num lugar determinado, nem num templo escolhido, nem em certas festas ou em certos dias fixos, mas é durante toda a vida e em toda a parte que o homem verdadeiramente espiritual honra a Deus, isto é, dá graças por conhecer a verdadeira vida.

A presença do homem de bem, pelo respeito que inspira, torna sempre melhor quem com ele convive. Quanto mais aquele que está continuamente na presença de Deus, pelo conhecimento, pela maneira de viver e pela acção de graças, se irá tornando cada dia melhor em tudo: acções, palavras e disposições! [...] Vivendo, pois, toda a nossa vida como uma festa, na certeza de que Deus está totalmente presente em toda a parte, trabalhamos cantando, navegamos ao som de hinos e comportamo-nos à maneira dos «cidadãos do céu» (Fl 3,20).

A oração é, ouso dizê-lo, uma conversa íntima com Deus. Mesmo quando murmuramos suavemente, mesmo quando, sem mexer os lábios, falamos em silêncio, estamos a gritar interiormente. E Deus volta constantemente o seu ouvido para esta voz interior. [...] Sim, o homem verdadeiramente espiritual ora durante toda a sua vida, porque orar é para ele um esforço de união com Deus, e rejeita tudo o que é inútil porque atingiu aquele estado em que já recebeu, de certa maneira, a perfeição, que consiste em agir por amor. [...] Toda a sua vida é uma liturgia sagrada.







quinta-feira, 5 de maio de 2016

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Sexta-feira, dia 06 de Maio de 2016

Sexta-feira da 6ª semana da Páscoa

S. Lúcio, confessor, +1250, Santa Benedita (ou Benta), religiosa, séc. VI, Santo André Kim e 102 Companheiros, mártires coreanos, entre 1791 e 1866

Comentário do dia
São Gregório de Nissa : «Toda a criação [...} tem gemido e sofrido as dores de parto, até ao presente» (Rom 8,22)

Actos 18,9-18.

Quando Paulo estava em Corinto, certa noite o Senhor disse-lhe numa visão: «Não temas, continua a falar,
que Eu estou contigo e ninguém porá as mãos sobre ti, para te fazer mal, pois tenho um povo numeroso nesta cidade».
Então Paulo demorou-se ali ano e meio a ensinar aos coríntios a palavra de Deus.
Quando Galião era procónsul da Acaia, os judeus levantaram-se todos contra Paulo e levaram-no ao tribunal,
dizendo: «Este homem induz as pessoas a prestarem culto a Deus à margem da lei».
Quando Paulo ia a abrir a boca, disse Galião aos judeus: «Judeus, se se tratasse de alguma injustiça ou grave delito, escutaria certamente as vossas queixas, como é meu dever.
Uma vez, porém, que são questões de doutrina e de nomes da vossa própria lei, o assunto é convosco. Eu não quero ser juiz dessas coisas».
E mandou-os sair do tribunal.
Todos então se apoderaram de Sóstenes, chefe da sinagoga, e começaram a bater-lhe em frente do tribunal. Mas Galião não se importou nada com isso.
Paulo demorou-se ainda algum tempo em Corinto; depois despediu-se dos irmãos e embarcou para a Síria, em companhia de Priscila e Áquila, e rapou a cabeça em Cêncreas, por causa de um voto que fizera.


João 16,20-23a.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: Chorareis e lamentar-vos-eis, enquanto o mundo se alegrará. Estareis tristes, mas a vossa tristeza converter-se-á em alegria.
A mulher, quando está para ser mãe, sente angústia, porque chegou a sua hora. Mas depois que deu à luz um filho, já não se lembra do sofrimento, pela alegria de ter dado um homem ao mundo.
Também vós agora estais tristes; mas Eu hei-de ver-vos de novo e o vosso coração se alegrará e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria.
Nesse dia, não Me fareis nenhuma pergunta».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Gregório de Nissa (c. 335-395), monge, bispo
Contra Eunómio

«Toda a criação [...} tem gemido e sofrido as dores de parto, até ao presente» (Rom 8,22)

O apóstolo Paulo [...] testemunha a respeito do Filho único que Ele não Se limitou a criar os seres, mas que, tendo a antiga criação envelhecido e tendo-se tornado caduca, operou uma nova criação. E assim, o próprio Cristo é o primogénito de toda a criação (Col 1,15) pelo evangelho anunciado aos homens. [...]

Como se tornou Cristo «primogénito de uma multidão de irmãos» (Rom 8,29)? [...] Por nós, Ele fez-Se como nós, tendo participado na carne e no sangue para nos transformar de corruptíveis em incorruptíveis, pelo nascimento do alto, da água e do Espírito (Jo 3,5). Mostrou-nos o caminho de um tal nascimento quando, pelo seu próprio baptismo, atraiu o Espírito Santo sobre a água. Tornou-Se assim o primogénito de todos os que são regenerados espiritualmente, e todos os que tomam parte nesta regeneração pela água e pelo Espírito são chamados irmãos.

Tendo depositado na nossa natureza humana a força da ressurreição de entre os mortos, Cristo tornou-Se também primícias dos que adormeceram e primogénito dos mortos (Col 1,18). Primeiro entre todos, abriu-nos o caminho da libertação da morte. Pela sua Ressurreição, destruiu os laços da morte que nos mantinham cativos. Assim, por esta dupla regeneração, do santo baptismo e da ressurreição dos mortos, Ele tornou-Se o primogénito da nova criação.

Este primogénito tem irmãos, Ele que disse a Maria Madalena: «Vai ter com os meus irmãos e diz-lhes que vou subir para meu e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus» (Jo 20,17). É por isso que, como mediador entre Deus e os homens (1Tim 2,5), abrindo o cortejo de toda a natureza humana, ele envia aos seus irmãos esta mensagem: «Pelas primícias que assumi em Mim, Eu reconduzo ao nosso Deus e Pai tudo o que é humano.»







quarta-feira, 4 de maio de 2016

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Quinta-feira, dia 05 de Maio de 2016

Quinta-feira da 6ª semana da Páscoa
Rogações

Santo Ângelo, presbítero, mártir, +1220

Comentário do dia
São Cirilo de Alexandria : Cristo abre-nos o caminho

Actos 1,1-11.

No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio
até ao dia em que foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera.
Foi também a eles que, depois da sua paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus.
Um dia em que estava com eles à mesa, mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, «da qual __ disse Ele __ Me ouvistes falar.
Na verdade, João batizou com água; vós, porém, sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias».
Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar: «Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?»
Ele respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade;
mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra».
Dito isto, elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos.
E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco,
que disseram: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».


Heb. 9,24-28.10,19-23.

Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para Se apresentar agora na presença de Deus em nosso favor.
E não entrou para Se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote que entra cada ano no Santuário, com sangue alheio;
nesse caso, Cristo deveria ter padecido muitas vezes, desde o princípio do mundo. Mas Ele manifestou-Se uma só vez, na plenitude dos tempos, para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo.
E, como está determinado que os homens morram uma só vez e a seguir haja o julgamento,
assim também Cristo, depois de Se ter oferecido uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão, aparecerá segunda vez, sem a aparência do pecado, para dar a salvação àqueles que O esperam.
Temos, pois, irmãos, plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus.
por este caminho novo e vivo que Ele nos inaugurou através do véu, isto é, o caminho da sua carne,
e tendo tão grande sacerdote à frente da casa de Deus,
aproximemo-nos de coração sincero, na plenitude da fé, tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado na água pura.
Conservemos firmemente a esperança que professamos, pois Aquele que fez a promessa é fiel.


Lucas 24,46-53.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia
e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.
Vós sois testemunhas disso.
Eu vos enviarei Aquele que foi prometido por meu Pai. Por isso, permanecei na cidade, até que sejais revestidos com a força do alto».
Depois Jesus levou os discípulos até junto de Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os.
Enquanto os abençoava, afastou-Se deles e foi elevado ao Céu.
Eles prostraram-se diante de Jesus, e depois voltaram para Jerusalém com grande alegria.
E estavam continuamente no templo, bendizendo a Deus.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo, doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho de São João

Cristo abre-nos o caminho

«Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, como teria Eu dito que vos vou preparar um lugar?» (Jo 14,2) [...] O Senhor sabia que muitas dessas moradas já estavam preparadas e esperavam a chegada dos amigos de Deus. Atribui, portanto, outro motivo à sua partida: preparar o caminho para a nossa ascensão a esses lugares no Céu, abrindo uma passagem, visto que, até então, ele nos era inacessível. Porque o Céu estava completamente fechado aos homens, e nunca um ser de carne tinha penetrado nesse santíssimo e puríssimo domínio dos anjos.

É Cristo quem nos inaugura esse caminho rumo às alturas. Ao oferecer-Se a si mesmo ao Pai como primícias dos que dormem nos túmulos da terra, permite à carne subir ao Céu, e Ele próprio é o primeiro homem a aparecer aos seus habitantes. Os anjos, que não conheciam o mistério grandioso de uma entronização celeste da carne, contemplaram com assombro e admiração essa a ascensão de Cristo. Quase perturbados perante esse espectáculo inaudito, exclamaram: «Quem é Este que vem de Edom?» (Is 63,1), isto é, da terra. Mas o Espírito não lhes permite que permaneçam na ignorância, e [...] ordena que se abram as portas diante do Rei e Senhor do universo: «Levantai, ó portas, os vossos umbrais, alteai-vos, pórticos antigos, e entrará o Rei da glória» (Sl 23,7).

Portanto, nosso Senhor Jesus Cristo inaugurou para nós «um caminho novo e vivo»; como diz são Paulo, «Ele não entrou num santuário feito por mão humana [...], mas entrou no próprio Céu, para Se apresentar agora diante de Deus em nosso favor» (Heb 10,20; 9,24).







terça-feira, 3 de maio de 2016

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Quarta-feira, dia 04 de Maio de 2016

Quarta-feira da 6ª semana da Páscoa

S. Floriano, mártir, +304, S. Peregrino Laziosi, religioso, +1345, S. José Maria Rúbio, presbítero, +1929, S. Gregório, o iluminador, bispo, +332

Comentário do dia
Santo António de Lisboa : «Ele vos guiará para a verdade plena»

Actos 17,15.22-34.18,1.

Naqueles dias, os que acompanhavam Paulo levaram-no a Atenas e voltaram em seguida, encarregados de transmitirem a Silas e a Timóteo a ordem de irem ter com Paulo o mais depressa possível.
Um dia, Paulo, de pé no meio do Areópago, disse: «Atenienses, vejo que sois em tudo extremamente religiosos.
Na verdade, quando eu andava percorrendo a vossa cidade e observando os vossos monumentos sagrados, encontrei até um altar com a inscrição: 'Ao Deus desconhecido'. Pois bem: Aquele que venerais sem O conhecer, é esse que eu vos anuncio.
O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe é o Senhor do céu e da terra. Não habita em templos feitos por mãos humanas,
nem é servido pelas mãos dos homens, como se tivesse necessidade de alguma coisa. É Ele que a todos dá a vida, a respiração e tudo o mais.
Criou de um só homem todo o género humano, para habitar sobre a superfície da terra, e fixou períodos determinados e os limites da sua habitação,
para que os homens procurassem a Deus e se esforçassem realmente para O atingir e encontrar. Na verdade, Ele não está longe de cada um de nós.
É n'Ele que vivemos, nos movemos e existimos, como disseram alguns dos vossos poetas: 'Somos da raça de Deus'.
Se nós somos da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e engenho do homem.
Sem olhar a estes tempos de ignorância, Deus fez saber agora aos homens que todos e em toda a parte se devem arrepender;
pois Ele fixou um dia em que há-de julgar o universo com justiça por meio de um homem que escolheu, e deu a todos motivo de crédito, ressuscitando-O de entre os mortos».
Ao ouvirem falar da ressurreição dos mortos, alguns zombavam, mas outros disseram: «Havemos de te ouvir falar disto ainda outra vez».
Foi assim que Paulo saiu do meio deles.
No entanto, alguns homens juntaram-se a Paulo e abraçaram a fé: entre eles, Dionísio, o Areopagita, e também uma mulher chamada Dâmaris, e outros com eles.
Depois disto, Paulo saiu de Atenas e foi para Corinto.


João 16,12-15.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tenho ainda muitas coisas para vos Jn dizer, mas não as podeis compreender agora.
Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que está para vir.
Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará.
Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará».



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Comentário do dia:

Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), franciscano, doutor da Igreja
Sermões para os domingos e as festas dos santos

«Ele vos guiará para a verdade plena»

O Espírito Santo, o Paráclito, o Defensor, é Aquele que, como um sopro, o Pai e o Filho enviam à alma dos justos. É por Ele que somos santificados e merecemos ser santos. O sopro humano é a vida dos corpos; o sopro divino é a vida dos espíritos. O sopro humano torna-nos sensíveis; o sopro divino torna-nos santos. Este Espírito é santo porque, sem Ele, nenhum espírito – nem angélico nem humano – pode ser santo.

«O Pai», diz Jesus, «vo-Lo enviará em meu nome» (Jo 14,26), isto é, em minha glória, para manifestar a minha glória; ou ainda, porque Ele tem o mesmo nome que o Filho: Ele é Deus. «Ele Me glorificará», porque vos tornará espirituais e vos levará a compreender como o Filho é igual ao Pai e não simplesmente um homem como O vedes, e porque vos tirará todo o temor e vos fará anunciar a minha glória a todo o mundo. Pois a minha glória é a salvação dos homens.

«Ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará.» «Filhos de Sião, alegrai-vos», diz o profeta Joel, «porque o Senhor vosso Deus vos deu Aquele que ensina a justiça» (2, 23 Vulg.), que vos há-de ensinar tudo o que diz respeito à salvação.







segunda-feira, 2 de maio de 2016

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Terça-feira, dia 03 de Maio de 2016

SS. Filipe e Tiago, apóstolos - festa

S. Filipe, apóstolo, S. Tiago Menor, apóstolo

Comentário do dia
Santo Hilário : «Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta»

1 Cor. 15,1-8.

Recordo-vos, irmãos, o Evangelho que vos anunciei e que recebestes, no qual permaneceis
e pelo qual sereis salvos, se o conservais como eu vo-lo anunciei; aliás teríeis abraçado a fé em vão.
Transmiti-vos em primeiro lugar o que eu mesmo recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras;
foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras,
e apareceu a Pedro e depois aos Doze.
Em seguida apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maior parte ainda vive, enquanto alguns já faleceram.
Posteriormente apareceu a Tiago e depois a todos os Apóstolos.
Em último lugar, apareceu-me também a mim, como o abortivo.


João 14,6-14.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida: ninguém vai ao Pai senão por Mim.
Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes».
Disse-Lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta».
Respondeu-lhe Jesus: «Há tanto tempo estou convosco e não Me conheces, Filipe? Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: 'Mostra-nos o Pai'?
Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim? As palavras que vos digo, não as digo por Mim próprio, mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras.
Acreditai-Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim. Acreditai ao menos pelas minhas obras.
Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai.
E tudo quanto pedirdes em meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
Se pedirdes alguma coisa em meu nome, Eu a farei».



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Comentário do dia:

Santo Hilário (c. 315-367), bispo de Poitiers, doutor da Igreja
Sobre a Trindade, 7, 34-36

«Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta»

Jesus disse: «Se ficastes a conhecer-Me, conhecereis também o meu Pai. E já O conheceis, pois estais a vê-Lo.» Quem se vê é Jesus Cristo homem. Os apóstolos têm diante dos olhos o seu aspecto exterior, isto é, a sua natureza de homem, ao passo que Deus, liberto de toda a carne, não é reconhecível num miserável corpo carnal. Como é então que conhecer a Cristo é conhecer também o Pai?

Estas palavras inesperadas perturbam o apóstolo Filipe, pois a fraqueza do seu espírito humano não lhe permite compreender uma afirmação tão estranha. [...] Então, com a impetuosidade que resultava da sua familiaridade e da sua fidelidade de apóstolo, ele diz ao Mestre: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta.» Não é que deseje contemplar o Pai com os olhos físicos; mas pede para compreender aquilo que vê com esses olhos. Porque, vendo o Filho na sua forma humana, não compreende como foi que, desse modo, viu o Pai. [...]

O Senhor responde-lhe então: «Há tanto tempo estou convosco e não Me conheces, Filipe?», repreendendo-o por ignorar quem Ele era. [...] Porque é que não O tinham reconhecido, a Ele que há tanto tempo procuravam? É que, para O reconhecerem, tinham de reconhecer que a divindade, a natureza do Pai, estava nele. Na verdade, todas as obras que Ele tinha feito eram próprias de Deus: caminhar sobre as águas, dar ordens ao vento, realizar coisas impossíveis de compreender, como transformar a água em vinho e multiplicar os pães [...], afugentar os demónios, curar doenças, dar remédio às enfermidades do corpo, corrigir malformações congénitas, perdoar os pecados, devolver a vida aos mortos. Tudo isso fora feito pelo seu corpo de carne, e tudo isso Lhe permite proclamar-Se Filho de Deus. Daí a sua reprimenda e a sua queixa: por causa da realidade misteriosa do seu nascimento humano, eles não se tinham apercebido da natureza divina que realizava estes milagres na natureza humana que o Filho tinha assumido.







domingo, 1 de maio de 2016

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Segunda-feira, dia 02 de Maio de 2016

Segunda-feira da 6ª semana da Páscoa
Nossa Senhora dos Prazeres

Santo Atanásio, bispo, Doutor da Igreja, +373

Comentário do dia
São Cirilo de Alexandria : «Vós também haveis de dar testemunho»

Actos 16,11-15.

Naqueles dias, deixámos Tróade e navegámos diretamente para Samotrácia. No dia seguinte, fomos para Neápoles
e de lá para Filipos, cidade principal daquela região da Macedónia e colónia romana. Estivemos nesta cidade durante alguns dias.
No sábado, saímos pelas portas da cidade, em direção à margem do rio, onde julgávamos que havia um lugar de oração. Sentámo-nos e começámos a falar às mulheres ali reunidas.
Uma delas, chamada Lídia, escutava-nos com atenção; era negociante de púrpura, natural da cidade de Tiatira, e adorava o verdadeiro Deus. O Senhor abriu-lhe o coração, para aderir ao que Paulo dizia.
Quando recebeu o Batismo, juntamente com toda a sua família, fez-nos este pedido: «Se me considerais fiel ao Senhor, vinde hospedar-vos em minha casa». E obrigou-nos a aceitar.


João 15,26-27.16,1-4a.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando vier o Paráclito, que Eu vos enviarei de junto do Pai, o Espírito da verdade, que procede do Pai, Ele dará testemunho de Mim.
E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio.
E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio. Disse-vos estas palavras para não sucumbirdes.
Hão-de expulsar-vos das sinagogas; e mais ainda, aproxima-se a hora em que todo aquele que vos matar julgará que presta culto a Deus.
Procederão assim por não terem conhecido o Pai, nem Me terem conhecido a Mim.
Mas Eu disse-vos isto, para que, ao chegar a hora, vos lembreis de que vo-lo tinha dito».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo, doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho de S. João, 10

«Vós também haveis de dar testemunho»

A missão de Cristo na terra estava cumprida, mas era necessário que nos tornássemos «participantes da natureza divina» do Verbo (2Ped 1,4), isto é, que a nossa vida anterior fosse abandonada para se transformar numa vida nova [...]. De facto, enquanto viveu visivelmente entre os seus, Cristo surgia-lhes, parece-me, como o dispensador de todos os bens. Mas, quando chegou o momento em que teve de subir ao Pai celeste, foi necessário que continuasse presente entre os seus fiéis por meio do Espírito e que habitasse pela fé nos nossos corações (Ef 3,17).

Aqueles em quem o Espírito habita são transformados e recebem dele uma vida nova, como podemos facilmente demonstrar por exemplos, tanto do Antigo, como do Novo Testamento. Samuel, dirigindo-se a Saul, diz: «O Espírito do Senhor virá então sobre ti» (1Sam 10,6). E São Paulo afirma: «E nós todos que, com o rosto descoberto, reflectimos a glória do Senhor, somos transfigurados na sua própria imagem, de glória em glória, pelo Senhor que é Espírito» (2Cor 3,18).

Vês como o Espírito transforma noutra imagem aqueles em quem habita? Facilmente os faz passar da consideração das coisas terrenas ao olhar voltado unicamente para as realidades celestes, e os conduz da tibieza à vida heróica. Foi o que sucedeu com os discípulos: fortalecidos pelo Espírito, não se deixaram intimidar pelos seus perseguidores, permanecendo unidos a Cristo pelo vínculo de um amor invencível. [...] É pois verdade o que nos diz o Salvador: «É melhor para vós que Eu vá» (Jo 16,7). Pois então virá o Espírito Santo.







sábado, 30 de abril de 2016

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Domingo, dia 01 de Maio de 2016

6º Domingo da Páscoa - Ano C
Sexto Domingo do Tempo Pascal (semana II do saltério)

S. José Operário, Santa Comba do Alentejo, martir, +300

Comentário do dia
São Bernardo : «Viremos a ele e nele faremos a nossa morada.»

Actos 15,1-2.22-29.

Naqueles dias, alguns homens que desceram da Judeia ensinavam aos irmãos de Antioquia: «Se não receberdes a circuncisão, segundo a Lei de Moisés, não podereis salvar-vos».
Isto provocou muita agitação e uma discussão intensa que Paulo e Barnabé tiveram com eles. Então decidiram que Paulo e Barnabé e mais alguns discípulos subissem a Jerusalém, para tratarem dessa questão com os Apóstolos e os anciãos.
Os Apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a Igreja, decidiram escolher alguns irmãos e mandá-los a Antioquia com Barnabé e Paulo. Eram Judas, a quem chamavam Barsabás, e Silas, homens de autoridade entre os irmãos.
Mandaram por eles esta carta: «Os Apóstolos e os anciãos, irmãos vossos, saúdam os irmãos de origem pagã residentes em Antioquia, na Síria e na Cilícia.
Tendo sabido que, sem nossa autorização, alguns dos nossos vos foram inquietar, perturbando as vossas almas com as suas palavras,
resolvemos, de comum acordo, escolher delegados para vo-los enviarmos, juntamente com os nossos queridos Barnabé e Paulo,
homens que expuseram a sua vida pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Por isso vos mandamos Judas e Silas, que vos transmitirão de viva voz as nossas decisões.
O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor mais nenhuma obrigação, além destas que são indispensáveis:
abster-vos da carne imolada aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das relações imorais. Procedereis bem, evitando tudo isso. Adeus».


Apoc. 21,10-14.22-23.

Um Anjo transportou-me em espírito ao cimo de uma alta montanha e mostrou-me a cidade santa de Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus,
resplandecente da glória de Deus. O seu esplendor era como o de uma pedra preciosíssima, como uma pedra de jaspe cristalino.
Tinha uma grande e alta muralha, com doze portas e, junto delas, doze Anjos; tinha também nomes gravados, os nomes das doze tribos dos filhos de Israel:
três portas a nascente, três portas ao norte, três portas ao sul e três portas a poente.
A muralha da cidade tinha na base doze reforços salientes e neles doze nomes: os dos doze Apóstolos do Cordeiro.
Na cidade não vi nenhum templo, porque o seu templo é o Senhor Deus omnipotente e o Cordeiro.
A cidade não precisa da luz do sol nem da lua, porque a glória de Deus a ilumina, e a sua lâmpada é o Cordeiro.


João 14,23-29.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quem Me ama guardará a minha palavra, e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada.
Quem Me não ama não guarda a minha palavra. Ora a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que Me enviou.
Disse-vos estas coisas, estando ainda convosco.
Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse.
Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração.
Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu.
Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja
Sermão 27, 8-10

«Viremos a ele e nele faremos a nossa morada.»

«O Pai e Eu», dizia o Filho, «viremos a casa dele, quer dizer, a casa do homem que é santo, e iremos morar junto dele.» E eu penso que era deste céu que o profeta falava quando dizia: «Tu habitas entre os santos, Tu, a glória de Israel» (Sl 21,4 Vulg). E o apóstolo Paulo afirmava claramente: «Pela fé, Cristo habita nos nossos corações» (Ef 3,17). Não é, pois, de surpreender que Cristo Se deleite em habitar nesse céu. Enquanto para criar o céu visível Lhe bastou falar, para adquirir esse outro céu teve de lutar, morreu para o resgatar. É por isso que, depois de todos os seus trabalhos, tendo realizado o seu desejo, Ele diz: «Eis o lugar do meu repouso para sempre, é ali a morada que Eu tinha escolhido» (Sl 131,14). [...]

Agora, portanto, «porque te desolas, ó minha alma, e gemes sobre mim?» (Sl 41,6) Pensas encontrar em ti um lugar para o Senhor? Que lugar em nós é digno de tal glória? Que lugar chegaria para receber a sua majestade? Poderei ao menos adorá-Lo nos lugares onde se detiveram os seus passos? Quem me concederá ao menos poder seguir o rasto de uma alma santa «que Ele escolheu para seu domínio»? (Sl 31,12)

Possa Ele dignar-Se derramar na minha alma a unção da sua misericórdia, para que também eu seja capaz de dizer: «Corro pelo caminho das tuas vontades, porque alargaste o meu coração» (Sl 118,32). Poderei talvez, também eu, mostrar-Lhe em mim, senão uma grande sala toda preparada, onde Ele possa comer com os seus discípulos (Mc 14,15), pelo menos um lugar onde possa reclinar a cabeça (Mt 8,20).







sexta-feira, 29 de abril de 2016

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Sabado, dia 30 de Abril de 2016

Sábado da 5ª semana da Páscoa

S. Pio V, papa, +1572, S. José Bento Cottolengo, presbítero, fundador, +1842

Comentário do dia
São João Paulo II : «Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro Me odiou a Mim.»

Actos 16,1-10.

Naqueles dias, Paulo chegou a Derbe e depois a Listra. Havia lá um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente e de pai grego.
Os irmãos de Listra e de Icónio davam dele bom testemunho.
Querendo Paulo levá-lo consigo, mandou-o circuncidar, por causa dos judeus que havia na região, pois todos sabiam que seu pai era grego.
Nas cidades por onde passavam, transmitiam as decisões dos Apóstolos e anciãos de Jerusalém, recomendando que se cumprissem.
Desse modo as Igrejas eram confirmadas na fé e cresciam em número, de dia para dia.
Como o Espírito Santo os tinha impedido de anunciarem a palavra de Deus na Ásia, atravessaram a Frígia e o território da Galácia.
Quando chegaram à fronteira da Mísia, tentaram dirigir-se à Bítínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu.
Atravessaram então a Mísia e desceram a Tróade.
Durante a noite, Paulo teve uma visão: Um macedónio estava de pé diante dele e fazia-lhe este pedido: «Passa à Macedónia e vem ajudar-nos».
Logo que ele teve esta visão, procurámos partir para a Macedónia, convencidos de que Deus nos chamava para anunciar ali o Evangelho.


João 15,18-21.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro Me odiou a Mim.
Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu. Mas porque não sois do mundo, pois a minha escolha vos separou do mundo, é por isso que o mundo vos odeia.
Lembrai-vos das palavras que Eu vos disse: 'O servo não é mais do que o seu senhor'.
Se Me perseguiram a Mim, também vos perseguirão a vós. Se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.
Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem Aquele que Me enviou».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Paulo II (1920-2005), papa
Homilia durante a celebração ecuménica das testemunhas da fé do século XX, 07/05/00 (© Libreria Editrice Vaticana)

«Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro Me odiou a Mim.»

«Quem tem apego à sua vida, perdê-la-á; quem despreza a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna» (Jo 12, 25). Acabámos de escutar estas palavras de Cristo. Trata-se de uma verdade que, não raro, o mundo contemporâneo rejeita e despreza, fazendo do amor a si mesmo o supremo critério da existência. Todavia, as Testemunhas da Fé, que nesta tarde nos falam com o seu exemplo, não consideraram o seu interesse pessoal, o seu bem-estar ou a sua sobrevivência como valores superiores ao da fidelidade ao Evangelho. Apesar da sua debilidade, opuseram uma estrénua resistência ao mal. Na sua fragilidade, resplandeceu a força da fé e da graça do Senhor.

A herança preciosa que estas testemunhas corajosas nos transmitiram constitui um património comum de todas as Igrejas e de cada comunidade eclesial. Trata-se de uma herança que fala com uma voz mais alta que os factores de divisão. O ecumenismo dos mártires e das Testemunhas da Fé é o mais convincente, pois indica aos cristãos do século XXI a via para a unidade. É a herança da Cruz vivida à luz da Páscoa: herança que enriquece e sustenta os cristãos que iniciam o novo milénio.

Que a memória destes nossos irmãos e irmãs sobreviva no século e no milénio que se iniciam. Aliás, cresça! Seja transmitida de geração em geração, para que dela germine uma profunda renovação cristã! Seja conservada como um tesouro de valor excelso para os cristãos do novo milénio e constitua o fermento para a obtenção da plena comunhão entre todos os discípulos de Cristo!

É com ânimo repleto de íntima comoção que exprimo estes votos. Rezo ao Senhor para que a plêiade de testemunhas que nos circunda ajude todos nós, crentes, a expressar com igual denodo o nosso amor a Cristo, Àquele que está sempre vivo na sua Igreja: assim como ontem, também hoje, amanhã e para sempre!







quinta-feira, 28 de abril de 2016

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Sexta-feira, dia 29 de Abril de 2016

Sta. Catarina de Sena, virgem e doutora da Igreja (festa) - co-padroeira da Europa

Santa Catarina de Sena, virgem, Doutora da Igreja, Padroeira da Europa,+1380

Comentário do dia
São João Paulo II : Santa Catarina de Sena: uma vida mística e uma vida de acção

Actos 15,22-31.

Naqueles dias, os Apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a Igreja de Jerusalém, resolveram escolher alguns irmãos, para os mandarem a Antioquia com Barnabé e Paulo: eram Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens de autoridade entre os irmãos.
Mandaram por eles esta carta: «Os Apóstolos e os anciãos, irmãos vossos, saúdam os irmãos de origem pagã residentes em Antioquia, na Síria e na Cilícia.
Tendo sabido que, sem nossa autorização, alguns dos nossos vos foram inquietar, perturbando as vossas almas com as suas palavras,
resolvemos, de comum acordo, escolher delegados para vo-los enviarmos, juntamente com os nossos queridos Barnabé e Paulo,
homens que expuseram a sua vida pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Por isso vos mandamos Judas e Silas, que vos transmitirão de viva voz as nossas decisões.
O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor mais nenhuma obrigação, além destas que são indispensáveis:
abster-vos da carne imolada aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das relações imorais. Procedereis bem, evitando tudo isso. Adeus».
Feitas as despedidas, os delegados desceram a Antioquia, onde reuniram a assembleia e entregaram a carta.
Quando a leram, todos ficaram contentes com aquelas palavras de estímulo.


João 15,12-17.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei.
Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos.
Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando.
Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai.
Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá.
O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Paulo II (1920-2005), papa
Carta apostólica para o 6.º centenário da morte de Santa Catarina de Sena

Santa Catarina de Sena: uma vida mística e uma vida de acção

Quando, em 1347, Catarina vê a luz do dia, vive-se uma situação muito difícil em Itália e na Europa: anunciava-se a peste negra, que haveria de semear a devastação; a sociedade estava perturbada pela Guerra dos Cem Anos e pelas invasões de mercenários; os papas tinham tido de trocar Roma por Avinhão e o cisma do Ocidente prolongar-se-ia até 1417. Filha de um tintureiro, Catarina toma rapidamente consciência das necessidades do mundo que a rodeia. Atraída pela forma de vida apostólica das Dominicanas, pede para ser agregada à ordem terceira (as chamadas «mantellate»), que não eram propriamente religiosas nem viviam em comunidade, mas usavam o hábito branco e o manto preto dos frades pregadores. [...]

Catarina estava rodeada de uma multidão heterogénea de discípulos de todo o tipo e com múltiplas origens, que se sentiam atraídos pela pureza da sua fé e pela liberdade da sua aceitação da palavra de Deus, desprovida de matizes e cedências. [...] Atingiu o auge do seu progresso interior nas núpcias espirituais [...], pelo que seria de esperar que a sua vida passasse a decorrer na solidão da contemplação. Mas Deus tinha-a atraído a Si para que ela estivesse unida a Ele na obra no seu Reino. [...] Era desígnio de Cristo uni-la estreitamente a Si pelo amor ao próximo, isto é, quer pela doçura dos laços da alma, quer pelos trabalhos exteriores, naquilo a que se chama uma mística social. [...]

Depois de se ter dedicado à conversão dos pecadores individuais, passou à reconciliação de pessoas e famílias atingidas por conflitos, e depois à pacificação de cidades e de Estados. [...] O impulso interior do Mestre divino abriu-lhe, por assim dizer, uma nova humanidade. Foi assim que esta humilde filha de um artesão, iletrada, praticamente sem estudos nem cultura, teve a inteligência das necessidades do seu tempo, a ponto de ultrapassar os limites da sua cidade e de alcançar, com a sua actividade, uma dimensão mundial.







quarta-feira, 27 de abril de 2016

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Quinta-feira, dia 28 de Abril de 2016

Quinta-feira da 5ª semana da Páscoa

S. Luís Maria Grignion de Montfort, presbítero, +1716, S. Pedro Chanel, presbítero, mártir, padroeiro da Oceânia, +1841, Santa Joana Beretta Molla, mãe de família, +1962

Comentário do dia
Santo Anselmo : «Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa.»

Actos 15,7-21.

Naqueles dias, depois de longa discussão, Pedro levantou-se e disse aos Apóstolos e aos anciãos: «Irmãos, vós sabeis que, desde os primeiros dias, Deus me escolheu do meio de vós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do Evangelho e abraçassem a fé.
Deus, que conhece os corações, deu testemunho a favor deles, ao conceder-lhes o Espírito Santo como a nós;
não fez qualquer distinção entre nós e eles, porque purificou os seus corações pela fé.
Porque tentais agora a Deus, impondo aos ombros dos discípulos um jugo, que nem os nossos pais nem nós mesmos fomos capazes de suportar?
Aliás, é pela graça do Senhor Jesus que nós acreditamos que seremos salvos, do mesmo modo que eles».
Então, toda a assembleia ficou em silêncio e começou a ouvir Barnabé e Paulo
descrever os milagres e prodígios que Deus realizara por seu intermédio entre os gentios.
Quando eles acabaram de falar, Tiago tomou a palavra e disse: «Irmãos, escutai-me.
Simão contou como Deus, ao princípio, Se dignou intervir, para formar de entre os gentios um povo consagrado ao seu nome.
Isto concorda com as palavras dos Profetas, como está escrito:
'Depois disto, virei para reconstruir a tenda de David, que estava caída; reconstruirei as suas ruínas e erguê-las-ei de novo,
para que o resto dos homens procurem o Senhor, com todas as nações consagradas ao meu nome. Assim fala o Senhor,
que desde sempre dá a conhecer estas coisas'.
Por isso, sou de opinião de que não se devem importunar os gentios convertidos a Deus.
Digam-lhes apenas que se abstenham de tudo o que foi contaminado pela idolatria, das relações imorais, das carnes sufocadas e do sangue.
Desde os tempos antigos, Moisés tem em cada cidade os seus pregadores e é lido todos os sábados nas sinagogas».


João 15,9-11.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai Me amou,  também Eu vos amei. Permanecei no meu amor.
Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.
Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Anselmo (1033-1109), monge, bispo, doutor da Igreja
Prosologion, 26

«Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa.»

Eu Te peço, meu Deus, faz que Te conheça e Te ame, para que a minha alegria esteja em Ti. E, se isso não for plenamente possível nesta vida, faz ao menos que eu progrida todos os dias até atingir a plenitude. Que nesta vida o teu conhecimento cresça em mim e que ele esteja completo no último dia; que o teu amor cresça em mim e que ele seja perfeito na vida futura, para que a minha alegria, já grande em esperança cá na terra, seja então completa na realidade.

Senhor meu Deus, através de teu Filho mandaste-nos, ou melhor, aconselhaste-nos a pedir; e prometeste-nos que seríamos atendidos, para que a nossa alegria seja perfeita (Jo 16,24). Faço-Te, Senhor, a oração que nos sugeres pela boca daquele que é o nosso «Conselheiro Admirável» (Is 9,5). Que eu possa receber o que prometeste pela boca daquele que é a Verdade, para que a minha alegria seja perfeita. Deus verdadeiro, faço-Te esta oração; atende-me para que a minha alegria seja perfeita.

Que doravante seja esta a meditação do meu espírito e a palavra dos meus lábios. Seja este o amor do meu coração e o discurso da minha boca, seja a fome da minha alma, a sede da minha carne e o desejo de todo o meu ser, até ao dia em que entre na alegria do Senhor (Mt 25,21), Deus único em três Pessoas, bendito pelos séculos. Ámen.







terça-feira, 26 de abril de 2016

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Quarta-feira, dia 27 de Abril de 2016

Quarta-feira da 5ª semana da Páscoa

S. Pedro Canísio, presbítero, doutor da Igreja, +1597, Santa Zita, virgem, +1278

Comentário do dia
Santa Teresa Benedita da Cruz : «Eu sou a videira; vós sois os ramos»

Actos 15,1-6.

Naqueles dias, alguns homens que desceram da Judeia ensinavam aos irmãos de Antioquia: «Se não receberdes a circuncisão, segundo a Lei de Moisés, não podereis salvar-vos».
Isto provocou muita agitação e uma discussão intensa que Paulo e Barnabé tiveram com eles. Então decidiram que Paulo e Barnabé e mais alguns discípulos subissem a Jerusalém, para tratarem dessa questão com os Apóstolos e os anciãos.
Despedidos afavelmente pela Igreja, atravessaram a Fenícia e a Samaria, onde narravam a conversão dos gentios, causando grande contentamento a todos os irmãos.
Ao chegarem a Jerusalém, foram recebidos pela Igreja, pelos Apóstolos e pelos anciãos, e contaram tudo o que Deus tinha feito por seu intermédio.
Ergueram-se alguns homens do partido dos fariseus que tinham abraçado a fé, para dizerem que era preciso circuncidar os gentios e impor-lhes a observância da Lei de Moisés.
Então os Apóstolos e os anciãos reuniram-se para examinar o assunto.


João 15,1-8.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor.
Ele corta todo o ramo que está em Mim e não dá fruto e limpa todo aquele que dá fruto, para que dê ainda mais fruto.
Vós já estais limpos, por causa da palavra que vos anunciei.
Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim.
Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer.
Se alguém não permanece em Mim, será lançado fora, como o ramo, e secará. Esses ramos, apanham-nos, lançam-nos ao fogo e eles ardem.
Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido.
A glória de meu Pai é que deis muito fruto. Então vos tornareis meus discípulos».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
A mulher e o seu destino, colectânea de seis conferências

«Eu sou a videira; vós sois os ramos»

No que diz respeito à Igreja, a concepção mais acessível ao espírito humano é a de uma comunidade de crentes. Quem crê em Jesus Cristo e no seu Evangelho e espera o cumprimento das suas promessas, quem se encontra ligado a Ele por um sentimento de amor e obedece aos seus mandamentos, deve estar unido a todos quantos partilham o mesmo espírito por uma profunda comunhão espiritual e uma ligação de amor. Aqueles que seguiram o Senhor durante a sua passagem pela Terra foram os primeiros sarmentos da comunidade cristã; foram eles que a difundiram e que transmitiram em herança, na sucessão dos tempos, até aos nossos dias, as riquezas da fé de onde retiravam a respectiva coesão.

Mas até uma comunidade humana natural pode ser já muito mais do que uma simples associação de indivíduos distintos; pode ser uma estreita harmonia que vai a ponto de se tornar uma unidade orgânica; o mesmo se aplica, ainda com maior verdade, à comunidade sobrenatural que é a Igreja. A união da alma com Cristo é diferente da comunhão entre duas pessoas terrenas; esta união, iniciada no baptismo e constantemente reforçada pelos outros sacramentos, é uma integração e um arremesso de seiva, como nos diz o símbolo da videira e dos ramos. Este acto de união com Cristo pressupõe uma aproximação membro a membro entre todos os cristãos. Assim, a Igreja toma a figura do Corpo Místico de Cristo. Esse corpo é um corpo vivo e o espírito que o anima é o Espírito de Cristo que, partindo da cabeça, se comunica a todos os membros (Ef 5,23.30); o espírito que emana de Cristo é o Espírito Santo, e a Igreja é por isso templo do Espírito Santo (Ef 2,21-22).







segunda-feira, 25 de abril de 2016

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Terça-feira, dia 26 de Abril de 2016

Terça-feira da 5ª semana da Páscoa

Santo Anacleto (Cleto), papa, mártir, séc. I, S. Pedro de Rates, mártir, 1º bispo de Braga, séc. I (?)

Comentário do dia
São Columbano : «Dou-vos a minha paz»

Actos 14,19-28.

Naqueles dias, chegaram uns judeus de Antioquia e de Icónio, que aliciaram a multidão, apedrejaram Paulo e arrastaram-no para fora da cidade, dando-o por morto.
Mas, tendo-se reunido os discípulos à sua volta, ele ergueu-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu com Barnabé para Derbe.
Depois de terem anunciado a boa nova a esta cidade e de terem feito numerosos discípulos, Paulo e Barnabé voltaram a Listra, a Icónio e a Antioquia.
Iam fortalecendo as almas dos discípulos e exortavam-nos a permanecerem firmes na fé, «porque __ diziam eles __ temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no reino de Deus».
Estabeleceram anciãos em cada Igreja, depois de terem feito orações acompanhadas de jejum, e encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham acreditado.
Atravessaram então a Pisídia e chegaram à Panfília;
depois, anunciaram a palavra em Perga e desceram até Atalia.
De lá embarcaram para Antioquia, de onde tinham partido, confiados na graça de Deus, para a obra que acabavam de realizar.
À chegada, convocaram a Igreja, contaram tudo o que Deus fizera com eles e como abrira aos gentios a porta da fé.
Demoraram-se ali bastante tempo com os discípulos.


João 14,27-31a.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem intimide o vosso coração.
Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu.
Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis».
Já não falarei muito convosco, porque vai chegar o príncipe deste mundo. Ele nada pode contra Mim,
mas é para que o mundo saiba que amo o Pai e faço como o Pai Me ordenou».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Columbano (563-615), monge, fundador de mosteiros
Instrução 11

«Dou-vos a minha paz»

Moisés escreveu na Lei: «Deus fez o homem à sua imagem e à sua semelhança» (Gn 1,26). [...] Cabe-nos pois reflectir, para o Nosso Deus e nosso Pai, a imagem da sua santidade. {...] Não sejamos pintores de uma imagem diferente [...] e, para que não inscrevamos em nós a imagem do orgulho, deixemos que o próprio Cristo pinte em nós a sua imagem. Ele pintou-a quando disse: «Dou-vos a paz. Deixo-vos a minha paz.»

Mas de que nos serve saber que essa paz é boa, se não cuidamos dela? Aquilo que é bom habitualmente é frágil; e os bens preciosos reclamam cuidados maiores e uma atenção mais vigilante. Muito frágil é a paz que se pode perder por uma palavras apressada ou uma pequena mágoa infligida a um irmão. Ora, nada agrada mais aos homens do que falar a despropósito e ocupar-se do que não lhes diz respeito, proferir discursos vãos e criticar os ausentes. Daí que aqueles que não podem dizer: «O Senhor deu-me a língua dum discípulo para que eu saiba reconfortar pela palavra aquele que está abatido» (Is 50,4) devem calar-se ou, se dizem alguma palavra, que seja uma palavra de paz. [...] «A plenitude da lei é o amor» (Rom 13,8). Que se digne inspirá-lo em nós o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, autor da paz e Deus do amor.







domingo, 24 de abril de 2016

simascatarina@portugalmail.pt


Segunda-feira, dia 25 de Abril de 2016

S. Marcos Evangelista, festa

S. Marcos, evangelista, Santa Maria Eufrásia Pelletier, virgem, fundadora, +1868

Comentário do dia
Santo Ireneu de Lyon : «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura»

1 Pedro 5,5b-14.

Revesti-vos de humildade, uns para com os outros, porque «Deus resiste aos soberbos e dá a graça aos humildes».
Humilhai-vos sob a poderosa mão de Deus, para que Ele vos exalte no tempo oportuno.
Confiai-Lhe todas as vossas preocupações, porque Ele vela por vós.
Sede sóbrios e vigiai. O vosso inimigo, o diabo, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar.
Resisti-lhe, firmes na fé, sabendo que os vossos irmãos espalhados pelo mundo suportam os mesmos sofrimentos.
O Deus de toda a graça, que vos chamou para a sua eterna glória em Cristo, depois de terdes sofrido um pouco, vos restabelecerá, vos aperfeiçoará, vos fortificará e vos tornará inabaláveis.
A Ele o poder e a glória pelos séculos dos séculos. Ámen.
Foi por meio de Silvano, a quem considero irmão de confiança, que vos escrevi estas breves palavras, para vos exortar e assegurar que é esta a verdadeira graça de Deus. Permanecei firmes nela.
Saúda-vos a comunidade estabelecida em Babilónia, eleita como vós, e também Marcos, meu filho.
Saudai-vos uns aos outros com o ósculo da caridade. Paz a todos os que estais em Cristo.


Marcos 16,15-20.

Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes: «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura.
Quem acreditar e for batizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado.
Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demónios em meu nome; falarão novas línguas;
se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados».
E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus.
Eles partiram a pregar por toda a parte, e o Senhor cooperava com eles, confirmando a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208), bispo, teólogo, mártir
Contra as heresias, III, 1

«Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura»

O Senhor de todas as coisas deu aos seus apóstolos o poder de proclamarem o Evangelho. E é através deles que conhecemos a verdade, isto é, os ensinamentos do Filho de Deus. Foi a eles que o Senhor disse: «Quem vos ouve é a Mim que ouve, e quem vos rejeita é a Mim que rejeita; mas quem Me rejeita, rejeita Aquele que Me enviou» (Lc 10,16). Porque nós só conhecemos o plano da nossa salvação através daqueles que nos fizeram chegar o Evangelho, não por outros.

Este Evangelho foi primeiro pregado pelos apóstolos. Depois, por vontade de Deus, eles transmitiram-no-lo nas Escrituras, para que se tornasse «coluna e sustentáculo» da nossa fé (1Tim 3,15). Não podemos dizer que o pregaram antes de terem dele um conhecimento perfeito, como alguns se atrevem a afirmar, esses que se arvoram em correctores dos apóstolos. Com efeito, depois de Nosso Senhor ter ressuscitado de entre os mortos e de terem sido «revestidos com a força do Alto» (Lc 24,49) pela vinda do Espírito Santo, os apóstolos ficaram cheios de certezas acerca de tudo, possundo pois um conhecimento perfeito. Foram então «até aos confins do mundo» (Sl 18,5; Rom 10,18) proclamar a Boa Nova dos bens que nos vêm de Deus e anunciar aos homens a paz do Céu. E todos eles possuíam igualmente o Evangelho de Deus.







sábado, 23 de abril de 2016

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Domingo, dia 24 de Abril de 2016

5º Domingo da Páscoa - Ano C
Quinto Domingo do Tempo Pascal (semana I do saltério)

S. Fidélis (Fiel) de Sigmaringa, mártir, +1622

Comentário do dia
Beata Teresa de Calcutá : «Que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei.»

Actos 14,21b-27.

Naqueles dias, Paulo e Barnabé voltaram a Listra, a Icónio e a Antioquia.
Iam fortalecendo as almas dos discípulos e exortavam-nos a permanecerem firmes na fé, «porque __ diziam eles __ temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no reino de Deus».
Estabeleceram anciãos em cada Igreja, depois de terem feito orações acompanhadas de jejum, e encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham acreditado.
Atravessaram então a Pisídia e chegaram à Panfília;
depois, anunciaram a palavra em Perga e desceram até Atalia.
De lá embarcaram para Antioquia, de onde tinham partido, confiados na graça de Deus, para a obra que acabavam de realizar.
À chegada, convocaram a Igreja, contaram tudo o que Deus fizera com eles e como abrira aos gentios a porta da fé.


Apoc. 21,1-5a.

Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido, e o mar já não existia.
Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, bela como noiva adornada para o seu esposo.
Do trono ouvi uma voz forte que dizia: «Eis a morada de Deus com os homens. Deus habitará com os homens: eles serão o seu povo, e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus.
Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos; nunca mais haverá morte nem luto, nem gemidos nem dor, porque o mundo antigo desapareceu».
Disse então Aquele que estava sentado no trono: «Vou renovar todas as coisas».


João 13,31-33a.34-35.

Quando Judas saiu do Cenáculo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora foi glorificado o Filho do homem, e Deus foi glorificado n'Ele.
Se Deus foi glorificado n'Ele, Deus também O glorificará em Si mesmo e glorificá-l'O-á sem demora.
Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco.
Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros.
Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«A Simple Path»

«Que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei.»

Digo sempre que o amor começa em casa. Primeiro está a família, depois a cidade. É fácil fingir amar as pessoas que estão longe; mas é muito menos fácil amar aqueles que vivem connosco ou que estão muito perto de nós. Desconfio dos grandes projectos impessoais, porque o importante são as pessoas. Para se amar alguém, é preciso estar perto dessa pessoa. Toda a gente precisa de amor. Todos nós precisamos de saber que temos importância para os outros e que temos um valor inestimável aos olhos de Deus.

Cristo disse: «Que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei.» E disse também: «Aquilo que fizerdes ao mais pequeno dos meus irmãos, a Mim o fazeis» (Mt 25,40). É a Ele que amamos em cada pobre, e todos os seres humanos são pobres de alguma coisa. Disse Ele também: «Tive fome e destes-Me de comer, estava nu e vestistes-Me» (Mt 25,35). Recordo sempre às minhas irmãs e aos nossos irmãos que o nosso dia consiste em passar as vinte e quatro horas com Jesus.









sexta-feira, 22 de abril de 2016

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Sabado, dia 23 de Abril de 2016

Sábado da 4ª semana da Páscoa

S. Jorge, mártir, +303, Santo Adalberto de Praga, bispo, mártir, +997

Comentário do dia
Orígenes : «Tudo quanto pedirdes em meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.»

Actos 13,44-52.

No segundo sábado em que Paulo e Barnabé estiveram em Antioquia da Pisídia, reuniu-se quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus.
Ao verem a multidão, os judeus encheram-se de inveja e responderam com blasfémias.
Corajosamente, Paulo e Barnabé declararam: «Era a vós que devia ser anunciada primeiro a palavra de Deus. Uma vez, porém, que a rejeitais e não vos julgais dignos da vida eterna, voltamo-nos para os gentios,
pois assim nos mandou o Senhor: 'Fiz de ti a luz das nações, para levares a salvação até aos confins da terra'».
Ao ouvirem estas palavras, os gentios encheram-se de alegria e glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que estavam destinados à vida eterna abraçaram a fé,
e a palavra do Senhor divulgava-se por toda a região.
Mas os judeus, instigando algumas senhoras piedosas mais distintas e os homens principais da cidade, desencadearam uma perseguição contra Paulo e Barnabé e expulsaram-nos do seu território.
Estes, sacudindo contra eles o pó dos seus pés, seguiram para Icónio.
Entretanto, os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.


João 14,7-14.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes».
Disse-Lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta».
Respondeu-lhe Jesus: «Há tanto tempo estou convosco e não Me conheces, Filipe? Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: 'Mostra-nos o Pai'?
Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim? As palavras que vos digo, não as digo por Mim próprio, mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras.
Acreditai-Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim. Acreditai ao menos pelas minhas obras.
Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai.
E tudo quanto pedirdes em meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
Se pedirdes alguma coisa em meu nome, Eu a farei».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Orígenes (c. 185-253), presbítero, teólogo
A Oração, 31

«Tudo quanto pedirdes em meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.»

Parece-me que quem se dispõe a orar deverá recolher-se e procurar preparar-se, para conseguir estar mais atento e concentrado durante a oração. Deve também afastar do seu pensamento a ansiedade e a perturbação, e esforçar-se por recordar a grandeza de Deus, de quem se aproxima, considerando que será ímpio apresentar-se na sua presença sem a necessária atenção, sem algum esforço, mas com uma espécie de ligeireza; deve, enfim, rejeitar pensamentos excêntricos.

Ao começar a oração, devemos, digamos assim, apresentar a alma antes das mãos, erguer a Deus o espírito antes dos olhos, libertar o espírito da terra antes de o elevarmos para o oferecer ao Senhor do universo, enfim, depor quaisquer ressentimentos por ofensas que creiamos ter sofrido, se de facto desejamos que Deus esqueça o mal que cometemos contra Ele, contra os nossos semelhantes, ou contra a boa razão.

Dado que podem ser muitas as atitudes do corpo, o gesto de erguer as mãos e os olhos aos céus deve claramente ser preferido a todos os outros, para assim exprimirmos no corpo a imagem das disposições da alma durante a oração [...], mas as circunstâncias podem por vezes levar-nos a rezar sentados [...] ou mesmo deitados [...]. Por seu turno, a oração de joelhos torna-se necessária sempre que acusamos os nossos pecados diante de Deus, e Lhe suplicamos que deles nos cure e nos absolva. Essa atitude é o símbolo da humilhação e da submissão de que fala Paulo, quando escreve: «É por isso que eu dobro os joelhos diante do Pai, do qual recebe o nome toda a paternidade nos céus e na terra» (Ef 3,14-15). Trata-se da genuflexão espiritual, assim chamada porque todas as criaturas adoram a Deus no nome de Jesus a Ele se submetem humildemente. O apóstolo Paulo parece fazer uma alusão a isso quando diz: «Para que, ao nome de Jesus, se dobrem todos os joelhos, os dos seres que estão no céu, na terra e debaixo da terra» (Fil 2,10).







quinta-feira, 21 de abril de 2016

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Sexta-feira, dia 22 de Abril de 2016

Sexta-feira da 4ª semana da Páscoa

S. Sotero, papa, mártir, +174, Santa Senhorinha, virgem, +982

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Ninguém vai ao Pai senão por Mim.»

Actos 13,26-33.

Naqueles dias, disse Paulo na sinagoga de Antioquia da Pisídia: «Irmãos, descendentes de Abraão e todos vós que temeis a Deus, a nós foi dirigida esta palavra da salvação.
Na verdade, os habitantes de Jerusalém e os seus chefes não quiseram reconhecer Jesus, mas, condenando-O, cumpriram as palavras dos Profetas que se leem cada sábado.
Embora não tivessem encontrado nada que merecesse a morte, pediram a Pilatos que O mandasse matar.
Cumprindo tudo o que estava escrito acerca d'Ele, desceram-no da cruz e depuseram-n'O no sepulcro.
Mas Deus ressuscitou-O dos mortos
e Ele apareceu durante muitos dias àqueles que tinham subido com Ele da Galileia a Jerusalém e são agora suas testemunhas diante do povo.
Nós vos anunciamos a boa nova de que a promessa feita a nossos pais,
Deus a cumpriu para nós, seus filhos, ressuscitando Jesus, como está escrito no salmo segundo: 'Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei'».


João 14,1-6.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim.
Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar?
Quando Eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também.
Para onde Eu vou, conheceis o caminho».
Disse-Lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?»
Respondeu-lhe Jesus: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Sermão 142

«Ninguém vai ao Pai senão por Mim.»

«Eu sou o caminho, a verdade e a vida.» Cristo parece dizer-nos: «Por onde queres passar? Eu sou o caminho. Onde queres chegar? Eu sou a verdade. Onde queres ficar? Eu sou a vida.» Caminhemos pois em plena segurança por este caminho; e, fora do caminho, tenhamos cuidado com as armadilhas. Porque dentro do caminho o inimigo não ousa atacar - o caminho é Cristo -, mas fora do caminho monta os seus ardis. [...}

O nosso caminho é Cristo na sua humildade; Cristo verdade e vida é Cristo na sua grandeza, na sua divindade. Se seguires o caminho da humildade, chegarás ao Altíssimo; se, na tua fraqueza, não desprezares a humildade, permanecerás cheio de força no Altíssimo. Porque foi que Cristo tomou o caminho da humildade? Foi por causa da tua fraqueza, que era um obstáculo intransponível; foi para te libertar dela que tão grande médico veio a ti. Tu não podias ir até ele; por isso, veio Ele até ti. Veio ensinar-te a humildade, que é um caminho de regresso, porque era o orgulho que nos impedia de retornar à vida que o mesmo orgulho nos tinha feito perder. [...]      

Assim, tornando-Se nosso caminho, Jesus grita-nos: «Entrai pela porta estreita!» (Mt 7,13). O homem esforça-se por entrar, mas o inchaço do orgulho impede-o de tal. Aceitemos o remédio da humildade, bebamos esse medicamento amargo, mas salutar. [...] O homem inchado de orgulho pergunta: «Como poderei entrar?» Cristo responde-lhe: «Eu sou o caminho, entra por Mim. Eu sou a porta (Jo 10,7), porque procuras noutro sítio?» Para que não te percas, Ele fez-Se tudo por ti e diz-te: «Sê humilde, sê manso» (Mt 11,29).      







quarta-feira, 20 de abril de 2016

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Quinta-feira, dia 21 de Abril de 2016

Quinta-feira da 4ª semana da Páscoa

Santo Anselmo de Cantuária, bispo, Doutor da Igreja, +1109,, S. Romano Adame, presbítero, mártir, +1927

Comentário do dia
Santa Teresinha do Menino Jesus : «Quem recebe aquele que Eu enviar, a Mim recebe; e quem Me recebe a Mim, recebe Aquele que Me enviou.»

Actos 13,13-25.

Naqueles dias, Paulo e os seus companheiros largaram de Pafos e dirigiram-se a Perga da Panfília. Mas João Marcos separou-se deles para voltar a Jerusalém.
Eles prosseguiram de Perga e chegaram a Antioquia da Pisídia. A um sábado, entraram na sinagoga e sentaram-se.
Depois da leitura da Lei e dos Profetas, os chefes da sinagoga mandaram-lhes dizer: «Irmãos, se tendes alguma exortação a fazer ao povo, falai».
Paulo levantou-se, fez sinal com a mão e disse: «Homens de Israel e vós que temeis a Deus, escutai:
O Deus deste povo de Israel escolheu os nossos pais e fez deles um grande povo, quando viviam como estrangeiros na terra do Egipto. Com seu braço poderoso tirou-os de lá
e durante quarenta anos sustentou-os no deserto e,
depois de exterminadas sete nações na terra de Canaã, deu essas terras como herança ao seu povo.
Tudo isto durou cerca de quatrocentos e cinquenta anos. Em seguida, deu-lhes juízes até ao profeta Samuel.
Então o povo pediu um rei e Deus concedeu-lhes Saul, filho de Cis, da tribo de Benjamim, que reinou durante quarenta anos.
Depois, tendo-o rejeitado, suscitou-lhes David como rei, de quem deu este testemunho: 'Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará sempre a minha vontade'.
Da sua descendência, como prometera, Deus fez nascer Jesus, o Salvador de Israel.
João tinha proclamado, antes da sua vinda, um batismo de penitência a todo o povo de Israel.
Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: 'Eu não sou quem julgais; mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés'.


João 13,16-20.

Naquele tempo, quando Jesus acabou de lavar os pés aos seus discípulos, disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: O servo não é maior do que o seu senhor, nem o enviado é maior do que aquele que o enviou.
Sabendo isto, sereis felizes se o puserdes em prática.
Não falo de todos vós: Eu conheço aqueles que escolhi; mas tem de cumprir-se a Escritura, que diz: 'Quem come do meu pão levantou contra Mim o calcanhar'.
Desde já vo-lo digo antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis que Eu Sou.
Em verdade, em verdade vos digo: Quem recebe aquele que Eu enviar, a Mim recebe; e quem Me recebe a Mim, recebe Aquele que Me enviou».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja
Manuscrito autobiográfico B, 2vº-3vº

«Quem recebe aquele que Eu enviar, a Mim recebe; e quem Me recebe a Mim, recebe Aquele que Me enviou.»

Ser tua esposa, ó Jesus, ser carmelita, ser, pela minha união contigo, mãe das almas, deveria bastar-me. Mas não é assim. Sem dúvida que estes três privilégios - carmelita, esposa e mãe - são a minha vocação; contudo, sinto em mim outras vocações. [...] Sinto a necessidade, o desejo de realizar para Ti, Jesus, as obras mais heróicas. [...] Apesar da minha pequenez, queria iluminar as almas como os profetas e os doutores; tenho vocação para ser apóstola. Queria percorrer a Terra, pregar o teu nome e implantar no solo infiel a tua cruz gloriosa, mas, ó meu Bem-Amado, uma única missão não me seria suficiente; queria, ao mesmo tempo, anunciar o Evangelho nos cinco cantos do mundo e até nas ilhas mais remotas. Queria ser missionária, não só durante alguns anos, mas desde a criação do mundo até à consumação dos séculos. [...] Ó meu Jesus! A todas as minhas tolices, o que vais responder? Haverá alma mais pequena, mais impotente do que a minha? E contudo, precisamente por causa da minha fraqueza, Tu quiseste, Senhor, encher-me dos meus desejozinhos infantis, e queres agora encher-me de outros desejos, maiores que o universo. [...] Compreendi que o amor continha todas as vocações, que o amor era tudo, que abraçava todos os tempos e lugares; numa palavra, que ele era a vida eterna. [...] A minha vocação, descobri enfim, é o amor.







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