quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 08 de Fevereiro de 2008

Hoje a Igreja celebra : S. Jerónimo Emiliano, presbítero, +1537,   Santa Josefina Bakhita, religiosa, +1947

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São Pedro Crisólogo : "Então hão-de jejuar."


Evangelho segundo S. Mateus 9,14-15.

Depois, foram ter com Ele os discípulos de João, dizendo: «Porque é que nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?» Jesus respondeu-lhes: «Porventura podem os convidados para as núpcias estar tristes, enquanto o esposo está com eles? Porém, hão-de vir dias em que lhes será tirado o esposo e, então, hão-de jejuar.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, Doutor da Igreja
Sermão 81

"Então hão-de jejuar."


Há três actos, meus irmãos, em que a fé se sustenta, a piedade consiste e a virtude se mantém: a oração, o jejum e a misericórdia. A oração bate à porta, o jejum obtém, a misericórdia recebe. Oração, misericórdia e jejum são uma só coisa, dando-se mutuamente a vida. Com efeito, o jejum é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum. Que ninguém os divida, pois não podem ser separados. Quem pratica apenas um ou dois deles, esse nada tem. Assim, pois, aquele que reza tem de jejuar, e aquele que jejua tem de ter piedade. Ele que escute, o homem que pede e que, ao pedir, deseja ser escutado; aquele que não se recusa a ouvir os outros quando lhe pedem alguma coisa, esse faz-se ouvir por Deus.

Aquele que pratica o jejum tem de compreender o jejum; isto é, tem de ter compaixão do homem que tem fome, se quer que Deus tenha compaixão da sua própria fome. Aquele que espera obter misericórdia tem de ter misericórdia; aquele que quer beneficiar da bondade tem de praticá-la; aquele que quer que lhe dêem tem de dar. […] Sê pois a norma da misericórdia a teu respeito: se queres que tenham misericórdia de ti de certa maneira, em certa medida, com tal prontidão, sê tu misericordioso com os outros com a mesma prontidão, a mesma medida e da mesma maneira.

A oração, a misericórdia e o jejum devem, pois, constituir uma unidade, para nos recomendarem diante de Deus, devem ser a nossa defesa, são uma oração a nosso favor com este triplo formato.





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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 07 de Fevereiro de 2008

Hoje a Igreja celebra : Cinco Chagas de Cristo

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Papa Bento XVI: Aprender a "doar de novo" o amor que Cristo revelou na cruz


Evangelho segundo S. Lucas 9,22-25.

e acrescentou: «O Filho do Homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos doutores da Lei, tem de ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar.» Depois, dirigindo-se a todos, disse: «Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia após dia, e siga-me. Pois, quem quiser salvar a sua vida há-de perdê la; mas, quem perder a sua vida por minha causa há-de salvá-la. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, perdendo-se ou condenando-se a si mesmo?


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Papa Bento XVI
Audiência geral de 21/02/07 (trad. DC 2376, p. 266 © Libreria Editrice Vaticana)

Aprender a "doar de novo" o amor que Cristo revelou na cruz


Na minha mensagem para a Quaresma quis realçar o amor imenso que Deus tem por nós para que os cristãos de todas as comunidades possam deter-se espiritualmente, durante o tempo quaresmal, com Maria e João, o discípulo predilecto, ao lado d'Aquele que consumiu na Cruz pela humanidade o sacrifício da sua vida (cf. Jo 19, 25). Sim, queridos irmãos e irmãs, a Cruz é a revelação definitiva do amor e da misericórdia divina também para nós, homens e mulheres desta nossa época, muitas vezes distraídos por preocupações e interesses terrenos e momentâneos.

Deus é amor, e o seu amor é o segredo da nossa felicidade. Mas para entrar neste mistério de amor não há outro caminho a não ser o de nos perdermos, de nos doarmos, o caminho da Cruz. "Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" (Mc 8, 34). Eis por que a liturgia quaresmal, enquanto nos convida a reflectir e a rezar, nos estimula a valorizar em maior medida a plenitude e o sacrifício, para rejeitar o pecado e o mal e vencer o egoísmo e a indiferença. A oração, o jejum e a penitência, as obras de caridade para com os irmãos tornam-se assim caminhos espirituais a serem percorridos para regressar a Deus, em resposta às repetidas chamadas à conversão contidas também na liturgia hodierna (cf. Gl 2, 12-13; Mt 6, 16-18).

Queridos irmãos e irmãs, o período quaresmal, que hoje empreendemos... seja para todos uma renovada experiência do amor misericordioso de Cristo, que derramou na Cruz o seu sangue por nós. Coloquemo-nos docilmente na sua escola, para aprender a "doar de novo", por nossa vez, o seu amor ao próximo, especialmente a quantos sofrem e se encontram em dificuldade. É esta a missão de cada discípulo de Cristo.





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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 06 de Fevereiro de 2008

Quarta-feira de Cinzas
Hoje a Igreja celebra : Santos Paulo Miki, Pedro Batista e companheiros, mártires, +1597

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Papa Bento XVI: A Quaresma, caminho para uma verdadeira liberdade


Evangelho segundo S. Mateus 6,1-6.16-18.

«Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para vos tornardes notados por eles; de outro modo, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está no Céu. Quando, pois, deres esmola, não permitas que toquem trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: Já receberam a sua recompensa. Quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua direita, a fim de que a tua esmola permaneça em segredo; e teu Pai, que vê o oculto, há-de premiar-te.» «Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no quarto mais secreto e, fechada a porta, reza em segredo a teu Pai, pois Ele, que vê o oculto, há-de recompensar-te. «E, quando jejuardes, não mostreis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto para que os outros vejam que eles jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que o teu jejum não seja conhecido dos homens, mas apenas do teu Pai que está presente no oculto; e o teu Pai, que vê no oculto, há-de recompensar-te.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Papa Bento XVI
Audiência geral de 21/02/07 (trad. DC 2376, p. 266 © Libreria Editrice Vaticana)

A Quaresma, caminho para uma verdadeira liberdade


Desde as origens a Quaresma é vivida como o tempo da preparação imediata para o Baptismo, a ser administrado solenemente durante a Vigília pascal. Toda a Quaresma é um caminho para este grande encontro com Cristo, esta imersão em Cristo e este renovamento da vida. Nós já somos baptizados, mas o Baptismo com frequência não é muito eficaz na nossa vida quotidiana. Por isso, também para nós a Quaresma é um renovado "catecumenado" no qual vamos de novo ao encontro do nosso Baptismo para o redescobrir e reviver em profundidade, para nos tornarmos de novo realmente cristãos. Portanto, a Quaresma é uma ocasião para "nos tornarmos de novo" cristãos, mediante um constante processo de mudança interior e de progresso no conhecimento e no amor de Cristo.

A conversão nunca é de uma vez para sempre, mas é um processo, um caminho interior de toda a nossa vida. Este itinerário de conversão evangélica certamente não pode limitar-se a um período particular do ano: é um caminho de cada dia, que deve abraçar toda a existência, todos os dias da nossa vida...
O que é converter-se, na realidade? Converter-se significa procurar Deus, estar com Deus, seguir docilmente os ensinamentos do seu Filho, de Jesus Cristo; converter-se não é um esforço para se auto-realizar a si mesmo, porque o ser humano não é o arquitecto do próprio destino eterno. Não fomos nós que nos fizemos. Por isso a auto-realização é uma contradição e é também demasiado pouco para nós. Temos um destino mais nobre. Poderíamos dizer que a conversão consiste precisamente em não se considerar "criadores" de si mesmos e assim descobrir a verdade, porque não somos autores de nós próprios. A conversão consiste em aceitar livremente e com amor de depender em tudo de Deus, o nosso verdadeiro Criador, de depender do amor. Esta não é uma dependência mas liberdade.





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Quaresma 2008

Amigos e irmãos
Neste início de mais uma Quaresma, parece-nos particularmente oportuno partilhar convosco a mensagem do Santo Padre para este tempo que começa hoje. Que ela nos ensine a viver melhor o "evangelho de cada dia".

"Convidando-nos a ver a esmola com um olhar mais profundo que transcenda a dimensão meramente material, a Escritura ensina-nos que há mais alegria em dar do que em receber (cf. Act 20, 35). Quando agimos com amor, exprimimos a verdade do nosso ser: de facto, fomos criados a fim de vivermos não para nós próprios, mas para Deus e para os irmãos (cf. 2 Cor 5, 15). Todas as vezes que por amor de Deus partilhamos os nossos bens com o próximo necessitado, experimentamos que a plenitude de vida provém do amor e tudo nos retorna como bênção sob forma de paz, satisfação interior e alegria. O Pai celeste recompensa as nossas esmolas com a sua alegria. Mais ainda: São Pedro cita, entre os frutos espirituais da esmola, o perdão dos pecados. «A caridade – escreve ele – cobre a multidão dos pecados» (1 Pd 4, 8). Como se repete com frequência na liturgia quaresmal, Deus oferece-nos, a nós pecadores, a possibilidade de sermos perdoados. O facto de partilhar com os pobres o que possuímos, predispõe-nos para recebermos tal dom. Penso, neste momento, em quantos experimentam o peso do mal praticado e, por isso mesmo, se sentem longe de Deus, receosos e quase incapazes de recorrer a Ele. A esmola, aproximando-nos dos outros, aproxima-nos de Deus também e pode tornar-se instrumento de autêntica conversão e reconciliação com Ele e com os irmãos.
A esmola educa para a generosidade do amor. São José Bento Cottolengo costumava recomendar: «Nunca conteis as moedas que dais, porque eu sempre digo: se ao dar a esmola a mão esquerda não há de saber o que faz a direita, também a direita não deve saber ela mesma o que faz». A este propósito, é muito significativo o episódio evangélico da viúva que, da sua pobreza, lança no tesouro do templo «tudo o que tinha para viver» (Mc 12, 44). A sua pequena e insignificante moeda tornou-se um símbolo eloquente: esta viúva dá a Deus não o supérfluo, não tanto o que tem como sobretudo aquilo que é; entrega-se totalmente a si mesma."

Que esta Quaresma seja para todos uma caminhada consciente a jubilosa para a Páscoa do Senhor.
Com muita amizade
A equipa portuguesa de EAQ
Alberto, Berta, Fernanda, José, Maria José e Paula.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 05 de Fevereiro de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santa Águeda, virgem, mártir, +251

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São Jerónimo : "Sou Eu que te digo: levanta-te!"


Evangelho segundo S. Marcos 5,21-43.

Depois de Jesus ter atravessado, no barco, para a outra margem, reuniu-se uma grande multidão junto dele, que continuava à beira-mar. Chegou, então, um dos chefes da sinagoga, de nome Jairo, e, ao vê-lo, prostrou-se a seus pés e suplicou instantemente: «A minha filha está a morrer; vem impor-lhe as mãos para que se salve e viva.» Jesus partiu com ele, seguido por numerosa multidão, que o apertava. Certa mulher, vítima de um fluxo de sangue havia doze anos, que sofrera muito nas mãos de muitos médicos e gastara todos os seus bens sem encontrar nenhum alívio, antes piorava cada vez mais, tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-lhe, por detrás, nas vestes, pois dizia: «Se ao menos tocar nem que seja as suas vestes, ficarei curada.» De facto, no mesmo instante se estancou o fluxo de sangue, e sentiu no corpo que estava curada do seu mal. Imediatamente Jesus, sentindo que saíra dele uma força, voltou-se para a multidão e perguntou: «Quem tocou as minhas vestes?» Os discípulos responderam: «Vês que a multidão te comprime de todos os lados, e ainda perguntas: 'Quem me tocou?'» Mas Ele continuava a olhar em volta, para ver aquela que tinha feito isso. Então, a mulher, cheia de medo e a tremer, sabendo o que lhe tinha acontecido, foi prostrar-se diante dele e disse toda a verdade. Disse-lhe Ele: «Filha, a tua fé salvou-te; vai em paz e sê curada do teu mal.» Ainda Ele estava a falar, quando, da casa do chefe da sinagoga, vieram dizer: «A tua filha morreu; de que serve agora incomodares o Mestre?» Mas Jesus, que surpreendera as palavras proferidas, disse ao chefe da sinagoga: «Não tenhas receio; crê somente.» E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. Ao chegar a casa do chefe da sinagoga, encontrou grande alvoroço e gente a chorar e a gritar. Entrando, disse-lhes: «Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu, está a dormir.» Mas faziam troça dele. Jesus pôs fora aquela gente e, levando consigo apenas o pai, a mãe da menina e os que vinham com Ele, entrou onde ela jazia. Tomando-lhe a mão, disse: «Talitha qûm!», isto é, «Menina, sou Eu que te digo: levanta-te!» E logo a menina se ergueu e começou a andar, pois tinha doze anos. Todos ficaram assombrados. Recomendou-lhes vivamente que ninguém soubesse do sucedido e mandou dar de comer à menina.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho de Marcos, 2

"Sou Eu que te digo: levanta-te!"


"Não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago." Podemos perguntar por que motivo leva Jesus sempre estes discípulos, e por que motivo deixa os outros. Já quando Se transfigurou no monte estes três o acompanhavam. […] Os escolhidos são Pedro, sobre quem foi construída a Igreja, bem como Tiago, o primeiro apóstolo a receber a palma do martírio, e João, o primeiro a enaltecer a virgindade. […]

"Entrou onde a criança jazia e, tomando-lhe a mão, disse: «Talitha qûm!», isto é, 'Menina, sou Eu que te digo: levanta-te!' E logo a menina se ergueu e começou a andar." Desejemos que Jesus nos toque, também a nós, e começaremos imediatamente a andar. Quer por sermos paralíticos, quer por termos cometido más acções, deixámos de andar; talvez estejamos deitados na cama dos nossos pecados como em verdadeiro leito. Mas, assim que Jesus nos tocar, ficaremos curados. A sogra de Pedro estava com febre; Jesus tomou-lhe a mão, ela levantou-se e começou imediatamente a servi-los (Mc 1, 31). […] "E mandou dar de comer à menina." Pela graça, Senhor, toca-nos na mão, a nós que estamos deitados, levanta-nos do leito dos nossos pecados, faz-nos andar. Quando tivermos começado a andar, manda que nos dêem de comer. Deitados, não podemos andar e, se não estivermos de pé, não poderemos receber o corpo de Cristo, a Quem pertence a glória, com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos.





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domingo, 3 de fevereiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 04 de Fevereiro de 2008

Hoje a Igreja celebra : S. João de Brito, presbítero e mártir, +1693

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Beato Carlos de Foucauld : «Vai para casa, para junto dos teus ; conta-lhes tudo o que o Senhor fez por ti»


Evangelho segundo S. Marcos 5,1-20.

Chegaram à outra margem do mar, à região dos gerasenos. Logo que Jesus desceu do barco, veio ao seu encontro, saído dos túmulos, um homem possesso de um espírito maligno. Tinha nos túmulos a sua morada, e ninguém conseguia prendê-lo, nem mesmo com uma corrente, pois já fora preso muitas vezes com grilhões e correntes, e despedaçara os grilhões e quebrara as correntes; ninguém era capaz de o dominar. Andava sempre, dia e noite, entre os túmulos e pelos montes, a gritar e a ferir-se com pedras. Avistando Jesus ao longe, correu, prostrou-se diante dele e disse em alta voz: «Que tens a ver comigo, ó Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te, por Deus, que não me atormentes!» Efectivamente, Jesus dizia: «Sai desse homem, espírito maligno.» Em seguida, perguntou-lhe: «Qual é o teu nome?» Respondeu: «O meu nome é Legião, porque somos muitos.» E suplicava-lhe insistentemente que não o expulsasse daquela região. Ora, ali próximo do monte, andava a pastar uma grande vara de porcos. E os espíritos malignos suplicaram a Jesus: «Manda-nos para os porcos, para entrarmos neles.» Jesus consentiu. Então, os espíritos malignos saíram do homem e entraram nos porcos, e a vara, cerca de uns dois mil, precipitou-se do alto no mar e ali se afogou. Os guardas dos porcos fugiram e levaram a notícia à cidade e aos campos. As pessoas foram ver o que se passara. Ao chegarem junto de Jesus, viram o possesso sentado, vestido e em perfeito juízo, ele que estivera possuído de uma legião; e ficaram cheias de temor. As testemunhas do acontecimento narraram-lhes o que tinha sucedido ao possesso e o que se passara com os porcos. Então, pediram a Jesus que se retirasse do seu território. Jesus voltou para o barco e o homem que fora possesso suplicou-lhe que o deixasse andar com Ele. Não lho permitiu. Disse-lhe antes: «Vai para tua casa, para junto dos teus, e conta-lhes tudo o que o Senhor fez por ti e como teve misericórdia de ti.» Ele retirou-se, começou a apregoar na Decápole o que Jesus fizera por ele, e todos se maravilhavam.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Beato Carlos de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Sahara
Meditação 194 sobre os Evangelhos (trad. de Œuvres Spirituelles, Seuil 1958, pp. 212-215)

«Vai para casa, para junto dos teus ; conta-lhes tudo o que o Senhor fez por ti»


Ao desejarmos seguir a Jesus, não nos espantemos se Ele não no-lo permitir logo, ou se até nunca no-lo chegar a permitir. […] Com efeito a sua visão alcança muito mais do que a nossa; Ele quer não só o nosso bem, como o de todos. […]

Decididamente, partilhar a vida com e como os apóstolos, é um bem e uma graça, e devemos ter por tarefa contínua aproximarmo-nos desta imitação da sua vida. Mas […] a verdadeira, a única perfeição, não é levar este ou aquele tipo de vida, é fazer a vontade de Deus; é levar o género de vida que Deus quiser, no local onde ele quiser, e levar esse tipo de vida como Ele próprio o teria feito. […]

Quando Ele nos deixar escolher por nós próprios, então sim, procuremos segui-Lo passo a passo o mais exactamente possível, partilhar a sua vida tal como ela era, como fizeram os apóstolos durante a sua vida e mesmo após a sua morte; o amor incita-nos a tal imitação.[…] Quando a sua vontade nos quiser noutro local, vamos aonde Ele nos quiser, façamos por levar o tipo de vida designado pela sua vontade, mas, onde quer que estejamos, aproximemo-nos sempre d'Ele com todas as nossas forças e ajamos, em qualquer circunstância ou estado, como Ele próprio nesse local teria estado e agido, pois a vontade de seu Pai ali o pôs, tal como aqui nos põe, a nós.





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sábado, 2 de fevereiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 03 de Fevereiro de 2008

4º Domingo Comum (semana IV do saltério)
Hoje a Igreja celebra : S. Brás, bispo e mártir, +316,  S. Oscar (Ansgário), bispo, +865

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Beato Guerric d'Igny : «Felizes os puros de coração, pois verão a Deus»


Evangelho segundo S. Mateus 5,1-12.

Ao ver a multidão, Jesus subiu a um monte. Depois de se ter sentado, os discípulos aproximaram-se dele. Então tomou a palavra e começou a ensiná-los, dizendo: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. Felizes os que choram, porque serão consolados. Felizes os mansos, porque possuirão a terra. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Felizes os puros de coração, porque verão a Deus. Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Felizes os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu. Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o género de calúnias contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque grande será a vossa recompensa no Céu; pois também assim perseguiram os profetas que vos precederam.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Beato Guerric d'Igny (c.1080-1157), abade cisterciense
Sermão para o dia de Todos os Santos

«Felizes os puros de coração, pois verão a Deus»


«Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu». O início do Novo Testamento é de facto alegre e cheio de graça nova; provoca mesmo um pouco o não crente ou o preguiçoso a que o escute, e também a que aja, ao prometer a felicidade aos infelizes e o Reino do Céu aos exilados, aos que estão no infortúnio. O princípio da nova Lei é agradável de ouvir e começa sob felizes auspícios, pois, desde o início, o legislador tem muitas palavras de beatitude. Os que forem atraídos por estas palavras caminharão então de virtude em virtude, subirão os oito degraus que o Evangelho construiu e erigiu no nosso coração. […] Trata-se, é claro, da elevação do coração e da progressão dos méritos ao longo de oito degraus de virtude, os quais gradualmente conduzem o homem do mais baixo aos mais altos níveis de perfeição evangélica. Até que aí enfim entrará, e vislumbrará o Deus dos deuses em Sião (Sl 83,8), no seu Templo, acerca do qual disse o profeta: «Aí se chega por uma escada de oito degraus» (Ez 40, 37).

A primeira virtude dos principiantes é a renúncia ao mundo, pela qual nos tornamos pobres em espírito; a segunda é a mansidão, pela qual nos submetemos à obediência, a esta nos habituando; depois vem a dor, pela qual lamentamos os pecados cometidos ou, em  choros, pedimos as virtudes. Provamo-las, claro, naquilo em que mais temos fome e sede de justiça, tanto para nós como para os outros, e começamos a sentir um ânimo de verdadeiro zelo contra os pecadores. Ao zelo segue-se a misericórdia, que o tempera, para que imoderados ardores não se transformem em faltas. Aplicando-nos e exercitando-nos, havemos de aprender  a ser justos e misericordiosos, após o que estaremos capazes da contemplação e de nos dedicar a purificar continuamente o nosso coração, a fim de vermos a Deus.





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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 02 de Fevereiro de 2008

Hoje a Igreja celebra : Apresentação do Senhor

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São Sofrónio de Jerusalém : "Eu vim como a luz ao mundo, para que todo aquele que crê em Mim não permaneça nas trevas" (Jo 12, 46)


Evangelho segundo S. Lucas 2,22-40.

Quando se cumpriu o tempo da sua purificação, segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor: «Todo o primogénito varão será consagrado ao Senhor» e para oferecerem em sacrifício, como se diz na Lei do Senhor, duas rolas ou duas pombas. Ora, vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão; era justo e piedoso e esperava a consolação de Israel. O Espírito Santo estava nele. Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não morreria antes de ter visto o Messias do Senhor. Impelido pelo Espírito, veio ao templo, quando os pais trouxeram o menino Jesus, a fim de cumprirem o que ordenava a Lei a seu respeito. Simeão tomou-o nos braços e bendisse a Deus, dizendo: «Agora, Senhor, segundo a tua palavra, deixarás ir em paz o teu servo, porque meus olhos viram a Salvação que ofereceste a todos os povos, Luz para se revelar às nações e glória de Israel, teu povo.» Seu pai e sua mãe estavam admirados com o que se dizia dele. Simeão abençoou os e disse a Maria, sua mãe: «Este menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; uma espada trespassará a tua alma. Assim hão-de revelar-se os pensamentos de muitos corações.» Havia também uma profetisa, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, a qual era de idade muito avançada. Depois de ter vivido casada sete anos, após o seu tempo de donzela, ficou viúva até aos oitenta e quatro anos. Não se afastava do templo, participando no culto noite e dia, com jejuns e orações. Aparecendo nessa mesma ocasião, pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém. Depois de terem cumprido tudo o que a Lei do Senhor determinava, regressaram à Galileia, à sua cidade de Nazaré. Entretanto, o menino crescia e robustecia-se, enchendo-se de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Sofrónio de Jerusalém (?-639), monge, bispo
Homilia para a festa das luzes

"Eu vim como a luz ao mundo, para que todo aquele que crê em Mim não permaneça nas trevas" (Jo 12, 46)


Vamos ao encontro de Cristo, todos nós que veneramos o Seu mistério com fervor, avancemos para Ele de todo o coração. Quando todos, sem excepção, participarem neste encontro, que todos levem as suas luzes. Se os nossos círios dão semelhante luz, é antes de mais para mostrar o esplendor divino Daquele que vem, Daquele que faz resplandecer o universo e o mundo com uma luz eterna, que afasta as trevas do mal. É também, e sobretudo, para manifestar com que esplendor da nossa alma devemos ir ao encontro de Cristo. Com efeito, tal como a Mãe de Deus, a Virgem puríssima, trouxe nos seus braços a luz verdadeira, para ir ao encontro "daqueles que se encontravam nas trevas" (Is 9, 1; Lc 1, 79), assim também nós, iluminados pelos seus raios, e tendo na mão uma luz visível para todos, apressemo-nos a ir ao encontro de Cristo.

É evidente que, dado que a luz veio a este mundo (Jo 1, 9), iluminando os que estavam nas trevas, porque nos visitou a "luz do alto" (Lc 1, 78), esse mistério é o nosso mistério. […] Corramos, pois, todos juntos, vamos todos ao encontro de Deus. […] Deixemo-nos iluminar a todos por Ele, meus irmãos, tornemo-nos todos resplandecentes. Que nenhum de nós permaneça afastado desta luz, como se fosse um estrangeiro; que nenhum se obstine em permanecer mergulhado na noite. Pelo contrário, avancemos para a claridade; caminhemos, iluminados, ao seu encontro, e recebamos, com o velho Simeão, esta luz gloriosa e eterna. Com ele exultemos de todo o coração e cantemos um hino de acção de graças a Deus, Pai da luz (Tg 1,17), que nos enviou a claridade verdadeira, para nos tirar das trevas e nos tornar resplandecentes.

Graças a Cristo, também nós vimos salvação de Deus, que Ele preparou "em favor de todos os povos", e que manifestou para "glória de Israel" (Lc 2, 30-32). E também nós fomos libertados da noite do nosso pecado, como Simeão o foi dos laços da vida presente, ao ver Cristo.





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Dia 2 de Fevereiro é o dia de oração pelos consagrados. Não se esqueça de saudar os religiosos e as religiosas que conhece. Eles precisam do nosso amor!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 01 de Fevereiro de 2008

Hoje a Igreja celebra : Beata Ana Michelotti, religiosa fundadora, +1887

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Santo Ambrósio : "De tal maneira que as aves do céu vêm fazer os ninhos à sua sombra"


Evangelho segundo S. Marcos 4,26-34.

Dizia ainda: «O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro o caule, depois a espiga e, finalmente, o trigo perfeito na espiga. E, quando o fruto amadurece, logo ele lhe mete a foice, porque chegou o tempo da ceifa.» Dizia também: «Com que havemos de comparar o Reino de Deus? Ou com qual parábola o representaremos? É como um grão de mostarda que, ao ser deitado à terra, é a mais pequena de todas as sementes que existem; mas, uma vez semeado, cresce, transforma-se na maior de todas as plantas do horto e estende tanto os ramos, que as aves do céu se podem abrigar à sua sombra.» Com muitas parábolas como estas, pregava-lhes a Palavra, conforme eram capazes de compreender. Não lhes falava senão em parábolas; mas explicava tudo aos discípulos, em particular.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão e doutor da Igreja
Comentário sobre o Evangelho de S. Lucas

"De tal maneira que as aves do céu vêm fazer os ninhos à sua sombra"


O próprio Senhor é um grão de mostarda. […] Se Cristo é um grão de mostarda, como é Ele o mais pequeno e como cresce? Não é na sua natureza, mas segundo a aparência, que Ele se torna grande. Quereis saber de que forma é o menor? "Vimo-lo sem aspecto atraente" (Is 53, 2). Aprendei também como é Ele o maior: "És o mais belo de entre os filhos do homem" (Sl 44, 3). Com efeito, aquele que não tinha atractivo nem beleza tornou-se superior aos anjos (Heb 1, 4), ultrapassando toda a glória dos profetas de Israel. […] Ele é a menor de todas as sementes, porque não veio com a realeza, nem com as riquezas, nem com a sabedoria deste mundo. E subitamente, como uma árvore, fez dilatar o cume elevado do seu poder, de tal maneira que nós dizemos: "Anelo sentar-me à sua sombra" (Cant 2, 3).

Muitas vezes me pareceu, em simultâneo, árvore e semente. É semente quando dizem Dele: "Não é Ele o filho do carpinteiro?" (Mt 13, 55). Mas foi no decurso da Sua própria pregação que Ele cresceu: "De onde Lhe vem esta sabedoria?" (v. 54). Ele é, pois, semente na aparência, árvore pela sabedoria. Na folhagem dos seus ramos poderão repousar com segurança a ave nocturna na sua morada, o pássaro solitário sobre o telhado (Sl 101, 8), aquele que foi arrebatado até ao paraíso (2 Cor 12, 4), como aquele que será "arrebatado juntamente com eles sobre as nuvens" (1 Tes 4, 17). Aí repousam também as potências e os anjos do céu e todos aqueles cujas acções espirituais lhes permitiram levantar voo. Foi aí que repousou São João, quando se apoiou no peito de Jesus (Jo 13, 25). […]

E nós, que estávamos longe (Ef 2, 13), espalhados por entre as nações, que fomos durante muito tempo agitados no vazio do mundo pelas tempestades do espírito do mal, abrindo as asas da virtude, dirijamos o nosso voo para que esta sombra dos santos nos abrigue do calor escaldante deste mundo. Já recuperámos a vida na paz e na segurança desta morada, no momento em que a nossa alma, outrora curvada sob o peso dos pecados, escapa "como um pássaro do laço do caçador" (Sl 123, 7), e é transportada para os ramos e as montanhas do Senhor (Sl 10, 1).





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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 31 de Janeiro de 2008

Hoje a Igreja celebra : S. João Bosco, presbítero, +1888

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São Máximo: A vela no castiçal


Evangelho segundo S. Marcos 4,21-25.

Disse-lhes ainda: «Põe-se, porventura, a candeia debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não é para ser colocada no candelabro? Porque não há nada escondido que não venha a descobrir-se, nem há nada oculto que não venha à luz. Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça.» E prosseguiu: «Tomai sentido no que ouvis. Com a medida que empregardes para medir é que sereis medidos, e ainda vos será acrescentado. Pois àquele que tem, será dado; e ao que não tem, mesmo aquilo que tem lhe será tirado.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Máximo, o Confessor (c. 580-662), monge e teólogo
Pergunta 63 a Talássio

A vela no castiçal


A vela no castiçal, de que falam as Escrituras, é nosso Senhor Jesus Cristo, Luz verdadeira do Pai que ilumina todos os homens que vêm ao mundo (Jo 1,9). Quanto ao castiçal, é a santa Igreja. É na sua proclamação que está a Palavra luminosa de Deus, que ilumina os homens do mundo inteiro como habitantes da sua casa, e que preenche todos os espíritos com o conhecimento de Deus […].

A Palavra não quer permanecer escondida; deseja ser posta em evidência, bem no topo da Igreja. Dissimulada sob a letra da Lei, escondida, a Palavra teria privado todos os homens da luz eterna. Não teria possibilitado a contemplação espiritual àqueles que procuram libertar-se da sedução dos sentidos, capazes de ilusão e prontos a perceber apenas as coisas materiais e passageiras. Mas colocada no castiçal que é a Igreja, isto é, fundada sobre o culto em espírito e em verdade (Jo 4,24), ela ilumina todos os homens […] Porque a letra, se não for compreendida pelo espírito, tem apenas um valor material e limitado; só por si não permite à inteligência captar o alcance do que está escrito […].

Não escondamos pois, por pensamentos ou acções, a vela acesa, isto é, a Palavra de Deus que ilumina a inteligência. Não sejamos culpados por dissimular sob a letra a força incompreensível da Sabedoria divina. Em vez disso, coloquemos a Palavra no castiçal que é a Igreja, no topo da verdadeira contemplação que faz luzir, para todos, a luz da revelação divina.





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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 30 de Janeiro de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santa Jacinta Mariscotti, virgem, +1640

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São Cesário de Arles : Dar do fruto trinta, sessenta ou cem para um


Evangelho segundo S. Marcos 4,1-20.

De novo começou a ensinar à beira-mar. Uma enorme multidão vem agrupar-se junto dele e, por isso, sobe para um barco e senta-se nele, no mar, ficando a multidão em terra, junto ao mar. Ensinava-lhes muitas coisas em parábolas e dizia nos seus ensinamentos: «Escutai: o semeador saiu a semear. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho e vieram as aves e comeram-na. Outra caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra e logo brotou, por não ter profundidade de terra; mas, quando o sol se ergueu, foi queimada e, por não ter raiz, secou. Outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram, sufocaram-na, e não deu fruto. Outra caiu em terra boa e, crescendo e vicejando, deu fruto e produziu a trinta, a sessenta e a cem por um.» E dizia: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça.» Ao ficar só, os que o rodeavam, juntamente com os Doze, perguntaram-lhe o sentido da parábola. Respondeu: «A vós é dado conhecer o mistério do Reino de Deus; mas, aos que estão de fora, tudo se lhes propõe em parábolas, para que ao olhar, olhem e não vejam, ao ouvir, oiçam e não compreendam, não vão eles converter-se e ser perdoados.» E acrescentou: «Não compreendeis esta parábola? Como compreendereis então todas as outras parábolas? O semeador semeia a palavra. Os que estão ao longo do caminho são aqueles em quem a palavra é semeada; e, mal a ouvem, chega Satanás e tira a palavra semeada neles. Do mesmo modo, os que recebem a semente em terreno pedregoso, são aqueles que, ao ouvirem a palavra, logo a recebem com alegria, mas não têm raiz em si próprios, são inconstantes e, quando surge a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, logo desfalecem. Outros há que recebem a semente entre espinhos; esses ouvem a palavra, mas os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e as restantes ambições entram neles e sufocam a palavra, que fica infrutífera. Aqueles que recebem a semente em boa terra são os que ouvem a palavra, a recebem, dão fruto e produzem a trinta, a sessenta e a cem por um.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Cesário de Arles (470-543), monge e bispo
Sermões ao povo, nº6

Dar do fruto trinta, sessenta ou cem para um


Irmãos, há dois tipos de campos: um é o campo de Deus, o outro, o do homem. Tu tens o teu domínio; Deus tem também o seu. O teu domínio é a terra; o de Deus, é a tua alma. É justo que cultives o teu domínio e que deixes maninho o que é de Deus? Se cultivas a tua terra e não cultivas a tua alma, é porque queres ter a tua propriedade em ordem e deixar maninha a de Deus? Isso é justo? Merece Deus que negligenciemos a nossa alma, que Ele tanto ama? Regozijas-te ao ver o teu domínio bem cultivado; porque não choras ao ver a tua alma maninha? Os campos do nosso domínio dar-nos-ão com que viver alguns dias neste mundo; mas o cuidado que tivermos com a nossa alma far-nos-á viver sem fim no céu […]

Deus dignou-Se confiar-nos a nossa alma como seu domínio; ponhamo-nos pois a trabalhar com todas as forças, com a sua ajuda, para que, no momento em que Ele vier visitar as suas propriedades, as encontre bem cultivadas e em perfeita ordem. Que Ele encontre uma seara e não silvas; que aí encontre vinho e não vinagre; trigo em abundância, e não joio. Se ele então encontrar o que possa agradar a seus olhos, dar-nos-á em troca recompensas eternas, mas as silvas serão votadas ao fogo.





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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 29 de Janeiro de 2008

Hoje a Igreja celebra : São José Freinademetz, presbítero, fundador, +1908

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Isaac da Estrela : «Aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã, minha mãe»


Evangelho segundo S. Marcos 3,31-35.

Nisto chegam sua mãe e seus irmãos que, ficando do lado de fora, o mandam chamar. A multidão estava sentada em volta dele, quando lhe disseram: «Estão lá fora a tua mãe e os teus irmãos que te procuram.» Ele respondeu: «Quem são minha mãe e meus irmãos?» E, percorrendo com o olhar os que estavam sentados à volta dele, disse: «Aí estão minha mãe e meus irmãos. Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Isaac da Estrela ( ? - c. 1171), monge cisterciense
Homilia 51, para a Assunção

«Aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã, minha mãe»


O Filho de Deus é o primogénito de muitos irmãos (Rm 8,29) pois, sendo Filho único por natureza, uma multidão de irmãos a Si próprio juntou pela graça, com Ele formando um apenas: «A quantos O receberam, Ele deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus» (Jo 1,12). Ao ser filho de homem, fez da multidão de homens filhos de Deus. A eles Se juntou, Ele que é único no seu amor e poder. Os homens, em si próprios, pelo nascimento na carne, são uma multidão; mas pelo segundo nascimento, o nascimento divino, são com Ele apenas um. Só Cristo, único e total, é a cabeça e o corpo (Col 1, 18).

E este Cristo único é o Filho de um só Deus no céu e de uma só mãe na terra. Há muitos filhos, e há um único filho. E tal como a cabeça e o corpo são um único filho e vários filhos, também Maria e a Igreja são uma única mãe e várias mães, uma só virgem e várias virgens. Uma e outra são mães; uma e outra, virgens. Uma e outra conceberam do Espírito Santo, sem desejo carnal. Uma e outra deram uma progenitura a Deus Pai, sem pecado. Uma gerou, sem pecado algum, uma cabeça para o corpo; a outra fez nascer, na remissão dos pecados, um corpo para a cabeça. Uma e outra são mães de Cristo, mas nenhuma das duas O deu à luz completamente sem a outra. É também com razão que, nas Escrituras divinamente inspiradas, o que é dito em geral acerca da virgem mãe que é a Igreja se aplica em particular à Virgem Maria. E o que é dito em particular acerca da virgem mãe que é Maria, compreende-se em geral acerca da virgem mãe que é a Igreja.





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domingo, 27 de janeiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 28 de Janeiro de 2008

Hoje a Igreja celebra : S. Tomás de Aquino, presbítero e Doutor da Igreja, +1274

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São Tomás de Aquino : O Príncipe deste mundo vai ser lançado fora


Evangelho segundo S. Marcos 3,22-30.

E os doutores da Lei, que tinham descido de Jerusalém, afirmavam: «Ele tem Belzebu!» E ainda: «É pelo chefe dos demónios que expulsa os demónios.» Então, Jesus chamou-os e disse-lhes em parábolas: «Como pode Satanás expulsar Satanás? Se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode perdurar; e se uma família se dividir contra si mesma, essa família não pode subsistir. Se, portanto, Satanás se levanta contra si próprio, está dividido e não poderá subsistir; é o seu fim. Ninguém consegue entrar em casa de um homem forte e roubar-lhe os bens sem primeiro o amarrar; só depois poderá saquear-lhe a casa. Em verdade vos digo: todos os pecados e todas as blasfémias que proferirem os filhos dos homens, tudo lhes será perdoado; mas, quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca mais terá perdão: é réu de pecado eterno.» Disse-lhes isto porque eles afirmavam: «Tem um espírito maligno.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Tomás de Aquino (1225-1274), teólogo dominicano, doutor da Igreja
Suma Teológica

O Príncipe deste mundo vai ser lançado fora


Os milagres de Cristo visavam manifestar a sua divindade - ora esta devia ficar escondida dos demónios, senão o mistério da Paixão teria sido impedido «Se eles tivessem conhecido o Senhor de glória, não O teriam crucificado.» (1 Co 2,8) Parece portanto que Cristo não devia fazer milagres sobre os demónios […] No entanto, o profeta Zacarias predissera esses prodígios, ao dizer: «Expulsarei do país o espírito de impureza» (Zc 13,2). De facto, os milagres de Cristo eram provas em favor da fé que ensinava. Ora, pela força da sua divindade, não devia então Ele abolir, nos homens que em Si iam crer, o poder dos demónios, segundo as palavras de São João : «Agora, o Príncipe deste mundo vai ser lançado fora» ? (Jo 12, 31)

Convinha portanto que, de entre outros milagres, Cristo libertasse dos demónios os homens que estavam possuídos […] Por outro lado, escreve Santo Agostinho, «Cristo deu-se a conhecer aos demónios tanto quanto quis, e qui-lo o quanto lhe foi preciso […] através de certos efeitos materiais do seu poder». Ao ver os seus milagres, o demónio acreditou por conjectura que Cristo era Filho de Deus: «Os demónios sabiam que Ele era Cristo», diz S. Lucas. Se eles reconheciam que Ele era o Filho de Deus, «era mais por via da conjectura do que pela via da certeza», faz notar São Beda. Quanto aos milagres que Cristo realizou ao expulsar os demónios, não os fez para utilidade destes, mas para a dos homens, para que estes dessem glória a Deus. É por isso que Ele impedia os demónios de dizer fosse o que fosse que tocasse o seu louvor. São João Crisóstomo observa : «Não convinha que os demónios se arrogassem a glória do papel desempenhado pelos apóstolos, nem que línguas de mentira pregassem o mistério de Cristo».





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sábado, 26 de janeiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 27 de Janeiro de 2008

3º Domingo Comum (semana III do saltério)
Hoje a Igreja celebra : Santa Ângela Mérici, virgem, fundadora, +1540

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Filoxeno de Mabbourg : "Imediatamente, deixando as suas redes, seguiram-no"


Evangelho segundo S. Mateus 4,12-23.

Tendo ouvido dizer que João fora preso, Jesus retirou-se para a Galileia. Depois, abandonando Nazaré, foi habitar em Cafarnaúm, cidade situada à beira-mar, na região de Zabulão e Neftali, para que se cumprisse o que o profeta Isaías anunciara: Terra de Zabulão e Neftali, caminho do mar, região de além do Jordão, Galileia dos gentios. O povo que jazia nas trevas viu uma grande luz; e aos que jaziam na sombria região da morte surgiu uma luz. A partir desse momento, Jesus começou a pregar, dizendo: «Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu.» Caminhando ao longo do mar da Galileia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. Disse-lhes: «Vinde comigo e Eu farei de vós pescadores de homens.» E eles deixaram as redes imediatamente e seguiram-no. Um pouco mais adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, os quais, com seu pai, Zebedeu, consertavam as redes, dentro do barco. Chamou-os, e eles, deixando no mesmo instante o barco e o pai, seguiram-no. Depois, começou a percorrer toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando entre o povo todas as doenças e enfermidades.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Filoxeno de Mabbourg (? – cerca 523), bispo na Síria
Homília 4, 77s

"Imediatamente, deixando as suas redes, seguiram-no"


Tal como o olho são e puro recebe o raio luminoso que lhe é enviado, assim o olho da fé, com a pupila da simplicidade, reconhece a voz de Deus assim que o homem a escuta. A luz imanente da sua palavra ergue-se nele, ele lança-se alegremente à sua frente e recebe-a, como nos disse nosso Senhor no seu Evangelho: "As minhas ovelhas escutarão a minha voz e seguir-me-ão" (Jo 10, 27).

Foi com esta pureza e esta simplicidade que os apóstolos seguiram a palavra de Cristo. O mundo não os pôde impedir, nem os hábitos humanos os puderam reter, nem nenhum dos bens que passam por ter algum valor no mundo os pôde estorvar. Estas almas tinham sentido Deus e viviam na fé, e, em almas como estas, nada no mundo pode ser para elas mais importante do que a palavra de Deus. Esta é fraca nas almas mortas; é porque a alma está morta que, de forte, a Palavra se torna fraca e que o ensino de Deus, de válido, se torna sem força nelas. Porque toda a actividade do homem se dirige para o sítio onde ele vive; aquele que vive para o mundo põe ao serviço do mundo os seus pensamentos e os seus sentidos, enquanto que aquele que vive para Deus gira, em todas as suas acções, em torno dos seus poderosos mandamentos.

Todos os que têm sido chamados têm obedecido imediatamente à voz que os chamava logo que o peso do amor das coisas terrenas deixou de estar nas suas almas. Porque os vínculos do mundo são um peso para a inteligência e os pensamentos, e os que estão assim ligados e obstruídos dificilmente percebem a voz de Deus que os chama. Mas os apóstolos e, antes deles, os justos e os patriarcas não eram assim; eles obedeceram como vivos, e saíram ligeiros, porque nada no mundo os estorvava com o seu peso. Nada pode atar e entravar a alma que sente Deus; ela está aberta e pronta, de modo que a luz da voz divina a encontra em estado de a receber cada vez que ela vem.





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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 26 de Janeiro de 2008

Hoje a Igreja celebra : Timóteo e Tito, bispos, companheiros de S. Paulo, séc. I

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Bem-aventurado João XXIII : Jesus deu-se até ao fim (Jo 13,1)


Evangelho segundo S. Marcos 3,20-21.

Tendo Jesus chegado a casa, de novo a multidão acorreu, de tal maneira que nem podiam comer. E quando os seus familiares ouviram isto, saíram a ter mão nele, pois diziam: «Está fora de si!»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Bem-aventurado João XXIII (1881-1963), papa
Oração a Jesus no Santíssimo Sacramento

Jesus deu-se até ao fim (Jo 13,1)


Ó Jesus, alimento das almas que ultrapassa toda a realidade natural, este povo imenso grita por ti. Ele esforça-se por dar à sua vocação humana e cristã um novo impulso, de a ornamentar com virtudes interiores, sempre pronta ao sacrifício do qual tu és a própria imagem, pela palavra e pelo exemplo. Tu és o primeiro dos nossos irmãos; tu precedeste os passos de cada um de nós; tu perdoaste as faltas de todos. E tu os chamas a todos a um testemunho de vida mais nobre, mais activa, mais compreensiva.

Jesus, "pão da vida" (Jo 6,35), único e exclusivo alimento essencial da alma, acolhe todos os povos à tua mesa. Ela é já a realidade divina sobre a terra, o penhor das bondades celestes, a certeza de um feliz acordo entre os povos e uma luta pacífica com vista ao verdadeiro progresso e à civilização. Alimentados por ti e de ti, os homens serão fortes na fé, felizes na esperança, activos na caridade. As boas vontades triunfarão das ciladas armadas pelo mal; elas triunfarão do egoísmo, da preguiça. E os homens rectos e tementes a Deus propor-se-ão erguer-se da terra, da qual a Igreja aqui em baixo quer ser a imagem, os primeiros ecos misteriosos e doces da cidade de Deus. Tu nos conduzes às boas pastagens; tu nos proteges. Mostra-nos, Jesus, os bens da terra dos vivos (Sl 26,13).  





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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 25 de Janeiro de 2008

Hoje a Igreja celebra : Conversão de São Paulo

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Papa Bento XVI: A conversão de S. Paulo: "Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim" (Ga 2,20)


Evangelho segundo S. Marcos 16,15-18.

E disse-lhes: «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo; mas, quem não acreditar será condenado. Estes sinais acompanharão aqueles que acreditarem: em meu nome expulsarão demónios, falarão línguas novas, apanharão serpentes com as mãos e, se beberem algum veneno mortal, não sofrerão nenhum mal; hão-de impor as mãos aos doentes e eles ficarão curados.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Papa Bento XVI
Audiência geral de 08/11/06 (trad. DC 2369, p. 1056 © Libreria Editrice Vaticana)

A conversão de S. Paulo: "Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim" (Ga 2,20)


O encontro com Cristo no caminho de Damasco revolucionou literalmente a vida de Paulo... É importante que nos apercebamos de quanto Jesus Cristo possa incidir na vida de um homem e portanto também na nossa própria vida: Como acontece o encontro de um ser humano com Cristo? E em que consiste a relação que dele deriva?...  Paulo ajuda-nos a compreender o valor absolutamente fundante e insubstituível da fé. Eis quanto escreve na Carta aos Romanos: "Pois estamos convencidos de que é pela fé que o homem é justificado, independentemente das obras da lei" (3, 28). E também na Carta aos Gálatas: "O homem não é justificado pelas obras da Lei, mas unicamente pela fé em Jesus Cristo; por isso, também nós acreditámos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei; porque pelas obras da Lei nenhuma criatura será justificada" (2, 16). "Ser justificados" significa ser tornados justos, isto é, ser acolhidos pela justiça misericordiosa de Deus, e entrar em comunhão com Ele, e por conseguinte poder estabelecer uma relação muito mais autêntica com todos os nossos irmãos: e isto com base num perdão total dos nossos pecados. Pois bem, Paulo diz com muita clareza que esta condição de vida não depende das nossas eventuais boas obras, mas de uma mera graça de Deus: "Sem o merecerem, são justificados pela sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus" (Rm 3, 24).

Com estas palavras São Paulo expressa o conteúdo fundamental da sua conversão, o novo rumo da sua vida que resultou do seu encontro com Cristo ressuscitado. Paulo, antes da conversão, não tinha sido um homem afastado de Deus e da sua Lei. Ao contrário, era um observante, com uma observância fiel até ao fanatismo. Mas à luz do encontro com Cristo compreendeu que com isso tinha procurado edificar-se a si mesmo, à sua própria justiça, e que com toda essa justiça tinha vivido para si mesmo. Compreendeu que era absolutamente necessária uma nova orientação da sua vida. E encontramos expressa nas suas palavras esta nova orientação: "E a vida que agora tenho na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2, 20). Por conseguinte, Paulo já não vive para si, para a sua própria justiça. Vive de Cristo e com Cristo.





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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 24 de Janeiro de 2008

Hoje a Igreja celebra : S. Francisco de Sales, bispo, Doutor da Igreja, +1622

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João Cassiano : "Da Galileia, da Judeia, da Idumeia, de Tiro e de Sídon..., vinde a mim, todos"


Evangelho segundo S. Marcos 3,7-12.

Jesus retirou-se para o mar com os discípulos. Seguiu-o uma imensa multidão vinda da Galileia. E da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, de além-Jordão e das cercanias de Tiro e de Sídon, uma grande multidão veio ter com Ele, ao ouvir dizer o que Ele fazia. E disse aos discípulos que lhe aprontassem um barco, a fim de não ser molestado pela multidão, pois tinha curado muita gente e, por isso, os que sofriam de enfermidades caíam sobre Ele para lhe tocarem. Os espíritos malignos, ao vê-lo, prostravam-se diante dele e gritavam: «Tu és o Filho de Deus!» Ele, porém, proibia-lhes severamente que o dessem a conhecer.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

João Cassiano (c. 360-435), fundador de convento em Marselha
Conferência 13

"Da Galileia, da Judeia, da Idumeia, de Tiro e de Sídon..., vinde a mim, todos"


Deus não criou o homem para ele se perder, mas para viver eternamente; e este desígnio permanece imutável. […] Ele "deseja que todos os homens se salvem e conheçam a verdade" (1Tim 2, 4). É vontade do vosso Pai que está nos céus, diz Jesus, "que não se perca um só destes pequeninos" (Mt 18, 14). E também está escrito: "Deus não quer que pereça uma só alma" (2 Sam 4, 14); Ele difere a execução dos Seus decretos, a fim de que aquele que foi rejeitado não se perca para sempre. Deus é verdadeiro e não mente, quando garante por meio de juramento: "Por Minha vida […], não tenho prazer na morte do ímpio, mas sim na sua conversão, de maneira que ele tenha a vida" (Ez 33, 11).

Poderá alguém então pensar, sem incorrer em enorme sacrilégio, que Ele não quer a salvação de todos em geral, mas apenas de alguns? Quem se perde perde-se contra a vontade de Deus, que clama sem cessar: "Convertei-vos! Afastai-vos desse mau caminho que seguis; por que persistis em querer morrer, casa de Israel?" (Ez 33, 11). E de novo insiste: "Por que persiste este povo de Jerusalém na sua obstinada rebeldia?" (Jer 8, 5) "O seu semblante é mais duro do que pedra; recusam-se a converter-se" (Jer 5, 3). A graça de Cristo está, pois, sempre à nossa disposição. Visto que quer que todos os homens se salvem, Ele chama-os a todos, sem excepção: "Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos, e aliviar-vos-ei" (Mt 11, 28).





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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 23 de Janeiro de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santo Ildefonso, bispo, +667

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São Pedro Crisólogo : Cristo cura-nos a paralisia dos membros e do coração


Evangelho segundo S. Marcos 3,1-6.

Novamente entrou na sinagoga. E estava lá um homem que tinha uma das mãos paralisada. Ora eles observavam-no, para ver se iria curá-lo ao sábado, a fim de o poderem acusar. Jesus disse ao homem da mão paralisada: «Levanta-te e vem para o meio.» E a eles perguntou: «É permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar uma vida ou matá-la?» Eles ficaram calados. Então, olhando-os com indignação e magoado com a dureza dos seus corações, disse ao homem: «Estende a mão.» Estendeu-a, e a mão ficou curada. Assim que saíram, os fariseus reuniram-se com os partidários de Herodes para deliberar como haviam de matar Jesus.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, Doutor da Igreja
Homilia sobre o mistério da encarnação

Cristo cura-nos a paralisia dos membros e do coração


A encarnação de Cristo não é normal, é milagrosa; não é conforme à razão, mas ao poder divino; provém do Criador, e não da natureza; não é corrente, é singular; é divina, e não humana. Não se deu por necessidade, mas por poder. […] Foi mistério de fé, renovação de salvação para o homem. Aquele que, sem ter nascido, formou o homem com barro intacto (Gen 2, 7), ao nascer, fez um homem a partir de um corpo intacto; a mão que Se dignou tomar a argila para nos criar dignou-Se também tomar a nossa carne para nos recriar. […]

Homem, por que te desprezas assim, tu que és tão precioso aos olhos de Deus? Por que te desonras a tal ponto, quando Deus te honra desta maneira? Por que procuras saber como foste feito, e não queres saber em vista de que foste feito? Não compreendes que todo este mundo que conheces foi feito para ti? […]

Cristo encarna para devolver à natureza corrompida a sua integridade; assume a condição de criança, aceita ser alimentado, percorre todas as idades, a fim de restaurar a idade única, perfeita e duradoura que Ele próprio tinha criado. Ele carrega o homem, para que o homem não possa voltar a cair. Torna celestial aquele que tinha criado terreno; dá um espírito divino àquele que tinha criado humano. E, deste modo, eleva-o por inteiro a Deus, a fim de nada deixar nele que pertença ao pecado, à morte, ao labor, à dor, à terra. Eis o que nos trouxe Nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo Deus, vive e reina com o Pai, na unidade do Espírito Santo, agora e para sempre, e pelos séculos dos séculos.





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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 22 de Janeiro de 2008

Hoje a Igreja celebra : S. Vicente, diácono e mártir, +304,  Beata Laura Vicunha, virgem, +1904

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Papa Bento XVI: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado»


Evangelho segundo S. Marcos 2,23-28.

Ora num dia de sábado, indo Jesus através das searas, os discípulos puseram-se a colher espigas pelo caminho. Os fariseus diziam-lhe: «Repara! Porque fazem eles ao sábado o que não é permitido?» Ele disse: «Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os que estavam com ele? Como entrou na casa de Deus, ao tempo do Sumo Sacerdote Abiatar, e comeu os pães da oferenda, que apenas aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos que estavam com ele?» E disse-lhes: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. O Filho do Homem até do sábado é Senhor.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Papa Bento XVI
Exortação apostólica Sacramentum caritatis, 74 (trad. DC 2377, p. 333 © Libreria Editrice Vaticana)

«O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado»


É particularmente urgente no nosso tempo lembrar que o dia do Senhor é também o dia de repouso do trabalho. Desejamos vivamente que isto mesmo seja reconhecido também pela sociedade civil, de modo que se possa ficar livre das obrigações laborais sem ser penalizado por isso. De facto, os cristãos — não sem relação com o significado do sábado na tradição hebraica — viram no dia do Senhor também o dia de repouso da fadiga quotidiana. Isto possui um significado bem preciso, ou seja, constitui uma relativização do trabalho, que tem por finalidade o homem: o trabalho é para o homem e não o homem para o trabalho.

É fácil intuir a tutela que isto oferece ao próprio homem, ficando assim emancipado duma possível forma de escravidão. Como já tive ocasião de afirmar, «o trabalho reveste uma importância primária para a realização do homem e o progresso da sociedade; por isso torna-se necessário que aquele seja sempre organizado e realizado no pleno respeito da dignidade humana e ao serviço do bem comum. Ao mesmo tempo, é indispensável que o homem não se deixe escravizar pelo trabalho, que não o idolatre pretendendo achar nele o sentido último e definitivo da vida». É no dia consagrado a Deus que o homem compreende o sentido da sua existência e também do trabalho.





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domingo, 20 de janeiro de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 21 de Janeiro de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santa Inês, virgem mártir, +304

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São Nicolau Cabasilas : «O Esposo está com eles»


Evangelho segundo S. Marcos 2,18-22.

Estando os discípulos de João e os fariseus a jejuar, vieram dizer-lhe: «Porque é que os discípulos de João e os dos fariseus guardam jejum, e os teus discípulos não jejuam?» Jesus respondeu: «Poderão os convidados para a boda jejuar enquanto o esposo está com eles? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar. Dias virão em que o esposo lhes será tirado; e então, nesses dias, hão-de jejuar.» «Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha, pois o pano novo puxa o tecido velho e o rasgão fica maior. E ninguém deita vinho novo em odres velhos; se o fizer, o vinho romperá os odres e perde-se o vinho, tal como os odres. Mas vinho novo, em odres novos.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Nicolau Cabasilas (c. 1320-1363), teólogo laico grego
A Vida em Cristo, II, 75ss

«O Esposo está com eles»


Para nós há duas maneiras de conhecer os objectos: o conhecimento que se pode receber por nos ser contado, e aquele que se pode adquirir por nós próprios. Pelo primeiro, não alcançamos o objecto em si, apenas o percebemos através de palavras, como numa imagem […]; de modo diverso, fazer a experiência dos objectos é encontrá-los realmente em si próprios. Neste segundo tipo de conhecimento, a forma do objecto prende a alma e desperta o desejo como um sinal à medida da sua beleza […].

Da mesma forma, se o nosso amor pelo Salvador nada produz de novo nem de extraordinário, é evidente que o nosso empenhamento em amá-Lo deriva de apenas termos ouvido falar a seu respeito. Como poderíamos nós, apenas por ouvir falar d'Ele, conhecê-Lo como merece, Esse a quem nada se assemelha […], Esse a quem nada pode ser comparado e que não pode ser comparado a nada? Como poderíamos conhecer a sua beleza e amá-Lo à medida da sua beleza? Mas, sempre que os homens experimentam um intenso desejo de amar, um desejo de fazer por Ele coisas que ultrapassam a natureza humana, é porque foi o próprio Esposo a tê-los tocado e ferido. Ele abriu-lhes os olhos à beleza divina. A profundidade da ferida testemunha o quanto a seta de facto penetrou; e o ardor do desejo revela Quem os feriu.

Eis como a nova Aliança é diferente da Antiga; antigamente era a palavra o que educava os homens; hoje, é Cristo em pessoa quem, de uma maneira indizível, prepara e modela as almas dos homens. Se o ensinamento da Lei bastasse para os conduzir, então não teriam sido necessários os actos extraordinários de um Deus tornado homem, que foi crucificado e depois morto. Isto é verdade também para os apóstolos, nossos pais na fé. Eles tinham ouvido os ensinamentos do Salvador, as palavras da sua boca; tinham visto os seus milagres e assistido a todas as provações que suportou pelos homens, viram-No morrer, ressuscitar e em seguida elevar-Se nos céus. Tudo isto eles o sabiam, mas nada mostraram de novo, de generoso, de verdadeiramente espiritual, até se terem baptizado no Espírito Santo […]. Só então, somente, o verdadeiro desejo por Cristo neles se acendeu, e através deles, se acendeu em outros.





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- Juventude Nova é um estilo de vida. Um novo jeito de ser. - Ser JN significa assumir e testemunhar uma vida nova, renovada por Jesus Cristo.