domingo, 22 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 23 de Novembro de 2009

Segunda-feira da 34ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S.Clemente I, papa, mártir, +102

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Bem-aventurado Charles de Foucauld : «Eles deitaram no tesouro do que lhes sobejava [...], enquanto ela deitou da sua indigência»


Evangelho segundo S. Lucas 21,1-4.

Levantando os olhos, Jesus viu os ricos deitarem no cofre do tesouro as suas ofertas. Viu também uma viúva pobre deitar lá duas moedinhas e disse: «Em verdade vos digo que esta viúva pobre deitou mais do que todos os outros; pois eles deitaram no tesouro do que lhes sobejava, enquanto ela, da sua indigência, deitou tudo o que tinha para viver.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Bem-aventurado Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara
Meditações sobre o Evangelho, 263 (in Oeuvres spirituelles, Seuil 1958, p. 174)

«Eles deitaram no tesouro do que lhes sobejava [...], enquanto ela deitou da sua indigência»


Não desprezemos os pobres, os pequenos [...]; para além de serem nossos irmãos em Deus, são os que imitam mais perfeitamente Jesus na Sua vida exterior. Eles representam perfeitamente Jesus, o operário de Nazaré. Eles são os anciãos entre os eleitos, os primeiros a ser chamados ao berço do Salvador. Eles foram os companheiros habituais de Jesus, do Seu nascimento até à morte; a eles pertenciam Maria e José e os apóstolos. [...] Longe de os desprezar, honremo-los, honremos neles a imagem de Jesus e dos Seus santos pais; em lugar de os desdenhar, admiremo-los. [...] Imitemo-los e, dado que vemos que a sua condição é a melhor, aquela que Jesus escolheu para Si mesmo, para os seus, aquela que chamou em primeiro lugar para junto do Seu berço, aquela que Ele mostrou pelos Seus actos e palavras [...], abracemo-la. [...] Sejamos pobres operários como Ele, como Maria, José, os apóstolos, os pastores, e se algum dia Ele nos chamar para o apostolado, permaneçamos nesta vida tão pobres como Ele nela permaneceu, tão pobres como nela ficou um São Paulo «o seu fiel imitador» (cf 1Cor 11, 1).

Não deixemos nunca de ser em tudo pobres, irmãos dos pobres, companheiros dos pobres, sejamos os mais pobres dos pobres como Jesus, e como Ele amemos os pobres e rodeemo-nos deles.





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sábado, 21 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 22 de Novembro de 2009

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO - Solenidade


Domingo de Cristo Rei (semana II do saltério)
Hoje a Igreja celebra : Santa Cecília, virgem, mártir, séc. III ou IV

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Orígenes : «Venha o Teu Reino» (Mt 6, 10)


Evangelho segundo S. João 18,33-37.

Pilatos entrou de novo no edifício da sede, chamou Jesus e perguntou-lhe: «Tu és rei dos judeus?» Respondeu-lhe Jesus: «Tu perguntas isso por ti mesmo, ou porque outros to disseram de mim?» Pilatos replicou: «Serei eu, porventura, judeu? A tua gente e os sumos sacerdotes é que te entregaram a mim! Que fizeste?» Jesus respondeu: «A minha realeza não é deste mundo; se a minha realeza fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que Eu não fosse entregue às autoridades judaicas; portanto, o meu reino não é de cá.» Disse-lhe Pilatos: «Logo, Tu és rei!» Respondeu-lhe Jesus: «É como dizes: Eu sou rei! Para isto nasci, para isto vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que vive da Verdade escuta a minha voz.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Orígenes (c. 185-253), presbítero e teólogo
A oração, 25; GCS 3, 356 (a partir da trad. do breviário)

«Venha o Teu Reino» (Mt 6, 10)


O reino do pecado é inconciliável com o reino de Deus. Portanto se queremos que Deus reine sobre nós, «que o pecado não reine mais no vosso corpo mortal». Mas «crucifiquemos os nossos membros no que toca à prática de coisas da terra», demos frutos do Espírito. Assim, como num paraíso espiritual, o Senhor passeará em nós, reinando sozinho com o Seu Cristo. Este será entronado em nós «à direita do Todo-Poderoso» que desejamos receber até que todos os Seus inimigos presentes em nós «se tornem estrado para os Seus pés» e seja expulso para longe «todo o principado, toda a dominação e poder».

Tudo isto pode acontecer em cada um de nós até que seja destruído «o último inimigo [...]: a morte» e Cristo diga em nós: «Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?» Por isso, desde agora, que tudo o que é «corruptível» em nós se torne santo e «se revista de incorruptibilidade» e o que é «mortal» [...] se «revista da imortalidade» do Pai. Assim, Deus reinará sobre nós e estaremos desde já na alegria do novo nascimento e da ressurreição.

(Referências bíblicas: Rom 6, 12; Col 3, 5; Gn 3, 8; Mt 26, 64; Sl 110, 1; 1Cor 15, 24.26.55.53)





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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 21 de Novembro de 2009

Sábado da 33a semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Apresentação de Nossa Senhora no Templo

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São Paciano de Barcelona : «Deus não é Deus de mortos, mas de vivos»


Evangelho segundo S. Lucas 20,27-40.

Aproximaram-se alguns saduceus, que negam a ressurreição, e interrogaram-no: «Mestre, Moisés prescreveu nos que, se morrer um homem deixando a mulher, mas não tendo filhos, seu irmão casará com a viúva, para dar descendência ao irmão. Ora, havia sete irmãos: o primeiro casou-se e morreu sem filhos; o segundo, depois o terceiro, casaram com a viúva; e o mesmo sucedeu aos sete, que morreram sem deixar filhos. Finalmente, morreu também a mulher. Ora bem, na ressurreição, a qual deles pertencerá a mulher, uma vez que os sete a tiveram por esposa?» Jesus respondeu-lhes: «Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se; mas aqueles que forem julgados dignos da vida futura e da ressurreição dos mortos não se casam, sejam homens ou mulheres, porque já não podem morrer: são semelhantes aos anjos e, sendo filhos da ressurreição, são filhos de Deus. E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob. Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; pois, para Ele, todos estão vivos.» Tomando, então, a palavra, alguns doutores da Lei disseram: «Mestre, falaste bem.» E já não se atreviam a interrogá lo sobre mais nada.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Paciano de Barcelona (? – c. 390), bispo
Homilia sobre o baptismo, 6-7; PL 13, 1093 (a partir da trad. do breviário)

«Deus não é Deus de mortos, mas de vivos»


«Assim como trouxemos a imagem do homem da terra, assim também levaremos a imagem do homem celeste; [porque] o primeiro homem, tirado da terra, é terrestre; o segundo vem do céu» (1Cor 15,49.47). Se assim agirmos, meus bem-amados, não morreremos no futuro. Mesmo que o nosso corpo se dissolva, viveremos em Cristo, conforme Ele afirma: «Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em Mim, mesmo que tenha morrido, viverá» (Jo 11, 25). Estamos certos, segundo o testemunho do próprio Senhor, de que Abraão, Isaac, Jacob e todos os santos estão vivos. Porque é acerca deles que o Senhor diz: «Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; pois, para Ele, todos estão vivos» (Lc 20,38). E o apóstolo Paulo diz, falando de si próprio: «É que, para mim, viver é Cristo e morrer, um lucro. [...] Tenho o desejo de partir e de estar com Cristo» (Fil 1, 21.23). Diz ainda: «Estamos sempre confiantes e conscientes de que, permanecendo neste corpo, vivemos exilados, longe do Senhor, pois caminhamos pela fé e não pela visão» (2Cor 5, 6-7). Eis aquilo em que acreditamos, irmãos bem-amados. Aliás, o apóstolo diz também: «E se nós temos esperança em Cristo apenas para esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens» (1Cor 15,19).

A vida neste mundo, como vedes, é igual para os animais, as feras, os pássaros, e para nós próprios, e pode até ser mais longa para eles. Mas o que é próprio do homem, é o que Cristo nos deu pelo Seu Espírito, e que é a vida sem fim,  sob condição de não voltarmos a pecar: «É que o salário do pecado é a morte; ao passo que o dom gratuito que vem de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus, Senhor nosso» (Rom 6, 23).





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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 20 de Novembro de 2009

Sexta-feira da 33ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Santo Edmundo, rei, mártir, +870

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Santo Agostinho : «Todo o povo ficava suspenso dos Seus lábios»


Evangelho segundo S. Lucas 19,45-48.

Depois, entrando no templo, começou a expulsar os vendedores. E dizia-lhes: «Está escrito: A minha casa será casa de oração; mas vós fizestes dela um covil de ladrões.» Ensinava todos os dias no templo, e os sumos sacerdotes e os doutores da Lei, assim como os chefes do povo, procuravam matá-lo. Não sabiam, porém, como proceder, pois todo o povo, ao ouvi-lo, ficava suspenso dos seus lábios.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Sermão sobre o Salmo 130, § 3

«Todo o povo ficava suspenso dos Seus lábios»


Reza-se no templo de Deus quando se reza na paz da Igreja, na unidade do Corpo de Cristo, porque o Corpo de Cristo é constituído pela multidão dos crentes espalhados por toda a terra. [...] Para sermos atendidos, é neste templo que temos de rezar, «em espírito e verdade» (Jo 4, 23), e não no Templo material de Jerusalém. Este era «uma sombra das coisas que hão-de vir» (Col 2,17), e por isso caiu em ruínas. [...] Este templo que caiu não podia ser a casa de oração da qual foi dito: «A Minha casa será chamada casa de oração para todas as nações» (Mc 11, 17; Is 56, 7).

Será que os que a transformaram num «covil de ladrões» foram realmente os causadores da sua queda? Pois também os que levam na Igreja uma vida de desordem, os que procuram fazer da casa de Deus um covil de ladrões, estando ela em seu poder, também esses não poderão destruir este templo. Virá o tempo em que serão expulsos sob o chicote dos seus pecados. Esta assembleia de fiéis, templo de Deus e Corpo de Cristo, tem apenas uma voz e canta como um só homem. [...] Se quisermos, essa voz será a nossa; se quisermos escutar o cântico, cantá-lo-emos também no nosso coração.





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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 19 de Novembro de 2009

Quinta-feira da 33ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Santa Matilde de Hackeborn, monja, +1298,  S. Roque Gonzales e comp., mártires

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Paulo VI: «Mas agora isto está oculto aos teus olhos»


Evangelho segundo S. Lucas 19,41-44.

Quando se aproximou, ao ver a cidade, Jesus chorou sobre ela e disse: «Se neste dia também tu tivesses conhecido o que te pode trazer a paz! Mas agora isto está oculto aos teus olhos. Virão dias para ti, em que os teus inimigos te hão-de cercar de trincheiras, te sitiarão e te apertarão de todos os lados; hão-de esmagar-te contra o solo, assim como aos teus filhos que estiverem dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, por não teres reconhecido o tempo em que foste visitada.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Paulo VI, Papa de 1963 a 1978
Exortacão apostólica sobre a alegria cristã «Gaudete in Domino» (a partir da trad. DC n° 1677, 1/6/1975 © copyright Libreria Editrice Vaticana)

«Mas agora isto está oculto aos teus olhos»


É evidente que nenhuma cidade santa deste mundo constitui a meta da nossa peregrinação no tempo. Esta meta está escondida para além deste mundo, no coração do mistério de Deus ainda invisível para nós; porque é na fé que caminhamos, não na clara visão, e o que seremos não nos foi ainda revelado. A nova Jerusalém, da qual somos já cidadãos e filhos, desce do alto, de junto de Deus. Dessa cidade, a única definitiva, ainda não contemplámos o esplendor a não ser como num espelho, de maneira confusa, sustentando com firmeza a palavra profética. Mas a partir de agora somos seus cidadãos, ou somos convidados a sê-lo; toda a peregrinação espiritual recebe o seu sentido interior deste destino último.

Assim sucedeu com a Jerusalém celebrada pelos salmistas. O próprio Jesus e Sua mãe cantaram na terra, subindo a Jerusalém, os cânticos de Sião: «Beleza perfeita, alegria de toda a terra». No entanto, é Cristo que doravante torna atractiva a Jerusalém do alto, é para Ele que caminhamos em marcha interior.

(Referências bíblicas: 1Jo 3, 2; Gal 4, 26; Ap 21, 2; 1Cor 13, 12; Sl 49, 2; Sl 47, 3)





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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 18 de Novembro de 2009

Quarta-feira da 33ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo,  Beato Domingos Jorge, leigo, mártir, +1619

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Santa Gertrudes d'Helfta : «Ele convocou os servos»


Evangelho segundo S. Lucas 19,11-28.

Estando eles a ouvir estas coisas, Jesus acrescentou uma parábola, por estar perto de Jerusalém e por eles pensarem que o Reino de Deus ia manifestar-se mediatamente. Disse, pois: «Um homem nobre partiu para uma região longínqua, a fim de tomar posse de um reino e em seguida voltar. Chamando dez dos seus servos, entregou-lhes dez minas e disse-lhes: 'Fazei render a mina até que eu volte.' Mas os seus concidadãos odiavam-no e enviaram uma embaixada atrás dele, para dizer: 'Não queremos que ele seja nosso rei.' Quando voltou, depois de tomar posse do reino, mandou chamar os servos a quem entregara o dinheiro, para saber o que tinha ganho cada um deles. O primeiro apresentou-se e disse: 'Senhor, a tua mina rendeu dez minas.' Respondeu-lhe: 'Muito bem, bom servo; já que foste fiel no pouco, receberás o governo de dez cidades.' O segundo veio e disse: 'Senhor, a tua mina rendeu cinco minas.' Respondeu igualmente a este: 'Recebe, também tu, o governo de cinco cidades.' Veio outro e disse: 'Senhor, aqui tens a tua mina que eu tinha guardado num lenço, pois tinha medo de ti, que és homem severo, levantas o que não depositaste e colhes o que não semeaste.' Disse-lhe ele: 'Pela tua própria boca te condeno, mau servo! Sabias que sou um homem severo, que levanto o que não depositei e colho o que não semeei; então, porque não entregaste o meu dinheiro ao banco? Ao regressar, tê-lo-ia recuperado com juros.' E disse aos presentes: 'Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem dez minas.' Responderam-lhe: 'Senhor, ele já tem dez minas!' Digo-vos Eu: A todo aquele que tem, há-de ser dado, mas àquele que não tem, mesmo aquilo que tem lhe será tirado. Quanto a esses meus inimigos, que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os cá e degolai-os na minha presença.» Dito isto, Jesus seguiu para diante, em direcção a Jerusalém.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Gertrudes d'Helfta (1256-1301), monja beneditina
Exercícios, 7, Prémio (a partir da trad. SC 127, p. 265 rev.)

«Ele convocou os servos»


Ó Verdade querida, ó justa Rectidão de Deus, como comparecerei perante ti, levando a minha iniquidade [...], o fardo da minha tão grande negligência? O tesouro da fé cristã e da vida espiritual, infelizmente, não o entreguei ao tesouro dos banqueiros da caridade, de onde o poderias ter retirado em seguida, segundo a tua vontade, aumentado com os juros de toda a perfeição. O talento que me foi confiado, o meu tempo, não só o gastei em vão, como o deixei fugir, desbaratado e totalmente perdido. Onde irei? Para que lado me voltarei? «Como poderei ausentar-me do Vosso espírito e como fugirei à Vossa presença?» (Sl 138, 7).

Ò Verdade, tu tens por assessores inseparáveis a justiça e a rectidão [...]. Mal de mim se comparecer perante o teu tribunal sem ter advogado que responda por mim. Ó Caridade, vem resgatar-me. Responde tu por mim. Solicita tu o meu perdão. Defende tu a minha causa a fim de que, graças a ti, eu viva.

Já sei o que farei: «Elevarei o cálice da salvação» (Sl 115, 13). Colocarei o cálice de Jesus sobre a bandeja vazia da Verdade. Assim suprirei tudo o que me falta. Assim cobrirei todos os meus pecados. Por esse cálice reconstruirei todas as minhas ruínas. Por esse cálice suprirei, dignamente e muito para além do necessário, tudo o que há em mim de imperfeito. [...]

Ó Verdade querida, vir a ti sem o meu Jesus ser-me-ia intolerável; mas com o meu Jesus, comparecer perante ti será para mim coisa bem agradável e aprazível. Ó Verdade, senta-te agora no teu tribunal. [...]. «Nenhum mal temerei» (Sl 22, 4).





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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 17 de Novembro de 2009

Terça-feira da 33ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Santa Isabel, rainha da Hungria, +1231

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Santo Efrém : «Hoje veio a salvação a esta casa»


Evangelho segundo S. Lucas 19,1-10.

Tendo entrado em Jericó, Jesus atravessava a cidade. Vivia ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe de cobradores de impostos. Procurava ver Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. Correndo à frente, subiu a um sicómoro para o ver, porque Ele devia passar por ali. Quando chegou àquele local, Jesus levantou os olhos e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa.» Ele desceu imediatamente e acolheu Jesus, cheio de alegria. Ao verem aquilo, murmuravam todos entre si, dizendo que tinha ido hospedar-se em casa de um pecador. Zaqueu, de pé, disse ao Senhor: «Senhor, vou dar metade dos meus bens aos pobres e, se defraudei alguém em qualquer coisa, vou restituir-lhe quatro vezes mais.» Jesus disse-lhe: «Hoje veio a salvação a esta casa, por este ser também filho de Abraão; pois, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Efrém (c. 306 – 373), diácono na Síria, Doutor da Igreja
Diatessaron, XV, 20-21 (a partir da trad. cf. SC 121, p. 277)

«Hoje veio a salvação a esta casa»


Rezava Zaqueu em seu coração: «Bem-aventurado aquele que é digno de receber este Justo em sua casa». Nosso Senhor disse-lhe: «Desce depressa, Zaqueu!» E este, vendo que o Senhor lhe conhecia os pensamentos, disse: «Se conhece os meus pensamentos, também conhece os meus actos». E foi por isso que declarou: «Se defraudei alguém em qualquer coisa, vou restituir-lhe quatro vezes mais».

«Desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa». Graças à segunda árvore, a do chefe dos publicanos, a primeira árvore, a de Adão, cai no esquecimento, e também o nome de Adão é esquecido graças ao justo Zaqueu [...]: «Hoje veio a salvação a esta casa». [...] Pela sua obediência pronta, aquele que ontem não passava de um ladrão torna-se hoje um benfeitor; aquele que ontem era colector de impostos torna-se hoje um discípulo.

Zaqueu abandonou a lei antiga; subiu a uma árvore inerte, símbolo da surdez do seu espírito. Mas esta ascensão é o símbolo da sua salvação. Ele abandonou a sua baixeza, subindo à árvore para ver a divindade nas alturas. Nosso Senhor apressou-Se a convidá-lo a descer daquela árvore ressequida que era a sua antiga maneira de ser, a fim de que ele não permanecesse surdo. O amor a Nosso Senhor que nele ardia consumiu nele o homem velho, para nele moldar um homem novo.





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domingo, 15 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 16 de Novembro de 2009

Segunda-feira da 33ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Santa Gertrudes, Magna, monja, +1303,  Santa Margarida, rainha da Escócia, +1093,  São José Moscati, médico, +1927

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São Gregório Magno : «Jesus, filho de David, tem misericórdia de mim»


Evangelho segundo S. Lucas 18,35-43.

Quando se aproximavam de Jericó, estava um cego sentado a pedir esmola à beira do caminho. Ouvindo a multidão que passava, perguntou o que era aquilo. Disseram-lhe que era Jesus de Nazaré que ia a passar. Então, bradou: «Jesus, Filho de David, tem misericórdia de mim!» Os que iam à frente repreendiam-no, para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais: «Filho de David, tem misericórdia de mim!» Jesus parou e mandou que lho trouxessem. Quando o cego se aproximou, perguntou-lhe: «Que queres que te faça?» Respondeu: «Senhor, que eu veja!» Jesus disse-lhe: «Vê. A tua fé te salvou.» Naquele mesmo instante, recobrou a vista e seguia-o, glorificando a Deus. E todo o povo, ao ver isto, deu louvores a Deus.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Gregório Magno (c. 540-604), papa e Doutor da Igreja
Homilia 2 sobre o Evangelho (a partir da trad. Luc commenté, DDB 1987, p. 140 rev.)

«Jesus, filho de David, tem misericórdia de mim»


Observemos que é quando Jesus se aproxima de Jericó que o cego recupera a vista. Jericó significa «lua» e na Sagrada Escritura a lua é o símbolo da carne votada ao desaparecimento; em determinado momento do mês ela diminui, simbolizando o declínio da nossa condição humana votada à morte. É, pois, ao aproximar-se de Jericó que o nosso Criador faz com que o cego recupere a vista. É ao tornar-Se próximo de nós pela carne, de que Se revestiu, com a sua mortalidade, que Ele torna a dar ao género humano a luz que tínhamos perdido. É porque Deus endossa a nossa natureza que o homem acede à condição divina.

E é precisamente a humanidade que está representada por este cego sentado na beira do caminho e a mendigar, pois a Verdade diz de Si mesma: «Eu sou o caminho» (Jo 14, 6). Aquele que não conhece o brilho da luz eterna é de facto cego, mas se começa a crer no Redentor então fica «sentado à beira do caminho». Se, embora crendo Nele, não Lhe implora o dom da luz eterna, se se recusa a pedir-Lho, será sempre um cego à beira do caminho; um cego que não pede. [...] Que todo o homem que reconhece as trevas que o tornam cego, que todo o homem que compreende que lhe falta a luz eterna grite do fundo do seu coração, grite com toda a sua alma: «Jesus, filho de David, tem misericórdia de mim.»





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sábado, 14 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 15 de Novembro de 2009

33º Domingo do Tempo Comum - Ano B


Hoje a Igreja celebra : Santo Alberto Magno, bispo, Doutor da Igreja, +1280

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Cardeal John Henry Newman : O exemplo da figueira


Evangelho segundo S. Marcos 13,24-32.

«Mas nesses dias, depois daquela aflição, o Sol vai escurecer-se e a Lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do céu e as forças que estão no céu serão abaladas. Então, verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens com grande poder e glória. Ele enviará os seus anjos e reunirá os seus eleitos dos quatro ventos, da extremidade da terra à extremidade do céu.» «Aprendei, pois, a parábola da figueira. Quando já os seus ramos estão tenros e brotam as folhas, sabeis que o Verão está próximo. Assim, também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que Ele está próximo, às portas. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. Quanto a esse dia ou a essa hora, ninguém os conhece: nem os anjos do Céu, nem o Filho; só o Pai.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Cardeal John Henry Newman (1801-1890), presbítero, fundador de comunidade religiosa, teólogo
«The Invisible World» PPS, IV, 13

O exemplo da figueira


Apenas uma vez por ano, mas ainda assim uma vez, o mundo que vemos manifesta subitamente as suas capacidades escondidas e revela-se de várias formas. Então as folhas aparecem, as árvores de fruto e as flores desabrocham, a erva e o trigo germinam. Há subitamente um impulso e irrompe a vida escondida que Deus colocou no mundo material. Ora bem! Isto serve-nos como exemplo do que o mundo pode fazer a uma ordem de Deus. Esta terra [...] explodirá um dia num mundo novo de luz e de glória, no qual veremos os santos e os anjos. Quem pensaria, sem a experiência que teve das Primaveras precedentes, quem poderia conceber, dois ou três meses antes, que a face da Natureza, que parecia morta, pudesse tornar-se tão esplêndida e tão variada ? [...]

O mesmo se passa com respeito a essa Primavera eterna que espera todos os cristãos: virá, mesmo que tarde. Esperemo-la porque «o que há-de vir virá e não tardará» (Heb 10, 37). É por isso que dizemos todos os dias «Venha a nós o Vosso reino!» O que quer dizer: Mostra a Tua grandeza, Senhor; Tu que tens o Teu trono sobre os querubins, mostra a Tua grandeza. Desperta o Teu poder e vem salvar-nos [cf. Sl 80 (79), 2-3].





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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 14 de Novembro de 2009

Sábado da 32a semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. José Pignatelli, presbítero, +1811

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São Josemaría Escrivá de Balaguer : Orar sempre


Evangelho segundo S. Lucas 18,1-8.

Depois, disse-lhes uma parábola sobre a obrigação de orar sempre, sem desfalecer: «Em certa cidade, havia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. Naquela cidade vivia também uma viúva que ia ter com ele e lhe dizia: 'Faz-me justiça contra o meu adversário.' Durante muito tempo, o juiz recusou-se a atendê-la; mas, um dia, disse consigo: 'Embora eu não tema a Deus nem respeite os homens, contudo, já que esta viúva me incomoda, vou fazer-lhe justiça, para que me deixe de vez e não volte a importunar-me.'» E o Senhor continuou: «Reparai no que diz este juiz iníquo. E Deus não fará justiça aos seus eleitos, que a Ele clamam dia e noite, e há-de fazê-los esperar? Eu vos digo que lhes vai fazer justiça prontamente. Mas, quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra?»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Josemaría Escrivá de Balaguer (1902-1975), presbítero, fundador
Homilia «Cristo Presente nos Cristãos», em «Cristo que Passa», nº 116

Orar sempre


«Orai sem interrupção», manda o apóstolo (1 Tes 5, 17). E, recordando este preceito apostólico, escreve Clemente de Alexandria: «Manda-se-nos louvar e honrar o Verbo, a Quem conhecemos como salvador e rei; e por Ele o Pai, não em dias escolhidos, como fazem alguns, mas constantemente, ao longo de toda a vida, e de todos os modos possíveis».

No meio das ocupações de cada jornada, no momento de vencer a tendência para o egoísmo, ao sentir a alegria da amizade com os outros homens, em todos esses instantes o cristão deve reencontrar Deus. Por Cristo e no Espírito Santo, o cristão tem acesso à intimidade de Deus Pai, e percorre o seu caminho buscando esse reino, que não é deste mundo, mas que neste mundo se inicia e se prepara.

É preciso privar com Cristo na palavra e no pão, na Eucaristia e na oração. Tratá-Lo como se trata com um amigo, como um ser real e vivo, como Cristo é, porque ressuscitou. [...] Cristo, Cristo ressuscitado, é o companheiro, o amigo. Um companheiro que apenas Se deixa ver entre sombras, mas cuja realidade enche toda a nossa vida, e que nos faz desejar a Sua companhia definitiva. «O Espírito e a Esposa dizem. Vem! E aquele que ouve diga: Vem! Que aquele que tem sede venha! Que aquele que deseja receba gratuitamente a água da vida. [...] O que dá testemunho destas coisas diz: Sim, Eu venho em breve. Assim seja, vem Senhor Jesus!» (Ap 22, 17.20).





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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 13 de Novembro de 2009

Sexta-feira da 32ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Santo Estanislau Kostka, religioso, +1568

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São Bento : «Desperta, tu que dormes» (Ef 5, 14)


Evangelho segundo S. Lucas 17,26-37.

Como sucedeu nos dias de Noé, assim sucederá também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, os homens casavam-se e as mulheres eram dadas em casamento, até ao dia em que Noé entrou na Arca e veio o dilúvio, que os fez perecer a todos. O mesmo sucedeu nos dias de Lot: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, construíam; mas, no dia em que Lot saiu de Sodoma, Deus fez cair do céu uma chuva de fogo e enxofre, que os matou a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem se revelar. Nesse dia, quem estiver no terraço e tiver as suas coisas em casa não desça para as tirar; e, do mesmo modo, quem estiver no campo não volte atrás. Lembrai-vos da mulher de Lot. Quem procurar salvar a vida, há-de perdê-la; e quem a perder, há-de conservá-la. Digo-vos que, nessa noite, estarão dois numa cama: um será tomado e o outro será deixado. Duas mulheres estarão juntas a moer: uma será tomada e a outra será deixada. Dois homens estarão no campo: um será tomado e o outro será deixado.» Tomando a palavra, os discípulos disseram-lhe: «Senhor, onde sucederá isso?» Respondeu-lhes: «Onde estiver o corpo, lá se juntarão também os abutres.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Bento (480-547), monge
Regra, Prólogo, 8-22

«Desperta, tu que dormes» (Ef 5, 14)


Levantemo-nos pois; a Escritura não cessa de nos despertar dizendo: «Já é hora de despertardes do sono» (Rom 13, 11). Abramos os olhos à luz divina. Escutemos com um ouvido atento a voz possante de Deus que cada dia nos apressa dizendo: «Não torneis duros os vossos corações» (Sl 94, 8). E ainda: «Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas» (Ap 2, 7). E que diz Ele? «Vinde, Meus filhos, ouvi-Me, Eu vos ensinarei o temor do Senhor» (Sl 33, 12). «Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos surpreendam» (Jo 12, 35).

Procurando o seu trabalhador entre a multidão de pessoas a quem lança este apelo, o Senhor diz ainda: «Qual o homem que ama a vida e deseja largos dias para que possa gozar da prosperidade?» (Sl 33, 13). Se, ao ouvires isto, responderes: Eu, Deus diz-te: Queres ter a verdadeira vida, a vida eterna? Então «guarda a tua língua do mal e os teus lábios das palavras enganosas; afasta-te do mal e faz o bem, procura a paz e conserva-a» (Sl 33, 14-15). Quando tiverdes feito isso, pousarei os olhos em vós e darei ouvido às vossas orações e «antes mesmo de me terdes chamado, dir-vos-ei: Eis-me aqui» (Is 58, 9).

Que pode ser mais doce, irmãos bem-amados, que esta voz do Senhor que nos convida? Eis que, na sua ternura, o Senhor nos indica o caminho da vida. Cingidos com a fé e a prática das boas acções, e guiados pelo evangelho, vamos então pelos caminhos que Ele nos traça para sermos admitidos a ver Aquele que nos chamou ao Seu reino (1Tes 2, 12). Se queremos habitar na morada do Seu reino, avancemos pelas boas acções, senão nunca lá chegaremos.





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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 12 de Novembro de 2009

Quinta-feira da 32ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Josafá Kuncevicz, monge, bispo, mártir, +1623

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Santo Isaac: «O Reino de Deus está entre vós»


Evangelho segundo S. Lucas 17,20-25.

Interrogado pelos fariseus sobre quando chegaria o Reino de Deus, Jesus respondeu-lhes: «O Reino de Deus não vem de maneira ostensiva. Ninguém poderá afirmar: 'Ei-lo aqui' ou 'Ei-lo ali', pois o Reino de Deus está entre vós.» Depois, disse aos discípulos: «Tempo virá em que desejareis ver um dos dias do Filho do Homem e não o vereis. Vão dizer-vos: 'Ei-lo ali', ou então: 'Ei-lo aqui.' Não queirais ir lá nem os sigais. Porque, como o relâmpago, ao faiscar, brilha de um extremo ao outro do céu, assim será o Filho do Homem no seu dia. Mas, primeiramente, Ele tem de sofrer muito e ser rejeitado por esta geração.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Isaac, o Sírio (séc. VII), monge perto de Mossul
Discursos ascéticos, 1.ª série (a partir da trad. DDB 1981 rev.)

«O Reino de Deus está entre vós»


Os demónios temem-no, mas Deus e os anjos desejam o homem que com fervor, dia e noite, procura Deus no seu coração, e que para longe de si afasta as ofensas do inimigo. O lugar espiritual de um homem assim puro de alma está no interior de si mesmo: o sol que brilha nele é a luz da Santíssima Trindade; o ar que os seus pensamentos respiram é o Espírito Santo consolador. E os santos anjos estão com ele. A sua vida, a sua alegria, o seu júbilo, são Cristo, luz da luz do Pai. Um tal homem rejubila a todas as horas da contemplação da sua alma, e maravilha-se com a beleza que nela vê, cem vezes mais luminosa que o esplendor do céu.

É Jerusalém. É o «Reino de Deus guardado em nós mesmos», segundo a palavra do Senhor. Esse país é a nuvem da glória de Deus, onde apenas os corações puros entrarão, para contemplar a face de seu Mestre (Mt 5, 8), e o entendimento que têm do Senhor será iluminado pelos raios da Sua luz.





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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 11 de Novembro de 2009

Quarta-feira da 32ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Martinho (de Tours), bispo, +397

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São Bernardo : «Senão este estrangeiro!»


Evangelho segundo S. Lucas 17,11-19.

Quando caminhava para Jerusalém, Jesus passou através da Samaria e da Galileia. Ao entrar numa aldeia, dez homens leprosos vieram ao seu encontro; mantendo-se à distância, gritaram, dizendo: «Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós!» Ao vê-los, disse-lhes: «Ide e mostrai-vos aos sacerdotes.» Ora, enquanto iam a caminho, ficaram purificados. Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em voz alta; caiu aos pés de Jesus com a face em terra e agradeceu-lhe. Era um samaritano. Tomando a palavra, Jesus disse: «Não foram dez os que ficaram purificados? Onde estão os outros nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?» E disse-lhe: «Levanta-te e vai. A tua fé te salvou.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Bernardo (1091-1153), monge cistercense e Doutor da Igreja
Sermões diversos, n° 27

«Senão este estrangeiro!»


Ele é feliz, aquele leproso samaritano que reconhecia que «não tinha nada que não tivesse recebido» (1Cor 4, 7). Ele «salvaguardou o que lhe tinha sido confiado» (2Tim 1, 12) e voltou para o Senhor, dando-Lhe graças. Feliz daquele que a cada graça recebida volta Àquele em que se encontra a plenitude de todas as graças, porque se nos mostrarmos reconhecidos por tudo o que recebemos, preparamos em nós lugar para a graça [...] em maior abundância. Com efeito, apenas a nossa ingratidão entrava os nossos progressos após a nossa conversão. [...]

Feliz pois aquele que se olha como um estrangeiro e que dá grandes acções de graças mesmo pelas mais pequenas dádivas, segundo o pensamento de que tudo o que se dá a um estrangeiro e a um desconhecido é uma dádiva puramente gratuita. Pelo contrário, ficamos infelizes e miseráveis quando, após nos termos mostrado inicialmente timoratos, humildes e devotos, esquecemos em seguida como era gratuito o que recebemos. [...]

Peço-vos então, meus irmãos, ponhamo-nos cada vez mais humildemente sob a mão poderosa de Deus (1P 5, 6). [...] Ponhamo-nos com grande devoção em acção de graças e Ele conceder-nos-á a única graça que pode salvar as nossas almas. Demonstremos o nosso reconhecimento não apenas por palavras e levianamente, mas através das obras e na verdade.





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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 10 de Novembro de 2009

Terça-feira da 32ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Leão I Magno, papa, Doutor da Igreja, +461

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Bem-aventurada Teresa de Calcutá : «Somos servos inúteis»


Evangelho segundo S. Lucas 17,7-10.

«Qual de vós, tendo um servo a lavrar ou a apascentar gado, lhe dirá, quando ele regressar do campo: 'Vem cá depressa e senta-te à mesa'? Não lhe dirá antes: 'Prepara-me o jantar e cinge-te para me servires, enquanto eu como e bebo; depois, comerás e beberás tu'? Deve estar grato ao servo por ter feito o que lhe mandou? Assim, também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: 'Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.'»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
Um caminho simples

«Somos servos inúteis»


Não vos inquieteis, procurando a causa dos grandes problemas da humanidade; contentai-vos em fazer o que puderdes pela sua resolução, ajudando aqueles que precisam. Há quem me diga que, praticando a caridade com os outros, libertamos o Estado das suas responsabilidades para com os pobres e os necessitados. É coisa que não me preocupa porque, em geral, os Estados não dão amor. Por mim, faço tudo o que posso; quanto ao resto, não me compete.

Deus foi tão bom connosco! Trabalhar no amor é sempre uma maneira de nos aproximarmos Dele. Reparai no que Cristo fez durante a Sua vida na terra: passou fazendo o bem (Act 10, 38). Eu recordo às minhas irmãs que Ele passou os três anos da Sua vida pública a cuidar dos doentes, dos leprosos, das crianças e de muitos outros. É exactamente isso que nós fazemos, pregando o Evangelho com os actos.

Consideramos que servir os outros é um privilégio e procuramos fazê-lo, a cada instante, com todo o nosso coração. Sabemos perfeitamente que os nossos actos são uma gota de água no oceano, mas sem eles faltaria essa gota.





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domingo, 8 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 09 de Novembro de 2009

Dedicação da Basílica de Latrão – Festa


Dedicação da Basílica de S. João de Latrão
Hoje a Igreja celebra : Dedicação da Basílica de Latrão

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Santo Agostinho : O Corpo de Cristo, Templo Santo


Evangelho segundo S. João 2,13-22.

Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo os vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os cambistas nos seus postos. Então, fazendo um chicote de cordas, expulsou-os a todos do templo com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas dos cambistas pelo chão e derrubou-lhes as mesas; e aos que vendiam pombas, disse-lhes: «Tirai isso daqui. Não façais da Casa de meu Pai uma feira.» Os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devora. Então os judeus intervieram e perguntaram-lhe: «Que sinal nos dás de poderes fazer isto?» Declarou-lhes Jesus, em resposta: «Destruí este templo, e em três dias Eu o levantarei!» Replicaram então os judeus: «Quarenta e seis anos levou este templo a construir, e Tu vais levantá-lo em três dias?» Ele, porém, falava do templo que é o seu corpo. Por isso, quando Jesus ressuscitou dos mortos, os seus discípulos recordaram-se de que Ele o tinha dito e creram na Escritura e nas palavras que tinha proferido.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Sermão sobre o salmo, 130 §§ 1-2

O Corpo de Cristo, Templo Santo


«O Senhor expulsou-os a todos do templo». O Apóstolo Paulo disse: «O templo de Deus é santo, e esse templo sois vós» (1Cor 3, 17), quer dizer, todos vós que acreditais em Cristo e que credes ao ponto de O amar. [...] Todos aqueles que assim crêem são as pedras vivas com as quais se edifica o templo de Deus (1Pe 2, 5); são como essa madeira imputrescível de que foi construída a arca que o dilúvio não pôde submergir (Gn 6, 14). Este templo, o povo de Deus, os próprios homens, é o local onde Deus nos concede o que Lhe pedimos. Àqueles que rezam a Deus fora deste templo não será concedida a paz da Jerusalém do alto, mesmo que lhes sejam concedidos certos bens materiais que Deus também concede aos pagãos. [...] No entanto, ser atendido no que diz respeito à vida eterna é uma coisa totalmente diferente; isso não é concedido senão àqueles que oram no templo do Senhor.

Porque aquele que reza no templo de Deus reza na paz da Igreja, na unidade do Corpo de Cristo, porque o Corpo de Cristo é constituído pela multidão dos crentes distribuídos por toda a terra. [...] E aquele que reza na paz da Igreja, ora «em espírito e verdade» (Jo 4, 23); o Templo antigo era apenas um símbolo. Com efeito, foi para nos instruir que o Senhor expulsou do Templo estes homens que não procuravam senão o seu próprio interesse, que só lá se dirigiam para comprar e para vender. Se esse Templo antigo teve de passar por essa purificação, é evidente que também o Corpo de Cristo, o verdadeiro Templo, tem compradores e vendedores misturados com aqueles que rezam, quer dizer, homens que só procuram «os próprios interesses, não os interesses de Jesus Cristo» (Fil 2, 21). [...] Tempos virão em que o Senhor expulsará todos os seus pecados.





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sábado, 7 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 08 de Novembro de 2009

32º Domingo do Tempo Comum - Ano B


XXXII Domingo do Tempo Comum (semana IV do saltério)
Hoje a Igreja celebra : Beata Isabel da Trindade, religiosa, +1906

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Santo Anselmo : «Deitou tudo quanto possuía»


Evangelho segundo S. Marcos 12,38-44.

Continuando o seu ensinamento, Jesus dizia: «Tomai cuidado com os doutores da Lei, que gostam de exibir longas vestes, de ser cumprimentados nas praças, de ocupar os primeiros lugares nas sinagogas e nos banquetes; eles devoram as casas das viúvas a pretexto de longas orações. Esses receberão uma sentença mais severa.» Estando sentado em frente do tesouro, observava como a multidão deitava moedas. Muitos ricos deitavam muitas. Mas veio uma viúva pobre e deitou duas moedinhas, uns tostões. Chamando os discípulos, disse: «Em verdade vos digo que esta viúva pobre deitou no tesouro mais do que todos os outros; porque todos deitaram do que lhes sobrava, mas ela, da sua penúria, deitou tudo quanto possuía, todo o seu sustento.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Anselmo (1033-1109), monge, bispo, Doutor da Igreja
Carta 112, a Hugo, o cativo (a partir da trad. De Orval)

«Deitou tudo quanto possuía»


No Reino dos céus, todos os homens em conjunto, e como se fossem um só, serão um só rei com Deus, pois todos quererão uma só coisa e a sua vontade cumprir-se-á. Eis o bem que, do alto do céu, Deus declara pôr à venda.

Se alguém perguntar por que preço, eis a resposta: Aquele que oferece um Reino no céu não precisa de moeda terrestre. Ninguém pode dar a Deus o que já Lhe pertence, porque tudo o que existe é dEle. E, no entanto, Deus não dá coisas importantes sem que lhes seja estimado o preço: Ele não as dará a quem não as apreciar. De facto, ninguém dá coisas que lhe são queridas a quem não demonstrar ter apreço por elas. Então, e porque Deus não precisa dos teus bens, não deve dar-te uma coisa importante se desdenhares amá-Lo: Ele apenas reclama amor, e sem amor nada O obrigará a dar. Por isso, ama, e receberás o Reino. Ama, e possui-Lo-ás [...]. Ama portanto a Deus mais do que a ti mesmo, e logo começarás a ter o que queres possuir em plenitude no céu.





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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 07 de Novembro de 2009

Sábado da 31a semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Beato Vicente Grossi, presbítero, fundador, +1917,  Maria, Medianeira de todas as Graças

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Clemente de Alexandria : «Não podeis servir a Deus e ao dinheiro»


Evangelho segundo S. Lucas 16,9-15.

«E Eu digo-vos: Arranjai amigos com o dinheiro desonesto, para que, quando este faltar, eles vos recebam nas moradas eternas. Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é infiel no pouco também é infiel no muito. Se, pois, não fostes fiéis no que toca ao dinheiro desonesto, quem vos há-de confiar o verdadeiro bem? E, se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso? Nenhum servo pode servir a dois senhores; ou há-de aborrecer a um e amar o outro, ou dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.» Os fariseus, como eram avarentos, ouviam as suas palavras e troçavam dele. Jesus disse-lhes: «Vós pretendeis passar por justos aos olhos dos homens, mas Deus conhece os vossos corações. Porque o que os homens têm por muito elevado é abominável aos olhos de Deus.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Clemente de Alexandria (150-c. 215), teólogo


«Não podeis servir a Deus e ao dinheiro»


Há uma riqueza que semeia a morte por toda a parte em que domina: libertai-vos dela e sereis salvos. Purificai a vossa alma; tornai-a pobre para poderdes entender o apelo do Salvador que vos repete: «Vem e segue-Me» (Mc 10, 21). Ele é o caminho por onde anda aquele que tem o coração puro; a graça de Deus não entra numa alma estorvada e rasgada por uma multidão de posses.

Quem olha para a sua fortuna, o seu ouro e a sua prata, as suas casas, como dons de Deus, esse testemunha a Deus o seu reconhecimento ajudando os pobres com os seus bens. Sabe que os possui mais para os seus irmãos que para si próprio. É senhor das suas riquezas em vez de se tornar seu escravo; não as fecha na sua alma, tal como não encerra a sua vida nelas, mas prossegue sem desfalecer uma obra totalmente divina. E, se um dia a sua fortuna vier a desaparecer, aceita a ruína com um coração livre. Esse homem, Deus o declara «bem-aventurado»; chama-lhe «pobre em espírito», herdeiro do Reino dos céus (Mt 5, 3). [...]

Contrariamente, há quem acaçape a sua riqueza no seu coração, em lugar do Espírito Santo. Esse guarda as suas terras, acumula sem fim a sua fortuna, e só se preocupa em arrecadar sempre mais. Não eleva nunca os seus olhos ao céu; enterra-se no material. De facto, ele é apenas pó e ao pó há-de voltar (Gn 3,19). Como pode experimentar o desejo do Reino aquele que, no lugar do coração, traz em si um campo ou uma mina, esse que a morte surpreenderá inevitavelmente no meio dos seus desejos desregrados? «Porque onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração» (Mt 6, 21).





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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 06 de Novembro de 2009

Sexta-feira da 31ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : São Nuno de Santa Maria (Santo Condestável), guerreiro, religioso, +1431

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Santa Teresinha do Menino Jesus : O bom uso das riquezas


Evangelho segundo S. Lucas 16,1-8.

Disse ainda Jesus aos discípulos: «Havia um homem rico, que tinha um administrador; e este foi acusado perante ele de lhe dissipar os bens. Mandou-o chamar e disse-lhe: 'Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar.' O administrador disse, então, para consigo: 'Que farei, pois o meu senhor vai tirar-me a administração? Cavar não posso; de mendigar tenho vergonha. Já sei o que hei de fazer, para que haja quem me receba em sua casa, quando for despedido da minha administração.' E, chamando cada um dos devedores do seu senhor, perguntou ao primeiro: 'Quanto deves ao meu senhor?' Ele respondeu: Cem talhas de azeite.' Retorquiu-lhe: 'Toma o teu recibo, senta-te depressa e escreve cinquenta.' Perguntou, depois, ao outro: 'E tu quanto deves?' Este respondeu: 'Cem medidas de trigo.' Retorquiu-lhe também: 'Toma o teu recibo e escreve oitenta.' O senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. É que os filhos deste mundo são mais sagazes que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, Doutora da Igreja
Manuscrito autobiográfico B, 4v°

O bom uso das riquezas


Ó Jesus! Bem sei, o amor só com amor se paga. Por isso procurei e encontrei a maneira de aliviar o meu coração dando-te Amor por Amor. - «Utilizai as riquezas que pervertem para arranjardes amigos que vos recebam nas moradas eternas» (Lc16, 9). Eis, Senhor, o conselho que dás aos Teus discípulos depois de lhes teres dito que «os filhos das trevas são mais hábeis nos seus negócios que os filhos da luz». Filha da luz, compreendi que os meus desejos de ser tudo, de abraçar todas as vocações, eram riquezas que me poderiam perverter. Por isso servi-me delas para arranjar amigos. [...]

Lembrando-me da petição de Eliseu ao seu pai Elias quando ousou pedir-lhe «o seu duplo espírito» (2Rs 2, 9), apresentei-me diante dos Anjos e dos Santos, e disse-lhes: «Sou a mais pequena das criaturas; conheço a minha miséria e a minha fraqueza; mas sei também quanto os corações nobres e generosos gostam de fazer bem. Suplico-vos, portanto, ó bem-aventurados habitantes do Céu! Suplico-vos que me adopteis como filha. Só para vós será a glória que me fizerdes alcançar; mas dignai-vos atender a minha prece. É temerária, bem sei: contudo, ouso pedir-vos que me obtenhais o vosso duplo Amor»





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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 05 de Novembro de 2009

Quinta-feira da 31ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Zacarias e Isabel, parentes de Nossa Senhora

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Ludolfo de Saxe : Vem procurar a Tua ovelha perdida


Evangelho segundo S. Lucas 15,1-10.

Aproximavam-se dele todos os cobradores de impostos e pecadores para o ouvirem. Mas os fariseus e os doutores da Lei murmuravam entre si, dizendo: «Este acolhe os pecadores e come com eles.» Jesus propôs-lhes, então, esta parábola: «Qual é o homem dentre vós que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai à procura da que se tinha perdido, até a encontrar? Ao encontrá-la, põe na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz-lhes: 'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida.' Digo-vos Eu: Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não necessitam de conversão.» «Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perde uma, não acende a candeia, não varre a casa e não procura cuidadosamente até a encontrar? E, ao encontrá-la, convoca as amigas e vizinhas e diz: 'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida.' Digo-vos: Assim há alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Ludolfo de Saxe (c. 1300-1378), dominicano depois Cartuxo em Estrasburgo
Orações a Jesus Cristo, CLD (a partir da trad. Oury, pp. 48-49)

Vem procurar a Tua ovelha perdida


Senhor Jesus Cristo, que, para nos mostrares o cume das virtudes, escalaste a montanha com os Teus discípulos, ensinando-lhes as Beatitudes e as virtudes sublimes, prometendo-lhes recompensas próprias a cada um, concede que a minha fragilidade escute a Tua voz, adquira pela prática o mérito das virtudes, e que pela Tua misericórdia obtenha a recompensa prometida. Faz que, considerando o salário, não recuse o esforço do trabalho. Faz com que a esperança da salvação do eterna me adoce o amargor do remédio, inflamando a minha alma com o esplendor da Tua obra. Senhor, do miserável que sou, faz um venturoso; conduz-me, pela Tua graça, das beatitudes terrenas às beatitudes da pátria.

Vem, Senhor Jesus, à procura do Teu servo, à procura da Tua ovelha errante e extenuada. Vem, Esposo da Igreja, à procura da dracma perdida. Vem, Pai de misericórdia, receber o filho pródigo que retorna a Ti. Vem, Senhor, porque só Tu podes chamar a ovelha que se extravia, reencontrar a dracma perdida, reconciliar o filho que partiu. Vem, para que haja salvação sobre a terra e alegria no céu! Converte-me a Ti e concede-me cumprir uma verdadeira e perfeita penitência, de modo que seja ocasião de alegria para os anjos. Meu doce Jesus, a Quem amo exclusivamente e acima de tudo, eu, pecador, rogo-Te, pela imensidade do Teu amor, que seja apenas consolado por Ti, meu tão doce Deus!





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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 04 de Novembro de 2009

Quarta-feira da 31ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Carlos Borromeu, bispo, +1584

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São Boaventura : São Francisco renuncia a tudo para seguir Cristo


Evangelho segundo S. Lucas 14,25-33.

Seguiam com ele grandes multidões; e Jesus, voltando-se para elas, disse-lhes: «Se alguém vem ter comigo e não me tem mais amor que ao seu pai, à sua mãe, à sua esposa, aos seus filhos, aos seus irmãos, às suas irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não tomar a sua cruz para me seguir não pode ser meu discípulo. Quem dentre vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro para calcular a despesa e ver se tem com que a concluir? Não suceda que, depois de assentar os alicerces, não a podendo acabar, todos os que virem comecem a troçar dele, dizendo: 'Este homem começou a construir e não pôde acabar.' Ou qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro para examinar se lhe é possível com dez mil homens opor-se àquele que vem contra ele com vinte mil? Se não pode, estando o outro ainda longe, manda-lhe embaixadores a pedir a paz. Assim, qualquer de vós, que não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Boaventura (1221-1274), franciscano, Doutor da Igreja
A Vida de São Francisco, Legenda major, ch. 2 (a partir da trad. Vorreux et Desbonnets, Documents, Eds. Franciscaines 1968, p. 576 rev.)

São Francisco renuncia a tudo para seguir Cristo


O pai de Francisco queria que ele comparecesse perante o bispo para renunciar a todos os seus direitos de herdeiro e lhe restituísse o que ainda possuía. Como verdadeiro amante da pobreza, Francisco presta-se de boa vontade à cerimónia, apresenta-se no tribunal do bispo e, sem esperar um momento nem hesitar sobre fosse o que fosse, sem esperar por uma ordem nem pedir qualquer explicação, despe todas as suas roupas e entrega-as ao seu pai. [...] Cheio de fervor, levado pela embriaguez espiritual, descalça também os sapatos e, completamente nu perante a assistência, declara ao seu pai: «Até agora chamei-te pai na Terra; doravante poderei dizer com segurança: 'Pai Nosso que estais no Céu', pois foi a ele que confiei o meu tesouro e entreguei a minha fé».

O bispo, homem santo e muito digno, chorava de admiração ao ver os excessos a que o levava o seu amor a Deus; levantou-se, tomou o jovem nos seus braços, cobriu-o com o seu casaco e mandou buscar algo para lhe vestir. Trouxeram-lhe um pobre casaco de burel de um camponês que estava ao serviço do bispo. Francisco recebeu-o com gratidão e, apanhando em seguida do chão um pedaço de giz, traçou nele uma cruz; esta veste significava este homem crucificado, este pobre meio despido. Foi assim que o servidor do Grande Rei ficou nu para caminhar atrás do seu Senhor, pregado nu à cruz.





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