sexta-feira, 18 de maio de 2018

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Sabado, dia 19 de Maio de 2018

Sábado da 7ª semana da Páscoa

S. Celestino V, papa e eremita, +1296, Santo Ivo, presbítero, +1303, padroeiro dos advogados

Comentário do dia
Jean-Pierre de Caussade : «Nem caberiam no mundo inteiro os livros que era preciso escrever»

Actos 28,16-20.30-31.

Quando chegámos a Roma, Paulo foi autorizado a ficar em domicílio pessoal, com um soldado que o guardava.
Três dias depois, ele convocou os principais dos judeus e, quando estavam todos reunidos, disse-lhes: «Irmãos, embora nada tenha feito contra o povo ou contra os costumes dos nossos pais, fui preso em Jerusalém e entregue às mãos dos romanos.
Instruído o processo, estes queriam soltar-me, por não encontrarem em mim nenhum crime de morte.
Mas como os judeus se opunham, fui obrigado a apelar para César, sem pretender de modo algum acusar a minha nação.
Foi por isto que manifestei o desejo de vos ver e de vos falar, pois é por causa da esperança de Israel que estou preso com estas cadeias».
Ficou dois anos inteiros no alojamento que tinha alugado,
onde recebia todos aqueles que o procuravam. Anunciava o reino de Deus e ensinava o que se refere ao Senhor Jesus Cristo, com firmeza e sem nenhum impedimento.


João 21,20-25.

Naquele tempo, Pedro, ao voltar-se, viu que o seguia o discípulo predileto de Jesus, aquele que, na Ceia, se tinha reclinado sobre o seu peito e Lhe tinha perguntado: «Senhor, quem é que Te vai entregar?»
Ao vê-lo, Pedro disse a Jesus: «Senhor, que será deste?»
Jesus respondeu-lhe: «Se Eu quiser que ele fique até que Eu venha, que te importa? Tu, segue-Me».
Divulgou-se então entre os irmãos o boato de que aquele discípulo não morreria. Jesus, porém, não disse a Pedro que ele não morreria, mas sim: «Se Eu quiser que ele fique até que Eu venha, que te importa?»
É este o discípulo que dá testemunho destes factos e foi quem os escreveu; e nós sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.
Jesus realizou muitas outras coisas. Se elas fossem escritas uma a uma, penso que nem caberiam no mundo inteiro os livros que era preciso escrever.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Jean-Pierre de Caussade (1675-1751), jesuíta
«O Abandono na Providência divina», cap. 11, §§ 191ss

«Nem caberiam no mundo inteiro os livros que era preciso escrever»

Desde a origem do mundo que Jesus Cristo vive em nós; Ele opera em nós durante todo o tempo da nossa vida […]; começou em Si mesmo e continua nos seus santos uma vida que nunca acaba. […] Se «nem caberiam no mundo inteiro os livros que era preciso escrever» sobre o que Ele fez e disse e sobre a sua própria vida, se o Evangelho esboça apenas alguns traços, se a primeira hora é tão desconhecida e tão fecunda, quantos evangelhos não seria preciso escrever para narrar a história de todos os momentos desta vida mística de Jesus Cristo, que multiplica os milagres indefinidamente e os multiplicará eternamente, uma vez que os tempos mais não são do que a história da ação divina? O Espírito Santo gravou em traços infalíveis e incontestáveis alguns momentos desta vasta duração, coligindo nas Escrituras algumas gotas deste mar e revelando de que maneira secreta e desconhecida trouxe Jesus Cristo ao mundo. […]

O resto da história desta ação divina, que consiste em toda a vida mística que Jesus vive nas almas santas até ao fim dos séculos, é o objeto da nossa fé. […] O Espírito Santo já não escreve evangelhos senão nos corações; todas as ações, todos os momentos dos santos são o evangelho do Espírito Santo; as almas santas são o papel, os seus sofrimentos e atos são a tinta. Com a pena da sua ação, o Espírito Santo escreve um evangelho vivo. E só poderemos lê-lo quando for publicado na glória, após ter saído da imprensa desta vida.

Oh, que bela história! Que livro belo o Espírito Santo está a escrever! Ele está no prelo, santas almas, e não há dia em que não se componham as letras, não se aplique a tinta, não se imprimam as folhas. Mas estamos na noite da fé: o papel é mais negro do que a tinta […]; trata-se de uma língua do outro mundo, que não compreendemos; só podereis ler este evangelho no Céu.







quinta-feira, 17 de maio de 2018

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Sexta-feira, dia 18 de Maio de 2018

Sexta-feira da 7ª semana da Páscoa

S. Leonardo Murialdo, presbítero, +1900, S. João I, papa, +526, Santa Rafaela Maria, virgem, fundadora, +1925

Comentário do dia
São João Paulo II : «Simão, filho de João, tu amas-Me?»

Actos 25,13b-21.

Naqueles dias, o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesareia e foram apresentar cumprimentos ao governador Festo.
Como se demoraram ali muitos dias, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: «Há aqui um homem, que Félix deixou preso,
e contra o qual, estando eu em Jerusalém, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram queixa, pedindo a sua condenação.
Respondi-lhes que não era costume dos romanos conceder a entrega de qualquer homem, antes de o réu ter na sua frente os acusadores e poder defender-se da acusação.
Vieram então aqui a Cesareia e, sem mais demoras, logo no dia seguinte, sentei-me no tribunal e mandei comparecer o homem.
Postos frente a frente, os acusadores não alegaram nenhum dos crimes de que eu suspeitava.
Só tinham com ele discussões acerca da sua religião e especialmente a respeito de um certo Jesus que morreu e que Paulo afirma estar vivo.
Eu fiquei embaraçado perante um debate deste género e perguntei-lhe se queria ir a Jerusalém, para lá ser julgado.
Mas como Paulo apelou, para que a sua causa fosse decidida pelo imperador, mandei que o conservassem preso, até o enviar a César».


João 21,15-19.

Quando Jesus Se manifestou aos seus discípulos junto ao mar de Tiberíades, depois de comerem, perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, amas-Me tu mais do que estes?». Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta os meus cordeiros».
Voltou a perguntar-lhe segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas».
Perguntou-lhe pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Pedro entristeceu-se por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez se O amava e respondeu-Lhe: «Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas.
Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais novo, tu mesmo te cingias e andavas por onde querias; mas quando fores mais velho, estenderás a mão e outro te cingirá e te levará para onde não queres».
Jesus disse isto para indicar o género de morte com que Pedro havia de dar glória a Deus. Dito isto, acrescentou: «Segue-Me».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São João Paulo II (1920-2005), papa
Homilia em Paris 30/05/80 (trad. © Libreria Editrice Vaticana)

«Simão, filho de João, tu amas-Me?»

Na hora da prova, Pedro renegou o Mestre três vezes. E a voz tremia-lhe quando respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Contudo, não respondeu «Todavia, Senhor, eu enganei-Te», mas: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Dizendo isto, já sabia que Cristo é a pedra angular sobre a qual, apesar de toda a fraqueza humana, pôde crescer nele, Pedro, esta construção que terá a forma do amor. Em todas as situações e todas as provas. Até ao fim. Por isso, ele escreverá um dia [...]: «Vós mesmos, como pedras vivas, entrais na construção de um edifício espiritual, por meio de um sacerdócio santo, cujo fim é oferecer sacrifícios espirituais que serão agradáveis a Deus por Jesus Cristo» (1Ped 2,5).

Tudo isto significa tão-só responder sempre e constantemente, com tenacidade e de maneira consequente, a esta única pergunta: Amas-Me? Tu amas-Me? Tu amas-Me mais? É com efeito esta resposta, quer dizer, este amor, que faz com que sejamos «raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido» (1Ped 2,9). Ela é que faz que proclamemos as obras maravilhosas daquele que nos «chamou das trevas para a sua luz admirável» (1Ped 2,9). Tudo isto soube-o Pedro na absoluta certeza da sua fé. E sabe tudo isto e continua a confessá-lo também nos seus sucessores.







quarta-feira, 16 de maio de 2018

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Quinta-feira, dia 17 de Maio de 2018

Quinta-feira da 7ª semana da Páscoa

S. Pascoal Bailão, religioso leigo, +1592, Beata Antónia Mesina, virgem, mártir, +1935

Comentário do dia
São Pedro Damião : «Que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti»

Actos 22,30.23,6-11.

Naqueles dias, querendo o tribuno obter informações seguras sobre as acusações dos judeus contra Paulo, mandou que lhe tirassem as algemas e reunissem os príncipes dos sacerdotes e todo o Sinédrio. Fez então descer Paulo para comparecer diante deles.

Paulo, sabendo que o Conselho era constituído pelo partido dos saduceus e pelo partido dos fariseus, exclamou no meio do Sinédrio: «Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus, e é pela nossa esperança na ressurreição dos mortos que estou a ser julgado».
Estas palavras desencadearam um conflito entre fariseus e saduceus e a assembleia dividiu-se.
De facto, os saduceus dizem que não há ressurreição, nem Anjos, nem espíritos, ao passo que os fariseus afirmam uma e outra coisa.
Levantou-se enorme gritaria e alguns escribas do partido dos fariseus ergueram-se e começaram a protestar com energia, dizendo: «Não encontramos nenhum mal neste homem. E se foi um espírito ou um Anjo que lhe falou?»
A discussão redobrou de violência, a tal ponto que o tribuno, receando que eles despedaçassem Paulo, ordenou que os soldados descessem para o tirarem do meio deles e o reconduzissem à fortaleza.
Na noite seguinte, o Senhor apareceu a Paulo e disse-lhe: «Coragem! Assim como deste testemunho de Mim em Jerusalém, deverás dar testemunho também em Roma».



João 17,20-26.

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: «Pai santo, não peço somente por eles, mas também por aqueles que vão acreditar em Mim por meio da sua palavra,
para que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós e o mundo acredite que Tu Me enviaste.
Eu dei-lhes a glória que Tu Me deste, para que sejam um, como Nós somos um:
Eu neles e Tu em Mim, para que sejam consumados na unidade, e o mundo reconheça que Tu Me enviaste e que os amaste como a Mim.
Pai, quero que onde Eu estou, também estejam comigo os que Me deste, para que vejam a minha glória, a glória que Me deste, por Me teres amado antes da criação do mundo.
Pai justo, o mundo não Te conheceu, mas Eu conheci-Te, e estes reconheceram que Tu Me enviaste.
Dei-lhes a conhecer o teu nome e dá-lo-ei a conhecer, para que o amor com que Me amaste esteja neles, e Eu esteja neles».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Pedro Damião (1007-1072), eremita, bispo, doutor da Igreja
Opúsculo 11 « Dominus vobiscum », 6

«Que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti»

A Santa Igreja, ainda que muito diversa na multiplicidade das pessoas, é unificada pelo fogo do Espírito Santo. Se, materialmente, parece repartida em várias famílias, o mistério da sua profunda unidade nada pode perder da sua integridade: «Porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado», diz São Paulo (Rom 5,5). Este Espírito é, sem qualquer dúvida, uno e múltiplo ao mesmo tempo, uno na essência da sua majestade, múltiplo nos dons e nos carismas concedidos à Santa Igreja, que enche com a sua presença. E este Espírito permite à Igreja ser simultaneamente una na sua extensão universal e integralmente completa em cada um dos seus membros [...].

Se, portanto, aqueles que acreditam em Cristo são um, onde quer que algum deles se encontre fisicamente, o corpo da Igreja, na sua integralidade, estará também presente, pelo mistério sacramental. E tudo o que convier à integralidade desse corpo convém a cada um dos seus membros. [...] É por isso que, quando vários fiéis se juntam, podem dizer: «Inclina, Senhor, os teus ouvidos e responde-me, porque estou triste e necessitado; protege a minha vida, porque Te sou fiel» (Sl 85,1), e quando estivermos sós, podemos cantar: «Alegrai-vos em Deus, nossa força, aclamai o Deus de Jacob» (Sl 80,2). Não será descabido dizermos em conjunto: «Em todo o tempo, bendirei o Senhor, o seu louvor estará sempre nos meus lábios» (Sl 33,2), ou proclamar, quando estamos sozinhos: «Enaltecei comigo o Senhor, exaltemos juntos o seu nome» (Sl 33,4), ou outras expressões semelhantes. Pois a solidão não impede ninguém de falar no plural, e a multidão de fiéis poderá ser expressa no singular. A força do Espírito Santo que habita em cada um dos fiéis e os envolve, deles fazendo um só, é que faz que aqui haja uma solidão povoada, e ali uma multidão que forma um só.







terça-feira, 15 de maio de 2018

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Quarta-feira, dia 16 de Maio de 2018

Quarta-feira da 7ª semana da Páscoa

S. João Nepomuceno, mártir, +1383, S. Simão Stock, religioso, +1265

Comentário do dia
São Cirilo de Alexandria : «Para que sejam um, como Nós»

Actos 20,28-38.

Naqueles dias, disse Paulo aos anciãos da Igreja de Éfeso: «Tende cuidado convosco e com todo o rebanho, do qual o Espírito Santo vos constituiu vigilantes para apascentardes a Igreja de Deus, que Ele adquiriu com o sangue do seu próprio Filho.
Eu sei que, depois da minha partida, se hão de introduzir entre vós lobos devoradores que não pouparão o rebanho.
De entre vós mesmos se hão de erguer homens com palavras perversas, para arrastarem os discípulos atrás de si.
Por isso, sede vigilantes e lembrai-vos de que, durante três anos, noite e dia, não cessei de exortar com lágrimas cada um de vós.
Agora entrego-vos a Deus e à palavra da sua graça, que tem o poder de construir o edifício e conceder a herança a todos os santificados.
Não desejei prata, ouro ou vestuário de ninguém.
Vós próprios sabeis que estas mãos proveram às minhas necessidades e às dos meus companheiros.
Em tudo vos mostrei que é trabalhando assim que devemos acudir aos mais fracos; e recordo-vos as palavras do Senhor Jesus: 'Há mais felicidade em dar do que em receber'».
Dito isto, Paulo pôs-se de joelhos e orou com eles.
Todos romperam em pranto e, lançando-se ao pescoço de Paulo, começaram a abraçá-lo,
consternados sobretudo por ele lhes ter dito que não mais tornariam a ver o seu rosto. Em seguida, acompanharam-no até ao barco.


João 17,11b-19.

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e orou deste modo: «Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que Me deste, para que sejam um, como Nós.
Quando Eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que Me deste. Guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição; e assim se cumpriu a Escritura.
Mas agora vou para Ti; e digo isto no mundo, para que eles tenham em si mesmos a plenitude da minha alegria.
Dei-lhes a tua palavra e o mundo odiou-os, por não serem do mundo, como Eu não sou do mundo.
Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.
Eles não são do mundo, como Eu não sou do mundo.
Consagra-os na verdade. A tua palavra é a verdade.
Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo.
Eu consagro-Me por eles, para que também eles sejam consagrados na verdade».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo, doutor da Igreja
Comentário ao evangelho de João, 17, 11; PG 74, 558

«Para que sejam um, como Nós»

Quando Jesus Se tornou semelhante a nós, quer dizer, Se fez homem, o Espírito ungiu-O e consagrou-O, embora Ele seja Deus por natureza. [...] Ele mesmo santifica o seu próprio corpo, e tudo o que na criação é digno de ser santificado. O mistério que se passou em Cristo é o princípio e o itinerário da nossa participação no Espírito.

Para nos unir também a nós, para nos fundir na unidade com Deus e entre nós, ainda que permanecendo separados pela diferença das nossas individualidades, das nossas almas e dos nossos corpos, o Filho único inventou e preparou um meio de nos agregar, graças à sua sabedoria e seguindo o conselho de seu Pai. Por um só corpo, o seu próprio corpo, Ele abençoou os que creem n'Ele, numa comunhão mística fez um só corpo com Ele e entre eles.

Por conseguinte, quem poderá separar, quem poderá privar da sua união física os que, por esse corpo sagrado e só por ele, são unidos na unidade de Cristo? Se partilhamos do mesmo pão, formamos todos um só corpo (1Cor 10,17). Porque Cristo não pode ser repartido. É por isso que também a Igreja é chamada corpo de Cristo, e nós os seus membros, segundo a doutrina de São Paulo (Ef 5, 30). Todos unidos no único Cristo pelo seu santo corpo, recebemo-l'O, único e indivisível, no nosso próprio corpo. Por isso, devemos considerar que os nossos corpos já não nos pertencem.







segunda-feira, 14 de maio de 2018

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Terça-feira, dia 15 de Maio de 2018

Terça-feira da 7ª semana da Páscoa

S. Manços, bispo lendário de Évora, mártir (séc. I), S. Frei Gil de Santarém, presbítero, +1265, Santa Joana de Lestonnac, viuva, religiosa, fundadora, +1640

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Pai, glorifica o teu Filho, para que o teu Filho Te glorifique»

Actos 20,17-27.

Naqueles dias, estando Paulo em Mileto, mandou a Éfeso chamar os anciãos da Igreja.
Quando chegaram junto dele, disse-lhes: «Sabeis como me comportei sempre convosco, desde o primeiro dia em que pus os pés na Ásia.
Servi o Senhor com toda a humildade, com lágrimas e no meio de provações que me vieram das ciladas dos judeus.
Em nada que vos pudesse ser útil me furtei a pregar-vos e a instruir-vos, publicamente e de casa em casa.
Exortei judeus e gregos a converterem-se a Deus e a acreditarem em Jesus, nosso Senhor.
Agora vou para Jerusalém, prisioneiro do Espírito, sem saber o que lá me espera.
Só sei que o Espírito Santo me avisa, de cidade em cidade, que me aguardam cadeias e tribulações.
Mas por título nenhum eu dou valor à vida, contanto que leve a bom termo a minha carreira e a missão que recebi do Senhor Jesus: dar testemunho do Evangelho da graça de Deus.
Agora, eu sei que não tornareis a ver o meu rosto, vós todos entre os quais passei anunciando o Reino.
Por isso posso garantir-vos, hoje, que não me sinto responsável pela perda de nenhum de vós,
pois não me furtei a anunciar-vos todo o desígnio de Deus a vosso respeito».


João 17,1-11a.

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: «Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho Te glorifique,
e, pelo poder que Lhe deste sobre toda a criatura, Ele dê a vida eterna a todos os que Lhe confiaste.
É esta a vida eterna: que Te conheçam a Ti, único Deus verdadeiro, e Aquele que enviaste, Jesus Cristo.
Eu glorifiquei-Te sobre a terra, consumando a obra que Me encarregaste de realizar.
E agora, Pai, glorifica-Me junto de Ti mesmo com a glória que tinha em Ti, antes que houvesse mundo.
Manifestei o teu nome aos homens que do mundo Me deste. Eram teus e Tu mos deste, e eles guardam a tua palavra.
Agora sabem que tudo quanto Me deste vem de Ti,
porque lhes comuniquei as palavras que Me confiaste e eles receberam-nas: reconheceram verdadeiramente que saí de Ti e acreditaram que Me enviaste.
É por eles que Eu rogo; não pelo mundo, mas por aqueles que Me deste, porque são teus.
Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu; e neles sou glorificado.
Eu já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, enquanto Eu vou para Ti».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Sermões sobre o Evangelho de João, nos. 104-105

«Pai, glorifica o teu Filho, para que o teu Filho Te glorifique»

Há pessoas que pensam que o Filho foi glorificado pelo Pai na medida em que Ele não O poupou, mas O entregou por todos nós (Rom 8,32). Mas, se Ele foi glorificado na sua Paixão, quanto mais o não foi na sua ressurreição! Na Paixão, aparece mais a sua humildade do que o seu esplendor. [...] A fim de que «o mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo» (1Tim 2,5), fosse glorificado na sua ressurreição, foi humilhado na sua Paixão. [...] Nenhum cristão duvida: é evidente que o Filho foi glorificado sob a forma de servo, que o Pai ressuscitou e fez sentar à sua direita (Fil 2,7; At 2,34).

Mas o Senhor não diz apenas: «Pai, glorifica o teu Filho»; acrescenta: «para que o teu Filho Te glorifique». Pergunta-se, e com razão, como é que o Filho glorificou o Pai. [...] Na verdade, a glória do Pai, em si mesma, não pode aumentar nem diminuir. No entanto, era menor entre os homens quando Deus só era conhecido na Judeia e os seus servos não louvavam o nome do Senhor desde o nascer ao pôr do sol (cf Sl 75,2; 112,1-3). Isto foi consequência do Evangelho de Cristo, que deu a conhecer às nações o Pai através do Filho: e foi assim que o Filho glorificou o Pai.

Se o Filho tivesse apenas morrido e não tivesse ressuscitado, não teria sido glorificado pelo Pai nem o Pai por Ele. Agora, glorificado pelo Pai na sua ressurreição, glorifica o Pai pela pregação da sua ressurreição. Isto vê-se na própria ordem das palavras: «Pai, glorifica o teu Filho, para que o teu Filho Te glorifique», como se dissesse: «Ressuscita-Me, para que, por Mim, sejas conhecido em todo o universo». [...] Nesta vida, Deus é glorificado quando a pregação O dá a conhecer aos homens; e é pregado pela fé dos que creem n'Ele.







domingo, 13 de maio de 2018

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Segunda-feira, dia 14 de Maio de 2018

S. Matias, apóstolo - Festa

S. Matias, apóstolo, S. Miguel Garicoits, presbítero, +1863

Comentário do dia
Bento XVI: Sede testemunhas!

Actos 1,15-17.20-26.

Naqueles dias, estavam reunidas cerca de cento e vinte pessoas. Pedro levantou-se no meio dos irmãos e disse:
«Irmãos, era necessário que se cumprisse o que o Espírito Santo anunciou na Escritura, pela boca de David, a respeito de Judas, que foi o guia dos que prenderam Jesus.
Na verdade, era um dos nossos e foi-lhe atribuída uma parte neste ministério.
Está escrito no Livro dos Salmos: 'Fique deserta a sua morada e não haja quem nela habite'. E ainda: 'Receba outro o seu cargo'.
É necessário, portanto, que de entre os homens que estiveram connosco durante todo o tempo que o Senhor Jesus viveu no meio de nós,
desde o batismo de João até ao dia em que do meio de nós foi elevado ao Céu, um deles se torne connosco testemunha da sua ressurreição».
Apresentaram dois: José, chamado Barsabás, de sobrenome Justo, e Matias.
E oraram, dizendo: «Senhor, que conheceis o coração de todos os homens, indicai-nos qual destes dois escolhestes
para ocupar, no ministério apostólico, o lugar que Judas abandonou, a fim de ir para o seu lugar».
Deitaram sortes sobre eles e a sorte caiu em Matias que foi agregado aos onze Apóstolos.


João 15,9-17.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai Me amou,  também Eu vos amei. Permanecei no meu amor.
Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.
Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa.
É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei.
Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos.
Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando.
Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai.
Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá.
O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Bento XVI, papa de 2005 a 2013
Homilia de 14 de maio de 2010 (Viagem apostólica a Portugal)

Sede testemunhas!

«É necessário que um se torne connosco testemunha da ressurreição»: dizia Pedro. [...] Meus irmãos e minhas irmãs, é necessário que vos torneis comigo testemunhas da ressurreição de Jesus. Na realidade, se não fordes vós as suas testemunhas no vosso próprio ambiente, quem o será em vosso lugar? O cristão é, na Igreja e com a Igreja, um missionário de Cristo enviado ao mundo. Esta é a missão inadiável de cada comunidade eclesial: receber de Deus e oferecer ao mundo Cristo ressuscitado, para que todas as situações de definhamento e morte se transformem, pelo Espírito, em ocasiões de crescimento e vida. [...]

Nada impomos, mas sempre propomos, como Pedro nos recomenda numa das suas cartas: «Venerai Cristo Senhor em vossos corações, prontos sempre a responder a quem quer que seja sobre a razão da esperança que há em vós» (1Ped 3,15). E todos afinal no-la pedem, mesmo quem pareça que não. Por experiência própria e comum, bem sabemos que é por Jesus que todos esperam. De facto, as expetativas mais profundas do mundo e as grandes certezas do Evangelho cruzam-se na irrecusável missão que nos compete, pois «sem Deus, o ser humano não sabe para onde ir e não consegue sequer compreender quem é. Perante os enormes problemas do desenvolvimento dos povos, que quase nos levam ao desânimo e à rendição, vem em nosso auxílio a palavra do Senhor Jesus Cristo que nos torna cientes deste dado fundamental: "Sem Mim, nada podeis fazer" (Jo 15,5), e encoraja: "Eu estarei sempre convosco até ao fim do mundo" (Mt 28,20)» (Bento XVI, «Caritas in Veritate», n. 78). [...]

Sim! Somos chamados a servir a humanidade do nosso tempo, confiando unicamente em Jesus, deixando-nos iluminar pela sua Palavra: «Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça». Quanto tempo perdido, quanto trabalho adiado, por inadvertência deste ponto! Tudo se define a partir de Cristo, quanto à origem e à eficácia da missão: a missão recebemo-la sempre de Cristo, que nos deu a conhecer o que ouviu a seu Pai, e somos nela investidos por meio do Espírito na Igreja. Como a própria Igreja, obra de Cristo e do seu Espírito, trata-se de renovar a face da terra a partir de Deus, sempre e só de Deus!







sábado, 12 de maio de 2018

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Domingo, dia 13 de Maio de 2018

Ascensão do Senhor - Solenidade
Ascensão do Senhor (semana III do saltério)Nossa Senhora de Fátima

S. Pedro Regalado, religioso, +1456

Comentário do dia
Beato Guerric de Igny : «A vossa vida está a partir de agora escondida com Cristo em Deus» (Col 3,3)

Actos 1,1-11.

No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio
até ao dia em que foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera.
Foi também a eles que, depois da sua paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus.
Um dia em que estava com eles à mesa, mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, «da qual – disse Ele – Me ouvistes falar.
Na verdade, João batizou com água; vós, porém, sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias».
Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar: «Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?».
Ele respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade;
mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria, e até aos confins da terra».
Dito isto, elevou-Se à vista deles, e uma nuvem escondeu-O a seus olhos.
E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco,
que disseram: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».


Efésios 1,17-23.

Irmãos: O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de revelação para O conhecerdes plenamente
e ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados, os tesouros de glória da sua herança entre os santos
e a incomensurável grandeza do seu poder para nós os crentes. Assim
o mostra a eficácia da poderosa força que exerceu em Cristo, que Ele ressuscitou dos mortos e colocou à sua direita nos Céus,
acima de todo o Principado, Poder, Virtude e Soberania, acima de todo o nome que é pronunciado, não só neste mundo, mas também no mundo que há-de vir.
Tudo submeteu aos seus pés e pô-l'O acima de todas as coisas, como cabeça de toda a Igreja,
que é o seu corpo, a plenitude d'Aquele que preenche tudo em todos.


Marcos 16,15-20.

Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes: «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura.
Quem acreditar e for batizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado.
Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demónios em meu nome; falarão novas línguas;
se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados».
E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus.
Eles partiram a pregar por toda a parte, e o Senhor cooperava com eles, confirmando a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Beato Guerric de Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense
Sermão para a Ascensão

«A vossa vida está a partir de agora escondida com Cristo em Deus» (Col 3,3)

«Pai, quero que aqueles que Me deste estejam comigo onde Eu estou, e que contemplem a minha glória» (Jo 17,24). Felizes aqueles que têm agora por advogado diante de Deus o seu Juiz em pessoa; felizes os que têm por intercessor Aquele que devemos adorar como adoramos o Pai, a quem Ele dirige esta súplica! O Pai não pode recusar satisfazer este desejo expresso pelos seus lábios (Sl 20,3), pois, sendo um só e mesmo Deus, tem com Ele uma única vontade, um único poder. [...] «Quero que, aqui onde estou, eles estejam comigo». Que segurança para aqueles que têm fé, que confiança para os crentes! [...] Os santos, cuja «juventude se renova como a da águia» (Sl 102,5), «abrem as suas asas como a águia» (Is 40,31). [...]

Nesse dia, Cristo «elevou-Se sob o olhar dos seus discípulos e desapareceu numa nuvem» (At 1,9). [...] Fazendo-Se amar por eles, queria que o coração dos discípulos O seguisse; e prometeu-lhes, pelo exemplo do seu corpo, que os seus corpos poderiam elevar-se do mesmo modo. [...] Hoje, Cristo «cavalga os querubins e voa nas asas do vento» (Sl 17,11), quer dizer, ultrapassa o poder dos anjos. E, no entanto, na sua condescendência para com a tua fraqueza, «como águia que vigia os seus filhotes», quer «pegar-te e levar-te aos ombros» (Dt 32,11). [...] Há quem voe com Cristo pela contemplação; que tu o faças ao menos pelo amor.

Irmão, pois que Cristo, teu tesouro, subiu hoje ao Céu, que também esteja aí o teu coração (Mt 6,21). É lá no alto que está a tua origem, é lá que se encontra a tua parte da herança (Sl 16,5), é de lá que esperas o Salvador (Fil 3,20).







Ascensão do Senhor

Prezados leitores

 Toda a equipa de Evangelho Quotidiano vos deseja uma bela festa da Ascensão do Senhor, em que celebramos o regresso triunfal de Cristo ao Céu.

 Com a Ascensão de Jesus, a natureza humana sobe ao Céu: o mundo de Deus e o mundo dos homens interpenetram-se.

 A Ascensão não é o fim de uma história, é o início de outra, da nossa história. Tal como Cristo enviou os seus apóstolos, também nos envia, a nós que somos os herdeiros longínquos dos apóstolos, para anunciar ao mundo inteiro a boa nova: Jesus venceu a morte, já venceu o mundo das trevas. Nada acontece na terra que Cristo não tenha já vencido. Doravante, as cruzes terrestres carregam-se com a certeza da vitória final.

 O que era visível no nosso Redentor quando estava na terra passou agora para os mistérios sacramentais. É certo que o seu corpo já não é visível, mas Jesus continua a acompanhar-nos na terra porque Ele está totalmente presente na Eucaristia. Amor supremo, Ele dá-se a comer para alimentar e fortalecer a nossa alma. Pela Eucaristia, Cristo está presente para todos os homens, em toda a terra, até ao fim do mundo. Alegremo-nos com este dom maravilhoso e peçamos à Virgem Santa Maria que nos ajude a aproveitar plenamente todas as graças que nos traz cada comunhão feita com devoção.

A equipa portuguesa de Evangelho Quotidiano, um serviço evangelizo.org

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INFORMAÇÕES
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sexta-feira, 11 de maio de 2018

padrecavalieri@uol.com.br


Sabado, dia 12 de Maio de 2018

Sábado da 6ª semana da Páscoa

Beata Joana de Portugal, virgem, +1490, Santos Nereu e Aquiles (ou Aquileu), mártires, séc. III, Beato Alvaro del Portillo, bispo, +1994, S. Pancrácio, mártir, +304

Comentário do dia
São João-Maria Vianney : «Tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo dará»

Actos 18,23-28.

Depois de ter passado algum tempo em Antioquia, Paulo partiu de novo e percorreu sucessivamente a Galácia e a Frígia, fortalecendo todos os discípulos na fé.
Entretanto, chegou a Éfeso um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloquente, muito versado nas Escrituras.
Fora instruído no caminho do Senhor e pregava com muito entusiasmo, ensinando com exatidão o que se referia a Jesus, embora só conhecesse o batismo de João.
E começou a falar também com firmeza na sinagoga. Priscila e Áquila, ouvindo-o falar, tomaram-no consigo e expuseram-lhe com maior exatidão o caminho do Senhor.
Como ele queria partir para a Acaia, os irmãos encorajaram-no e escreveram aos discípulos que o recebessem. Depois de lá ter chegado, ajudava muito os fiéis com o auxílio da graça:
refutava energicamente os judeus em público, demonstrando pelas Escrituras que Jesus era o Messias.


João 16,23b-28.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: Tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo dará.
Até agora não pedistes nada em meu nome: pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.
Tenho-vos dito tudo isto em parábolas mas vai chegar a hora em que não vos falarei mais em parábolas: falar-vos-ei claramente do Pai.
Nesse dia pedireis em meu nome; e não vos digo que rogarei por vós ao Pai,
pois o próprio Pai vos ama, porque vós Me amastes e acreditastes que Eu saí de Deus.
Saí de Deus e vim ao mundo. Agora deixo o mundo e vou para o Pai».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São João-Maria Vianney (1786-1859), presbítero, Cura de Ars
Catecismo sobre a oração

«Tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo dará»

Meus filhos, vós tendes um coração pequeno, mas a oração torna-o maior e capaz de amar a Deus. A oração é um antegosto do céu, um escoamento do paraíso, que nos enche de doçura. É um mel que desce sobre a alma e tudo adoça. As mágoas fundem-se perante uma oração bem feita, como a neve perante o sol. Na oração, o tempo corre tão depressa, e de forma tão agradável, que nem nos apercebemos da sua passagem. [...]

Alguns perdem-se na oração como peixe na água, porque estão completamente embrenhados em Deus. No coração destas pessoas, não há mediadores. Ah, como gosto destas almas generosas! São Francisco de Assis e Santa Collette viam o Senhor e falavam com Ele como nós falamos uns com os outros. Enquanto nós, quantas vezes vimos à igreja sem saber o que vimos fazer e o que queremos pedir! E no entanto, quando vamos a casa de alguém, sabemos bem porque lá vamos. Há pessoas que parecem dizer a Deus: «Vou dizer-Vos duas palavras para me livrar de Vós». Penso muitas vezes que, quando vimos adorar Nosso Senhor, obteríamos tudo o que quiséssemos se Lho pedíssemos com uma fé bem viva e um coração bem puro.







quinta-feira, 10 de maio de 2018

padrecavalieri@uol.com.br


Sexta-feira, dia 11 de Maio de 2018

Sexta-feira da 6ª semana da Páscoa

Santa Maria Bertilla Boscardin, religiosa enfermeira, +1922, Santo Hugo de Cluny, abade, +1109

Comentário do dia
São Tomás de Aquino : Alegria pela visão do Senhor ressuscitado, alegria pela visão da glória

Actos 18,9-18.

Quando Paulo estava em Corinto, certa noite o Senhor disse-lhe numa visão: «Não temas, continua a falar,
que Eu estou contigo e ninguém porá as mãos sobre ti, para te fazer mal, pois tenho um povo numeroso nesta cidade».
Então Paulo demorou-se ali ano e meio a ensinar aos coríntios a palavra de Deus.
Quando Galião era procónsul da Acaia, os judeus levantaram-se todos contra Paulo e levaram-no ao tribunal,
dizendo: «Este homem induz as pessoas a prestarem culto a Deus à margem da lei».
Quando Paulo ia a abrir a boca, disse Galião aos judeus: «Judeus, se se tratasse de alguma injustiça ou grave delito, escutaria certamente as vossas queixas, como é meu dever.
Uma vez, porém, que são questões de doutrina e de nomes da vossa própria lei, o assunto é convosco. Eu não quero ser juiz dessas coisas».
E mandou-os sair do tribunal.
Todos então se apoderaram de Sóstenes, chefe da sinagoga, e começaram a bater-lhe em frente do tribunal. Mas Galião não se importou nada com isso.
Paulo demorou-se ainda algum tempo em Corinto; depois despediu-se dos irmãos e embarcou para a Síria, em companhia de Priscila e Áquila, e rapou a cabeça em Cêncreas, por causa de um voto que fizera.


João 16,20-23a.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: Chorareis e lamentar-vos-eis, enquanto o mundo se alegrará. Estareis tristes, mas a vossa tristeza converter-se-á em alegria.
A mulher, quando está para ser mãe, sente angústia, porque chegou a sua hora. Mas depois que deu à luz um filho, já não se lembra do sofrimento, pela alegria de ter dado um homem ao mundo.
Também vós agora estais tristes; mas Eu hei de ver-vos de novo e o vosso coração se alegrará e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria.
Nesse dia, não Me fareis nenhuma pergunta».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Tomás de Aquino (1225-1274), teólogo dominicano, doutor da Igreja
Comentário sobre S. João

Alegria pela visão do Senhor ressuscitado, alegria pela visão da glória

Depois de ter aplicado a comparação [da mulher que dá à luz] à tristeza dos apóstolos, o Senhor aplica-a à alegria futura dos mesmos apóstolos, dizendo-lhes: «Eu hei de ver-vos de novo». Não lhes diz: «ver-Me-eis», mas «Eu hei de ver-vos», porque o facto de Se mostrar provém da sua misericórdia, que é significada pelo seu olhar. Diz, pois: «Eu hei de ver-vos de novo», tanto no momento da ressurreição, como na glória futura: «Os teus olhos contemplarão um rei no seu esplendor» (Is 33,17).

Em seguida, promete-lhes a alegria do coração e a exultação, dizendo-lhes: «O vosso coração se alegrará», com a alegria de Me ver ressuscitado. Por isso, a Igreja canta: «Eis o dia que fez o Senhor, alegremo-nos e nele rejubilemos» (Sl 117,24). E «o vosso coração se alegrará» também pela visão da glória: «saciar-me de alegria na tua presença» (Sl 15,11). Com efeito, todos os seres encontram naturalmente a sua alegria na contemplação da realidade amada. Ora, ninguém pode ver a essência divina sem a amar. Deste modo, a alegria acompanha necessariamente esta visão: «Vê-l'O-eis» conhecendo-O pela inteligência, «e o vosso coração alegrar-se-á» (Is 60,5); e essa alegria refletir-se-á no corpo, quando este for glorificado. Isaías acrescenta: «os vossos ossos retomarão vigor» (Is 66,14). «Entra na alegria do teu Senhor» (Mt 25,21).

Finalmente, o Senhor promete uma alegria que durará para sempre quando diz: «a vossa alegria», aquela que tireis quando eu ressuscitar. «Rejubilo de alegria no Senhor» (Is 61,10); «e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria» porque «Cristo, ressuscitado de entre os mortos, já não morrerá; a morte não tem mais domínio sobre Ele» (Rom 6,9). Ou ainda, «a vossa alegria», a alegria de gozar da glória, «ninguém vos poderá tirar», porque não pode ser perdida e é perpétua: «com a alegria estampada nos seus rostos» (Is 35,10).

Com efeito, ninguém tirará esta alegria a si próprio pelo pecado, porque nessa altura a vontade de todos estará firmada no bem; e também ninguém tirará esta alegria a outro, porque nessa altura não haverá violência nem ninguém prejudicará outro.







quarta-feira, 9 de maio de 2018

padrecavalieri@uol.com.br


Quinta-feira, dia 10 de Maio de 2018

Quinta-feira da 6ª semana da Páscoa
Rogações

S. Damião de Veuster, apóstolo dos leprosos, +1889, S. João de Ávila, presbítero, Doutor da Igreja, +1569, Santo Antonino de Florença, Bispo e Confessor, +1459

Comentário do dia
São João Paulo II : «Eu vou para o Pai»

Actos 18,1-8.

Naqueles dias, Paulo saiu de Atenas e foi para Corinto.
Encontrou lá um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, recentemente chegado de Itália, com Priscila, sua mulher, porque o imperador Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo juntou-se a eles
e, como era da mesma profissão, fabricante de tendas, ficou em sua casa para trabalharem juntos.
Todos os sábados, Paulo falava na sinagoga, procurando convencer tanto judeus como gregos.
Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedónia, Paulo consagrou-se totalmente à pregação, afirmando aos judeus que Jesus era o Messias.
Mas perante a oposição e blasfémias deles, sacudiu as vestes e declarou-lhes: «O vosso sangue recaia sobre as vossas cabeças. Eu não sou responsável por isso. A partir de agora, vou dirigir-me aos gentios».
Saiu dali e foi para casa de Tício Justo, homem que adorava a Deus e morava junto da sinagoga.
Entretanto, Crispo, chefe da sinagoga, acreditou no Senhor, ele e a sua família, e muitos coríntios que ouviam a palavra de Paulo abraçavam também a fé e recebiam o Batismo.


João 16,16-20.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Daqui a pouco já não Me vereis e pouco depois voltareis a ver-Me».
Alguns discípulos disseram entre si: «Que significa isto que nos diz: 'Daqui a pouco já não Me vereis e pouco depois voltareis a ver-Me', e ainda: 'Eu vou para o Pai'?».
E perguntavam: «Que é esse pouco tempo de que Ele fala? Não sabemos o que está a dizer».
Jesus percebeu que O queriam interrogar e disse-lhes: «Procurais entre vós compreender as minhas palavras: 'Daqui a pouco já não Me vereis e pouco depois voltareis a ver-Me'.
Em verdade, em verdade vos digo: Chorareis e lamentar-vos-eis, enquanto o mundo se alegrará. Estareis tristes, mas a vossa tristeza converter-se-á em alegria».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São João Paulo II (1920-2005), papa
Audiência geral de 16/12/1998 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)

«Eu vou para o Pai»

Ponto de partida da nossa reflexão são as palavras do Evangelho, que nos indicam em Jesus o Filho e o Revelador do Pai. Os seus ensinamentos, o seu ministério, o seu próprio estilo de vida, tudo n'Ele remete para o Pai (cf Jo 5,19.36; 8,28; 14,10; 17,6). Este é o centro da vida de Jesus e, por sua vez, Jesus é o único caminho para aceder ao Pai. «Ninguém vem ao Pai senão por Mim» (Jo 14,6). Jesus é o ponto de encontro dos seres humanos com o Pai, que n'Ele Se tornou visível: «Quem Me vê, vê o Pai. Como é que tu dizes: Mostra-nos o Pai? Não crês que Eu estou no Pai e que o Pai está em Mim?» (Jo 14,9-10).

A manifestação mais expressiva desta relação de Jesus com o Pai verifica-se na sua condição de ressuscitado, vértice da sua missão e fundamento de vida nova e eterna para todos os que n'Ele acreditam. Mas a união entre o Filho e o Pai, como a união entre o Filho e os crentes, passa através do mistério da «exaltação» de Jesus, segundo uma típica expressão do Evangelho de João. Com o termo «exaltação», o evangelista indica tanto a crucifixão como a glorificação de Cristo; ambas se refletem no crente: «O Filho do Homem tem de ser levantado, a fim de que todo aquele que n'Ele crer tenha a vida eterna. Porque Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o Seu Filho único, para que todo o que n'Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna» (Jo 3,14-16).

Esta «vida eterna» não é senão a participação dos crentes na própria vida de Jesus ressuscitado e consiste em serem inseridos naquele círculo de amor que une o Pai e o Filho, os quais são uma só coisa (cf Jo 10,30; 17,21-22).







terça-feira, 8 de maio de 2018

padrecavalieri@uol.com.br


Quarta-feira, dia 09 de Maio de 2018

Quarta-feira da 6ª semana da Páscoa

Santa Maria Domingas Mazzarello, religiosa, fundadora, +1881, Santa Catarina de Bolonha, virgem, mística, +1463, Santo Isaías, profeta

Comentário do dia
Simeão: «Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena»

Actos 17,15.22-34.18,1.

Naqueles dias, os que acompanhavam Paulo levaram-no a Atenas e voltaram em seguida, encarregados de transmitirem a Silas e a Timóteo a ordem de irem ter com Paulo o mais depressa possível.
Um dia, Paulo, de pé no meio do Areópago, disse: «Atenienses, vejo que sois em tudo extremamente religiosos.
Na verdade, quando eu andava percorrendo a vossa cidade e observando os vossos monumentos sagrados, encontrei até um altar com a inscrição: 'Ao Deus desconhecido'. Pois bem: Aquele que venerais sem O conhecer, é esse que eu vos anuncio.
O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe é o Senhor do céu e da terra. Não habita em templos feitos por mãos humanas,
nem é servido pelas mãos dos homens, como se tivesse necessidade de alguma coisa. É Ele que a todos dá a vida, a respiração e tudo o mais.
Criou de um só homem todo o género humano, para habitar sobre a superfície da terra, e fixou períodos determinados e os limites da sua habitação,
para que os homens procurassem a Deus e se esforçassem realmente para O atingir e encontrar. Na verdade, Ele não está longe de cada um de nós.
É n'Ele que vivemos, nos movemos e existimos, como disseram alguns dos vossos poetas: 'Somos da raça de Deus'.
Se nós somos da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e engenho do homem.
Sem olhar a estes tempos de ignorância, Deus fez saber agora aos homens que todos e em toda a parte se devem arrepender;
pois Ele fixou um dia em que há-de julgar o universo com justiça por meio de um homem que escolheu, e deu a todos motivo de crédito, ressuscitando-O de entre os mortos».
Ao ouvirem falar da ressurreição dos mortos, alguns zombavam, mas outros disseram: «Havemos de te ouvir falar disto ainda outra vez».
Foi assim que Paulo saiu do meio deles.
No entanto, alguns homens juntaram-se a Paulo e abraçaram a fé: entre eles, Dionísio, o Areopagita, e também uma mulher chamada Dâmaris, e outros com eles.
Depois disto, Paulo saiu de Atenas e foi para Corinto.


João 16,12-15.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora.
Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.
Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vos há de anunciá-lo.
Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vos há de anunciá-lo».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Simeão, o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego
Catequeses, 33; SC 113

«Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena»

A «chave do conhecimento» (Lc 11,52) é a graça do Espírito Santo, que é dada pela fé. Pela iluminação, ela produz um conhecimento muito real, e mesmo o conhecimento completo. Ela abre o nosso espírito fechado na obscuridade, muitas vezes com parábolas e símbolos, mas também com declarações mais claras. [...] Prestai pois muita atenção ao sentido espiritual da palavra. Se a chave não for adequada, a porta não se abrirá. Porque, como disse o Bom Pastor, «é a ele que o porteiro abre» (Jo 10,3). Mas, se a porta não se abrir, ninguém entra na casa do Pai, porque Cristo disse: «Ninguém vai ao Pai senão por Mim» (Jo 14,6).

Ora, é o Espírito Santo quem primeiro abre o nosso espírito e nos ensina o que se refere ao Pai e ao Filho. Cristo disse-nos: «O Espírito da Verdade, que procede do Pai, e que Eu vos hei de enviar da parte do Pai, dará testemunho a meu favor, e guiar-vos-á a toda a verdade» (Jo 15,26; 16,13). Vede como, pelo Espírito, ou melhor, no Espírito, o Pai e o Filho Se dão a conhecer inseparavelmente. [...]

Se chamamos ao Espírito Santo uma chave, é porque é primeiramente por Ele e n'Ele que o nosso espírito é iluminado. Uma vez purificados, somos iluminados pela luz do conhecimento. Somos batizados do alto, recebemos um novo nascimento e tornamo-nos filhos de Deus, como disse São Paulo: «O Espírito Santo intercede por nós com gemidos inefáveis» (Rom 8,26). E ainda: «Deus enviou aos nossos corações o Espírito que clama: "Abba, Pai"» (Gal 4,6). É por conseguinte Ele que nos mostra a porta, porta que é luz, e a porta ensina-nos que Aquele que habita esta casa é também luz inacessível.







segunda-feira, 7 de maio de 2018

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Terça-feira, dia 08 de Maio de 2018

Terça-feira da 6ª semana da Páscoa

Santo Acácio da Capadócia, centurião, mártir, +304

Comentário do dia
São Bernardo : «É do vosso interesse que Eu vá»-

Actos 16,22-34.

Naqueles dias, a multidão dos habitantes de Filipos amotinou-se contra Paulo e Silas e os magistrados mandaram que lhes arrancassem as vestes e os açoitassem.
Depois de lhes terem dado muitas vergastadas, meteram-nos na cadeia e ordenaram ao carcereiro que os guardasse cuidadosamente.
Ao receber semelhante ordem, o carcereiro lançou-os no calaboiço interior e prendeu-lhes os pés no cepo.
Por volta da meia-noite, Paulo e Silas, em oração, entoavam louvores a Deus e os outros presos escutavam-nos.
De repente, sentiu-se um tremor de terra tão grande que abalou os alicerces da prisão. Todas as portas se abriram e soltaram-se as cadeias de todos os presos.
O carcereiro acordou e, ao ver abertas as portas da prisão, puxou da espada e queria suicidar-se, julgando que os presos se tinham evadido.
Mas Paulo bradou com voz forte: «Não faças nenhum mal a ti mesmo, pois nós estamos todos aqui».
O carcereiro pediu uma luz, correu para dentro e lançou-se, a tremer, aos pés de Paulo e Silas.
Depois trouxe-os para fora e perguntou-lhes: «Senhores, que devo fazer para ser salvo?»
Eles responderam-lhe: «Acredita no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua família».
E anunciaram-lhe a palavra do Senhor, bem como a todos os que viviam em sua casa.
O carcereiro, àquela hora da noite, tomou-os consigo, lavou-lhes as feridas e logo recebeu o Batismo, juntamente com todos os seus.
Depois mandou-os subir para sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou-se com toda a sua família, por ter acreditado em Deus.


João 16,5-11.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora vou para Aquele que Me enviou e nenhum de vós Me pergunta: 'Para onde vais?'.
Mas por Eu vos ter dito estas coisas, o vosso coração encheu-se de tristeza.
No entanto, Eu digo-vos a verdade: É do vosso interesse que Eu vá. Se Eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se Eu for, Eu vo-l'O enviarei.
Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do julgamento:
do pecado, porque não acreditam em Mim;
da justiça, porque vou para o Pai e não Me vereis mais;
do julgamento, porque o príncipe deste mundo já está condenado».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja
3.º sermão para o Pentecostes

«É do vosso interesse que Eu vá»-

O Espírito Santo estendeu a sua sombra sobre a Virgem Maria (Lc 1,35) e, no dia de Pentecostes, fortificou os apóstolos; a Ela, fê-lo para suavizar o efeito da vinda da divindade ao seu corpo virginal e a eles, para os revestir com a força do alto (cf Lc 24,49), isto é, com a mais ardente caridade. [...] Como teriam eles, na sua fraqueza, podido cumprir a sua missão de triunfar sobre a morte sem esse amor mais forte que a morte, e de não permitir que as portas do abismo prevalecessem sobre eles sem esse amor mais inflexível que o abismo (cf Mt 16,18; Cant 8,6)? Ao ver esse zelo, alguns julgaram-nos ébrios (cf At 2,13). Efetivamente, estavam ébrios, mas de um vinho novo [...], aquele que a «verdadeira videira» deixara derramar do alto do Céu, aquele que «alegra o coração do homem» (Jo 15,1; Sl 103,15). [...] Era um vinho novo para os habitantes da Terra, mas que no Céu se encontrava em abundância [...], jorrava em golfadas pelas ruas e pelas praças da cidade santa, por onde espalhava a alegria do coração. [...]

Havia no Céu um vinho especial que a Terra desconhecia. Mas a Terra tinha também alguma coisa que lhe era própria e que era a sua glória — a carne de Cristo — e o Céu tinha uma grande sede da presença dessa carne. Quem poderia, pois, impedir essa troca tão certa e tão rica em graça entre o Céu e a Terra, entre os anjos e os apóstolos, de forma que a Terra possuísse o Espírito Santo e o Céu a carne de Cristo? [...] «Se Eu não for, o Paráclito não virá a vós», disse Jesus. Quer dizer, se não deixais partir aquilo que amais, não obtereis o que desejais. «É melhor para vós que Eu vá» e que vos transporte da Terra ao Céu, da carne ao espírito; pois o Pai é espírito, o Filho é espírito e o Espírito Santo é também espírito. [...] E o Pai «é espírito; por isso, os que O adoram devem adorá-l'O em espírito e verdade» (Jo 4,23-24).







domingo, 6 de maio de 2018

padrecavalieri@uol.com.br


Segunda-feira, dia 07 de Maio de 2018

Segunda-feira da 6ª semana da Páscoa

Santa Flávia Domitila, Virgem e Mártir, séc. I, Santo Agostinho Roscelli, presbítero, fundador, +1902

Comentário do dia
São João Paulo II : «Hão de expulsar-vos das sinagogas; e mais ainda, aproxima-se a hora em que todo aquele que vos matar julgará que presta culto a Deus».

Actos 16,11-15.

Naqueles dias, deixámos Tróade e navegámos diretamente para Samotrácia. No dia seguinte, fomos para Neápoles
e de lá para Filipos, cidade principal daquela região da Macedónia e colónia romana. Estivemos nesta cidade durante alguns dias.
No sábado, saímos pelas portas da cidade, em direção à margem do rio, onde julgávamos que havia um lugar de oração. Sentámo-nos e começámos a falar às mulheres ali reunidas.
Uma delas, chamada Lídia, escutava-nos com atenção; era negociante de púrpura, natural da cidade de Tiatira, e adorava o verdadeiro Deus. O Senhor abriu-lhe o coração, para aderir ao que Paulo dizia.
Quando recebeu o Batismo, juntamente com toda a sua família, fez-nos este pedido: «Se me considerais fiel ao Senhor, vinde hospedar-vos em minha casa». E obrigou-nos a aceitar.


João 15,26-27.16,1-4a.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando vier o Paráclito, que Eu vos enviarei de junto do Pai, o Espírito da verdade, que procede do Pai, Ele dará testemunho de Mim.
E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio.
Disse-vos estas palavras para não sucumbirdes.
Hão de expulsar-vos das sinagogas; e mais ainda, aproxima-se a hora em que todo aquele que vos matar julgará que presta culto a Deus.
Procederão assim por não terem conhecido o Pai, nem Me terem conhecido a Mim.
Mas Eu disse-vos isto, para que, ao chegar a hora, vos lembreis de que vo-lo tinha dito».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São João Paulo II (1920-2005), papa
Carta apostólica «Salvifici Doloris», de 11/02/1984, 25

«Hão de expulsar-vos das sinagogas; e mais ainda, aproxima-se a hora em que todo aquele que vos matar julgará que presta culto a Deus».

O Evangelho do sofrimento fala em diversos pontos, primariamente, do sofrimento «por Cristo», «por causa de Cristo»; e isto é expresso com as próprias palavras de Jesus, ou então com as palavras dos seus apóstolos. O Mestre não esconde aos seus discípulos e àqueles que O seguirão a perspetiva de um tal sofrimento; pelo contrário, apresenta-lha com toda a franqueza, indicando-lhes ao mesmo tempo as forças sobrenaturais que os acompanharão no meio das perseguições e tribulações sofridas «pelo seu nome». Estas serão, ao mesmo tempo, como que um meio especial de verificar a semelhança a Cristo e a união com Ele. «Se o mundo vos odeia, ficai sabendo que, primeiro do que a vós, me odiou a Mim [...]; mas, porque não sois do mundo — ao contrário, Eu vos separei do meio do mundo —, por isso é que o mundo vos odeia. [...] O servo não é maior que o seu senhor. Se a Mim Me perseguiram, também vos hão de perseguir a vós. [...] Mas farão tudo isso contra vós por causa do meu nome, porque não conhecem Aquele que Me enviou» (Jo 15, 18-21).

«Disse-vos isto para que tenhais paz em Mim: no mundo tereis de sofrer. Mas tende confiança! Eu venci o mundo» (Jo 16,33). Este primeiro capítulo do Evangelho do sofrimento, que fala das perseguições, isto é, das tribulações por causa de Cristo, contém em si um chamamento especial à coragem e à fortaleza, apoiado pela eloquência da ressurreição. Cristo venceu definitivamente o mundo com a sua ressurreição; todavia, porque a sua ressurreição está ligada à sua Paixão e morte, Ele venceu este mundo, ao mesmo tempo, com o seu sofrimento. Sim, o sofrimento foi inserido de modo singular naquela vitória sobre o mundo que se manifestou na ressurreição. Cristo conserva no seu corpo ressuscitado os sinais das feridas causadas pelo suplício da cruz: nas suas mãos, nos seus pés e no seu lado. Pela ressurreição, Ele manifesta a força vitoriosa do sofrimento; e quer incutir a convicção desta força no coração daqueles que escolheu como seus apóstolos e daqueles que continua a escolher e a enviar. O apóstolo Paulo dirá: «Todos aqueles que querem viver piedosamente em Jesus Cristo serão perseguidos» (2Tim 3,12).







sábado, 5 de maio de 2018

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Domingo, dia 06 de Maio de 2018

6º Domingo da Páscoa
Sexto Domingo de Páscoa (semana II do saltério)

S. Lúcio, confessor, +1250, Santa Benedita (ou Benta), religiosa, séc. VI, Santo André Kim e 102 Companheiros, mártires coreanos, entre 1791 e 1866

Comentário do dia
São Vicente de Paulo : «O que vos mando é que vos ameis uns aos outros»

Actos 10,25-26.34-35.44-48.

Naqueles dias, Pedro chegou a casa de Cornélio. Este veio-lhe ao encontro e prostrou-se a seus pés.
Mas Pedro levantou-o, dizendo: «Levanta-te, que eu também sou um simples homem».
Pedro disse-lhe ainda: «Na verdade, eu reconheço que Deus não faz aceção de pessoas,
mas, em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável.
Ainda Pedro falava, quando o Espírito desceu sobre todos os que estavam a ouvir a palavra.
E todos os fiéis convertidos do judaísmo, que tinham vindo com Pedro, ficaram maravilhados, ao verem que o Espírito Santo Se difundia também sobre os gentios,
pois ouviam-nos falar em diversas línguas e glorificar a Deus. Pedro então declarou:
«Poderá alguém recusar a água do Batismo aos que receberam o Espírito Santo, como nós?».
E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então, pediram-Lhe que ficasse alguns dias com eles.


1 João 4,7-10.

Caríssimos: Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus; e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus.
Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
Assim se manifestou o amor de Deus para connosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele.
Nisto consiste o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou, e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados.


João 15,9-17.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai Me amou,  também Eu vos amei. Permanecei no meu amor.
Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.
Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa.
É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei.
Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos.
Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando.
Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai.
Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá.
O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Vicente de Paulo (1581-1660), presbítero, fundador de comunidades religiosas
Palestra às Filhas da Caridade, 31/07/1934

«O que vos mando é que vos ameis uns aos outros»

A maneira de observardes a vossa regra é viverdes em grande cordialidade e caridade umas com as outras. As pessoas que foram escolhidas para o mesmo exercício devem estar unidas em todas as coisas. Estas filhas foram escolhidas para a realização de um desígnio; mas o edifício não poderá manter-se de pé se não vos amardes umas às outras; será este laço a impedir que ele se desmorone. Disse Nosso Senhor aos apóstolos: «Se quereis cumprir o desígnio que tenho desde toda a eternidade, tende grande caridade».

Minhas filhas, é verdade que sois enfermas, mas suportai as imperfeições umas das outras. Se não o fizerdes, o edifício desmoronar-se-á e sereis substituídas por outros. E, dado que pode haver antipatias, será bom que troqueis de lugar, com licença das superioras. São Pedro, São Paulo e São Barnabé também tiveram diferendos. Ninguém pode, pois, espantar-se de que os haja entre pobres filhas enfermas. Convém que tenhais a disposição de ir para onde vos ordenarem e mesmo de pedir para tal, dizendo: «Não sou daqui nem dali; sou de onde Deus quiser que eu esteja».







sexta-feira, 4 de maio de 2018

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Sabado, dia 05 de Maio de 2018

Sábado da 5ª semana da Páscoa

Santo Ângelo, presbítero, mártir, +1220

Comentário do dia
Santo Atanásio : «Não sois do mundo, pois a minha escolha vos separou do mundo»

Actos 16,1-10.

Naqueles dias, Paulo chegou a Derbe e depois a Listra. Havia lá um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente e de pai grego.
Os irmãos de Listra e de Icónio davam dele bom testemunho.
Querendo Paulo levá-lo consigo, mandou-o circuncidar, por causa dos judeus que havia na região, pois todos sabiam que seu pai era grego.
Nas cidades por onde passavam, transmitiam as decisões dos Apóstolos e anciãos de Jerusalém, recomendando que se cumprissem.
Desse modo as Igrejas eram confirmadas na fé e cresciam em número, de dia para dia.
Como o Espírito Santo os tinha impedido de anunciarem a palavra de Deus na Ásia, atravessaram a Frígia e o território da Galácia.
Quando chegaram à fronteira da Mísia, tentaram dirigir-se à Bítínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu.
Atravessaram então a Mísia e desceram a Tróade.
Durante a noite, Paulo teve uma visão: Um macedónio estava de pé diante dele e fazia-lhe este pedido: «Passa à Macedónia e vem ajudar-nos».
Logo que ele teve esta visão, procurámos partir para a Macedónia, convencidos de que Deus nos chamava para anunciar ali o Evangelho.


João 15,18-21.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro Me odiou a Mim.
Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu. Mas porque não sois do mundo, pois a minha escolha vos separou do mundo, é por isso que o mundo vos odeia.
Lembrai-vos das palavras que Eu vos disse: 'O servo não é mais do que o seu senhor'.
Se Me perseguiram a Mim, também vos perseguirão a vós. Se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.
Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem Aquele que Me enviou».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

Santo Atanásio (295-373), bispo de Alexandria, doutor da Igreja
Sobre a Encarnação do Verbo, 27-29; PG 25,143; SC 199.

«Não sois do mundo, pois a minha escolha vos separou do mundo»

A morte, uma vez vencida pelo Salvador e pregada na cruz como que num pelourinho, será pisada por todos os que caminham em Cristo. Prestando homenagem a Cristo, estes zombam da morte, não lhe dão importância e repetem o que foi escrito sobre ela: «Morte, onde está a tua vitória? Inferno, onde está o teu ferrão?» (1Cor 15,55; Os 13,14). [...] Será fraca demonstração da vitória obtida pelo Salvador sobre ela que os cristãos, crianças e jovens, desprezem a vida presente e prefiram morrer a renegar a sua fé? O homem teme naturalmente a morte e a dissolução do seu corpo; mas, coisa extraordinária, aquele que se revestiu da fé na cruz despreza este sentimento natural e, por Cristo, já não teme a morte. [...]

Se a morte, outrora tão forte e por isso mesmo tão temível, é desprezada após a vinda do Salvador, após a sua morte corporal e a sua ressurreição, é evidente que foi por Cristo na cruz que ela foi aniquilada e vencida. Quando, no final da noite, o Sol aparece e ilumina toda a superfície da Terra, não há qualquer dúvida de que o sol que difunde a sua luz por toda a parte é o mesmo que afugentou as trevas e tudo iluminou. Assim, [...] é evidente que o Salvador manifestado no seu corpo é precisamente Aquele que destruiu a morte e que todos os dias demonstra a sua vitória sobre ela nos seus discípulos. [...] Quando vemos homens, mulheres e crianças correrem a lançar-se para a morte pela sua fé em Cristo, quem seria tão tolo, quem seria tão incrédulo, quem seria tão cego que não compreendesse e pensasse que é Cristo, a quem esses homens prestam homenagem, que dá a cada um a vitória sobre a morte, ao destruir o poder desta em todos os que têm fé n'Ele e ostentam o sinal da sua cruz?







quinta-feira, 3 de maio de 2018

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Sexta-feira, dia 04 de Maio de 2018

Sexta-feira da 5ª semana da Páscoa

S. Floriano, mártir, +304, S. Peregrino Laziosi, religioso, +1345, S. José Maria Rúbio, presbítero, +1929, S. Gregório, o iluminador, bispo, +332

Comentário do dia
São João Clímaco : Retirar o precioso do vil, isto é, amar o próximo

Actos 15,22-31.

Naqueles dias, os Apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a Igreja de Jerusalém, resolveram escolher alguns irmãos, para os mandarem a Antioquia com Barnabé e Paulo: eram Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens de autoridade entre os irmãos.
Mandaram por eles esta carta: «Os Apóstolos e os anciãos, irmãos vossos, saúdam os irmãos de origem pagã residentes em Antioquia, na Síria e na Cilícia.
Tendo sabido que, sem nossa autorização, alguns dos nossos vos foram inquietar, perturbando as vossas almas com as suas palavras,
resolvemos, de comum acordo, escolher delegados para vo-los enviarmos, juntamente com os nossos queridos Barnabé e Paulo,
homens que expuseram a sua vida pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Por isso vos mandamos Judas e Silas, que vos transmitirão de viva voz as nossas decisões.
O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor mais nenhuma obrigação, além destas que são indispensáveis:
abster-vos da carne imolada aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das relações imorais. Procedereis bem, evitando tudo isso. Adeus».
Feitas as despedidas, os delegados desceram a Antioquia, onde reuniram a assembleia e entregaram a carta.
Quando a leram, todos ficaram contentes com aquelas palavras de estímulo.


João 15,12-17.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei.
Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos.
Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando.
Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai.
Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá.
O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São João Clímaco (c. 575-c. 650), monge do Monte Sinai
«A escada santa»

Retirar o precioso do vil, isto é, amar o próximo

Há pessoas que, por caridade espiritual, carregam os fardos dos outros para além das suas próprias forças, recordando-se daquela passagem: «Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos».

Há outras que, embora tenham indubitavelmente recebido de Deus força para assumir responsabilidade pelos outros, não tomam sobre si esta carga pela salvação dos seus irmãos. São pessoas que lamento, porque não têm caridade.

Às primeiras aplico as seguintes palavras: «Se conseguires retirar o precioso do vil, serás como a minha boca» (Jer 15,19); e: «Como tiveres feito assim se fará contigo» (Abd 1,15).

Vi um doente curar, com a sua fé, a enfermidade de outro doente, usando para com Deus uma louvável desfaçataz, ao dar a sua alma pela alma de seu irmão, com toda a humildade; curando-o, curou-se a si próprio. E vi outro que fazia o mesmo, mas por orgulho, e que ouviu a seguinte reprimenda: «Médico, cura-te a ti próprio» (Lc 4,23).







quarta-feira, 2 de maio de 2018

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Quinta-feira, dia 03 de Maio de 2018

SS. Filipe e Tiago, apóstolos - festa

S. Filipe, apóstolo, S. Tiago Menor, apóstolo

Comentário do dia
São Vicente de Paulo : Como Jesus formou os seus apóstolos

1 Cor. 15,1-8.

Recordo-vos, irmãos, o Evangelho que vos anunciei e que recebestes, no qual permaneceis
e pelo qual sereis salvos, se o conservais como eu vo-lo anunciei; aliás teríeis abraçado a fé em vão.
Transmiti-vos em primeiro lugar o que eu mesmo recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras;
foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras,
e apareceu a Pedro e depois aos Doze.
Em seguida apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maior parte ainda vive, enquanto alguns já faleceram.
Posteriormente apareceu a Tiago e depois a todos os Apóstolos.
Em último lugar, apareceu-me também a mim, como o abortivo.


João 14,6-14.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida: ninguém vai ao Pai senão por Mim.
Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes».
Disse-Lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta».
Respondeu-lhe Jesus: «Há tanto tempo que estou convosco e não Me conheces, Filipe? Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: 'Mostra-nos o Pai'?
Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim? As palavras que Eu vos digo, não as digo por Mim próprio; mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras.
Acreditai-Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim; acreditai ao menos pelas minhas obras.
Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai.
E tudo quanto pedirdes em meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
Se pedirdes alguma coisa em meu nome, Eu a farei».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Vicente de Paulo (1581-1660), presbítero, fundador de comunidades religiosas
Conversas com as Filhas da Caridade, 01/05/1648

Como Jesus formou os seus apóstolos

Sabeis, irmãs, que as conferências serviram a Nosso Senhor para estabelecer a sua Igreja. Começou a fazê-las quando reuniu os seus apóstolos; depois, quando a Companhia cresceu, e Ele passou a contar com apóstolos e discípulos, fazia assembleias com eles; e foi numa conferência dessas que S. Filipe, cuja festa celebramos hoje, disse a Nosso Senhor: «Senhor, falaste-nos do teu Pai, mas mostra-nos o teu Pai»; ao que Nosso Senhor lhe respondeu: «Quem Me vê, vê meu Pai; meu Pai e Eu somos um só.»

Nestas conferências, os apóstolos colocavam as suas dúvidas e Nosso Senhor respondia-lhes. Tratava do progresso da Igreja e dos meios de que Deus Se serviria para fazê-la florescer. De tal maneira, queridas irmãs, que podemos dizer, e é certo, que foi o próprio Jesus Cristo que instituiu as conferências, e que Se serviu delas para o começo, o progresso e a perfeição da sua Igreja; após a sua morte e a sua ascensão gloriosa, o meio que utilizou para dar instruções aos fiéis através dos apóstolos e dos sacerdotes foram as conferências. Não havia sermões; reunidos os cristãos, começava a conferência.







terça-feira, 1 de maio de 2018

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Quarta-feira, dia 02 de Maio de 2018

Quarta-feira da 5ª semana da Páscoa

Santo Atanásio, bispo, Doutor da Igreja, +373

Comentário do dia
São Luis-Maria Grignion de Monfort : Jesus, nosso tudo

Actos 15,1-6.

Naqueles dias, alguns homens que desceram da Judeia ensinavam aos irmãos de Antioquia: «Se não receberdes a circuncisão, segundo a Lei de Moisés, não podereis salvar-vos».
Isto provocou muita agitação e uma discussão intensa que Paulo e Barnabé tiveram com eles. Então decidiram que Paulo e Barnabé e mais alguns discípulos subissem a Jerusalém, para tratarem dessa questão com os Apóstolos e os anciãos.
Despedidos afavelmente pela Igreja, atravessaram a Fenícia e a Samaria, onde narravam a conversão dos gentios, causando grande contentamento a todos os irmãos.
Ao chegarem a Jerusalém, foram recebidos pela Igreja, pelos Apóstolos e pelos anciãos, e contaram tudo o que Deus tinha feito por seu intermédio.
Ergueram-se alguns homens do partido dos fariseus que tinham abraçado a fé, para dizerem que era preciso circuncidar os gentios e impor-lhes a observância da Lei de Moisés.
Então os Apóstolos e os anciãos reuniram-se para examinar o assunto.


João 15,1-8.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor.
Ele corta todo o ramo que está em Mim e não dá fruto e limpa todo aquele que dá fruto, para que dê ainda mais fruto.
Vós já estais limpos, por causa da palavra que vos anunciei.
Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim.
Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer.
Se alguém não permanece em Mim, será lançado fora, como o ramo, e secará. Esses ramos, apanham-nos, lançam-nos ao fogo e eles ardem.
Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido.
A glória de meu Pai é que deis muito fruto. Então vos tornareis meus discípulos».



Tradução litúrgica da Bíblia



Comentário do dia:

São Luis-Maria Grignion de Monfort (1673-1716), pregador, fundador de comunidades religiosas
«Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem», § 61

Jesus, nosso tudo

[Jesus] é o único mestre que há de ensinar-nos, o único Senhor de quem havemos de depender, o único chefe a quem havemos de estar unidos, o único modelo com quem havemos de nos conformar, o único médico que há de curar-nos, o único pastor que há de alimentar-nos, o único caminho que há de conduzir-nos, a única verdade em que havemos de crer, a única vida que há de vivificar-nos, o nosso único tudo em todas as coisas, que há de bastar-nos. Não nos foi dado outro nome debaixo do céu para além do nome de Jesus, pelo qual devamos ser salvos. Deus não nos deu outro fundamento para a nossa salvação, para a nossa perfeição e a nossa glória, que não seja Jesus Cristo; todo o edifício que não assente sobre esta rocha firme assenta sobre areias movediças, e acabará inevitavelmente por cair, mais cedo ou mais tarde. Qualquer fiel que não esteja unido a Ele, como a cepa à videira, cairá, secará e apenas servirá para ser lançado ao fogo. Se estivermos em Jesus Cristo e Jesus Cristo estiver em nós, não temos de temer a condenação: nem os anjos dos Céus, nem os homens da Terra, nem os demónios dos infernos, nem qualquer outra criatura pode fazer-nos mal, porque ninguém pode separar-nos da caridade de Deus, que está em Jesus Cristo.







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