sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

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Sabado, dia 21 de Janeiro de 2017

Sábado da 2ª semana do Tempo Comum

Santa Inês, v. m., +304

Comentário do dia
Santa Teresa de Calcutá : Jesus feito nosso alimento

Heb. 9,2-3.11-14.

Irmãos: Na primeira aliança, tinha-se construído um tabernáculo, o primeiro tabernáculo, chamado o "Santo", no qual estavam o lampadário, a mesa e os pães da proposição.
Por detrás do segundo véu, havia outro tabernáculo, chamado "Santo dos Santos".
Mas Cristo veio como sumo sacerdote dos bens futuros. Atravessou o tabernáculo maior e mais perfeito, que não foi feito por mãos humanas, nem pertence a este mundo, e entrou de uma vez para sempre no Santuário.
e entrou de uma vez para sempre no Santuário. Não derramou sangue de cabritos e novilhos, mas o seu próprio Sangue, e alcançou-nos uma redenção eterna.
Na verdade, se o sangue de cabritos e de toiros e a cinza de vitela, aspergidos sobre os que estão impuros, os santificam em ordem à pureza legal,
quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno Se ofereceu a Deus como vítima sem mancha, purificará a nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!


Marcos 3,20-21.

Naquele tempo, Jesus chegou a casa com os seus discípulos. E de novo acorreu tanta gente, que eles nem sequer podiam comer.
Ao saberem disto, os parentes de Jesus puseram-se a caminho para O deter, pois diziam: «Está fora de Si».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santa Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«Não há maior amor»

Jesus feito nosso alimento

Quando Jesus veio a este mundo, amou-o tão intensamente, que deu a sua vida por ele. E de que maneira? Convertendo-Se em Pão da Vida: fez-Se para nós pequeno, frágil, desarmado. As migalhas do pão são tão pequenas, que até um bebé pode mastigá-las, até um moribundo pode comê-las. Ele converteu-Se em Pão da Vida para saciar o nosso apetite de Deus, a nossa fome de Amor.

Parece-me que nunca poderíamos chegar a amar a Deus se Jesus não Se tivesse feito um de nós. E foi para nos tornar capazes de amar a Deus que Ele Se fez um de nós, em tudo exceto no pecado. Criados à imagem de Deus, fomos feitos para amar, porque Deus é amor. Pela sua Paixão, Jesus ensinou-nos a perdoar por amor, a esquecer por humildade.

Vai ao encontro de Jesus e encontrarás a paz.







quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

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Sexta-feira, dia 20 de Janeiro de 2017

Sexta-feira da 2ª semana do Tempo Comum

S. Fabião (ou Fabiano), p., m., +250, S. Sebastião, m., +288

Comentário do dia
São Bernardo : «Chamou à sua presença aqueles que entendeu […], para andarem com Ele»

Heb. 8,6-13.

Irmãos: Jesus obteve um ministério tanto mais elevado, quanto mais perfeita é a aliança de que Ele é mediador, a qual foi estabelecida sobre melhores promessas.
De facto, se a primeira aliança fosse irrepreensível, não haveria lugar para uma segunda.
É em tom de censura que Deus lhes declara: "Dias virão - diz o Senhor - em que Eu estabelecerei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.
Não será como a aliança que fiz com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egipto. Como eles não permaneceram na minha aliança, também Eu Me desinteressei deles - diz o Senhor - .
Esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel depois daqueles dias - diz o Senhor - : Hei-de imprimir as minhas leis no seu espírito e gravá-las no seu coração; Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
Ninguém terá de instruir o seu próximo nem o seu irmão, dizendo: 'Conhece o Senhor'. Porque todos Me conhecerão, desde o maior ao mais pequeno.
Serei indulgente para com as suas faltas e não mais recordarei os seus pecados".
Assim, ao falar de nova aliança, Deus declara antiquada a primeira. Ora aquilo que se torna antigo e envelhece está prestes a desaparecer.


Marcos 3,13-19.

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte. Chamou à sua presença aqueles que entendeu e eles aproximaram-se.
Escolheu doze, para andarem com Ele e para os enviar a pregar,
com poder de expulsar demónios.
Escolheu estes doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro;
Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, isto é, «Filhos do trovão»;
André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago de Alfeu, Tadeu, Simão o Cananeu
e Judas Iscariotes, que depois O traiu.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja
Homilias sobre o Cântico dos Cânticos, n.º 84, 1.5

«Chamou à sua presença aqueles que entendeu […], para andarem com Ele»

«Toda a noite procurei aquele que o meu coração ama» (Ct 3,1). Quão grande é o bem de procurar a Deus ! Pela minha parte, penso mesmo que não há bem maior. Sendo o primeiro dos dons de Deus, este é também a última etapa. É dom que não se acrescenta a qualquer outra virtude, porque nenhuma lhe é anterior. Pois que virtude poderíamos atribuir àquele que não procura a Deus, e que limite poderíamos pôr à procura de Deus? «Buscai sempre a sua face», diz um salmo (104,4). Creio que, mesmo quando O tivermos encontrado, não cessaremos de O procurar.

Não é a percorrer muitos lugares que procuramos a Deus, mas a desejá-lo. Porque a felicidade de O termos encontrado não apaga o desejo mas, pelo contrário, fá-lo crescer. A consumpção da alegria […] é como azeite no fogo, pois o desejo é uma chama. A alegria será completa (Jo 15,11) mas o desejo não terá fim, nem, portanto, terá fim a procura.

Que cada alma que procura a Deus saiba, porém, que Deus Se lhe antecipou, pois a procurou antes de ela se ter posto a procurá-lo. […] É a isto que vos chama a bondade daquele que Se vos antecipa, esse que, antes de todos, vos procurou, e antes de todos vos amou. Portanto, se não tivésseis sido primeiro procurados, de maneira alguma O procuraríeis; se não tivésseis sido primeiro amados por Ele, de maneira alguma O amaríeis. Não fostes antecipados por uma só graça, mas por duas: pelo amor e pela procura. O amor é a causa da procura; a procura é o fruto do amor, e é também a prova deste. Por causa do amor não temeis ser procurados. E porque fostes procurados não vos queixareis de ser amados em vão.







quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

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Quinta-feira, dia 19 de Janeiro de 2017

Quinta-feira da 2ª semana do Tempo Comum

Beatos Tiago Sales, presbítero, e Guilherme Saultemouche, religioso, mártires da Eucaristia, +1593, Beatos José Imbert, João-Nicolau Cordier,Tiago Bonnaud e companheiros, mártires da Revolução Francesa (séc. XVIII), S. Canuto, rei, m., +1086, Santos Mário, Marta e filhos, mm., +270

Comentário do dia
Santo Efrém : «Veio ter com Jesus uma grande multidão, por ouvir contar tudo o que Ele fazia»

Heb. 7,25-28.8,1-6.

Irmãos: Jesus pode salvar para sempre aqueles que por seu intermédio se aproximam de Deus, porque vive perpetuamente para interceder por eles.
Tal era, na verdade, o sumo sacerdote que nos convinha: santo, inocente, sem mancha, separado dos pecadores e elevado acima dos céus,
que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiro pelos seus próprios pecados, depois pelos pecados do povo, porque o fez de uma vez para sempre quando Se ofereceu a Si mesmo.
A Lei constitui sumos sacerdotes homens revestidos de fraqueza, mas a palavra do juramento, posterior à Lei, estabeleceu o Filho sumo sacerdote perfeito para sempre.
O ponto principal de tudo quanto acabamos de dizer é este: Nós temos um sumo sacerdote que está sentado nos Céus, à direita do trono da divina majestade.
Ele é ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, que foi construído pelo Senhor e não pelo homem.
Na verdade, todo o sumo sacerdote é constituído para oferecer oblações e sacrifícios; por isso era necessário que Jesus tivesse também alguma coisa para oferecer.
Ora, se Ele estivesse na terra, nem sequer seria sacerdote, porque há outros que oferecem as oblações segundo a Lei.
Estes exercem um culto que é apenas imagem e sombra das realidades celestes, conforme foi divinamente revelado a Moisés, quando estava para construir o tabernáculo: "Olha - disse-lhe o Senhor - farás tudo segundo o modelo que te foi mostrado no monte".
Mas Jesus obteve um ministério tanto mais elevado, quanto mais perfeita é a aliança de que Ele é mediador, a qual foi estabelecida sobre melhores promessas.


Marcos 3,7-12.

Naquele tempo, Jesus retirou-Se com os seus discípulos a caminho do mar e acompanhou-O uma numerosa multidão que tinha vindo da Galileia.
Também da Judeia e de Jerusalém, da Idumeia e da Transjordânia e dos arredores de Tiro e de Sidónia, veio ter com Jesus uma grande multidão, por ouvir contar tudo o que Ele fazia.
Disse então aos seus discípulos que Lhe preparassem uma barca, para que a multidão não O apertasse.
Como tinha curado muita gente, todos os que sofriam de algum padecimento corriam para Ele, a fim de Lhe tocarem.
Os espíritos impuros, quando viam Jesus, caíam a seus pés e gritavam: «Tu és o Filho de Deus».
Ele, porém, proibia-lhes severamente que o dessem a conhecer.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja
Diatesseron, oração final

«Veio ter com Jesus uma grande multidão, por ouvir contar tudo o que Ele fazia»

Ó misericórdias, enviadas e derramadas sobre todos os homens! É em Ti que elas permanecem , Senhor, Tu que, na tua piedade para com os homens, foste ao seu encontro, abrindo-lhes os tesouros das tuas misericórdias pela tua morte. [...] Com efeito, o teu ser profundo está escondido aos olhos dos homens, mas fica esboçado em pequenos movimentos. As tuas obras fornecem-nos o esboço do seu Autor, tal como as criaturas nos designam o seu Criador (Sb 13,1; Rom 1,20), para que possamos tocar naquele que Se oculta à investigação intelectual mas Se revela nos seus dons. É difícil estarmos presentes a Ele face a face, mas é fácil aproximarmo-nos dele.       

As nossas ações de graças são insuficientes, mas nós Te adoramos em todas as coisas, por causa do teu amor para com todos os homens. Distingues cada um de nós pelo mais fundo do nosso ser invisível, a nós que estamos todos ligados nas nossas fundações pela natureza única de Adão. [...] Nós Te adoramos, a Ti que colocaste cada um de nós neste mundo, que nos confiaste tudo o que nele se encontra e que nos retirarás dele numa hora que não conhecemos. Nós Te adoramos, a Ti que puseste a palavra na nossa boca, para que pudéssemos apresentar-Te os nossos pedidos. Adão Te aclama, ele que repousa em paz, e nós, sua posteridade, aclamamos-Te com ele, pois todos somos beneficiários da tua graça. Os ventos Te louvam [...], a terra Te louva [...], os mares Te louvam [...], as árvores Te louvam [...], as plantas e as flores Te bendizem também. [...] Que todas as coisas se juntem e unam as suas vozes para Te louvar, ultrapassando-se umas às outras nas ações de graças por todas as tuas bondades e unindo-se na paz para Te bendizer; que todas as coisas juntas elevem para Ti uma obra de louvor.

A nós, cabe-nos tender para Ti com toda a nossa vontade; a Ti cabe-Te derramar sobre nós um pouco da tua plenitude, para que a tua verdade nos converta e assim desapareça a nossa fraqueza que, sem a tua graça, não pode alcançar-Te, ó Senhor de todos os dons.            







terça-feira, 17 de janeiro de 2017

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Quarta-feira, dia 18 de Janeiro de 2017

Quarta-feira da 2ª semana do Tempo Comum

Santa Margarida da Hungria, v., +1270, Santa Prisca ou Priscila, v. m., +séc. I(?)

Comentário do dia
Santa Faustina Kowalska : «Entristecido com a dureza dos seus corações»

Heb. 7,1-3.15-17.

Irmãos: Melquisedec, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, foi ao encontro de Abraão, quando este regressava vitorioso do combate contra os reis; ele abençoou Abraão
e Abraão deu-lhe o dízimo de todos os despojos. O seu nome significa em primeiro lugar "rei de justiça", mas também "rei de Salém", isto é, "rei de paz".
Aparece sem pai, nem mãe, nem genealogia, sem princípio de seus dias, nem fim da sua vida; semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre.
Assim se torna bem evidente que a perfeição não veio por meio do sacerdócio levítico, uma vez que, à semelhança de Melquisedec, surge outro sacerdote instituído,
não em virtude de uma lei humana, mas por força de uma vida imortal.
É d'Ele que se dá este testemunho: "Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec".


Marcos 3,1-6.

Jesus entrou de novo na sinagoga, onde estava um homem com uma das mãos atrofiada.
Os fariseus observavam Jesus para verem se Ele ia curá-lo ao sábado e poderem assim acusá-l'O.
Jesus disse ao homem que tinha a mão atrofiada: «Levanta-te e vem aqui para o meio».
Depois perguntou-lhes: «Será permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?». Mas eles ficaram calados.
Então, olhando-os com indignação e entristecido com a dureza dos seus corações, disse ao homem: «Estende a mão». Ele estendeu-a e a mão ficou curada.
Os fariseus, porém, logo que saíram dali, reuniram-se com os herodianos para deliberarem como haviam de acabar com Ele.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santa Faustina Kowalska (1905-1938), religiosa
Diário, Fátima, Ed. Marianos Imaculada Conceição, 2003, § 72

«Entristecido com a dureza dos seus corações»

Jesus, verdade eterna, nossa vida, invoco e suplico a vossa misericórdia para os pobres pecadores. Ó dulcíssimo Coração do meu Senhor, cheio de compaixão e insondável misericórdia, imploro-Vos pelos pobres pecadores. Ó Coração Sacratíssimo, fonte de misericórdia da qual brotam raios de luz incompreensíveis para todo o género humano, suplico-Vos luz para os pobres pecadores. Ó Jesus, lembrai-Vos da vossa amarga Paixão e não permitais que se percam almas remidas com o vosso Preciosíssimo e Sacratíssimo Sangue. Ó Jesus, quando medito sobre o grande mérito do vosso Sangue, rejubilo com a sua imensidade, pois uma só gota teria sido suficiente para todos os pecadores. Embora o pecado seja um abismo de maldade e de ingratidão, contudo a dádiva entregue por nós nunca lhe é comparável. Por isso, que toda a alma confie na Paixão do Senhor, que tenha esperança na misericórdia, que Deus a ninguém negará a sua misericórdia. O céu e a terra poderão passar, mas não se esgotará a misericórdia divina. Oh, como se consome de alegria o meu coração quando contemplo essa vossa inconcebível bondade, ó meu Jesus! Desejo trazer a vossos pés todos os pecadores, para que louvem a vossa misericórdia pelos séculos sem fim.







segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

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Terça-feira, dia 17 de Janeiro de 2017

Terça-feira da 2ª semana do Tempo Comum

Santo Antão, abade, +356

Comentário do dia
Santo Aelredo de Rievaulx : «O sábado foi feito para o homem»

Heb. 6,10-20.

Irmãos: Deus não é injusto. Ele não pode esquecer o vosso trabalho e o amor que mostrastes pelo seu nome, colocando-vos ao serviço dos santos, no passado e no presente.
Desejamos, porém, que cada um de vós mostre o mesmo zelo, mantendo intacta a sua esperança até ao fim,
de modo que não vos torneis tíbios, mas imiteis aqueles que, pela fé e pela esperança, se tornam herdeiros dos bens prometidos.
Quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurar, jurou por Si próprio,
dizendo: "Eu te cumularei de bênçãos e multiplicarei a tua posteridade".
E por ter perseverado pacientemente, Abraão alcançou a realização da promessa.
Os homens, de facto, juram por alguém maior que eles e o juramento é uma garantia que põe fim às suas contendas.
Por isso Deus, querendo mostrar solenemente aos herdeiros da promessa como era imutável o seu desígnio, comprometeu-Se com juramento.
Assim, por dois atos irrevogáveis, nos quais é impossível Deus mentir, nós temos um forte incentivo para nos refugiarmos firmemente na esperança proposta.
Nela tem a nossa alma uma âncora inabalável e segura, que penetra para além do véu,
onde entrou Jesus como nosso precursor, constituído sumo sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec.


Marcos 2,23-28.

Passava Jesus através das searas num dia de sábado e os discípulos, enquanto caminhavam, começaram a apanhar espigas.
Disseram-Lhe então os fariseus: «Vê como eles fazem ao sábado o que não é permitido».
Respondeu-lhes Jesus: «Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os seus companheiros?
Entrou na casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu dos pães da proposição, que só os sacerdotes podiam comer, e também os deu aos companheiros».
E acrescentou: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado.
Por isso, o Filho do homem é também Senhor do sábado».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santo Aelredo de Rievaulx (1110-1167), monge cisterciense
Espelho da Caridade, III, cap. 3

«O sábado foi feito para o homem»

Quando um homem se retira do tumulto exterior para entrar no segredo do seu coração, quando fecha a porta à multidão ruidosa das vaidades e percorre os seus tesouros interiores, quando nada encontra em si mesmo que esteja agitado e desordenado, nada que o atormente e o contrarie, quando tudo nele está cheio de alegria, de harmonia, de paz e de tranquilidade; quando o pequeno mundo dos seus pensamentos, das suas palavras e das suas obras lhe sorri, como a família sorri ao pai numa casa onde reina a ordem e a paz - nessa altura, surge de repente uma segurança maravilhosa. Dessa segurança provém uma alegria extraordinária, dessa alegria resulta um canto de satisfação e de louvor a Deus, louvor esse tanto mais fervoroso, quanto mais claramente se compreende que tudo quanto se tem de bom é dom de Deus.

A comemoração alegre do sábado deve ser precedida de seis dias, isto é, do completamento das obras. Começamos por transpirar praticando boas obras, para em seguida descansarmos na paz da nossa consciência. Dessas obras boas nasce a pureza da consciência, que conduz a um justo amor de si mesmo, que nos permitirá amar o próximo como a nós mesmos (Mt 22,39).







domingo, 15 de janeiro de 2017

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Segunda-feira, dia 16 de Janeiro de 2017

Segunda-feira da 2ª semana do Tempo Comum

S. Berardo, presb., e comp., mm., +1220, S. Marcelo I, papa mártir ,+309

Comentário do dia
Rupert de Deutz : «O noivo está com eles»

Heb. 5,1-10.

Todo o sumo sacerdote, escolhido de entre os homens, é constituído em favor dos homens, nas suas relações com Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados.
Ele pode ser compreensivo para com os ignorantes e os transviados, porque também ele está revestido de fraqueza;
e, por isso, deve oferecer sacrifícios pelos próprios pecados e pelos do seu povo.
Ninguém atribui a si próprio esta honra, senão quem foi chamado por Deus, como Aarão.
Assim também, não foi Cristo que tomou para Si a glória de Se tornar sumo sacerdote; deu-Lha Aquele que Lhe disse: «Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei»,
e como disse ainda noutro lugar: «Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec».
Nos dias da sua vida mortal, Ele dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte, e foi atendido por causa da sua piedade.
Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento
e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna.
Ele que foi proclamado por Deus sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedec.


Marcos 2,18-22.

Naquele tempo, os discípulos de João e os fariseus guardavam o jejum. Vieram perguntar a Jesus: «Por que motivo jejuam os discípulos de João e os fariseus e os teus discípulos não jejuam?».
Respondeu-lhes Jesus: «Podem os companheiros do noivo jejuar, enquanto o noivo está com eles? Enquanto têm o noivo consigo, não podem jejuar.
Dias virão em que o noivo lhes será tirado; nesses dias jejuarão.
Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho, porque o remendo novo arranca parte do velho e o rasgão fica maior.
E ninguém deita vinho novo em odres velhos, porque o vinho acaba por romper os odres e perdem-se o vinho e os odres. Para vinho novo, odres novos».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Rupert de Deutz (c. 1075-1130), monge beneditino
Sobre a Trindade e as Suas Obras, 42; Sobre Isaías, 2,26

«O noivo está com eles»

«Com grande alegria rejubilei no Senhor e o meu coração exulta no meu Deus [...], como o noivo que cinge a fronte com o diadema, como a noiva que se adorna com suas jóias» (Is 61,10). Cabeça e membros, Esposo e Esposa, Cristo e a Igreja, somos um só corpo. De hoje em diante, brilhará para sempre no Cristo Esposo a coroa do triunfo - nele, minha Cabeça, que sofreu algum tempo -, enquanto sobre mim, sua Esposa, luzirão as jóias das suas vitórias e das suas graças.

«Assim como a terra produz os seus gérmenes, e o jardim faz brotar as suas sementes, assim o Senhor Deus fará brilhar a justiça e os hinos diante de todas as nações» (Is 61,11). Ele é o Esposo e eu a Esposa; Ele é o Senhor Deus, eu a sua terra e o seu jardim; Ele é o jardineiro e eu o seu campo. Aquele que, como Criador, é meu Senhor e meu Deus, é também meu jardineiro porque Se fez homem. [...] Assim como o jardineiro planta e rega, e Deus dá o incremento, assim também Aquele que é o Único plantará pela sua humanidade e regará pelo anúncio da Boa Nova, dando o incremento pela sua divindade, graças ao seu Espírito. E eu, a Igreja, farei eclodir o gérmen da justiça, da fé e do louvor a Deus, não somente diante do povo judeu, mas diante de todas as nações. Elas verão as minhas boas obras (Jo 15,1) lendo as palavras e as obras dos patriarcas e dos profetas, ouvindo a voz dos apóstolos, e acolhendo a sua luz; verão e acreditarão e glorificarão o Pai que está no Céu (Mt 5,16).







sábado, 14 de janeiro de 2017

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Domingo, dia 15 de Janeiro de 2017

2º Domingo do Tempo Comum

Beato Luis Variara, presbítero, +1923, Santo Amaro ou Mauro, rel., +584, Santo Arnaldo Janssen, presbítero, fundador, +1909, S. Paulo, eremita, conf., +342, S. Franc. Fernandes de Capillas, presb., m., +1648, S. Plácido, religioso, mártir, +546

Comentário do dia
São João Crisóstomo : «Eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus»

Is. 49,3.5-6.

Disse-me o Senhor: «Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória».
E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe reconduzir Jacob e reunir Israel junto d'Ele. Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor, e Deus é a minha força.
Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».


1 Cor. 1,1-3.

Irmãos: Paulo, por vontade de Deus escolhido para Apóstolo de Cristo Jesus, e o irmão Sóstenes,
à Igreja de Deus que está em Corinto, aos que foram santificados em Cristo Jesus, chamados à santidade, com todos os que invocam, em qualquer lugar, o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso:
A graça e a paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo estejam convosco.


João 1,29-34.

Naquele tempo, João Baptista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
É d'Ele que eu dizia: 'Depois de mim vem um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim'.
Eu não O conhecia, mas foi para Ele Se manifestar a Israel que eu vim batizar na água».
João deu mais este testemunho: «Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e permanecer sobre Ele.
Eu não O conhecia, mas quem me enviou a batizar na água é que me disse: 'Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e permanecer é que batiza no Espírito Santo'.
Ora, eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilia sobre o batismo de Jesus Cristo e sobre a Epifania

«Eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus»

Cristo não Se manifestou a todos os homens no momento do seu nascimento, mas no momento do seu batismo. Até esse dia, poucos O conheciam; quase ninguém sabia da sua existência e quase todos ignoravam quem Ele era. João Batista declarou: «No meio de vós está quem vós não conheceis» (Jo 1,26); e o próprio João partilhava esta ignorância acerca de Cristo até ao dia do seu batismo: «Eu não O conhecia, mas quem me enviou a batizar na água é que me disse: 'Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer é que batiza no Espírito Santo'» […].

Com efeito, que razão dá João para o batismo do Senhor? Era, diz ele, para que todos O conhecessem. E São Paulo observa: «João Batista ministrou apenas um batismo de penitência, dizendo ao povo que cresse naquele que iria chegar depois dele» (At 19,4). Foi por isso que Jesus recebeu o batismo de João. Ir de casa em casa apresentar Cristo dizendo que era o Filho de Deus seria, para João, dar dificílimo testemunho; conduzi-Lo até à sinagoga e designá-Lo como Salvador teria sido um testemunho pouco credível. É no meio da multidão reunida na margem do Jordão que Jesus recebe dos altos céus o testemunho claramente expresso: o Espírito Santo descendo sobre Ele na forma de uma pomba. E isto confirma o testemunho de João, sem quaisquer dúvidas.

«Eu não O conhecia», afirma João. Quem te fez conhecê-Lo? «Aquele que me enviou a batizar». E que te disse Ele? «Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer é que batiza no Espírito Santo». É portanto o Espírito Santo que a todos revela Aquele de quem João pregou maravilhas, descendo dos céus para, com suas asas de pomba, O designar.







sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

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Sabado, dia 14 de Janeiro de 2017

Sábado da 1a semana do Tempo Comum

Beato Pedro Donders, presbítero, +1887, S. Félix de Nola, conf., +256, Beata Verónica de Milão, rel., +1497, Beato Odorico de Pordenone, viaj., +1330

Comentário do dia
São João Paulo II : «Segue-Me»

Heb. 4,12-16.

A palavra de Deus é viva e eficaz, mais cortante que uma espada de dois gumes: ela penetra até ao ponto de divisão da alma e do espírito, das articulações e medulas, e é capaz de discernir os pensamentos e intenções do coração.
Não há criatura que possa fugir à sua presença: tudo está patente e descoberto a seus olhos. É a ela que devemos prestar contas.
Tendo nós um sumo sacerdote eminente que atravessou os Céus, Jesus, Filho de Deus, permaneçamos firmes na profissão da nossa fé.
Na verdade, nós não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer das nossas fraquezas. Pelo contrário, Ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, exceto no pecado.
Vamos, portanto, cheios de confiança ao trono da graça, a fim de alcançarmos misericórdia e obtermos a graça de um auxílio oportuno.


Marcos 2,13-17.

Naquele tempo, Jesus saiu de novo para a beira-mar. A multidão veio ao seu encontro, e Ele começou a ensinar a todos.
Ao passar, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me». Ele levantou-se e seguiu Jesus.
Encontrando-Se Jesus à mesa em casa de Levi, muitos publicanos e pecadores estavam também à mesa com Jesus e os seus discípulos, pois eram muitos os que O seguiam.
Os escribas do partido dos fariseus, ao verem-n'O comer com os pecadores e os publicanos, diziam aos discípulos: «Por que motivo é que Ele come com publicanos e pecadores?».
Jesus ouviu e respondeu-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam do médico, mas os que estão doentes. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São João Paulo II (1920-2005), papa
Mensagem para a 34.ª Jornada Mundial de Oração pelas Vocações, 1997, §§ 4,6

«Segue-Me»

Cada vocação é um acontecimento pessoal e original, mas é também um facto comunitário e eclesial. Ninguém é chamado a caminhar sozinho. Cada vocação é suscitada pelo Senhor como um dom para a comunidade cristã, que dele deve poder tirar benefício [...].

É sobretudo a vós, os jovens, que eu gostaria de me dirigir : Cristo precisa de vós para realizar o seu projeto de salvação! Cristo precisa da vossa juventude e do vosso entusiasmo generoso para anunciar o Evangelho! Respondei a este chamamento com a dádiva da vossa vida a Deus e aos vossos irmãos. Tende confiança em Cristo! Ele não vos desiludirá nos vossos desejos e projetos, mas enchê-los-á de sentido e de alegria. Pois Ele disse: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14,6).

Abri com confiança o coração a Cristo! Deixai que a sua presença se fortaleça em vós pela escuta quotidiana e cheia de adoração das Sagradas Escrituras, que constituem o livro da vida e das vocações cumpridas.







quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

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Sexta-feira, dia 13 de Janeiro de 2017

Sexta-feira da 1a semana do Tempo Comum

Santo Hilário, b., Doutor da Igreja, +367

Comentário do dia
Catecismo da Igreja Católica: «Filho, os teus pecados estão perdoados.»

Heb. 4,1-5.11.

Irmãos: Embora se mantenha a promessa de entrar no repouso de Deus, devemos recear que algum de vós corra o risco de ficar excluído.
Também nós recebemos a boa nova, como os nossos pais. Mas a palavra que eles ouviram de nada lhes serviu, por não estarem unidos pela fé àqueles que a ouviram.
Na verdade, nós que abraçamos a fé, entramos no repouso de que Deus falou, ao dizer: "Porque Eu jurei na minha ira: não entrarão no meu repouso". De facto, as obras de Deus estavam concluídas desde a criação do mundo,
pois em certa passagem falou assim do sétimo dia: "Ao sétimo dia Deus repousou de todas as suas obras";
e noutro lugar: "Não entrarão no meu repouso".
Apressemo-nos, portanto, a entrar nesse repouso, para que ninguém sucumba, imitando aquele exemplo de desobediência.


Marcos 2,1-12.

Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaum e se soube que Ele estava em casa,
juntaram-se tantas pessoas que já não cabiam sequer em frente da porta; e Jesus começou a pregar-lhes a palavra.
Trouxeram-Lhe um paralítico, transportado por quatro homens;
e, como não podiam levá-lo até junto d'Ele, devido à multidão, descobriram o tecto, por cima do lugar onde Ele Se encontrava e, feita assim uma abertura, desceram a enxerga em que jazia o paralítico.
Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados».
Estavam ali sentados alguns escribas, que assim discorriam em seus corações:
«Porque fala Ele deste modo? Está a blasfemar. Não é só Deus que pode perdoar os pecados?».
Jesus, percebendo o que eles estavam a pensar, perguntou-lhes: «Porque pensais assim nos vossos corações?
Que é mais fácil? Dizer ao paralítico 'Os teus pecados estão perdoados' ou dizer 'Levanta-te, toma a tua enxerga e anda'?
Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados, 'Eu te ordeno – disse Ele ao paralítico –
levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa'».
O homem levantou-se, tomou a enxerga e saiu diante de toda a gente, de modo que todos ficaram maravilhados e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Catecismo da Igreja Católica
§§ 976-982

«Filho, os teus pecados estão perdoados.»

«Creio na remissão dos pecados»: O Símbolo dos Apóstolos liga a fé no perdão dos pecados à fé no Espírito Santo, mas também à fé na Igreja e na comunhão dos santos. Foi ao dar o Espírito Santo aos Apóstolos que Cristo ressuscitado lhes transmitiu o seu próprio poder divino de perdoar os pecados: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos» (Jo 20,22-23).

«Um só batismo para a remissão dos pecados»: Nosso Senhor ligou o perdão dos pecados à fé e ao batismo: «Ide por todo o mundo e proclamai a boa nova a todas as criaturas. Quem acreditar e for batizado será salvo» (Mc 16,15-16). O batismo é o primeiro e principal sacramento do perdão dos pecados, porque nos une a Cristo, que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação, a fim de que «também nós vivamos numa vida nova» (Rom 6,4). «No momento em que fazemos a nossa primeira profissão de fé, ao receber o santo batismo que nos purifica, o perdão que recebemos é tão pleno e total, que não fica absolutamente nada por apagar, quer da falta original, quer das faltas cometidas de própria vontade por ação ou omissão; nem qualquer pena a suportar para as expiar [...]. Mas apesar disso, a graça do batismo não isenta ninguém de nenhuma das enfermidades da natureza. Pelo contrário, resta-nos ainda combater os movimentos da concupiscência, que não cessam de nos arrastar para o mal» (Cat. Rom.).

Neste combate contra a inclinação para o mal, quem seria suficientemente forte e vigilante para evitar todas as feridas do pecado? «Portanto, se era necessário que a Igreja tivesse o poder de perdoar os pecados, [...] era necessário que fosse capaz de perdoar as faltas a todos os penitentes que tivessem pecado, até mesmo ao último dia da sua vida» (Cat. Rom.). É pelo sacramento da penitência que o baptizado pode ser reconciliado com Deus e com a Igreja. [...]

Não há nenhuma falta, por mais grave que seja, que a Santa Igreja não possa perdoar. «Nem há pessoa, por muito má e culpável que seja, a quem não deva ser proposta a esperança certa do perdão, desde que se arrependa verdadeiramente dos seus erros» (Cat. Rom.). Cristo, que morreu por todos os homens, quer que na sua Igreja as portas do perdão estejam sempre abertas a todo aquele que se afastar do pecado.







quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

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Quinta-feira, dia 12 de Janeiro de 2017

Quinta-feira da 1ª semana do Tempo Comum

S. Bernardo de Corleone, rel., +1667, S. Bento Biscop, abade, +690

Comentário do dia
São Boaventura : «Jesus, compadecido, estendeu a mão e tocou-lhe»

Heb. 3,7-14.

Irmãos: Como diz o Espírito Santo, "Se hoje ouvirdes a voz do Senhor,
não endureçais os vossos corações, como no tempo da provação, no dia da tentação no deserto,
onde vossos pais Me tentaram e provocaram, apesar de terem visto as minhas obras, durante quarenta anos.
Por isso Me indignei contra essa geração e disse: É um povo de coração transviado, que não conhece os meus caminhos.
Por isso jurei na minha ira: não entrarão no meu repouso".
Tende cuidado, irmãos, que nenhum de vós tenha um coração mau e incrédulo, que o afaste do Deus vivo.
Exortai-vos uns aos outros todos os dias, enquanto dura o tempo que se chama 'hoje', para que nenhum de vós se endureça, seduzido pelo pecado.
Porque todos nós nos tornamos participantes de Cristo, desde que mantenhamos firme até ao fim a confiança inicial.


Marcos 1,40-45.

Naquele tempo, veio ter com Jesus um leproso. Prostrou-se de joelhos e suplicou-Lhe: «Se quiseres, podes curar-me».
Jesus, compadecido, estendeu a mão, tocou-lhe e disse: «Quero: fica limpo».
No mesmo instante o deixou a lepra e ele ficou limpo.
Advertindo-o severamente, despediu-o com esta ordem:
«Não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua cura o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho».
Ele, porém, logo que partiu, começou a apregoar e a divulgar o que acontecera, e assim, Jesus já não podia entrar abertamente em nenhuma cidade. Ficava fora, em lugares desertos, e vinham ter com Ele de toda a parte.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja
Vida de S. Francisco, Legenda Major 1, 5-6

«Jesus, compadecido, estendeu a mão e tocou-lhe»

Certo dia em que passeava a cavalo na planície que fica perto de Assis, Francisco cruzou-se inesperadamente com um leproso. Teve um sentimento de horror intenso mas, lembrando-se da resolução de vida perfeita que tomara, e de que devia, antes de mais, vencer-se a si mesmo, se queria ser «soldado de Cristo» (2Tim 2,3), saltou do cavalo para abraçar o infeliz. Este, que estendia a mão pedindo uma esmola, recebeu um beijo com o dinheiro. Em seguida, Francisco voltou a montar o cavalo. Mas, por muito que olhasse para um lado e para o outro, não viu o leproso. Cheio de admiração e de alegria, pôs-se a cantar louvores ao Senhor e prometeu não se deter neste ato de generosidade. […]

Abandonou-se então ao espírito de pobreza, ao gosto da humildade e aos impulsos de uma piedade profunda. Se até então a simples visão de um leproso o fazia estremecer de horror, passou a fazer-lhes todos os favores possíveis, com perfeita despreocupação por si mesmo, sempre humilde e muito humano; fazia-o por causa de Cristo crucificado que, nas palavras do profeta, «foi desprezado como um leproso» (Is 53,3). Ia visitá-los com frequência, dava-lhes esmolas e, emocionado de compaixão, beijava-lhes afetuosamente as mãos e o rosto. E aos mendigos, não se contentando em lhes dar o que tinha, quereria dar-se a si mesmo – de maneira que, quando não levava dinheiro consigo, dava-lhes as suas vestes, descosendo-as ou rasgando-as para as distribuir.

Foi por esta altura que realizou a peregrinação ao túmulo do apóstolo Pedro, em Roma. Quando viu os mendigos que fervilhavam no chão da basílica, levado pela compaixão e atraído pelo amor da pobreza, escolheu um dos mais miseráveis, propôs-lhe trocar as suas vestes pelos farrapos com que o homem se cobria, e passou todo o dia na companhia dos pobres, com a alma cheia de uma alegria que nunca, até então, conhecera.







terça-feira, 10 de janeiro de 2017

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Quarta-feira, dia 11 de Janeiro de 2017

Quarta-feira da 1ª semana do Tempo Comum

S. Teodósio, monge, +529, Santo Higino, papa, mártir, +140

Comentário do dia
São Cipriano : De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar.

Heb. 2,14-18.

Uma vez que os filhos dos homens têm o mesmo sangue e a mesma carne, também Jesus participou igualmente da mesma natureza, para destruir, pela sua morte, aquele que tinha poder sobre a morte, isto é, o diabo,
e libertar aqueles que estavam a vida inteira sujeitos à servidão, pelo temor da morte.
Porque Ele não veio em auxílio dos Anjos, mas dos descendentes de Abraão.
Por isso devia tornar-Se semelhante em tudo aos seus irmãos, para ser um sumo sacerdote misericordioso e fiel no serviço de Deus, e assim expiar os pecados do povo.
De facto, porque Ele próprio foi provado pelo sofrimento, pode socorrer aqueles que sofrem provação.


Marcos 1,29-39.

Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André.
A sogra de Simão estava de cama com febre e logo Lhe falaram dela.
Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los.
Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos
e a cidade inteira ficou reunida diante da porta.
Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam quem Ele era.
De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar.
Simão e os companheiros foram à procura d'Ele
e, quando O encontraram, disseram-Lhe: «Todos Te procuram».
Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim».
E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Cipriano (c. 200-258), bispo de Cartago e mártir
A oração do Senhor, 29-30

De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar.

O Senhor não Se contentou em nos ensinar a rezar com palavras, também nos deu o seu exemplo: vemo-Lo frequentemente em oração. [...] Com efeito, está escrito: «Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar». E noutra passagem: «Foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar a Deus» (Lc 22,31). Se Ele, que era sem pecado, rezava assim, quanto mais devem rezar os pecadores. Se Ele passava a noite em vigília de oração, quanto mais devemos nós rezar sem cessar e vigiar.

O Senhor rezava e intercedia, não por Si mesmo - pois por que falta pediria perdão o inocente? -, mas pelos nossos pecados. E deixa-o bem claro quando diz a Pedro: «Olha que Satanás pediu para vos joeirar como trigo. Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desapareça» (Lc 22,31). Mais tarde, intercedeu junto do Pai por todos nós, ao dizer: «Não rogo só por eles, mas também por aqueles que hão-de crer em Mim, por meio da sua palavra, para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti» (Jo 17,20-21).

Como é grande a misericórdia e a bondade de Deus em favor da nossa salvação! Ele não Se contentou em nos resgatar com o seu sangue, também quis rezar por nós. Mas dai atenção ao desejo daquele que reza: que, como o Pai e o Filho são um, também nós permaneçamos na unidade.







segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

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Terça-feira, dia 10 de Janeiro de 2017

Terça-feira da 1ª semana do Tempo Comum

Beato Gonçalo de Amarante, conf., +1262

Comentário do dia
São Boaventura : «Uma nova doutrina, com autoridade!»

Heb. 2,5-12.

Não foi aos Anjos que Deus submeteu o mundo futuro de que falamos.
Alguém afirmou numa passagem da Escritura: "Que é o homem para que Vos lembreis dele, o filho do homem para dele Vos ocupardes?
Vós o fizestes um pouco inferior aos Anjos, de glória e honra o coroastes,
tudo submetestes a seus pés". Ao submeter-Lhe todas as coisas, Deus nada deixou fora do seu domínio. Por enquanto, ainda não vemos que tudo Lhe esteja submetido.
Mas aquele Jesus, que, por um pouco, foi inferior aos Anjos, vemo-l'O agora coroado de glória e de honra por causa da morte que sofreu, pois era necessário que, pela graça de Deus, experimentasse a morte em proveito de todos.
Convinha, na verdade, que Deus, origem e fim de todas as coisas, querendo conduzir muitos filhos para a sua glória, levasse à glória perfeita, pelo sofrimento, o autor da salvação.
Pois Aquele que santifica e os que são santificados procedem todos de um só. Por isso não Se envergonha de lhes chamar irmãos.
Anunciarei o teu nome aos meus irmãos, no meio da assembleia cantarei os teus louvores.


Marcos 1,21b-28.

Jesus chegou a Cafarnaúm e no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar.
todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas.
Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar:
«Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus».
Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem».
O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele.
Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!».
E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja
Sermão «Christus unus omnium magister»

«Uma nova doutrina, com autoridade!»

Não se pode chegar à certeza da fé revelada senão pelo advento de Cristo no espírito. Cristo vem seguidamente na carne, como Verbo que confirma toda a palavra profética. Foi por isso que foi dito aos Hebreus: «Muitas vezes e de muitos modos falou Deus a nossos pais, noutros tempos, pelos profetas; nestes tempos, que são os últimos, Deus falou-nos por meio de seu Filho» (1,1-2). Com efeito, Cristo é a Palavra do Pai, cheio de poder, e quem pode dizer-Lhe: «Porque fazes isto?» Cristo é também uma palavra cheia de verdade, mais ainda, é a própria Verdade, segundo aquilo que diz São João: «Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade» (17, 17). [...]

Assim, e dado que a autoridade pertence à palavra poderosa e verídica, e que Cristo é o Verbo do Pai, sendo por isso Poder e Sabedoria, nele está fundada e consumada toda a firmeza da autoridade. É por isso que toda a doutrina autêntica e os pregadores desta doutrina se relacionam com Cristo, que veio na carne como fundamento da fé cristã: «Segundo a graça que me foi dada, eu, como sábio arquiteto, coloquei o alicerce [...]. Mas ninguém pode pôr outro fundamento diferente do que foi posto, isto é, Jesus Cristo» (1Cor 3,10-11). Com efeito, só Ele é o fundamento de toda a doutrina autêntica, quer apostólica, quer profética, de acordo com uma e outra Lei, a nova e a antiga. É por isso que foi dito aos Efésios: «Fostes edificados sobre o alicerce dos apóstolos e dos profetas, com Cristo por pedra angular» (2,20). É pois claro que Cristo é o Senhor do conhecimento segundo a fé; Ele é o Caminho, de acordo com a sua dupla vinda, em espírito e na carne.







domingo, 8 de janeiro de 2017

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Segunda-feira, dia 09 de Janeiro de 2017

Baptismo do Senhor, festa
Baptismo do Senhor (semana I do saltério)

Santo André Corsini, bispo, +1374, Santo Adriano de Cantuária, abade, +710

Comentário do dia
São Cirilo de Jerusalém : «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado.»

Is. 42,1-4.6-7.

Diz o Senhor: «Eis o meu servo, a quem Eu protejo, o meu eleito, enlevo da minha alma. Sobre ele fiz repousar o meu espírito, para que leve a justiça às nações.
Não gritará, nem levantará a voz, nem se fará ouvir nas praças;
não quebrará a cana fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega: proclamará fielmente a justiça.
Não desfalecerá nem desistirá, enquanto não estabelecer a justiça na terra, a doutrina que as ilhas longínquas esperam.
Fui Eu, o Senhor, que te chamei segundo a justiça; tomei-te pela mão, formei-te e fiz de ti a aliança do povo e a luz das nações,
para abrires os olhos aos cegos, tirares do cárcere os prisioneiros e da prisão os que habitam nas trevas».


Actos 10,34-38.

Naqueles dias, Pedro tomou a palavra e disse: «Na verdade, eu reconheço que Deus não faz aceção de pessoas,
mas, em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável.
Ele enviou a sua palavra aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo, que é o Senhor de todos.
Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo que João pregou:
Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo Demónio, porque Deus estava com Ele».


Mateus 3,13-17.

Naquele tempo, Jesus chegou da Galileia e veio ter com João Baptista ao Jordão, para ser batizado por ele.
Mas João opunha-se, dizendo: «Eu é que preciso de ser batizado por Ti, e Tu vens ter comigo?».
Jesus respondeu-lhe: «Deixa por agora; convém que assim cumpramos toda a justiça». João deixou então que Ele Se aproximasse.
Logo que Jesus foi batizado, saiu da água. Então, abriram-se os céus e Jesus viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e pousar sobre Ele.
E uma voz vinda do Céu dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Cirilo de Jerusalém (313-350), bispo de Jerusalém, doutor da Igreja
Catequeses batismais, n.º 11

«Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado.»

Acreditai em Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, mas, segundo o Evangelho, seu Filho único: «Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho único, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna» (Jo 3,16). [...]

Ele é o Filho de Deus por natureza e não por adoção, pois nasceu do Pai. [...] Porque o Pai, sendo Deus verdadeiro, gerou o Filho à sua semelhança, Deus verdadeiro. [...] Cristo é filho por natureza, um verdadeiro filho, não um filho adotivo como vós, os novos batizados, que agora vos tornastes filhos de Deus. Porque vos tornastes também filhos, mas por adoção, segundo a graça, como está escrito: «Mas a todos os que O receberam, aos que crêem nele, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus» (Jo 1,12). Nós somos gerados pela água e pelo Espírito (Jo 3,5), mas não da mesma maneira que Cristo foi gerado pelo Pai. Porque, no momento do batismo, este último levantou a voz e disse: «Este é o meu Filho», para mostrar que Ele era Filho antes mesmo do seu batismo.

O Pai não gerou o Filho como, nos homens, o espírito gera a palavra. Porque o espírito em nós subsiste, enquanto a palavra, uma vez pronunciada e difundida no ar, desaparece. Mas nós sabemos que Cristo foi gerado Verbo, Palavra perene e viva, não pronunciada e saída dos lábios, mas nascida eternamente do Pai, de modo substancial e inefável. Porque «no princípio já existia o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus» (Jo 1,1), sentado à sua direita (Sl 109,1). Ele é a Palavra que compreende a vontade do Pai e produz todas as coisas por sua ordem, Palavra que desce e que sobe (Ef 4,10) [...], Palavra que fala e que diz: «Eu digo o que vi junto de meu Pai» (Jo 8,38). Palavra plena de autoridade (Mc 1,27) e que tudo rege, porque «o Pai entregou tudo ao Filho» (Jo 3,35).  







sábado, 7 de janeiro de 2017

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Domingo, dia 08 de Janeiro de 2017

Epifania do Senhor, solenidade
EPIFANIA DO SENHOR, solenidade

S. Pedro Tomás, patr., m., +1366, S. Severino, abade, +482

Comentário do dia
Beato Guerric de Igny : A luz do mundo revelada às nações

Is. 60,1-6.

Levanta-te e resplandece, Jerusalém, porque chegou a tua luz e brilha sobre ti a glória do Senhor.
Vê como a noite cobre a terra e a escuridão os povos. Mas sobre ti levanta-Se o Senhor, e a sua glória te ilumina.
As nações caminharão à tua luz, e os reis ao esplendor da tua aurora.
Olha ao redor e vê: todos se reúnem e vêm ao teu encontro; os teus filhos vão chegar de longe, e as tuas filhas são trazidas nos braços.
Quando o vires ficarás radiante, palpitará e dilatar-se-á o teu coração, pois a ti afluirão os tesouros do mar, a ti virão ter as riquezas das nações.
Invadir-te-á uma multidão de camelos, de dromedários de Madiã e Efá. Virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando as glórias do Senhor.


Efésios 3,2-3a.5-6.

Irmãos: Certamente já ouvistes falar da graça que Deus me confiou a vosso favor:
por uma revelação, foi-me dado a conhecer o mistério de Cristo.
Nas gerações passadas, ele não foi dado a conhecer aos filhos dos homens, como agora foi revelado pelo Espírito Santo aos seus santos apóstolos e profetas:
os gentios recebem a mesma herança que os judeus, pertencem ao mesmo corpo e participam da mesma promessa, em Cristo Jesus, por meio do Evangelho.


Mateus 2,1-12.

Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente.
Onde está __ perguntaram eles __ o rei dos Judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l'O.
Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém.
Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias.
Eles responderam: "Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta:
'Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo'".
Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela.
Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: "Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l'O".
Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino.
Ao ver a estrela, sentiram grande alegria.
Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d'Ele, adoraram-n'O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra.
E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Beato Guerric de Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense
2.º Sermão para a Epifania

A luz do mundo revelada às nações

«Levanta-te e resplandece, Jerusalém, chegou a tua luz!» (Is, 60,1) Chegou realmente a tua luz; ela estava no mundo e o mundo foi feito por ela, mas o mundo não a conheceu. O Menino nascera, mas não foi conhecido enquanto o dia da luz não começou a revelá-Lo. […] Erguei-vos, vós que estais sentados nas trevas! Dirigi-vos para esta luz; ela ergueu-se nas trevas, mas as trevas não conseguiram abarcá-la. Aproximai-vos e sereis iluminados; na luz vereis a luz, e dir-se-á sobre vós: «Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor» (Ef 5,8). Vede que a luz eterna se acomodou aos vossos olhos, para que Aquele que habita uma luz inacessível possa ser visto pelos vossos olhos fracos e doentes. Descobri a luz numa lâmpada de argila, o sol na nuvem, Deus num homem, no pequeno vaso de argila do vosso corpo o esplendor da glória e o brilho da luz eterna! […]

Nós Te damos graças, Pai da luz, por nos teres chamado das trevas à tua luz admirável. […] Sim, a verdadeira luz, mais do que isso, a vida eterna, consiste em Te conhecer, a Ti, único Deus, e ao teu enviado, Jesus Cristo. […] É certo que Te conhecemos pela fé, e temos como seguro que um dia Te conheceremos na visão. Até lá, aumenta-nos a fé. Conduz-nos de fé em fé, de claridade em claridade, sob a moção do teu Espírito, para que penetremos cada dia mais nas entranhas da luz! […] Que a fé nos conduza à visão face a face e que, à semelhança da estrela, ela nos guie até ao nosso chefe nascido em Belém. […]

Que alegria, que exultação para a fé dos magos, quando virem reinar, na Jerusalém das alturas, Aquele que adoraram quando vagia em Belém! Viram-No aqui numa habitação de pobres; lá, vê-Lo-emos no palácio dos anjos. Aqui, nos paninhos; lá, no esplendor dos santos. Aqui, no seio de sua Mãe; lá, no trono de seu Pai.







sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

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Sabado, dia 07 de Janeiro de 2017

Féria do Tempo Natal (7 de Janeiro)

S. Raimundo de Penhaforte, conf., +1275, Beata Lindalva de Oliveira, rel., m., +1993

Comentário do dia
Santo Efrém : «Guardaste o vinho bom até agora»

1 João 5,14-21.

Caríssimos: Esta é a confiança que temos em Deus: se Lhe pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, Ele escuta-nos.
E sabendo que nos escuta em tudo o que Lhe pedirmos, sabemos também que alcançaremos o que Lhe tivermos pedido.
Se alguém vir seu irmão cometer um pecado que não o leva à morte, reze e Deus lhe dará a vida, se de facto o pecado cometido não leva à morte. Há um pecado que leva à morte; não é por este pecado que eu digo que se reze.
Toda a iniquidade é pecado, mas nem todo o pecado leva à morte.
Sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca, porque o guarda Aquele que foi gerado por Deus e o Maligno não o pode atingir.
Sabemos que somos de Deus, mas o mundo inteiro está sujeito ao Maligno.
E sabemos também que veio o Filho de Deus e nos deu inteligência para conhecermos o Verdadeiro. Nós estamos no Verdadeiro, por seu Filho, Jesus Cristo, que é o Deus verdadeiro e a vida eterna.
Meus filhos, guardai-vos dos falsos deuses.


João 2,1-11.

Naquele tempo, realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus.
Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento.
A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho».
Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora»
Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser».
Havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, e cada uma levava duas ou três medidas.
Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água».
Eles encheram-nas até acima. Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa».
E eles levaram. Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho, — ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam — chamou o noivo
e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, depois de os convidados terem bebido bem, serve o inferior. Mas tu guardaste o vinho bom até agora».
Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus deu início aos seus milagres. Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n'Ele.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja
Diatessarum XII

«Guardaste o vinho bom até agora»

No deserto, Nosso Senhor multiplicou o pão, e em Caná transformou a água em vinho. Habituou assim a boca dos homens ao seu pão e ao seu vinho, até ao momento em que lhes deu o seu corpo e o seu sangue. Fê-los saborear um pão e um vinho transitórios, para fazer crescer neles o desejo do seu corpo e do seu sangue vivificantes. [...] Atraiu-nos com coisas agradáveis ao paladar, para nos conduzir àquilo que vivifica plenamente a nossa alma. Escondeu a doçura no vinho que fez, para mostrar aos convidados que tesouro incomparável se esconde no seu sangue vivificante.

Como primeiro sinal, deu um vinho agradável aos convidados, para manifestar que o seu sangue alegraria todas as nações. Com efeito, assim como o vinho intervém em todas as alegrias da Terra, assim também todas as libertações se prendem com o mistério do seu sangue. Ele deu aos convidados de Caná um vinho excelente que lhes transformou o espírito, para lhes mostrar que a doutrina de que ia abeberá-los lhes transformaria o coração.

Este vinho, que no princípio não era senão água, foi transformado nos cântaros, símbolos dos primeiros mandamentos enviados por Ele com vista à perfeição. A água transformada é a Lei levada ao seu cumprimento. Os convidados da boda beberam aquilo que tinha sido água, mas que já não sabia a água. Do mesmo modo, quando ouvimos os antigos mandamentos, não os saboreamos no seu antigo sabor, mas no novo.







quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

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Sexta-feira, dia 06 de Janeiro de 2017

Féria do Tempo Natal (6 de Janeiro)

Santos Reis Magos, Beato André Bessette, conf., +1937

Comentário do dia
Santo Ireneu de Lyon : «Filho de Adão»

1 João 5,5-13.

Caríssimos: Quem é o vencedor do mundo senão aquele que acredita que Jesus é o Filho de Deus?
Este é O que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo; não só com a água, mas com a água e o sangue. É o Espírito que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade.
São três que dão testemunho:
o Espírito, a água e o sangue; e os três estão de acordo.
Se aceitamos o testemunho dos homens, maior é o testemunho de Deus; e o testemunho de Deus está em que foi Ele a dar testemunho a respeito do seu Filho.
Quem crê no Filho de Deus tem esse testemunho consigo. Quem não crê em Deus faz de Deus mentiroso, uma vez que não crê no testemunho que Deus deixou a favor do seu Filho.
E este é o testemunho: Deus deu-nos a vida eterna, e esta vida está no seu Filho.
Quem tem o Filho de Deus tem a vida; quem não tem o Filho também não tem a vida.
Escrevi-vos estas coisas, a vós que credes no Nome do Filho de Deus, para que tenhais a certeza de ter convosco a vida eterna.


Lucas 3,23-38.

Ao iniciar o seu ministério, Jesus tinha cerca de trinta anos. Supunha-se que era filho de José; e este de Eli,
e assim sucessivamente: de Matat, de Levi, de Melqui, de Janai, de José,
de Matatias, de Amós, de Naum, de Esli, de Nagaí,
de Maat, de Matatias, de Chimei, de Josec, de Jodá,
de Joanan, de Ressa, de Zorobabel, de Salatiel, de Neri,
de Melqui, de Adi, de Cosam, de Elmadam, de Er,
de Jesua, de Eliézer, de Jorim, de Matat, de Levi,
de Simeão, de Judá, de José, de Jonam, de Eliaquim,
de Meleá, de Mená, de Matatá, de Natan, de David,
de Jessé, de Obed, de Booz, de Salá, de Nachon,
de Aminadab, de Admin, de Arni, de Hesron, de Peres, de Judá,
de Jacob, de Isaac, de Abraão, de Tera, de Naor,
de Serug, de Ragau, de Péleg, de Éber, de Chela,
de Quenan, de Arfaxad, de Sem, de Noé, de Lamec,
de Matusalém, de Henoc, de Jared, de Maleleel, de Quenan,
de Enós, de Set, de Adão, de Deus.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208), bispo, teólogo, mártir
Contra as heresias, III, 22, 3; 23, 1

«Filho de Adão»

Lucas apresenta uma genealogia que remonta do nascimento de Nosso Senhor até Adão e comporta setenta e duas gerações; deste modo, como que liga o fim ao principio, dando a entender que o Senhor foi Aquele que recapitulou em Si as nações dispersas desde Adão, as línguas e as gerações dos homens, incluindo o próprio Adão. É também por isso que Paulo chama a Adão «figura daquele que havia de vir» (Rom 5,14), porque o Verbo, Artesão do universo, tinha esboçado em Adão a futura história da humanidade de que Se revestiria o Filho de Deus. […]

Ao tornar-Se o Primogénito de entre os mortos (Col 1,18), e ao receber no seu seio os seus antigos pais, o Senhor fê-los renascer para a vida de Deus; tornou-Se o primeiro, o príncipe dos vivos, porque Adão se tinha tornado o príncipe dos mortos. […] Ao começar a sua genealogia no Senhor, fazendo-a remontar a Adão, Lucas indica que não foram os seus pais que deram a vida ao Senhor, mas foi Ele que os fez renascer no Evangelho da vida. Da mesma maneira, o nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria, porque a Virgem Maria desatou pela fé aquilo que a virgem Eva tinha atado pela sua incredulidade.

Era, pois, indispensável que, vindo ter com a ovelha perdida (Mt 18,12), recapitulando uma tão longa história, vindo à procura da sua obra, por Ele mesmo modelada (Lc, 19,10; Gn 2,8), o Senhor salvasse o homem que tinha sido feito à sua imagem e semelhança (Gn 1,26), isto é, Adão.







quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

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Quinta-feira, dia 05 de Janeiro de 2017

Féria do Tempo Natal (5 de Janeiro)

Beato Diogo José de Cadix, presbítero, +1801, S. João Nepomuceno Neumann, b., +1860, S. Gerlach de Houthem, eremita, +1170

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira»

1 João 3,11-21.

Caríssimos: Esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: «Amemo-nos uns aos outros».
Quem tem o Filho tem a vida, quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.
Escrevo-vos estas coisas, para saberdes que tendes a vida eterna, vós que acreditais no nome do Filho de Deus.
Nós sabemos que passámos da morte para a vida, porque amamos os nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte.
Todo aquele que odeia o seu irmão é homicida e vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo em si.
Nisto conhecemos o amor: Ele deu a sua vida por nós e nós devemos também dar a vida pelos nossos irmãos.
Se alguém possui bens deste mundo e, ao ver o seu irmão passar necessidade, lhe fecha o coração, como pode estar nele o amor de Deus?
Meus filhos, não amemos com palavras e com a língua, mas com obras e em verdade.
Deste modo saberemos que somos da verdade e tranquilizaremos o nosso coração diante de Deus;
porque se o nosso coração nos acusar, Deus é maior que o nosso coração e conhece todas as coisas.
Caríssimos, se o coração não nos condena, temos confiança diante de Deus.


João 1,43-51.

Naquele tempo, Jesus resolveu partir para a Galileia. Encontrou Filipe e disse-lhe: «Segue-Me».
Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro.
Filipe encontrou Natanael e disse-lhe: «Encontrámos Aquele de quem está escrito na Lei de Moisés e nos Profetas. É Jesus de Nazaré, filho de José».
Disse-lhe Natanael: «De Nazaré pode vir alguma coisa boa?» Filipe respondeu-lhe: «Vem ver».
Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse: «Eis um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento».
Perguntou-lhe Natanael: «De onde me conheces?» Jesus respondeu-lhe: «Antes que Filipe te chamasse, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira».
Disse-lhe Natanael: «Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel!».
Jesus respondeu: «Porque te disse: 'Eu vi-te debaixo da figueira', acreditas. Verás coisas maiores do que estas».
E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo: Vereis o Céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Sermões sobre São João, n.º 7

«Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira»

Natanael estava sentado debaixo de uma figueira, como que à sombra da morte. E foi aí que o Senhor o viu, Ele acerca de quem está escrito: «Para aqueles que habitavam uma terra de sombras, a luz brilhou» (Is 9,1). Que disse Ele a Natanael? «Perguntas-Me como te conheci? Falas-Me agora porque foste chamado por Filipe.» Mas, antes de o apóstolo o chamar, já Jesus tinha visto que ele fazia parte da sua Igreja. Tu, Igreja cristã, verdadeira filha de Israel, […] também tu conheces agora Jesus Cristo por meio dos apóstolos, como Natanael conheceu Jesus Cristo por meio de Filipe. Mas a sua misericórdia descobriu-te antes de tu O teres conhecido, quando estavas caída, esmagada sob o peso dos teus pecados.

Com efeito, fomos nós quem primeiro buscou a Jesus Cristo? Não terá sido Ele, pelo contrário, quem primeiro nos procurou? Fomos nós, pobres doentes, que nos apresentámos ao médico? Não terá sido antes o médico que veio ao encontro dos doentes? Não foi a ovelha que se perdeu antes de o pastor, deixando as outras noventa e nove, ter ido à sua procura, a ter encontrado e a ter posto aos ombros cheio de alegria (Lc 15,4)? Não estava a moeda perdida antes de a mulher ter acendido a lamparina e a ter procurado por toda a casa, até a encontrar (Lc 15,8)? […] O nosso pastor encontrou a sua ovelha, mas primeiro foi à sua procura; tal como esta mulher, que só encontrou a moeda depois de a ter procurado. Com efeito, nós fomos procurados, e só podemos falar por termos sido encontrados; longe de nós, pois, qualquer sentimento de orgulho: estávamos perdidos para sempre, se Deus não tivesse ido à nossa procura para nos encontrar.







terça-feira, 3 de janeiro de 2017

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Quarta-feira, dia 04 de Janeiro de 2017

Féria do Tempo Natal (4 de Janeiro)

Santa Isabel Ana Seton, rel. fundadora, +1821, Beata Ângela de Foligno, viúva, +1309

Comentário do dia
São Romano: «Vinde ver»

1 João 3,7-10.

Meus filhos, ninguém vos engane. Quem pratica a justiça é justo como Ele, Jesus, é justo.
Quem comete o pecado é do Diabo, porque o Diabo é pecador desde o princípio. Foi para destruir as obras do Diabo que o Filho de Deus Se manifestou.
Quem nasceu de Deus não comete o pecado, porque permanece nele uma semente divina; e não pode pecar, porque nasceu de Deus.
Nisto se distinguem os filhos de Deus e os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça e não ama o seu irmão não é de Deus.


João 1,35-42.

Naquele tempo, estava João Baptista com dois dos seus discípulos
e, vendo Jesus que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus».
Os dois discípulos ouviram-no dizer aquelas palavras e seguiram Jesus.
Entretanto, Jesus voltou-Se; e, ao ver que O seguiam, disse-lhes: «Que procurais?» Eles responderam: «Rabi — que quer dizer 'Mestre' — onde moras?»
Disse-lhes Jesus: «Vinde ver». Eles foram ver onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Era por volta das quatro horas da tarde.
André, irmão de Simão Pedro, foi um dos que ouviram João e seguiram Jesus.
Foi procurar primeiro seu irmão Simão e disse-lhe: «Encontrámos o Messias» — que quer dizer 'Cristo' — ;
e levou-o a Jesus. Fitando nele os olhos, Jesus disse-lhe: «Tu és Simão, filho de João. Chamar-te-ás Cefas» — que quer dizer 'Pedro'.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Romano, o Melodista (?-c. 560), compositor de hinos
Hino XVII, §§ 12-13

«Vinde ver»

O pecado foi apagado e foi-nos dada a incorruptibilidade (1Cor 15,53); o precursor manifestou-nos a recuperação da graça ao dizer: «Eis o Cordeiro de Deus, que toma sobre Si os pecados do mundo.» Ele mostrou a ata da anulação aos que tinham contraído pesada dívida. Aquele que tinha saltado de alegria no seio materno proclamou-o hoje, e deu-o a conhecer Aquele que nos apareceu e tudo iluminou.

O Batista proclama o mistério, chamando cordeiro ao pastor, e não apenas cordeiro, mas cordeiro que apaga todos os pecados. «Eis o cordeiro», diz; deixámos de ter necessidade de um bode expiatório (Lv 16,21). Erguei as mãos para Ele, todos vós, reconhecendo os vossos pecados, pois Ele veio para tirar, juntamente com os do povo, os pecados de todo o mundo. Do alto do Céu, o Pai enviou-nos a todos este dom: Aquele que apareceu e que tudo iluminou. [...]

Ele dissipou a noite funesta; graças a Ele, tudo é claridade. Resplandeceu sobre o mundo a luz que não conhece declínio, Jesus, nosso Salvador. Na abundância, a terra de Zabulão imita o paraíso, pois é regada por uma corrente de delícias, e por ela corre uma torrente de águas sempre vivas. [...] Na Galileia, contemplamos hoje a fonte de água viva, Aquele que apareceu e tudo iluminou (cf. Mt 4,15-16; Sl 35,9-10).







segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

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Terça-feira, dia 03 de Janeiro de 2017

Féria do Tempo Natal (3 de Janeiro)

Santa Genoveva, virgem, +512

Comentário do dia
São Cirilo de Alexandria : «Eis o Cordeiro de Deus»

1 João 2,29.3,1-6.

Caríssimos: Se sabeis que Deus é justo, compreendereis também que todo aquele que pratica a justiça nasceu d'Ele.
Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus. E somo-lo de facto. Se o mundo não nos conhece, é porque não O conheceu a Ele.
Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos como Ele é.
Todo aquele que tem n'Ele esta esperança purifica-se a si mesmo, para ser puro, como Ele é puro.
Quem comete o pecado transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.
Mas vós sabeis que Jesus Se manifestou para tirar os pecados e n'Ele não existe pecado.
Quem permanece n'Ele não peca; quem peca não O vê nem O conhece.


João 1,29-34.

No dia seguinte ao seu primeiro testemunho, João Baptista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
É d'Ele que eu dizia: 'Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque era antes de mim'.
Eu não O conhecia, mas foi para Ele Se manifestar a Israel que eu vim batizar na água".
João deu este testemunho, dizendo: "Eu vi o Espírito Santo descer do céu como uma pomba e permanecer sobre Ele.
Eu não O conhecia, mas quem me enviou a batizar na água é que me disse: 'Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer é que batiza no Espírito Santo'.
Ora eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus".



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo, doutor da Igreja
Comentário sobre o Evangelho de João

«Eis o Cordeiro de Deus»

Ele é único, este Cordeiro que morreu por todos, que vela por todo o rebanho dos homens por seu Deus e seu Pai, um só para todos, a fim de a todos submeter a Deus, um só para todos, a fim de a todos ganhar (cf Rom 5,18), a fim de que todos «não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou» (2Cor 5,15). Com efeito, quando estávamos mergulhados em numerosos pecados e consequentemente sujeitos à morte e a uma natureza perecível, o Pai deu o seu Filho como nossa redenção, só Ele por todos, porque tudo está nele e Ele é melhor que todos. «Ele morreu por todos» (ibid.), para que vivamos nele.

Com efeito, assim como a morte apanhou o Cordeiro imolado por todos, assim também nos soltou a todos nele e com Ele. Porque todos nós estávamos em Cristo, que morreu e ressuscitou por causa de nós e por nós; na verdade, abolido o pecado, não era possível que a morte, que tem origem no pecado, não fosse abolida com ele. Morta a raiz, o fruto não podia ser conservado. Morto o pecado, deixámos de ter razão para morrer. É por isso que podemos dizer com alegria a propósito da condenação à morte do Cordeiro de Deus: «Onde está, ó morte, a tua vitória?» (1Cor 15,55)







domingo, 1 de janeiro de 2017

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Segunda-feira, dia 02 de Janeiro de 2017

Féria do Tempo Natal (2 de Janeiro)

S. Basílio Magno, b., Doutor da Igreja, +379, S. Gregório Nazianzeno, b., Doutor da Igreja, +390

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Eu sou a voz que clama no deserto»

1 João 2,22-28.

Caríssimos: Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é que é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho.
Quem nega o Filho também não reconhece o Pai. Quem confessa o Filho reconhece também o Pai.
Portanto, permaneça em vós a doutrina que ouvistes desde o princípio. Se permanecer em vós a doutrina que ouvistes desde o princípio, também vós permanecereis no Filho e no Pai.
E a promessa que o Filho nos fez é a vida eterna.
Era isto o que eu tinha a escrever-vos acerca dos que tentam enganar-vos.
Para vós, porém, a unção que recebestes de Cristo permanece em vós e não precisais que alguém vos ensine. Uma vez que a unção de Cristo vos instrui sobre todas as coisas e é verdadeira e não mente, permanecei n'Ele, conforme ela vos ensinou.
E agora, meus filhos, permanecei em Cristo, para que possamos ter plena confiança quando Ele Se manifestar e não sejamos confundidos por Ele na sua vinda.


João 1,19-28.

Foi este o testemunho de João Baptista, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: "Quem és tu?"
Ele confessou e não negou: "Eu não sou o Messias".
Eles perguntaram-lhe: "Então, quem és tu? És Elias?" "Não sou", respondeu ele. "És o Profeta?" Ele respondeu: "Não".
Disseram-lhe então: "Quem és tu? Para podermos dar uma resposta àqueles que nos enviaram, que dizes de ti mesmo?"
Ele declarou: "Eu sou a voz que clama no deserto: 'Endireitai o caminho do Senhor', como disse o profeta Isaías".
Entre os enviados havia fariseus
que lhe perguntaram: "Então porque batizas, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?"
João respondeu-lhes: "Eu batizo na água; mas no meio de vós está Alguém que não conheceis:
Aquele que vem depois de mim, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias".
Tudo isto se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava a batizar.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Sermão 293, para a Natividade de João Batista

«Eu sou a voz que clama no deserto»

João era a voz, mas «no princípio era o Verbo» (Jo 1,1). João era uma voz para um tempo; Cristo é a Palavra desde o princípio, a Palavra eterna. Sem a Palavra, o que é a voz? Onde não há nada para compreender, há um ruído vazio. A voz sem a palavra entra no ouvido, mas não chega ao coração. Descubramos, pois, como as coisas se encadeiam no nosso coração, que tem de ser edificado. Se eu penso naquilo que devo dizer, a palavra está já no meu coração; mas, quando quero falar-te, procuro a maneira de passar para o teu coração o que já existe no meu. Se procuro como pode a palavra que já existe no meu coração encontrar-te e ficar no teu coração, sirvo-me da voz, e é com esta voz que te falo: o som da voz conduz até ti a ideia contida na palavra. Então, é verdade que o som se esvai; mas a palavra que o som conduziu até ti está doravante no teu coração, sem ter abandonado o meu.

Logo que a palavra passa para ti, não é verdade que o som parece dizer, como João Batista, «Ele deve crescer e eu diminuir» (Jo 3,30)? O som da voz ressoou para realizar a sua função, e desaparece como se dissesse: «Essa é a minha alegria, que agora é completa» (29). Guardemos pois a Palavra; não deixemos partir a Palavra, concebida no mais fundo do nosso coração.







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