quarta-feira, 4 de junho de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 05 de Junho de 2008

Hoje a Igreja celebra : São Bonifácio, bispo, mártir, +754

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Youssef Bousnaya : Amor dos homens, amor de Deus


Evangelho segundo S. Marcos 12,28-34.

Aproximou-se dele um escriba que os tinha ouvido discutir e, vendo que Jesus lhes tinha respondido bem, perguntou-lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?» Jesus respondeu: «O primeiro é: Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor; amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças. O segundo é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior que estes.» O escriba disse-lhe: «Muito bem, Mestre, com razão disseste que Ele é o único e não existe outro além dele; e amá-lo com todo o coração, com todo o entendimento, com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo vale mais do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios.» Vendo que ele respondera com sabedoria, Jesus disse: «Não estás longe do Reino de Deus.» E ninguém mais ousava interrogá-lo.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Youssef Bousnaya (c. 869-979), monge sírio
Vida e doutrina de Rabban Youssef Bousnaya por Jean Bar Kaldoum

Amor dos homens, amor de Deus


Meu filho, aplica-te com toda a tua alma em adquirir o amor dos homens, no qual e pelo qual te elevarás ao amor de Deus que é o fim de todos os fins. Vãos são todos os trabalhos que não forem realizados na caridade. Todas as boas obras e todos os labores conduzem o homem até à porta do palácio real; mas é o amor que nos faz lá morar e repousar no seio de Cristo (Jo 13,25).

Meu filho, que o teu amor não seja repartido, dividido, interesseiro, mas espalhado em toda a parte, com vista a Deus, desinteressado. Cristo dar-te-á o conhecimento para entenderes o mistério desta palavra. Ama todos os homens como a ti mesmo; melhor ainda, ama o teu irmão mais do que a ti próprio; não busques apenas o que te convém a ti, mas o que é útil ao teu irmão. Despreza-te a ti próprio pelo amor do teu próximo, para que Cristo seja misericordioso e faça de ti um co-herdeiro do seu amor. Guarda-te de desprezares isto. É que Deus amou-nos primeiro e entregou o seu Filho à morte por nós. « eus amou de tal forma o mundo, que entregou por ele o seu Filho único», diz o apóstolo João, testemunha da verdade (Jo 3,16). Aquele que caminha nesta senda de amor, graças ao seu labor, chegará prontamente à morada que é o objectivo dos seus esforços. Não penses, pois, meu filho, que o homem poderá adquirir o amor de Deus, que nos é dado pela sua graça, antes de amar os seus irmãos em humanidade.





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terça-feira, 3 de junho de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 04 de Junho de 2008

Hoje a Igreja celebra : S. Pedro de Verona, presbítero, mártir, +1252

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Santo Anastácio de Antioquia: «Ele não é o Deus dos mortos, mas dos vivos»


Evangelho segundo S. Marcos 12,18-27.

Vieram ter com Ele os saduceus, que negam a ressurreição, e interrogaram-no: «Mestre, Moisés prescreveu-nos que se morrer o irmão de alguém, deixando a mulher e não deixando filhos, seu irmão terá de casar com a viúva para dar descendência ao irmão. Ora havia sete irmãos, e o primeiro casou e morreu sem deixar filhos. O segundo casou com a viúva e morreu também sem deixar descendência, e o mesmo aconteceu ao terceiro; e todos os sete morreram sem deixar descendência. Finalmente, morreu a mulher. Na ressurreição, de qual deles será ela mulher? Porque os sete a tiveram por mulher.» Disse Jesus: «Não andareis enganados por desconhecer as Escrituras e o poder de Deus? Quando ressuscitarem de entre os mortos, nem eles se casarão, nem elas serão dadas em casamento, mas serão como anjos no Céu. E acerca de os mortos ressuscitarem, não lestes no livro de Moisés, no episódio da sarça, como Deus lhe falou, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob? Não é um Deus de mortos, mas de vivos. Andais muito enganados.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Anastácio de Antioquia, monge, depois patriarca de Antioquia de 549-570 e de 593-599
Homilia 5, sobre a Ressurreição; PG 89, 1358

«Ele não é o Deus dos mortos, mas dos vivos»


«Cristo conheceu a morte, depois a vida, para se tornar o Senhor, tanto dos mortos como dos vivos» (Rom 14,9); «Deus não é o Deus dos mortos, é o Deus dos vivos». Dado que o Senhor dos mortos está vivo, os mortos já não estão mortos, mas vivos; a vida reina neles, para que vivam e deixem de temer a morte, do mesmo modo que «Cristo ressuscitado dos mortos, já não morre» (Rom 6,9). Ressuscitados e libertados da corrupção, já não verão a morte; participarão da ressurreição de Cristo, como Ele próprio teve lugar na sua morte. Com efeito, se Ele veio à terra, até então prisão eterna, foi para «quebrar as portas de bronze e despedaçar os ferrolhos de ferro» (Is 45,2), para retirar a nossa vida da corrupção, conduzindo-a para Ele, e dar-nos a liberdade em vez da escravidão.

Se este plano de salvação ainda não está realizado, porque os homens continuam a morrer e os seus corpos são desagregados pela morte, isso não deve ser motivo de incredulidade. Recebemos já os primeiros frutos daquilo que nos é prometido, na pessoa dAquele que é o nosso primogénito... : «Com Ele, ressuscitou-nos; com Ele, fez-nos reinar nos céus, em Cristo Jesus» (Ef 2,6). Esperaremos pela plena realização desta promessa quando chegar o tempo fixado pelo Pai, quando sairmos da infância e tivermos chegado «ao estado de homem perfeito» (Ef 4, 13). É que o Pai eterno quis que a dádiva que nos fez permaneça firme... O apóstolo Paulo declarou-o, pois ele sabia-o bem, isso acontecerá a todo o género humano, por Cristo, que «transfigurará os nossos pobres corpos à imagem do seu corpo glorioso»(Fl 3,21)... O corpo glorioso de Cristo não é diferente do corpo «semeado na fraqueza, desprezível» ( 1Cor 15, 43); é o mesmo corpo, transformado em glória. E o que Cristo realizou conduzindo ao Pai a sua própria humanidade, primeiro exemplar da nossa natureza, fá-lo-á para toda a humanidade segundo a sua promessa: «Quando eu tiver sido elevado da terra, atrairei a mim todos os homens» (Jo 12, 32).





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segunda-feira, 2 de junho de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 03 de Junho de 2008

Hoje a Igreja celebra : Beato João XXIII, papa, +1963,   São Carlos Lwanga e companheiros, mártires do Uganda, +1885-87,   Santo Ovídio, bispo lendário de Braga, mártir, séc. I

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Santo Atanásio : Cristo é a imagem de Deus invisível; nele temos a redenção e a remissão dos pecados (Col 1, 14.15)


Evangelho segundo S. Marcos 12,13-17.

Em seguida, enviaram-lhe alguns fariseus e partidários de Herodes, a fim de o apanharem em alguma palavra. Aproximando-se, disseram-lhe: «Mestre, sabemos que és sincero, que não te deixas influenciar por ninguém, porque não olhas à condição das pessoas mas ensinas o caminho de Deus, segundo a verdade. Diz-nos, pois: é lícito ou não pagar tributo a César? Devemos pagar ou não?» Jesus, conhecendo-lhes a hipocrisia, respondeu: «Porque me tentais? Trazei-me um denário para Eu ver.» Trouxeram-lho e Ele perguntou: «De quem é esta imagem e a inscrição?» Responderam: «De César.» Jesus disse: «Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.» E ficaram admirados com Ele.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Atanásio (295-373), bispo de Alexandria, doutor da Igreja
Sobre a Encarnação do Verbo, 13

Cristo é a imagem de Deus invisível; nele temos a redenção e a remissão dos pecados (Col 1, 14.15)


Dado que os homens se tornaram insensatos e que o engano dos demónios lançou a sua sombra de todos os lados e escondeu o conhecimento do verdadeiro Deus, o que é que Deus deveria fazer? Calar-se perante uma situação destas? Aceitar que os homens sejam extraviados assim e não conheçam a Deus?... Deus não vai permitir que as suas criaturas se extraviem para longe dele e sejam sujeitas ao nada, sobretudo se este extravio se torna para eles causa de ruína e de perda, quando os seres que participaram na imagem de Deus (Gn 1,26) não devem perecer? Que é pois necessário que Deus faça? Que fazer, senão renovar neles a sua imagem, a fim de que os homens possam de novo conhecê-lo?

Mas como fazer isto, a não ser pela presença da imagem do próprio Deus (Col 1,15), nosso Salvador Jesus Cristo? Isso não é realizável pelos homens, porque eles não são a imagem mas criados segundo a imagem; isto também não é realizável pelos anjos, porque mesmo eles não são imagens. Foi por isso que o Verbo de Deus veio ele próprio, ele que é a imagem do Pai, a fim de estar em condições de restaurar a imagem no fundo do ser dos homens. Além disso, isso não podia produzir-se se a morte e a degradação que a segue não fossem destruídos. Foi por isso que ele tomou um corpo mortal, a fim de poder destruir a morte e restaurar os homens feitos segundo a imagem de Deus. A imagem do Pai, portanto, o seu santíssimo Filho, veio até nós para renovar o homem feito à sua semelhança e para o encontrar, dado que estava perdido, pela remissão dos seus pecados, como ele próprio disse: «Eu vim procurar e salvar o que estava perdido» (Lc 19,10).    





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domingo, 1 de junho de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 02 de Junho de 2008

Hoje a Igreja celebra : São Marcelino e São Pedro, mártires, +304

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Santa Catarina de Sena : «Eu sou a verdadeira videira e meu Pai é o agricultor» (Jo 15,1)


Evangelho segundo S. Marcos 12,1-12.

Jesus começou a falar-lhes em parábolas: «Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e construiu uma torre. Depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. A seu tempo enviou aos vinhateiros um servo, para receber deles parte do fruto da vinha. Eles, porém, prenderam-no, bateram-lhe e mandaram-no embora de mãos vazias. Enviou-lhes, novamente, outro servo. Também a este partiram a cabeça e cobriram de vexames. Enviou outro, e a este mataram-no; mandou ainda muitos outros, e bateram nuns e mataram outros. Já só lhe restava um filho muito amado. Enviou-o por último, pensando: 'Hão-de respeitar o meu filho'. Mas aqueles vinhateiros disseram uns aos outros: 'Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e a herança será nossa'. Apoderaram-se dele, mataram-no e lançaram-no fora da vinha. Que fará o dono da vinha? Regressará e exterminará os vinhateiros e entregará a vinha a outros. Não lestes esta passagem da Escritura: A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular. Tudo isto é obra do Senhor e é admirável aos nossos olhos?» Eles procuravam prendê-lo, mas temiam a multidão; tinham percebido bem que a parábola era para eles. E deixando-o, retiraram-se.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Catarina de Sena (1347-1380), terciária dominicana, doutora da Igreja, co-padroeira da Europa
O Diálogo, 24

«Eu sou a verdadeira videira e meu Pai é o agricultor» (Jo 15,1)


[Deus disse a santa Catarina:] Sabes o que é que eu faço assim que os meus servidores querem seguir a doutrina do doce Verbo do amor? Eu podo-os para que produzam muito fruto e para que os seus frutos sejam doces e não voltem a ser selvagens. O agricultor limpa os ramos da vinha para que eles produzam um vinho melhor; não é isso que eu faço, eu, o verdadeiro agricultor? (Jo 15,1). Aos meus servidores que permanecem em mim, eu os limpo por meio de muitas atribulações, para que produzam frutos mais abundantes e melhores e para que sejam comprovados pela virtude; mas aos que permanecem estéreis eu os corto e lanço ao fogo (Jo 15,6).

Os verdadeiros trabalhadores trabalham bem as suas almas; eles arrancam todo o amor-próprio e voltam à terra do seu amor por mim. Eles adubam e aumentam assim a semente da graça que receberam no santo baptismo. Cultivando a sua vinha, cultivam também a do próximo; não podem cultivar uma sem a outra. Lembra-te sempre que todo o mal e todo o bem se fazem por meio do próximo. É assim que sois meus agricultores, procedentes de mim, o eterno agricultor. Fui eu que vos uni e transferi para esta vinha graças à união que estabeleci convosco... Todos juntos formais uma só vinha universal...; estais unidos na vinha do corpo místico da santa Igreja, da qual extraís a vossa vida. Nesta vinha está plantada a cepa do meu Filho único, ao qual deveis estar ligados, para permanecerdes em vida.      





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sábado, 31 de maio de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 01 de Junho de 2008

9º Domingo Comum - Ano A (semana I do saltério)
Hoje a Igreja celebra : S. Justino, mártir, +167

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Santo Afraate : «Porque ninguém pode pôr outro fundamento diferente do que foi posto, isto é, Jesus Cristo» (1Co 3, 11)


Evangelho segundo S. Mateus 7,21-27.

«Nem todo o que me diz: 'Senhor, Senhor' entrará no Reino do Céu, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está no Céu. Muitos me dirão naquele dia: 'Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizámos, em teu nome que expulsámos os demónios e em teu nome que fizemos muitos milagres?' E, então, dir-lhes-ei: 'Nunca vos conheci; afastai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.'» «Todo aquele que escuta estas minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; mas não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. Porém, todo aquele que escuta estas minhas palavras e não as põe em prática poderá comparar-se ao insensato que edificou a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se, e grande foi a sua ruína.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Afraate (?-c. 345), monge e bispo em Niínive, perto de Mossul, no actual Iraque
Exposições nº 1

«Porque ninguém pode pôr outro fundamento diferente do que foi posto, isto é, Jesus Cristo» (1Co 3, 11)


Um rei não permanece numa casa que se encontra vazia de tudo. Um rei exige toda uma ornamentação doméstica, por forma a que nada lhe falte. [...] O mesmo acontece ao homem que se torna uma habitação para Cristo-Messias: provê a tudo quanto convém ao serviço do Messias que nele habita, provê às coisas que Lhe agradam.

Com efeito, começa por construir o seu edifício sobre a rocha, que é o próprio Messias. Sobre esta rocha faz assentar a fé, e é sobre a fé que se eleva todo o edifício. Para que a casa se torne Sua morada, é-lhe exigido o puro jejum, estabelecido sobre a fé. É-lhe exigida a oração pura, recebida na fé. É-lhe exigido o amor, montado sobre a fé. Tem igualmente necessidade de esmolas, dadas com fé. Que peça a humildade, amada com fé. Que escolha para si a virgindade, apreciada na fé. Que leve para sua casa a santidade, plantada sobre a fé. Que medite igualmente na sabedoria, encontrada na fé. Que peça para si a condição de estrangeiro, proveitosa na fé. Terá de ter simplicidade, combinada com a fé. Que peça igualmente paciência, que é realizada por meio da fé. Que se torne perspicaz pela doçura, adquirida pela fé. Que ame a penitência, que aparece à fé. Que peça ainda a pureza, guardada pela fé. [...] Eis as obras exigidas pelo rei Messias, que habita nos homens que constroem por meio de tais obras. Com efeito, a fé é composta por muitas coisas e adorna-se com muitas cores, porque é semelhante a um edifício construído com diversos materiais, e o seu edifício eleva-se até aos céus. [...]

O mesmo se passa com a nossa fé: o seu fundamento é a verdadeira rocha, Nosso Senhor Jesus, o Messias. [...] Este fundamento é a base de todo o edifício. Se alguém acede à fé, está firmado sobre a rocha, isto é, sobre Nosso Senhor Jesus, o Messias. E o seu edifício não será abalado pelas torrentes, nem colocado em perigo pelos ventos, nem se abaterá nas tempestades, porque o edifício foi construído sobre a rocha, que é o verdadeiro fundamento.





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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 31 de Maio de 2008

Hoje a Igreja celebra : Visitação de Nossa Senhora

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Paulo VI: "A minha alma exulta no Senhor"


Evangelho segundo S. Lucas 1,39-56.

Por aqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade da Judeia. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor.» Maria disse, então: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva. De hoje em diante, me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-poderoso fez em mim maravilhas. Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para sempre.» Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois regressou a sua casa.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Paulo VI, papa de 1963 a 1978
Exortação apostólica sobre a alegria cristã « Gaudete in Domino » (trad. DC n° 1677, 1/6/1975, p. 505 © Libreria Editrice Vaticane)

"A minha alma exulta no Senhor"


Desde há vinte séculos, a fonte da alegria cristã não cessou de jorrar na Igreja e, especialmente, no coração dos santos... Na primeira fila, está a Virgem Maria, cheia de graças, a Mãe do Salvador. Acolhedora do anúncio do alto, serva do Senhor, esposa do Espírito Santo, mãe do Filho eterno, ela deixa explodir a sua alegria diante da sua prima Isabel que lhe celebra a fé: "A minha alma exalta o Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador... Doravante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada".
      
Ela compreendeu, melhor do que todas as outras criaturas, que Deus faz maravilhas: o seu nome é santo, Ele mostra a sua misericórdia, ergue os humildes, é fiel às suas promesas. Não que, para Maria, o desenrolar visível da sua vida saia da trama habitual, mas ela medita nos menores sinais de Deus, rememorando-os no seu coração (Lc 2, 19.51). Não que os sofrimentos lhe tenham sido poupados: ela está de pé, junto da cruz, eminentemente associada ao sacrifício do Salvador inocente, mãe das dores. Mas ela está também aberta, sem medida, à alegria da Ressurreição; também ela foi elevada, em corpo e alma, à glória do céu. Primeira a ser resgatada, imaculada desde o momento da sua conceição, incomparável morada do Espírito, habitáculo puríssimo do Redentor dos homens, ela é ao mesmo tempo a Filha bem-amada de Deus e, em Cristo, a Mãe universal. Ela é o símbolo perfeito da Igreja terrestre e glorificada.
      
Na sua existência singular de Virgem de Israel, que ressonância maravilhosa adquirem as palavras proféticas a respeito da nova Jerusalém: "Eu exulto de alegria no Senhor, a minha alma rejubila no meu Deus, porque me revestiu com as vestes da salvação, envolveu-me no manto da justiça, tal como um jovem esposo se orna com um diadema, tal como uma noiva se enfeita com as suas joias" (Is 61,10)!





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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 30 de Maio de 2008

Sagrado Coração de Jesus - Ano A (ofício próprio)
Hoje a Igreja celebra : Santa Joana d'Arc, virgem, mártir, (+ Rouen, França, 1431)

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Santa Gertrudes de Helfta : «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos»


Evangelho segundo S. Mateus 11,25-30.

Naquela ocasião, Jesus tomou a palavra e disse: «Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque isso foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.» «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Gertrudes de Helfta (1256-1301), monja beneditina
Exercícios 7

«Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos»


Tu, que por mim fizeste tão grandes e belas coisas, que me obrigaste a ficar ao Teu serviço para sempre, que Te darei eu por tão grandes benefícios? Que louvores, que acções de graças poderia oferecer-Te, ainda que me gastasse mil vezes? O que sou eu, pobre criatura, em comparação Contigo, que és a minha abundante redenção? Assim, pois, oferecer-Te-ei por inteiro a minha alma que Tu resgataste, entregar-Te-ei o amor do meu coração. Sim, transporta a minha vida em Ti, leva-me toda inteira em Ti e, encerrando-me em Ti, faz com que eu seja uma única coisa Contigo.

Ó amor, o teu ardor divino abriu-me o doce coração do meu Jesus. Ó coração fonte de doçura, coração transbordante de bondade, coração superabundante de caridade, coração de onde corre, gota a gota, a benevolência, coração cheio de misericórdia [...], coração tão amado, peço-te que absorvas todo o meu coração em ti. Pérola preciosíssima do meu coração, convida-me para o Teu festim que dá vida; serve-me os vinhos da consolação [...], a fim de que as ruínas do meu espírito se encham da Tua caridade divina, e de que a abundância do Teu amor supra a pobreza e a miséria da minha alma.

Ó coração amado acima de todas as coisas [...], tem piedade de mim. Suplico-Te que a doçura da Tua caridade dê coragem ao meu coração. Que, pela Tua bondade, as entranhas da Tua misericórdia se comovam a meu favor; porque os meus deméritos são numerosos, e nulos são os meus méritos. Meu Jesus, que o mérito da Tua morte preciosa, que foi o único que teve o poder de compensar a dívida universal, me redima de todo o mal que eu fiz [...]; que ele me atraia a Ti, de maneira tão poderosa que, totalmente transformada pela força do Teu amor divino, eu encontre graça a Teus olhos. [...] E concede-me, querido Jesus, que Te ame, só a Ti em todas as coisas, que a Ti me ligue com fervor, que espere em Ti e não coloque limites à minha esperança.





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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 29 de Maio de 2008

Hoje a Igreja celebra : Beato Félix de Nicósia, religioso, +1787

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Guilherme de S. Thierry : «Que queres que te faça?»


Evangelho segundo S. Marcos 10,46-52.

Chegaram a Jericó. Quando ia a sair de Jericó com os seus discípulos e uma grande multidão, um mendigo cego, Bartimeu, o filho de Timeu, estava sentado à beira do caminho. E ouvindo dizer que se tratava de Jesus de Nazaré, começou a gritar e a dizer: «Jesus, filho de David, tem misericórdia de mim!» Muitos repreendiam-no para o fazer calar, mas ele gritava cada vez mais: «Filho de David, tem misericórdia de mim!» Jesus parou e disse: «Chamai-o.» Chamaram o cego, dizendo-lhe: «Coragem, levanta-te que Ele chama-te.» E ele, atirando fora a capa, deu um salto e veio ter com Jesus. Jesus perguntou-lhe: «Que queres que te faça?» «Mestre, que eu veja!» respondeu o cego. Jesus disse-lhe: «Vai, a tua fé te salvou!» E logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Guilherme de S. Thierry (c.1085-1148), monge beneditino e posteriormente cistercienseA
A Contemplação de Deus, 1-2

«Que queres que te faça?»


«Vinde! Subamos à montanha do Senhor, subamos à casa do Deus de Jacob, e ele nos ensinará os seus caminhos» (Is 2,3). Vós, intenções, desejos intensos, vontade e pensamentos, afectos e energias do coração, vinde, escalemos a montanha, ganhemos o lugar onde o Senhor vê e se dá a ver. Mas vós, preocupações e inquietações, trabalhos e servidões, esperai-nos aqui [...], até que, apressando-nos para este lugar, estejamos de regresso para junto de vós após termos adorado (cf. Gn 22,5). Porque teremos de regressar, e muito depressa, mesmo.

Senhor, Deus da minha força, faz que nos voltemos para Ti, «mostra-nos o teu rosto e seremos salvos» (Sl 79,20). Mas, Senhor, como é prematuro, audaz, presunçoso, contrário à regra dada pela palavra da tua verdade e sabedoria, pretender ver a Deus de coração impuro! Ó bondade soberana, bem supremo, vida dos corações, luz dos nossos olhos interiores, na tua bondade, Senhor, tem piedade.

Ei-la, a minha purificação, a minha confiança e justiça: a contemplação da tua bondade, meu bom Senhor! Tu, meu Deus, dizes à minha alma, como só Tu sabes fazer: «Eu sou a tua salvação» (Sl 34,3). Rabbouni, mestre soberano e professor, Tu, que és o único doutor capaz de me fazer ver o que eu desejo ver, diz a este teu mendigo cego: «Que queres que te faça?» E sabes bem, Tu, que me dás essa graça [...], com quanta força o meu coração Te grita: «Procurei-Te, Senhor; os meus olhos te procuram; é a tua face que eu procuro» (Sl 26,8).





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terça-feira, 27 de maio de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 28 de Maio de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santa Maria Ana de Paredes, virgem, +1645

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Beato Guerric d'Igny : «O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir»


Evangelho segundo S. Marcos 10,32-45.

Iam a caminho, subindo para Jerusalém, e Jesus seguia à frente deles. Estavam espantados, e os que seguiam estavam cheios de medo. Tomando de novo os Doze consigo, começou a dizer-lhes o que lhe ia acontecer: «Eis que subimos a Jerusalém e o Filho do Homem vai ser entregue aos sumos sacerdotes e aos doutores da Lei, e eles vão condená-lo à morte e entregá-lo aos gentios. E hão-de escarnecê-lo, cuspir sobre Ele, açoitá-lo e matá-lo. Mas, três dias depois, ressuscitará.» Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se dele e disseram: «Mestre, queremos que nos faças o que te pedimos.» Disse-lhes: «Que quereis que vos faça?» Eles disseram: «Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda.» Jesus respondeu: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu bebo e receber o baptismo com que Eu sou baptizado?» Eles disseram: «Podemos, sim.» Jesus disse-lhes: «Bebereis o cálice que Eu bebo e sereis baptizados com o baptismo com que Eu sou baptizado; mas o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não pertence a mim concedê-lo: é daqueles para quem está reservado.» Os outros dez, tendo ouvido isto, começaram a indignar-se contra Tiago e João. Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis como aqueles que são considerados governantes das nações fazem sentir a sua autoridade sobre elas, e como os grandes exercem o seu poder. Não deve ser assim entre vós. Quem quiser ser grande entre vós, faça-se vosso servo e quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se o servo de todos. Pois também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por todos.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Beato Guerric d'Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense
Primeiro sermão para o Domingo de Ramos

«O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir»


O homem tinha sido criado para servir o seu criador. Haverá coisa mais justa, que servir Aquele que nos pôs no mundo, sem o qual não teríamos existência? E haverá coisa mais feliz que servi-Lo, pois que servi-Lo, é reinar? Mas o homem disse ao seu Criador: «Não servirei» (Jr 2,20). «Então servir-te-ei Eu», disse o Criador ao homem. «Senta-te, servir-te-ei, lavar-te-ei os pés» [...].

Sim, Cristo, «servo bom e fiel» (Mt 25,21), tu foste verdadeiramente servo, servo em fé e verdade, em paciência e constância. Sem tibieza, lançaste-Te, qual gigante que corre, na via da obediência (Sl 18,6); sem fingimento, deste-nos sobretudo, depois de tantos cansaços, a tua própria vida; maltratado, inocente, humilhaste-Te e não abriste a boca (Is 53,7). Está escrito e é verdade: «O servo que, conhecendo a vontade do seu senhor, não se preparou e não agiu conforme os seus desejos, será castigado com muitos açoites» (Lc 12,47). Mas, pergunto-vos, que acções dignas deixou por cumprir este servo? Que omitiu Ele do que devia ter feito?

«Fez tudo bem feito», dizem aqueles que observavam a sua conduta; «fez ouvir os surdos e falar os mudos» (Mc 7,37). Pois se cumpriu todas as acções que são dignas de recompensa, como sofreu então tanta indignidade? Ofereceu as costas ao chicote, recebeu uma quantidade inimaginável de chicotadas atrozes, por todo o lado o seu sangue correu. Foi interrogado no meio de opróbrios e de tormentos, como escravo ou malfeitor que é submetido a interrogatórios para que lhe seja arrancada a confissão de um crime. Ó detestável orgulho do homem que desdenha servir, a quem tão só humilha o máximo exemplo da servidão do seu próprio Deus!

Sim, meu Senhor, pois muito sofreste Tu a servir-me; seria justo e equitativo que de ora em diante tivesses repouso, e que o teu servo, por seu turno, te servisse agora; chegou a sua vez [...] Venceste, Senhor, este servo rebelde; estendo as mãos para que a Ti mas ligues, curvo a cabeça para receber o teu jugo. Permite que Te sirva. Recebe-me como teu servo para sempre, ainda que servo inútil se não tiver em mim a tua graça; envia-a pois do teu santo céu, para que me assista nos meus trabalhos (Sb 9,10).





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segunda-feira, 26 de maio de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 27 de Maio de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santo Agostinho de Cantuária, bispo, +605

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S. Bernardo : «Neste tempo, já, o cêntuplo»


Evangelho segundo S. Marcos 10,28-31.

Pedro começou a dizer-lhe: «Aqui estamos nós que deixámos tudo e te seguimos.» Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: quem deixar casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou campos por minha causa e por causa do Evangelho, receberá cem vezes mais agora, no tempo presente, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, juntamente com perseguições, e, no tempo futuro, a vida eterna. Muitos dos que são primeiros serão últimos, e muitos dos que são últimos serão primeiros.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

S. Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e doutor da Igreja
Sermão 37 sobre o Cântico dos Cânticos

«Neste tempo, já, o cêntuplo»


«Semeai na justiça, diz o Senhor, e recolhei a esperança da vida». Ele não vos remete para o último dia onde tudo vos será dado realmente e já não em esperança; Ele fala do presente. Claro que será grande a nossa alegria, o nosso júbilo infinito, quando começar a verdadeira vida. Mas, para já, a esperança duma tão grande alegria não pode ser sem alegria. «Alegrai-vos na esperança», diz o apóstolo Paulo (Rom 12, 12). E David não diz que estará na alegria, mas que ficou nela no dia em que esperou entrar na casa do Senhor (Sl 121, 1). Ele ainda não possuía a vida, mas já tinha colhido a esperança de vida. E experimentava a verdade da Escritura que diz que, não só a recompensa, mas «a esperança dos justos é plena de alegria» (Pr 10, 28). Essa alegria é produzida na alma daquele que semeou para a justiça, pela convicção que tem de que os seus pecados estão perdoados...

Qualquer um de vós que, após o início doloroso da conversão, tem a felicidade de se ver consolado pela esperança dos bens por que espera... colheu, desde agora, o fruto das suas lágrimas, viu Deus e ouviu-o dizer: «Dêem-lhe o fruto das suas obras» (Pr 31, 31). Como é que aquele que «saboreou e viu como o Senhor é bom» (Sl 33, 9) não havia de ver Deus? O Senhor Jesus parece muito doce àquele que recebe dEle, não só a remissão dos pecados, mas também o dom da santidade e, melhor ainda, a promessa da vida eterna. Feliz daquele que já fez uma tão bela colheita... O profeta fala verdade: « Aqueles que semeiam nas lágrimas colhem na alegria» (125,5)... Nenhum proveito nem honra terrestre nos parecerá acima da nossa esperança e desta alegria de esperar, doravante profundamente enraízada nos nossos corações: «A esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rom 5,5).





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domingo, 25 de maio de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 26 de Maio de 2008

Hoje a Igreja celebra : S. Filipe Néri, presbítero,fundador, +1595

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S. João Crisóstomo : «Mas, então, quem pode salvar-se?»


Evangelho segundo S. Marcos 10,17-27.

Quando se punha a caminho, alguém correu para Ele e ajoelhou-se, perguntando: «Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?» Jesus disse: «Porque me chamas bom? Ninguém é bom senão um só: Deus. Sabes os mandamentos: Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes, honra teu pai e tua mãe.» Ele respondeu: «Mestre, tenho cumprido tudo isso desde a minha juventude.» Jesus, fitando nele o olhar, sentiu afeição por ele e disse: «Falta-te apenas uma coisa: vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me.» Mas, ao ouvir tais palavras, ficou de semblante anuviado e retirou-se pesaroso, pois tinha muitos bens. Olhando em volta, Jesus disse aos discípulos: «Quão difícil é entrarem no Reino de Deus os que têm riquezas!» Os discípulos ficaram espantados com as suas palavras. Mas Jesus prosseguiu: «Filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus.» Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros: «Quem pode, então, salvar-se?» Fitando neles o olhar, Jesus disse-lhes: «Aos homens é impossível, mas a Deus não; pois a Deus tudo é possível.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

S. João Crisóstomo (c. 345- 407), bispo de Antioquia depois de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilia sobre o devedor de dez mil talentos,3; PG 51, 21

«Mas, então, quem pode salvar-se?»


Em resposta à pergunta que lhe fazia um homem rico, Jesus tinha revelado como se podia aceder à vida eterna. Mas a ideia de ter de abandonar as suas riquezas deixou este homem muito triste e ele foi-se embora. Então, Jesus declarou: «É mais fácil entrar um camelo pelo furo de uma agulha, do que entrar um rico no Reino de Deus». Por seu turno, Pedro aproxima-se de Jesus, ele que se despojou de tudo, renunciando à sua profissão e à sua barca, que já não possui nem um anzol, e põe esta pergunta a Jesus: «Mas, então, quem pode salvar-se?»

Repara, ao mesmo tempo, na reserva e no zelo deste discípulo. Ele não disse: «Ordenas o impossível, essa ordem é demasiado difícil, essa lei é demasiado exigente». Também não ficou em silêncio. Mas, não faltando ao respeito e mostrando quanto estava atento aos outros, disse: «Mas então, quem pode salvar-se?» É que muito antes de ser pastor, já ele tinha alma; antes de ser investido de autoridade..., já se preocupava com a terra inteira. Um homem rico teria provavelmente perguntado isso por interesse, por medo da sua situação pessoal e sem pensar nos outros. Mas Pedro, que era pobre, não pode ser suspeito de ter feito a sua pergunta por semelhantes motivos. É  sinal de que se preocupava com a salvação dos outros, e que queria aprender do Mestre como se chega a ela.

Daí a resposta encorajadora de Cristo: «Para os homens isso é impossível, mas não para Deus». Quer Ele dizer: «Não penseis que vos deixo ao abandono. Eu próprio vos assistirei num assunto tão importante, e tornarei fácil o que é difícil».  





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sábado, 24 de maio de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 25 de Maio de 2008

Domingo VIII do Tempo Comum - Ano A (semana IV do saltério)
Hoje a Igreja celebra : S. Beda, o Venerável, Doutor da Igreja, +735,  São Gregório VII, papa, +1085,  Santa Maria Madalena de Pazzi, virgem, +1607

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Catecismo da Igreja Católica: "Não vos preocupeis tanto com a vossa vida"


Evangelho segundo S. Mateus 6,24-34.

Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.» «Por isso vos digo: Não vos inquieteis quanto à vossa vida, com o que haveis de comer ou beber, nem quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Porventura não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestido? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; e o vosso Pai celeste alimenta-as. Não valeis vós mais do que elas? Qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? Porque vos preocupais com o vestuário? Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam! Pois Eu vos digo: Nem Salomão, em toda a sua magnificência, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã será lançada ao fogo, como não fará muito mais por vós, homens de pouca fé? Não vos preocupeis, dizendo: 'Que comeremos, que beberemos, ou que vestiremos?' Os pagãos, esses sim, afadigam-se com tais coisas; porém, o vosso Pai celeste bem sabe que tendes necessidade de tudo isso. Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo. Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu problema.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Catecismo da Igreja Católica
§ 302-305

"Não vos preocupeis tanto com a vossa vida"


A criação tem a sua bondade e a sua perfeição próprias, mas não saiu totalmente acabada das mãos do Criador. Foi criada «em estado de caminho» («in statu viae») para uma perfeição última ainda a atingir e a que Deus a destinou. Chamamos divina Providência às disposições pelas quais Deus conduz a sua criação em ordem a essa perfeição...

É unânime, a este respeito, o testemunho da Escritura: a solicitude da divina Providência é concreta e imediata, cuida de tudo, desde os mais insignificantes pormenores até aos grandes acontecimentos do mundo e da história. Os livros santos afirmam, com veemência, a soberania absoluta de Deus no decurso dos acontecimentos: «Tudo quanto Lhe aprouve, o nosso Deus o fez, no céu e na terra» (Sl 115, 3); e de Cristo se diz: «que abre e ninguém fecha, e fecha e ninguém abre» (Ap 3, 7); «há muitos projectos no coração do homem, mas é a vontade do Senhor que prevalece» (Pr 19, 21)...

Jesus reclama um abandono filial à Providência do Pai celeste, que cuida das mais pequenas necessidades dos seus filhos: «Não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? Que havemos de beber? [...] Bem sabe o vosso Pai celeste que precisais de tudo isso. Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais vos será dado por acréscimo» (Mt 6, 31-33).





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sexta-feira, 23 de maio de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 24 de Maio de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santa Joana Antida Thouret, virgem, +1826,  Nossa Senhora da Estrada,  Nossa Senhora Auxiliadora

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Hermas : «Deixai vir a Mim as criancinhas...pois a elas pertence o reino de Deus»


Evangelho segundo S. Marcos 10,13-16.

Apresentaram-lhe uns pequeninos para que Ele os tocasse; mas os discípulos repreenderam os que os haviam trazido. Vendo isto, Jesus indignou-se e disse-lhes: «Deixai vir a mim os pequeninos e não os afasteis, porque o Reino de Deus pertence aos que são como eles. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não entrará nele.» Depois, tomou-os nos braços e abençoou-os, impondo-lhes as mãos.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Hermas (sec II)
O Pastor, parábola 9, 24.29

«Deixai vir a Mim as criancinhas...pois a elas pertence o reino de Deus»


O Pastor mostrou-me uma montanha onde as ervas estavam verdes e viçosas; tudo estava florescente, e os rebanhos e os pássaros encontravam aí o seu alimento. Ele disse-me: «Os crentes de aqui sempre foram simples, inocentes, felizes, sem nenhum ressentimento uns contra os outros, mas pelo contrário sempre alegres servidores de Deus. Revestidos do santo espírito das virgens, cheios de compaixão por todos os homens, proveram, com o suor do seu rosto, às necessidades de todos os seus semelhantes, sem murmúrio nem hesitação. Vendo a sua simplicidade e toda a sua candura infantil, o Senhor fez prosperar todo o trabalho das suas mãos e abençoou todas as suas empresas... Todos que agirem assim, permaneçam desse modo e a vossa prosperidade não desaparecerá jamais»...

Depois ele mostrou-me uma bela montanha toda branca: «Aqui os crentes assemelham-se às criancinhas que não têm a mínima ideia do mal; como eles, nunca souberam o que é a maldade, mas guardaram sempre a inocência das suas infâncias. Esses homens irão seguramente habitar no reino de Deus, porque eles não violaram os mandamentos de Deus, mas perseveraram todos os dias das suas vidas na candura e nos sentimentos das suas infâncias. Todos vós que perseverais nesta via sereis «como criancinhas», sem malícia, sereis glorificados mais que todos os outros, porque as criancinhas são gloriosas diante de Deus e os primeiros a seus olhos. Bem aventurados os que afastarem a malícia para se revestirem de inocência; primeiro que todos os outros, vós vivereis para Deus.





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quinta-feira, 22 de maio de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 23 de Maio de 2008

Hoje a Igreja celebra : São João Batista de Rossi, presbítero, +1764

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Concílio Vaticano II: "Maridos. amai as vossas esposas como Cristo amou a Igreja: entregou-se por ela" (Ef 5,25)


Evangelho segundo S. Marcos 10,1-12.

Saindo dali, foi para a região da Judeia, para além do Jordão. As multidões agruparam-se outra vez à volta dele, e outra vez as ensinava, como era seu costume. Aproximaram-se uns fariseus e perguntaram-lhe, para o experimentar, se era lícito ao marido divorciar-se da mulher. Ele respondeu-lhes: «Que vos ordenou Moisés?» Disseram: «Moisés mandou escrever um documento de repúdio e divorciar-se dela.» Jesus retorquiu: «Devido à dureza do vosso coração é que ele vos deixou esse preceito. Mas, desde o princípio da criação, Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher, e serão os dois um só. Portanto, já não são dois, mas um só. Pois bem, o que Deus uniu não o separe o homem.» De regresso a casa, de novo os discípulos o interrogaram acerca disto. Jesus disse: «Quem se divorciar da sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar do seu marido e casar com outro, comete adultério.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Concílio Vaticano II
Constituição Dogmática sobre a Igreja no mundo actual "Gaudium et Spes", § 48

"Maridos. amai as vossas esposas como Cristo amou a Igreja: entregou-se por ela" (Ef 5,25)


O homem e a mulher, que, pela aliança conjugal «já não são dois, mas uma só carne» (Mt. 19, 6), prestam-se recíproca ajuda e serviço com a íntima união das suas pessoas e actividades, tomam consciência da própria unidade e cada vez mais a realizam. Esta união íntima, já que é o dom recíproco de duas pessoas, exige, do mesmo modo que o bem dos filhos, a inteira fidelidade dos cônjuges e a indissolubilidade da sua união.

Cristo Senhor abençoou copiosamente este amor de múltiplos aspectos, nascido da fonte divina da caridade e constituído à imagem da sua própria união com a Igreja (Ef 5, 32). E assim como outrora Deus veio ao encontro do seu povo com uma aliança de amor e fidelidade, assim agora o Salvador dos homens e esposo da Igreja vem ao encontro dos esposos cristãos com o sacramento do matrimónio. E permanece com eles, para que, assim como Ele amou a Igreja e se entregou por ela (Ef 5, 25), de igual modo os cônjuges, dando-se um ao outro, se amem com perpétua fidelidade.

O autêntico amor conjugal é assumido no amor divino, e dirigido e enriquecido pela força redentora de Cristo e pela acção salvadora da Igreja, para que, assim, os esposos caminhem eficazmente para Deus e sejam ajudados e fortalecidos na sua missão sublime de pai e mãe. Por este motivo, os esposos cristãos são fortalecidos e como que consagrados em ordem aos deveres do seu estado por meio de um sacramento especial; cumprindo, graças à força deste, a própria missão conjugal e familiar, penetrados do espírito de Cristo que impregna toda a sua vida de fé, esperança e caridade, avançam sempre mais na própria perfeição e mútua santificação e cooperam assim juntos para a glorificação de Deus.





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quarta-feira, 21 de maio de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 22 de Maio de 2008

Corpo de Deus - Ano A (ofício próprio)
Hoje a Igreja celebra : Santa Rita de Cássia, viúva, religiosa, +1457,   Beato João Baptista Machado, presbítero, mártir, +1617

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João Paulo II: "A minha carne é verdadeiro alimento e o meu sangue bebida verdadeira"


Evangelho segundo S. João 6,51-58.

Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo.» Então, os judeus, exaltados, puseram-se a discutir entre si, dizendo: «Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?!» Disse-lhes Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia, porque a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue, uma verdadeira bebida. Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e Eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive e Eu vivo pelo Pai, também quem de verdade me come viverá por mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os antepassados comeram, pois eles morreram; quem come mesmo deste pão viverá eternamente.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

João Paulo II
Encíclica Ecclesia de Eucharistia, 15

"A minha carne é verdadeiro alimento e o meu sangue bebida verdadeira"


A reprodução sacramental na Santa Missa do sacrifício de Cristo coroado pela sua ressurreição implica uma presença muito especial, que – para usar palavras de Paulo VI – «chama-se «real», não a título exclusivo como se as outras presenças não fossem «reais», mas por excelência, porque é substancial, e porque por ela se torna presente Cristo completo, Deus e homem». Reafirma-se assim a doutrina sempre válida do Concílio de Trento: «Pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue; a esta mudança, a Igreja católica chama, de modo conveniente e apropriado, transubstanciação». Verdadeiramente a Eucaristia é "mysterium fidei", mistério que supera os nossos pensamentos e só pode ser aceite pela fé, como lembram frequentemente as catequeses patrísticas sobre este sacramento divino. «Não hás-de ver – exorta S. Cirilo de Jerusalém – o pão e o vinho [consagrados] simplesmente como elementos naturais, porque o Senhor disse expressamente que são o seu corpo e o seu sangue: a fé t'o assegura, ainda que os sentidos possam sugerir-te outra coisa».

"Adoro te devote, latens Deitas": continuaremos a cantar com S. Tomás, o Doutor Angélico. Diante deste mistério de amor, a razão humana experimenta toda a sua limitação. Compreende-se como, ao longo dos séculos, esta verdade tenha estimulado a teologia a árduos esforços de compreensão.

São esforços louváveis, tanto mais úteis e incisivos se capazes de conjugarem o exercício crítico do pensamento com a «vida de fé» da Igreja, individuada especialmente «no carisma da verdade» do Magistério e na «íntima inteligência que experimentam das coisas espirituais» sobretudo os Santos. Permanece o limite apontado por Paulo VI: «Toda a explicação teológica que queira penetrar de algum modo neste mistério, para estar de acordo com a fé católica deve assegurar que na sua realidade objectiva, independentemente do nosso entendimento, o pão e o vinho deixaram de existir depois da consagração, de modo que a partir desse momento são o corpo e o sangue adoráveis do Senhor Jesus que estão realmente presentes diante de nós sob as espécies sacramentais do pão e do vinho».





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terça-feira, 20 de maio de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 21 de Maio de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santa Catarina de Génova, viúva, penitente,+1510

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Pio XII: "Quisemos impedi-lo porque não nos segue"


Evangelho segundo S. Marcos 9,38-40.

Disse-lhe João: «Mestre, vimos alguém expulsar demónios em teu nome, alguém que não nos segue, e quisemos impedi-lo porque não nos segue.» Jesus disse-lhes: «Não o impeçais, porque não há ninguém que faça um milagre em meu nome e vá logo dizer mal de mim. Quem não é contra nós é por nós.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Pio XII, papa de 1939 a 1958
Encíclica Mystici Corporis Christi

"Quisemos impedi-lo porque não nos segue"


Imitemos a vastidão do amor de Cristo, modelo supremo de amor pela Igreja, sua Esposa; contudo, o amor do divino Esposo é tão vasto, que a ninguém exclui, e na sua Esposa abraça a todo o gênero humano; pois que o Salvador derramou o seu sangue na cruz para conciliar com Deus todos os homens de todas as nações e estirpes, e para os reunir num só corpo. Por conseguinte, o verdadeiro amor da Igreja exige não só que sejamos todos no mesmo corpo membros uns dos outros, cheios de mútua solicitude (cf. Rm 12,5;1Cor 12,25), que se alegrem com os que se alegram e sofram com os que sofrem (cf. lCor 12,26), mas que também nos outros homens ainda não incorporados conosco na Igreja, reconheçamos outros tantos irmãos de Jesus Cristo segundo a carne, chamados como nós para a mesma salvação eterna.

É verdade que hoje não faltam - é um grande mal - os que vão exaltando a rivalidade, o ódio, o rancor, como coisas que elevam e nobilitam a dignidade e o valor do homem. Nós, porém, que magoados vemos os funestos frutos de tal doutrina, sigamos o nosso Rei pacífico, que nos ensinou a amar os que não são da mesma nação ou mesma estirpe (cf. Lc 10,33-37) até os próprios inimigos (cf. Lc 6,27-35; Mt 5,44-48). Nós, compenetrados dos suavíssimos sentimentos do Apóstolo das gentes, com ele cantemos o comprimento, a largura, a sublimidade, a profundeza da caridade de Cristo (cf. Ef 3,18), que nem a diversidade de nacionalidade, ou de costumes pode quebrar, nem a vastidão imensa do oceano diminuir, nem as guerras, justas ou injustas, arrefecer.





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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 20 de Maio de 2008

Hoje a Igreja celebra : São Bernardino de Sena, presbítero, +1444

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Santa Teresa do Menino Jesus : «Se alguém quer ser o primeiro, que se seja o último de todos e o servo de todos»


Evangelho segundo S. Marcos 9,30-37.

Partindo dali, atravessaram a Galileia, e Jesus não queria que ninguém o soubesse, porque ia instruindo os seus discípulos e dizia-lhes: «O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens que o hão-de matar; mas, três dias depois de ser morto, ressuscitará.» Mas eles não entendiam esta linguagem e tinham receio de o interrogar. Chegaram a Cafarnaúm e, quando estavam em casa, Jesus perguntou: «Que discutíeis pelo caminho?» Ficaram em silêncio porque, no caminho, tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior. Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: «Se alguém quiser ser o primeiro, há-de ser o último de todos e o servo de todos.» E, tomando um menino, colocou-o no meio deles, abraçou-o e disse-lhes: «Quem receber um destes meninos em meu nome é a mim que recebe; e quem me receber, não me recebe a mim mas àquele que me enviou.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Teresa do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja
Oração 20

«Se alguém quer ser o primeiro, que se seja o último de todos e o servo de todos»


Jesus!... Como é grande a vossa humildade, ó divino Rei da Glória, submeterdes-vos a todos os vossos sacerdotes sem fazer nenhuma distinção entre os que vos amam e os que são, infelizmente!, mornos ou frios no vosso serviço. Ao seu apelo vós desceis do céu; eles podem adiantar, retardar a hora do santo sacrifício, sempre estais pronto. Ó meu Bem-Amado, sob o véu da hóstia branca, como me apareceis doce e humilde de coração (Mt 11,29)! Para me ensinardes a humildade não podíeis abaixar-vos mais; também eu quero, a fim de responder ao vosso amor, desejar que as minhas irmãs me coloquem sempre em último lugar e convencer-me bem de que é esse o meu lugar...

Eu sei, ó meu Deus, vós abateis a alma orgulhosa, mas à que se humilha darás uma eternidade de glória; eu quero pois colocar-me na última fila, partilhar das vossas humilhações a fim de «ter parte convosco» (Jo 13,8) no reino dos Céus.

Mas, Senhor, vós conheceis a minha fraqueza; cada manhã tomo a resolução de praticar a humildade e à noite reconheço que cometi ainda muitas faltas de orgulho. À vista disto sou tentada a desencorajar mas, eu sei, o desencorajamento é também orgulho. Quero pois, ó meu Deus, assentar a minha esperança somente em vós; porque vós tudo podeis, dignai-vos fazer nascer na minha alma a virtude que desejo. Para obter esta graça da vossa infinita misericórdia repetir-vos-ei muitas vezes: «Ó Jesus, doce e humilde de coração, tornai o meu coração semelhante ao vosso!»





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domingo, 18 de maio de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 19 de Maio de 2008

Hoje a Igreja celebra : Santo Ivo, presbítero, +1303, padroeiro dos advogados,  Santa Rafaela Maria, virgem, fundadora, +1925

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Hermas : «Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!»


Evangelho segundo S. Marcos 9,14-29.

Ia ter com os seus discípulos, quando viu em torno deles uma grande multidão e uns doutores da Lei a discutirem com eles. Assim que viu Jesus, toda a multidão ficou surpreendida e acorreu a saudá-lo. Ele perguntou: «Que estais a discutir uns com os outros?» Alguém de entre a multidão disse-lhe: «Mestre, trouxe-te o meu filho que tem um espírito mudo. Quando se apodera dele, atira-o ao chão, e ele põe-se a espumar, a ranger os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram.» Disse Jesus: «Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-mo cá.» E levaram-lho. Ao ver Jesus, logo o espírito sacudiu violentamente o jovem, e este, caindo por terra, começou a estrebuchar, deitando espuma pela boca. Jesus perguntou ao pai: «Há quanto tempo lhe sucede isto?» Respondeu: «Desde a infância; e muitas vezes o tem lançado ao fogo e à água, para o matar. Mas, se podes alguma coisa, socorre-nos, tem compaixão de nós.» «Se podes...! Tudo é possível a quem crê», disse-lhe Jesus. Imediatamente o pai do jovem disse em altos brados: «Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!» Vendo, Jesus, que acorria muita gente, ameaçou o espírito maligno, dizendo: «Espírito mudo e surdo, ordeno-te: sai do jovem e não voltes a entrar nele.» Dando um grande grito e sacudindo-o violentamente, saiu. O jovem ficou como morto, a ponto de a maioria dizer que tinha morrido. Mas, tomando-o pela mão, Jesus levantou-o, e ele pôs-se de pé. Quando Jesus entrou em casa, os discípulos perguntaram-lhe em particular: «Porque é que nós não pudemos expulsá-lo?» Respondeu: «Esta casta de espíritos só pode ser expulsa à força de oração.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Hermas (séc. II)
O Pastor

«Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!»


Expulsa a dúvida da tua alma, nunca hesites em dirigir a Deus a tua oração, dizendo: «Como posso eu rezar, como posso ser escutado, depois de ter ofendido a Deus tantas vezes?» Não raciocines dessa maneira; volta-te de todo o coração para o Senhor, e reza-Lhe com total confiança. Conhecerás então a extensão da Sua misericórdia; verás que, longe de te abandonar, Ele cumulará os desejos do teu coração. Porque Deus não é como os homens, que nunca se esquecem do mal; Nele não há ressentimentos, mas uma terna compaixão para com as Suas criaturas. Assim, pois, purifica o teu coração de todas as vaidades do mundo, do mal e do pecado [...], e reza ao Senhor. Tudo obterás [...], se rezares com total confiança.

Se, porém, a dúvida tomar o teu coração, as tuas súplicas não serão ouvidas. Aqueles que duvidam de Deus são almas dúplices; nada obtêm daquilo que pedem. [...] Quem duvida, a menos que se converta, dificilmente será ouvido e salvo. Assim, pois, purifica a tua alma da dúvida, reveste-te da fé, porque a fé é poderosa, e crê firmemente que Deus escutará todas as tuas súplicas. E, se Ele tardar um pouco a ouvir a tua oração, não te deixes arrastar pela dúvida por não teres obtido imediatamente aquilo que pedes; esse atraso destina-se a fazer-te crescer na fé. Não cesses, pois, de pedir aquilo que desejas. [...] Não te permitas duvidar, pois a dúvida é perniciosa e insensata, roubando a fé a muitos, incluindo os mais firmes. [...] A fé é forte e poderosa; tudo promete e tudo obtém; a dúvida, que é falta de confiança, tudo mina.





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sábado, 17 de maio de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 18 de Maio de 2008

Domingo da Santíssima Trindade - Ano A (semana III do saltério)
Hoje a Igreja celebra : São João I, papa, +526


Evangelho segundo S. João 3,16-18.

Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna. De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no Filho Unigénito de Deus.


Da Bíblia Sagrada





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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 17 de Maio de 2008

Hoje a Igreja celebra : S. Pascoal Bailão, religioso leigo, +1592

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Pedro: «Mestre, bom é estarmos aqui»


Evangelho segundo S. Marcos 9,2-13.

Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e levou-os, só a eles, a um monte elevado. E transfigurou-se diante deles. As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que lavadeira alguma da terra as poderia branquear assim. Apareceu-lhes Elias, juntamente com Moisés, e ambos falavam com Ele. Tomando a palavra, Pedro disse a Jesus: «Mestre, bom é estarmos aqui; façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias.» Não sabia que dizer, pois estavam assombrados. Formou-se, então, uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado. Escutai-o.» De repente, olhando em redor, já não viram ninguém, a não ser só Jesus, com eles. Ao descerem do monte, ordenou-lhes que a ninguém contassem o que tinham visto, senão depois de o Filho do Homem ter ressuscitado dos mortos. Eles guardaram a recomendação, discutindo uns com os outros o que seria ressuscitar de entre os mortos. E fizeram-lhe esta pergunta: «Porque afirmam os doutores da Lei que primeiro há-de vir Elias?» Jesus respondeu-lhes: «Sim; Elias, vindo primeiro, restabelecerá todas as coisas; porém, não dizem as Escrituras que o Filho do Homem tem de padecer muito e ser desprezado? Pois bem, digo-vos que Elias já veio e fizeram dele tudo o que quiseram, conforme está escrito.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Pedro, o Venerável (1092-1156), abade de Cluny
Sermão n.º 1 para a Transfiguração; PL 189, 959

«Mestre, bom é estarmos aqui»


«O seu rosto resplandeceu como o Sol» (Mt 17,2) [...] Envolvida pela aura da carne, hoje resplandeceu a Luz verdadeira que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina (Jo 1,9). Hoje ela glorifica esta mesma carne, mostra-a deificada aos apóstolos para que estes a revelem ao mundo. E tu, cidade beatífica, fruirás eternamente a contemplação deste Sol, ao desceres do «céu, de junto de Deus [...], já preparada, qual noiva adornada para o seu esposo» (Ap 21,2). Nunca mais esse Sol se porá para ti; para sempre Ele próprio fará raiar a manhã eterna. Nunca mais esse Sol será velado por nuvem alguma, mas brilhará sem cessar, e cumular-te-á de uma luz que não declinará nunca. Nunca mais esse Sol te toldará os olhos, antes dar-te-á forças para que o olhes, e encantar-te-á com o seu esplendor divino [...] «Não mais haverá morte nem luto, nem pranto, nem dor» (Ap 21,4) que ensombre o brilho que Deus te deu, pois, como foi dito a João: «O antigo mundo pereceu».
Eis o Sol de que fala o profeta: «Já não será o Sol que te iluminará durante o dia, nem a Lua durante a noite. O Senhor será a tua luz eterna, o teu Deus será o teu esplendor. (Is 60,19). Eis a luz eterna que resplandece para ti no rosto do Senhor. Escutas a voz do Senhor, contemplas o seu rosto resplandecente, e tornas-te como o Sol. Pois é pelo rosto que reconhecemos cada pessoa, e reconhecê-la, é como ficar iluminado por ela. Aqui na terra acreditas pela fé; nos céus, reconhecerás. Aqui captas com a inteligência; lá, serás captado. Aqui, vês «como num espelho»; lá, verás «face a face» (1 Co 13,12) [...] Assim se cumprirá o desejo do profeta: «Que Ele faça resplandecer em nós o seu rosto» (Sl 67,2) [...] Nessa luz exultarás para sempre; nessa luz caminharás sem cansaço. Nessa luz, verás a luz eterna.





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- Juventude Nova é um estilo de vida. Um novo jeito de ser. - Ser JN significa assumir e testemunhar uma vida nova, renovada por Jesus Cristo.