quinta-feira, 6 de julho de 2017

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Sexta-feira, dia 07 de Julho de 2017

Sexta-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Beato Diogo de Carvalho, presbítero, mártir, +1624, S. Marcos Kitien Siang, mártir, +1900, Beato Pedro To Rot, mártir, +1945

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Prefiro a misericórdia»

Gén. 23,1-4.19.24,1-8.62-67.

Sara viveu até aos cento e vinte e sete anos
e morreu em Quiriat-Arbá, hoje Hebron, na terra de Canaã. Abraão foi lá celebrar os funerais e chorar sua mulher.
Depois deixou a defunta e falou assim aos filhos de Het:
«Eu sou um imigrante entre vós. Cedei-me em terreno vosso a posse dum sepulcro, para eu enterrar a minha defunta.
E assim Abraão sepultou Sara, sua esposa, na gruta do campo de Macpela, em frente de Mambré, hoje Hebron, na terra de Canaã.
Abraão era já velho, de idade avançada, e o Senhor tinha-o abençoado em tudo.
Disse Abraão ao servo mais antigo da sua casa, que superentendia sobre todos os seus bens: «Põe a tua mão debaixo da minha coxa
e jura pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não escolherás para o meu filho uma esposa entre as filhas dos cananeus, no meio dos quais habito.
Mas irás à minha terra e à minha família escolher uma esposa para o meu filho Isaac».
O servo perguntou-lhe: «Se essa mulher não quiser vir comigo para esta terra, deverei levar o teu filho para a terra donde vieste?».
Abraão respondeu-lhe: «De modo nenhum levarás para lá o meu filho.
O Senhor, Deus do Céu, que me tirou da casa paterna e da terra onde nasci, falou-me e fez-me o seguinte juramento: 'Darei esta terra aos teus descendentes'. Ele enviará à tua frente o seu Anjo, para que escolhas na minha terra uma esposa para o meu filho.
Se essa mulher não quiser vir contigo, ficarás desligado deste juramento que me fazes. Mas em caso algum levarás para lá o meu filho».
Isaac tinha voltado do poço de Laai-Roí e habitava na região do Negueb.
Uma vez em que ele saíra a passear pelo campo à tardinha, ergueu os olhos e viu uns camelos que acabavam de chegar.
Rebeca, sua prima, ergueu também os olhos e viu Isaac. Ela desceu do camelo
e perguntou ao servo: «Quem é aquele homem que vem a correr pelo campo ao nosso encontro?». O servo respondeu: «É o meu senhor». Rebeca tomou o véu e cobriu-se.
O servo contou a Isaac tudo o que tinha feito.
Isaac introduziu Rebeca na tenda de Sara, sua mãe. Depois casou com ela e amou-a, consolando-se assim da morte de sua mãe.


Mateus 9,9-13.

Naquele tempo, Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança dos impostos, e disse-lhe: «Segue-Me». Ele levantou-se e seguiu Jesus.
Um dia em que Jesus estava à mesa em casa de Mateus, muitos publicanos e pecadores vieram sentar-se com Ele e os seus discípulos.
Vendo isto, os fariseus diziam aos discípulos: «Por que motivo é que o vosso Mestre come com os publicanos e os pecadores?».
Jesus ouviu-os e respondeu: «Não são os que têm saúde que precisam do médico, mas sim os doentes.
Ide aprender o que significa: 'Prefiro a misericórdia ao sacrifício'. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Comentário sobre a primeira carta de João, § 8,10

«Prefiro a misericórdia»

Ao amares o teu inimigo, desejas que ele seja para ti um irmão. Não amas o que ele é, mas aquilo em que queres que ele se torne. Imaginemos um pedaço de madeira de carvalho em bruto. Um artesão hábil vê essa madeira, cortada na floresta; a madeira agrada-lhe; não sei o que quer fazer dela, mas não é para a deixar como está que o artista gosta dela. A sua arte faz com quepense em que é que se pode transformar essa madeira; o seu amor não é dirigido à madeira em bruto: ele ama o que fará com ela e não a madeira em bruto.

Foi assim que Deus nos amou quando éramos pecadores. Na verdade, Ele disse: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes». Ter-nos-á Ele amado pecadores para que permaneçamos pecadores? O Artesão viu-nos como um pedaço de madeira em bruto, vindo da floresta; porém, o que Ele tinha em vista era a obra que nela faria e não a madeira em si, nem a floresta.

Contigo passa-se a mesma coisa: vês o teu inimigo opor-se a ti, encher-te de palavras mordazes, tornar-se rude nas afrontas que te faz, perseguir-te com o seu ódio. Mas tu sabes que ele é um homem. Vês tudo o que esse homem fez contra ti, mas também vês nele aquilo que foi feito por Deus. Aquilo que ele é, enquanto homem, é obra de Deus; o ódio que te tem é obra dele. E que dizes tu para contigo? «Senhor sê benevolente para com ele, perdoa-lhe os pecados, inspira-lhe o teu temor, converte-o.» Não amas nesse homem aquilo que ele é, mas aquilo que queres que ele venha a ser. Assim, quando amas um inimigo, amas nele um irmão.







quarta-feira, 5 de julho de 2017

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Quinta-feira, dia 06 de Julho de 2017

Quinta-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Santa Maria Goretti, virgem, mártir, +1902

Comentário do dia
Isaac da Estrela : «Quem pode perdoar os pecados se não só Deus?» (Mc 2,7)

Gén. 22,1-19.

Naqueles dias, Deus quis pôr à prova Abraão e chamou-o: «Abraão!» Ele respondeu: «Aqui estou».
Deus disse: «Toma o teu filho, o teu único filho, a quem tanto amas, Isaac, e vai à terra de Moriá, onde o oferecerás em holocausto, num dos montes que Eu te indicar».
Abraão levantou-se de manhã cedo, aparelhou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e o seu filho Isaac. Cortou a lenha para o holocausto e pôs-se a caminho do local que Deus lhe indicara.
Ao terceiro dia, Abraão ergueu os olhos e viu de longe o local.
Disse então aos servos: «Ficai aqui com o jumento. Eu e o menino iremos além fazer adoração e voltaremos para junto de vós».
Abraão apanhou a lenha do holocausto e pô-la aos ombros do seu filho Isaac. Depois, tomou nas mãos o fogo e o cutelo e seguiram juntos o caminho.
Isaac disse a Abraão: «Meu pai». Ele respondeu: «Que queres, meu filho?». Isaac prosseguiu: «Temos aqui fogo e lenha; mas onde está o cordeiro para o holocausto?».
Abraão respondeu: «Deus providenciará o cordeiro para o holocausto, meu filho». E continuaram juntos o caminho.
Quando chegaram ao local designado por Deus, Abraão levantou um altar e colocou a lenha sobre ele, atou seu filho Isaac e pô-lo sobre o altar, em cima da lenha.
Depois, estendendo a mão, puxou do cutelo para degolar o filho.
Mas o Anjo do Senhor gritou-lhe do alto do Céu: «Abraão, Abraão!». «Aqui estou, Senhor», respondeu ele.
O Anjo prosseguiu: «Não levantes a mão contra o menino, não lhe faças nenhum mal. Agora sei que na verdade temes a Deus, uma vez que não Me recusaste o teu filho, o teu filho único».
Abraão ergueu os olhos e viu atrás de si um carneiro, preso pelos chifres num silvado. Foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto, em vez do filho.
Abraão deu ao local este nome: «O Senhor providenciará». E ainda hoje se diz: «Sobre a colina o Senhor providenciará».
O Anjo do Senhor chamou Abraão, do Céu, pela segunda vez,
e disse-lhe: «Por Mim próprio te juro __ oráculo do Senhor __ já que assim procedeste, e não Me recusaste o teu filho, o teu filho único,
abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência como as estrelas do céu e como a areia que está nas praias do mar, e a tua descendência conquistará as portas das cidades inimigas.
Porque obedeceste à minha voz, na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra».
Abraão foi ter de novo com os seus servos e juntos puseram-se a caminho de Bersabé, onde Abraão ficou a morar.


Mateus 9,1-8.

Naquele tempo, Jesus subiu para um barco, atravessou o mar e foi para a cidade de Cafarnaum.
Apresentaram-Lhe então um paralítico que jazia numa enxerga. Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, tem confiança; os teus pecados estão perdoados».
Alguns escribas disseram para consigo: «Este homem está a blasfemar».
Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: «Porque pensais mal em vossos corações?
Na verdade, que é mais fácil: dizer: 'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te e anda'?
Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados, 'Levanta-te __ disse Ele ao paralítico __ toma a tua enxerga e vai para casa'.
O homem levantou-se e foi para casa.
Ao ver isto, a multidão ficou cheia de temor e glorificava a Deus por ter dado tal poder aos homens.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Isaac da Estrela (?-c. 1171), monge cisterciense
Homilia 11, PL 194, 1728A–1729C

«Quem pode perdoar os pecados se não só Deus?» (Mc 2,7)

Há duas coisas que pertencem apenas a Deus: a honra de receber a confissão e o poder de perdoar. Devemos confessar-nos a Ele e esperar dele o perdão. Com efeito, perdoar os pecados pertence unicamente a Deus; por isso é apenas a Ele que devemos confessá-los. Mas o Todo-Poderoso, o Altíssimo, tendo tomado uma esposa fraca e insignificante, fez dela uma rainha. E colocou-a a seu lado, ela que estava a seus pés; pois foi do seu lado que ela saiu e foi por aí que Ele a desposou (Gn 2,22; Jo 19,34). E, tal como tudo o que pertence ao Pai é do Filho e tudo o que é do Filho é do Pai, pela unidade da sua natureza (Jo 17,10), assim também o esposo deu todos os seus bens à esposa e tomou sobre Si tudo o que pertence à esposa, que uniu a Si mesmo e também a seu Pai. [...]

Foi por isso que o Esposo, que é uno com o Pai e uno com a esposa, lhe retirou tudo o que nela havia de estranho, fixando-o na cruz em que carregou os pecados dela, pregando-os ao madeiro e destruindo-os pelo madeiro. Ele assumiu o que era natural e próprio da esposa; e deu à esposa o que era divino e próprio dele. [...] Deste modo, Ele partilha a fraqueza da esposa e os seus gemidos, e tudo é comum ao Esposo e à esposa: a honra de receber a confissão e o poder de perdoar. Tal é a razão desta frase: «Vai mostrar-te ao sacerdote» (Mc 1,44).







terça-feira, 4 de julho de 2017

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Quarta-feira, dia 05 de Julho de 2017

Quarta-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Santo António Maria Zacarias, presbítero, fundador, +1539

Comentário do dia
São João Crisóstomo : A libertação dos cativos

Gén. 21,5.8-20.

Abraão tinha cem anos quando lhe nasceu seu filho Isaac.
O menino cresceu e foi desmamado. No dia em que Isaac foi desmamado, Abraão deu uma grande festa.
Sara notou que o filho dado a Abraão pela egípcia Agar brincava com o seu filho Isaac
e disse a Abraão: «Expulsa esta escrava e o seu filho, para que o filho da escrava não seja herdeiro com meu filho Isaac».
Isto desagradou muito a Abraão, por causa de Ismael.
Mas Deus disse: «Não te aflijas por causa do menino e da tua escrava. Concede a Sara tudo o que ela te pedir, porque de Isaac sairá a descendência que perpetuará o teu nome.
Mas do filho da escrava também farei um grande povo, porque é teu descendente».
Abraão levantou-se muito cedo, tomou pão e um odre de água e deu-os a Agar. Em seguida pôs-lhe o menino aos ombros e mandou-a embora. Ela saiu e andou errante no deserto de Bersabé.
Quando a água do odre se acabou, Agar deitou o menino debaixo dum arbusto
e foi sentar-se em frente dele, à distância de um tiro de arco. Dizia consigo: «Não quero ver morrer o menino». Sentou-se a uma certa distância e o menino começou a chorar.
Deus ouviu os gritos do menino e o Anjo de Deus chamou Agar do alto dos Céus, dizendo: «Que tens, Agar? Não temas. Deus ouviu os gritos do menino, no lugar onde Ele está.
Ergue-te, levanta o menino e segura-o em teus braços, porque Eu farei dele um grande povo».
Deus abriu-lhe os olhos e ela viu um poço de água. Foi encher de água o odre e deu de beber ao menino.
Deus estava com o menino e ele cresceu, habitou no deserto e tornou-se um atirador de arco.


Mateus 8,28-34.

Naquele tempo, quando Jesus chegou à região dos gadarenos, na outra margem do lago, vieram ao seu encontro, saindo dos túmulos, dois endemoninhados. Eram tão furiosos que ninguém se atrevia a passar por aquele caminho.
E disseram aos gritos: «Que tens que ver connosco, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?».
Ora, perto dali, andava a pastar uma grande vara de porcos.
Os demónios suplicavam a Jesus, dizendo: «Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos».
Jesus respondeu-lhes: «Então ide». Eles saíram e foram para os porcos. Então os porcos precipitaram-se pelo despenhadeiro abaixo e afogaram-se no lago.
Os guardadores fugiram e foram à cidade contar tudo o que acontecera, incluindo o caso dos endemoninhados.
Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus. Quando O viram, pediram-Lhe que Se retirasse do seu território.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilia sobre a palavra «cemitério» e sobre a cruz

A libertação dos cativos

Naquele dia, Jesus Cristo entrou no abismo e conquistou os infernos. Naquele dia, «Ele despedaçou as portas de bronze, quebrou os ferrolhos de ferro», como disse Isaías (Is 45,2). Reparemos bem nestas expressões. Não é dito que «abriu» as portas de bronze, nem que as tirou de seus gonzos, mas que «as despedaçou», para nos fazer compreender que deixou de haver prisão, para dizer que Jesus aniquilou a morada dos prisioneiros. Prisão onde já não haja portas nem ferrolhos deixa de poder ter cativos os seus reclusos. Ora, Jesus despedaçou essas portas; quem poderá voltar a pô-las? E os ferrolhos que quebrou: que homem poderá voltar a colocá-los?

Quando os príncipes da Terra soltam os prisioneiros, enviando cartas de indulto, deixam ficar as portas e os guardas da prisão, para demonstrar àqueles que saem que podem ter de ali voltar, eles ou outros. Cristo não age desta maneira. Ao despedaçar as portas de bronze, dá testemunho de que não voltará a haver prisão, nem morte.

E porque eram as portas «de bronze»? Porque a morte era impiedosa, inflexível, dura como o diamante. Durante todos os séculos que precederam Jesus Cristo, nunca recluso algum pudera fugir, até ao dia em que o Soberano dos céus desceu ao abismo para daí arrancar as vítimas.







segunda-feira, 3 de julho de 2017

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Terça-feira, dia 04 de Julho de 2017

Terça-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Santa Isabel de Portugal, rainha, +1336, Beato Pedro Jorge (Pier Giorgio) Frassati

Comentário do dia
Santo Agostinho : ««Salva-nos, Senhor!»

Gén. 19,15-29.

Naqueles dias, os Anjos que se tinham hospedado em casa de Lot insistiram com ele, dizendo: «Levanta-te, toma a tua esposa e as duas filhas que aqui estão, para que não pereças no castigo de Sodoma».
E, como ele hesitasse, os homens tomaram-no pela mão, assim como à esposa e às duas filhas, porque o Senhor queria poupá-los.
Quando os levavam para fora da cidade, um deles disse: «Foge, se queres salvar a vida. Não olhes para trás, nem te demores em nenhum lugar da planície. Foge para os montes, para não pereceres».
Lot respondeu: «Isso não, meu Senhor, eu te peço.
O teu servo encontrou graça a teus olhos e mostraste-me uma grande misericórdia, salvando-me a vida. Mas não posso fugir para os montes, sem que a desgraça caia sobre mim e eu morra.
Olha, perto daqui há uma pequena cidade, onde posso refugiar-me e escapar do perigo. Como a cidade é pequena, ali salvarei a vida».
Ele respondeu: «Está bem. Concedo-te ainda esta graça: não destruirei a cidade de que falas.
Foge depressa para lá, porque nada posso fazer, enquanto não tiveres lá chegado». – É por isso que se deu àquela cidade o nome de Soar.
Começava o sol a aparecer sobre a terra, quando Lot entrou em Soar.
Então o Senhor fez chover sobre Sodoma e Gomorra enxofre e fogo que vinham do alto dos céus.
Destruiu aquelas cidades e toda a planície, bem como todos os seus habitantes e a vegetação da terra.
Entretanto, a mulher de Lot olhou para trás e transformou-se numa estátua de sal.
Abraão levantou-se muito cedo e foi ao local onde estivera na presença do Senhor.
Olhou para Sodoma e Gomorra e para toda a planície e viu o fumo que subia da terra, como fumo de uma fornalha.
Foi assim que, ao destruir as cidades da planície, Deus se recordou de Abraão e fez que Lot escapasse à catástrofe, quando destruiu as cidades em que ele habitara.


Mateus 8,23-27.

Naquele tempo, Jesus subiu para o barco e os discípulos acompanharam-n'O.
Entretanto, levantou-se no mar tão grande tormenta que as ondas cobriam o barco. Jesus dormia.
Aproximaram-se os discípulos e acordaram-n'O, dizendo: «Salva-nos, Senhor, que estamos perdidos».
Disse-lhes Jesus: «Porque temeis, homens de pouca fé?». Então levantou-Se, falou imperiosamente ao vento e ao mar e fez-se grande bonança.
Os homens ficaram admirados e disseram: «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
«Meditações», cap. 37

««Salva-nos, Senhor!»

Ó meu Deus, o meu coração é como um vasto mar agitado pelas tempestades: que ele encontre em Ti a paz e o repouso. Tu ordenaste aos ventos e o mar que se acalmassem e, à tua voz, eles apaziguaram-se; vem apaziguar o alvoroço do meu coração, para que tudo em mim se torne calmo e tranquilo, para que Te possa possuir, Tu, o meu único bem, e Te possa contemplar, suave luz dos meus olhos, sem perturbação nem obscuridade. Ó meu Deus, que a minha alma, liberta dos pensamentos tumultuosos deste mundo, «se esconda à sombra das vossas asas» (Sl 16,8). Que encontre junto de Ti um lugar de renovação e de paz; e, repleta de alegria, possa cantar: «Deito-me em paz e logo adormeço, porque só Vós, Senhor, fazeis que eu repouse em segurança» (Sl 4,9).

Que a minha alma descanse, peço-Te, ó meu Deus, que descanse da lembrança de tudo o que está sob o céu, que desperte unicamente para Ti, como está escrito: «Eu durmo, mas o meu coração vela» (Ct 5,2). A minha alma só está em paz e em segurança, ó meu Deus, debaixo das asas da tua proteção (Sl 90,4). Que ela permaneça eternamente em Ti e que seja abraçada pelo teu fogo. Que, elevando-se acima de si própria, Te contemple e cante alegremente os teus louvores. No meio das inquietações que me agitam, que os teus dons sejam a minha suave consolação, até que eu chegue a Ti, ó verdadeira paz.







domingo, 2 de julho de 2017

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Segunda-feira, dia 03 de Julho de 2017

S. Tomé, apóstolo – Festa

S. Tomé, apóstolo, mártir

Comentário do dia
Basílio de Selêucia : «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16,15)

Efésios 2,19-22.

Irmãos: Já não sois estrangeiros nem hóspedes, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus,
edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e dos Profetas, que tem Cristo como pedra angular.
Em Cristo, toda a construção, bem ajustada, cresce para formar um templo santo do Senhor;
e em união com Ele, também vós sois integrados na construção, para vos tornardes, no Espírito Santo, morada de Deus.


João 20,24-29.

Naquele tempo, Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei».
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco».
Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente».
Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!».
Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Basílio de Selêucia (?-c. 468), bispo
Sermão da Ressurreição, 1-4

«Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16,15)

«Mete o teu dedo na marca dos cravos», diz Jesus a Tomé. «Procuraste-Me quando Eu não estava cá, aproveita agora. Conheço a tua vontade, apesar do teu silêncio. Sei o que pensas antes sequer de que Mo digas. Ouvi-te falar e, embora invisível, estava junto de ti e das tuas dúvidas; e, sem Me fazer sentir, fiz-te esperar para melhor observar a tua impaciência. Mete o teu dedo na marca dos cravos e a tua mão no meu lado, e não sejas assim incrédulo, mas crente».

Então Tomé toca-Lhe e cai por terra toda a sua desconfiança. Cheio duma fé sincera e de todo o amor que deve ao seu Deus, exclama: «Meu Senhor e meu Deus!» E o Senhor diz-lhe: «Porque Me viste, acreditaste. Felizes os que creem sem terem visto. Tomé, leva o relato da minha ressurreição a todos os que não viram. Exorta a Terra inteira a crer, já não nos seus olhos, mas na tua palavra. Percorre os povos e as cidades pagãs e ensina-os a levar aos ombros a cruz em vez das armas. [...] Diz-lhes que doravante são chamados pela graça e tu, contempla a sua fé: felizes, na verdade, aqueles que acreditaram sem terem pedido para ver!»

Assim é o exército recrutado pelo Senhor, e assim são os filhos da piscina batismal, as obras da graça, a colheita do Espírito. Seguiram a Cristo sem O terem visto, procuraram-no e acreditaram porque viram, mas com os olhos da fé e não do corpo. Não meteram o dedo na marca dos cravos, mas pregaram-se à sua cruz e aceitaram os seus sofrimentos. Não viram o lado de Cristo mas, pela graça, foram unidos aos seus membros e fizeram suas as palavras do Senhor: «Felizes os que creem sem terem visto».







sábado, 1 de julho de 2017

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Domingo, dia 02 de Julho de 2017

13º Domingo do Tempo Comum
Décimo Terceiro Domingo do Tempo Comum (semana I do saltério)

S. Bernardino Realino, presbítero, +1616, S. João Francisco Régis, presbítero, +1640

Comentário do dia
Santa Teresa Benedita da Cruz : «Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim»

2 Reis 4,8-11.14-16a.

Certo dia, o profeta Eliseu passou por Sunam. Vivia lá uma distinta senhora, que o convidou com insistência a comer em sua casa. A partir de então, sempre que por ali passava, era em sua casa que ia tomar a refeição.
A senhora disse ao marido: «Estou convencida de que este homem, que passa frequentemente pela nossa casa, é um santo homem de Deus.
Mandemos-lhe fazer no terraço um pequeno quarto com paredes de tijolo, com uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lâmpada. Quando ele vier a nossa casa, poderá lá ficar».
Um dia, chegou Eliseu e recolheu-se ao quarto para descansar.
Depois perguntou ao seu servo Giezi: «Que podemos fazer por esta senhora?». Giezi respondeu: «Na verdade, ela não tem filhos, e o seu marido é de idade avançada».
«Chama-a» – disse Eliseu. O servo foi chamá-la, e ela apareceu à porta.
Disse-lhe o profeta: «No próximo ano, por esta época, terás um filho nos braços».


Romanos 6,3-4.8-11.

Irmãos: Todos nós que fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte.
Fomos sepultados com Ele pelo Batismo na sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova.
Se morremos com Cristo, acreditamos que também com Ele viveremos,
sabendo que, uma vez ressuscitado dos mortos, Cristo já não pode morrer; a morte já não tem domínio sobre Ele.
Porque na morte que sofreu, Cristo morreu para o pecado de uma vez para sempre; mas a sua vida, é uma vida para Deus.
Assim, vós também, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Cristo Jesus.


Mateus 10,37-42.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno de Mim.
Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim.
Quem encontrar a sua vida há de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa, há de encontrá-la.
Quem vos recebe, a Mim recebe; e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou.
Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo por ele ser justo, receberá a recompensa de justo.
E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequeninos, por ele ser meu discípulo, em verdade vos digo: Não perderá a sua recompensa».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
«Am Fuss des Kreuses»

«Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim»

No caminho da cruz, o Salvador não está só, nem está só rodeado de inimigos que O atormentam. Estão também presentes seres que O amparam: a Mãe de Deus, modelo daqueles que, em todos os tempos, seguem o exemplo da cruz; Simão de Cirene, símbolo daqueles que aceitam o sofrimento imposto e que, nesta aceitação, são abençoados; e a Verónica, imagem daqueles cujo amor leva a servir o Senhor. Cada homem que , ao longo dos tempos, carregou com um duro destino lembrando-se do sofrimento do Salvador ou que livremente fez obras de penitência resgatou um pouco a enorme dívida da humanidade e ajudou o Senhor a levar o seu fardo. Mais, é Cristo, cabeça do corpo místico, que completa a sua obra de expiação nos membros que se empenham com todo o seu ser, corpo e alma, na sua obra de redenção.

É de supor que a visão dos fiéis que O iam seguindo no caminho do sofrimento ajudou o Senhor no Jardim das Oliveiras e que o amor dos portadores da sua cruz é para Ele um auxílio em cada uma das quedas. Os justos da Antiga Aliança acompanham-no entre a primeira e a segunda queda. Os discípulos, homens e mulheres que se ligaram a Ele durante a sua vida terrena, ajudam-no da segunda para a terceira queda. Os amantes da cruz que Ele despertou e continuará a despertar ao longo das vicissitudes da Igreja combatente são seus aliados até ao fim dos tempos. É a isso que também nós somos chamados.







sexta-feira, 30 de junho de 2017

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Sabado, dia 01 de Julho de 2017

Sábado da 12ª semana do Tempo Comum
Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo

Comentário do dia
Catecismo da Igreja Católica: «Do Oriente e do Ocidente virão muitos sentar-se à mesa, com Abraão, Isaac e Jacob, no reino dos Céus»

Gén. 18,1-15.

Naqueles dias, o Senhor apareceu a Abraão junto do Carvalho de Mambré. Abraão estava sentado à entrada da sua tenda, no maior calor do dia.
Ergueu os olhos e viu três homens de pé diante dele. Logo que os viu, deixou a entrada da tenda e correu ao seu encontro; prostrou-se por terra
e disse: «Meu Senhor, se agradei aos vossos olhos, não passeis adiante sem parar em casa do vosso servo.
Mandarei vir água, para que possais lavar os pés e descansar debaixo desta árvore.
Vou buscar um bocado de pão, para restaurardes as forças antes de continuardes o vosso caminho, pois não foi em vão que passastes diante da casa do vosso servo». Eles responderam: «Faz como disseste».
Abraão apressou-se a ir à tenda onde estava Sara e disse-lhe: «Toma depressa três medidas de flor da farinha, amassa-a e coze uns pães no borralho».
Abraão correu ao rebanho e escolheu um vitelo tenro e bom e entregou-o a um servo que se apressou a prepará-lo.
Trouxe manteiga e leite e o vitelo já pronto e colocou-o diante deles; e, enquanto comiam, ficou de pé junto deles debaixo da árvore.
Depois eles disseram-lhe: «Onde está Sara, tua esposa?». Abraão respondeu: «Está ali na tenda».
E um deles disse: «Passarei novamente pela tua casa daqui a um ano, e então Sara, tua esposa, terá um filho». Sara escutava por detrás dele, à entrada da tenda.
Abraão e Sara eram velhos, de idade muito avançada, e Sara já tinha passado a idade de ser mãe.
Sara riu-se, pensando consigo: «Agora que estou envelhecida é que terei a alegria de ser mãe, com um marido tão velho?».
Mas o Senhor disse a Abraão: «Porque se riu Sara, pensando consigo: 'Irei eu realmente dar à luz, agora que estou velha?'.
Mas há porventura alguma coisa impossível ao Senhor? Neste mesmo tempo, no próximo ano, Eu virei ter contigo e Sara terá um filho».
Sara, entretanto, porque tinha medo, pretendeu negar: «Eu não me ri». Mas o Senhor repondeu-lhe: «Riste, sim».


Mateus 8,5-17.

Naquele tempo, ao entrar Jesus em Cafarnaum, aproximou-se d'Ele um centurião, que Lhe suplicou, dizendo:
«Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico e sofre horrivelmente».
Disse-lhe Jesus: «Eu irei curá-lo».
Mas o centurião respondeu-Lhe: «Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; mas diz uma só palavra e o meu servo ficará curado.
Porque eu, que não passo dum subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens: digo a um 'Vai!' e ele vai; a outro 'Vem!' e ele vem; e ao meu servo 'Faz isto!' e ele faz».
Ao ouvi-lo, Jesus ficou admirado e disse àqueles que O seguiam: «Em verdade vos digo: Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé.
Por isso vos digo: Do Oriente e do Ocidente virão muitos sentar-se à mesa, com Abraão, Isaac e Jacob, no reino dos Céus,
ao passo que os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes».
Depois Jesus disse ao centurião: «Vai para casa. Seja feito conforme acreditaste». E naquela hora, o servo ficou curado.
Quando Jesus entrou na casa de Pedro, viu que a sogra dele estava de cama com febre.
Tocou-lhe na mão e a febre deixou-a; ela então levantou-se e começou a servi-los.
Ao cair da tarde, trouxeram-Lhe muitos possessos. Jesus expulsou os espíritos com uma palavra e curou todos os doentes.
Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, dizendo: «Tomou sobre si as nossas enfermidades e suportou as nossas doenças».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Catecismo da Igreja Católica
§§ 830-835

«Do Oriente e do Ocidente virão muitos sentar-se à mesa, com Abraão, Isaac e Jacob, no reino dos Céus»

A Igreja é católica: a palavra «católica» significa «universal» no sentido de «segundo a totalidade» ou «segundo a integralidade» «A Igreja é católica em duplo sentido: é católica porque nela Cristo está presente. Onde está Cristo Jesus, está a Igreja católica» (S.to Inácio de Antioquia); nela subsiste a plenitude do Corpo de Cristo unido à sua Cabeça (Ef 1,22-23). [...] Neste sentido fundamental, a Igreja era católica no dia de Pentecostes e sê-lo-á sempre, até o dia da Parusia.

Ela é católica porque é enviada em missão por Cristo à universalidade do género humano (Mt 28,19). «Todos os homens são chamados a pertencer ao novo Povo de Deus. Por isso este Povo, permanecendo uno e único, deve estender-se a todo o mundo e por todos os tempos, para que se cumpra o desígnio da vontade de Deus, que no início formou uma natureza humana e finalmente decretou congregar os seus filhos que estavam dispersos» (Vaticano II, LG 13). [...]

Cada igreja particular é católica. [...] Essas Igrejas particulares «são formadas à imagem da Igreja universal; é nelas e a partir delas que existe a Igreja católica una e única» (LG 23). As Igrejas particulares são plenamente católicas pela comunhão com uma delas: a Igreja de Roma, «que preside à caridade» (S.to Inácio de Antioquia). «Pois com esta Igreja, em razão da sua origem mais excelente, deve necessariamente concordar cada Igreja, isto é, os fiéis de toda a parte» (S.to Ireneu). [...] A rica variedade de disciplinas eclesiásticas, de ritos litúrgicos, de patrimónios teológicos e espirituais próprios das Igrejas locais «mostra mais luminosamente a catolicidade da Igreja, indivisa devido à sua convergência na unidade» (LG 23).







quinta-feira, 29 de junho de 2017

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Sexta-feira, dia 30 de Junho de 2017

Sexta-feira da 12ª semana do Tempo Comum

Santos Protomártires da Igreja de Roma, 64-67, S. Marçal, bispo, séc. III, S. Pedro e S. Paulo (no Brasil)

Comentário do dia
Simeão: «Jesus estendeu a mão e tocou-o, dizendo: 'Eu quero, fica curado!'»

Gén. 17,1.9-10.15-22.

Quando Abraão tinha noventa e nove anos de idade, o Senhor apareceu-lhe e disse-lhe: «Eu sou o Deus todo-poderoso. Anda na minha presença e sê perfeito».
Deus disse ainda a Abraão: «Guardarás a minha aliança, tu e a tua descendência, de geração em geração.
Esta é a aliança que estabeleço contigo e com os teus descendentes e que deveis observar: todos os homens serão circuncidados».
Deus disse a Abraão: «A Sarai, tua esposa, nunca mais lhe chamarás Sarai; o seu nome é Sara.
Eu a abençoarei e por ela te darei um filho. Eu a abençoarei e ela dará origem a nações; dela sairão reis de povos».
Abraão prostrou-se com o rosto em terra e começou a rir, dizendo: «Como pode nascer um filho a um homem de cem anos? Como pode Sara aos noventa anos ser mãe?».
Abraão disse a Deus: «Ao menos viva Ismael na vossa presença».
Mas Deus respondeu-lhe: «Não é isso. Sara, tua esposa, dar-te-á um filho e tu lhe porás o nome de Isaac. Estabelecerei com ele a minha aliança, como aliança perpétua com a sua descendência.
Quanto a Ismael, também te ouvi: Eu o abençoarei e tornarei fecundo e o farei multiplicar-se sem medida. Será pai de doze chefes e farei dele um grande povo.
Mas estabelecerei a minha aliança com Isaac, que Sara dará à luz, por este mesmo tempo, no próximo ano».
Quando acabou de falar, Deus retirou-se de junto de Abraão.


Mateus 8,1-4.

Ao descer Jesus do monte, seguia-O uma grande multidão.
Veio então prostrar-se diante d'Ele um leproso, que Lhe disse: «Senhor, se quiseres, podes curar-me».
Jesus estendeu a mão e tocou-o, dizendo: «Eu quero: fica curado». E imediatamente ficou curado da lepra.
Disse-lhe Jesus: «Não digas nada a ninguém; mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés ordenou, para que lhes sirva de testemunho».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Simeão, o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego
Hino n.º 30

«Jesus estendeu a mão e tocou-o, dizendo: 'Eu quero, fica curado!'»

Antes de brilhar a luz divina,
Não me conhecia a mim mesmo.
Vendo-me nas trevas e na prisão,
Preso num lamaçal,
Coberto de sujidade, ferido, com a carne inchada [...],
Caí aos pés daquele que me iluminara.
E Aquele que me iluminara tocou com suas mãos
Nas minhas cadeias e nas minhas feridas;
No sítio onde a sua mão tocou e aonde o seu dedo se chegou,
No mesmo momento se soltaram as cadeias,
Daí desapareceram as feridas e toda a sujidade.
A mácula da minha carne desapareceu [...]
Pois Ele tornou-a semelhante à sua mão divina.
Estranha maravilha: a minha carne, a minha alma e o meu corpo
Participam da glória divina.

Assim que fui purificado e liberto das minhas cadeias,
Eis que Ele me estende uma mão divina,
Retira-me completamente do lamaçal,
Abraça-me, lança-Se-me ao pescoço,
Cobre-me de beijos (Lc 15,20).
E a mim, que estava completamente exausto,
E tinha perdido as forças,
Põe-me aos ombros (Lc 15,5),
E leva-me para fora do meu inferno. [...]

É a luz que me transporta e me sustenta;
Que me conduz para uma grande luz. [...]
Ele permite-me contemplá-la, por estranha renovação,
Ele próprio me tornou a formar (Gn 2,7) e me arrancou à corrupção.
Concedeu-me o dom da vida imortal,
Revestiu-me com uma túnica imaterial e luminosa,
E deu-me sandálias, um anel e uma coroa
Incorruptíveis e eternos (Lc 15,22).







quarta-feira, 28 de junho de 2017

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Quinta-feira, dia 29 de Junho de 2017

São Pedro e São Paulo, apóstolos - Solenidade
Solenidade de São Pedro e S. Paulo (ofício próprio)

S. Pedro, apóstolo, S. Paulo, apóstolo

Comentário do dia
São Bernardo : «Sou o menor dos apóstolos, nem sou digno de ser chamado Apóstolo» (1Cor 15,9)

Actos 12,1-11.

Naqueles dias, o rei Herodes começou a perseguir alguns membros da Igreja.
Mandou matar à espada Tiago, irmão de João,
e, vendo que tal procedimento agradava aos judeus, mandou prender também Pedro. Era nos dias dos Ázimos.
Mandou-o prender e meter na cadeia, entregando-o à guarda de quatro piquetes de quatro soldados cada um, com a intenção de o fazer comparecer perante o povo, depois das festas da Páscoa.
Enquanto Pedro era guardado na prisão, a Igreja orava instantemente a Deus por ele.
Na noite anterior ao dia em que Herodes pensava fazê-lo comparecer, Pedro dormia entre dois soldados, preso a duas correntes, enquanto as sentinelas, à porta, guardavam a prisão.
De repente, apareceu o Anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela da cadeia. O Anjo acordou Pedro, tocando-lhe no ombro, e disse-lhe: «Levanta-te depressa». E as correntes caíram-lhe das mãos.
Então o Anjo disse-lhe: «Põe o cinto e calça as sandálias». Ele assim fez. Depois acrescentou: «Envolve-te no teu manto e segue-me».
Pedro saiu e foi-o seguindo, sem perceber a realidade do que estava a acontecer por meio do Anjo; julgava que era uma visão.
Depois de atravessarem o primeiro e o segundo posto da guarda, chegaram à porta de ferro, que dá para a cidade, e a porta abriu-se por si mesma diante deles. Saíram, avançando por uma rua, e subitamente o Anjo desapareceu.
Então Pedro, voltando a si, exclamou: «Agora sei realmente que o Senhor enviou o seu Anjo e me libertou das mãos de Herodes e de toda a expectativa do povo judeu».


2 Tim. 4,6-8.17-18.

Caríssimo: Eu já estou oferecido em libação, e o tempo da minha partida está iminente.
Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé.
E agora já me está preparada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me há-de dar naquele dia; e não só a mim, mas a todos aqueles que tiverem esperado com amor a sua vinda.
O Senhor esteve a meu lado e deu-me força, para que, por meu intermédio, a mensagem do Evangelho fosse plenamente proclamada e todas as nações a ouvissem; e eu fui libertado da boca do leão.
O Senhor me livrará de todo o mal e me dará a salvação no seu reino celeste. Glória a Ele pelos séculos dos séculos. Ámen.


Mateus 16,13-19.

Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?».
Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas».
Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?».
Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo».
Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus.
Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja
3.º sermão para a festa dos santos apóstolos Pedro e Paulo

«Sou o menor dos apóstolos, nem sou digno de ser chamado Apóstolo» (1Cor 15,9)

É com razão, irmãos, que a Igreja aplica aos santos apóstolos Pedro e Paulo estas palavras do Sábio: «Foram homens de misericórdia, cujas obras de piedade não foram esquecidas. Na sua descendência permanecem os seus bens, e a sua herança passa à sua posteridade» (Sir 44,10-11). Sim, podemos, com propriedade, chamar-lhes homens de misericórdia; porque eles obtiveram misericórdia para si próprios, porque estão cheios de misericórdia, e porque foi na sua misericórdia que Deus no-los deu.

Vede, com efeito, que misericórdia obtiveram. Se interrogardes o apóstolo S. Paulo sobre este assunto [...], ele dir-vos-á: «Antes fora blasfemo, perseguidor e violento. Mas alcancei misericórdia, porque agi por ignorância, sem ter fé ainda» (1Tim 1,13). De facto, pensemos no mal que ele fez aos cristãos de Jerusalém [...] e aos de toda a Judeia! [...] Quanto ao bem-aventurado Pedro, tenho outra coisa a dizer-vos, e coisa tão sublime quanto única. Com efeito, se Paulo pecou, fê-lo sem o saber, porque não tinha fé; Pedro, pelo contrário, tinha os olhos bem abertos no momento da queda (Mt 26,69s). Mas «onde abundou o pecado, superabundou a graça» (Rom 5,20). [...] Se S. Pedro pôde elevar-se a um tal grau de santidade depois de uma queda tão pesada, quem poderá desesperar a partir de então, por pouco que queira sair de seus pecados? Atentai no que diz o Evangelho: «saindo para fora, chorou amargamente» (v. 75) [...].

Ouvistes que misericórdia obtiveram os apóstolos; de então em diante, nenhum de vós será esmagado pelas faltas passadas [...]. Se pecaste, não pecou Paulo ainda mais? Se caíste, não caiu Pedro de maneira bem mais grave do que tu? Ora, um e outro, pela penitência, não só obtiveram a salvação, como se tornaram grandes santos, e mesmo ministros da salvação, mestres da santidade. Faz portanto o mesmo, irmão, pois é por ti que a Escritura lhes chama «homens de misericórdia».







terça-feira, 27 de junho de 2017

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Quarta-feira, dia 28 de Junho de 2017

Quarta-feira da 12ª semana do Tempo Comum

Santo Irineu, bispo, mártir, +200

Comentário do dia
Jean Tauler : Dar bons frutos

Gén. 15,1-12.17-18.

Naqueles dias, foi dirigida a Abrão a palavra do Senhor numa visão: «Não temas, Abrão: Eu sou o teu escudo; será grande a tua recompensa».
Abrão respondeu: «Senhor, meu Deus, que me dareis? Vou partir desta vida sem descendência e o herdeiro da minha casa é Eliezer de Damasco».
E continuou: «Vós não me destes descendência e um servo nascido na minha casa é que será o meu herdeiro».
Então a palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos: «Não é ele que será o teu herdeiro; o teu herdeiro vai ser alguém nascido do teu sangue».
Deus levou Abrão para fora de casa e disse-lhe: «Olha para o céu e conta as estrelas, se as puderes contar». E acrescentou: «Assim será a tua descendência».
Abrão acreditou no Senhor, o que lhe foi atribuído como justiça.
Disse-lhe Deus: «Eu sou o Senhor, que te mandou sair de Ur dos Caldeus, para te dar a posse desta terra».
Abrão perguntou: «Senhor, meu Deus, como saberei que a vou possuir?».
O Senhor respondeu-lhe: «Toma uma vitela de três anos, uma cabra de três anos e um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho».
Abrão foi buscar todos esses animais, cortou-os ao meio e pôs cada metade em frente da outra metade; mas não cortou as aves.
Os abutres desceram sobre os cadáveres, mas Abrão pô-los em fuga.
Ao pôr do sol, apoderou-se de Abrão um sono profundo, enquanto o assaltava um grande e escuro terror.
Quando o sol desapareceu e caíram as trevas, um brasido fumegante e um archote de fogo passaram entre os animais cortados.
Nesse dia, o Senhor estabeleceu com Abrão uma aliança, dizendo: «Aos teus descendentes darei esta terra, desde o rio do Egipto até ao grande rio Eufrates».


Mateus 7,15-20.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Acautelai-vos dos falsos profetas, que andam vestidos de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes.
Pelos frutos os conhecereis. Poderão colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos cardos?
Assim, toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos.
Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos.
Toda a árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada ao fogo.
Portanto, pelos frutos os conhecereis».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano de Estrasburgo
Sermão 7

Dar bons frutos

Numa vinha, revolve-se a terra à volta das vides e mondam-se as ervas daninhas. Também o Homem se deve mondar a si próprio, e estar profundamente atento ao que mais poderá ainda arrancar no fundo do seu ser, para que o Sol divino possa aproximar-se mais de si e em si brilhar. Se deixares a força do alto fazer a sua obra [...], o sol tornar-se-á brilhante, dardejará os seus quentes raios sobre os frutos e torná-los-á mais e mais transparentes. Maior doçura terão, finíssimas se tornarão as suas finas cascas. Assim é também no domínio espiritual. Os obstáculos de permeio tornam-se por fim tão ténues, que recebemos ininterruptamente os toques divinos, e de muito perto. E, sempre que nos voltarmos para Ele, encontraremos no interior o divino Sol a brilhar com muito mais intensidade que todos os sóis que alguma vez brilharam no firmamento. E assim, tudo no homem será deificado, a tal ponto que ele já não sentirá, não experimentará nem verdadeiramente conhecerá com tão profundo conhecimento mais nada a não ser Deus, e tal conhecimento ultrapassará em muito o modo de conhecimento da razão.

Arrancaremos por fim as folhas aos sarmentos, para que o sol possa bater nos frutos sem encontrar obstáculo algum. Assim será com o Homem: tudo o que estiver de permeio cairá e tudo receberá de modo imediato. Cairão orações, representações de santos, práticas de devoção, exercícios. Mas que o Homem se livre de rejeitar estas práticas enquanto por si próprias elas não caírem. Só então, atingido esse estádio, o fruto se há de tornar tão doce, de uma forma tão indescritível, que não haverá razão capaz de tal compreender. [...] Seremos um só com a doçura divina, estando o nosso ser todo penetrado pelo Ser divino e sendo nós como uma gota num grande tonel de vinho [...]. Aqui, as boas intenções e a humildade são a mera simplicidade, um mistério tão essencialmente pacificador, que teremos, até, dificuldade em tomar consciência dele.







segunda-feira, 26 de junho de 2017

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Terça-feira, dia 27 de Junho de 2017

Terça-feira da 12ª semana do Tempo Comum
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

S. Cirilo de Alexandria, bispo, Doutor da Igreja, +444

Comentário do dia
São João Paulo II : «É estreita a porta e apertado o caminho que conduz à vida»

Gén. 13,2.5-18.

Abrão era muito rico em rebanhos, prata e ouro,
e Lot, que acompanhava Abrão, também tinha rebanhos, manadas e tendas.
Mas a região não permitia que habitassem juntos: os seus bens eram tão grandes que não podiam viver em comum.
Houve assim uma contenda entre os pastores de Abrão e os de Lot. Nesse tempo, os cananeus e os ferezeus habitavam aquela terra.
Abrão disse a Lot: «Não haja questões entre mim e ti, nem entre os meus pastores e os teus, uma vez que somos irmãos.
Não tens toda a região à tua frente? Peço-te que te separes de mim: se fores para a esquerda, eu irei para a direita; se fores para a direita, eu irei para a esquerda».
Lot ergueu os olhos e viu que a planície do Jordão até Soar era toda irrigada. __ Antes de o Senhor ter destruído Sodoma e Gomorra, era como o jardim do Senhor, como a terra do Egipto.
Lot escolheu toda a planície do Jordão e dirigiu-se para oriente. Assim eles se separaram um do outro:
Abrão estabeleceu-se na terra de Canaã e Lot estabeleceu-se nas planícies, armando as suas tendas até Sodoma,
cujos habitantes eram perversos e pecavam gravemente contra o Senhor.
O Senhor disse a Abrão, depois de Lot se ter separado dele: «Ergue os olhos e, do lugar onde estás, olha para o norte e para o sul, para oriente e para ocidente.
Toda a região que vês, dá-la-ei a ti e à tua descendência para sempre.
Tornarei a tua descendência tão numerosa como a poeira da terra: quem puder contar os grãos da poeira da terra poderá contar os teus descendentes.
Levanta-te e percorre essa terra no seu comprimento e na sua largura, porque eu ta darei».
Abrão levantou as suas tendas e foi estabelecer-se junto ao Carvalho de Mambré, em Hebron, e aí construiu um altar ao Senhor.


Mateus 7,6.12-14.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, não vão eles calcá-las aos pés e voltar-se para vos despedaçarem.
Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam fazei-o também a eles, pois nisto consiste a Lei e os Profetas.
Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição e muitos são os que seguem por eles.
Como é estreita a porta e apertado o caminho que conduz à vida e como são poucos aqueles que os encontram!»



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São João Paulo II (1920-2005), papa
Discurso em Paris no dia 3 de Junho de 1980

«É estreita a porta e apertado o caminho que conduz à vida»

Vim encorajar-vos no caminho do Evangelho, um caminho certamente estreito, mas caminho real, seguro, trilhado por gerações de cristãos, ensinado pelos santos. É o caminho pelo qual, exatamente como vós, se esforçam por caminhar os vossos irmãos em toda a Igreja. Este caminho não passa pela resignação, pelas renúncias ou pelos abandonos. Não se coaduna com o enfraquecimento do sentido moral, e desejaria que a própria lei civil ajudasse a elevar o Homem. Não aspira a enterrar-se, a ficar inadvertido, antes exige a audácia jubilosa dos apóstolos. Por isso, deita fora a pusilanimidade, mostrando-se absolutamente respeitoso para com os que não partilham do mesmo ideal.

«Reconhece, ó cristão, a tua dignidade!», dizia o grande Papa S. Leão. E eu, seu indigno sucessor, vo-lo digo a vós, meus irmãos e minhas irmãs: Reconhecei a vossa dignidade! Sede ciosos da vossa fé, do dom do Espírito que o Pai vos outorga. Vim para o meio de vós como um pobre, com a única riqueza da fé, peregrino do Evangelho. Dai à Igreja e ao mundo o exemplo da vossa fidelidade sem desfalecimento e do vosso zelo missionário. A minha visita tem de ser um apelo a um novo impulso perante as numerosas tarefas que se vos oferecem.







domingo, 25 de junho de 2017

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Segunda-feira, dia 26 de Junho de 2017

Segunda-feira da 12ª semana do Tempo Comum

Santos João e Paulo, mártires, +362, S. José Maria Escrivá, presbítero, fundador, +1975, S. Paio, mártir, +925

Comentário do dia
Imitação de Cristo: «Não reparas na trave que está na tua [vista]»

Gén. 12,1-9.

Naqueles dias, o Senhor disse a Abrão: «Deixa a tua terra, a tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que Eu te indicar.
Farei de ti uma grande nação e te abençoarei; engrandecerei o teu nome e serás uma bênção.
Abençoarei a quem te abençoar, amaldiçoarei a quem te amaldiçoar; por ti serão abençoadas todas as nações da terra».
Abrão partiu, como o Senhor lhe tinha ordenado, e levou consigo Lot. Abrão tinha setenta e cinco anos quando saiu de Harã.
Tomou consigo Sarai sua esposa, seu sobrinho Lot, todos os bens que possuía e os servos que reunira em Harã, e partiram em direção à terra de Canaã. Tendo chegado à terra de Canaã,
Abrão atravessou o país até ao lugar de Siquém, até ao Carvalho de Moré. Os cananeus viviam então naquela terra.
O Senhor apareceu a Abrão e disse-lhe: «Darei esta terra à tua descendência». E Abrão ergueu ali um altar ao Senhor, que lhe tinha aparecido.
Subindo dali até ao monte situado ao oriente de Betel, armou lá a sua tenda, entre Betel ao ocidente e Hai ao oriente, ergueu um altar ao Senhor e invocou o seu nome.
Depois foi prosseguindo de acampamento em acampamento, até chegar ao Negueb.


Mateus 7,1-5.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não julgueis e não sereis julgados.
Segundo o julgamento que fizerdes sereis julgados, segundo a medida com que medirdes vos será medido.
Porque olhas o argueiro que o teu irmão tem na vista e não reparas na trave que está na tua?
Como poderás dizer a teu irmão: 'Deixa-me tirar o argueiro que tens na vista', enquanto a trave está na tua?
Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e então verás bem para tirar o argueiro da vista do teu irmão».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Imitação de Cristo, tratado espiritual do século XV, Livraria Moraes, 1959
Livro II, caps. 2 e 3

«Não reparas na trave que está na tua [vista]»

Quando um homem se humilha por causa dos seus defeitos, acalma os outros facilmente e satisfaz sem custo os que consigo se iravam.
Deus protege e liberta o humilde, ama-o e consola-o.
Inclina-Se para ele e dá-lhe grande graça; e, depois do seu abatimento, eleva-o à glória.
Revela os seus segredos ao humilde, arrasta-o e convida-o docemente para Si.
E ele, mesmo na confusão, vive em paz, porque se firma em Deus e não no mundo. [...]

Mantém-te tu em paz; e só então poderás pacificar os outros.
O homem pacífico é mais útil do que o muito instruído.
O apaixonado, porém, converte o bem em mal e acredita facilmente neste.
O homem bom e pacífico converte todas as coisas em bem.
Aquele que está verdadeiramente em paz não suspeita mal de ninguém.
Mas o que é descontente e inquieto é agitado por várias suspeitas.
Nem descansa, nem deixa descansar os outros.
Diz muitas vezes o que não devia dizer e omite fazer o que devia.
Preocupa-se com o que os outros têm de fazer, mas desleixa o que lhe compete.
Tem, antes de tudo, cuidado contigo, e poderás então zelar pelo teu próximo.







sábado, 24 de junho de 2017

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Domingo, dia 25 de Junho de 2017

12º Domingo do Tempo Comum
XII Domingo Comum

S. Máximo, bispo de Turim, +séc. V, S. Guilherme de Vercelli, monge, fundador, +1142

Comentário do dia
Gregório Palamas : «Nada há encoberto que não venha a descobrir-se»

Jer. 20,10-13.

Disse Jeremias: «Eu ouvia as inventivas da multidão: 'Terror por toda a parte! Denunciai-o, vamos denunciá-lo!' Todos os meus amigos esperavam que eu desse um passo em falso: 'Talvez ele se deixe enganar e assim o poderemos dominar e nos vingaremos dele'.
Mas o Senhor está comigo como herói poderoso e os meus perseguidores cairão vencidos. Ficarão cheios de vergonha pelo seu fracasso, ignomínia eterna que não será esquecida.
Senhor do Universo, que sondais o justo e perscrutais os rins e o coração, possa eu ver o castigo que dareis a essa gente, pois a Vós confiei a minha causa.
Cantai ao Senhor, louvai o Senhor, que salvou a vida do pobre das mãos dos perversos».


Romanos 5,12-15.

Irmãos: Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte, assim também a morte atingiu todos os homens, porque todos pecaram.
De facto, até à Lei, existia o pecado no mundo. Mas o pecado não é levado em conta, se não houver lei.
Entretanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo para aqueles que não tinham pecado por uma transgressão à semelhança de Adão, que é figura d'Aquele que havia de vir.
Mas o dom gratuito não é como a falta. Se pelo pecado de um só todos pereceram, com muito mais razão a graça de Deus, dom contido na graça de um só homem, Jesus Cristo, se concedeu com abundância a todos os homens.


Mateus 10,26-33.

Não tenhais medo dos homens, pois nada há encoberto que não venha a descobrir-se, nada há oculto que não venha a conhecer-se.
O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais ao ouvido proclamai-o sobre os telhados.
Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temei antes Aquele que pode lançar na geena a alma e o corpo.
Não se vendem dois passarinhos por uma moeda? E nem um deles cairá por terra sem consentimento do vosso Pai.
Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados.
Portanto, não temais: valeis muito mais do que todos os passarinhos.
A todo aquele que se tiver declarado por Mim diante dos homens também Eu Me declararei por ele diante do meu Pai que está nos Céus.
Mas àquele que Me negar diante dos homens, também Eu o negarei diante do meu Pai que está nos Céus».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Gregório Palamas (1296-1359), monge, bispo e teólogo
Sermão para o Domingo de todos os Santos

«Nada há encoberto que não venha a descobrir-se»

Do alto do céu, Deus oferece a todos os homens as riquezas da sua graça. Ele próprio é a fonte da salvação e a luz de onde emana eternamente a misericórdia e a bondade. Mas nem todos os homens tiram proveito da sua força e da sua graça pelo exercício perfeito da virtude e a realização das suas maravilhas; só o fazem aqueles que puseram as suas realizações em prática e que provaram por atos o seu apego a Deus, aqueles que se afastaram completamente do mal, que aderem firmemente aos mandamentos de Deus e que fixam o seu olhar espiritual em Cristo, Sol de justiça (Mal 3,20).

Do alto do céu, Cristo oferece aos que combatem o socorro do seu braço, e exorta-os com estas palavras do Evangelho: «A todo aquele que se tiver declarado por Mim diante dos homens também Eu Me declararei por ele diante do meu Pai que está nos Céus». Enquanto servidores de Deus, os santos declaram-se por Cristo nesta vida passageira e diante dos homens mortais; fazem-no por um curto espaço de tempo e na presença de um pequeno número de homens. Mas nosso Senhor Jesus Cristo [...] declara-Se por nós no mundo da eternidade, diante de Deus seu Pai, rodeado dos anjos e dos arcanjos e de todas as forças do céu, na presença de todos os homens, desde Adão até ao fim dos séculos. Porque todos ressuscitarão e serão julgados no tribunal de Cristo. Então, na presença de todos e à vista de todos, Ele dará a conhecer, glorificará e coroará aqueles que Lhe provaram a sua fé até ao fim.







sexta-feira, 23 de junho de 2017

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Sabado, dia 24 de Junho de 2017

Nascimento de Saõ João Baptista - Solenidade

Comentário do dia
Liturgia bizantina: «E reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. Irá à frente, diante do Senhor, [...] a fim de proporcionar ao Senhor um povo com boas disposições.» (Lc 1,16-17)

Is. 49,1-6.

Terras de Além-Mar, escutai-me; povos de longe, prestai atenção. O Senhor chamou-me desde o ventre materno, disse o meu nome desde o seio de minha mãe.
Fez da minha boca uma espada afiada, abrigou-me à sombra da sua mão. Tornou-me semelhante a uma seta aguda, guardou-me na sua aljava.
E disse-me: «Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória».
E eu dizia: «Cansei-me inutilmente, em vão e por nada gastei as minhas forças». Mas o meu direito está no Senhor e a minha recompensa está no meu Deus.
E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe reconduzir Jacob e reunir Israel junto d'Ele. Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor, e Deus é a minha força.
Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».


Actos 13,22-26.

Naqueles dias, Paulo falou deste modo: «Deus concedeu aos filhos de Israel David como rei, de quem deu este testemunho: 'Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará sempre a minha vontade'.
Da sua descendência, como prometera, Deus fez nascer Jesus, o Salvador de Israel.
João tinha proclamado, antes da sua vinda, um batismo de penitência a todo o povo de Israel.
Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: 'Eu não sou quem julgais; mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés'.
Irmãos, descendentes de Abraão e todos vós que temeis a Deus: a nós é que foi dirigida esta palavra de salvação».


Lucas 1,57-66.80.

Naquele tempo, chegou a altura de Isabel ser mãe e deu à luz um filho.
Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe tinha feito tão grande benefício e congratularam-se com ela.
Oito dias depois, vieram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias.
Mas a mãe interveio e disse: «Não, Ele vai chamar-se João».
Disseram-lhe: «Não há ninguém da tua família que tenha esse nome».
Perguntaram então ao pai, por meio de sinais, como queria que o menino se chamasse.
O pai pediu uma tábua e escreveu: «O seu nome é João». Todos ficaram admirados.
Imediatamente se lhe abriu a boca e se lhe soltou a língua e começou a falar, bendizendo a Deus.
Todos os vizinhos se encheram de temor e por toda a região montanhosa da Judeia se divulgaram estes factos.
Quantos os ouviam contar guardavam-nos em seu coração e diziam: «Quem virá a ser este menino?». Na verdade, a mão do Senhor estava com ele.
O menino ia crescendo e o seu espírito fortalecia-se. E foi habitar no deserto até ao dia em que se manifestou a Israel.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Liturgia bizantina
Lucernário das Grandes Vésperas da festa da Natividade de João Baptista

«E reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. Irá à frente, diante do Senhor, [...] a fim de proporcionar ao Senhor um povo com boas disposições.» (Lc 1,16-17)

Neste dia vem ao mundo o grande Precursor,
Fruto do seio da estéril Isabel.
Ele é o maior entre os profetas;
Nenhum outro surgiu como ele (Mt 11,11),
Pois ele é a candeia (Jo 5,35) que antecede de perto a claridade suprema,
E a voz (Mt 3,3) que precede o Verbo.
Ele conduz a Cristo a Igreja, sua noiva (Jo 3,29),
E prepara para o Senhor um povo escolhido,
Purificando-o com a água, enquanto aguarda o Espírito.

De Zacarias nasce essa planta jovem,
A mas bela entre os filhos do deserto,
O arauto do arrependimento,
O que purifica pela água (Lc 3,16) os que se transviavam,
Que leva, como precursor (Lc 1,17), o anúncio da ressurreição
Até à casa dos mortos (Mc 6,28),
E que intercede pelas nossas almas.

Desde o seio de tua mãe, bem-aventurado João,
Tu foste o profeta e o precursor de Cristo:
Estremeceste de alegria
Vendo a Rainha vir até junto da serva,
Levando a ti Aquele que o Pai gera sem mãe desde toda a eternidade (Lc 1,40).
Tu, que nasceste de uma mulher estéril e dum velho,
Segundo a promessa do Senhor (Lc 1,13),
Pede-Lhe que tenha piedade das nossas almas.







quinta-feira, 22 de junho de 2017

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Sexta-feira, dia 23 de Junho de 2017

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, solenidade
Sagrado Coração de Jesus (ofício próprio)

S. José Cafasso, presbítero, +1860, S. Bento Menni, presbítero, fundador, +1914

Comentário do dia
Santa Gertrudes de Helfta : «Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.»

Deut. 7,6-11.

Moisés falou ao povo, dizendo:«Tu és um povo consagrado ao Senhor teu Deus; foi a ti que o Senhor, teu Deus, escolheu, para seres o seu povo, entre todos os povos que estão sobre a face da terra.»
«Não foi por serdes mais numerosos que outros povos que o Senhor se agradou de vós e vos escolheu; vós até éreis o mais pequeno de todos os povos.
Porque o Senhor vos ama e é fiel ao juramento que fez a vossos pais, por isso, é que, com mão forte, vos tirou e vos salvou da casa da servidão, da mão do faraó, rei do Egipto.
Reconhece, pois, que o Senhor, teu Deus, é que é Deus, o Deus fiel, que mantém a aliança e a bondade para com os que o amam e observam os seus mandamentos até à milésima geração.
Ele castiga, porém, a cada um dos seus inimigos, fazendo-os perecer; não tardará em dar castigo a cada um dos que o odeiam.
Observarás, pois, os mandamentos, as leis e os preceitos, que Eu hoje te mando pôr em prática.


1 João 4,7-16.

Caríssimos: Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus; e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus.
Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
Assim se manifestou o amor de Deus para connosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele.
Nisto consiste o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou, e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados.
Caríssimos, se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros.
Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e em nós o seu amor é perfeito.
Nisto conhecemos que estamos n'Ele e Ele em nós: porque nos deu o seu Espírito.
E nós vimos e damos testemunho de que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo.
Se alguém confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus.
Nós conhecemos o amor que Deus nos tem e acreditámos no seu amor. Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele.


Mateus 11,25-30.

Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos.
Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado.
Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar».
Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santa Gertrudes de Helfta (1256-1301), monja beneditina
Exercícios 7

«Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.»

A Ti, que por mim fizeste tão grandes e belas coisas, que me obrigaste a ficar ao teu serviço para sempre, que Te darei por tão grandes benefícios? Que louvores, que ações de graças poderia oferecer-Te, ainda que me gastasse mil vezes? O que sou eu, pobre criatura, em comparação contigo, que és a minha abundante redenção? Assim, pois, oferecer-Te-ei por inteiro a minha alma que Tu resgataste, entregar-Te-ei o amor do meu coração. Sim, transporta a minha vida em Ti, leva-me toda inteira em Ti e, encerrando-me em Ti, faz com que eu seja uma única coisa contigo.

Ó amor, o teu ardor divino abriu-me o doce coração do meu Jesus. Ó coração fonte de doçura, coração transbordante de bondade, coração superabundante de caridade, coração de onde corre, gota a gota, a benevolência, coração cheio de misericórdia [...], coração tão amado, peço-te que absorvas todo o meu coração em ti. Pérola preciosíssima do meu coração, convida-me para o teu festim que dá vida; serve-me os vinhos da consolação [...], a fim de que as ruínas do meu espírito se encham da tua caridade divina, e de que a abundância do teu amor supra a pobreza e a miséria da minha alma.

Ó coração amado acima de todas as coisas [...], tem piedade de mim. Suplico-Te que a doçura da tua caridade dê coragem ao meu coração. Que, pela tua bondade, as entranhas da tua misericórdia se comovam a meu favor; porque os meus deméritos são numerosos, e nulos são os meus méritos. Meu Jesus, que o mérito da tua morte preciosa, que foi o único que teve o poder de compensar a dívida universal, me redima de todo o mal que fiz [...]; que ele me atraia a Ti de maneira tão poderosa, que, totalmente transformada pela força do teu amor divino, eu encontre graça a teus olhos. [...] E concede-me, querido Jesus, que Te ame só a Ti em todas as coisas, que a Ti me ligue com fervor, que espere em Ti e não coloque limites à minha esperança.







quarta-feira, 21 de junho de 2017

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Quinta-feira, dia 22 de Junho de 2017

Quinta-feira da 11ª semana do tempo comum

S. Paulino de Nola (bispo, +431), S. João Fisher (bispo mártir, +1535), S. Thomas More (leigo mártir, +1535)

Comentário do dia
Santa Teresa de Ávila : «Quando rezardes, dizei: "Pai"» (Lc 11,2)

2 Cor. 11,1-11.

Irmãos: Podereis vós suportar-me um pouco de insensatez? Estou certo de que a suportareis.
Sinto por vós um ciúme semelhante ao ciúme de Deus, porque vos desposei com um só esposo, que é Cristo, a quem devo apresentar-vos como virgem pura.
Receio, porém, que, assim como Eva foi seduzida pela astúcia da serpente, os vossos pensamentos sejam corrompidos e se afastem da simplicidade para com Cristo.
De facto, se alguém vier pregar-vos outro Jesus diferente d'Aquele que vos pregámos, ou se vos oferecer um Espírito diferente d'Aquele que recebestes, ou um Evangelho diferente daquele que aceitastes, vós o suportareis muito bem.
Mas penso que em nada sou inferior a esses eminentes apóstolos.
Se eu sou inculto na arte de falar, não o sou na ciência, como sempre e em tudo vos temos claramente mostrado.
Teria eu cometido uma falta, por vos ter anunciado o Evangelho de Deus gratuitamente, rebaixando-me a mim próprio para vos exaltar?
Despojei outras Igrejas, aceitando delas sustento para vos poder servir.
E quando estive entre vós e passei necessidade, não fui pesado a ninguém, porque os irmãos que chegaram da Macedónia providenciaram para que nada me faltasse. Em tudo evitei e evitarei ser-vos pesado.
Pela verdade de Cristo de que sou portador, essa glória não me será tirada em terras da Acaia.
E porquê? Porque não vos amo? Deus bem o sabe.


Mateus 6,7-15.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando orardes, não digais muitas palavras, como os pagãos, porque pensam que serão atendidos por falarem muito.
Não sejais como eles, porque o vosso Pai bem sabe do que precisais, antes de vós Lho pedirdes.
Orai assim: 'Pai nosso, que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome;
venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;
e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal'.
Porque se perdoardes aos homens as suas faltas, também o vosso Pai celeste vos perdoará.
Mas se não perdoardes aos homens, também o vosso Pai não vos perdoará as vossas faltas».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita descalça, doutora da Igreja
«Caminho de Perfeição», cap. 27

«Quando rezardes, dizei: "Pai"» (Lc 11,2)

«Pai nosso, que estais nos céus». Ó Senhor meu, como pareceis Pai de tal Filho e como o vosso Filho parece Filho de tal Pai! Bendito sejais para todo o sempre! No fim da oração, não seria já tão grande, Senhor, esta mercê? Mas logo em começando nos encheis as mãos e fazeis tão grande mercê, que seria bem o encher-se dela o entendimento para ocupar a vontade, de modo que não pudesse dizer palavra.

Oh, que bem viria aqui, filhas, a contemplação perfeita! Oh, com quanta razão entraria em si a alma, a fim de melhor poder subir acima de si mesma para que este santo Filho lhe desse a entender qual é o lugar onde diz que está seu Pai, que é nos Céus! […]

Ó Filho de Deus e Senhor meu! Como dais tantos bens juntos logo à primeira palavra? Já que Vós mesmo Vos humilhais em tão grande extremo, até juntar-Vos connosco a pedir, […] como é que ainda quereis nos tenha por filhos […]? Sendo Pai, nos há de sofrer, por graves que sejam as ofensas. Se tornarmos a Ele como o filho pródigo, terá de perdoar, de nos consolar em nossos trabalhos, de nos sustentar, como fará um Pai que forçosamente há de ser melhor que todos os pais do mundo, porque nele não pode haver senão a perfeição de todo o bem, e, depois de tudo isto, fazer-nos participantes e herdeiros convosco. […]

Ó bom Jesus! […] Falastes como Filho dileto, em vosso nome e no nosso. […] Nâo vos parece, filhas, […] que haverá razão, ainda mesmo que digamos vocalmente esta palavra, «Pai Nosso», para a deixarmos de entender com o entendimento, e assim se faça em pedaços o nosso coração ao ver tanto amor?







terça-feira, 20 de junho de 2017

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Quarta-feira, dia 21 de Junho de 2017

Quarta-feira da 11ª semana do Tempo Comum

S. Luís Gonzaga, religioso, +1591

Comentário do dia
Santa Teresa Benedita da Cruz : "O teu Pai vê o que está oculto"

2 Cor. 9,6-11.

Irmãos: Lembrai-vos disto: Quem semeia pouco também colherá pouco e quem semeia abundantemente também colherá abundantemente.
Dê cada um segundo o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento, porque Deus ama aquele que dá com alegria.
E Deus é poderoso para vos cumular de todas as graças, de modo que, tendo sempre e em tudo o necessário, vos fique ainda muito para toda a espécie de boas obras,
como está escrito: «Repartiu com largueza pelos pobres; a sua justiça permanece para sempre».
Aquele que dá a semente ao semeador e o pão para alimento também vos dará a semente em abundância e multiplicará os frutos da vossa justiça.
Sereis enriquecidos em tudo e podereis praticar a mais larga generosidade, que fará subir, por nosso intermédio, a ação de graças a Deus.


Mateus 6,1-6.16-18.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Aliás, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está nos Céus.
Assim, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.
Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita,
para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
Quando rezardes, não sejais como os hipócritas, porque eles gostam de orar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.
Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
Quando jejuardes, não tomeis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto, para mostrarem aos homens que jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.
Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto,
para que os homens não percebam que jejuas, mas apenas o teu Pai, que está presente no que é oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
A oração da Igreja

"O teu Pai vê o que está oculto"

Não se trata de conceber a oração interior, livre das formas tradicionais, como uma piedade simplesmente subjetiva, e de a opor à liturgia, que seria a oração objetiva da Igreja; através de toda a verdadeira oração, alguma coisa se passa na Igreja e é a própria Igreja quem reza; pois é o Espírito Santo que vive nela que, em cada alma, «intercede por nós com gemidos inefáveis» (Rom 8,26). E essa é a verdadeira oração, porque «ninguém pode dizer "Jesus é o Senhor" senão por influência do Espírito Santo» (1Cor 12,3). O que seria a oração da Igreja se não fosse a oferenda daqueles que, ardendo em amor, se entregam ao Deus que é amor?

O dom de si a Deus, por amor e sem limites, e o dom divino que se recebe em troca, a união plena e constante, é a mais alta elevação do coração que nos é acessível, o mais alto grau da oração. As almas que o atingiram são, na verdade, o coração da Igreja; nelas vive o amor de Jesus, sumo-sacerdote. Escondidas com Cristo em Deus (Col 3,3), não podem deixar de fazer irradiar para outros corações o amor divino de que estão cheias, concorrendo assim para o cumprimento da unidade perfeita de todos em Deus, como era e continua a ser o grande desejo de Jesus.







segunda-feira, 19 de junho de 2017

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Terça-feira, dia 20 de Junho de 2017

Terça-feira da 11ª semana do Tempo Comum

Beata Teresa, viúva, religiosa, +1250, Beata Mafalda, virgem, +1256, Beato Francisco Pacheco, presbítero e mártir, +1626, Beata Sancha, virgem, +1229

Comentário do dia
São Francisco de Assis : «Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos»

2 Cor. 8,1-9.

Queremos dar-vos a conhecer, irmãos, a graça que Deus concedeu às Igrejas da Macedónia.
No meio de grandes tribulações com que foram provadas, distribuíram generosamente e com transbordante alegria, apesar da sua extrema pobreza, os tesouros da sua liberalidade.
Sou testemunha de que eles, segundo as suas posses e para além das suas posses, nos pediram espontaneamente
e com muita insistência a graça de participarem neste serviço em favor dos cristãos de Jerusalém.
Ultrapassando as nossas esperanças, deram-se a si mesmos, primeiro ao Senhor, depois a nós, por vontade de Deus.
Por isso pedimos a Tito que levasse a bom termo entre vós esta obra de generosidade, como ele a tinha começado.
Portanto, já que sobressaís em tudo __ na fé, na eloquência, na ciência, em toda a espécie de atenções e na caridade que vos ensinámos __ procurai também sobressair nesta obra de generosidade.
Não vo-lo digo como quem manda, mas quero verificar, perante a solicitude dos outros, a sinceridade da vossa caridade.
Conheceis a generosidade de Nosso Senhor Jesus Cristo: Ele, que era rico, fez-Se pobre por vossa causa, para vos enriquecer pela sua pobreza.


Mateus 5,43-48.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito: 'Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo'.
Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem,
para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos.
Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos?
E se saudardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos?
Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Francisco de Assis (1182-1226), fundador da Ordem dos Frades Menores
Primeira Regra, §22

«Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos»

Nós, todos os irmãos, acatamos atentamente o que diz o Senhor: «Amai os vossos inimigos, fazei o bem a quem vos odeia». Nosso Senhor Jesus Cristo, cujos passos devemos seguir (1Pe 2,21), deu o nome de amigo a quem O traía (Mt 26,50), e ofereceu-Se voluntariamente aos que O iam crucificar. Por conseguinte são nossos amigos todos aqueles que nos infligem injustamente adversidades e angústias, afrontas e ofensas, dores e tormentos, o martírio e a morte. Devemos amá-los muito, porque os ferimentos que nos causam proporcionar-nos-ão a vida eterna.







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