quarta-feira, 12 de junho de 2013

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terça-feira, 11 de junho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Quarta-feira, dia 12 de Junho de 2013

Quarta-feira da 10ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : Beato Ludovico Mzyk, presbítero, e companheiros mártires (+1940), Santa Paula Frassinetti, virgem, fundadora, +1882

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São Jerónimo : Cristo, perfeição da Lei e dos Profetas

2ª Carta aos Coríntios 3,4-11.

Irmãos: É por Cristo que temos esta certeza diante de Deus:
Não é que sejamos capazes de conceber alguma coisa como de nós mesmos; é de Deus que provém a nossa capacidade.
É Ele que nos torna aptos para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, enquanto o Espírito dá a vida.
Ora se o ministério da morte, gravado com letras em pedra, foi de tal glória que os filhos de Israel não podiam fixar o rosto de Moisés, por causa do esplendor que nele havia, aliás passageiro,
quanto mais glorioso não será o ministério do Espírito?
Na verdade, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais rico de glória será o ministério da justiça.
Mesmo até o que, sob tal aspecto, foi glorioso, deixou de o ser por causa da glória eminentemente superior.
Se, com efeito, foi glorioso o que era transitório, muito mais glorioso é o que permanece.


Livro de Salmos 99(98),5.6.7.8.9.

Louvai o Senhor, nosso Deus,  
prostrai-vos a seus pés:
Ele é santo!

Moisés e Aarão estão entre os seus sacerdotes,  
e Samuel, entre os que invocam o seu nome.  
Invocavam o Senhor e Ele atendia-os.  

Deus falava-lhes da coluna de nuvens;  
eles guardavam os seus preceitos  
e a lei que lhes tinha dado.  

Senhor, nosso Deus, Tu respondeste-lhes!  
Foste indulgente para com eles,  
embora castigasses os seus pecados.

Louvai o Senhor, nosso Deus,
prostrai-vos diante do seu monte santo,
pois o Senhor, nosso Deus, é santo!



Evangelho segundo S. Mateus 5,17-19.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição.
Porque em verdade vos digo: Até que passem o céu e a terra, não passará um só jota ou um só ápice da Lei, sem que tudo se cumpra.
Portanto, se alguém violar um destes preceitos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será o menor no Reino do Céu. Mas aquele que os praticar e ensinar, esse será grande no Reino do Céu.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, doutor da Igreja
Homilia nº 9 sobre o Evangelho segundo São Marcos, 8

Cristo, perfeição da Lei e dos Profetas

Quando leio o Evangelho e nele encontro testemunhos saídos da Lei ou dos
Profetas, penso só em Cristo. Não leio Moisés nem os Profetas senão com
a intenção de saber o que dizem eles de Cristo, uma vez que, tendo
chegado ao esplendor de Cristo como à luz esplendorosa e brilhante do sol,
não posso depois prestar atenção a uma lâmpada. Se acendermos uma
lâmpada em pleno dia, o que alumia ela? Ao sol, a luz duma lâmpada é
invisível. Do mesmo modo, na presença de Cristo, desaparecem por completo
a Lei e os Profetas. Não critico a sua existência, muito pelo contrário,
até a enalteço, uma vez que a Lei e os Profetas anunciam a Cristo. Quando
os leio, porém, a minha intenção não é ater-me ao que dizem mas, a
partir do que dizem, chegar a Cristo.







segunda-feira, 10 de junho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Terça-feira, dia 11 de Junho de 2013

S. Barnabé, apóstolo - Memória Obrigatória


Santo do dia : S. Barnabé, Apóstolo, séc. I

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Concílio Vaticano II: «Proclamai que está próximo o Reino dos Céus»

Livro dos Actos dos Apóstolos 11,21-26.13,1-3.

Naqueles dias,  foi grande o número dos que abraçaram a fé e se converteram ao Senhor.
A notícia chegou aos ouvidos da igreja de Jerusalém, e mandaram Barnabé a Antioquia.
Assim que ele chegou e viu a graça concedida por Deus, regozijou-se com isso e exortou-os a todos a que se conservassem unidos ao Senhor, de coração firme;
ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. Assim, uma grande multidão aderiu ao Senhor.
Então, Barnabé foi a Tarso procurar Saulo.
Encontrou-o e levou-o para Antioquia. Durante um ano inteiro, mantiveram-se juntos nesta igreja e ensinaram muita gente. Foi em Antioquia que, pela primeira vez, os discípulos começaram a ser tratados pelo nome de «cristãos.»
Havia na igreja, estabelecida em Antioquia, profetas e doutores: Barnabé, Simeão, chamado 'Níger', Lúcio de Cirene, Manaen, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo.
Estando eles a celebrar o culto em honra do Senhor e a jejuar, disse-lhes o Espírito Santo: «Separai Barnabé e Saulo para o trabalho a que Eu os chamei.»
Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir.


Livro de Salmos 98(97),1.2-3.3-4.5-6.

Cantai ao Senhor um cântico novo,
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
lhe deram a vitória.

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.
Os confins da terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.


Aclamai a Deus, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.
Cantai hinos ao Senhor, ao som da harpa,
ao som da harpa e da lira;

ao som de cornetins e trombetas,
aclamai o nosso rei e Senhor.



Evangelho segundo S. Mateus 10,7-13.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus Apóstolos: «Ide e proclamai que está próximo o reino dos Céus .
Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça.
Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos;
nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento.
Em qualquer cidade ou aldeia onde entrardes, procurai saber se há nela alguém que seja digno, e permanecei em sua casa até partirdes.
Ao entrardes numa casa, saudai-a.
Se essa casa for digna, a vossa paz desça sobre ela; se não for digna, volte para vós.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Concílio Vaticano II
Constituição sobre a Igreja, «Lumen gentium», § 35

«Proclamai que está próximo o Reino dos Céus»

Cristo, o grande profeta, que pelo testemunho da vida e a força da palavra
proclamou o reino do Pai, realiza a sua missão profética até à total
revelação da glória, não só por meio da hierarquia, que em seu nome e
com a sua autoridade ensina, mas também por meio dos leigos; para isso os
constituiu testemunhas, e lhes concedeu o sentido da fé e o dom da palavra
(cf Act 2,17-18; Apoc 19,10), a fim de que a força do Evangelho
resplandeça na vida quotidiana, familiar e social. Os leigos
mostrar-se-ão filhos da promessa se, firmes na fé e na esperança,
aproveitarem bem o tempo presente (cf Ef 5,16; Col 4,5) e com paciência
esperarem a glória futura (cf Rom 8,25). [...] Este modo de evangelizar,
proclamando a mensagem de Cristo com o testemunho da vida e com a palavra,
adquire um certo carácter específico e uma particular eficácia por se
realizar nas condições ordinárias da vida no mundo.


Nesta obra, desempenha grande papel aquele estado de vida que é
santificado por um sacramento próprio: a vida matrimonial e familiar. Aí
se encontra um exercício e uma admirável escola de apostolado dos leigos,
se a religião penetrar toda a vida e a transformar cada vez mais. Aí
encontram os esposos a sua vocação própria, de serem um para o outro e
para os filhos as testemunhas da fé e do amor de Cristo. A família
cristã proclama em alta voz as virtudes presentes do Reino de Deus e a
esperança na vida bem-aventurada. E deste modo, pelo exemplo e pelo
testemunho, argui o mundo do pecado e ilumina aqueles que buscam a verdade.
Por isso, ainda mesmo quando ocupados com os cuidados temporais, podem e
devem os leigos exercer valiosa acção para a evangelização do mundo.







domingo, 9 de junho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Segunda-feira, dia 10 de Junho de 2013

Segunda-feira da 10ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : Santo Anjo da Guarda de Portugal

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São Francisco de Assis : «Deles é o Reino do Céu»

2ª Carta aos Coríntios 1,1-7.

Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus que está em Corinto, como a todos os santos que estão na Acaia inteira,
a vós, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.
Bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação!
Ele nos consola em toda a nossa tribulação, para que também nós possamos consolar aqueles que estão em qualquer tribulação, mediante a consolação que nós mesmos recebemos de Deus.
Na verdade, assim como abundam em nós os sofrimentos de Cristo, também, por meio de Cristo, é abundante a nossa consolação.
Se somos atribulados, é, pois, para vossa consolação e salvação. Se somos consolados, é para vossa consolação, que vos faz suportar os mesmos sofrimentos que também nós padecemos.
E a nossa esperança a respeito de vós é firme, porque sabemos que, assim como sois participantes dos nossos sofrimentos, também o haveis de ser da nossa consolação.


Livro de Salmos 34(33),2-3.4-5.6-7.8-9.

A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor,
escutem e alegrem-se os humildes.

Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.

Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

O anjo do Senhor protege os que O temem
e defende-os dos perigos.
Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que nele se refugia.



Evangelho segundo S. Mateus 5,1-12.

Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu a um monte. Depois de se ter sentado, os discípulos aproximaram-se dele.
Então tomou a palavra e começou a ensiná-los, dizendo:
«Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu.
Felizes os que choram, porque serão consolados.
Felizes os mansos, porque possuirão a terra.
Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.
Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
Felizes os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu.
Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o género de calúnias contra vós, por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque grande será a vossa recompensa no Céu; pois também assim perseguiram os profetas que vos precederam.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Francisco de Assis (1182-1226), fundador da Ordem dos Frades Menores
Admonições, §§13-17

«Deles é o Reino do Céu»

«Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.»
Enquanto tudo corre à medida dos seus desejos, não se consegue saber
quanta paciência e humildade tem um servo de Deus. Venham porém os tempos
em que aqueles que lhe deviam respeitar a vontade a contrariam; a
paciência será a que efectivamente tiver, e nada mais.


«Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu.» Há
muitos que se entregam a longas orações e ofícios, e infligem ao corpo
frequentes mortificações e abstinências. Mas por palavra que lhes
pareça afronta ou injustiça, ou por coisa mais insignificante que lhes
seja tirada, logo se indignam e perdem a paz da alma. Estes não são os
verdadeiros pobres em espírito; o verdadeiro pobre em espírito é o que
renuncia a si mesmo e não quer mal a quem lhe bate no rosto (Mc 8,34; Mt
5,39).


«Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.»
Verdadeiros pacificadores são os que, apesar de todo o sofrimento por que
hão-de passar por amor a nosso Senhor Jesus Cristo, conservam a alma e o
corpo em paz.


«Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.» Têm
verdadeiramente o coração puro os que desprezam os bens da Terra, os que
procuram os do Céu e, purificados assim de quaisquer amarras da alma e do
coração, adoram e contemplam incessante e unicamente o Senhor Deus, vivo
e verdadeiro.







sábado, 8 de junho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Domingo, dia 09 de Junho de 2013

10º Domingo do Tempo Comum - Ano C


Festa da Igreja : Décimo Domingo do Tempo Comum (semana II do saltério)
Santo do dia : Santo Efrém, diácono, Doutor da Igreja, +373, Beato José de Anchieta, presbítero, +1597

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Concílio Vaticano II: «O Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: 'Não chores'»

Livro de 1º Reis 17,17-24.

Naqueles dias, caiu doente o filho da viúva de Sarepta e a enfermidade foi tão grave que ele morreu. Então a mãe disse a Elias: «Que tens tu a ver comigo, homem de Deus? Vieste a minha casa lembrar-me os meus pecados e causar a morte do meu filho?». Elias respondeu-lhe: «Dá-me o teu filho». Tomando-o dos braços da mãe, levou-o ao quarto de cima, onde dormia, e deitou-o no seu próprio leito. Depois invocou o Senhor, dizendo: «Senhor, meu Deus, quereis ser também rigoroso para com esta viúva, que me hospeda em sua casa, a ponto de fazerdes morrer o seu filho?». Elias estendeu-se três vezes sobre o menino e clamou de novo ao Senhor: «Senhor, meu Deus, fazei que a alma deste menino volte a entrar nele». O Senhor escutou a voz de Elias: a alma do menino voltou a entrar nele e o menino recuperou a vida. Elias tomou o menino, desceu do quarto para dentro da casa e entregou-o à mãe, dizendo: «Aqui tens o teu filho vivo». Então a mulher exclamou: «Agora vejo que és um homem de Deus e que se encontra verdadeiramente nos teus lábios a palavra do Senhor».


Livro de Salmos 30(29),2.4.5-6.11.12a.13b.

Senhor, eu te enalteço, porque me salvaste
e não permitiste que os inimigos se rissem de mim.
Senhor, livraste a minha alma da mansão dos mortos,
poupaste-me a vida, para eu não descer ao túmulo.

Cantai salmos ao Senhor, vós que O amais,
e dai-lhe graças, lembrando a sua santidade.
A sua indignação dura apenas um instante,
mas a sua benevolência é para toda a vida.
Ao cair da noite, vem o pranto;
e, ao amanhecer, volta a alegria.  

Ouve-me, Senhor, tem compaixão de mim;
Senhor, vem em meu auxílio.
Tu converteste o meu pranto em festa,
tiraste-me o luto e vestiste-me de júbilo.



Carta aos Gálatas 1,11-19.

Com efeito, faço-vos saber, irmãos, que o Evangelho por mim anunciado, não o conheci à maneira humana;
pois eu não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por uma revelação de Jesus Cristo.
Ouvistes falar do meu procedimento outrora no judaísmo: com que excesso perseguia a Igreja de Deus e procurava devastá-la;
e no judaísmo ultrapassava a muitos dos compatriotas da minha idade, tão zeloso eu era das tradições dos meus pais.
Mas, quando aprouve a Deus – que me escolheu desde o seio de minha mãe e me chamou pela sua graça –
revelar o seu Filho em mim, para que o anuncie como Evangelho entre os gentios, não fui logo consultar criatura humana alguma,
nem subi a Jerusalém para ir ter com os que se tornaram Apóstolos antes de mim. Parti, sim, para a Arábia e voltei outra vez a Damasco.
A seguir, passados três anos, subi a Jerusalém, para conhecer a Cefas, e fiquei com ele durante quinze dias.
Mas não vi nenhum outro Apóstolo, a não ser Tiago, o irmão do Senhor.


Evangelho segundo S. Lucas 7,11-17.

Naquele tempo, dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim, indo com Ele os seus discípulos e uma grande multidão.
Quando estavam perto da porta da cidade, viram que levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva; e, a acompanhá-la, vinha muita gente da cidade.
Vendo-a, o Senhor compadeceu-se dela e disse-lhe: «Não chores.»
Aproximando-se, tocou no caixão, e os que o transportavam pararam. Disse então: «Jovem, Eu te ordeno: Levanta-te!»
O morto sentou-se e começou a falar. E Jesus entregou-o à sua mãe.
O temor apoderou-se de todos, e davam glória a Deus, dizendo: «Surgiu entre nós um grande profeta e Deus visitou o seu povo!»
E a fama deste milagre espalhou-se pela Judeia e por toda a região.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Concílio Vaticano II
Constituição da Igreja no mundo deste tempo «Gaudium et spes», § 22

«O Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: 'Não chores'»

«Imagem de Deus invisível» (Col 1,15), Ele é o homem perfeito, que
restitui aos filhos de Adão a semelhança divina, deformada desde o
primeiro pecado. Já que, nele, a natureza humana foi assumida, e não
destruída, por isso mesmo também em nós foi ela elevada a sublime
dignidade. Porque, pela sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-Se de
certo modo a cada homem. Trabalhou com mãos humanas, pensou com uma
inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração
humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós,
semelhante a nós em tudo, excepto no pecado (Hb 4, 15).


Cordeiro inocente, mereceu-nos a vida com a livre efusão do seu sangue;
nele nos reconciliou Deus consigo e uns com os outros e nos arrancou da
escravidão do demónio e do pecado. De maneira que cada um de nós pode
dizer com o Apóstolo: o Filho de Deus «amou-me e entregou-se por mim»
(Gal 2,20). Sofrendo por nós, não só nos deu exemplo, para que sigamos
os seus passos, mas também abriu um novo caminho (Hb 10, 20)), em que a
vida e a morte são santificadas e recebem um novo sentido.


O cristão, tornado conforme à imagem do Filho que é o primogénito entre
a multidão dos irmãos, recebe «as primícias do Espírito» (Rm
8,29.23). [...] Por meio deste Espírito, «penhor da herança» (Ef 1,14),
o homem todo é renovado interiormente, até à «redenção do corpo»:
«Se o Espírito d'Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita
em vós, Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos dará também a
vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita» (Rm
8,23.11). [...] Tal é, e tão grande, o mistério do homem, que a
revelação cristã manifesta aos que crêem. E assim, por Cristo e em
Cristo, esclarece-se o enigma da dor e da morte, o qual, fora do seu
Evangelho, nos esmaga. Cristo ressuscitou, destruindo a morte com a
própria morte, e deu-nos a vida, para que, tornados filhos no Filho,
exclamemos no Espírito: Abba, Pai (Rm 8,15).







sexta-feira, 7 de junho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Sabado, dia 08 de Junho de 2013

Imaculado Coração da Virgem Santa Maria – memória


Festa da Igreja : Imaculado Coração de Maria
Santo do dia : Beato Francisco Aranha, religioso, mártir, +1583, Beata Maria do Divino Coração, religiosa, +1899, Santa Quitéria, virgem, mártir, séc. II

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Tomás de Celano : Dar tudo porque Cristo deu tudo

Livro de Tobias 12,1.5-15.20.

Naqules dias, Tobite chamou Tobias, seu filho, e disse-lhe: «Meu filho, prepara o salário que deves dar ao homem que foi contigo e vê o que será preciso juntar-lhe, como gratificação.»
Então, Tobias chamou o anjo e disse-lhe: «Toma metade de tudo o que trouxemos como salário para ti e vai em paz.»
Então, Rafael chamou os dois à parte, e disse-lhes: «Louvai a Deus e agradecei-lhe; exaltai-o e apregoai a todos os viventes o que fez por vós, pois é bom louvar a Deus, exaltar o seu nome e apregoar as suas obras. Não vos canseis de o confessar.
Se é bom guardar o segredo do rei, é coisa louvável apregoar as obras de Deus. Fazei o bem e nada de mau vos acontecerá.
É boa a oração feita com verdade e a esmola, acompanhada pela justiça. Melhor é pouco com justiça, do que muito com iniquidade. Melhor é dar esmolas do que acumular tesouros,
pois a esmola livra da morte e limpa de todo o pecado. Os que praticam a misericórdia e a justiça serão cumulados de vida.
Aqueles que cometem o pecado e a injustiça são inimigos da sua própria vida.
Quero dizer-vos toda a verdade sem vos ocultar coisa alguma. Já vos disse que é bom guardar os segredos do rei, mas é glorioso proclamar as obras de Deus.
Por isso, sabei que enquanto oravas, tu e a tua nora Sara, eu apresentava as vossas orações diante da glória do Senhor. Da mesma forma, enquanto enterravas os mortos, eu também estava contigo.
Assim, quando, a toda a pressa, te levantaste e deixaste de comer, a fim de sepultar aquele cadáver, eu fui enviado para pôr a tua fé à prova,
mas, ao mesmo tempo, Deus enviou-me para te curar, a ti e a Sara, tua nora.
Eu sou Rafael, um dos sete anjos que apresentam as orações dos justos e têm lugar diante da majestade do Senhor.»
Agora, bendizei o Senhor, aqui na terra, e louvai a Deus, porque eu volto para aquele que me enviou. Escrevei tudo o que sucedeu convosco.» Dito isto, elevou-se.


Livro de Tobias 13,2.6.7.8.

«Bendito seja Deus, que vive eternamente!
porque o seu reino permanece por todos os séculos.
Porque Ele castiga, mas usa de misericórdia,
conduz ao sepulcro e dele faz sair;
nada existe que escape à Sua mão.

Quando vos converterdes a Ele,
com todo o vosso coração e com toda a vossa alma,
para praticar a verdade na sua presença,
Ele voltar-se-á para vós e não vos ocultará a sua face.

Contemplai, agora, o que fez por vós,
rendei-lhe graças com a vossa voz,
bendizei o Senhor da justiça
e exaltai o Rei dos séculos.

Por mim, glorificá-lo-ei na terra do meu cativeiro
e anunciarei a um povo pecador o seu poder e a sua grandeza.
Convertei-vos, pecadores, e praticai a justiça diante dele;
talvez tenha misericórdia de todos vós.



Evangelho segundo S. Marcos 12,38-44.

Naquele tempo, Jesus ensinava a multidão, dizendo: «Tomai cuidado com os doutores da Lei, que gostam de exibir longas vestes, de ser cumprimentados nas praças,
de ocupar os primeiros lugares nas sinagogas e nos banquetes;
eles devoram as casas das viúvas a pretexto de longas orações. Esses receberão uma sentença mais severa.»
Estando sentado em frente do tesouro, observava como a multidão deitava moedas. Muitos ricos deitavam muitas.
Mas veio uma viúva pobre e deitou duas moedinhas, uns tostões.
Chamando os discípulos, disse: «Em verdade vos digo que esta viúva pobre deitou no tesouro mais do que todos os outros;
porque todos deitaram do que lhes sobrava, mas ela, da sua penúria, deitou tudo quanto possuía, todo o seu sustento.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Tomás de Celano (c. 1190-c. 1260), biógrafo de São Francisco e de Santa Clara
«Vita prima» de São Francisco, §76

Dar tudo porque Cristo deu tudo

Francisco, pobrezinho e pai dos pobres, queria viver em tudo como pobre;
sofria quando encontrava alguém mais pobre que ele, não por vaidade mas
por causa da terna compaixão que os pobres lhe causavam. Só queria uma
túnica de tecido grosseiro e muito comum; ainda assim acontecia-lhe bastas
vezes partilhá-la com algum infeliz. No entanto, era um pobre muito rico
pois, movido pela sua grande caridade a socorrer os pobres sempre que
podia, quando estava muito frio, ia ter com os ricos deste mundo e
pedia-lhes que lhe emprestassem um sobretudo ou um casaco. Traziam-lhos
mais depressa do que a pressa que ele se tinha dado em fazer o pedido. Ele
então dizia: «Aceito com a condição de não esperarem que vo-los
devolva.» E, com o coração em festa, Francisco oferecia o que acabava de
receber ao primeiro pobre que encontrava.


Nada lhe causava mais pena do que ver insultar um pobre ou que dissessem
mal de qualquer criatura. Um dia, um irmão deixou escapar umas palavras
que magoaram um pobre que pedia esmola: «Não serás por acaso um rico a
fingir de pobre?» Estas palavras caíram muito mal a Francisco, o pai dos
pobres, que infligiu ao delinquente uma terrível reprimenda e lhe ordenou
que se despojasse das suas vestes na presença do pobre e lhe beijasse os
pés, pedindo-lhe perdão. «Quem fala mal a um pobre, dizia, injuria a
Cristo, de quem o pobre é o mais nobre símbolo neste mundo, uma vez que
Cristo por nós Se fez pobre neste mundo» (cf 2Cor 8,9).







quinta-feira, 6 de junho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Sexta-feira, dia 07 de Junho de 2013

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, solenidade - Ano C


Festa da Igreja : Sagrado Coração de Jesus (ofício próprio)
Santo do dia : Beata Ana de São Bartolomeu, virgem, religiosa, +1626

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Guilherme de Saint-Thierry : «Põe-na alegremente aos ombros»

Livro de Ezequiel 34,11-16.

Eis o que diz o Senhor Deus: "Eu mesmo cuidarei das minhas ovelhas e me interessarei por elas.
Como o pastor se preocupa com o seu rebanho, quando se encontra entre as ovelhas dispersas, assim me preocuparei Eu com o meu. Reconduzi-lo-ei de todas as partes por onde tenha sido disperso, num dia de nuvens e de trevas.
Arrancá-los-ei de entre os povos e os reunirei dos vários países, a fim de os reconduzir à sua própria terra e os apascentar nos montes de Israel, nos vales e em todos os lugares habitados da região.
Eu os apascentarei em boas pastagens; o seu pasto será nas montanhas elevadas de Israel; estarão tranquilas em bons pastos; comerão em férteis prados, nos montes de Israel.
Sou Eu que apascentarei as minhas ovelhas, sou Eu quem as fará descansar - oráculo do Senhor DEUS.
Procurarei aquela que se tinha perdido, reconduzirei a que se tinha tresmalhado; cuidarei a que está ferida e tratarei da que está doente. Vigiarei sobre a que está gorda e forte. A todas apascentarei com justiça."


Livro de Salmos 23(22),1-3.3-4.5.6.

O Senhor é meu pastor: nada me faltará.
Leva-me a descansar em verdes prados,  
conduz-me às águas refrescantes,   
reconforta a minha alma.
Guia-me pelos caminhos rectos por amor do seu nome.

Ainda que atravesse vales tenebrosos,
de nenhum mal terei medo
porque Tu estás comigo.
A tua vara e o teu cajado dão-me confiança.
Preparas a mesa para mim
à vista dos meus inimigos;
ungiste com óleo a minha cabeça;
a minha taça transbordou.

Na verdade, a tua bondade e o teu amor
hão-de acompanhar-me todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.



Carta aos Romanos 5,5-11.

Irmãos: O amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
De facto, quando ainda éramos fracos é que Cristo morreu pelos ímpios.
Dificilmente alguém morrerá por um justo; por uma pessoa boa talvez alguém se atreva a morrer.
Mas é assim que Deus demonstra o seu amor para connosco: quando ainda éramos pecadores é que Cristo morreu por nós.
E agora que fomos justificados pelo seu sangue, com muito mais razão havemos de ser salvos da ira, por meio dele.
Se, de facto, quando éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados com Ele pela morte de seu Filho, com muito mais razão, uma vez reconciliados, havemos de ser salvos pela sua vida.
Mais ainda, também nos gloriamos em Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem agora recebemos a reconciliação. Pecado de Adão e graça de Cristo


Evangelho segundo S. Lucas 15,3-7.

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus e aos escribas a seguinte parábola:
«Qual é o homem dentre vós que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai à procura da que se tinha perdido, até a encontrar?
Ao encontrá-la, põe na alegremente aos ombros
e, ao chegar a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz-lhes: 'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida.'
Digo-vos Eu: Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não necessitam de conversão.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Guilherme de Saint-Thierry (c. 1085-1148), monge beneditino, depois cisterciense
Orações meditativas, nº 8,6; SC 324

«Põe-na alegremente aos ombros»

Por causa das minhas mãos, Senhor, que fizeram o que não deviam, as tuas
mãos foram trespassadas por cravos e os teus pés pelos meus pés. Pelo
desregrar da minha vista, os teus olhos adormeceram na morte, e os teus
ouvidos pelo meu ouvido. A lança do soldado abriu o teu lado (Jo 19,34)
para que, pela tua chaga, escorram todas as impurezas do meu coração há
tanto tempo inflamado e corroído pela doença. Finalmente, Tu morreste
para que eu viva; foste enterrado para eu poder ressuscitar. Tal é o beijo
da tua doçura, dado à tua esposa; tal é o abraço do teu amor. [...] A
esse beijo, recebeu-o o ladrão na cruz, depois da sua confissão (Lc
23,42); recebeu-o Pedro quando o seu Senhor olhou para ele enquanto ele o
negava, e saiu a chorar (Lc 22,61-62). Muitos dos que Te crucificaram,
convertidos a Ti depois da tua Paixão, fizeram aliança contigo (Act 2,41)
nesse beijo [...]; quando beijaste os publicanos e os pecadores,
tornaste-Te seu amigo e conviveste com eles (Mt 9,10). [...]


Senhor para onde levas Tu os que beijas e abraças, senão para o teu
próprio coração? O teu coração, Jesus, é esse doce manancial da Tua
divindade que está no teu íntimo, o vaso de ouro da alma, que ultrapassa
todo o conhecimento (He 9,4). Bem-aventurados todos aqueles a quem o teu
abraço atrai! Bem-aventurados aqueles que, fugindo para as profundezas,
foram escondidos por Ti no segredo do teu coração, aqueles que levas aos
ombros, ao abrigo dos males desta vida (Sl 31,21). Bem-aventurados aqueles
que não têm outra esperança se não o calor e a protecção das tuas
asas (Sl 90,4).


A força dos teus ombros protege aqueles que escondes no fundo do teu
coração (Lc 13,34), onde podem dormir tranquilamente. Uma doce espera os
aguarda nesse abrigo de uma consciência santa, e da expectativa da
recompensa que prometeste. A sua fraqueza não os faz desfalecer, nem
nenhuma inquietude os faz murmurar (Sl 68,13).







quarta-feira, 5 de junho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Quinta-feira, dia 06 de Junho de 2013

Quinta-feira da 9ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : São Marcelino Champagnat, presbítero, fundador, 1840

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São : O amor de Deus e dos homens

Livro de Tobias 6,10-11.7,1.9-17.8,4-9a.

Naqueles dias, quando entraram na Média, e se aproximavam de Ecbátana, o anjo
Rafael disse ao jovem: «Tobias, irmão!» Este respondeu: «Eis-me aqui.» Ele, então, disse-lhe: «Esta noite devemos ficar em casa de Raguel. Este homem é teu parente e tem uma filha chamada Sara.
Quando chegaram a Ecbátana, Tobias disse ao anjo: «Irmão Azarias, leva-me já a Raguel, nosso irmão.» O anjo conduziu-o à casa de Raguel. Encontraram-no sentado à porta do pátio e cumprimentaram-no. Raguel respondeu-lhes: «Eu vos saúdo, irmãos! De todo o coração, sede bem-vindos com saúde.» E introduziu-os em casa.
Ora, tendo-se eles lavado e sentado para comer, Tobias disse a Rafael: «Irmão Azarias, pede a Raguel que me dê por esposa, Sara, minha irmã.»
Raguel ouviu estas palavras, e respondeu a Tobias: «Come e bebe e passa a noite tranquilo, pois não há ninguém a quem toque tomar por esposa minha filha Sara, a não ser tu, irmão, pois nem mesmo eu tenho o direito de a entregar a outro homem senão a ti, porque és o meu parente mais próximo. Devo contudo, dizer-te a verdade, filho:
Já a dei a sete maridos, escolhidos entre os nossos irmãos, e todos morreram na mesma noite em que dela se aproximaram. Contudo, meu filho, come e bebe agora, o Senhor providenciará em vosso favor.»
Tobias, porém, replicou: «Não comerei nem beberei antes que resolvas a minha situação.» Respondeu Raguel: «Assim o farei. Ela te é dada segundo a lei de Moisés, e já que o Céu assim o determinou, então, que ela te seja dada. Toma-a desde este momento, segundo a Lei. Doravante serás seu irmão e ela tua irmã; é-te dada a partir de hoje, por toda a eternidade. E o Senhor do céu vos faça felizes, esta noite, meu filho, e derrame sobre vós misericórdia e paz!»
A seguir, Raguel chamou Sara, sua filha. Quando ela se aproximou, tomou-lhe a mão e entregou-a a Tobias, dizendo: «Leva-a conforme a Lei de Moisés, a qual manda que te seja dada por esposa. Toma-a, pois, e leva-a alegremente, para a casa de teu pai. Que o Deus do céu vos guie em paz!»
Chamou depois a mãe, mandou trazer uma tabuinha e escreveu o contrato matrimonial, declarando que dava Sara por esposa a Tobias, conforme a sentença da Lei de Moisés, e selou-o. Foi então que começaram a comer e a beber.
Mais tarde, Raguel chamou Edna, sua esposa, e disse-lhe: «Irmã, prepara outro quarto, e leva para lá Sara.»
Edna entrou no outro aposento e preparou-o, como o marido lhe dissera, e levou sua filha para o aposento nupcial e chorava por ela. Mas, enxugando as lágrimas, dizia-lhe:
«Coragem, filha! O Senhor do céu te dê alegria em lugar da tua tristeza! Coragem, filha!» E saiu.
Entretanto, os pais de Sara tinham saído e fechado a porta do quarto. Tobias, então, ergueu-se do leito e disse à esposa: «Irmã, levanta-te; vamos orar para que o Senhor nos conceda a sua misericórdia e salvação.»
Levantaram-se ambos e puseram-se a orar e a implorar que lhes fosse enviada a salvação, dizendo: «Bendito sejas, Deus dos nossos pais, e bendito seja o teu nome, por todas as gerações; louvem-te os céus e todas as tuas criaturas, por todos os séculos.
Tu criaste Adão e deste-lhe Eva, sua esposa, como amparo valioso, e de ambos procedeu a linhagem dos homens. Com efeito, disseste: Não é bom que o homem esteja só; façamos-lhe uma auxiliar semelhante a ele.
Agora, Senhor, Tu bem sabes que não é com paixão depravada que agora tomo por esposa a minha irmã, mas é com intenção pura. Permite, pois, que eu e ela encontremos misericórdia, e cheguemos juntos à velhice.»
E ambos responderam ao mesmo tempo: «Ámen, Ámen!»
Depois, deitaram-se para passar a noite.


Livro de Salmos 128(127),1-2.3.4-5.

Felizes os que obedecem ao Senhor
e andam nos seus caminhos.
Comerás do fruto do teu próprio trabalho:
assim serás feliz e viverás contente.  

Tua esposa será como videira fecunda
na intimidade do teu lar;
os teus filhos serão como rebentos de oliveira
ao redor da tua mesa.  

Assim vai ser abençoado
o homem que obedece ao Senhor.
O Senhor te abençoe do monte Sião!
Possas contemplar a prosperidade de Jerusalém  
todos os dias da tua vida,



Evangelho segundo S. Marcos 12,28b-34.

Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um escriba e perguntou-Lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?»
Jesus respondeu: «O primeiro é: Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor;
amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças.
O segundo é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior que estes.»
O escriba disse-lhe: «Muito bem, Mestre, com razão disseste que Ele é o único e não existe outro além dele;
e amá-lo com todo o coração, com todo o entendimento, com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo vale mais do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios.»
Vendo que ele respondera com sabedoria, Jesus disse: «Não estás longe do Reino de Deus.» E ninguém mais ousava interrogá-lo.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São (Padre) Pio de Pietrelcina (1887-1968), capuchinho
Ep 3, 1246,1010

O amor de Deus e dos homens

Sou consumido por uma dupla chama: o amor de Deus e o amor dos homens. É
como se tivesse dentro de mim um vulcão sempre em erupção, que Jesus
pôs no meu coração, embora ele seja muito pequenino. [...]


Meu Deus, continua sempre e cada vez mais presente no meu pobre coração e
termina em mim a obra que começaste. Ouço no mais íntimo de mim essa voz
que me repete: «Santifica-te e santifica os outros!»


Efectivamente é o que desejo, querido filho a quem escrevo tudo isto, mas
não sei por onde começar. Ajuda-me. Sei que Jesus te ama muito e que o
mereces. Fala-Lhe, pois, por mim: peço-Lhe a graça de ser um filho menos
indigno de São Francisco, que possa servir de exemplo aos meus irmãos de
modo que mantenham o seu fervor e que ele aumente em mim, até fazer de mim
um capuchinho perfeito.







terça-feira, 4 de junho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Quarta-feira, dia 05 de Junho de 2013

Quarta-feira da 9ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : São Bonifácio, bispo, mártir, +754

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Catecismo da Igreja Católica: Deus é um Deus de vivos

Livro de Tobias 3,1-11a.16-17a.

Naqueles dias, eu Tobit, de alma angustiada, gemendo e chorando, comecei a dizer entre suspiros a seguinte oração:
«Tu és justo, Senhor! Todas as tuas obras são justas e todos os teus caminhos são misericórdia e verdade; Tu és o juiz do mundo.
Agora, Senhor, recorda-te de mim, olha para mim. Não me castigues, por causa dos meus pecados e dos meus erros, nem pelos pecados que os meus pais cometeram contra ti.
Violando os teus mandamentos, nós pecámos diante de ti. Por isso, Tu permitiste que nos roubassem os nossos bens e abandonaste-nos ao cativeiro e à morte. Fizeste de nós objecto de escárnio e injúria de todos os gentios, entre os quais nos dispersaste.
Agora, trata-me segundo as minhas culpas e as culpas dos meus pais, porque todos os teus juízos são verdadeiros e porque nós não observámos os teus mandamentos, e não caminhámos diante de ti na verdade.
Assim, faz comigo o que quiseres. Dá ordem para que a minha vida me seja tirada, de forma que eu desapareça da face da terra e me converta em pó; porque para mim é melhor morrer do que viver, pois tive de ouvir ultrajes e mentiras, e uma grande tristeza me acabrunha. Senhor, permite que eu seja libertado desta angústia, faz-me chegar à morada eterna e não afastes de mim, Senhor, a tua face, pois para mim é melhor morrer do que ter sempre diante de mim esta angústia e ter de ouvir os insultos!»
Naquele mesmo dia, aconteceu que Sara, filha de Raguel, estando em Ecbátana, na Média, teve de ouvir também ela, injúrias de uma das escravas de seu pai.
Ela fora dada como esposa a sete maridos. Mas Asmodeu, um demónio maligno, matara-os, antes que se pudessem aproximar dela como esposa. Disse-lhe, pois, a serva: «És tu que matas os teus maridos! Já foste dada a sete homens e com nenhum até agora ficaste casada.
Porque nos espancas por terem morrido os teus maridos? Vai-te embora com eles, e não vejamos de ti nem filho nem filha, por toda a eternidade!»
Naquele dia, a alma de Sara encheu-se de tristeza e ela pôs-se a chorar. Subiu, então, ao quarto de seu pai, com intenção de se enforcar. Todavia, reflectiu de novo e disse para consigo: «Não posso fazer tal coisa. Poderiam escarnecer de meu pai e dizer-lhe: 'Tiveste uma filha única, muito querida, e ela enforcou-se, por causa das suas desgraças'. Assim, levaria eu para a região dos mortos a velhice de meu pai, consumida pelo luto. É melhor, então, que não me enforque, mas peça ao Senhor a morte, para que nunca mais ouça insultos em toda a minha vida.»
Naquele instante, Sara estendeu os braços para a janela e orou nestes termos: «Bendito és Tu, Deus misericordioso! E bendito é o teu nome por todos os séculos! Louvem-te todas as tuas obras, pela eternidade!
Na mesma hora, foi ouvida a oração de ambos na presença da glória de Deus.
Por isso, foi enviado Rafael para os curar: tirar as escamas brancas dos olhos de Tobite, a fim de que com os seus próprios olhos pudesse ver a luz de Deus; e dar Sara, filha de Raguel, como esposa a Tobias, filho de Tobite, expulsando dela Asmodeu, o demónio maligno, pois a Tobias, de preferência aos demais pretendentes, competia tomá-la para si. No mesmo instante, Tobite voltou para sua casa e Sara, filha de Raguel, desceu do quarto.


Livro de Salmos 25(24),2-4a.4b-5ab.6-7bc.8-9.

Meu Deus, em ti confio: não seja confundido,
nem escarneçam de mim os inimigos.
Pois os que esperam em ti não serão confundidos;
mas sejam confundidos os que atraiçoam sem motivo.

Mostra-me, Senhor, os teus caminhos,
e ensina-me as tuas veredas.
Dirige-me na tua verdade e ensina-me,
porque Tu és o Deus meu Salvador.

Lembra-te, Senhor, da tua compaixão
e do teu amor, pois eles existem desde sempre.  
Lembra-te de mim, Senhor,
pelo teu amor e pela tua bondade.

O Senhor é bom e justo;
ensina o caminho aos pecadores,
guia os humildes na justiça
e dá-lhes a conhecer o seu caminho.



Evangelho segundo S. Marcos 12,18-27.

Naquele tempo, vieram ter com Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição, e interrogaram-no:
«Mestre, Moisés prescreveu-nos que se morrer o irmão de alguém, deixando a mulher e não deixando filhos, seu irmão terá de casar com a viúva para dar descendência ao irmão.
Ora havia sete irmãos, e o primeiro casou e morreu sem deixar filhos.
O segundo casou com a viúva e morreu também sem deixar descendência, e o mesmo aconteceu ao terceiro;
e todos os sete morreram sem deixar descendência. Finalmente, morreu a mulher.
Na ressurreição, de qual deles será ela mulher? Porque os sete a tiveram por mulher.»
Disse Jesus: «Não andareis enganados por desconhecer as Escrituras e o poder de Deus?
Quando ressuscitarem de entre os mortos, nem eles se casarão, nem elas serão dadas em casamento, mas serão como anjos no Céu.
E acerca de os mortos ressuscitarem, não lestes no livro de Moisés, no episódio da sarça, como Deus lhe falou, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob?
Não é um Deus de mortos, mas de vivos. Andais muito enganados.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Catecismo da Igreja Católica
§§ 293-294

Deus é um Deus de vivos

É uma verdade fundamental, que a Escritura e a Tradição não cessam de
ensinar e de celebrar: «O mundo foi criado para glória de Deus»
(Vaticano I). Deus criou todas as coisas, explica São Boaventura, «não
para aumentar a Sua glória, mas para a manifestar e para a comunicar».
Para criar, Deus não tem outra razão senão o Seu amor e a Sua bondade:
«As criaturas saíram da mão [de Deus], aberta pela chave do amor» (São
Tomás de Aquino). [...]A glória de Deus está em que se realize esta
manifestação e esta comunicação da Sua bondade, em ordem às quais o
mundo foi criado. Fazer de nós «filhos adoptivos por Jesus Cristo. Assim
aprouve à Sua vontade, para que fosse enaltecida a glória da sua graça»
(Ef 1, 5-6): «Porque a glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem
é a visão de Deus: se a revelação de Deus pela criação já
proporcionou a vida a todos os seres que vivem na terra, quanto mais a
manifestação do Pai pelo Verbo proporciona a vida aos que vêem a Deus!»
(Santo Ireneu). O fim último da criação é que Deus Pai, «criador de
todos os seres, venha finalmente a ser "tudo em todos" (1Cor 15,28),
provendo, ao mesmo tempo, à Sua glória e à nossa felicidade» (Vaticano
II).







segunda-feira, 3 de junho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Terça-feira, dia 04 de Junho de 2013

Terça-feira da 9ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : S. Pedro de Verona, presbítero, mártir, +1252, Santa Clotilde, viúva, +545

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São Pedro Crisólogo : «De quem é esta imagem?»

Livro de Tobias 2,9-14.

Naquela mesma noite, depois de ter enterrado o cadáver, lavei-me, entrei no pátio da casa e deitei-me junto do muro, deixando a face descoberta por causa do calor.
Não sabia que havia pássaros no muro por cima de mim e, tendo os olhos abertos, os pássaros deixaram cair nos meus olhos excremento quente, dando origem a umas manchas brancas. Procurei os médicos para me tratarem. Contudo, quanto mais me aplicavam medicamentos, mais se me cegavam os olhos por causa das escamas, até que perdi totalmente a vista. Fiquei cego quatro anos. Todos os meus irmãos se afligiam por minha causa e Aicar sustentou-me por dois anos, antes de partir para Elimaida.
Nessa época, Ana, minha mulher, trabalhava em labores femininos, tecendo a lã
que depois mandava aos patrões recebendo em seguida o pagamento. Ora, no sétimo dia do mês de Distro, cortou o tecido que confeccionara e mandou-o aos que o tinham encomendado; estes pagaram-lhe o preço devido e ainda lhe ofereceram um cabrito pelo tecido.
Quando o cabrito chegou a casa, começou a balir. Chamei, então, Ana e disse-lhe: «De onde veio este cabrito? Não terá sido furtado? Devolve-o aos seus donos, porque não nos é lícito comer coisa alguma furtada.»
Disse-me ela: «Foi-me dado de presente, além do meu salário.» Contudo, não acreditando nela, mandei que o devolvesse aos donos, envergonhando-me do seu procedimento. Porém, ela respondeu: «Onde estão as tuas esmolas? Onde estão as tuas boas obras? Aí tens, agora, o resultado.»


Livro de Salmos 112(111),1-2.7bc-8.9.

Feliz o homem que teme o Senhor
e se compraz nos seus mandamentos.
A sua descendência será poderosa sobre a terra,
e bendita, a geração dos justos.  

Reparte do que é seu com os pobres;
a sua generosidade subsistirá para sempre
e o seu poder crescerá em glória.  


Reparte do que é seu com os pobres;
a sua generosidade subsistirá para sempre
e o seu poder crescerá em glória.



Evangelho segundo S. Marcos 12,13-17.

Naquele tempo, foram enviados a Jesus alguns fariseus e partidários de Herodes, a fim de o apanharem em alguma palavra.
Aproximando-se, disseram-lhe: «Mestre, sabemos que és sincero, que não te deixas influenciar por ninguém, porque não olhas à condição das pessoas mas ensinas o caminho de Deus, segundo a verdade. Diz-nos, pois: é lícito ou não pagar tributo a César? Devemos pagar ou não?»
Jesus, conhecendo-lhes a hipocrisia, respondeu: «Porque me tentais? Trazei-me um denário para Eu ver.»
Trouxeram-lho e Ele perguntou: «De quem é esta imagem e a inscrição?» Responderam: «De César.»
Jesus disse: «Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.» E ficaram admirados com Ele.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 148; PL 52, 596

«De quem é esta imagem?»

Homem, porque és tão vil aos teus próprios olhos, quando és tão precioso aos olhos de Deus? Porque te desonras, quando Deus te honrou tanto? Porque te perguntas como foste criado, e negligencias em procurar para que fim? Esta morada do mundo que vês não foi construída só para ti? Foi para ti que a luz brilhou, a fim de vencer as trevas, para ti que se dispôs a noite e se mediu o dia; é para ti que o céu brilha com os raios do sol, da lua e das estrelas; para ti que a terra se cobre de flores, de árvores, de frutos; é por ti que vive no ar, nos campos e nas águas uma diversidade maravilhosa de animais, para que a tristeza e a solidão não ensombrassem a alegria da criação nascente. Deus moldou-te do pó da terra (Gn 2,7), para que sejas senhor das coisas desta terra, partilhando com elas uma natureza comum. No entanto, por mais terreno que sejas, Deus não te nivelou ao ponto de não estares já ao nível dos céus, no que diz respeito à tua alma. Para que tenhas a inteligência em comum com Deus, e o corpo em comum com os animais, Deus deu-te o dom de uma alma celeste e de um corpo terreno; assim, em ti se enlaça uma união permanente entre o céu e a terra. O teu Criador quis ainda acrescentar a tua elevação, e chegou mesmo a depositar em ti a sua imagem (Gn 1,26), para que esta imagem visível tornasse presente sobre a terra o Criador invisível. [...] Se assim é, como podes considerar uma desonra que Deus, na sua bondade, acolha em Si mesmo o que criou em ti e queira aparecer em realidade com aspecto de homem? [...] A Virgem concebeu e deu à luz um filho (Mt 1,23-25).







domingo, 2 de junho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Segunda-feira, dia 03 de Junho de 2013

Segunda-feira da 9ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : São Carlos Lwanga e companheiros, mártires do Uganda, +1885-87, Santo Ovídio, bispo lendário de Braga, mártir, séc. I

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São Basílio : «Já só lhe restava um filho muito amado. Enviou-o por último»

Livro de Tobias 1,3.2,1a-8.

Eu, Tobite, andei sempre pelos caminhos da verdade e da justiça, durante todos os dias da minha vida, dando muitas esmolas aos meus irmãos, os da minha nação que comigo tinham sido levados cativos para a terra dos assírios, em Nínive.
Sob o reinado do rei Saquerdão, voltei para a minha casa e foi-me restituída a companhia da minha mulher Ana e do meu filho Tobias. Pela festa do Pentecostes, que é a nossa festa das Semanas, mandei preparar um bom almoço e reclinei-me para comer.
Mas, ao ver a mesa coberta com tantas comidas finas, disse a Tobias: «Filho, vai procurar, entre os nossos irmãos cativos em Nínive, um pobre que seja de coração fiel, e trá-lo para que participe da nossa refeição. Eu espero por ti, meu filho.»
Tobias saiu à procura de um pobre entre os nossos irmãos. Ao regressar disse: «Pai.» Eu respondi: «Eis-me aqui, meu filho.» Tobias continuou: «Pai, alguém da nossa linhagem está morto na praça pública, onde o estrangularam.»
Levantei-me, então, sem nada ter comido e levei o cadáver da praça para um casebre, esperando o pôr-do-sol para o poder sepultar.
A seguir, voltei, lavei-me e almocei com tristeza,
recordando-me das palavras do profeta Amós, ditas sobre Betel: «As vossas festas converter-se-ão em luto e os vossos cantos, em lamentações.» E eu chorei.
Quando mais tarde o sol se pôs, saí, cavei uma cova e sepultei-o.
Os meus vizinhos, porém, zombavam de mim, dizendo: «Ainda agora não tem medo. Já o procuraram para o matar por causa disso e teve de fugir; contudo, ei-lo de novo a sepultar os mortos.»


Livro de Salmos 112(111),1-2.3-4.5-6.

Feliz o homem que teme o Senhor
e se compraz nos seus mandamentos.
A sua descendência será poderosa sobre a terra,
e bendita, a geração dos justos.  

Haverá na sua casa abundância e riqueza
e a sua prosperidade durará para sempre.
Brilha para os homens rectos como luz nas trevas:
ele é piedoso, clemente e compassivo.

Feliz o homem que se compadece e empresta
e administra os seus bens com justiça.  
Este jamais será abalado;
o justo deixará memória eterna.

Feliz o homem que teme o Senhor
e se compraz nos seus mandamentos.  
Este jamais sucumbirá.
O justo deixará memória eterna.



Evangelho segundo S. Marcos 12,1-12.

Naquele tempo, Jesus começou a falar-lhes em parábolas: «Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e construiu uma torre. Depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe.
A seu tempo enviou aos vinhateiros um servo, para receber deles parte do fruto da vinha.
Eles, porém, prenderam-no, bateram-lhe e mandaram-no embora de mãos vazias.
Enviou-lhes, novamente, outro servo. Também a este partiram a cabeça e cobriram de vexames.
Enviou outro, e a este mataram-no; mandou ainda muitos outros, e bateram nuns e mataram outros.
Já só lhe restava um filho muito amado. Enviou-o por último, pensando: 'Hão-de respeitar o meu filho'.
Mas aqueles vinhateiros disseram uns aos outros: 'Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e a herança será nossa'.
Apoderaram-se dele, mataram-no e lançaram-no fora da vinha.
Que fará o dono da vinha? Regressará e exterminará os vinhateiros e entregará a vinha a outros.
Não lestes esta passagem da Escritura: A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular.
Tudo isto é obra do Senhor e é admirável aos nossos olhos?»
Eles procuravam prendê-lo, mas temiam a multidão; tinham percebido bem que a parábola era para eles. E deixando-o, retiraram-se.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Basílio (c. 330-379), monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja
Regras monásticas, Regras Maiores, § 2

«Já só lhe restava um filho muito amado. Enviou-o por último»

Deus tinha criado o homem à sua imagem e semelhança (Gn 1,26), e havia-o julgado digno de O conhecer a Si mesmo, pois fora considerado acima de todos os animais devido ao dom da inteligência, fora criado no gozo das incomparáveis delícias do Paraíso, e feito senhor de tudo o que se encontrava sobre a Terra. No entanto, ao vê-lo, instigado pela serpente, cair no pecado e, pelo pecado, na morte e no sofrimento que a ela conduzem, não o rejeitou. Pelo contrário, deu-lhe desde logo o auxílio da sua Lei; designou anjos para o guardarem e para tomarem conta dele; enviou profetas para lhe reprovarem a maldade e lhe ensinarem a virtude [...]. Quando, apesar destas graças e de muitas outras, os homens persistiram na desobediência, não Se afastou deles. Tendo nós ofendido o nosso benfeitor mostrando indiferença pelos sinais da sua protecção, não fomos abandonados pela bondade do Senhor nem obliterados do seu amor, antes fomos subtraídos à morte e devolvidos à vida por Nosso Senhor Jesus Cristo, e a maneira como fomos salvos é digna de uma admiração maior ainda. «Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo» (Fl 2,6-7). «Ele tomou sobre Si as nossas doenças, carregou as nossas dores, [...] foi ferido [...]» para nos salvar pelas suas chagas (Is 53,4-5). Ele «resgatou-nos da maldição da Lei, ao fazer-Se maldição por nós» (Gl 3,13); sofreu a mais infamante morte para nos conduzir à vida da glória. E não Lhe bastou devolver à vida aqueles que estavam na morte: revestiu-os da dignidade divina e preparou-lhes no repouso eterno uma felicidade que ultrapassa toda a imaginação humana. «Como retribuirei ao Senhor todos os seus benefícios para comigo» (Sl 115,12), como retribuiremos tudo o que Ele nos deu? Ele é tão bom que nada pede em compensação por suas graças: contenta-Se em ser amado.







sábado, 1 de junho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Domingo, dia 02 de Junho de 2013

SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO - Solenidade - Ano C


Festa da Igreja : Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (ofício próprio)
Santo do dia : São Marcelino e São Pedro, mártires, +304

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Santo Agostinho : Sede o que vedes, e recebei o que sois

Livro de Génesis 14,18-20.

Melquisedec, rei de Salém, trouxe pão e vinho e, como era sacerdote do Deus Altíssimo,
abençoou Abrão, dizendo: «Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo que criou os céus e a Terra!
Bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos!» E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.


Livro de Salmos 110(109),1-4.

Disse o Senhor ao meu senhor:
«Senta-te à minha direita,
e Eu farei dos teus inimigos um estrado para os teus pés.»
De Sião, o Senhor estenderá
o ceptro do teu poder.
Dominarás os teus inimigos na batalha!

A tua família é de nobres, desde o dia em que nasceste;
no esplendor do santuário,
das entranhas da madrugada, como orvalho, Eu te gerei.
O Senhor jurou e não voltará atrás:
«Tu és sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedec.»



1ª Carta aos Coríntios 11,23-26.

Irmãos: Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus na noite em que era entregue, tomou pão
e, tendo dado graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isto em memória de mim».
Do mesmo modo, depois da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova Aliança no meu sangue; fazei isto sempre que o beberdes, em memória de mim.»
Porque, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha.


Evangelho segundo S. Lucas 9,11b-17.

Mas as multidões, que tal souberam, seguiram-no. Jesus acolheu-as e pôs-se a falar-lhes do Reino de Deus, curando os que necessitavam.
Ora, o dia começava a declinar. Os Doze aproximaram-se e disseram-lhe: «Despede a multidão, para que, indo pelas aldeias e campos em redor, encontre alimento e onde pernoitar, pois aqui estamos num lugar deserto.»
Disse-lhes Ele: «Dai-lhes vós mesmos de comer.» Retorquiram: «Só temos cinco pães e dois peixes; a não ser que vamos nós mesmos comprar comida para todo este povo!»
Eram cerca de cinco mil homens. Jesus disse aos discípulos: «Mandai-os sentar por grupos de cinquenta.»
Assim procederam e mandaram-nos sentar a todos.
Tomando, então, os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu, abençoou-os, partiu-os e deu-os aos discípulos, para que os distribuíssem à multidão.
Todos comeram e ficaram saciados; e, do que lhes tinha sobrado, ainda recolheram doze cestos cheios.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Sermão 272

Sede o que vedes, e recebei o que sois

O que vedes no altar de Deus é o pão e o cálice: eis o que os olhos identificam. Mas a vossa fé quer ser instruída e saber que este pão é o corpo de Cristo, e que este cálice é o seu sangue, o que se verbaliza numa fórmula breve, que poderá bastar à fé. Mas a fé procura instruir-se. [...] Como pode este pão ser o seu corpo, e este cálice, ou melhor, o seu conteúdo, ser o seu sangue?


Irmãos, é isto que se designa por sacramentos: eles mostram uma realidade e, a partir dela, fazem-nos compreender outra realidade. O que vemos é uma aparência corporal, mas o que compreendemos é um fruto espiritual. Se quereis compreender o que é o corpo de Cristo, escutai o Apóstolo, que diz aos fiéis: «Vós sois o corpo de Cristo e cada um, pela sua parte, é um membro» (1Co 12,27). Logo, se sois corpo de Cristo e um dos seus membros, é o vosso mistério que está sobre a mesa do Senhor, e é o vosso mistério que recebeis. A isto que sois, respondeis: «ámen», e com tal resposta o subscreveis. Dizem-vos: «Corpo de Cristo», e vós respondeis: «Ámen». Sede portanto membros do Corpo de Cristo, para que este ámen seja verídico.


Por conseguinte, porque está o corpo no pão? Também aqui, nada digamos sobre nós próprios, mas escutemos o Apóstolo que, ao falar deste sacramento, nos diz: «Uma vez que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, porque todos participamos desse único pão» (1Co 10,17). Se compreenderdes estas palavras, estareis na alegria: unidade, verdade, piedade, caridade! «Um só pão»: Quem é este pão único? «Um só corpo, nós que somos uma multidão.» Lembrai-vos de que não se faz pão com um grão apenas, mas com muitos. Sede o que vedes, e recebei o que sois.







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