sábado, 6 de novembro de 2010

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 07 de Novembro de 2010

32º Domingo do Tempo Comum - Ano C


Trigésimo Segundo Domingo do Tempo Comum (semana IV do saltério)
Hoje a Igreja celebra : Beato Vicente Grossi, presbítero, fundador, +1917,  Maria, Medianeira de todas as Graças

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Orígenes : «Sendo filhos da ressurreição, são filhos de Deus»


Evangelho segundo S. Lucas 20,27-38.

Aproximaram-se alguns saduceus, que negam a ressurreição, e interrogaram-no: «Mestre, Moisés prescreveu nos que, se morrer um homem deixando a mulher, mas não tendo filhos, seu irmão casará com a viúva, para dar descendência ao irmão. Ora, havia sete irmãos: o primeiro casou-se e morreu sem filhos; o segundo, depois o terceiro, casaram com a viúva; e o mesmo sucedeu aos sete, que morreram sem deixar filhos. Finalmente, morreu também a mulher. Ora bem, na ressurreição, a qual deles pertencerá a mulher, uma vez que os sete a tiveram por esposa?» Jesus respondeu-lhes: «Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se; mas aqueles que forem julgados dignos da vida futura e da ressurreição dos mortos não se casam, sejam homens ou mulheres, porque já não podem morrer: são semelhantes aos anjos e, sendo filhos da ressurreição, são filhos de Deus. E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob. Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; pois, para Ele, todos estão vivos.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Orígenes (c. 185-253), presbítero e teólogo
Comentário à Carta aos Romanos, 4, 7; PG 14, 985

«Sendo filhos da ressurreição, são filhos de Deus»


No último dia, a morte será vencida. Após o suplício da cruz, a ressurreição de Cristo contém misteriosamente a ressurreição de todo o Corpo de Cristo. Assim como o corpo palpável de Cristo foi crucificado, amortalhado e, de seguida, ressuscitado, assim também todo o Corpo dos santos de Cristo foi crucificado com ele e já não vive em si. Mas quando chegar a ressurreição do verdadeiro Corpo de Cristo, do Seu Corpo total, então os membros de Cristo, agora semelhantes a ossadas ressequidas, serão reunidos articulação por articulação (Ez 37, 1 ss.), cada um encontrando o seu lugar, para que «cheguemos todos ao homem adulto, à medida completa da plenitude de Cristo» (Ef 4, 13). Então, a multidão dos membros será um só corpo porque todos pertencem ao mesmo corpo (Rom 12, 4).





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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 06 de Novembro de 2010

Sábado da 31a semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : São Nuno de Santa Maria (Santo Condestável), guerreiro, religioso, +1431

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São Gaudêncio de Brescia : «Arranjai amigos com o dinheiro desonesto»


Evangelho segundo S. Lucas 16,9-15.

«E Eu digo-vos: Arranjai amigos com o dinheiro desonesto, para que, quando este faltar, eles vos recebam nas moradas eternas. Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é infiel no pouco também é infiel no muito. Se, pois, não fostes fiéis no que toca ao dinheiro desonesto, quem vos há-de confiar o verdadeiro bem? E, se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso? Nenhum servo pode servir a dois senhores; ou há-de aborrecer a um e amar o outro, ou dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.» Os fariseus, como eram avarentos, ouviam as suas palavras e troçavam dele. Jesus disse-lhes: «Vós pretendeis passar por justos aos olhos dos homens, mas Deus conhece os vossos corações. Porque o que os homens têm por muito elevado é abominável aos olhos de Deus.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Gaudêncio de Brescia (?-depois de 406), bispo
Sermão 18; PL 20, 973-975 (a partir da trad. de Delhougne, Les Pères commentent, p. 442)

«Arranjai amigos com o dinheiro desonesto»


Esses amigos que nos obterão a salvação são evidentemente os pobres porque, segundo a palavra de Cristo, será Ele mesmo, autor da recompensa eterna, a colher neles os serviços que a nossa caridade lhes tiver prestado. Desde logo os pobres acolher-nos-ão bem, não em seu próprio nome mas em nome d'Aquele que neles prova o fruto refrescante da nossa obediência e da nossa fé. Aqueles que conseguem realizar esse serviço de amor serão recebidos nas moradas eternas do Reino dos céus, visto que Cristo lhes dirá: «Vinde, benditos de Meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer, tive sede e destes-Me de beber» (Mt 25, 34). [...]


E, por fim, o Senhor acrescenta: «Se não fordes dignos de confiança nos bens dos outros, quem vos confiará o que é vosso?» Com efeito, nada do que existe neste mundo nos pertence verdadeiramente. Porque nós, que esperamos a recompensa futura, somos convidados a conduzir-nos na terra como hóspedes e como peregrinos, para que possamos dizer ao Senhor com segurança: «Diante de Ti sou como um estrangeiro, um hóspede, como os meus antepassados» [Sl 39 (38), 13].


Mas os bens eternos pertencem realmente aos crentes. Estão no céu, onde sabemos que estão «o nosso tesouro e o nosso coração» (Mt 6, 21), e onde – é nossa íntima convicção – vivemos desde já pela fé. Porque, de acordo com o ensinamento de São Paulo, «a cidade a que pertencemos está nos céus» (Fl 3, 20).





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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 05 de Novembro de 2010

Sexta-feira da 31ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Zacarias e Isabel, parentes de Nossa Senhora,  Beato Caio Coreano, mártir, +1624

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Concílio Vaticano II: «Enchei a terra e submetei-a» (Gn 1, 28)


Evangelho segundo S. Lucas 16,1-8.

Disse ainda Jesus aos discípulos: «Havia um homem rico, que tinha um administrador; e este foi acusado perante ele de lhe dissipar os bens. Mandou-o chamar e disse-lhe: 'Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar.' O administrador disse, então, para consigo: 'Que farei, pois o meu senhor vai tirar-me a administração? Cavar não posso; de mendigar tenho vergonha. Já sei o que hei de fazer, para que haja quem me receba em sua casa, quando for despedido da minha administração.' E, chamando cada um dos devedores do seu senhor, perguntou ao primeiro: 'Quanto deves ao meu senhor?' Ele respondeu: Cem talhas de azeite.' Retorquiu-lhe: 'Toma o teu recibo, senta-te depressa e escreve cinquenta.' Perguntou, depois, ao outro: 'E tu quanto deves?' Este respondeu: 'Cem medidas de trigo.' Retorquiu-lhe também: 'Toma o teu recibo e escreve oitenta.' O senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. É que os filhos deste mundo são mais sagazes que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Concílio Vaticano II
Constituição sobre a Igreja no mundo contemporâneo «Gaudium et Spes», § 34

«Enchei a terra e submetei-a» (Gn 1, 28)


O homem, criado à imagem de Deus, recebeu o mandamento de dominar a terra com tudo o que ela contém e governar o mundo na justiça e na santidade; e de, reconhecendo Deus como Criador universal, orientar-se a si e ao universo para Ele; de maneira que, estando todas as coisas sujeitas ao homem, seja glorificado em toda a terra o nome de Deus.


Isto aplica-se também às actividades de todos os dias. Assim, os homens e as mulheres que, ao ganhar o sustento para si e suas famílias, de tal modo exercem a própria actividade que prestam conveniente serviço à sociedade, com razão podem considerar que prolongam com o seu trabalho a obra do Criador, ajudam os seus irmãos e dão uma contribuição pessoal para a realização dos desígnios de Deus na história.


Longe de pensar que as obras do engenho e poder humano se opõem ao poder de Deus, ou de considerar a criatura racional como rival do Criador, os cristãos devem, pelo contrário, estar convencidos de que as vitórias do género humano manifestam a grandeza de Deus e são fruto do Seu desígnio inefável.





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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 04 de Novembro de 2010

Quinta-feira da 31ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Carlos Borromeu, bispo, +1584

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Isaac de l'Étoile : «Alegrai-vos comigo porque encontrei a minha ovelha perdida»


Evangelho segundo S. Lucas 15,1-10.

Aproximavam-se dele todos os cobradores de impostos e pecadores para o ouvirem. Mas os fariseus e os doutores da Lei murmuravam entre si, dizendo: «Este acolhe os pecadores e come com eles.» Jesus propôs-lhes, então, esta parábola: «Qual é o homem dentre vós que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai à procura da que se tinha perdido, até a encontrar? Ao encontrá-la, põe na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz-lhes: 'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida.' Digo-vos Eu: Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não necessitam de conversão.» «Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perde uma, não acende a candeia, não varre a casa e não procura cuidadosamente até a encontrar? E, ao encontrá-la, convoca as amigas e vizinhas e diz: 'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida.' Digo-vos: Assim há alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Isaac de l'Étoile (?-c. 1171), monge cisterciense
Sermão 35; 2º Domingo da Quaresma (a partir da trad. SC 207, p. 259)

«Alegrai-vos comigo porque encontrei a minha ovelha perdida»


Quando chegou o tempo da misericórdia (Sl 101, 14), o Bom Pastor desceu de junto do Pai [...] como estava prometido desde sempre. Ele veio buscar a única ovelha que se tinha perdido. Prometido a ela desde sempre, para ela foi enviado no tempo; para ela nasceu e foi dado, eternamente predestinado a ela. Ela é única, saída simultaneamente dos judeus e das nações [...], presente em todos os povos [...]; ela é única no seu mistério, múltipla nas pessoas, múltipla pela carne segundo a natureza, única pelo Espírito segundo a graça – em suma, uma única ovelha e uma multidão numerosa. [...]


Ora, aqueles que este pastor reconhece como Seus, «ninguém lhos pode arrancar das mãos» (Jo 10, 28). Pois não se pode forçar o verdadeiro poder, enganar a sensatez, destruir a caridade. É por isso que Ele fala com segurança e diz [...]: «Daquelas que Me deste, Pai, não perdi nenhuma» (Jo 18, 9). [...]


Ele foi enviado como verdade para os iludidos, como caminho para os extraviados, como vida para os que estavam mortos, como sensatez para os insensatos, como remédio para os doentes, como resgate para os cativos e como alimento para os que morriam de fome. Para todos estes, pode dizer-se que Ele foi enviado «às ovelhas perdidas da casa de Israel» (Mt 15, 24), para que elas não ficassem perdidas para todo o sempre. Ele foi enviado como uma alma a um corpo inerte, para que, quando da Sua vinda, os membros aqueçam e tornem a viver com uma vida nova, sobrenatural e divina: é a primeira ressurreição (Ap 20, 5). Ele pode então declarar: «Chegou a hora em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e aqueles que a ouvirem viverão» (Jo 5, 25). E pode então dizer das Suas ovelhas: «Elas ouvirão a Minha voz e seguir-Me-ão» (Jo 10, 4-5).





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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 03 de Novembro de 2010

Quarta-feira da 31ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Martinho de Porres (ou de Lima), religioso, +1639

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São Macário do Egipto : Entregarmo-nos totalmente a Ele


Evangelho segundo S. Lucas 14,25-33.

Seguiam com ele grandes multidões; e Jesus, voltando-se para elas, disse-lhes: «Se alguém vem ter comigo e não me tem mais amor que ao seu pai, à sua mãe, à sua esposa, aos seus filhos, aos seus irmãos, às suas irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não tomar a sua cruz para me seguir não pode ser meu discípulo. Quem dentre vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro para calcular a despesa e ver se tem com que a concluir? Não suceda que, depois de assentar os alicerces, não a podendo acabar, todos os que virem comecem a troçar dele, dizendo: 'Este homem começou a construir e não pôde acabar.' Ou qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro para examinar se lhe é possível com dez mil homens opor-se àquele que vem contra ele com vinte mil? Se não pode, estando o outro ainda longe, manda-lhe embaixadores a pedir a paz. Assim, qualquer de vós, que não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Macário do Egipto (?-405), monge
Homilias espirituais (a partir da trad. Deseille, Coll. Spi. Or. 40, Bellefontaine 1984, p. 114)

Entregarmo-nos totalmente a Ele


Como é possível que, apesar de tais encorajamentos e tais promessas da parte do Senhor, nos recusemos a entregar-nos a Ele totalmente e sem reservas, a renunciarmos a todas as coisas e mesmo à nossa própria vida, em conformidade com o Evangelho (Lc 14, 26), para amarmos apenas a Ele, e mais ninguém a não ser Ele?


Considera tudo o que foi feito para nós: que glória nos foi dada, que planos com vista à história da salvação fez o Senhor desde os pais e os profetas, que promessas, que exortações, que compaixão da parte do Mestre desde as origens! No fim, manifestou a Sua indizível benevolência para connosco ao vir habitar connosco e ao morrer na cruz para nos converter e nos trazer à vida. E nós não abandonamos as nossas próprias vontades, o nosso amor ao mundo, as nossas predisposições e os nossos maus hábitos, aparecendo nisso como homens de pouca fé, ou mesmo sem fé nenhuma. [...]


E contudo, vede como, apesar de tudo isso, Deus Se mostra cheio de uma doce bondade. Ele protege-nos e cuida de nós invisivelmente; apesar das nossas faltas, não nos abandona definitivamente à maldade e às ilusões do mundo; na Sua grande paciência, impede-nos de perecer e vigia de longe o momento em que voltaremos para Ele.





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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 02 de Novembro de 2010

Fiéis Defuntos


Comemoração de todos os Fiéis Defuntos
Hoje a Igreja celebra : Comemoração dos Fiéis Defuntos

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Santo Agostinho : «Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos»


Evangelho segundo S. Mateus 11,25-30.

Naquela ocasião, Jesus tomou a palavra e disse: «Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque isso foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.» «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (354-430), Bispo  de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Confissões, I, 1-5 (a partir da trad. cf breviário)

«Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos»


«O Senhor é grande e digno de todo o louvor» (Sl 144, 3). «Grande e poderoso é o nosso Deus; a Sua sabedoria não tem limites» (Sl 146, 5), e no entanto o homem, uma pequena parcela da criação, quer louvar-Vos, esse homem que carrega a própria mortalidade, que arrasta consigo o testemunho do seu pecado e que reconhece que «Deus Se opõe aos soberbos, mas dá a Sua graça aos humildes» (Tg 4, 6). No entanto, parcela que é da Vossa criação, quer louvar-Vos. Vós o levais a procurar alegria no elogio que Vos faz, porque nos criastes para Vós, e o nosso coração vive sem repouso enquanto não repousar em Vós [...].


«Louvarão o Senhor, os que O procuram» (Sl 21,27). Os que O procuram encontrá-l'O-ão, e os que O encontram, louvá-l'O-ão. Que eu Vos procure então, Senhor, invocando-Vos, e que eu Vos invoque, crendo em Vós! Porque nos fostes revelado pela pregação. Senhor, invoca-Vos essa fé que me destes, a fé que me inspirastes por intermédio da humanidade de Vosso Filho, pelo ministério do Vosso pregador. E como invocarei eu o Meu Deus, Meu Deus e Meu Senhor? Ao invocá-l'O, invoco-O dentro de mim. E que lugar haverá dentro de mim para onde o meu Deus possa vir, este Deus que «criou os céus e a terra» (Gn 1, 1) ? Pois será possível haver em mim, Senhor meu Deus, alguma coisa que Vos possa conter? Será possível que os céus e a terra que criastes, e nos quais me criastes, Vos contenham ? [...] Se existo, poderei então pedir-Vos para virdes até mim, já que eu que não existiria se em mim Vós não habitásseis?


Poderei eu desejar repousar em vós? Poderei eu pedir para virdes ao meu coração, e que o inebrieis com a Vossa presença, para eu esquecer os meus males e Vos abraçar, a Vós, meu único bem? Quem sois para mim? Tende piedade de mim, para que eu possa falar. Quem sou eu a Vossos olhos, para que me ordeneis que Vos ame ? [...] Na Vossa misericórdia, Senhor meu Deus, dizei-me Quem sois para mim. «Diz à minha alma: «Eu sou a tua salvação».» (Sl 34, 3). Dizei-o; que eu Vos ouça. Vede como os ouvidos do meu coração estão à escuta. Abri-os, Senhor, fazei que eles Vos ouçam: «Eu sou a tua salvação». Correrei após estas palavras e alcançar-Vos-ei, por fim.





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domingo, 31 de outubro de 2010

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 01 de Novembro de 2010

TODOS OS SANTOS – SOLENIDADE


Todos os Santos
Hoje a Igreja celebra : Todos os Santos

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Concílio Vaticano II: Com todos os santos


Evangelho segundo S. Mateus 5,1-12.

Ao ver a multidão, Jesus subiu a um monte. Depois de se ter sentado, os discípulos aproximaram-se dele. Então tomou a palavra e começou a ensiná-los, dizendo: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. Felizes os que choram, porque serão consolados. Felizes os mansos, porque possuirão a terra. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Felizes os puros de coração, porque verão a Deus. Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Felizes os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu. Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o género de calúnias contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque grande será a vossa recompensa no Céu; pois também assim perseguiram os profetas que vos precederam.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Concílio Vaticano II
Constituição Dogmática «Lumen Gentium», sobre a Igreja, §§ 50-51

Com todos os santos


Assim como a comunhão cristã entre os peregrinos nos aproxima mais de Cristo, assim a comunhão com os santos nos une a Cristo, de quem procedem, como de fonte e cabeça, toda a graça e a própria vida do Povo de Deus.


A nossa união com a Igreja celeste realiza-se de modo mais sublime quando, sobretudo na sagrada Liturgia, na qual a virtude do Espírito Santo actua sobre nós através dos sinais sacramentais, concelebramos em comum exultação os louvores da divina Majestade e, todos de todas as tribos, línguas e povos, remidos no sangue de Cristo (cf. Apoc 5, 9) e reunidos numa única Igreja, engrandecemos com um único canto de louvor o Deus uno e trino. Assim, ao celebrarmos o sacrifício eucarístico, unimo-nos no mais alto grau ao culto da Igreja celeste, comungando e venerando a memória primeiramente da gloriosa sempre Virgem Maria, de São José, dos santos Apóstolos e mártires, e de todos os santos.


Assim sendo, todos os que somos filhos de Deus, e formamos em Cristo uma família (cf. Heb 3, 6), ao comunicarmos na caridade mútua e no comum louvor da Trindade Santíssima, correspondemos à íntima vocação da Igreja e participamos, prelibando-a, na liturgia da glória. Com efeito, quando Cristo aparecer e se der a gloriosa ressurreição dos mortos, a luz de Deus iluminará a cidade celeste e o seu candelabro será o Cordeiro (cf. Apoc 21, 24). Então, toda a Igreja dos santos, na suprema felicidade da caridade, adorará a Deus e ao «Cordeiro que foi imolado» (Apoc 5, 12), proclamando numa só voz: «Louvor, honra, glória e poderio, pelos séculos dos séculos, Àquele que está sentado no trono, e ao Cordeiro» (Apoc 5, 13-14).





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sábado, 30 de outubro de 2010

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 31 de Outubro de 2010

31º Domingo do Tempo Comum - Ano C


Trigésimo Primeiro Domingo do tempo comum (semana III do saltério)
Hoje a Igreja celebra : Santo Afonso Rodrigues, viuvo, religioso, +1617

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Santa Teresa do Menino Jesus : «Zaqueu, desde depressa»


Evangelho segundo S. Lucas 19,1-10.

Tendo entrado em Jericó, Jesus atravessava a cidade. Vivia ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe de cobradores de impostos. Procurava ver Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. Correndo à frente, subiu a um sicómoro para o ver, porque Ele devia passar por ali. Quando chegou àquele local, Jesus levantou os olhos e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa.» Ele desceu imediatamente e acolheu Jesus, cheio de alegria. Ao verem aquilo, murmuravam todos entre si, dizendo que tinha ido hospedar-se em casa de um pecador. Zaqueu, de pé, disse ao Senhor: «Senhor, vou dar metade dos meus bens aos pobres e, se defraudei alguém em qualquer coisa, vou restituir-lhe quatro vezes mais.» Jesus disse-lhe: «Hoje veio a salvação a esta casa, por este ser também filho de Abraão; pois, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Teresa do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, Doutora da Igreja
Carta 137, à sua irmã Celina (in OC, Cerf DDB 1992, p. 452)

«Zaqueu, desde depressa»


Jesus juntou-nos, se bem que por caminhos diferentes; juntas nos elevou acima de todas as coisas frágeis deste mundo, de todas as coisas que passam; por assim dizer, colocou todas as coisas debaixo dos nossos pés. Como Zaqueu, nós subimos a uma árvore para ver Jesus. Então poderíamos dizer como São João da Cruz: «Tudo é meu, tudo é para mim, a Terra é minha, o Céu é meu, Deus é meu e a Mãe do meu Deus é minha». [...]


Celina, que mistério é a nossa grandeza em Jesus! Eis tudo o que Jesus nos mostrou ao fazer-nos subir à árvore simbólica de que eu falava há pouco. E agora, que ciência irá Ele ensinar-nos? Não nos ensinou já tudo? Ouçamos o que Ele nos diz: «Apressem-se a descer, hoje tenho de ficar em vossa casa». Pois é! Jesus diz-nos para descermos. Mas para onde devemos descer? Celina, sabe-lo melhor do que eu, mas deixa-me dizer-te para onde devemos agora seguir Jesus. Outrora, os judeus perguntaram ao nosso divino Salvador: «Mestre, onde moras?» e Ele respondeu-lhes: «As raposas têm as suas tocas, as aves do céu os seus ninhos e Eu não tenho onde reclinar a cabeça» (Mt 8,20). Eis para onde devemos descer para podermos servir de morada a Jesus: sermos tão pobres que não tenhamos onde reclinar a cabeça.





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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 30 de Outubro de 2010

Sábado da 30ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Geraldo de Potenza, bispo, séc. XII

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Santa Faustina Kowalska : «Amigo, vem mais para cima»


Evangelho segundo S. Lucas 14,1.7-11.

Tendo entrado, a um sábado, em casa de um dos principais fariseus para comer uma refeição, todos o observavam. Observando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, disse-lhes esta parábola: «Quando fores convidado para um banquete, não ocupes o primeiro lugar; não suceda que tenha sido convidado alguém mais digno do que tu, venha o que vos convidou, a ti e ao outro, e te diga: 'Cede o teu lugar a este.' Ficarias envergonhado e passarias a ocupar o último lugar. Mas, quando fores convidado, senta-te no último lugar; e assim, quando vier o que te convidou, há-de dizer-te: 'Amigo, vem mais para cima.' Então, isto será uma honra para ti, aos olhos de todos os que estiverem contigo à mesa. Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Faustina Kowalska (1905-1938), religiosa
Diário, § 1306 (a partir da trad. de Eds. Parole et dialogue 2002, p. 440)

«Amigo, vem mais para cima»


Ó humildade, flor da beleza, vejo como são poucas as almas que te possuem – será por seres ao mesmo tempo tão bela e tão difícil de conquistar? Ó sim, tanto por uma coisa como por outra. O próprio Deus tem nela a Sua predileção. Sobre a alma cheia de humildade entreabrem-se as eclusas celestes e derrama-se um oceano de graças. Ó como é bela a alma humilde; do seu coração, como de um turíbulo, sobe todo um perfume agradabilíssimo que atravessa as nuvens e alcança o próprio Deus, enchendo de alegria o Seu coração santíssimo. Deus não recusa nada a esta alma; ela é todo-poderosa e influencia o destino do mundo inteiro. A uma tal alma Deus a eleva até ao Seu trono. Quanto mais ela se humilha, mais Deus se debruça sobre ela, a segue com as Suas graças e a acompanha a cada momento com a Sua omnipotência. Essa alma está profundamente unida a Deus.  


Ó humildade, implanta-te profundamente em todo o meu ser. Ó Virgem, a mais pura de todas as virgens e também a mais humilde, ajuda-me a atingir uma humildade profundíssima. Compreendo agora porque é que há tão poucos santos: é que poucas almas são verdadeira e profundamente humildes.





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Todos-os-Santos

Prezados assinantes

 Toda a equipa do Evangelho Quotidiano vos deseja uma feliz festa de Todos-os-Santos. Esta festa aproxima-nos do fim do ano litúrgico e anuncia o dia em que todos os Santos e Anjos de Deus se hão-de reunir para aclamar e adorar a Deus dizendo: “Glória ao nosso Deus que está sentado no trono e ao Cordeiro! Ámen! Bênção, glória, sabedoria, acção de graças, honra, poder e força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Ámen! (Apoc  7).

Esperemos e rezemos para que todos façamos parte desses Santos, no fim dos tempos.

A intenção do Evangelho Quotidiano é difundir a palavra de Deus e o ensino da Igreja por todo o mundo e apoiar a vida de oração do maior número de pessoas. Cada ano são mais numerosos aqueles que se ligam a este serviço que, nos últimos meses, se tem diversificado.

Na realidade, este ano, para difundir mais ainda o Evangelho e para se adaptar aos novos meios de comunicação, a equipa do Evangelho Quotidiano lançou “aplicações móveis”, isto é, uma versão adaptada aos telefones portáteis de nova geração (Iphone e Android). Além disso, criámos um novo “site” da internet adaptados aos telefones móveis (“smartphones”). Estas inovações tecnológicas foram devidas à generosidade de um assinante, a quem exprimimos os nossos sinceros agradecimentos.

Deste modo, o serviço está agora disponível gratuitamente em vários meios e suportes: por correio electrónico; no computador: www.evangelhoquotidiano.org; em telefone móvel: http://mobile, evangelizo.org; em telefone “Iphone” e “Android”: aplicações “Evangelizo”.

O serviço está agora disponível em 10 línguas: português, espanhol, francês, inglês, alemão, neerlandês, italiano, polaco, árabe e arménio.

Neste momento são perto de 500.000 os assinantes do Evangelho Quotidiano por correio electrónico. Desde que, há 3 meses, foram lançadas as aplicações móveis foram utilizadas mais de 20.000 vezes, o que nos encoraja vivamente a prosseguir os nossos esforços. Por isso vos propomos também que convidem os vossos amigos a receber o Evangelho Quotidiano: é uma forma concreta de evangelizar, ao alcance de todos!

Queremos também agradecer a todos os que, com a sua contribuição para o financiamento do serviço, permitem que ele funcione e se desenvolva. Os vossos contributos ajudam-nos especialmente a apoiar os mosteiros que nos ajudam na selecção dos comentários e a financiar os suportes informáticos. É este laço concreto entre as vidas activas e as contemplativas que permite o funcionamento do Evangelho Quotidiano.

Como sabem, este serviço é gratuito e não aceita ser desvirtuado pela publicidade. O seu financiamento é assegurado apenas pela vossa generosidade espontânea. Mas queremos continuar assim e permitir que um grupo cada vez maior de pessoas tenha acesso a ele.

Agradecendo-vos muito sinceramente a vossa fidelidade e o vosso apoio, desejamo-vos uma óptima festa de Todos-os-Santos. Para cada um de vós, a expressão da nossa amizade fraterna.

A equipa do Evangelho Quotidiano em língua portuguesa

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 29 de Outubro de 2010

Sexta-feira da 30ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Narciso, bispo de Jerusalém, +212

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Bem-aventurado Guerric d'Igny : Jesus à mesa com os fariseus


Evangelho segundo S. Lucas 14,1-6.

Tendo entrado, a um sábado, em casa de um dos principais fariseus para comer uma refeição, todos o observavam. Achava-se ali, diante dele, um hidrópico. Jesus, dirigindo a palavra aos doutores da Lei e fariseus, disse-lhes: «É permitido ou não curar ao sábado?» Mas eles ficaram calados. Tomando-o, então, pela mão, curou-o e mandou-o embora. Depois, disse-lhes: «Qual de vós, se o seu filho ou o seu boi cair a um poço, não o irá logo retirar em dia de sábado?» E a isto não puderam replicar.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Bem-aventurado Guerric d'Igny (c. 1080-1157), monge cisterciense
(a partir da trad. Bouchet, Lectionnaire, p. 299)

Jesus à mesa com os fariseus


O Criador eterno e invisível do mundo, dispondo-Se a salvar o género humano que se arrastava ao longo dos tempos sujeito às duras leis da morte, «nestes tempos que são os últimos» (Heb 1, 2) dignou-Se encarnar [...], para resgatar, na Sua clemência, os que na Sua justiça havia condenado. Para mostrar a profundidade do Seu amor por nós, não apenas Se fez homem, mas homem pobre e humilde, para que, ao aproximar-Se de nós na Sua pobreza, nos levasse a ter parte nas Suas riquezas (2 Cor 8, 9). Fez-Se tão pobre por nós, que não tinha onde repousar a cabeça: «As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça» (Mt 8, 20).


Foi por isso que aceitou ir comer uma refeição com os que O convidaram, não pelo gosto imoderado da comida, mas para aí ensinar a salvação e suscitar a fé. E encheu os convivas de luz pelos Seus milagres. E os servos, que estavam ocupados no interior e não tinham a liberdade de chegar perto Dele, ouviram a palavra da salvação. Com efeito, Ele não menosprezava ninguém, ninguém era indigno do Seu amor porque «Vós tendes compaixão de todos, [...] amais tudo o que existe, e não aborreceis nada do que fizestes» (Sab 11, 23-24).


Portanto, para realizar a Sua obra de salvação, o Senhor entrou, num sábado, na casa de um fariseu importante. Os escribas e os fariseus observavam-No para O poderem repreender, a fim de que, se Ele curasse o hidrópico, O poderem acusar de violar a Lei e, se não o curasse, O acusarem de impiedade ou fraqueza. [...] Pela luz puríssima da Sua palavra de verdade, viram desvanecerem-se todas as trevas da sua mentira.





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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 28 de Outubro de 2010

S. Simão e S. Judas, Apóstolos – Festa


S. Simão e S. Judas
Hoje a Igreja celebra : S. Simão e S. Judas Tadeu, apóstolos

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Papa Bento XVI: A unidade dos Doze, unidade da Igreja


Evangelho segundo S. Lucas 6,12-19.

Naqueles dias, Jesus foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar a Deus. Quando nasceu o dia, convocou os discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de Apóstolos: Simão, a quem chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago, João, Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado o Zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor. Descendo com eles, deteve-se num sítio plano, juntamente com numerosos discípulos e uma grande multidão de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sídon, que acorrera para o ouvir e ser curada dos seus males. Os que eram atormentados por espíritos malignos ficavam curados; e toda a multidão procurava tocar-lhe, pois emanava dele uma força que a todos curava.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Papa Bento XVI
Audiência geral de 11/10/2006 (trad. DC 2368, p. 1003 © copyright Libreria Editrice Vaticana)

A unidade dos Doze, unidade da Igreja


Hoje tomamos em consideração dois dos doze Apóstolos: Simão o Cananeu e Judas Tadeu (que não se deve confundir com Judas Iscariotes). Consideramo-los juntos, não só porque nas listas dos Doze são sempre mencionados um ao lado do outro (cf. Mt 10, 4; Mc 3, 18; Lc 6, 15; Act 1, 13), mas também porque as notícias que a eles se referem não são muitas, excepto o facto de o cânone neotestamentário conservar uma carta atribuída a Judas Tadeu.


Simão recebe um epíteto que varia nas quatro listas: Mateus qualifica-o como «cananeu», Lucas define-o como «zelote». Na realidade, as duas qualificações equivalem-se, porque significam a mesma coisa; de facto, na língua hebraica, o verbo qanà' significa «ser zeloso», «ser dedicado» [...]. Portanto, é possível que este Simão, se não pertencia exactamente ao movimento nacionalista dos Zelotes, tivesse pelo menos como característica um fervoroso zelo pela identidade judaica, por conseguinte, por Deus, pelo seu povo e pela Lei divina. Sendo assim, Simão coloca-se nos antípodas de Mateus que, ao contrário, sendo publicano, provinha de uma actividade considerada totalmente impura.


Sinal evidente de que Jesus chama os Seus discípulos e colaboradores das camadas sociais e religiosas mais diversas, sem exclusão alguma. Ele interessa-Se pelas pessoas, não pelas categorias ou pelas actividades sociais! E o mais belo é que no grupo dos Seus seguidores, todos, mesmo que diversos, coexistiam, superando as imagináveis dificuldades; de facto, o motivo de coesão era o próprio Jesus, no qual todos se reencontravam unidos. Isto constitui claramente uma lição para nós, com frequência propensos a realçar as diferenças e talvez as contraposições, esquecendo que em Jesus Cristo nos é dada a força para superarmos os nossos conflitos. Tenhamos também presente que o grupo dos Doze é a prefiguração da Igreja, na qual devem ter espaço todos os carismas, povos e raças, todas as qualidades humanas, que encontram a sua composição e a sua unidade na comunhão com Jesus.





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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 27 de Outubro de 2010

Quarta-feira da 30ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Vicente, Santa Sabina e Santa Cristeta, irmãos, mártires, +303,  São Gonçalo de Lagos, presbítero, +1422

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Missal Romano: «Hão-de vir do Oriente, do Ocidente, do norte e do Sul, sentar-se à mesa no Reino de Deus»


Evangelho segundo S. Lucas 13,22-30.

Jesus percorria cidades e aldeias, ensinando e caminhando para Jerusalém. Disse-lhe alguém: «Senhor, são poucos os que se salvam?» Ele respondeu-lhes: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque Eu vos digo que muitos tentarão entrar sem o conseguir. Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta, ficareis fora e batereis, dizendo: 'Abre-nos, Senhor!' Mas ele há-de responder-vos: 'Não sei de onde sois.' Começareis, então, a dizer: 'Comemos e bebemos contigo e Tu ensinaste nas nossas praças.' Responder-vos-á: 'Repito vos que não sei de onde sois. Apartai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade.' Lá haverá pranto e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac, Jacob e todos os profetas no Reino de Deus, e vós a serdes postos fora. Hão-de vir do Oriente, do Ocidente, do Norte e do Sul, sentar-se à mesa no Reino de Deus. E há últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Missal Romano
Oração eucarística II das missas da reconciliação

«Hão-de vir do Oriente, do Ocidente, do norte e do Sul, sentar-se à mesa no Reino de Deus»


Celebrando o memorial da morte e Ressurreição do vosso Filho,
nós Vos oferecemos, Senhor,  o sacrifício de reconciliação
que Ele nos deixou como sinal do Seu amor
e Vós confiastes às nossas mãos.
Aceitai-nos também a nós, Pai santo,
com a oblação do Vosso filho
e, neste banquete sagrado,
dai-nos o Vosso Espírito,
para que se afaste de nós toda a divisão e discórdia
e nos conserve em comunhão com o Papa Bento XVI
nosso bispo N., os bispos do mundo inteiro
e todo o povo cristão;
e assim a Igreja resplandeça no meio dos homens
como sinal de unidade e instrumento da Vossa paz.
Vós que nos reunistes à Vossa mesa
para participarmos no pão da vida e no cálice da salvação,
congregai um dia na unidade perfeita
os homens de todos os povos e línguas
com a Virgem Santa Maria, Mãe de Deus,
os Apóstolos e todos os santos,
Para que, no banquete da nova Jerusalém,
gozem eternamente a plenitude da paz.





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Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 26 de Outubro de 2010

Terça-feira da 30ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Santo Evaristo, papa, mártir, +107

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São Máximo de Turim : «Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24)


Evangelho segundo S. Lucas 13,18-21.

Disse, então: «A que é semelhante o Reino de Deus e a que posso compará-lo? É semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e deitou no seu quintal. Cresceu, tornou-se uma árvore e as aves do céu vieram abrigar-se nos seus ramos.» Disse ainda: «A que posso comparar o Reino de Deus? É semelhante ao fermento que certa mulher tomou e misturou com três medidas de farinha, até ficar levedada toda a massa.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Máximo de Turim (? - c. 420), bispo
CC Sermão 25; PL 57, 509ss. (a partir da trad. coll. Pères dans la foi, Migne 1996, p. 123)

«Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24)


«Um homem tomou um grão de mostarda e deitou-o no seu quintal; cresceu, tornou-se uma árvore, e as aves do céu vieram abrigar-se nos seus ramos.» Procuremos ver a quem se aplica tudo isto. [...] Penso que a comparação se aplica mais precisamente a Cristo Nosso Senhor que, ao nascer na humildade da condição humana, como uma semente, sobe finalmente ao céu como uma árvore. Cristo é o grão esmagado na Paixão; torna-se uma árvore na ressurreição. Sim, Ele é grão quando, faminto, sofre por falta de alimento; é uma árvore quando, com cinco pães, satisfaz a fome a cinco mil pessoas (Mt 14, 13ss.). Ali, experimenta o despojamento da Sua condição humana, aqui espalha a saciedade pela força da Sua divindade.


Diria que o Senhor é grão quando é ferido, desprezado, insultado; é árvore quando devolve a vista aos cegos, reanima os mortos e perdoa os pecados. Ele mesmo reconhece que é grão: «Se o grão de trigo lançado à terra não morrer» (Jo 12, 24)





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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 25 de Outubro de 2010

Segunda-feira da 30ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Crispim e S. Crispiniano, mártires, séc. III,  Santo Antônio de Sant'Ana Galvão, religioso brasileiro, +1822

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São Cirilo de Jerusalém : Libertos dos laços do pecado pela cruz de Cristo


Evangelho segundo S. Lucas 13,10-17.

Um dia de sábado, ensinava Jesus numa sinagoga. Estava lá certa mulher doente por causa de um espírito, há dezoito anos: andava curvada e não podia endireitar-se completamente. Ao vê-la, Jesus chamou-a e disse-lhe: «Mulher, estás livre da tua enfermidade.» E impôs-lhe as mãos. No mesmo instante, ela endireitou-se e começou a dar glória a Deus. Mas o chefe da sinagoga, indignado por ver que Jesus fazia uma cura ao sábado, disse à multidão: «Seis dias há, durante os quais se deve trabalhar. Vinde, pois, nesses dias, para serdes curados e não em dia de sábado.» Replicou-lhe o Senhor: «Hipócritas, não solta cada um de vós, ao sábado, o seu boi ou o seu jumento da manjedoura e o leva a beber? E esta mulher, que é filha de Abraão, presa por Satanás há dezoito anos, não devia libertar-se desse laço, a um sábado?» Dizendo isto, todos os seus adversários ficaram envergonhados, e a multidão alegrava-se com todas as maravilhas que Ele realizava.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Cirilo de Jerusalém (313-350), Bispo de Jerusalém e Doutor da Igreja
Catequese baptismal, n.° 13 (a partir da trad. bréviaire / Bouvet, Soleil levant 1961, p. 259)

Libertos dos laços do pecado pela cruz de Cristo


São Paulo disse: «Quanto a mim, porém, de nada me quero gloriar, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Ga 6,14). Foi coisa deveras admirável, ter aquele cego de nascença recuperado a vista em Siloé; mas que significou isso para todos os outros cegos do mundo? A ressurreição de Lázaro, morto havia quatro dias, foi coisa grande que ultrapassou a natureza; mas essa graça aproveitou apenas a ele, nada trouxe a todos os que, no mundo, tinham morrido pelos pecados cometidos. Foi assombroso fazer brotar, a partir de apenas cinco pães, alimento bastante para saciar cinco mil homens; mas isso nada significou para aqueles que, em todo o universo, sofriam de fome e de ignorância. Admirável foi a libertação de uma mulher acorrentada por Satanás desde há dezoito anos; mas que significará esse facto, comparando-o com a situação de todos nós, que estamos amarrados com as cadeias dos nossos pecados ?


Ora, a vitória da cruz conduziu à luz todos aqueles que a ignorância tornava cegos, libertou todos os que o pecado fazia cativos, e resgatou toda a humanidade. Não te surpreenda que o mundo inteiro tenha sido resgatado. Aquele que morreu por este resgate não era só um homem, mas o Filho unigénito de Deus. O pecado de Adão trouxe a morte ao mundo inteiro; se a queda de um só fez reinar a morte sobre todos os homens, não há-de a justiça de um só, com muito mais forte razão, fazer reinar a vida? (Rom 5, 17) Se outrora, pela árvore cujo fruto comeram, os nossos primeiros pais foram expulsos do paraíso, não hão-de então agora, pela árvore da cruz de Jesus, entrar os crentes muito mais facilmente no Paraíso? Se o primeiro ser modelado de barro a todos a morte trouxe, não há-de  Aquele que do barro o modelou trazer a todos a vida eterna, pois se é Ele próprio a Vida? (Jo 14, 6)





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sábado, 23 de outubro de 2010

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 24 de Outubro de 2010

30º Domingo do Tempo Comum - Ano C


Trigésimo Domingo do tempo comum (semana II do saltério)S. António Maria Claret
Hoje a Igreja celebra : Santo António Maria Claret, bispo, fundador, +1870

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S. João Crisóstomo : «Tem piedade de mim, que sou pecador»


Evangelho segundo S. Lucas 18,9-14.

Disse também a seguinte parábola, a respeito de alguns que confiavam muito em si mesmos, tendo-se por justos e desprezando os demais: «Dois homens subiram ao templo para orar: um era fariseu e o outro, cobrador de impostos. O fariseu, de pé, fazia interiormente esta oração: 'Ó Deus, dou-te graças por não ser como o resto dos homens, que são ladrões, injustos, adúlteros; nem como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo quanto possuo.' O cobrador de impostos, mantendo-se à distância, nem sequer ousava levantar os olhos ao céu; mas batia no peito, dizendo: 'Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador.' Digo-vos: Este voltou justificado para sua casa, e o outro não. Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

S. João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia, depois Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
Homilias sobre a Conversão, 2 (a partir da trad. da col. Pères dans la Foi, 8, DDB 1978, p. 46)

«Tem piedade de mim, que sou pecador»


Um fariseu e um publicano subiram até ao Templo para a oração. O fariseu começou por enunciar as suas qualidades, e proclamava: «Ó Deus, dou-te graças por não ser como o resto dos homens, que são ladrões, injustos, adúlteros; nem como este cobrador de impostos.» Miserável, que te atreves a julgar toda a terra! Porque espezinhas o teu próximo? E ainda sentes necessidade de condenar este publicano! [...] A terra não te foi suficiente? Acusaste todos os homens, sem excepção: «por não ser como o resto dos homens [...] nem como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo quanto possuo». Infeliz! Quanta presunção nestas palavras!


Quanto ao publicano, que ouviu muito bem estas afirmações, podia ter retorquido: «Quem és tu para te atreveres a proferir tais murmurações sobre mim? Donde me conheces? Nunca viveste no meu meio, nem pertences ao grupo dos meus íntimos. Porquê tamanho orgulho? Aliás, quem pode comprovar as tuas boas acções? Porque fazes dessa maneira o teu próprio elogio, e quem te incita a gloriares-te desse modo?» Mas não fez nada disso ― muito pelo contrário! Prostrou-se por terra e disse: «Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador.» Porque fez prova de humildade, saiu justificado.


O fariseu abandonou o Templo privado de qualquer absolvição, enquanto o publicano se foi embora com o coração renovado pela justiça reencontrada. [...] E, no entanto, não havia nele ponta de humildade, no sentido em que usamos este termo quando algum nobre desce do seu estado. No caso do publicano, portanto, não era de humildade que se tratava, mas de simples verdade, porque ele dizia a verdade.





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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 23 de Outubro de 2010

Sábado da 29ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : São João de Capistrano, religioso, +1456

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São Cipriano : «Talvez venha a dar frutos no futuro»: imitar a paciência de Deus


Evangelho segundo S. Lucas 13,1-9.

Nessa ocasião, apareceram alguns a falar-lhe dos galileus, cujo sangue Pilatos tinha misturado com o dos sacrifícios que eles ofereciam. Respondeu-lhes: «Julgais que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros galileus, por terem assim sofrido? Não, Eu vo-lo digo; mas, se não vos converterdes, perecereis todos igualmente. E aqueles dezoito sobre os quais caiu a torre de Siloé, matando-os, eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? Não, Eu vo-lo digo; mas, se não vos converterdes, perecereis todos da mesma forma.» Disse-lhes, também, a seguinte parábola: «Um homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e foi lá procurar frutos, mas não os encontrou. Disse ao encarregado da vinha: 'Há três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não o encontro. Corta-a; para que está ela a ocupar a terra?' Mas ele respondeu: 'Senhor, deixa-a mais este ano, para que eu possa escavar a terra em volta e deitar-lhe estrume. Se der frutos na próxima estação, ficará; senão, poderás cortá-la.'»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Cipriano (c. 200-258), Bispo de Cartago e mártir
Os benefícios da paciência, 7 (a partir da trad. de SC 291, p. 199 rev.)

«Talvez venha a dar frutos no futuro»: imitar a paciência de Deus


Irmãos bem-amados, Jesus Cristo, Nosso Senhor e Deus, não Se contentou em ensinar a paciência por palavras; também a demonstrou pelos Seus actos. [...] Na hora da paixão e da cruz, quantos sarcasmos ultrajantes escutados com paciência, quanta troça injuriosa suportada, ao ponto de ser cuspido, Ele que, com a Sua própria saliva, tinha aberto os olhos a um cego (Jo 9, 6) [...]; de Se ver coroado de espinhos, Ele que coroa os mártires com flores eternas; de Lhe baterem na face com as palmas das mãos, a Ele que concede palmas verdadeiras aos vencedores; despojado das Suas vestes, Ele que reveste os outros de imortalidade; alimentado com fel, Ele que dá o alimento celeste; dessedentado com vinagre, Ele que dá a beber o cálice da salvação. Ele, o inocente, Ele, o justo, ou antes, Ele, que é a própria inocência e a justiça, é contado entre os malfeitores; falsos testemunhos esmagam a Verdade; Aquele que deverá ser o juiz é submetido a julgamento; a Palavra de Deus é conduzida ao sacrifício, calando-Se. A seguir, quando os astros se eclipsam, quando os elementos se perturbam, quando a terra treme, [...] Ele não fala, não Se mexe, não revela a Sua majestade. Suporta tudo até ao fim com uma constância inesgotável, para que a paciência completa e perfeita tenha o seu auge em Cristo.


E, depois de tudo isto, ainda acolhe os Seus carrascos, se se converterem e se se voltarem para Ele; graças à Sua paciência [...], Ele não fecha a Sua Igreja a ninguém. Aos adversários, aos blasfemos, eternos inimigos do Seu nome, não apenas lhes concede o perdão, se se arrependerem das suas faltas, mas ainda os recompensa com o Reino dos Céus. Quem poderíamos indicar de mais paciente, de mais benevolente? A mesma pessoa que derramou o sangue de Cristo é vivificada pelo sangue de Cristo. Tal é a paciência de Cristo, e se não fosse tão grande como realmente é, a Igreja não teria o Apóstolo Paulo.





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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 22 de Outubro de 2010

Sexta-feira da 29ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Beata Josefina Leroux e companheiras, mártires, séc. XVIII,  São Martinho de Dume, bispo, +579,  Beato Timóteo Giaccardo, presbítero, +1948

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Santo Agostinho : «Como é que não sabeis reconhecer o tempo presente?»


Evangelho segundo S. Lucas 12,54-59.

Dizia também às multidões: «Quando vedes uma nuvem levantar-se do poente, dizeis logo: 'Vem lá a chuva'; e assim sucede. E quando sopra o vento sul, dizeis: 'Vai haver muito calor'; e assim acontece. Hipócritas, sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu; como é que não sabeis reconhecer o tempo presente?» «Porque não julgais por vós mesmos, o que é justo? Por isso, quando fores com o teu adversário ao magistrado, procura resolver o assunto no caminho, não vá ele entregar-te ao juiz, o juiz entregar-te ao oficial de justiça e o oficial de justiça meter-te na prisão. Digo-te que não sairás de lá, antes de pagares até ao último centavo.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África) e doutor da Igreja
Sermão 109; PL 38,636 (a partir da trad. de Delhougne, Les Pères commentent, p. 15)

«Como é que não sabeis reconhecer o tempo presente?»


Acabámos de escutar o evangelho em que Jesus critica aqueles que, sabendo reconhecer o aspecto do céu, não eram capazes de reconhecer o tempo em que urgia crer no Reino dos Céus. Era aos judeus que Ele o dizia, mas essa palavra também se dirige a nós. Ora, o próprio Senhor Jesus Cristo começou assim a Sua pregação: «Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu» (Mt 4, 17). João Baptista, o percursor começara da mesma forma: «Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu» (Mt 3, 2). E agora o Senhor acusa-os de não se quererem converter, visto que o Reino dos Céus está próximo. [...]


Só Deus sabe quando será o fim do mundo: seja quando for, o tempo de fé é hoje. [...] Para cada um de nós, o tempo está próximo, porque somos mortais. Caminhamos no meio de perigos. Se fôssemos de vidro, receá-los-íamos menos. O que pode ser mais frágil do que um recipiente de vidro? No entanto, conservamo-lo e dura séculos, porque tememos que caia mas não tememos que envelheça ou que seja atacado pela febre. Somos, pois, mais frágeis e mais fracos e essa fragilidade faz-nos recear em cada dia todos os acidentes que são constantes na vida dos homens. E se não houver acidentes, continua a existir o tempo que avança. O homem evita os choques; poderá evitar a sua última hora? Ele evita o que vem do exterior; poderá extirpar o que nasce no seu interior? Por vezes, é subitamente dominado por uma doença. E, mesmo que tenha sido poupado toda a vida, quando a velhice por fim chega, não há adiamento possível.  





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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 21 de Outubro de 2010

Quinta-feira da 29ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Santa Úrsula e companheiras, virgens, mártires, séc. IV,  Beato Carlos de Áustria

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Catecismo da Igreja Católica: «Eu vim lançar fogo sobre a terra»


Evangelho segundo S. Lucas 12,49-53.

«Eu vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já se tivesse ateado! Tenho de receber um baptismo, e que angústias as minhas até que ele se realize! Julgais que Eu vim estabelecer a paz na Terra? Não, Eu vo-lo digo, mas antes a divisão. Porque, daqui por diante, estarão cinco divididos numa só casa: três contra dois e dois contra três; vão dividir-se: o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Catecismo da Igreja Católica
§§ 696, 728-720

«Eu vim lançar fogo sobre a terra»


Os símbolos do Espírito Santo: O fogo. Enquanto a água significava o nascimento e a fecundidade da vida dada no Espírito Santo, o fogo simboliza a energia transformadora dos actos do Espírito Santo. O profeta Elias, que «apareceu como um fogo e cuja palavra queimava como um facho ardente» (Sir 48, 1), pela sua oração faz descer o fogo do céu sobre o sacrifício do monte Carmelo, figura do fogo do Espírito Santo, que transforma aquilo em que toca. João Baptista, que «irá à frente do Senhor com o espírito e a força de Elias» (Lc 1, 17), anuncia Cristo como Aquele que «há-de baptizar no Espírito Santo e no fogo» (Lc 3, 16), aquele Espírito do qual Jesus dirá: «Eu vim lançar fogo sobre a terra e só quero que ele se tenha ateado!» (Lc 12, 49). É sob a forma de línguas, «uma espécie de línguas de fogo», que o Espírito Santo repousa sobre os discípulos na manhã de Pentecostes e os enche de Si (Act 2, 3-4). A tradição espiritual reterá este simbolismo do fogo como um dos mais expressivos da acção do Espírito Santo. «Não apagueis o Espírito!» (1 Ts 5, 19). [...]


Jesus não revela plenamente o Espírito Santo enquanto Ele próprio não for glorificado pela Sua morte e ressurreição. [...] Só quando chega a hora em que vai ser glorificado, é que Jesus promete a vinda do Espírito Santo, pois a Sua morte e ressurreição serão o cumprimento da promessa feita aos antepassados (Jo 14, 16-17, 26). O Espírito da verdade, o outro Paráclito, será dado pelo Pai a pedido de Jesus; será enviado pelo Pai em nome de Jesus; Jesus O enviará de junto do Pai, porque do Pai procede. [...]


Chega, por fim, a «hora de Jesus» (Jo 13, 1): Jesus entrega o Seu espírito nas mãos do Pai (Jo 19, 30) no momento em que, pela Sua morte vence a morte, de tal modo que, «ressuscitado dos mortos pela glória do Pai» (Rm 6, 4), logo dá o Espírito Santo, que «sopra» sobre os discípulos (Jo 20, 22). A partir dessa «hora», a missão de Cristo e do Espírito torna-se a missão da Igreja: «Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós» (Jo 20, 21).





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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 20 de Outubro de 2010

Quarta-feira da 29ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Santa Iria, mártir, +653,  Beato Contardo Ferrini, profissional católico, +1902

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Bem-aventurado John Henry Newman : «Estai preparados»


Evangelho segundo S. Lucas 12,39-48.

Ficai a sabê-lo bem: se o dono da casa soubesse a que hora viria o ladrão, não teria deixado arrombar a sua casa. Estai preparados, vós também, porque o Filho do Homem chegará na hora em que menos pensais.» Pedro disse-lhe: «Senhor, é para nós que dizes essa parábola, ou é para todos igualmente?» O Senhor respondeu: «Quem será, pois, o administrador fiel e prudente a quem o senhor pôs à frente do seu pessoal para lhe dar, a seu tempo, a ração de trigo? Feliz o servo a quem o senhor, quando vier, encontrar procedendo assim. Em verdade vos digo que o porá à frente de todos os seus bens. Mas, se aquele administrador disser consigo mesmo: 'O meu senhor tarda em vir' e começar a espancar servos e servas, a comer, a beber e a embriagar-se, o senhor daquele servo chegará no dia em que ele menos espera e a uma hora que ele não sabe; então, pô-lo-á de parte, fazendo o partilhar da sorte dos infiéis. O servo que, conhecendo a vontade do seu senhor, não se preparou e não agiu conforme os seus desejos, será castigado com muitos açoites. Aquele, porém, que, sem a conhecer, fez coisas dignas de açoites, apenas receberá alguns. A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito será pedido.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Bem-aventurado John Henry Newman (1801-1890), presbítero, fundador de comunidade religiosa, teólogo
PPS, t. 6, n°17 «Waiting for Christ»

«Estai preparados»


«Eis que venho como um ladrão. Feliz aquele que vigia e protege as suas  vestes» diz o Senhor (Ap 16,15). [...] Quando Cristo diz que a Sua vinda está para breve, mas que contudo chegará de súbito, de modo inesperado, está a dizer que essa espera nos parecerá longa. [...] Porque será que o cristianismo fraqueja incessantemente e, no entanto, perdura? Apenas Deus o sabe, Ele quere-o assim, é um facto; e não é paradoxal afirmar que este tempo da Igreja durou quase dois mil anos, que pode durar ainda muito tempo e que, no entanto, caminha para o seu fim, que pode mesmo terminar num dia qualquer. E o Senhor quer que estejamos virados com todo o nosso ser para a iminência do Seu regresso; trata-se de vivermos como se aquilo que pode acontecer a qualquer momento fosse acontecer durante a nossa vida.


Antes da chegada de Cristo, o tempo decorria de outra forma: o Salvador iria chegar e trazer a perfeição; e a religião encaminhava-se para essa perfeição. As revelações sucediam-se [...]; o tempo era medido pela palavra dos profetas, que se sucediam. [...] O povo da Aliança não O esperava para breve, mas para depois da estadia em Canaã e do cativeiro no Egipto, após o êxodo no deserto, os juízes e os reis, no termo dos prazos fixados para O introduzir neste mundo. Esses prazos eram reconhecidos e as sucessivas revelações preenchiam essa espera.


Mas, uma vez Cristo chegado, como o Filho à Sua própria casa, com o Seu Evangelho perfeito, nada falta completar a não ser a reunião dos Seus santos. Nenhuma doutrina mais perfeita pode ser revelada. Surgiu a luz e a vida dos homens; Cristo morreu e ressuscitou. Nada mais há fazer [...]; por conseguinte, o fim dos tempos chegou. Além disso, embora deva existir um certo intervalo entre a primeira e a última chegada de Cristo, doravante o tempo já não conta. [...] O tempo já não caminha para o fim, antes caminha a seu lado, sempre tão perto dele como se tendesse para ele. [...] Cristo está sempre à nossa porta, tão próximo hoje como há dezoito séculos, e não mais próximo do que nessa altura, nem mais próximo do que quando vier.





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