segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Terça-feira, dia 17 de Fevereiro de 2015

Terça-feira da 6ª semana do Tempo Comum

Beato Lucas Belludi, religioso, presbítero, +1285, Santos Fundadores da Ordem dos Servitas, século XIV

Comentário do dia
Santo Hilário : «Ainda não compreendeis? Tendes o vosso coração endurecido?»

Gén. 6,5-8.7,1-5.10.

O Senhor viu que era grande a malícia do homem sobre a terra e que todos os desígnios do coração humano eram sempre inclinados ao mal.
O Senhor arrependeu-Se de ter feito o homem sobre a terra e o seu coração ficou magoado.
O Senhor disse: «Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, juntamente com os animais domésticos, os répteis e as aves do céu, porque Me arrependi de os ter feito».
Noé, porém, encontrou graça aos olhos do Senhor.
O Senhor disse a Noé: «Entra na arca com toda a tua família, porque a meus olhos és o único justo no meio desta geração.
De todos os animais puros, tomarás sete pares, macho e fêmea; de todos os animais que não são puros, tomarás um par, macho e fêmea;
tomarás também das aves do céu sete pares, macho e fêmea, para perpetuarem a raça em toda a terra.
Porque daqui a sete dias, farei chover sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites e farei desaparecer da terra todos os seres que formei».
Noé fez tudo conforme o Senhor lhe ordenara;
e, depois de sete dias, vieram as águas do dilúvio sobre a terra.


Salmos 29(28),1a.2.3ac-4.3b.9b-10.

Tributai ao Senhor, filhos de Deus,
tributai ao Senhor glória e poder
Tributai ao Senhor a glória do seu nome,
adorai o Senhor com ornamentos sagrados.

A voz do Senhor ressoa sobre as nuvens,
o Senhor está sobre a vastidão das águas.
A voz do Senhor é poderosa,
a voz do Senhor é majestosa.

A majestade de Deus faz ecoar o seu trovão
e no seu templo todos clamam: Glória!
Sobre as águas do dilúvio senta-Se o Senhor,
o Senhor senta-Se como Rei eterno.




Marcos 8,14-21.

Naquele tempo, os discípulos esqueceram-se de arranjar comida e só tinham consigo um pão no barco.
Então Jesus recomendou-lhes: «Tende cuidado com o fermento dos fariseus e o fermento de Herodes».
Eles discutiam entre si, dizendo: «Fala assim porque não temos pão».
Mas Jesus ouviu-os e disse-lhes: «Porque estais a discutir que não tendes pão? Ainda não entendeis nem compreendeis? Tendes o coração endurecido?
Tendes olhos e não vedes, ouvidos e não ouvis?
Não vos lembrais quantos cestos de bocados recolhestes, quando Eu parti os cinco pães para as cinco mil pessoas?». Eles responderam: «Doze».
«E quantos cestos de bocados recolhestes, quando reparti sete pães para as quatro mil pessoas?». Eles responderam: «Sete».
Disse-lhes então Jesus: «Não entendeis ainda?».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Hilário (c. 315-367), bispo de Poitiers, doutor da Igreja
A Trindade, I, 37-38

«Ainda não compreendeis? Tendes o vosso coração endurecido?»

Deus Pai todo-poderoso, é a Ti que quero consagrar a ocupação principal da minha vida. Que tudo em mim, as minhas palavras e os meus pensamentos, falem de Ti. […] Conscientes da nossa pobreza, pedimos-Te o que nos falta; utilizaremos um zelo infatigável para escrutinar as palavras dos teus profetas e dos teus apóstolos, bateremos a todas as portas que a nossa inteligência encontrar fechadas.


Mas é a Ti que cabe responder ao pedido, conceder-nos o que procuramos, abrir a porta fechada (Lc 11,9). Porque vivemos numa espécie de torpor devido ao entorpecimento da nossa natureza; a fraqueza do nosso espírito impede-nos de compreender os teus mistérios devido a uma ignorância inelutável.



Felizmente, o estudo da tua doutrina reforça a nossa percepção da verdade divina, e a obediência da fé eleva-nos acima dos pensamentos dos homens comuns. Esperamos, pois, que estimules os inícios deste empreendimento difícil, que tornes firmes os progressos da nossa diligência e que nos chames a participar no Espírito que guiou os teus profetas e os teus apóstolos. Gostaríamos de compreender as suas palavras no sentido em que eles as pronunciaram e de empregar termos exactos para transmitir fielmente tudo o que eles exprimiram. […] Concede-nos o sentido exacto das palavras, a luz da inteligência, a beleza da expressão; estabelece a nossa fé na verdade. Faz-nos dizer aquilo em que acreditamos.







domingo, 15 de fevereiro de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Segunda-feira, dia 16 de Fevereiro de 2015

Segunda-feira da 6ª semana do Tempo Comum

Beato José Allamano, presbítero, fundador, +1926

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Porque pede esta geração um sinal?»

Gén. 4,1-15.25.

O homem conviveu com Eva, sua esposa, e ela deu à luz Caim. Então Eva disse: «Obtive um homem graças ao Senhor».
Depois deu à luz Abel, o irmão. Abel era pastor e Caim cultivava a terra.
Passado algum tempo, Caim ofereceu em sacrifício ao Senhor produtos da terra
e Abel ofereceu as primícias e a gordura do seu rebanho. O Senhor olhou benignamente para Abel e para a sua oferenda,
mas não quis olhar para Caim e para a sua oferenda. Caim ficou muito irritado e de rosto abatido.
O Senhor disse a Caim: «Porque estás irritado e de rosto abatido?
Se procederes bem, não poderás ainda levantar a cabeça? Mas se não procederes bem, o pecado está à tua porta. Ele desejará atingir-te, mas tu poderás dominá-lo».
Disse Caim a seu irmão Abel: «Vamos ao campo».
E quando estavam no campo, Caim lançou-se contra seu irmão Abel e matou-o.
O Senhor disse a Caim: «Onde está o teu irmão Abel?». Caim respondeu: «Não sei. Sou porventura eu o guarda do meu irmão?».
O Senhor disse-lhe: « Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama da terra por Mim.
Agora ficas maldito pela terra, que abriu a boca para receber das tuas mãos o sangue do teu irmão.
Ainda que a cultives, não mais te dará a sua fertilidade. Andarás errante e fugitivo sobre a terra».
Caim disse ao Senhor: «O meu castigo é tão grande que não poderei suportá-lo.
Se hoje me desterrais daqui, terei de ocultar-me da vossa presença; andarei errante e fugitivo sobre a terra e o primeiro que me encontre me matará».
O Senhor respondeu-lhe: «Quem matar Caim será vingado sete vezes». O Senhor colocou um sinal sobre Caim, para que ele não fosse morto por quem o encontrasse.
Adão conviveu ainda com a sua esposa e ela deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Set, dizendo: «Deus concedeu-me outro descendente, em lugar de Abel, morto por Caim».


Salmos 50(49),1.8.16bc-17.20-21.

Falou o Senhor, Deus soberano,
e convocou a terra do Oriente ao Ocidente.
«Não é pelos sacrifícios que Eu te repreendo:
os teus holocaustos estão sempre na minha presença.

Como falas tanto na minha lei
e trazes na boca a minha aliança,
tu que detestas os meus ensinamentos
e desprezas as minhas palavras.

Sentas-te a falar contra o teu irmão
e difamas os filhos da tua mãe.
Fizeste isto e Eu calei-me.
Pensaste que Eu era como tu,

hei-de acusar-te e lançar-te tudo no rosto.



Marcos 8,11-13.

Naquele tempo, apareceram alguns fariseus e começaram a discutir com Jesus. Para O porem à prova, pediam-Lhe um sinal do céu.
Jesus suspirou do fundo da alma e respondeu-lhes: «Porque pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo: não se dará nenhum sinal a esta geração».
Depois deixou-os, voltou a subir para o barco e foi para a outra margem do lago.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Sermão 126, 4-5

«Porque pede esta geração um sinal?»

Admirai as maravilhas de Deus; saí do vosso sono. Admirais apenas os prodígios extraordinários? Mas serão tais prodígios maiores do que os que ocorrem todos os dias diante dos vossos olhos? Os homens surpreendem-se de que o nosso Senhor Jesus Cristo tivesse saciado vários milhares de pessoas com cinco pães (Mt 14,19ss), e não se surpreendem pelo facto de umas poucas sementes serem suficientes para cobrir a terra com colheitas abundantes? Enchem-se de admiração ao ver o Salvador mudar a água em vinho (Jo 2,19); pois não acontece o mesmo quando a chuva passa pelas raízes da videira? O autor destes prodígios é o mesmo. […]


O Senhor operou prodígios, e contudo foram muitos os que O desprezaram. […] Diziam eles: «Estas obras são divinas, mas Ele é apenas um homem.» Portanto, tu vês duas coisas: de um lado, obras divinas, e do outro, um homem. Se estas obras divinas só podem ser feitas por Deus, não será que Deus está escondido neste homem? Sim, presta muita atenção ao que vês, e acredita naquilo que não vês. Aquele que te chama a acreditar não te abandonou a ti próprio; mesmo que te peça para acreditares no que não podes ver, não te deixou sem nada para veres, para te ajudar a acreditar no que não vês. Parece-te que a própria criação é um fraco sinal, uma fraca manifestação do Criador? Além disso, ei-Lo que vem ao mundo e que faz milagres. Tu não podias ver a Deus, mas podias ver um homem; então, Deus fez-Se homem, para que aquilo que vês e aquilo em que acreditas sejam uma e uma só coisa.







sábado, 14 de fevereiro de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Domingo, dia 15 de Fevereiro de 2015

6º Domingo do Tempo Comum - Ano B
Sexto Domingo do Tempo Comum (semana II do saltério)

S. Cláudio La Colombière, presbítero, + 1682

Comentário do dia
São Pascácio Radbert : «Quero: fica limpo»

Levit. 13,1-2.44-46.

O Senhor falou a Moisés e a Aarão, dizendo:
«Quando um homem tiver na sua pele algum tumor, impigem ou mancha esbranquiçada, que possa transformar-se em chaga de lepra, devem levá-lo ao sacerdote Aarão ou a algum dos sacerdotes, seus filhos.
essa pessoa é leprosa, é impura; o sacerdote declará-la-á impura; o mal atingiu-a na cabeça.
O leproso com a doença declarada usará vestuário andrajoso e o cabelo em desalinho, cobrirá o rosto até ao bigode e gritará: 'Impuro, impuro!'.
Todo o tempo que lhe durar a lepra, deve considerar-se impuro e, sendo impuro, deverá morar à parte, fora do acampamento».


Salmos 32(31),1-2.5.11.

Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa
e absolvido o pecado.
Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade
e em cujo espírito não há engano.

Confessei-vos o meu pecado
e não escondi a minha culpa.
Disse: Vou confessar ao Senhor a minha falta,
e logo me perdoastes a culpa do pecado.

Alegrai-vos, justos, e regozijai-vos no Senhor,
exultai, vós todos os que sois retos de coração.



1 Cor. 10,31-33.11,1.

Irmãos: Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus.
Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à Igreja de Deus.
Fazei como eu, que em tudo procuro agradar a toda a gente, não buscando o próprio interesse, mas o de todos, para que possam salvar-se.
Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo.


Marcos 1,40-45.

Naquele tempo, veio ter com Jesus um leproso. Prostrou-se de joelhos e suplicou-Lhe: «Se quiseres, podes curar-me».
Jesus, compadecido, estendeu a mão, tocou-lhe e disse: «Quero: fica limpo».
No mesmo instante o deixou a lepra e ele ficou limpo.
Advertindo-o severamente, despediu-o com esta ordem:
«Não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua cura o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho».
Ele, porém, logo que partiu, começou a apregoar e a divulgar o que acontecera, e assim, Jesus já não podia entrar abertamente em nenhuma cidade. Ficava fora, em lugares desertos, e vinham ter com Ele de toda a parte.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Pascácio Radbert (?-c. 849), monge beneditino
Comentário sobre o evangelho de Mateus, 5, 8; CCM 56 A, 475-476

«Quero: fica limpo»

O Senhor cura todos os dias a alma de todo o homem que Lho implora, que O adora piedosamente e que proclama com fé estas palavras: «Senhor, se quiseres, podes curar-me», seja qual for o número das suas faltas. «É que acreditar de coração leva a obter a justiça» (Rom 10,10). Temos pois de dirigir os nossos pedidos a Deus cheios de confiança, sem nunca duvidar do seu poder. […] É por essa razão que o Senhor responde imediatamente ao leproso que Lho suplica: «Quero». Porque, mal o pecador começa a orar com fé, a mão do Senhor começa a tratar a lepra da sua alma. […]


Este leproso dá-nos um conselho muito bom sobre a forma de rezar: ele não põe em dúvida a vontade do Senhor, como se se recusasse a crer na sua bondade; mas, consciente da gravidade das suas faltas, também não presume dessa vontade. Ao dizer ao Senhor que, se Ele quiser, pode purificá-lo, afirma que esse poder pertence ao Senhor e ao mesmo tempo afirma a sua fé. […] Se a fé for fraca, tem primeiramente de ser fortificada; pois só nessa altura revelará todo o seu poder para obter a cura da alma e do corpo.


É certamente sobre esta fé que fala o apóstolo Pedro quando diz que o Senhor purificou «os seus corações pela fé» (Act 15,9). […] A fé pura, vivida no amor, mantida pela perseverança, paciente na espera, humilde na sua afirmação, firme na confiança, cheia de respeito na oração e de sabedoria no que pede, tem a certeza de escutar em todas as circunstâncias esta palavra do Senhor: «Quero».







sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Sabado, dia 14 de Fevereiro de 2015

São Cirilo, monge, e São Metódio, bispo: co-padroeiros da Europa - Festa
S. Cirilo e S. Metódio (ofício próprio)

S. Metódio, bispo, co-patrono da Europa, +885., S. Cirilo, monge, +868, co-patrono da Europa

Comentário do dia
São João Crisóstomo : «A messe é grande. […] Rogai, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores»

Actos 13,46-49.

Naqueles dias, Paulo e Barnabé disseram aos judeus: «Era primeiramente a vós que a palavra de Deus devia ser anunciada. Visto que a repelis e vós próprios vos julgais indignos da vida eterna, voltamo-nos para os pagãos,
pois assim nos ordenou o Senhor: Estabeleci-te como luz dos povos, para levares a salvação até aos confins da Terra.»
Ao ouvirem isto, os pagãos encheram-se de alegria e glorificavam a palavra do Senhor; e todos os que estavam destinados à vida eterna abraçaram a fé.
Assim, a palavra do Senhor divulgava-se por toda aquela região.


Salmos 117(116),1.1b.2.2a.2b.

Louvai o Senhor, todas as nações!
Exaltai-O, todos os povos!
Porque o seu amor para connosco não tem limites,
e a fidelidade do Senhor é eterna!





Lucas 10,1-9.

Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir.
E dizia-lhes: "A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara.
Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos.
Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho.
Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: 'Paz a esta casa'.
E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco.
Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa.
Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem,
curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: 'Está perto de vós o reino de Deus'.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilia sobre a messe abundante, 10,3; PG 63, 515-524

«A messe é grande. […] Rogai, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores»

Quando o agricultor sai de casa para ir fazer a colheita, transborda de alegria e resplandece de felicidade. Não pensa nas dores nem nas dificuldades que poderá encontrar; tendo em vista o retorno que vai ter, corre, apressa-se para ir fazer a sua colheita anual. Nada o pode reter, nem impedir, nem fazer duvidar do futuro: nem a chuva, nem a geada, nem a seca, nem legiões de gafanhotos malignos. Os que se aprestam para as colheitas não conhecem essas inquietações e deitam-se ao trabalho dançando e saltando de alegria.


Vós deveis ser como eles e ir pela terra inteira com uma alegria ainda maior, motivados pela colheita. Pois a colheita que tendes a fazer é muito fácil e espera-vos em campos bem preparados. O único esforço que vos é pedido é o de falar: emprestai-me a vossa língua, diz Cristo, e vereis o grão maduro entrar nos celeiros do rei.


Por isso, Ele envia os seus discípulos dizendo: «Sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28,20). Era Ele quem tornava fáceis as coisas difíceis. Os apóstolos realizavam de maneira visível a palavra do profeta: «Irei diante de ti para te aplanar os caminhos pedregosos» (Is 45,2). Cristo caminhava à sua frente e tornava-lhes fácil o caminho.







quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Sexta-feira, dia 13 de Fevereiro de 2015

Sexta-feira da 5ª semana do Tempo Comum

Santa Catarina de Ricci, religiosa, +1590, Beato Jordão da Saxónia, presbítero, +1237

Comentário do dia
Santo Efrém : «Jesus meteu-lhe os dedos nos ouvidos […] e tocou-lhe a língua»

Gén. 3,1-8.

A serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o Senhor Deus fizera; e disse à mulher: «É verdade ter-vos Deus proibido comer o fruto de alguma árvore do jardim?»
A mulher respondeu-lhe: «Podemos comer o fruto das árvores do jardim;
mas, quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: 'Nunca o deveis comer, nem sequer tocar nele, pois, se o fizerdes, morrereis.'
A serpente retorquiu à mulher: 'Não, não morrereis;
porque Deus sabe que, no dia em que o comerdes, abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como Deus, ficareis a conhecer o bem e o mal'.»
Vendo a mulher que o fruto da árvore devia ser bom para comer, pois era de atraente aspecto e precioso para esclarecer a inteligência, agarrou do fruto, comeu, deu dele também a seu marido, que estava junto dela, e ele também comeu.
Então, abriram-se os olhos aos dois e, reconhecendo que estavam nus, coseram folhas de figueira umas às outras e colocaram-nas, como se fossem cinturas, à volta dos rins.
Ouviram, então, a voz do Senhor Deus, que percorria o jardim pela brisa da tarde, e o homem e a sua mulher logo se esconderam do Senhor Deus, por entre o arvoredo do jardim.


Salmos 32(31),1-2.5.6.7.

Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa
e absolvido o pecado.
Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade
e em cujo espírito não há engano.

Confessei-vos o meu pecado
e não escondi a minha culpa.
Disse: Vou confessar ao Senhor a minha falta,
e logo me perdoastes a culpa do pecado.

Assim também todo fiel recorrerá a vós
no momento da necessidade.
Quando transbordarem muitas águas,
elas não chegarão até ele.

Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos,
fazei que à minha volta só haja hinos de vitória.



Marcos 7,31-37.

Naquele tempo, Jesus deixou de novo a região de Tiro, veio por Sídon para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole.
Trouxeram-lhe um surdo tartamudo e rogaram-lhe que impusesse as mãos sobre ele.
Afastando-se com ele da multidão, Jesus meteu-lhe os dedos nos ouvidos e fez saliva com que lhe tocou a língua.
Erguendo depois os olhos ao céu, suspirou dizendo: «Effathá», que quer dizer «abre-te.»
Logo os ouvidos se lhe abriram, soltou-se a prisão da língua e falava correctamente.
Jesus mandou-lhes que a ninguém revelassem o sucedido; mas quanto mais lho recomendava, mais eles o apregoavam.
No auge do assombro, diziam: «Faz tudo bem feito: faz ouvir os surdos e falar os mudos.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja
Sermão «Sobre Nosso Senhor», 10-11

«Jesus meteu-lhe os dedos nos ouvidos […] e tocou-lhe a língua»

A força divina que o homem não pode tocar desceu e envolveu-Se num corpo palpável, para que os pobres a toquem e para que, ao tocarem a humanidade de Cristo, captem a sua divindade. Através de dedos de carne, o surdo-mudo sentiu que lhe tocavam nos ouvidos e na língua: através de dedos palpáveis, captou a divindade intocável naquele momento em que o nó da sua língua foi rompido, naquele momento em que as portas fechadas dos seus ouvidos ficaram abertas. Porque o arquitecto e o artesão do corpo veio até ele, e com palavras suaves criou, sem dor, aberturas nos seus ouvidos surdos; então, também aquela boca fechada, até ali incapaz de articular palavra, pôs no mundo o louvor daquele que assim fazia a sua esterilidade dar fruto.


De igual modo, o Senhor fez uma lama com a sua saliva e estendeu-a sobre os olhos do cego de nascença (Jo 9,6) para nos fazer compreender que faltava alguma coisa a este, tal como ao surdo-mudo; uma imperfeição inata do nosso barro humano foi assim suprimida graças ao fermento que vem do seu corpo perfeito. […] Para compensar o que faltava a estes corpos humanos, Ele deu qualquer coisa de Si mesmo, tal como a Si mesmo Se dá como alimento [na eucaristia]. É este o meio pelo qual Ele anula os defeitos e ressuscita os mortos, para podermos reconhecer que, graças ao seu corpo «onde habita a plenitude da divindade» (Col 2,9), os defeitos da nossa humanidade são colmatados, e que a verdadeira vida é dada aos mortais por este corpo onde habita a verdadeira vida.







quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Quinta-feira, dia 12 de Fevereiro de 2015

Quinta-feira da 5ª semana do Tempo Comum
Comemoração da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo

Santa Eulália de Barcelona, virgem e mártir, +304

Comentário do dia
Isaac da Estrela : «Jesus foi para a região de Tiro»

Gén. 2,18-25.

Disse o Senhor Deus: «Não é bom que o homem esteja só: vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele».
Então o Senhor Deus, depois de ter formado da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu, conduziu-os até junto do homem, para ver como ele os chamaria, a fim de que todos os seres vivos fossem conhecidos pelo nome que o homem lhes desse.
O homem chamou pelos seus nomes todos os animais domésticos, todas as aves do céu e todos os animais do campo. Mas não encontrou uma auxiliar semelhante a ele.
Então o Senhor Deus fez descer sobre o homem um sono profundo e, enquanto ele dormia, tirou-lhe uma costela, fazendo crescer a carne em seu lugar.
Da costela do homem o Senhor Deus formou a mulher e apresentou-a ao homem.
Ao vê-la, o homem exclamou: «Esta é realmente osso dos meus ossos e carne da minha carne. Chamar-se-á 'mulher', porque foi tirada do 'homem'».
Por isso, o homem deixará pai e mãe, para se unir à sua mulher, e os dois serão uma só carne.
O homem e sua mulher estavam nus, mas não sentiam vergonha.


Salmos 128(127),1-2.3.4-5.

Feliz de ti, que temes o Senhor
e andas nos seus caminhos.
Comerás do trabalho das tuas mãos,
serás feliz e tudo te correrá bem.

Tua esposa será como videira fecunda
no íntimo do teu lar;
teus filhos serão como ramos de oliveira
ao redor da tua mesa.

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.
De Sião te abençoe o Senhor:
vejas a prosperidade de Jerusalém
todos os dias da tua vida.




Marcos 7,24-30.

Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se para a região de Tiro e Sidónia. Entrou numa casa e não queria que ninguém o soubesse. Mas não pôde passar despercebido,
pois logo uma mulher, cuja filha tinha um espírito impuro, ao ouvir falar d'Ele, veio prostrar-se a seus pés.
A mulher era pagã, siro-fenícia de nascimento, e pediu-Lhe que expulsasse o demónio de sua filha.
Mas Jesus respondeu-lhe: «Deixa primeiro que os filhos estejam saciados, pois não está certo tirar o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos».
Ela, porém, disse: «Senhor, também é verdade que os cachorrinhos comem debaixo da mesa as migalhas das crianças».
Então Jesus respondeu-lhe: «Dizes muito bem. Podes voltar para casa, porque o demónio já saiu da tua filha».
Ela voltou para casa e encontrou a criança deitada na cama. O demónio tinha saído.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Isaac da Estrela (?-c. 1171), monge cisterciense
Sermão 33, 1º para o segundo domingo da Quaresma

«Jesus foi para a região de Tiro»

«Tendo saído, Jesus retirou-Se para a região de Tiro e Sídon» (Mt 15,21). Quando o Verbo, a Palavra de Deus, «Se fez carne e habitou entre nós» (Jo 1,14), saiu do Pai para vir ao mundo (Jo 16,28). «O qual, tendo a natureza de Deus», saiu da sua pátria para «Se aniquilar a Si mesmo, tomando a condição de servo» (Fil 2,6-7), «a nossa condição humana de pecadores» (Rom 8,3), a fim de ser encontrado por aqueles que deixam o seu próprio território para se encontrarem com Ele a região de Tiro e Sídon. […] Assim, pois, esta mulher Cananeia parte do interior do seu território (Mt 15,22), e encontra, na fronteira do seu próprio país, o médico que vem ter com ela voluntariamente, saído do seu território pela misericórdia. Com bondade, Ele apresenta-Se em território estrangeiro ao doente que não poderia abordá-Lo se Ele tivesse permanecido no seu território. Porque enquanto Deus, bem-aventurado, justo e forte, Ele estava no alto, aonde o homem miserável estava proibido de aceder. […] Portanto, cheio de compaixão, Ele fez o que era apropriado à piedade: veio Ele ter com o pecador. […]


Saiamos pois, irmãos, saiamos do lugar da nossa própria injustiça. […] Odeia o pecado, e eis-te saído do pecado. Quando odeias o pecado, encontras a Cristo. […] Mas dirás que mesmo isso é muito para ti, e que, sem a graça de Deus, é impossível ao homem odiar o pecado, desejar a justiça, não querer pecar e querer arrepender-se. «O Senhor seja louvado pela sua misericórdia e pelas maravilhas que fez em favor dos filhos dos homens!» (Sl 106,8) Com efeito, se foi pela sua graça que Ele Se retirou visivelmente para a região de Tiro e Sídon, onde a mulher podia encontrá-Lo, também foi pela graça que Ele puxou secretamente esta mulher do mais íntimo de si. […]


Esta mulher simboliza a Igreja, predestinada desde sempre, chamada e justificada no tempo, destinada à glória no fim dos tempos (Rom 8,30): ela que pede incessantemente pela sua filha, quer dizer, por cada um dos eleitos.







terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Quarta-feira, dia 11 de Fevereiro de 2015

Quarta-feira da 5ª semana do Tempo Comum
Nossa Senhora de Lourdes

Comentário do dia
São Gregório de Nissa : «Deus, cria em mim um coração puro» (Sl 51,12)

Gén. 2,4b-9.15-17.


Quando o Senhor Deus fez a Terra e os céus,
e ainda não havia arbusto algum pelos campos, nem sequer uma planta germinara ainda, porque o Senhor Deus ainda não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para a cultivar,
Entretanto, um manancial de água subia da terra e regava toda a superfície do solo.
Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra, insuflou nele um sopro de vida e o homem tornou-se um ser vivo.
O Senhor Deus plantou um jardim no Éden, a oriente, e nele colocou o homem que tinha formado.
O Senhor Deus fez nascer da terra toda a espécie de árvores, de frutos agradáveis à vista e bons para comer, entre as quais a árvore da vida, no meio do jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal.
O Senhor Deus tomou o homem e colocou-o no jardim do Éden, para o cultivar e guardar.
O Senhor Deus deu ao homem este mandamento: «Podes comer fruto de todas as árvores do jardim,
mas não comerás da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que dela comeres, terás de morrer».


Salmos 104(103),1-2a.27-28.29bc-30.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor.
Senhor, meu Deus, como sois grande!
Revestido de esplendor e majestade,
envolvido em luz como num manto.

Todos de Vós esperam
que lhes deis de comer a seu tempo.
Dais-lhes o alimento e eles o recolhem,
abris a mão e enchem-se de bens.

Se lhes tirais o alento, morrem
e voltam ao pó donde vieram.
Se mandais o vosso espírito, retomam a vida
e renovais a face da terra.




Marcos 7,14-23.

Naquele tempo, Jesus chamou de novo para junto de Si a multidão e disse-lhes: «Escutai-Me e procurai compreender.
Não há nada fora do homem que ao entrar nele o possa tornar impuro. O que sai do homem é que o torna impuro.
Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça».
Quando Jesus, ao deixar a multidão, entrou em casa, os discípulos perguntaram-Lhe o sentido da parábola.
Ele respondeu-lhes: «Vós também não entendestes? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não pode torná-lo impuro,
porque não entra no coração, mas no ventre, e depois vai parar à fossa?». Assim, Jesus declarava puros todos os alimentos. E continuou:
«O que sai do homem é que o torna impuro;
porque do interior dos homens é que saem as más intenções: imoralidades, roubos, assassínios,
adultérios, ambições, injustiças, fraudes, devassidão, inveja, difamação, orgulho, insensatez.
Todos estes vícios saem do interior do homem e são eles que o tornam impuro».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Gregório de Nissa (c. 335-395), monge, bispo
Homilia 6 sobre as Beatitudes; PG 44, 1269

«Deus, cria em mim um coração puro» (Sl 51,12)

Se, fazendo um esforço de vida perfeita, limpares as escórias do teu coração, a bondade divina brilhará de novo em ti. É o que acontece com um pedaço de metal quando a pedra de amolar lhe tira a ferrugem: anteriormente, estava enegrecido, mas depois brilha ao sol. Do mesmo modo, o homem interior, a que o Senhor chama «o coração», quando estiver limpo das manchas de ferrugem que alteravam e deterioravam a sua beleza, encontrará a semelhança do seu modelo (Gn 1,27) e será bom. Porque o que se torna semelhante à bondade é necessariamente bom. […]


E assim, aquele que tem o coração puro torna-se feliz (Mt 5,8) porque, ao redescobrir a sua pureza, descobre também, através desta imagem, a sua origem. Aqueles que vêem o sol num espelho, mesmo que não fixem o céu, vêem o sol na luz do espelho tão bem como se olhassem directamente para o disco solar. Também vós, que sois demasiado fracos para captar a luz, se vos voltardes para a graça da imagem colocada em vós desde o início, encontrareis em vós mesmos o que procurais.


Com efeito, a pureza, a paz da alma, o afastamento de todo o mal é a divindade. Se possuíres tudo isto, certamente possuis a Deus. Se o teu coração estiver afastado de todo o mau comportamento, livre de toda a paixão, puro de toda a sujidade, serás feliz porque o teu olhar será claro.







segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Terça-feira, dia 10 de Fevereiro de 2015

Terça-feira da 5ª semana do Tempo Comum

Santa Escolástica, virgem, +543

Comentário do dia
São Clemente de Alexandria : A nova lei inscrita no coração dos homens

Gén. 1,20-31.2,1-4a.

Disse Deus: «Povoem as águas inúmeros seres vivos e voem as aves na terra sob o firmamento do céu».
Deus criou os monstros marinhos e todos os seres vivos que se movem nas águas, segundo as suas espécies, e todos os animais voadores, segundo as suas espécies. Deus viu que isto era bom;
e abençoou-os, dizendo: «Crescei e multiplicai-vos, enchei as águas dos mares e multipliquem-se as aves sobre a terra».
Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o quinto dia.
Disse Deus: «Produza a terra seres vivos, segundo as suas espécies: animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo as suas espécies». E assim sucedeu.
Deus fez os animais selvagens, segundo as suas espécies, os animais domésticos, segundo as suas espécies, e todos os répteis da terra, segundo as suas espécies. Deus viu que isto era bom.
Disse Deus: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre os animais selvagens e sobre todos os répteis que rastejam pela terra».
Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus. Ele o criou homem e mulher.
Deus abençoou-os, dizendo: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem na terra».
Disse Deus: «Dou-vos todas as plantas com semente que existem em toda a superfície da terra, assim como todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento.
E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todos os seres vivos que se movem na terra dou as plantas verdes como alimento». E assim sucedeu.
Deus viu tudo o que tinha feito: era tudo muito bom. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o sexto dia.
Assim se completaram o céu e a terra e tudo o que eles contêm.
Deus concluiu, no sétimo dia, a obra que fizera e, no sétimo dia, descansou do trabalho que tinha realizado.
Deus abençoou e santificou o sétimo dia, porque nele descansou de todo o trabalho da criação.
Esta é a origem do céu e da terra, quando foram criados.


Salmos 8,4-5.6-7.8-9.

Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos,
a lua e as estrelas que lá colocastes,
que é o homem para que Vos lembreis dele,
o filho do homem para dele Vos ocupardes?

Fizestes dele quase um ser divino,
de honra e glória o coroastes;
destes-lhe poder sobre a obra das vossas mãos,
tudo submetestes a seus pés:

Ovelhas e bois, todos os rebanhos,
e até os animais selvagens,
as aves do céu e os peixes do mar,
tudo o que se move nos oceanos.




Marcos 7,1-13.

Naquele tempo, reuniu-se à volta de Jesus um grupo de fariseus e alguns escribas que tinham vindo de Jerusalém.
Viram que alguns dos discípulos de Jesus comiam com as mãos impuras, isto é, sem as lavar.
– Na verdade, os fariseus e os judeus em geral só comem depois de lavar cuidadosamente as mãos, conforme a tradição dos antigos.
Ao voltarem da praça pública, não comem sem antes se terem lavado. E seguem muitos outros costumes a que se prenderam por tradição, como lavar os copos, os jarros e as vasilhas de cobre –.
Os fariseus e os escribas perguntaram a Jesus: «Porque não seguem os teus discípulos a tradição dos antigos, e comem sem lavar as mãos?».
Jesus respondeu-lhes: «Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: 'Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim.
É vão o culto que Me prestam, e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos'.
Vós deixais de lado o mandamento de Deus, para vos prenderdes à tradição dos homens».
Jesus acrescentou: «Sabeis muito bem desprezar o mandamento de Deus, para observar a vossa tradição.
Porque Moisés disse: 'Honra teu pai e tua mãe'; e ainda: 'Quem amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe deve morrer'.
Mas vós dizeis que se alguém tiver bens para ajudar os seus pais necessitados, mas declarar esses bens como oferta sagrada,
nesse caso fica dispensado de ajudar o pai ou a mãe.
Deste modo anulais a palavra de Deus com a tradição que transmitis. E fazeis muitas coisas deste género».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Clemente de Alexandria (150-c. 215), teólogo
O Pedagogo, III 89, 94, 98-99

A nova lei inscrita no coração dos homens

Temos os dez mandamentos dados por Moisés […], e tudo o que recomenda a leitura dos livros santos, nomeadamente o que Isaías nos transmitiu: «Lavai-vos, purificai-vos, tirai da frente dos meus olhos a malícia das vossas acções. Aprendei a fazer o bem, procurai o que é justo, socorrei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a viúva. Vinde agora, entendamo-nos, diz o Senhor» (Is 1,16ss). […] Mas temos também as leis do Verbo, a Palavra de Deus, aquelas palavras de encorajamento que não foram escritas em tábuas de pedra pelo dedo do Senhor (Ex 24,12), mas inscritas no coração dos homens (2Cor 3,3). […] Estas duas leis serviram ao Verbo para ensinar a humanidade, inicialmente pela boca de Moisés, em seguida pela dos apóstolos. […]


Mas também precisamos de um mestre para nos explicar estas palavras santas […]; será Ele quem nos ensinará as palavras de Deus. A escola é a nossa Igreja; o nosso único Mestre é o noivo, vontade boa de um Pai bom, sabedoria original, santidade do conhecimento. «Ele é a propiciação pelos nossos pecados», diz são João (1Jo 2,2); é Ele que nos cura o corpo e a alma, que cura o homem todo, Ele, Jesus, que é «a vítima oferecida pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. E sabemos que O conhecemos por isto: se guardarmos os seus mandamentos» (v. 3). […] «Aquele que diz que está nele deve também andar como Ele andou» (v. 6)


Nós, que somos os discípulos desta feliz pedagogia, completemos o belo rosto da Igreja e corramos como criancinhas para esta Mãe cheia de bondade. Escutemos o Verbo de Deus; glorifiquemos a feliz disposição que nos guia através deste Mestre e nos santifica como filhos de Deus. Seremos cidadãos do céu se formos bons discípulos deste Mestre na terra e lá em cima compreenderemos tudo o que Ele nos ensinou a respeito do Pai.







domingo, 8 de fevereiro de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Segunda-feira, dia 09 de Fevereiro de 2015

Segunda-feira da 5ª semana do Tempo Comum

S. Miguel Febres Cordero Muñoz, religioso, +1910, Santa Apolónia, virgem, mártir, + 249, S. Maron, monge, + cerca de 410

Comentário do dia
São Gregório Magno : «E quantos O tocavam ficavam curados»

Gén. 1,1-19.

No princípio, quando Deus criou os céus e a terra,
A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam a superfície do abismo e o espírito de Deus pairava sobre as águas.
Disse Deus: «Faça-se a luz». E a luz apareceu.
Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas.
Deus chamou 'dia' à luz e 'noite' às trevas. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: era o primeiro dia.
Disse Deus: «Haja um firmamento no meio das águas, para as manter separadas umas das outras».
Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das águas que estavam por cima dele.
E ao firmamento chamou 'céu'. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o segundo dia.
Disse Deus: «Juntem-se as águas que estão debaixo do firmamento num só lugar e apareça a terra seca».
E assim sucedeu. À parte seca Deus chamou 'terra' e 'mar' ao conjunto das águas. E Deus viu que isto era bom.
Disse Deus: «Cubra-se a terra de verdura: ervas que deem sementes e árvores de fruto, que produzam sobre a terra frutos com a sua semente, segundo a própria espécie». E assim sucedeu.
A terra produziu verdura: erva que produz semente, segundo a sua espécie, e árvores que dão frutos com a sua semente, segundo a própria espécie. Deus viu que isto era bom.
Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o terceiro dia.
Disse Deus: «Haja luzeiros no firmamento do céu, para distinguirem o dia da noite e servirem de sinais para as festas, os dias e os anos,
para que brilhem no firmamento do céu e iluminem a terra». E assim sucedeu.
Deus fez dois grandes luzeiros: o maior para presidir ao dia e o menor para presidir à noite; e fez também as estrelas.
Deus colocou-os no firmamento do céu para iluminarem a terra,
para presidirem ao dia e à noite e separarem a luz das trevas. Deus viu que isto era bom.
Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o quarto dia.


Salmos 104(103),1-2a.5-6.10.12.24.35c.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor.
Senhor, meu Deus, como sois grande!
Revestido de esplendor e majestade,
envolvido em luz como num manto.

Fundastes a terra sobre alicerces firmes:
não oscilará por toda a eternidade.
Vós a cobristes com o manto do oceano,
por sobre os montes pousavam as águas.

Transformais as fontes em rios
que correm entre as montanhas.
Nas suas margens habitam as aves do céu;
por entre a folhagem fazem ouvir o seu canto.

Como são grandes as vossas obras!
Tudo fizestes com sabedoria:
a terra está cheia das vossas criaturas.
Glória a Deus para sempre.




Marcos 6,53-56.

Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos fizeram a travessia do lago e vieram para terra em Genesaré, onde aportaram.
Quando saíram do barco, as pessoas reconheceram logo Jesus;
então percorreram toda aquela região e começaram a trazer os doentes nos catres, para onde ouviam dizer que Ele estava.
Nas aldeias, cidades ou casais onde Jesus entrasse, colocavam os enfermos nas praças públicas e pediam que os deixasse tocar-Lhe ao menos na orla do manto. E todos os que O tocavam ficavam curados.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja
Comentário ao salmo 50; PL 75,581

«E quantos O tocavam ficavam curados»

Coloquemos perante o nosso olhar interior um ferido grave prestes a exalar o último suspiro. […] A ferida da alma é o pecado, de que as Escrituras falam nestes termos: «Tudo são feridas, contusões, chagas vivas que não foram curadas nem ligadas nem suavizadas com óleo» (Is 1,6). Tu que estás ferido, reconhece o teu Médico dentro de ti e mostra-Lhe as chagas dos teus pecados. Que Ele ouça os gemidos do teu coração, Ele que conhece todos os pensamentos secretos. Que as tuas lágrimas O comovam. Vai a ponto de seres um pouco impertinente na tua súplica (cf Lc 11,8). Do fundo do teu coração envia-Lhe sem cessar suspiros profundos.


Que a tua dor chegue até Ele para que Ele te diga também: «O Senhor perdoou o teu pecado» (2Sam 12,13). Grita com David, que disse: «Tende piedade de mim, Senhor […], segundo a Vossa grande misericórdia» (Sl 50,3). É como se ele dissesse: «Corro grande perigo devido a uma enorme ferida que nenhum médico pode curar, a menos que o médico todo-poderoso venha em meu auxílio.» Para esse médico todo-poderoso nada é incurável. Ele trata gratuitamente e com uma palavra devolve a saúde. Eu desesperaria de me curar se não confiasse no Todo-poderoso.







sábado, 7 de fevereiro de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Domingo, dia 08 de Fevereiro de 2015

5º Domingo do Tempo Comum - Ano B
Quinto Domingo do Tempo Comum (semana I do saltério)Coração Imaculado da Bem-Aventurada Virgem Maria

S. Jerónimo Emiliano, presbítero, +1537, Santa Josefina Bakhita, religiosa, +1947

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Tomou-a pela mão e levantou-a»

Job 7,1-4.6-7.

Job tomou a palavra, dizendo: «Não vive o homem sobre a terra como um soldado? Não são os seus dias como os de um mercenário?
Como o escravo que suspira pela sombra e o trabalhador que espera pelo seu salário,
assim eu recebi em herança meses de desilusão e couberam-me em sorte noites de amargura.
Se me deito, digo: 'Quando é que me levanto?'. Se me levanto: 'Quando chegará a noite?'; e agito-me angustiado até ao crepúsculo.
Os meus dias passam mais velozes que uma lançadeira de tear e desvanecem-se sem esperança.
Recordai-Vos que a minha vida não passa de um sopro e que os meus olhos nunca mais verão a felicidade».


Salmos 147(146),1-2.3-4.5-6.

Louvai o Senhor, porque é bom cantar,
é agradável e justo celebrar o seu louvor.
O Senhor edificou Jerusalém,
congregou os dispersos de Israel.

Sarou os corações dilacerados
e ligou as suas feridas.
Fixou o número das estrelas
e deu a cada uma o seu nome.

Grande é o nosso Deus e todo-poderoso,
é sem limites a sua sabedoria.
O Senhor conforta os humildes
e abate os ímpios até ao chão.




1 Cor. 9,16-19.22-23.

Irmãos: Anunciar o Evangelho não é para mim um título de glória, é uma obrigação que me foi imposta. Ai de mim se não anunciar o Evangelho!
Se o fizesse por minha iniciativa, teria direito a recompensa. Mas, como não o faço por minha iniciativa, desempenho apenas um cargo que me está confiado.
Em que consiste, então, a minha recompensa? Em anunciar gratuitamente o Evangelho, sem fazer valer os direitos que o Evangelho me confere.
Livre como sou em relação a todos, de todos me fiz escravo, para ganhar o maior número possível.
Com os fracos tornei-me fraco, a fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, a fim de ganhar alguns a todo o custo.
E tudo faço por causa do Evangelho, para me tornar participante dos seus bens.


Marcos 1,29-39.

Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André.
A sogra de Simão estava de cama com febre, e logo Lhe falaram dela.
Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los.
Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos,
e a cidade inteira ficou reunida diante da porta.
Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam quem Ele era.
De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar.
Simão e os companheiros foram à procura d'Ele
e, quando O encontraram, disseram-Lhe: «Todos Te procuram».
Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim».
E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Sermão 176, 4

«Tomou-a pela mão e levantou-a»

Escreve o apóstolo Paulo: «E justamente […] alcancei a misericórdia, para que, em mim primeiramente, Cristo Jesus mostrasse toda a sua magnanimidade, como exemplo para aqueles que haviam de crer nele para a vida eterna» (1Tim 1,16). Querendo a todos dar o perdão, Ele escolheu um dos seus mais encarniçados inimigos para que ninguém, vendo-o curado, fosse tentado pela desesperança.


Não é isto que fazem os médicos? Quando vêm estabelecer-se em locais onde ainda não são conhecidos, procuram tratar primeiro pessoas atingidas por doenças desesperadas, para assim conseguirem dar provas da sua qualidade, para tornarem famosa a sua competência. Cada um dirá então ao vizinho: «Vai a este médico; vai confiante, ele curou-me! […] Eu tinha a mesma doença que tu; passei pelos mesmos sofrimentos.» É o que diz Paulo a cada doente em perigo de desesperança: «Aquele que me curou envia-me a ti dizendo-me: "Vai ao encontro desse doente desesperado, fala-lhe da tua doença, informa-o sobre o mal de que te curei. […] Grita aos desesperados: 'Eis uma palavra digna de fé e de toda a aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores' (1Tim 1, 15)." Que tens a temer? Porque estremeces? Eu próprio "sou o primeiro dos pecadores". E digo-to, eu que fui curado a ti que estás doente; eu que agora estou de pé, a ti que estás abatido; eu que estou hoje cheio de segurança, a ti que estás em desespero».


Não vos deixeis pois cair na aflição. Estais doentes? Vinde até Ele e sereis curados. Estais cegos? Vinde até Ele e sereis iluminados. […] Dizei todos : «Vinde, adoremos, prostremo-nos por terra diante dele; choremos diante do Senhor que nos criou» (Sl 94, 6 Vulg).







sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Sabado, dia 07 de Fevereiro de 2015

Cinco Chagas do Senhor - Festa
As Cinco Chagas do Senhor

Beata Eugénia Smet (Madre Maria da Providência), religiosa. +1871, Beata Rosália Rendu, religiosa, +1856

Comentário do dia
São Bernardo : «Tirareis água com alegria das fontes da salvação» (Is 12,3)

Is. 53,1-10.

Quem acreditou no que ouvimos dizer? A quem se revelou o braço do Senhor?
O meu servo cresceu diante do Senhor como um rebento, como raiz numa terra árida, sem distinção nem beleza para atrair o nosso olhar nem aspeto agradável que possa cativar-nos.
Desprezado e repelido pelos homens, homem de dores, acostumado ao sofrimento, era como aquele de quem se desvia o rosto, pessoa desprezível e sem valor para nós.
Ele suportou as nossas enfermidades e tomou sobre si as nossas dores. Mas nós víamos nele um homem castigado, ferido por Deus e humilhado.
Ele foi trespassado por causa das nossas culpas e esmagado por causa das nossas iniquidades. Caiu sobre ele o castigo que nos salva: pelas suas chagas fomos curados.
Todos nós, como ovelhas, andávamos errantes, cada qual seguia o seu caminho. E o Senhor fez cair sobre ele as faltas de todos nós.
Maltratado, humilhou-se voluntariamente e não abriu a boca. Como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha muda ante aqueles que a tosquiam, ele não abriu a boca.
Foi eliminado por sentença iníqua, mas, quem se preocupa com a sua sorte? Foi arrancado da terra dos vivos e ferido de morte pelos pecados do seu povo.
Foi-lhe dada sepultura entre os ímpios e um túmulo no meio de malfeitores, embora não tivesse cometido injustiça nem se tivesse encontrado mentira na sua boca.
Aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento. Mas se oferecer a sua vida como sacrifício de expiação, terá uma descendência duradoira, viverá longos dias e a obra do Senhor prosperará em suas mãos.


Salmos 22(21),7-8.15-23.

Eu sou um verme e não um homem, o opróbrio dos homens e o desprezo da plebe.
Todos os que me vêm escarnecem de mim, estendem os lábios e meneiam a cabeça.
Sou como água derramada, desconjuntam-se todos os meus ossos. O meu coração tornou-se como cera e derreteu-se dentro do meu peito.
A minha garganta secou-se como barro cozido
e a minha língua pegou-se-me ao céu da boca;
reduziste-me ao pó da sepultura.

Matilhas de cães me rodearam, cercou-me um bando de malfeitores. Trespassaram as minhas mãos e os os meus pés,
posso contar todos os meus ossos.
Eles olham para mim cheios de espanto!
Repartem entre si as minhas vestes
e sorteiam a minha túnica.
Mas Tu, Senhor, não te afastes de mim!

És o meu auxílio: vem socorrer-me depressa!
Livra a minha alma da espada,
e das garras dos cães a minha vida.
Salvai-me das fauces do leão
e dos chifres dos búfalos livrai este infeliz.
Hei-de falar do vosso nome aos meus irmãos,

hei-de louvar-Vos no meio da assembleia.



João 19,28-37.

Naquele tempo, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede».
Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-Lha à boca.
Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado». E, inclinando a cabeça, expirou.
Por ser a Preparação da Páscoa, e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado – era um grande dia aquele sábado – os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e Jn fossem retirados.
Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com ele.
Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas,
mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.
Aquele que viu é que dá testemunho e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis.
Assim aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: «Nenhum osso lhe será quebrado».
Diz ainda outra passagem da Escritura: «Hão de olhar para Aquele que trespassaram».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja
Homilias sobre o Cântico dos Cânticos, n° 61, 3-5

«Tirareis água com alegria das fontes da salvação» (Is 12,3)

Onde poderá a nossa fragilidade encontrar repouso e segurança senão nas chagas do Salvador? […] Perfuraram-Lhe as mãos e os pés e, com uma lança, o lado. Por esses orifícios abertos posso saborear o mel dos rochedos (cf Sl 80,17) e o óleo que corre da pedra dura, isto é, «saborear e ver como o Senhor é bom» (cf Sl 33,9). Ele concebia pensamentos de paz (cf Jer 29,11) e eu não sabia. «Quem conheceu o pensamento do Senhor? Quem Lhe serviu de conselheiro?» (Rom 11,34) Mas o cravo que nele penetrou tornou-se para mim a chave que abre o mistério dos seus desígnios.


Temos de ver através dessas aberturas. Os pregos e as chagas gritam que, verdadeiramente, na pessoa de Cristo, Deus Se reconcilia com o mundo. O ferro trespassou o seu ser e tocou o seu coração para que Ele nunca mais ignore como Se há-de compadecer das minhas fraquezas. O segredo do seu coração aparece a nu nas chagas do seu corpo; vê-se a descoberto o grande mistério da sua bondade, essa ternura misericordiosa do nosso Deus, «que das alturas nos visita como sol nascente» (Lc 1,78). E como poderia essa ternura deixar de se manifestar nas suas chagas? Seria difícil mostrar mais claramente que pelas tuas chagas, Senhor, que Tu és manso e compassivo e duma grande misericórdia, pois não há maior amor do que dar a vida (Jo 15,13) pelos condenados à morte


Todo o meu mérito é, pois, a piedade do Senhor e nunca me faltará mérito enquanto não Lhe faltar piedade. Se as misericórdias de Deus se multiplicarem, os meus méritos serão numerosos. Mas que acontecerá se eu tiver uma grande quantidade de faltas a censurar-me? «Onde abundou o pecado, superabundou a graça» (Rom 5,20). E se «a bondade do Senhor é para sempre» eu, por mim, «cantarei eternamente as misericórdias do Senhor» (Sl 102,17; 88,2). Será esta a minha justiça? Senhor, farei memória da tua justiça, porque ela é a minha justiça, pois para mim Te tornaste justiça de Deus (cf Rom 1,17).







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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Evangelho do Dia


Sexta-feira, dia 06 de Fevereiro de 2015

Sexta-feira da 4ª semana do Tempo Comum

S. Gonçalo Garcia, religioso, mártir, +1597, Santos Paulo Miki, Pedro Batista e companheiros, mártires, +1597

Comentário do dia
Missal romano: João Baptista, testemunha de Cristo com toda a sua vida

Heb. 13,1-8.

Irmãos: Permanecei no amor fraterno.
Não esqueçais a hospitalidade, porque, graças a ela, alguns, sem o saberem, hospedaram Anjos.
Lembrai-vos dos prisioneiros, como se estivésseis presos com eles. Lembrai-vos dos que são maltratados, porque vós também tendes um corpo.
O matrimónio seja honrado por todos e o leito conjugal sem mancha, porque Deus julgará os impuros e os adúlteros.
O vosso modo de proceder seja desinteressado, contentando-vos com o que possuís, porque Deus disse: "Eu não te abandonarei nem te desampararei".
Assim poderemos dizer confiadamente: "O Senhor é por mim: nada temo; que poderão fazer-me os homens?".
Lembrai-vos dos vossos chefes, que vos anunciaram a palavra de Deus; considerai o êxito da sua carreira e imitai a sua fé.
Jesus Cristo é sempre o mesmo, hoje e ontem e por toda a eternidade.


Salmos 27(26),1.3.5.8b-9abc.

O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei-de temer?
O Senhor é protetor da minha vida:
de quem hei-de ter medo?

Se um exército me vier cercar,
o meu coração não temerá.
Se contra mim travarem batalha,
mesmo assim terei confiança.

No dia da desgraça,
Ele me esconderá na sua tenda,
ocultar-me-á no recôndito do seu santuário,
elevar-me-á sobre um rochedo.

A vossa face, Senhor, eu procuro:
não escondais de mim o vosso rosto,
nem afasteis com ira o vosso servo:
Vós sois o meu refúgio.




Marcos 6,14-29.

Naquele tempo, o rei Herodes ouviu falar de Jesus, pois a sua fama chegara a toda a parte e dizia-se: "João Baptista ressuscitou dos mortos; por isso ele tem o poder de fazer milagres".
Outros diziam: "É Elias". Outros diziam ainda: "É um profeta como os antigos profetas".
Mas Herodes, ao ouvir falar de tudo isto, dizia: "João, a quem mandei cortar a cabeça, ressuscitou".
De facto, Herodes mandara prender João e algemá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, a mulher do seu irmão Filipe, que ele tinha tomado por esposa.
João dizia a Herodes: "Não podes ter contigo a mulher do teu irmão".
Herodíades odiava João Baptista e queria dar-lhe a morte, mas não podia,
porque Herodes respeitava João, sabendo que era justo e santo, e por isso o protegia. Quando o ouvia, ficava perturbado, mas escutava-o com prazer.
Entretanto, chegou um dia oportuno, quando Herodes, no seu aniversário natalício, ofereceu um banquete aos grandes da corte, aos oficiais e às principais personalidades da Galileia.
Entrou então a filha de Herodíades, que dançou e agradou a Herodes e aos convidados. O rei disse à jovem: "Pede-me o que desejares e eu to darei".
E fez este juramento: "Dar-te-ei o que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino".
Ela saiu e perguntou à mãe: "Que hei-de pedir?". A mãe respondeu-lhe: "Pede a cabeça de João Baptista".
Ela voltou apressadamente à presença do rei e fez-lhe este pedido: "Quero que me dês sem demora, num prato, a cabeça de João Baptista".
O rei ficou consternado, mas por causa do juramento e dos convidados, não quis recusar o pedido.
E mandou imediatamente um guarda, com ordem de trazer a cabeça de João. O guarda foi à cadeia, cortou a cabeça de João
e trouxe-a num prato. A jovem recebeu-a e entregou-a à mãe.
Quando os discípulos de João souberam a notícia, foram buscar o seu cadáver e deram-lhe sepultura.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Missal romano
Prefácio para a natividade e o martírio de São João Baptista

João Baptista, testemunha de Cristo com toda a sua vida

Senhor Pai Santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação,
dar-Vos graças sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.
Ao celebrarmos hoje a glória do Precursor, São João Baptista,
proclamado o maior entre os filhos dos homens,
anunciamos as vossas maravilhas:
antes de nascer, ele exultou de alegria,
sentindo a presença do Salvador;
quando veio ao mundo,
muitos se alegraram pelo seu nascimento;
foi ele, entre todos os profetas,
que mostrou o Cordeiro que tira o pecado do mundo;
nas águas do Jordão, ele baptizou o Autor do baptismo,
e desde então a água viva tem poder de santificar os crentes;
por fim, deu o mais belo testemunho de Cristo,
derramando por Ele o seu sangue.
Por isso, com os anjos e os santos no céu,
proclamamos na terra a vossa glória, cantando a uma só voz:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo!







quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Evangelho do Dia


Quinta-feira, dia 05 de Fevereiro de 2015

Quinta-feira da 4ª semana do Tempo Comum

Santa Águeda, virgem, mártir, +251, S. Felipe de Jesus, religioso, mártir, +1597

Comentário do dia
Tomás de Celano : «Começou a enviá-los dois a dois»

Heb. 12,18-19.21-24.

Irmãos: Vós não vos aproximastes de uma realidade sensível, como os israelitas no monte Sinai: o fogo ardente, a nuvem escura, as trevas densas ou a tempestade,
o som da trombeta e aquela voz tão retumbante que os ouvintes suplicaram que não lhes falasse mais.
Era tão terrível o espetáculo que Moisés exclamou: "Estou aterrorizado e a tremer".
Vós aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste, de muitos milhares de Anjos em reunião festiva,
de uma assembleia de primogénitos inscritos no Céu, de Deus, juiz do universo, dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição
e de Jesus, mediador da nova aliança.


Salmos 48(47),2-3a.3b-4.9.10-11.

Grande é o Senhor e digno de louvor
na cidade do nosso Deus.
A sua montanha sagrada
é a mais bela das montanhas,

a alegria de toda a terra.
O monte Sião, no extremo norte,
é a cidade do grande Rei.
Deus Se mostrou em seus palácios

um baluarte seguro.
Como nos contaram, assim o vimos,
na cidade do Senhor dos Exércitos,
na cidade do nosso Deus,

Deus a consolidou para sempre.
Recordamos, ó Deus, a vossa misericórdia
no interior do vosso templo.
Como o vosso nome, ó Deus,

assim o vosso louvor chega aos confins da terra.



Marcos 6,7-13.

Naquele tempo, Jesus chamou os doze Apóstolos e começou a enviá-los dois a dois. Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros
e ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão: nem pão, nem alforge, nem dinheiro;
que fossem calçados com sandálias, e não levassem duas túnicas.
Disse-lhes também: "Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali.
E se não fordes recebidos em alguma localidade, se os habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles".
Os Apóstolos partiram e pregaram o arrependimento,
expulsaram muitos demónios, ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Tomás de Celano (c. 1190-c. 1260), biógrafo de São Francisco e de Santa Clara
«Vita Prima» de São Francisco

«Começou a enviá-los dois a dois»

Entrou na Ordem um novo aspirante de qualidade e o seu número foi assim elevado para oito. Então o bem-aventurado Francisco reuniu-os a todos e falou-lhes longamente do Reino de Deus, do desprezo do mundo, da renúncia à vontade própria e da docilidade que tinham de exigir ao seu corpo. Depois dividiu-os em quatro grupos de dois e disse-lhes: «Ide, meus bem-amados, percorrei dois a dois as diversas regiões do mundo, anunciai a paz aos homens e pregai-lhes a penitência que obtém o perdão dos pecados. Sede pacientes na prova, certos de que Deus cumprirá o que decidiu e manterá as suas promessas. Respondei humildemente a quem vos interrogar, abençoai os que vos perseguirem, agradecei aos que vos insultarem e vos caluniarem, pois esse é o preço do Reino dos Céus (Mt 5,10-11).»


Eles acolheram com alegria a missão que lhes confiava a santa obediência e prostraram-se aos pés de São Francisco, que abraçou cada um deles ternamente dizendo-lhes com fé: «Confiai a Deus todas as vossas preocupações, porque Ele tem cuidado de vós» (1Ped 5,7). Era a sua frase habitual quando enviava um irmão em missão.







terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Evangelho do Dia


Quarta-feira, dia 04 de Fevereiro de 2015

Quarta-feira da 4ª semana do Tempo Comum

S. João de Brito, presbítero e mártir, +1693

Comentário do dia
São João Paulo II : «Não é Ele o carpinteiro?»

Heb. 12,4-7.11-15.

Irmãos: Vós ainda não resististes até ao sangue na luta contra o pecado
e já esquecestes a exortação que vos é dirigida, como a filhos que sois: "Meu filho, não desprezes a correção do Senhor, nem desfaleças quando Ele te repreende;
porque o Senhor corrige aqueles que ama e castiga aqueles que reconhece como filhos".
É para vossa correção que sofreis; Deus trata-vos como filhos. Qual é o filho a quem o pai não corrige?
Toda a correção, no momento em que se recebe, é considerada mais como motivo de tristeza que de alegria. Mais tarde, porém, dá àqueles que foram exercitados um fruto de paz e de justiça.
Por isso, levantai as vossas mãos fatigadas e os vossos joelhos vacilantes;
dirigi os vossos passos por caminhos direitos, para que o coxo não se desvie, mas antes seja curado.
Procurai viver em paz com todos e levai uma vida santa, porque sem isso ninguém verá o Senhor.
Velai por que ninguém se afaste da graça de Deus: que nenhuma raiz amarga comece a crescer e lance o contágio na comunidade.


Salmos 103(102),1-2.13-14.17-18a.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.
Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

Como um pai se compadece dos seus filhos,
assim o Senhor Se compadece dos que O temem.
Ele sabe de que somos formados
e não Se esquece que somos pó da terra.

Mas o amor do Senhor é eterno para os que O temem
e a sua justiça chega até aos filhos dos seus filhos,
para os que guardam a sua aliança.




Marcos 6,1-6.

Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se à sua terra e os discípulos acompanharam-n'O.
Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam: "De onde Lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que Lhe foi dada e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos?
Não é Ele o carpinteiro, Filho de Maria, e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E não estão as suas irmãs aqui entre nós?". E ficavam perplexos a seu respeito.
Jesus disse-lhes: "Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa".
E não podia ali fazer qualquer milagre; apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos.
Estava admirado com a falta de fé daquela gente. E percorria as aldeias dos arredores, ensinando.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Paulo II (1920-2005), papa
Encíclica «Laborem exercens», § 26

«Não é Ele o carpinteiro?»

Esta verdade, segundo a qual o homem mediante o trabalho participa na obra do próprio Deus, seu Criador, foi particularmente posta em relevo por Jesus Cristo, aquele Jesus com Quem muitos dos seus primeiros ouvintes em Nazaré «ficavam admirados e exclamavam: "Donde lhe veio tudo isso? E que sabedoria é essa que lhe foi dada? […] Porventura não é este o carpinteiro?"» (Mc 6,2-3)

Com efeito, Jesus não só proclamava, mas sobretudo punha em prática com as obras o Evangelho que lhe tinha sido confiado, a palavra da Sabedoria eterna. Por esta razão, tratava-se verdadeiramente do «evangelho do trabalho», pois Aquele que o proclamava era Ele próprio homem do trabalho, do trabalho artesanal como José de Nazaré. E, ainda que não encontremos nas suas palavras o preceito especial de trabalhar — antes encontramos, uma vez, a proibição de se preocupar de uma maneira excessiva com o trabalho e com os meios para viver (Mt 6, 25-34) — contudo, ao mesmo tempo, a eloquência da vida de Cristo é inequívoca: Ele pertence ao mundo do trabalho e tem apreço e respeito pelo trabalho humano; pode-se mesmo dizer mais: Ele encara com amor este trabalho, bem como as suas diversas expressões, vendo em cada uma delas uma linha particular da semelhança do homem com Deus, Criador e Pai.

Pois não foi Ele que disse: «Meu Pai é o agricultor» (Jo 15,1) […]? O próprio Jesus, nas suas parábolas sobre o Reino de Deus, refere-Se constantemente ao trabalho humano: ao trabalho do pastor, do agricultor, do médico, do semeador, do amo, do servo, do feitor, do pescador, do comerciante e do operário; fala também das diversas actividades das mulheres; e apresenta o apostolado sob a imagem do trabalho braçal dos ceifeiros ou dos pescadores. […] [É este] o grande, se bem que discreto, evangelho do trabalho que encontramos na vida de Cristo, nas suas parábolas e em «tudo quanto Jesus foi fazendo e ensinando» (Act 1,1)







segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Evangelho do Dia


Terça-feira, dia 03 de Fevereiro de 2015

Terça-feira da 4ª semana do Tempo Comum

S. Brás, bispo e mártir, +316, S. Oscar (Ansgário), bispo, +865

Comentário do dia
Santo Ambrósio : «Se ao menos tocar nem que seja as suas vestes, ficarei curada»

Heb. 12,1-4.

Irmãos: Estando nós rodeados de tão grande número de testemunhas, libertemo-nos de todo o impedimento e do pecado que nos cerca e corramos com perseverança para o combate que se apresenta diante de nós, fixando os olhos em Jesus, guia da nossa fé e autor da sua perfeição.
Renunciando à alegria que tinha ao seu alcance, Ele suportou a cruz, desprezando a sua ignomínia, e está sentado à direita do trono de Deus.
Pensai n'Aquele que suportou contra Si tão grande hostilidade da parte dos pecadores, para não vos deixardes abater pelo desânimo.
Vós ainda não resististes até ao sangue, na luta contra o pecado.


Salmos 22(21),26b-27.28.30.31-32.

Cumprirei a minha promessa
na presença dos vossos fiéis.
Os pobres hão-de comer e serão saciados,
louvarão o Senhor os que O procuram:
vivam para sempre os seus corações.
Hão-de lembrar-se do Senhor e converter-se a Ele

todos os confins da terra;
e diante d'Ele virão prostrar-se
todas as famílias das nações
Só a Ele hão-de adorar
todos os grandes do mundo,
diante d'Ele se hão-de prostrar

todos os que descem ao pó da terra.
Para Ele viverá a minha alma,
há-de servi-l'O a minha descendência.
Falar-se-á do Senhor às gerações vindouras
e a sua justiça será revelada ao povo que há-de vir:
"Eis o que fez o Senhor".




Marcos 5,21-43.

Naquele tempo, depois de Jesus ter atravessado de barco para a outra margem do lago, reuniu-se uma grande multidão à sua volta, e Ele deteve-se à beira-mar.
Chegou então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Ao ver Jesus, caiu a seus pés
e suplicou-Lhe com insistência: "A minha filha está a morrer. Vem impor-lhe as mãos, para que se salve e viva".
Jesus foi com ele, seguido por grande multidão, que O apertava de todos os lados.
Ora, certa mulher que tinha um fluxo de sangue havia doze anos,
que sofrera muito nas mãos de vários médicos e gastara todos os seus bens, sem ter obtido qualquer resultado, antes piorava cada vez mais,
tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-Lhe por detrás no manto,
dizendo consigo: "Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada".
No mesmo instante estancou o fluxo de sangue e sentiu no seu corpo que estava curada da doença.
Jesus notou logo que saíra uma força de Si mesmo. Voltou-Se para a multidão e perguntou: "Quem tocou nas minhas vestes?".
Os discípulos responderam-Lhe: "Vês a multidão que Te aperta e perguntas: 'Quem Me tocou?'".
Mas Jesus olhou em volta, para ver quem O tinha tocado.
A mulher, assustada e a tremer, por saber o que lhe tinha acontecido, veio prostrar-se diante de Jesus e disse-Lhe a verdade.
Jesus respondeu-lhe: "Minha filha, a tua fé te salvou".
Ainda Ele falava, quando vieram dizer da casa do chefe da sinagoga: "A tua filha morreu. Porque estás ainda a importunar o Mestre?".
Mas Jesus, ouvindo estas palavras, disse ao chefe da sinagoga: "Não temas; basta que tenhas fé".
E não deixou que ninguém O acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.
Quando chegaram a casa do chefe da sinagoga, Jesus encontrou grande alvoroço, com gente que chorava e gritava.
Ao entrar, perguntou-lhes: "Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu; está a dormir".
Riram-se d'Ele. Jesus, depois de os ter mandado sair a todos, levando consigo apenas o pai da menina e os que vinham com Ele, entrou no local onde jazia a menina,
pegou-lhe na mão e disse: "Talitha Kum", que significa: "Menina, Eu te ordeno: levanta-te".
Ela ergueu-se imediatamente e começou a andar, pois já tinha doze anos. Ficaram todos muito maravilhados.
Jesus recomendou-lhes insistentemente que ninguém soubesse do caso e mandou dar de comer à menina.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
Comentário sobre Lc 6, 57-59

«Se ao menos tocar nem que seja as suas vestes, ficarei curada»

É a fé que toca em Cristo; é a fé que O vê. Não é nosso corpo que Lhe toca; os olhos de nossa natureza não O vêem. Porque ver sem perceber não é ver; ouvir sem compreender não é ouvir; nem tocar, se não se toca com fé. […]


Se levarmos em conta o tamanho da nossa fé e entendermos a grandeza do Filho de Deus, veremos que, em relação a Ele, só tocamos a orla; não conseguimos alcançar a parte superior das suas vestes. Portanto, se também nós queremos ser curados, toquemos pela fé a orla de Cristo. Ele não ignora aqueles que tocam a sua orla, que a tocam quando Ele está de costas. Porque Deus não precisa de olhos para ver; Ele não tem sentidos físicos, mas tem em Si o conhecimento de todas as coisas. Portanto, feliz de quem toca pelo menos a extremidade do Verbo; pois quem pode tocar em todo Ele?







domingo, 1 de fevereiro de 2015

Evangelho do Dia


Segunda-feira, dia 02 de Fevereiro de 2015

Apresentação do Senhor, festa.
Apresentação do Senhor (ofício próprio)Nossa Senhora da CandeláriaNossa Senhora dos Navegantes

Comentário do dia
Beato Guerric d'Igny : «Luz para Se revelar às nações»

Malaquias 3,1-4.

Assim fala o Senhor Deus: "Vou enviar o meu mensageiro, para preparar o caminho diante de Mim. Imediatamente entrará no seu templo o Senhor a quem buscais, o Anjo da Aliança por quem suspirais. Ele aí vem - diz o Senhor do Universo -.
Mas quem poderá suportar o dia da sua vinda, quem resistirá quando Ele aparecer? Ele é como o fogo do fundidor e como a lixívia dos lavandeiros.
Sentar-Se-á para fundir e purificar: purificará os filhos de Levi, como se purifica o ouro e a prata, e eles serão para o Senhor os que apresentam a oblação segundo a justiça.
Então a oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, como nos anos de outrora.


Salmos 24(23),7.8.9.10.

Levantai, ó portas, os vossos umbrais,
alteai-vos, pórticos antigos,
e entrará o Rei da glória.
Quem é esse Rei da glória?

O Senhor forte e poderoso,
o Senhor poderoso nas batalhas.
Levantai, ó portas, os vossos umbrais,
alteai-vos, pórticos antigos,

e entrará o Rei da glória.
Quem é esse Rei da glória?
O Senhor dos Exércitos,
é Ele o Rei da glória.




Lucas 2,22-40.

Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor,
como está escrito na Lei do Senhor: "Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor",
e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor.
Vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão, homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava nele.
O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria antes de ver o Messias do Senhor;
e veio ao templo, movido pelo Espírito. Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito,
Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando:
Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo,
porque os meus olhos viram a vossa salvação,
que pusestes ao alcance de todos os povos:
luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo.
O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que d'Ele se dizia.
Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: "Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição;
- e uma espada trespassará a tua alma - assim se revelarão os pensamentos de todos os corações".
Havia também uma profetiza, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada
e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela e viúva até aos oitenta e quatro. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações.
Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.
Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré.
Entretanto, o Menino crescia e tornava-Se robusto, enchendo-Se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Beato Guerric d'Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense
1º Sermão para a Purificação, 2-3

«Luz para Se revelar às nações»

Quem, ao segurar hoje um círio aceso, não se lembrará imediatamente do ancião que neste dia recebeu em seus braços Jesus, o Verbo encarnado, luz flamejando na cera, e testemunhou que Ele era a luz que ilumina todos os povos? E esse ancião era a chama ardente que ilumina, dando testemunho da luz; cheio do Espírito Santo, veio receber, ó Deus, o teu Amor no interior do teu templo (Sl 47,10) e testemunhar que Ele é o Amor e a luz do teu povo […].


Rejubila, justo ancião; vê hoje o que antecipadamente tinhas entrevisto: dissiparam-se as trevas do mundo, as nações caminham para a luz (Is 60,3). A Terra inteira está cheia da glória (Is 6,3) desta luz que outrora escondias no coração e que hoje te ilumina os olhos […]. Beija, ó santo ancião, a Sabedoria de Deus, e que se renove a tua juventude (Sl 102,5). Recebe no coração a misericórdia de Deus, e a tua velhice conhecerá a doçura da misericórdia. «Repousará no meu seio», diz a Escritura (Ct 1, 13): mesmo quando O devolver a sua mãe, Ele continuará comigo; o meu coração ficará inebriado da sua misericórdia, e mais ainda o coração de sua mãe. […] Dou graças e rejubilo por ti, ó cheia de graça, que deste ao mundo a misericórdia que recebi; o círio que preparaste, tenho-O em minhas mãos […].


E vós, irmãos, vede o círio que arde entre as mãos de Simeão e acendei os vossos círios tomando da sua luz […]. Então, não só tereis uma luz entre as mãos, mas sereis vós mesmos a luz: luz em vossos corações, luz em vossas vidas, luz para vós, luz para vossos irmãos.







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