segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 14 de Agosto de 2012

Terça-feira da 19ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : S. Maximiliano Maria Kolbe, presbítero, mártir, +1941,  Santo Estanislau Kostka, estudante jesuíta, +1568

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São Clemente de Alexandria : «É da vontade de vosso Pai que está no Céu que não se perca um só destes pequeninos»

Livro de Ezequiel 2,8-10.3,1-4.

Eis o que diz o Senhor: "Tu, porém, filho de homem, escuta o que te digo. Não sejas rebelde como aquela gente rebelde. Abre a boca e come o que te vou dar."
Olhei e vi uma espécie de mão que se dirigia para mim, segurando um manuscrito enrolado.
Abriu-o diante de mim: estava escrito nas duas faces; e lia-se: "Lamentações, gemidos e choros."
Disse-me: "Filho de homem, come aquilo que te é apresentado, come este manuscrito e vai falar à casa de Israel."
Abri então a boca e Ele deu-me o manuscrito a comer.
E disse-me: "Filho de homem, alimenta-te e sacia-te com este manuscrito que agora te dou." Comi-o e ele foi, na minha boca, doce como o mel.
Então, disse-me: "Filho de homem, dirige-te à casa de Israel, e leva-lhes as minhas palavras.


Livro de Salmos 119(118),14.24.72.103.111.131.

As vossas palavras, Senhor, são mais doces que o mel.

Não há maior riqueza para mim, Senhor,
do que seguir a vossa vontade.
As vossas ordens são as minhas delícias
e os vossos decretos meus conselheiros.

Para mim vale mais a lei da vossa boca
do que milhões em ouro e prata.
Como são doces ao paladar as vossas palavras,
mais que o mel para a minha boca

As vossas ordens são a minha herança eterna,
são a alegria do meu coração.
Eu abro a minha boca e asoiro,
porque estou ávido dos vossos mandamentos.





Evangelho segundo S. Mateus 18,1-5.10.12-14.

Naquela hora, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: «Quem é o maior no Reino do Céu?»
Ele chamou um menino, colocou-o no meio deles
e disse: «Em verdade vos digo: Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu.
Quem, pois, se fizer humilde como este menino será o maior no Reino do Céu.
Quem receber um menino como este, em meu nome, é a mim que recebe.»
«Livrai-vos de desprezar um só destes pequeninos, pois digo-vos que os seus anjos, no Céu, vêem constantemente a face de meu Pai que está no Céu.
Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se tresmalhar, não deixará as noventa e nove no monte, para ir à procura da tresmalhada?
E, se chegar a encontrá la, em verdade vos digo: alegra-se mais com ela do que com as noventa e nove que não se tresmalharam.
Assim também é da vontade de vosso Pai que está no Céu que não se perca um só destes pequeninos.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Clemente de Alexandria (150-c. 215), teólogo
«O Pedagogo», I, 53-56; SC 70

«É da vontade de vosso Pai que está no Céu que não se perca um só destes pequeninos»

A Escritura chama-nos a todos de «crianças»; quando decidimos seguir a Cristo recebemos o nome de «pequeninos» (Mt 18,3; 19,13; Jo 21,5). [...] Quem é então o nosso educador, o pedagogo que nos ensina a nós, os pequeninos? Chama-Se Jesus. Dá a Si mesmo o nome de pastor; diz que é «o bom pastor» (Jo 10,11). Estabelece uma comparação entre os pastores que guiam as suas ovelhas e Ele próprio, o pedagogo que orienta as crianças, o pastor cheio de solicitude pelos pequeninos que, na sua simplicidade, são comparados a ovelhas. «Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco e também tenho de as conduzir [...], e haverá um só rebanho e um só Pastor» (Jo 10,16). O nosso pedagogo é, naturalmente, o Verbo, a Palavra de Deus, pois conduz-nos à salvação. Foi o que Ele disse claramente pelas palavras do profeta Oseias: «Eu sou o vosso educador» (5,2 LXX).


A Sua pedagogia é a religião: ela ensina-nos o serviço de Deus, orienta-nos para o conhecimento da verdade, conduz-nos ao céu. [...] O navegador dirige o barco com a intenção de levar os seus passageiros a bom porto; do mesmo modo, o nosso pedagogo indica aos filhos de Deus o modo de vida que conduz à salvação, devido à Sua solicitude por nós. [...] Aquele que nos conduz é, pois, o Deus santo, Jesus, a Palavra de Deus, guia de toda a humanidade; é o próprio Deus que nos conduz, no Seu amor por nós. [...] Durante o Êxodo, o Espírito Santo diz a Seu respeito: «Encontrou-o numa região deserta, nas solidões ululantes e selvagens; protegeu-o e velou por ele. Guardou-o como a menina dos Seus olhos. Como a águia vela pelo seu ninho, Ele paira sobre as suas aguiazinhas; estende as asas para as recolher e leva-as sobre as suas penas robustas. Só o Senhor o dirige» (Dt 32,10-12).







domingo, 12 de agosto de 2012

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 13 de Agosto de 2012

Segunda-feira da 19ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : Santo Hipólito, presbítero, mártir, +235,  S. Ponciano, papa, mártir, +235

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Santo Ambrósio : «Os filhos estão isentos»

Livro de Ezequiel 1,2-5.24-28c.

No quinto dia do mês - era o quinto ano do cativeiro do rei Jeconias -
a palavra de Deus foi dirigida a Ezequiel, filho do sacerdote Buzi, na Caldeia, nas margens do rio Cabar, e a mão do SENHOR estava sobre ele.
Olhando vi que do norte soprava um vento fortíssimo: uma nuvem espessa acompanhada de um clarão e uma massa de fogo resplandecente à volta; no meio dela, via-se algo semelhante ao aspecto de um metal resplandecente.
E ao centro, distinguia-se a imagem de quatro seres viventes, todos com aspecto humano.
Eu escutava o ruído das asas como o barulho das grandes torrentes, como a voz do Omnipotente, quando eles avançavam, ou como o ruído do campo de batalha; quando paravam, as asas baixavam.
E, por cima da abóbada, que ficava sobre as suas cabeças, fazia-se um grande ruído; quando paravam, as asas baixavam.
Pela parte de cima da abóbada, que ficava sobre as suas cabeças, estava uma coisa semelhante a pedra de safira, em forma de trono, e sobre esta espécie de trono, no alto, pela parte de cima, um ser com aspecto humano.
E verifiquei que, do que parecia ser da cintura para cima, tinha como que um brilho vermelho, algo como fogo, à sua volta; e da cintura para baixo, vi como que fogo, espalhando um clarão à sua volta.
O esplendor à sua volta parecia o arco-íris que aparece nas nuvens nos dias de chuva. Era algo que tinha o aspecto da glória do SENHOR. Contemplei e prostrei-me com o rosto por terra. E ouvi uma voz que falava.


Livro de Salmos 148(147),1-2.11-12ab.12c-14a.14bcd.

O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Louvai ao Senhor do alto dos céus;
louvai-O nas alturas!
Louvai-O, todos os seus anjos.
Louvai-O, reis do mundo e todos os povos;
todos os chefes e governantes do mundo;
os jovens e as donzelas, os velhos e as crianças!

Louvem todos o nome do Senhor,
pois só o seu nome é sublime
e a sua glória está acima do céu e da terra.
Ele engrandeceu a força do seu povo,
Ele é a honra de todos os seus fiéis,
dos filhos de Israel, seu povo amigo.










Evangelho segundo S. Mateus 17,22-27.

Naquele tempo, estando ainda Jesus e os discípulos na Galileia,  disse-lhes Jesus: «O Filho do Homem tem de ser entregue nas mãos dos homens,
que o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.» E eles ficaram profundamente consternados.
Entrando em Cafarnaúm, aproximaram-se de Pedro os cobradores do imposto do templo e disseram-lhe: «O vosso Mestre não paga o imposto?»
Ele respondeu: «Paga, sim». Quando chegou a casa, Jesus antecipou-se, dizendo: «Simão, que te parece? De quem recebem os reis da terra impostos e contribuições? Dos seus filhos, ou dos estranhos?»
E como ele respondesse: «Dos estranhos», Jesus disse-lhe: «Então, os filhos estão isentos.
No entanto, para não os escandalizarmos, vai ao mar, deita o anzol, apanha o primeiro peixe que nele cair, abre-lhe a boca e encontrarás lá um estáter. Toma-o e dá-lho por mim e por ti.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
Comentário ao Salmo 48, 14-15; CSEL 64, 368-370

«Os filhos estão isentos»

Cristo reconciliou o mundo com Deus; por isso, certamente Ele próprio não teve necessidade de reconciliação. Com efeito, que pecado teria a expiar, se não cometeu pecado algum? Ao reclamarem os judeus as duas dracmas que deviam ser dadas, segundo a Lei, por causa do pecado, Ele disse a Pedro: «Simão, que te parece? De quem recebem os reis da terra impostos e contribuições? Dos seus filhos, ou dos estranhos?» Pedro respondeu: «Dos estranhos.» Então o Senhor disse: «Então, os filhos estão isentos. No entanto, para não os escandalizarmos, vai ao mar, deita o anzol, apanha o primeiro peixe que nele cair, abre-lhe a boca e encontrarás lá um estáter. Toma-o e dá-lho por Mim e por ti.»


Ele mostra assim que não é por Si próprio que deve expiar os pecados, porque Ele não era escravo do pecado; como Filho de Deus, estava liberto de todo o erro. De facto, o Filho é livre, mas o escravo está sujeito ao pecado. Portanto, Aquele que é inteiramente livre nada tinha de pagar pelo resgate da Sua vida, e o Seu sangue podia redimir, poderosamente, os pecados do mundo inteiro. Podia pois libertar os outros, Esse que nada tem a dever.


Mas irei mais longe. Cristo não é o único a não ter de pagar pela Sua própria redenção ou pela expiação dos Seus pecados; ao consideramos cada homem, é compreensível que nenhum tenha de pagar pela sua expiação pessoal. Porque Cristo expiou por todos, é a redenção de todos.







sábado, 11 de agosto de 2012

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 12 de Agosto de 2012

19º Domingo do Tempo Comum - Ano B


Festa da Igreja : XIX Domingo do Tempo Comum (semana III do saltério)
Santo do dia : Santa Joana Francisca de Chantal, viúva, religiosa, fundadora, +1641,  Beato Amadeu da Silva, religioso, +1482,  Santa Beatriz, virgem, mártir, +304

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Santa Faustina Kowalska : «Se alguém comer deste pão, viverá eternamente»

Livro de 1º Reis 19,4-8.

Naqueles dias, Elias entrou no deserto e andou o dia inteiro. Depois sentou-se debaixo de um junípero e, desejando a morte, exclamou: "Já basta, Senhor. Tirai-me a vida, porque não sou melhor do que meus pais".
Deitou-se por terra e adormeceu à sombra do junípero. Nisto, um Anjo tocou-lhe e disse: "Levanta-te e come".
Ele olhou e viu à sua cabeceira um pão cozido sobre pedras quentes e uma bilha de água. Comeu e bebeu e tornou a deitar-se.
O Anjo do Senhor veio segunda vez, tocou-lhe e disse-lhe: "Levanta-se e come, porque ainda tens um longo caminho a percorrer".
Elias levantou-se, comeu e bebeu. Depois, fortalecido com aquele alimento, caminhou durante quarenta dias e quarenta noites até ao monte de Deus, Horeb.


Livro de Salmos 34(33),2-3.4-5.6-7.8-9.

Saboreai e vede como o Senhor é bom.

A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor,
escutem e alegrem-se os humildes.

Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.

Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

O Anjo do Senhor protege os que O temem
e defende-os dos perigos.
Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que n'Ele se refugia.







Carta aos Efésios 4,30-32.5,1-2.

Irmãos: Não ofendais o Espírito Santo de Deus, selo com o qual fostes marcados para o dia da redenção.
Toda a espécie de azedume, raiva, ira, gritaria e injúria desapareça de vós, juntamente com toda a maldade.
Sede, antes, bondosos uns para com os outros, compassivos; perdoai-vos mutuamente, como também Deus vos perdoou em Cristo.
Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos bem amados,
e procedei com amor, como também Cristo nos amou e se entregou a Deus por nós como oferta e sacrifício de agradável odor.


Evangelho segundo S. João 6,41-51.

Naquele tempo, os judeus murmuravam de Jesus, por Ele ter dito: 'Eu sou o pão que desceu do Céu';
e diziam: «Não é Ele Jesus, o filho de José, de quem nós conhecemos o pai e a mãe? Como se atreve a dizer agora: 'Eu desci do Céu'?»
Jesus disse-lhes, em resposta: «Não murmureis entre vós.
Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não atrair; e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia.
Está escrito nos profetas: E todos serão ensinados por Deus. Todo aquele que escutou o ensinamento que vem do Pai e o entendeu vem a mim.
Não é que alguém tenha visto o Pai, a não ser aquele que tem a sua origem em Deus: esse é que viu o Pai.
Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê tem a vida eterna.
Eu sou o pão da vida.
Os vossos pais comeram o maná no deserto, mas morreram.
Este é o pão que desce do Céu; se alguém comer dele, não morrerá.
Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Faustina Kowalska (1905-1938), religiosa
Diário, 1393 (Fátima, Marianos da Imaculada Conceição, 2003)

«Se alguém comer deste pão, viverá eternamente»

Jesus, Pão dos anjos, delícia do meu coração,
Todo o meu ser em Vós se abisma em fundura.
E vivo como os que no céu têm eleição,
Certa da vida sem fim, ainda que na sepultura.


Jesus eucaristia, Vós, ó Deus imortal,
E que sempre permaneceis em meu coração,
E enquanto Vos tenho não há morte fatal
Diz-me o amor que de Vós, por fim, terei visão.


Abismo-me em Vossa divina vida.
Olho o céu, quase aberto, tranquilizada,
E a morte envergonhada fito de fugida,
Pois divina vida na minh'alma é encerrada.


Senhor, que pelo Vosso santo querer  
A morte venha este meu corpo tocar,
Desejo o mais breve tal enlace acontecer.
Pois assim na vida eterna hei-de ingressar.


Jesus, vida da minha alma, eucaristia,
Vós me elevastes às esferas eternas,
Em terrível suplício pela Paixão e agonia.







sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 11 de Agosto de 2012

Sábado da 18ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : Santa Clara de Assis, virgem, fundadora, +1253

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São Cirilo de Jerusalém : «Aumenta a nossa fé» (Lc 17,5)

Livro de Habacuc 1,12-17.2,1-4.

Não és Tu, Senhor, desde o princípio, o meu Deus e o meu santo? Nós não morreremos. Tu estabeleceste, Senhor, os caldeus para exercerem a justiça, como uma rocha, Tu os constituíste para castigar.
Os teus olhos são demasiado puros para ver o mal, não podes contemplar a opressão. Porque contemplas, em silêncio, os traidores, quando devoram os que são mais justos do que eles?
Tratas os homens como peixes do mar, como répteis que não têm dono.
Eles pescam-nos a todos no anzol, arrastam-nos com a sua rede, recolhem-nos em seu cesto e depois alegram-se e exultam.
Por isso, oferecem sacrifícios às suas artes de pesca, e incenso à sua rede, porque, graças a elas, recolhem gordas porções e suculentos manjares.
Continuarão eles a esvaziar a sua rede, massacrando povos sem piedade?
Vou ficar de pé no meu posto de guarda, vou colocar-me sobre a muralha, vou ficar à espreita para ver o que Ele me diz, que resposta dá à minha queixa.
Então o Senhor respondeu-me: «Escreve a visão, grava-a em tabuínhas, para que possa ser lida facilmente.
Porque é uma visão para um tempo fixado: ela aspira pelo seu termo e não falhará. Se tardar, espera por ela igualmente; que ela cumprir-se-á, com toda a certeza não falhará.
Eis que sucumbe o que não tem a alma recta, mas o justo viverá pela sua fidelidade.»


Livro de Salmos 9(9A),8-9.10-11.12-13.

Não abandonais, Senhor, aqueles que Vos procuram.

O Senhor é rei pelos séculos,
preparou o seu trono para o julgamento.
E assim julgará o mundo com justiça,
governará as nações com equidade.

O Senhor é o refúgio do oprimido;
a sua defesa, no tempo de angústia.
Os que conhecem o teu nome, Senhor, confiam em ti,
pois nunca abandonaste quem te procura.

Cantai ao Senhor, que habita em Sião;
anunciai as suas obras entre as nações.
Ele persegue os assassinos, lembra se deles,
não esquece o clamor dos infelizes.





Evangelho segundo S. Mateus 17,14-20.

Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um homem, ajoelhou-se a seus pés e
disse lhe: «Senhor, tem piedade do meu filho. Ele tem ataques e está muito mal. Cai frequentemente no fogo e muitas vezes na água.
Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo.»
Disse Jesus: «Geração descrente e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-mo cá.»
Jesus falou severamente ao demónio, e este saiu do jovem que, a partir desse momento, ficou curado.
Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe em particular: «Porque é que nós não fomos capazes de expulsá-lo?»
Disse-lhes Ele: «Pela vossa pouca fé. Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: 'Muda-te daqui para acolá', e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Cirilo de Jerusalém (313-350), bispo de Jerusalém, doutor da Igreja
Catequese baptismal 5, 10-11

«Aumenta a nossa fé» (Lc 17,5)

A palavra «fé» tem um duplo significado. Há, na verdade, um aspecto da fé que diz respeito aos dogmas e que consiste em concordar com uma dada verdade. Este aspecto da fé é proveitoso para a alma, segundo a palavra do Senhor: «Quem ouve a Minha palavra e crê n'Aquele que Me enviou tem a vida eterna» (Jo 5,24). [...]


Mas há um segundo aspecto da fé: é a fé que nos foi dada por Cristo como carisma, gratuitamente, como dom espiritual. «A um é dada, pela acção do Espírito, uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, segundo o mesmo Espírito; a outro, a fé, no mesmo Espírito; a outro, o dom das curas, no único Espírito» (1Co 12,8-9). Esta fé que nos é dada como graça pelo Espírito Santo não é pois apenas uma fé dogmática, mas tem também o poder de realizar coisas que ultrapassam as forças humanas. Quem possui essa fé dirá «a este monte: "Tira-te daí e lança-te ao mar" [...], assim acontecerá». Pois, quando alguém pronuncia esta palavra com fé «e não vacilar em seu coração, mas acreditar que o que diz se vai realizar» (Mc 11,23), recebe a graça da sua realização. É desta fé que foi dito: se tivésseis fé «como um grão de mostarda». Na verdade, o grão de mostarda é muito pequeno, mas tem em si uma energia fogosa; semente minúscula, desenvolve-se a ponto de estender os seus longos ramos e de até poder abrigar as aves do céu (cf Mt 13,32). Do mesmo modo, a fé realiza numa alma os maiores feitos, num piscar de olhos.


Quando está iluminada pela fé, a alma representa Deus diante de si e contempla-O tanto quanto possível. Abarca os limites do universo e, antes do fim dos tempos, já vê o julgamento e o cumprimento das promessas. Tu, portanto, possui essa fé que depende de Deus e que te leva a Ele; então receberás d'Ele essa fé que age para além das forças humanas.







quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 10 de Agosto de 2012

São Lourenço, Diácono e Mártir - Festa


Santo do dia : S. Lourenço, diácono, mártir, +258

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Santo Agostinho : «Quem se ama a si mesmo, perde-se; quem se despreza a si mesmo, neste mundo, assegura para si a vida eterna»

2ª Carta aos Coríntios 9,6-10.

Irmãos: Ficai sabendo: Quem pouco semeia, também pouco colherá; mas quem semeia com generosidade, com generosidade também colherá.
Cada um dê como dispôs em seu coração, sem tristeza nem constrangimento, pois Deus ama quem dá com alegria.
E Deus tem poder para vos cumular de toda a espécie de graça, para que, tendo sempre e em tudo quanto vos é necessário, ainda vos sobre para as boas obras de todo o género.
Como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre.
Aquele que dá a semente ao semeador e o pão em alimento, também vos dará a semente em abundância e multiplicará os frutos da vossa justiça.


Livro de Salmos 112(111),1-2.5-6.7-8.9.

Ditoso o homem de coração bondoso e compassivo.

Feliz o homem que teme o Senhor
e se compraz nos seus mandamentos.  
A sua descendência será poderosa sobre a terra,
e bendita, a geração dos justos.  

Feliz o homem que se compadece e empresta
e administra os seus bens com justiça.  
Este jamais será abalado;
o justo deixará memória eterna.
Não tem receio das más notícias;
o seu coração está firme e confiante no Senhor.
o seu coração está firme; por isso nada teme
e verá os seus opressores confundidos.  

Reparte do que é seu com os pobres;
a sua generosidade subsistirá para sempre
e o seu poder crescerá em glória.  




Evangelho segundo S. João 12,24-26.

Naquele tempo, disse Jesus aos discípulos:«Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.
Quem se ama a si mesmo, perde-se; quem se despreza a si mesmo, neste mundo, assegura para si a vida eterna.
Se alguém me serve, que me siga, e onde Eu estiver, aí estará também o meu servo. Se alguém me servir, o Pai há-de honrá-lo.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Sermão 304

«Quem se ama a si mesmo, perde-se; quem se despreza a si mesmo, neste mundo, assegura para si a vida eterna»

Na Igreja de Roma, o bem-aventurado Lourenço exercia as funções de diácono. Era ele que distribuía aos fiéis o Sangue sagrado de Cristo e foi aí que derramou o próprio sangue pelo nome de Cristo. [...] O apóstolo São João trouxe à luz o mistério da Ceia do Senhor quando disse: «Ele, Jesus, deu a Sua vida por nós; assim também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1Jo 3,16). São Lourenço compreendeu isso, meus irmãos, compreendeu-o e fê-lo; preparou esta oferenda para que fosse consumida nesta mesa. Amou a Cristo com a sua vida; e imitou-O na sua morte.


E nós, meus irmãos, se O amamos verdadeiramente, devemos imitá-Lo. A melhor prova que Lhe podemos dar do nosso amor é imitar os Seus exemplos: «Cristo também padeceu por vós, deixando-vos o exemplo, para que sigais os Seus passos» (1Pe 2,21). [...] No jardim do Senhor há verdadeiramente todo o tipo de flores: não apenas as rosas dos mártires, mas também os lírios das virgens, a hera das pessoas casadas, as violetas das viúvas. Absolutamente nenhuma categoria de pessoas, meus bem-amados, deve desesperar da sua vocação: o Senhor sofreu por todos. [...] É pois preciso compreender como é que o cristão deve seguir Cristo sem derramar o seu sangue nem enfrentar os sofrimentos do martírio.


O apóstolo Paulo diz a respeito de Cristo Senhor: «Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus». Que majestade! «No entanto, esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-Se semelhante aos homens e sendo, ao manifestar-Se, identificado como homem» (Fl 2,6s). Como Cristo Se humilhou! Cristo humilhou-Se. Eis portanto, cristão, aquilo que está à tua disposição. «Tornando-Se obediente» (v. 8): então por que és orgulhoso? [...] Em seguida, depois de ter ido até ao fim do Seu rebaixamento e de ter derrubado a morte, Cristo subiu ao céu: sigamo-Lo.







quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 09 de Agosto de 2012

Santa Teresa Benedita da Cruz


Santo do dia : Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), religiosa, mártir, padroeira da Europa, +1942

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Santa Teresa Benedita da Cruz : Sumo-Sacerdote da Nova Aliança

Livro de Oseias 2,16b.17.21-22.

Eis o que diz o Senhor: «É assim que a vou seduzir: ao deserto a conduzirei, para lhe falar ao coração.
Dar-lhe-ei então as suas vinhas e o vale de Acor será como porta de esperança. Aí, ela responderá como no tempo da sua juventude, como nos dias em que subiu da terra do Egipto.
Então, te desposarei para sempre; desposar-te-ei conforme a justiça e o direito, com amor e misericórdia.
Desposar-te-ei com fidelidade, e tu conhecerás o SENHOR.


Livro de Salmos 45(44),11-12.14-17.

Ide ao encontro de Cristo Senhor.

Filha, escuta, vê e presta atenção;
esquece o teu povo e a casa do teu pai.
Porque o rei deixou se prender pela tua beleza;
Ele é agora o teu Senhor: presta-lhe homenagem!

A filha do rei é toda formosura,
os seus vestidos são de brocados de ouro.
Em vestes de muitas cores é apresentada ao rei;
as donzelas, suas amigas, seguem na em cortejo.

Avançam com alegria e júbilo
e entram felizes no palácio real.  
No lugar de teus pais, estarão os teus filhos;
farás deles príncipes sobre toda a terra.





Evangelho segundo S. Mateus 25,1-13.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «O Reino do Céu será semelhante a dez virgens que, tomando as suas candeias, saíram ao encontro do noivo.
Ora, cinco delas eram insensatas e cinco prudentes.
As insensatas, ao tomarem as suas candeias, não levaram azeite consigo;
enquanto as prudentes, com as suas candeias, levaram azeite nas almotolias.
Como o noivo demorava, começaram a dormitar e adormeceram.
A meio da noite, ouviu-se um brado: 'Aí vem o noivo, ide ao seu encontro!'
Todas aquelas virgens despertaram, então, e aprontaram as candeias.
As insensatas disseram às prudentes: 'Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas candeias estão a apagar-se.'
Mas as prudentes responderam: 'Não, talvez não chegue para nós e para vós. Ide, antes, aos vendedores e comprai-o.'
Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o noivo; as que estavam prontas entraram com ele para a sala das núpcias, e fechou-se a porta.
Mais tarde, chegaram as outras virgens e disseram: 'Senhor, senhor, abre-nos a porta!'
Mas ele respondeu: 'Em verdade vos digo: Não vos conheço.'
Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
De «A Oração da Igreja» (1936)

Sumo-Sacerdote da Nova Aliança

A nossa alma é um templo de Deus e isso, só por si, abre-nos uma perspectiva vasta e completamente nova. A vida de oração de Jesus é a chave para compreendermos a oração da Igreja. [...] Cristo tomou parte no culto divino do Seu povo, levado a cabo publicamente no Templo e segundo as prescrições da Lei. [...] Ele estabeleceu a mais profunda ligação entre essa liturgia e a oferenda da Sua própria pessoa e, ao atribuir-lhe assim o seu verdadeiro e pleno significado de acção de graças da Criação para com o seu Criador, conduziu a liturgia da Antiga à sua realização na Nova Aliança.


Por outro lado, Jesus não tomou parte apenas no culto divino público prescrito pela Lei. Os evangelhos fazem referências ainda mais numerosas à Sua oração solitária, no silêncio da noite, no cimo das montanhas ou em lugares desertos (Mt 14,23; Mc 1,35; 6,46; Lc 5,16). Quarenta dias e quarenta noites de oração precederam a Sua vida pública (Mt 4,1-2). Retirou-Se para o silêncio da montanha antes de escolher os Seus Apóstolos (Lc 6,12) e de os enviar em missão. Na hora do Monte das Oliveiras, preparou a Sua subida ao Gólgota. O brado com que Se dirigiu ao Pai nessa mais penosa de todas as horas da Sua vida é-nos revelado em poucas palavras [...], palavras essas que são como que um relâmpago que por um instante ilumina e torna mais clara para nós a vida íntima da Sua alma, o insondável mistério do Seu ser de Homem-Deus e do Seu diálogo com o Pai.


Este diálogo durou toda a Sua vida, sem nunca sofrer qualquer interrupção. Jesus rezava interiormente, não só quando Se afastava das multidões, mas também quando Se encontrava entre as pessoas.







terça-feira, 7 de agosto de 2012

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 08 de Agosto de 2012

Quarta-feira da 18ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : S. Domingos de Gusmão, presbítero, fundador, +1221

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Santo Hilário : «Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio»

Livro de Jeremias 31,1-7.

«Naquele tempo - diz o Senhor -  serei o Deus de todas as tribos de Israel, e elas serão o meu povo»
Assim fala o Senhor: «Encontrou graça no deserto o povo que tinha escapado à espada. Israel caminha para o seu repouso.
De longe, o Senhor se lhe manifestou: Amei-te com um amor eterno. Por isso, dilatei a misericórdia para contigo.
Hei-de reconstruir-te, e serás restaurada, ó donzela de Israel! Ainda te hás-de adornar dos teus tamborins e participar em alegres danças.
De novo plantarás vinhas nas colinas da Samaria, e os cultivadores recolherão os frutos,
porque há-de chegar o dia em que as sentinelas gritarão sobre os montes de Efraim: 'Levantai-vos! Subamos a Sião, ao Senhor, nosso Deus.'»
Porque isto diz o Senhor: «Soltai gritos de júbilo por Jacob. Aclamai a primeira das nações! Fazei ressoar louvores, exclamando: 'Ó Senhor salva o teu povo, o resto de Israel'.


Livro de Jeremias 31,10.11-12ab.13.

Como o pastor guarda o seu rebanho, assim nos guarda o Senhor.

Povos, escutai a palavra do Senhor!
Levai a notícia às ilhas longínquas e dizei:
'Aquele que dispersou Israel vai reuni-lo
e guardá-lo como o pastor ao seu rebanho.'

Porque o Senhor resgatou Jacob
e libertou-o das mãos de um mais forte.
Regressarão jubilosos às alturas de Sião,
e afluirão aos bens do Senhor.  

Então, a jovem alegrar-se-á, bailando;
jovens e velhos partilharão do seu júbilo.
Converterei o seu pranto em exultação,
hei-de consolá-los, e aliviá-los das suas penas.




Evangelho segundo S. Mateus 15,21-28.

Naquele tempo, Jesus partiu dali e retirou-se para os lados de Tiro e de Sídon.
Então, uma cananeia, que viera daquela região, começou a gritar: «Senhor, Filho de David, tem misericórdia de mim! Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio.»
Mas Ele não lhe respondeu nem uma palavra. Os discípulos aproximaram-se e pediram-lhe com insistência: «Despacha-a, porque ela persegue-nos com os seus gritos.»
Jesus replicou: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.»
Mas a mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: «Socorre-me, Senhor.»
Ele respondeu-lhe: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorros.»
Retorquiu ela: «É verdade, Senhor, mas até os cachorros comem as migalhas que caem da mesa de seus donos.»
Então, Jesus respondeu-lhe: «Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas.» E, a partir desse instante, a filha dela achou-se curada.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Hilário (c. 315-367), bispo de Poitiers, doutor da Igreja
Comentário ao evangelho de Mateus, 15; SC 258

«Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio»

Esta cananeia pagã deixou de ter, pessoalmente, necessidade de ser curada, uma vez que reconheceu Cristo como Senhor e Filho de David, mas pede auxílio para a sua filha, isto é, para a multidão pagã prisioneira de espíritos impuros. O Senhor cala-Se, reservando com o Seu silêncio o privilégio de salvar Israel. [...] Trazendo em Si o mistério da vontade do Pai, responde que não foi enviado senão às ovelhas perdidas de Israel, para que ficasse claro que a filha da cananeia é um símbolo da Igreja. [...] Não é que a salvação não pudesse ser dada também aos pagãos, mas o Senhor tinha vindo «para os Seus e ao mundo que era Seu» (Jo 1,11), e esperava os primeiros indícios da fé deste povo de onde Ele próprio era originário, devendo os outros ser seguidamente salvos pela pregação dos apóstolos. [...]


E, para que compreendêssemos que o silêncio do Senhor provém da consideração do tempo e não de um obstáculo colocado pela Sua vontade, acrescenta: «Mulher, grande é a tua fé!» Queria dizer que esta mulher, já certa da sua salvação, tinha fé – melhor ainda – na reunião dos pagãos no tempo que se aproxima, em que, pela sua fé, eles serão libertados de todo o tipo de espíritos impuros tal como a jovem o foi. E isso confirma-se: com efeito, após a prefiguração do povo dos pagãos na filha da cananeia, homens prisioneiros de diversos tipos de doenças são apresentados ao Senhor na montanha pelas multidões (Mt 15,30). São homens incréus, isto é, doentes, que são levados pelos crentes a adorar e a prostrar-se, e a quem é dada a salvação, para estudarem, louvarem e seguirem a Deus.







segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 07 de Agosto de 2012

Terça-feira da 18ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : S. Sisto II, papa, e companheiros mártires, +258,  S. Caetano, presbítero, +1547

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Beata Isabel da Trindade : «Então os que estavam na barca prostraram-se diante d'Ele»

Livro de Jeremias 30,1-2.12-15.18-22.

A palavra do Senhor foi dirigida a Jeremias nestes termos:
«Assim fala o Senhor, Deus de Israel: 'Escreve num livro todas as palavras que Eu te disser.
Assim fala o Senhor: «A tua ferida é incurável, maligna é a tua chaga.
Ninguém quer tomar a tua defesa para curar o teu mal, para o qual não há remédio.
Todos os teus amantes te esqueceram, não se preocupam contigo, porque te feri, como se fere um inimigo, com cruel castigo, por causa da gravidade da tua falta e do número dos teus pecados.
Porque choras sobre a tua ferida? A tua chaga é incurável. Por causa da gravidade da tua falta e do número dos teus pecados é que Eu assim procedi.
Mas, eis o que diz o Senhor: «Restaurarei as tendas de Jacob, e terei compaixão das suas moradas. A cidade será reconstruída das suas ruínas, e os palácios reedificados no seu lugar.
Deles sairão cânticos de louvor e gritos de alegria. Multiplicá-los-ei e não mais diminuirão. Exaltá-los-ei, e não mais serão humilhados.
Os seus filhos serão como eram outrora, a sua assembleia será restabelecida diante mim, mas castigarei todos os seus opressores.
Dela surgirá o seu chefe, dela sairá o seu soberano. Mandarei buscá-lo e ele se aproximará de mim. Pois quem arriscaria a sua vida, aproximando-se de mim? – oráculo do Senhor.
Vós sereis o meu povo, e Eu serei o vosso Deus.»


Livro de Salmos 102(101),16-18.19-21.29.22-23.

Quando o Senhor restaurar Sião, manifestará a sua glória.

Os povos honrarão, Senhor, o teu nome,
e todos os reis da terra, a tua majestade.
Quando o Senhor restaurar Sião,
e manifestar a sua glória
atenderá a súplica do infeliz
e não desprezará a sua oração.

Escreva-se tudo isto para a s gerações futuras
e o povo que há-de formar louvará o Senhor.
Debruçou-se do alto da sua morada
lá do Céu o senhor olhou para a terra,
para ouvir o gemido dos cativos,
para libertar os condenados à morte.

Os filhos dos teus servos hão-de viver tranquilos
e a sua descendência perdurará na tua presença.  
Em Sião será anunciado o nome do Senhor,
e em Jerusalém, a sua glória,
quando os povos de todas as nações se reunirem
para servirem o Senhor.









Evangelho segundo S. Mateus 14,22-36.

Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões.
Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só.
O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário.
De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar.
Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo.
No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!»
Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.»
«Vem» disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus.
Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!»
Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?»
E, quando entraram no barco, o vento amainou.
Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!»
Após a travessia, pisaram terra em Genesaré.
Ao reconhecerem-no, os habitantes daquele lugar espalharam a notícia por toda a região. Trouxeram-lhe todos os doentes,
suplicando-lhe que, ao menos, os deixasse tocar na orla do seu manto. E todos aqueles que a tocaram, ficaram curados.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Beata Isabel da Trindade (1880-1906), carmelita
Último retiro, 20-21

«Então os que estavam na barca prostraram-se diante d'Ele»

«Eles prostravam-se, eles adoravam e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: "Digno és, Senhor e nosso Deus, de receber a glória, a honra e a força"» (Ap 4,10ss). Como imitar, no céu da minha alma, esta ocupação dos bem-aventurados no céu da glória? Como prosseguir este louvor, esta adoração ininterrupta? São Paulo dá-me uma luz sobre isso quando deseja para os seus que «Ele vos conceda, de acordo com a riqueza da Sua glória, que sejais cheios de força, pelo Seu Espírito, [...] enraizados e alicerçados no amor» (Ef 3,16-17). Estar enraizado e alicerçado no amor: tal é, me parece, a condição para exercer dignamente o ofício de «louvor à glória» (Ef 1,6). A alma que penetra e habita nestas profundezas de Deus [...], que consequentemente tudo faz «n'Ele, com Ele, por Ele e para Ele» [...],enraíza-se mais profundamente n'Aquele que ama com cada um dos seus movimentos, das suas aspirações e dos seus actos, por muito comuns que sejam. Tudo nela presta homenagem ao Deus três vezes santo: ela é, por assim dizer, um Sanctus perpétuo, um incessante louvor à glória!


«Eles prostravam-se, eles adoravam e lançavam as suas coroas». Primeiramente, a alma deve prostrar-se, mergulhar no abismo do seu nada, afundar-se tão profundamente que [...] encontre a verdadeira paz, imutável e perfeita, que nada transtorna, pois precipitou-se tão fundo que ninguém irá buscá-la. Poderá então adorar.







domingo, 5 de agosto de 2012

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 06 de Agosto de 2012

Transfiguração do Senhor – festa - Ano B


Santo do dia : S. Justo e S. Pastor, estudantes, mártires, +304

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Pedro o Venerável : «O Seu rosto resplandeceu como o Sol» (Mt 17,2)

Livro de Daniel 7,9-10.13-14.

«Continuava eu a olhar, até que foram preparados uns tronos, e um Ancião sentou-se. Branco como a neve era o seu vestuário, e os cabelos da cabeça eram como de lã pura; o trono era feito de chamas, com rodas de fogo flamejante.
Corria um rio de fogo que jorrava da parte da frente dele. Mil milhares o serviam, dez mil miríades lhe assistiam. O tribunal reuniu-se em sessão e foram abertos os livros.
Contemplando sempre a visão nocturna, vi aproximar-se, sobre as nuvens do céu, um ser semelhante a um filho de homem. Avançou até ao Ancião, diante do qual o conduziram.
Foram-lhe dadas as soberanias, a glória e a realeza. Todos os povos, todas as nações e as gentes de todas as línguas o serviram. O seu império é um império eterno que não passará jamais, e o seu reino nunca será destruído.»


Livro de Salmos 97(96),1-2.5-6.9.

O Senhor é rei, o Altíssimo sobrte toda a terra.

O Senhor é rei: alegre-se a terra  
e rejubile a multidão das ilhas!
Ele está rodeado de nuvens e escuridão;  
a justiça e o direito são a base do seu trono.

Derretem-se os montes como cera
diante do Senhor de toda a terra.
Os céus proclamam a sua justiça
e todos os povos contemplam a sua glória.

Porque Tu, Senhor, és soberano em toda a terra,  
estás muito acima de todos os deuses.
Alegrai-vos , ó justos, no Senhor
e louvai o seu nome santo.




Evangelho segundo S. Marcos 9,2-10.

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e levou-os, só a eles, a um monte elevado. E transfigurou-se diante deles.
As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que lavadeira alguma da terra as poderia branquear assim.
Apareceu-lhes Elias, juntamente com Moisés, e ambos falavam com Ele.
Tomando a palavra, Pedro disse a Jesus: «Mestre, bom é estarmos aqui; façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias.»
Não sabia que dizer, pois estavam assombrados.
Formou-se, então, uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado. Escutai-o.»
De repente, olhando em redor, já não viram ninguém, a não ser só Jesus, com eles.
Ao descerem do monte, ordenou-lhes que a ninguém contassem o que tinham visto, senão depois de o Filho do Homem ter ressuscitado dos mortos.
Eles guardaram a recomendação, discutindo uns com os outros o que seria ressuscitar de entre os mortos.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Pedro o Venerável (1092-1156), abade de Cluny
Sermão 1 para a Transfiguração; PL 189, 959

«O Seu rosto resplandeceu como o Sol» (Mt 17,2)

Será de espantar que o rosto de Jesus tenha resplandecido como o sol, pois se Ele mesmo era o sol? Ele era o sol, mas escondido atrás de uma nuvem. Agora a nuvem afasta-se, e Ele resplandece por um instante. Que nuvem é essa que se afasta? Não é a própria carne em si, mas a fraqueza da carne que desaparece por um momento.


Essa nuvem é aquela de que o profeta fala: «O Senhor, montado so¬bre uma nuvem veloz [...]» (Is 19,1): é a nuvem da carne que cobre a divindade, leve porque tal carne não traz em si nada de mal; é a nuvem que dissimula o esplendor divino, leve porque irá elevar-se até ao esplendor eterno. É a nuvem da qual se diz, no Cântico dos Cânticos: «Anseio sentar-me à sua sombra» (Ct 2,3). Leve nuvem, carne que é a do «Cordeiro que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29); e, tirado o pecado do mundo, eis que o mundo se eleva nas alturas dos céus, aliviado do peso de todos os seus pecados.


O sol coberto por esta carne não é aquele que se levanta «sobre os bons e os maus» (Mt 5,45), mas o «Sol de justiça» (Ml 3,20), que se levanta apenas para os que temem a Deus. Estando habitualmente coberta pela nuvem da carne, essa «luz verdadeira, que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina» (Jo 1, 9) brilha hoje com todo o seu esplendor. Hoje, ela glorifica essa mesma carne; mostra-a deificada aos apóstolos, para que os apóstolos a revelem ao mundo.







sábado, 4 de agosto de 2012

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 05 de Agosto de 2012

18º Domingo do Tempo Comum - Ano B


Festa da Igreja : XVIII Domingo do Tempo Comum (semana II do saltério)
Santo do dia : Santo Osvaldo, rei, +642

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Beata Teresa de Calcutá : «Eu sou o pão da vida. Quem vem a Mim não mais terá fome»

Livro de Êxodo 16,2-4.12-15.

Naqueles dias, toda a comunidade dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Aarão no deserto.
Os filhos de Israel disseram-lhes: «Quem dera que tivéssemos morrido pela mão do Senhor na terra do Egipto, quando estávamos descansados junto da panela de carne, quando comíamos com fartura! Mas vós fizestes-nos sair para este deserto para fazer morrer de fome toda esta assembleia!»
O Senhor disse a Moisés: «Eis que vou fazer chover do céu pão para vós. O povo sairá e recolherá em cada dia a porção de um dia. Isto é para o pôr à prova e ver se andará, ou não, na minha lei.
«Ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Fala-lhes, dizendo: 'Ao crepúsculo comereis carne, e pela manhã saciar-vos-eis de pão, e conhecereis que Eu sou o Senhor, vosso Deus.'»
À tardinha caíram tantas codornizes que cobriram o acampamento, e pela manhã havia uma camada de orvalho ao redor do acampamento.
A camada de orvalho levantou, e eis que à superfície do deserto havia uma substância fina e granulosa, fina como geada sobre a terra.
Os filhos de Israel viram e disseram uns aos outros: «Que é isto?», pois não sabiam o que era aquilo. Disse-lhes Moisés: «Isto é o pão que o Senhor vos deu para comer.


Livro de Salmos 78(77),3.4bc.23-24.25.54.

O Senhor deu-lhes o pão do céu.

O que ouvimos e aprendemos
os nossos antepassados nos transmitiram,
os louvores do Senhor e o seu poder
e as maravilhas que Ele realizou.

Deus ordenou às nuvens
e abriu as portas do céu.
Fez chover o maná para eles comerem  
e deu-lhes o pão do céu.

Comeram todos o pão dos fortes;
enviou-lhes comida em abundância.
Introduziu os na sua terra santa,
na montanha que a sua direita conquistou.






Carta aos Efésios 4,17.20-24.

Irmãos: É isto, pois, o que digo e recomendo no Senhor: não volteis a proceder como procedem os gentios, no vazio da sua mente;
Vós, porém, não foi assim que aprendestes, ao conhecerdes a Cristo,
supondo que dele ouvistes falar e nele fostes instruídos, conforme a verdade que está em Jesus:
que deveis, no que toca à conduta de outrora, despir-vos do homem velho, corrompido por desejos enganadores;
que vos deveis renovar pela transformação do Espírito que anima a vossa mente;
e que deveis revestir-vos do homem novo, que foi criado em conformidade com Deus, na justiça e na santidade, próprias da verdade.


Evangelho segundo S. João 6,24-35.

Naquele tempo, quando a multidão viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, a multidão subiu para os barcos e foi para Cafarnaúm à procura de Jesus.
Ao encontrá-lo no outro lado do lago, perguntaram-lhe: «Rabi, quando chegaste cá?»
Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-me, não por terdes visto sinais miraculosos, mas porque comestes dos pães e vos saciastes.
Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará; pois a este é que Deus, o Pai, confirma com o seu selo.»
Disseram-lhe, então: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?»
Jesus respondeu-lhes: «A obra de Deus é esta: crer naquele que Ele enviou.»
Eles replicaram: «Que sinal realizas Tu, então, para nós vermos e crermos em ti? Que obra realizas Tu?
Os nossos pais comeram o maná no deserto, conforme está escrito: Ele deu-lhes a comer o pão vindo do Céu.»
E Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu, mas é o meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do Céu,
pois o pão de Deus é aquele que desce do Céu e dá a vida ao mundo.»
Disseram-lhe então: «Senhor, dá-nos sempre desse pão!»
Respondeu-lhes Jesus: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá fome e quem crê em mim jamais terá sede.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«The Word To Be Spoken», cap. 6

«Eu sou o pão da vida. Quem vem a Mim não mais terá fome»

Nas Escrituras, quando se fala da ternura de Deus pelo mundo, lemos que «tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o Seu Filho Unigénito» Jesus (Jo 3,16), para ser como nós e nos trazer a boa nova de que Deus é amor, de que Deus vos ama e me ama. Deus quer que nos amemos uns aos outros como Ele ama cada um de nós (cf Jo 13,34).


Sabemos todos, olhando a cruz, até onde Jesus nos amou. Quando olhamos a eucaristia, sabemos quanto nos ama agora. Foi por isso que Se fez «pão de vida» a fim de satisfazer a nossa fome do Seu amor; e depois, como se não bastasse, tornou-Se Ele próprio o faminto, o indigente, o sem abrigo, para que vós e eu pudéssemos satisfazer a Sua fome do nosso amor humano. Porque foi para isso que fomos criados, para amar e ser amados.







sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 04 de Agosto de 2012

Sábado da 17ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : S. João Maria Vianney, presbítero, +1859

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Catecismo da Igreja Católica: O martírio de João Baptista, testemunha da verdade

Livro de Jeremias 26,11-16.24.

Naqueles dias, os sacerdotes e os profetas falaram aos príncipes e à multidão: «Este homem merece a morte porque profetizou contra esta cidade, como todos vós ouvistes.»
Jeremias, porém, respondeu aos príncipes e ao povo: «Foi o Senhor que me enviou a profetizar contra este templo e contra esta cidade os oráculos que ouvistes.
Reformai, portanto, a vossa vida e as vossas obras, ouvi a palavra do Senhor, vosso Deus, e o Senhor afastará de vós o mal com que vos ameaça.
Quanto a mim, entrego-me nas vossas mãos. Fazei de mim o que quiserdes e o que melhor vos parecer.
Sabei, porém, que, se me condenardes à morte, sereis responsáveis pelo sangue inocente, assim como esta cidade e os seus habitantes porque, na verdade, foi o Senhor que me enviou para vos transmitir estes oráculos.»
Então, os príncipes e a multidão disseram aos sacerdotes e aos profetas: «Este homem não merece a morte! Foi em nome do Senhor, nosso Deus, que nos falou.»
Quanto a Jeremias, ele gozava da protecção de Aicam, filho de Chafan, para que não fosse entregue nas mãos do povo a fim de ser condenado à morte.


Livro de Salmos 69(68),15-16.30-31.33-34.

Pela vossa bondade, ouvi-me, Senhor

Tira-me do lodo, para que não me afunde!
Salva-me dos que me odeiam e das águas profundas!
Não me cubram as ondas nem me engula o abismo;
que a boca do poço não se feche sobre mim.

Eu sou pobre e miserável:
defendei-me com a vossa protecção.
Louvarei com cânticos o nome de Deus
e em acção de graças O glorificarei.

Vós, humildes, olhai e alegrai-vos
buscai o Senhor e o vosso coração reanimará.
O Senhor ouve o os pobres
e não despreza os cativos.





Evangelho segundo S. Mateus 14,1-12.

Por aquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos de Herodes, o tetrarca,
e ele disse aos seus cortesãos: «Esse homem é João Baptista! Ressuscitou dos mortos e, por isso, se manifestam nele tais poderes miraculosos.»
De facto, Herodes tinha prendido João, algemara-o e metera-o na prisão, por causa de Herodíade, mulher de seu irmão Filipe.
Porque João dizia-lhe: «Não te é lícito possuí-la.»
Quisera mesmo dar-lhe a morte, mas teve medo do povo, que o considerava um profeta.
Ora, quando Herodes festejou o seu aniversário, a filha de Herodíade dançou perante os convidados e agradou a Herodes,
pelo que ele se comprometeu, sob juramento, a dar lhe o que ela lhe pedisse.
Induzida pela mãe, respondeu: «Dá-me, aqui num prato, a cabeça de João Baptista.»
O rei ficou triste, mas, devido ao juramento e aos convidados, ordenou que lha trouxessem
e mandou decapitar João Baptista na prisão.
Trouxeram, num prato, a cabeça de João e deram-na à jovem, que a levou à sua mãe.
Os discípulos de João vieram buscar o corpo e sepultaram-no; depois, foram dar a notícia a Jesus.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Catecismo da Igreja Católica
§§ 2471-2474

O martírio de João Baptista, testemunha da verdade

Diante de Pilatos, Cristo proclama que «veio ao mundo para dar testemunho da verdade» (Jo 18,37). O cristão não deve «envergonhar-se de dar testemunho do Senhor» (2 Tm 1, 8). Em situações que exigem a confissão da fé, o cristão deve professá-la sem equívoco, conforme o exemplo de São Paulo diante dos seus juízes. É preciso guardar «uma consciência irrepreensível diante de Deus e dos homens» (Act 24, 16).


O dever que os cristãos têm de tomar parte na vida da Igreja leva-os a agir como testemunhas do Evangelho e das obrigações que dele dimanam. Este testemunho é a transmissão da fé por palavras e obras. O testemunho é um acto de justiça que estabelece ou que dá a conhecer a verdade: «Todos os fiéis cristãos, onde quer que vivam, têm obrigação de manifestar, pelo exemplo da vida e pelo testemunho da palavra, o homem novo de que se revestiram pelo Baptismo e a virtude do Espírito Santo, com que foram robustecidos na Confirmação» (Vaticano II).


O martírio é o supremo testemunho dado em favor da verdade da fé; designa um testemunho que vai até à morte. O mártir dá testemunho de Cristo morto e ressuscitado, ao qual está unido pela caridade. Dá testemunho da verdade da fé e da doutrina cristã. Suporta a morte com um acto de fortaleza. [...] A Igreja recolheu com o maior cuidado as memórias daqueles que foram até ao fim na confissão da sua fé. São as Actas dos Mártires, as quais constituem arquivos da verdade escritos com letras de sangue [...]: «Eu Te bendigo por me teres julgado digno deste dia e desta hora, digno de ser contado no número dos Teus mártires [...]. Tu cumpriste a Tua promessa, Deus da fidelidade e da verdade. Por esta graça e por tudo, eu Te louvo e Te bendigo; eu Te glorifico pelo eterno e celeste Sumo-Sacerdote Jesus Cristo, Teu Filho muito-amado» (São Policarpo).







quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 03 de Agosto de 2012

Sexta-feira da 17ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : Santa Lídia, + cerca de 60,  S. Pedro de Anagni, bispo, +1105

Ver comentário em baixo, ou carregando aqui
São Bernardo : «Não é Ele o filho do carpinteiro?»

Livro de Jeremias 26,1-9.

No começo do reinado de Joaquim, filho de Josias, rei de Judá, a palavra do Senhor foi dirigida a Jeremias, nestes termos:
«Isto diz o Senhor: 'Põe-te no átrio do templo e fala ali a todos os habitantes de Judá que vêm prostrar-se no templo do Senhor, e anuncia-lhes todas as palavras que te mandei anunciar, sem omitir nenhuma.
Talvez te ouçam e se convertam cada um do seu mau caminho. Arrepender-me-ei então do castigo que, por causa das suas más obras, tinha determinado dar-lhes.'
Dir-lhes-ás: 'Isto diz o Senhor: Se não me ouvirdes, se não obedecerdes à lei que vos impus,
ouvindo as palavras dos profetas, meus servos, que continuamente vos enviei, e a quem não tendes ouvido,
farei a esta casa o que fiz a Silo e farei desta cidade um objecto de maldição para todos os povos da terra.'»
Os sacerdotes, os profetas e todo o povo ouviram Jeremias pronunciar estas palavras no templo.
Porém, mal Jeremias acabara de repetir o que o Senhor lhe ordenara dizer ao povo, os sacerdotes, os profetas e a multidão lançaram-se sobre ele, exclamando: «À morte!
Porque profetizas, em nome do Senhor, este oráculo: 'Acontecerá a este templo o mesmo que sucedeu a Silo e esta cidade será transformada em deserto, sem habitantes?'» Juntou-se toda a multidão contra Jeremias no templo do Senhor.


Livro de Salmos 69(68),5.8-10.14.

Pela vossa grande misericórdia, atendei-me, Senhor.

São mais que os cabelos da minha cabeça
aqueles que injustamente me odeiam;
são mais fortes que os meus ossos
os que me detestam sem motivo.

Por causa de ti, tenho sofrido insultos,
o meu rosto cobriu se de vergonha.
Devorou-me o zelo pela tua casa
e caíram sobre mim os insultos contra ti.
Mas eu dirijo a ti a minha oração, ó Senhor,  
no tempo favorável; ó Deus,  
responde-me, pelo teu grande amor,  
como prova da vossa salvação.

Mas eu dirijo a ti a minha oração, ó SENHOR,  
no tempo favorável; ó Deus,  
responde me, pelo teu grande amor,  
como prova da vossa salvação.



Evangelho segundo S. Mateus 13,54-58.

Naquele tempo, Jesus foi à sua terra e começou a ensinar os que estavam na sinagoga , de tal modo que todos se enchiam de assombro e diziam: «De onde lhe vem esta sabedoria e o poder de fazer milagres?
Não é Ele o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?
Suas irmãs não estão todas entre nós? De onde lhe vem, pois, tudo isto?»
E estavam escandalizados por causa dele. Mas Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua pátria e em sua casa.»
E não fez ali muitos milagres, por causa da falta de fé daquela gente.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja
II homília sobre as palavras do Evangelho: «O anjo Gabriel foi enviado», § 16

«Não é Ele o filho do carpinteiro?»

Irmãos lembrai-vos do patriarca José [...], de quem José, o esposo de Maria, herdou não apenas o nome mas também a castidade, a inocência e as graças. [...] O primeiro recebeu do céu a interpretação dos sonhos (Gn 40;41); o segundo não só teve conhecimento dos segredos do céu, como teve a honra de neles participar. O primeiro providenciou o sustento a todo um povo, fornecendo-lhe trigo em abundância (Gn 41,55); o segundo foi estabelecido como guardião do pão vivo que veio para dar pessoalmente a vida ao mundo inteiro (Jo 6,51). Não há dúvida de que José, que foi noivo da mãe do Salvador, foi um homem bom e fiel, ou antes, o «servo bom e fiel» (Mt 25,21) que o Senhor colocou à frente da Sua família para ser a consolação de Sua mãe, o pai nutrício da Sua humanidade, o colaborador fiel no Seu desígnio para o mundo.


E era da casa de David [...], descendente da estirpe real, nobre por nascimento, mas ainda mais nobre de coração. Sim, era verdadeiramente filho de David, não apenas pelo sangue, mas pela sua fé, pela sua santidade, pelo seu fervor no serviço de Deus. Em José o Senhor encontrou verdadeiramente, como em David, «um homem segundo o Seu coração» (1Sm 13,14) a quem pôde confiar, com toda a segurança, o maior segredo do Seu coração. Ele revelou-lhe «a sabedoria que instrui no segredo» (Sl 50, 8), deu-lhe a conhecer uma maravilha que nenhum dos príncipes desta terra conheceu; concedeu-lhe, enfim, ver o que «muitos profetas e reis quiseram ver [...] e não viram», escutar o que muitos queriam «ouvir [...] e não ouviram!» (Lc 10,24). E não apenas vê-Lo e ouvi-Lo, mas também levá-Lo nos braços, conduzi-Lo pela mão, apertá-Lo ao coração, abraçá-Lo, alimentá-Lo e cuidar d'Ele.







quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 02 de Agosto de 2012

Quinta-feira da 17ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : S. Pedro Julião Eymard, presbítero, +1868,  S. Gaudêncio de Évora, mártir, séc. II?

Livro de Jeremias 18,1-6.

Palavra que o Senhor dirigiu ao profeta  Jeremias:
«Vai e desce à casa do oleiro, e ali escutarás a minha palavra.»
Fui, então, à casa do oleiro, e encontrei-o a trabalhar ao torno.
Quando o vaso que estava a modelar não lhe saía bem, retomava o barro com as mãos e fazia outro, como bem lhe parecia.
Então, foi-me dirigida a palavra do Senhor, dizendo:
«Casa de Israel, não poderei fazer de vós o que faz este oleiro? Como o barro nas suas mãos, assim sois vós nas minhas, casa de Israel –oráculo do Senhor.


Livro de Salmos 146(145),1-2abc.2d-4.5-6.

Feliz o que tem por auxílio o Deus de Jacob.

Louva, ó minha alma, o Senhor!
Hei-de louvar o Senhor, enquanto viver;
enquanto existir,
hei-de cantar hinos ao meu Deus.

Não ponhais a vossa confiança nos poderosos,
nem nos homens, pois eles não podem salvar.
Mal deixam de respirar, regressam ao pó da terra;
nesse mesmo dia acabam os seus projectos.
Feliz de quem tem por auxílio o Deus de Jacob,
de quem põe a sua esperança no Senhor, seu Deus.
Ele criou os céus, a terra e o mar
e tudo o que neles existe.  








Evangelho segundo S. Mateus 13,47-53.

Naquele tempo, dise Jesus à multidão: «O Reino do Céu é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes.
Logo que ela se enche, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e escolhem os bons para as canastras, e os ruins, deitam-nos fora.
Assim será no fim do mundo: sairão os anjos e separarão os maus do meio dos justos,
para os lançarem na fornalha ardente: ali haverá choro e ranger de dentes.»
«Compreendestes tudo isto?» «Sim» responderam eles.
Jesus disse-lhes, então: «Por isso, todo o doutor da Lei instruído acerca do Reino do Céu é semelhante a um pai de família, que tira coisas novas e velhas do seu tesouro.»
Depois de terminar estas parábolas, Jesus partiu dali.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org





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