Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. As suas vestes eram brancas como a neve e os cabelos como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo. Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. Nosso Senhor Jesus Cristo levou Pedro, Tiago e João à montanha para lhes mostrar a glória da sua divindade e lhes dar a conhecer que Ele era o Redentor de Israel, como os profetas tinham anunciado. Queria também prepará-los, para que não ficassem escandalizados à vista dos sofrimentos que livremente ia suportar por nós na sua natureza humana. Com efeito, eles conheciam-No enquanto homem, mas ignoravam que fosse Deus; conheciam-No como filho de Maria, um homem que vivia com eles no mundo, mas na montanha Ele fez-lhes saber que era o Filho de Deus, o próprio Deus. |
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
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quinta-feira, 4 de agosto de 2016
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Vede sobre os montes os passos do mensageiro que anuncia a paz. Celebra as tuas festas, Judá, cumpre os teus votos, porque o malfeitor não voltará a passar por ti, ele foi totalmente destruído. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. A Sagrada Escritura, confirmada pela experiência dos séculos, ensina à família humana que o progresso humano, tão grande bem para o homem, traz consigo também uma grande tentação: perturbada a ordem de valores e misturado o bem com o mal, os homens e os grupos consideram apenas o que é seu, esquecendo o que é dos outros. O mundo deixa assim de ser um lugar de verdadeira fraternidade, e o poder acrescido dos homens ameaça já destruir o próprio género humano. |
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
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Dias virão, diz o Senhor, em que estabelecerei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma aliança nova. Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Pedro ia receber as chaves da Igreja, mais ainda, as chaves dos céus; ia ser-lhe confiada a governação de um povo numeroso. […] Se, com a tendência que tinha para a severidade, Pedro tivesse permanecido sem pecado, como poderia ser misericordioso com os seus discípulos? Ora, por uma disposição da graça divina, caiu no pecado, por forma a que, tendo tido a experiência da sua própria miséria, pudesse ser bom para com os outros. |
terça-feira, 2 de agosto de 2016
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«Naquele tempo – diz o Senhor – serei o Deus de todas as tribos de Israel e elas serão o meu povo». Naquele tempo, Jesus retirou-Se para os lados de Tiro e Sidónia. Quando seria de esperar que se afastasse desanimada, a cananeia aproxima-se mais e, prostrando-se aos pés de Jesus, diz-lhe: «Socorre-me, Senhor!» Mas então, mulher, não O ouviste dizer: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel»? Ouvi, replica ela; mas Ele é o Senhor. [...] |
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
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Palavra que o Senhor dirigiu ao profeta Jeremias: Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-l'O na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão. O saber intelectual não nos livra do medo. Mas aquele que caminha segundo a fé é inteiramente livre; como verdadeiro filho de Deus, pode usar livremente todas as coisas. Os que estão apaixonados por esta fé usam, tal como o próprio Deus, todos os elementos da criação, porque a fé tem o poder de fazer criaturas novas, semelhantes a Deus. [...] |
domingo, 31 de julho de 2016
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No quarto ano do reinado de Sedecias, rei de Judá, no quinto mês, Ananias, filho de Azur, profeta natural de Gabaon, falou deste modo a Jeremias no templo do Senhor, na presença dos sacerdotes e de todo o povo: Naquele tempo, quando Jesus ouviu dizer que João Baptista tinha sido morto, retirou-Se num barco para um local deserto e afastado. Mas logo que as multidões o souberam, deixando as suas cidades, seguiram-n'O por terra. Simplicidade da nossa vida contemplativa: ela faz-nos ver o rosto de Deus em cada coisa, em cada ser, em toda a parte e sempre! E a sua mão, presente em cada acontecimento, faz-nos tudo realizar - a meditação e o estudo, o trabalho e a partilha, comer e dormir - em Jesus, com Jesus, por Jesus e à imagem de Jesus, sob o olhar amoroso do Pai, enquanto estivermos dispostos a recebê-Lo sob qualquer forma de que Ele Se revista. |
sábado, 30 de julho de 2016
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Vaidade das vaidades – diz Coelet – vaidade das vaidades: tudo é vaidade. Irmãos: Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Naquele tempo, alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo». «Que hei-de fazer? Onde encontrarei que comer? Que vestir?» Eis o que diz este rico. O seu coração sofre, a inquietação devora-o, porque aquilo que regozija os outros acabrunha o avarento. O facto de ter os celeiros cheios não é para ele motivo de felicidade. O que atormenta dolorosamente a sua alma é esse excesso de riquezas, transbordando dos seus celeiros. [...] |
sexta-feira, 29 de julho de 2016
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Naqueles dias, os sacerdotes e os profetas falaram aos príncipes e à multidão: «Este homem merece a morte porque profetizou contra esta cidade, como todos vós ouvistes.» Naquele tempo, o tetrarca Herodes ouviu falar da fama de Jesus «Dá-me agora mesmo num prato a cabeça de João Batista.» E Deus permitiu que tal acontecesse, não lançou um raio do alto dos céus para devorar aquele rosto insolente; não ordenou à terra que se abrisse e engolisse os convivas daquele horroroso banquete. Deus dava assim a mais bela coroa ao justo e deixava uma consolação magnífica aos que, no futuro, viessem a ser vítimas de injustiças semelhantes. Escutemo-lo, pois, todos nós que, apesar da nossa vida honesta, temos de suportar os malvados: [...] o maior dos filhos nascidos de mulher (cf Lc 7,28) foi levado à morte a pedido de uma jovem impudica, de uma mulher perdida; e foi-o por ter defendido a lei divina. Que estas considerações nos façam suportar corajosamente os nossos próprios sofrimentos. [...] |
quinta-feira, 28 de julho de 2016
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Caríssimos: Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus; e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. O Senhor disse a Moisés: Naquele tempo, muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria, para lhes apresentar condolências pela morte do irmão. «Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim não morrerá para sempre.» Que quer isto dizer? «Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido como Lázaro, viverá», porque Deus não é um Deus de mortos, mas um Deus de vivos. Já a propósito de Abraão, de Isaac e de Jacob, os patriarcas há muito mortos, Jesus tinha dado a mesma resposta aos judeus: «'Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob'; não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos» (Lc 20,38). Por isso, acredita e, ainda que estejas morto, viverás! Mas, se não acreditares, ainda que estejas vivo, na verdade estás morto. [...] De onde vem a morte da alma? Vem do facto de a fé já lá não estar. De onde vem a morte do corpo? Vem do facto de a alma já lá não estar. A alma da tua alma é a fé. |
quarta-feira, 27 de julho de 2016
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Palavra que o Senhor dirigiu ao profeta Jeremias: Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. [Santa Catarina de Sena ouviu Deus dizer:] No dia do juízo final, quando o Verbo, meu Filho, revestido da minha majestade, vier julgar o mundo com o seu poder divino, não virá como aquele pobre miserável que era quando nasceu do seio da Virgem, num estábulo, no meio dos animais, ou como quando morreu entre dois ladrões. Nessa altura o meu poder estava oculto nele; como homem, deixei-O sofrer penas e tormentos. Não é que a minha natureza divina estivesse separada da sua natureza humana, mas deixei-O sofrer como homem para expiar os vossos pecados. Não, não é assim que Ele virá no momento supremo: Ele virá com todo o seu poder e todo o esplendor da sua própria pessoa. [...] |
terça-feira, 26 de julho de 2016
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Como sou infeliz, minha mãe! Porque me trouxestes ao mundo? Sou um homem contestado e perseguido em toda a terra! Ninguém me deve e eu não devo nada a ninguém; e no entanto sou amaldiçoado por todos. Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo. Há quem pense que não tem qualquer participação nos dons do Espírito Santo. Devido à sua negligência em levar à prática os mandamentos, essas pessoas não sabem que quem mantém inalterada a fé em Cristo reúne em si mesmo todos os dons divinos. É natural que quando, por inércia, nos encontramos longe do amor ativo que devíamos ter a Deus – esse amor que nos mostra os tesouros de Deus escondidos em nós –, pensemos que não estamos a participar nos dons divinos. |
segunda-feira, 25 de julho de 2016
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Chorem meus olhos, noite e dia, lágrimas sem fim, porque uma grande ruína, uma chaga atroz, tortura a virgem, filha do meu povo. Naquele tempo, Jesus deixou a multidão e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se d'Ele e disseram-Lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo». A Igreja é santa aos olhos da fé, indefetivelmente santa. Com efeito, Cristo, Filho de Deus, que é proclamado «o único Santo», com o Pai e o Espírito, amou a Igreja como sua esposa, entregou-Se por ela para a santificar, uniu-a a Si como seu corpo e cumulou-a com o dom do Espírito Santo para glória de Deus. A Igreja é, pois, o povo santo de Deus, e os seus membros são chamados «santos» (1Cor 6, 1). [...] A Igreja, unida a Cristo, é santificada por Ele. Por Ele e nele toma-se também santificante. [...] É nela que nós adquirimos a santidade pela graça de Deus. [...] |
domingo, 24 de julho de 2016
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Irmãos: Nós trazemos em vasos de barro o tesouro do nosso ministério, para que se reconheça que um poder tão sublime vem de Deus e não de nós. Naquele tempo, a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com os filhos e prostrou-se para Lhe fazer um pedido. Uma vez que hoje celebramos a festa dum mártir, irmãos, devemos preocupar-nos com a forma de paciência praticada por ele. Com efeito, se, com a ajuda do Senhor, nos esforçarmos por manter essa virtude, obteremos sem dúvida a palma do martírio, ainda que vivamos na paz da Igreja. Porque há dois tipos de martírio: o primeiro consiste numa disposição do espírito; o segundo alia a essa disposição os atos da existência. Por isso, podemos ser mártires mesmo sem morrermos executados pelo gládio do carrasco. Morrer às mãos dos perseguidores é o martírio em ato, na sua forma visível; suportar as injúrias amando quem nos odeia é o martírio em espírito, na sua forma oculta. |
sábado, 23 de julho de 2016
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Naqueles dias, disse o Senhor: «O clamor contra Sodoma e Gomorra é tão forte, o seu pecado é tão grave, Irmãos: Sepultados com Cristo no baptismo, também com Ele fostes ressuscitados pela fé que tivestes no poder de Deus, que O ressuscitou dos mortos. Naquele tempo, estava Jesus em oração em certo lugar. Ao terminar, disse-Lhe um dos discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João Baptista ensinou também os seus discípulos». A tua verdade disse que, se chamássemos, seríamos atendidos, se batêssemos à porta, ser-nos-ia aberta, se pedíssemos, ser-nos-ia dado. Ó Pai eterno, os teus servos clamam por misericórdia. Responde-lhes, pois. Porque eu sei que a misericórdia Te pertence e, por isso, não a podes recusar a quem Ta pede. Batem à porta da tua verdade porque é na tua verdade, no teu Filho (Jo 14,6), que conhecem o amor inefável que tens pelo homem. É por isso que batem à porta. E é por isso que o fogo da tua caridade não poderá, não pode deixar de abrir àqueles que batem com perseverança. |
sexta-feira, 22 de julho de 2016
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Palavra que o Senhor dirigiu ao profeta Jeremias: Naquele tempo, chegaram à casa onde estava Jesus, sua Mãe e seus irmãos, que, ficando fora, O mandaram chamar. A fé cristã deu forma à cultura do continente europeu e combinou-se de forma inextricável com a sua história, a ponto de esta ser incompreensível sem uma referência aos acontecimentos que caracterizaram, primeiro o grande período da evangelização, depois os longos séculos no decurso dos quais o cristianismo se afirmou, apesar da dolorosa divisão entre o Oriente e o Ocidente, como a religião dos europeus. [...] |
quinta-feira, 21 de julho de 2016
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Eis o que diz a esposa: «No meu descanso, durante a noite, procurei aquele que o meu coração ama; procurei-o, mas não pude encontrá-lo. No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Maria torna-se testemunha da compaixão de Deus, [...] aquela Maria a quem um fariseu queria quebrar o arroubo de ternura: «Se este homem fosse profeta», exclamava ele, «saberia quem é a mulher que Lhe toca e o que ela é: uma pecadora» (Lc 7,39). Mas as suas lágrimas apagaram-lhe as manchas do corpo e do coração; e ela precipitou-se a seguir os passos do seu Salvador, afastando-se dos caminhos do mal. Estava sentada aos pés de Jesus e escutava-O (Lc 10,39). Vivo, apertou-O nos braços; depois de morto, procurou-O, encontrando vivo Aquele que procurava morto. E encontrou nele tanta graça, que acabou por ser ela a levar a boa nova aos apóstolos, aos mensageiros de Deus! |
quarta-feira, 20 de julho de 2016
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O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo: Naquele tempo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Porque lhes falas em parábolas?». Ao imperador Adriano, César Augusto, e a Veríssimo, seu filho filósofo, e a Lício, filósofo, e ao Senado e a todo o povo romano, em nome dos homens de todas as raças que são injustamente odiados e perseguidos, sendo eu um deles, Justino, de Néapolis [Nablus] na Síria da Palestina, dirijo este discurso. [...] |
terça-feira, 19 de julho de 2016
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Palavras de Jeremias, filho de Helcias, um dos sacerdotes de Anatot, no território de Jr Benjamim: Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-Se à beira-mar. «Saiu o semeador a semear.» Donde saiu Ele, Aquele que está presente em toda a parte, que enche todo o universo? Como saiu? Não materialmente, mas por uma disposição da sua providência a nosso respeito: aproximou-Se de nós, revestindo-Se da nossa carne. Uma vez que não podíamos ir até Ele, porque os nossos pecados nos impediam o acesso, foi Ele que veio até nós. E porque foi que saiu? Para destruir a terra onde abundavam os espinhos? Para castigar os cultivadores? De modo nenhum. Ele veio cultivar essa terra, tratar dela e nela semear a palavra da santidade. Porque a semente de que fala é, na verdade, a sua doutrina; o campo é a alma do homem; o semeador é Ele próprio. [...] |
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