quarta-feira, 18 de março de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Quinta-feira, dia 19 de Março de 2015

S. JOSÉ, esposo da Virgem Santa Maria, padroeiro da Igreja universal - Solenidade

S. José, esposo da Virgem Maria

Comentário do dia
São Bernardo : «José, filho de David» (Mt 1,20)

2 Sam. 7,4-5a.12-14a.16.

Naqueles dias, o Senhor falou a Natã, dizendo:
«Vai dizer ao meu servo David: Assim fala o Senhor:
Quando chegares ao termo dos teus dias e fores repousar com os teus pais, estabelecerei em teu lugar um descendente que nascerá de ti e consolidarei a tua realeza.
Ele construirá um palácio ao meu nome e Eu consolidarei para sempre o seu trono real.
Serei para ele um pai e Ele será para Mim um filho.
A tua casa e o teu reino permanecerão diante de Mim eternamente e o teu trono será firme para sempre».


Salmos 89(88),2-3.4-5.27.29.

Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor
e para sempre proclamarei a sua fidelidade.
Vós dissestes:
«A bondade está estabelecida para sempre»,

no céu permanece firme a vossa fidelidade.
Concluí uma aliança com o meu eleito,
fiz um juramento a David meu servo:
Conservarei a tua descendência para sempre,

estabelecerei o teu trono por todas as gerações.
Ele me invocará: «Vós sois meu Pai,
meu Deus, meu Salvador».
Assegurar-lhe-ei para sempre o meu favor,

a minha aliança com ele será irrevogável.



Romanos 4,13.16-18.22.

Irmãos: Não foi por meio da Lei, mas pela justiça da fé, que se fez a Abraão ou à sua descendência a promessa de que receberia o mundo como herança.
Portanto a herança vem pela fé, para que seja dom gratuito de Deus e a promessa seja válida para toda a descendência, não só para a descendência segundo a Lei, mas também para a descendência segundo a fé de Abraão. Ele é o pai de todos nós,
como está escrito: «Fiz de ti o pai de muitos povos». Ele é o nosso pai diante d'Aquele em quem acreditou, o Deus que dá vida aos mortos e chama à existência o que não existe.
Esperando contra toda a esperança, Abraão acreditou, tornando-se pai de muitos povos, como lhe tinha sido dito: «Assim será a tua descendência».
Por este motivo é que isto «lhe foi atribuído como justiça».


Mateus 1,16.18-21.24a.

Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo.
O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo.
Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo.
Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo.
Ela dará à luz um filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados».
Quando despertou do sono, José fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja
Homilias sobre estas palavras do Evangelho: «O anjo foi enviado», n°2,16

«José, filho de David» (Mt 1,20)

Não podemos duvidar de que José foi um homem muito santo e muito digno de confiança, uma vez que seria o esposo da Mãe do Senhor. Ele foi «o servo fiel e prudente» (Mt 24,45), pois Deus destinou-o a ser o apoio de sua Mãe, o sustento da sua carne e o auxiliar do seu desígnio de salvação.


Recordemos que ele pertencia à Casa de David; que era filho de David, não somente pela carne, mas também pela fé, a santidade e a piedade. O Senhor descobriu nele um segundo David, a quem pôde confiar, com toda a segurança, os seus desígnios mais secretos. Revelou-lhe, como a outro David, os mistérios da sua sabedoria e deu-lhe a conhecer aquilo que nenhum dos grandes deste mundo conhecia. Permitiu-lhe ver e ouvir o que tantos reis e profetas, apesar dos seus desejos, não puderam ver nem ouvir (Mt 13,17); melhor ainda, fez com que ele O educasse, O beijasse, O alimentasse e O protegesse. Maria e José pertenciam ambos à estirpe de David; em Maria, cumpria-se a promessa outrora feita pelo Senhor a David, e José foi testemunha dessa realização.







terça-feira, 17 de março de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Quarta-feira, dia 18 de Março de 2015

Quarta-feira da 4ª semana da Quaresma

Santo Eduardo, rei de Inglaterra, mártir, +978, S. Cirilo de Jerusalém, bispo, Doutor da Igreja, +386

Comentário do dia
Beato John Henry Newman : «Meu Pai trabalha intensamente e Eu também trabalho em todo o tempo»

Is. 49,8-15.

Assim fala o Senhor: «No tempo da graça, Eu te ouvi; no dia da salvação, Eu te ajudei. Eu te formei e designei para renovar a aliança do povo, para restaurar a terra e reocupar as herdades devastadas;
para dizer aos prisioneiros: 'Saí para fora' e àqueles que vivem nas trevas: 'Vinde para a luz'. Hão de alimentar-se em todos os caminhos e acharão pastagem em todas as encostas.
Não sentirão fome nem sede, nem o sol ou o vento ardente cairão sobre eles, porque Aquele que tem compaixão deles os guiará e os conduzirá às nascentes da água.
De todas as minhas montanhas farei caminhos e as minhas estradas serão niveladas.
Ei-los que vêm de longe: uns do Norte e do Poente, outros da terra de Sinim.
Rejubilai, ó céus; exulta, ó terra; montes, soltai gritos de alegria, porque o Senhor consola o seu povo e tem compaixão dos seus pobres.
Sião dizia: 'O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-Se de mim'.
Pode a mulher esquecer-se da criança que amamenta e não ter carinho pelo fruto das suas entranhas? Mas ainda que ela o esquecesse, Eu nunca te esquecerei».


Salmos 145(144),8-9.13cd-14.17-18.

O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
O Senhor é bom para com todos
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

O Senhor é fiel à sua palavra
e perfeito em todas as suas obras.
O Senhor ampara os que vacilam
e levanta todos os oprimidos.

O Senhor é justo em todos os seus caminhos
e perfeito em todas as suas obras.
O Senhor está perto de quantos O invocam,
de quantos O invocam em verdade.




João 5,17-30.

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: «Meu Pai trabalha incessantemente e Eu também trabalho em todo o tempo».
Esta afirmação era mais um motivo para os judeus quererem dar-Lhe a morte: não só por violar o sábado, mas também por chamar a Deus seu Pai, fazendo-Se igual a Deus.
Então Jesus tomou a palavra e disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: O Filho nada pode fazer por Si próprio, mas só aquilo que viu fazer ao Pai; e tudo o que o Pai faz também o Filho o faz igualmente.
Porque o Pai ama o Filho e Lhe manifesta tudo quanto faz; e há-de manifestar-Lhe coisas maiores que estas, de modo que ficareis admirados.
Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, assim o Filho dá vida a quem Ele quer.
O Pai não julga ninguém: entregou ao Filho o poder de tudo julgar,
para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que O enviou.
Em verdade, em verdade vos digo: Quem ouve a minha palavra e acredita n'Aquele que Me enviou tem a vida eterna e não será condenado, porque passou da morte à vida.
Em verdade, em verdade vos digo: Aproxima-se a hora _ e já chegou _ em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem, viverão.
Assim como o Pai tem a vida em Si mesmo, assim também concedeu ao Filho que tivesse a vida em Si mesmo;
e deu-Lhe o poder de julgar, porque é o Filho do homem.
Não vos admireis do que estou a dizer, porque vai chegar a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz:
Os que tiverem praticado boas obras irão para a ressurreição dos vivos e os que tiverem praticado o mal para a ressurreição dos condenados.
Eu não posso fazer nada por Mim próprio: julgo segundo o que oiço e o meu juízo é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade d'Aquele que Me enviou».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Beato John Henry Newman (1801-1890), teólogo, fundador do Oratório em Inglaterra
Sermão «Cristo manifestado em Memória», PPS t. 4, nº 17

«Meu Pai trabalha intensamente e Eu também trabalho em todo o tempo»

Se observarmos o comportamento do Salvador durante a sua vida mortal, vemos que ocultava propositadamente o conhecimento da sua identidade de Filho de Deus e que, no entanto, ao mesmo tempo a revelava. Aparentemente queria que a apreciássemos, mas não naquela altura – como se as suas palavras devessem permanecer válidas desde logo, mas também devessem esperar um certo tempo para serem esclarecidas; como se devessem esperar a sua vinda, que traria à luz, a um tempo, Cristo e as suas palavras. […] Ele estava entre os seus discípulos «como aquele que serve» (Lc 22,27). Aparentemente, foi só depois da sua ressurreição, e especialmente depois da sua ascensão, quando o Espírito Santo desceu, que os apóstolos entenderam quem era Aquele que tinha estado com eles. […]


Muitas vezes, tanto na Escritura como no mundo, não nos apercebemos da presença de Deus no próprio instante em que ela está em nós; só mais tarde, quando olhamos para trás, reconhecemos o que aconteceu anteriormente. […] Que providência maravilhosa, que se faz de forma tão silenciosa apesar de ser tão eficaz, tão constante, e sobretudo tão infalível! É isto que é completamente desconcertante para o poder de Satanás, que é incapaz de identificar a mão de Deus no desenrolar dos acontecimentos […]; os seus múltiplos recursos são inúteis diante do silêncio majestoso e sereno, a calma imperturbável e santa que reina na providência de Deus. […]


A mão de Deus vela constantemente pelos seus e condu-los por um caminho que eles não conhecem. Eles apenas podem crer; o que não conseguem ver agora, vê-lo-ão depois. E, por esta fé, colaboram com as intenções de Deus.







segunda-feira, 16 de março de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Terça-feira, dia 17 de Março de 2015

Terça-feira da 4ª semana da Quaresma

S. Patrício, bispo, +461, Beata Bárbara Maix, religiosa, +1873

Comentário do dia
Odes de Salomão : «A água que Eu lhe der há-de tornar-se nele em fonte de água que dá a vida eterna» (Jo 4,14)

Ezeq. 47,1-9.12.

Naqueles dias, o Anjo reconduziu-me à entrada do templo. Debaixo do limiar da porta saía água, em direção ao Oriente, pois a fachada do templo estava voltada para o Oriente. As águas corriam da parte inferior, do lado direito do templo, ao sul do altar.
O Anjo fez-me sair pela porta setentrional e contornar o templo por fora, até à porta exterior, que está voltada para o Oriente. As águas corriam do lado direito.
Depois saiu na direção do Oriente com uma corda na mão; mediu mil côvados e mandou-me atravessar: a água chegava-me aos tornozelos.
Mediu outros mil côvados e mandou-me atravessar: a água chegava-me aos joelhos. Mediu ainda mil côvados e mandou-me atravessar: a água chegava-me à cintura.
Por fim, mediu mais mil côvados: era uma torrente que eu não podia atravessar. As águas tinham aumentado até se perder o pé, formando um rio impossível de transpor.
Disse-me então o Anjo: «Viste, filho do homem?» E fez-me voltar para a margem da torrente.
Quando cheguei, vi nas margens da torrente uma grande quantidade de árvores, de um e outro lado.
O Anjo disse-me: «Esta água corre para a região oriental, desce até Arabá e entra no mar, para que as suas águas se tornem salubres.
Em toda a parte aonde chegar esta torrente, todo o ser vivo que nela se move terá novo alento e o peixe será muito abundante. Porque aonde esta água chegar, tornar-se-ão sãs as outras águas e haverá vida por toda a parte aonde chegar esta torrente.
À beira da torrente, nas duas margens, crescerá toda a espécie de árvores de fruto: a sua folhagem não murchará, nem acabarão os seus frutos. Todos os meses darão frutos novos, porque as águas vêm do santuário. Os frutos servirão de alimento e as folhas de remédio».


Salmos 46(45),2-3.5-6.8-9.

Deus é o nosso refúgio e a nossa força,
auxílio sempre pronto na adversidade.
Por isso nada receamos, ainda que a terra vacile
e os montes se precipitem no fundo do mar.

Os braços dum rio alegram a cidade de Deus,
a mais santa das moradas do Altíssimo.
Deus está no meio dela e a torna inabalável,
Deus a protege desde o romper da aurora.

O Senhor dos Exércitos está connosco,
o Deus de Jacob é a nossa fortaleza.
Vinde e contemplai as obras do Senhor,
as maravilhas que realizou na terra.




João 5,1-16.

Naquele tempo, por ocasião de uma festa dos judeus, Jesus subiu a Jerusalém.
Existe em Jerusalém, junto à porta das ovelhas, uma piscina, chamada, em hebraico, Betsatá, que tem cinco pórticos.
e neles jaziam numerosos doentes, cegos, coxos e paralíticos.

Estava ali também um homem, enfermo havia trinta e oito anos.
Ao vê-lo deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, Jesus perguntou-lhe: «Queres ser curado?»
O enfermo respondeu-Lhe: «Senhor, não tenho ninguém que me introduza na piscina, quando a água é agitada; enquanto eu vou, outro desce antes de mim».
Disse-lhe Jesus: «Levanta-te, toma a tua enxerga e anda».
No mesmo instante o homem ficou são, tomou a sua enxerga e começou a caminhar. Ora aquele dia era sábado.
Diziam os judeus àquele que tinha sido curado: «Hoje é sábado: não podes levar a tua enxerga».
Mas ele respondeu-lhes: «Aquele que me curou disse-me: 'Toma a tua enxerga e anda'».
Perguntaram-lhe então: «Quem é que te disse: 'Toma a tua enxerga e anda'».
Mas o homem que tinha sido curado não sabia quem era, porque Jesus tinha-Se afastado da multidão que estava naquele local.
Mais tarde, Jesus encontrou-o no templo e disse-lhe: «Agora estás são. Não voltes a pecar, para que não te suceda coisa pior».
O homem foi então dizer aos judeus que era Jesus quem o tinha curado.
Desde então os judeus começaram a perseguir Jesus, por fazer isto num dia de sábado.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Odes de Salomão (texto cristão hebraico do início do século II)
N° 6

«A água que Eu lhe der há-de tornar-se nele em fonte de água que dá a vida eterna» (Jo 4,14)

O Senhor deu-Se a conhecer melhor. Ele dedica-Se a fazer com que sejam mais bem conhecidos os dons recebidos pela sua graça e concedeu-nos que louvássemos o seu nome; os nossos espíritos cantam o seu Espírito Santo. Porque o ribeiro jorrou, tornando-se uma grossa e poderosa torrente de água (Ez 47,1ss). Ele inundou e libertou o universo, e conduziu-o ao Templo. Os obstáculos dos homens não puderam pará-lo, nem sequer o artifício daqueles que retêm a água em represas. Porque Ele chegou a toda a Terra e cobriu-a completamente.


Todos os sedentos da Terra beberam; a sua sede foi saciada, pois o Altíssimo dessedentou os seus. Felizes os servos a quem Ele confiou as suas águas; nelas puderam acalmar os seus lábios ressequidos e reerguer a sua vontade paralisada. As almas moribundas foram arrancadas à morte; os membros exaustos foram reerguidos e estão de pé. Elas deram força ao seu esforço e luz aos seus olhos. Todos os conheceram no Senhor e vivem da água viva para toda a eternidade.







domingo, 15 de março de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Segunda-feira, dia 16 de Março de 2015

Segunda-feira da 4ª semana da Quaresma

Santo Abraão, eremita, séc. V, Santa Margarida de Cortona, religiosa, penitente, +1297, Santa Eusébia, abadessa, +680

Comentário do dia
São João Crisóstomo : «Se não virdes sinais extraordinários e prodígios, não acreditareis!»

Is. 65,17-21.

Assim fala o Senhor: «Eu vou criar os novos céus e a nova terra e não mais se recordará o passado, nem voltará de novo ao pensamento.
Haverá alegria e felicidade eterna por aquilo que Eu vou criar: vou fazer de Jerusalém um motivo de júbilo e do seu povo uma fonte de alegria.
Exultarei por causa de Jerusalém e alegrar-Me-ei por causa do meu povo. Nunca mais se hão de ouvir nela vozes de pranto nem gritos de angústia.
Já não haverá ali uma criança que viva só alguns dias, nem um velho que não complete o número dos seus anos, porque o mais novo morrerá centenário e quem não chegar aos cem anos terá incorrido em maldição.
Construirão casas e habitarão nelas; plantarão vinhas e comerão os seus frutos».


Salmos 30(29),2.4.5-6.11-12a.13b.

Eu Vos glorifico, Senhor, porque me salvastes
e não deixastes que de mim se regozijassem os inimigos.
Tirastes a minha alma da mansão dos mortos,
vivificastes-me para não descer ao túmulo.

Cantai salmos ao Senhor, vós os seus fiéis,
e dai graças ao seu nome santo.
A sua ira dura apenas um momento
e a sua benevolência a vida inteira.

Ao cair da noite vêm as lágrimas
e ao amanhecer volta a alegria.
Ouvi, Senhor, e tende compaixão de mim,
Senhor, sede Vós o meu auxílio.

Vós convertestes em júbilo o meu pranto:
Senhor meu Deus, eu Vos louvarei eternamente.



João 4,43-54.

Naquele tempo, Jesus saiu da Samaria e foi para a Galileia.
Ele próprio tinha declarado que um profeta nunca era apreciado na sua terra.
Ao chegar à Galileia, foi recebido pelos galileus, porque tinham visto quanto Ele fizera em Jerusalém, por ocasião da festa, a que também eles tinham assistido.
Jesus voltou novamente a Caná da Galileia, onde convertera a água em vinho. Havia em Cafarnaum um funcionário real cujo filho se encontrava doente.
Quando ouviu dizer que Jesus viera da Judeia para a Galileia, foi ter com Ele e pediu-Lhe que descesse a curar o seu filho, que estava a morrer.
Jesus disse-lhe: «Se não virdes sinais e prodígios, não acreditareis».
O funcionário insistiu: «Senhor, desce, antes que meu filho morra».
Jesus respondeu-lhe: «Vai, que o teu filho vive». O homem acreditou nas palavras que Jesus lhe tinha dito e pôs-se a caminho.
Já ele descia, quando os servos vieram ao seu encontro e lhe disseram que o filho vivia.
Perguntou-lhes então a que horas tinha melhorado. Eles responderam-lhe: «Foi ontem à uma da tarde que a febre o deixou».
Então o pai verificou que àquela hora Jesus lhe tinha dito: «O teu filho vive». E acreditou, ele e todos os de sua casa.
Foi este o segundo milagre que Jesus realizou, ao voltar da Judeia para a Galileia.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre o evangelho de João, n°35

«Se não virdes sinais extraordinários e prodígios, não acreditareis!»

«Se não virdes sinais extraordinários e prodígios, não acreditareis!» O funcionário real parece não acreditar que Jesus tem o poder de ressuscitar os mortos: «Senhor, vem, antes que o meu filho morra!» Parece julgar que Jesus ignora a gravidade da doença do seu filho. Por isso Jesus o censura, para lhe mostrar que os milagres se fazem sobretudo para ganhar e curar as almas. Assim Jesus curou o pai, que estava tão doente no espírito quanto o filho estava doente no corpo, para nos ensinar que não devemos ligar-nos a Ele por causa dos milagres, mas pelos ensinamentos que os milagres confirmam. Pois Ele não opera milagres para os crentes, mas para os não crentes. […]


No regresso «acreditou, ele e todos os da sua casa». Pessoas que não viram nem escutaram Jesus […] acreditam nele. Que ensinamento devemos retirar disto? Que é preciso acreditar nele sem exigir milagres; que não devemos exigir a Deus provas do seu poder. Hoje em dia muitas pessoas mostram maior amor a Deus quando os filhos ou a mulher recebem algum alívio da doença; ora, mesmo que os nossos votos não sejam satisfeitos, é preciso perseverar na acção de graças e no louvor. Permaneçamos ligados a Deus, tanto na adversidade quanto na prosperidade.







sábado, 14 de março de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Domingo, dia 15 de Março de 2015

4º Domingo da Quaresma - Ano B

Beato Artémides Zatti, religioso enfermeiro, +1951, Santa Luísa de Marillac, viúva, religiosa, +1660, S. Clemente Maria Hofbauer, confessor, +1821

Comentário do dia
Teodoro de Mopsuesto : «Tanto amou Deus o mundo»

2 Crónicas 36,14-16.19-23.

Naqueles dias, todos os príncipes dos sacerdotes e o povo multiplicaram as suas infidelidades, imitando os costumes abomináveis das nações pagãs, e profanaram o templo que o Senhor tinha consagrado para Si em Jerusalém.
O Senhor, Deus de seus pais, desde o princípio e sem cessar, enviou-lhes mensageiros, pois queria poupar o povo e a sua própria morada.
Mas eles escarneciam dos mensageiros de Deus, desprezavam as suas palavras e riam-se dos profetas, a tal ponto que deixou de haver remédio, perante a indignação do Senhor contra o seu povo.
Os caldeus incendiaram o templo de Deus, demoliram as muralhas de Jerusalém, lançaram fogo aos seus palácios e destruíram todos os objetos preciosos.
O rei dos caldeus deportou para Babilónia todos os que tinham escapado ao fio da espada; e foram escravos deles e de seus filhos, até que se estabeleceu o reino dos persas.
Assim se cumpriu o que o Senhor anunciara pela boca de Jeremias: «Enquanto o país não descontou os seus sábados, esteve num sábado contínuo, durante todo o tempo da sua desolação, até que se completaram setenta anos».
No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, para se cumprir a palavra do Senhor, pronunciada pela boca de Jeremias, o Senhor inspirou Ciro, rei da Pérsia, que mandou publicar, em todo o seu reino, de viva voz e por escrito, a seguinte proclamação:
«Assim fala Ciro, rei da Pérsia: O Senhor, Deus do Céu, deu-me todos os reinos da terra, e Ele próprio me confiou o encargo de Lhe construir um templo em Jerusalém, na terra de Judá. Quem de entre vós fizer parte do seu povo ponha-se a caminho, e que Deus esteja com ele».


Salmos 137(136),1-2.3.4-5.6.

Sobre os rios de Babilónia
nos sentámos a chorar,
com saudades de Sião.
Nos salgueiros das suas margens,
dependurámos nossas harpas.
Aqueles que nos levaram cativos

queriam ouvir os nossos cânticos,
e os nossos opressores uma canção de alegria:
«Cantai-nos um cântico de Sião».
Como poderíamos nós
cantar um cântico do Senhor
em terra estrangeira?

Se eu me esquecer de ti, Jerusalém,
esquecida fique a minha mão direita.
Apegue-se-me a língua ao paladar,
se não me lembrar de ti,
se não fizer de Jerusalém
a maior das minhas alegrias.




Efésios 2,4-10.

Irmãos: Deus, que é rico em misericórdia, pela grande caridade com que nos amou,
a nós, que estávamos mortos por causa dos nossos pecados, restituiu-nos à vida com Cristo – é pela graça que fostes salvos,
e com Ele nos ressuscitou e com Ele nos fez sentar nos Céus.
Assim quis mostrar aos séculos futuros a abundante riqueza da sua graça e da sua bondade para connosco, em Jesus Cristo.
De facto, é pela graça que fostes salvos, por meio da fé. A salvação não vem de vós: é dom de Deus.
Não se deve às obras: ninguém se pode gloriar.
Na verdade, nós somos obra de Deus, criados em Jesus Cristo, em vista das boas obras que Deus de antemão preparou, como caminho que devemos seguir.


João 3,14-21.

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado,
para que todo aquele que acredita tenha n'Ele a vida eterna.
Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n'Ele não pereça, mas tenha a vida eterna.
Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.
Quem acredita n'Ele não é condenado, mas quem não acredita já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus.
E a causa da condenação é esta: a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram más as suas obras.
Todo aquele que pratica más ações odeia a luz e não se aproxima dela, para que as suas obras não sejam denunciadas.
Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Teodoro de Mopsuesto (?-428), bispo, teólogo
Comentário de João; CSCO 115,116

«Tanto amou Deus o mundo»

O Senhor Jesus diz: «Que a cruz não vos assuste e não vos faça duvidar das palavras que vos digo.» A serpente erguida por Moisés no deserto era eficaz pelo poder daquele que ordenou que fosse levantada. […] É assim que o Senhor carrega o destino dos homens e sofre as dores da cruz mas, graças ao poder que tem, torna dignos da vida eterna aqueles que nele acreditam. No tempo de Moisés, a serpente de cobre, sem ter vida, graças ao poder de outrem, livrava da morte aqueles que morreriam com as mordidelas venenosas se não olhassem para ela. Da mesma forma Jesus, apesar da sua aparência mortal e dos seus sofrimentos, dá a vida aos que creem nele, graças ao poder que tem.


Jesus continua: «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna.» Também isso era um sinal do amor de Deus, disse. […] Como pode Ele dizer: «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito»? É evidente que a divindade não pode sofrer. Contudo, devido à união da humanidade de Jesus com a sua divindade, elas formam uma unidade. Por isso, embora só o homem sofra, tudo o que toca a sua humanidade é atribuído também à sua divindade. […]


Para mostrar a grandeza da Paixão, São Paulo diz: «Se O tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória» (1Cor 2,8). Ao dar esse título a Jesus, quer revelar a grandeza da Paixão; do mesmo modo, para mostrar a riqueza do seu amor através dos sofrimentos que suportou, Nosso Senhor diz: «Deus deu o seu Filho único.»







sexta-feira, 13 de março de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Sabado, dia 14 de Março de 2015

Sábado da 3ª semana da Quaresma

Beata Josefina Gabriela Bonino, virgem, fundadora, +1906, Santa Matilde, rainha da Prússia, +968

Comentário do dia
São Gregório Magno : Uma brecha aberta

Oseias 6,1-6.

Vinde, voltemos para o Senhor. Se Ele nos feriu, Ele nos curará. Se nos atingiu com os seus golpes, Ele tratará as nossas feridas.
Ao fim de dois dias, Ele nos fará viver de novo; ao terceiro dia nos levantará e viveremos na sua presença.
Procuremos conhecer o Senhor: a sua vinda é certa como a aurora. Virá a nós como o aguaceiro de Outono, como a chuva da Primavera sobre a face da terra.
«Que farei por ti, Efraim? Que farei por ti, Judá?» — diz o Senhor — «O vosso amor é como o nevoeiro da manhã, como o orvalho da madrugada que logo se evapora.
Por isso os castiguei por meio dos Profetas e os matei com palavras da minha boca; e o meu direito resplandece como a luz.
Porque Eu quero a misericórdia e não os sacrifícios, o conhecimento de Deus, mais que os holocaustos».


Salmos 51(50),3-4.18-19.20-21ab.

Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.
Lavai-me de toda a iniquidade
e purificai-me de todas as faltas.

Não é do sacrifício que Vos agradais
e, se eu oferecer um holocausto, não o aceitareis.
Sacrifício agradável a Deus
é o espírito arrependido:

não desprezareis, Senhor,
um espírito humilhado e contrito.
Pela vossa bondade,
tratai Sião com benevolência,

reconstruí os muros de Jerusalém.
EntãoVos agradareis dos sacrifícios devidos, oblações e holocaustos;
então serão oferecidos vítimas
sobre o vosso altar




Lucas 18,9-14.

Naquele tempo, Jesus disse a seguinte parábola para alguns que se consideravam justos e desprezavam os outros: «
Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro publicano.
O fariseu, de pé, orava assim: 'Meu Deus, dou-Vos graças por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem como este publicano.
Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo quanto possuo'.
O publicano ficou a distância e nem sequer se atrevia a erguer os olhos ao Céu; mas batia no peito e dizia: 'Meu Deus, tende compaixão de mim, que sou pecador'.
Eu vos digo que este desceu justificado para sua casa e o outro não. Porque todo aquele que se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja
Moralia, 76

Uma brecha aberta

Com que precaução o fariseu que subia ao Templo para orar, e que havia fortificado a cidadela da sua alma, afirmava jejuar duas vezes por semana e dar o dízimo do que ganhava. Ao dizer: «Meu Deus, dou-Vos graças», é bem claro que tinha tomado todas as precauções imagináveis para se precaver. Mas deixa um sítio aberto e exposto ao inimigo, ao acrescentar: «Porque não sou como este publicano». Assim, por vaidade, permitiu ao inimigo que entrasse na cidadela do seu coração, que contudo havia aferrolhado com jejuns e esmolas.


Todas as outras precauções são portanto inúteis, quando em nós se mantém uma abertura por onde o inimigo pode entrar. […] Este fariseu tinha vencido a gula pela abstinência; tinha superado a avareza pela generosidade. […] Mas quantos trabalhos conducentes a essa vitória não foram aniquilados por um só vício, pela brecha de um só erro!


Eis porque não nos basta apenas pensar em praticar o bem; devemos também velar cuidadosamente pelos nossos pensamentos, para os mantermos puros nas boas obras que fizermos. Porque se estas forem uma fonte de vaidade ou de orgulho no nosso coração, estaremos a combater somente para a vã glória, e não para a glória do nosso Criador.







quinta-feira, 12 de março de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Sexta-feira, dia 13 de Março de 2015

Sexta-feira da 3ª semana da Quaresma

S. Salomão, mártir, +857, S. Rodrigo, mártir, +857, Santa Eufrásia, virgem, +412, Santa Serafina, virgem, +1253

Comentário do dia
São Basílio : Os dois mandamentos do amor

Oseias 14,2-10.

Assim fala o Senhor: «Israel, converte-te ao Senhor, teu Deus, porque foram os teus pecados que te fizeram cair.
Vinde com palavras de súplica, voltai para o Senhor e dizei-Lhe: "Perdoai todas as nossas faltas e aceitai o dom que Vos oferecemos, a homenagem dos nossos lábios.
Não é a Assíria que nos pode salvar; não montaremos mais a cavalo, nem chamaremos 'Nosso Deus' à obra das nossas mãos, porque só em Vós o órfão encontra piedade".
Curarei a sua infidelidade, amá-los-ei generosamente, pois a minha ira afastou-se deles.
Serei como orvalho para Israel, que florirá como o lírio e lançará raízes como o cedro do Líbano.
Os seus ramos estender-se-ão ao longe, a sua opulência será como a da oliveira e a sua fragrância como a do Líbano.
Voltarão a sentar-se à minha sombra, farão reviver o trigo; florescerão como a vinha, criarão fama como o vinho do Líbano.
Que terá ainda Efraim de comum com os ídolos? Sou Eu que o atendo e olho por ele. Sou como o cipreste verdejante: graças a Mim darás muito fruto».
Quem for sábio entenderá estas palavras, quem for inteligente poderá entendê-las. Porque são retos os caminhos do Senhor: por eles caminham os justos e neles tropeçam os pecadores.


Salmos 81(80),6c-8a.8bc-9.10-11ab.14.17.

Oiço uma língua desconhecida:
«Aliviei os teus ombros do fardo,
soltei as tuas mãos dos cestos;
gritaste na angústia e Eu te libertei.

Do meio do trovão te respondi;
pus-te à prova junto das águas de Meriba.
Escuta, meu povo, a minha advertência,
assim, Israel, Me prestes ouvidos:

Não terás contigo um deus alheio,
nem adorarás divindades estranhas.
Eu, o Senhor, sou o teu Deus,
que te fiz sair da terra do Egipto.

Ah! se o meu povo Me escutasse,
se Israel seguisse os meus caminhos,
alimentaria o meu povo com a flor da farinha
e saciá-lo-ia com o mel dos rochedos».




Marcos 12,28b-34.

Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um escriba e perguntou-Lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?»
Jesus respondeu-lhe: «O primeiro é este: 'Escuta, Israel: O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor:
Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças'.
O segundo é este: 'Amarás o teu próximo como a ti mesmo'. Não há nenhum mandamento maior que estes».
Disse-Lhe o escriba: «Muito bem, Mestre! Tens razão quando dizes: Deus é único e não há outro além d'Ele.
Amá-l'O com todo o coração, com toda a inteligência e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios».
Ao ver que o escriba dera uma resposta inteligente, Jesus disse-lhe: «Não estás longe do reino de Deus». E ninguém mais se atrevia a interrogá-l'O.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Basílio (c. 330-379), monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja
Grandes regras monásticas, Q 1-2

Os dois mandamentos do amor

Pergunta: Começamos por vos pedir que nos digais se os mandamentos de Deus obedecem a uma determinada ordem. Se há um primeiro, um segundo, um terceiro e assim por diante. […]


Resposta: O próprio Senhor determinou a ordem dos seus mandamentos. O primeiro e o maior é aquele que contempla o amor a Deus; o segundo, que lhe é semelhante, ou melhor, que é a sua realização e consequência, diz respeito ao amor ao próximo. […]


Pergunta: Começai por nos falar do amor de Deus. É certo que devemos amar a Deus; mas como devemos amá-Lo? […]


Resposta: O amor a Deus não se ensina. Ninguém nos ensinou a apreciar a luz nem a conservar a vida acima de tudo; nem ninguém nos ensinou a amar aqueles que nos colocaram no mundo ou nos educaram. Da mesma forma, ou melhor, com maioria de razão, não é um ensino exterior que nos ensina a amar a Deus. Na própria natureza do ser vivo – isto é, do homem – está depositada uma espécie de semente que contém em si o princípio desta capacidade de amar. É na escola dos mandamentos de Deus que recolhemos esta semente, a cultivamos diligentemente, a nutrimos com cuidado, e a trazemos ao seu florescimento através da graça divina. Aprovo o vosso zelo, ele é indispensável ao cumprimento do objectivo. […]


É preciso saber que esta virtude da caridade é uma, mas que, em potência, enlaça todos os mandamentos: «Se alguém Me ama, diz o Senhor, guardará as minhas palavras» (Jo 14,23); e ainda: «Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os profetas» (Mt 22,40).







quarta-feira, 11 de março de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Quinta-feira, dia 12 de Março de 2015

Quinta-feira da 3ª da Quaresma

Santa Josefina, penitente, +1353, S. Luís Orione, sacerdote, fundador, +1940, Santo Inocêncio I, papa, +417

Comentário do dia
São Cipriano : «Todo o reino dividido contra si mesmo acaba em ruínas»

Jer. 7,23-28.

Assim fala o Senhor: «Foi isto que ordenei ao meu povo: 'Escutai a minha voz, e Eu serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo. Segui sempre o caminho que vou indicar-vos e sereis felizes'.
Mas eles não ouviram nem prestaram atenção: seguiram as más inclinações do seu coração obstinado, voltaram-Me as costas, em vez de caminharem para Mim.
Desde o dia em que os seus pais saíram da terra do Egipto até hoje, enviei-lhes todos os profetas, meus servos, dia após dia, incansavelmente.
Mas eles não Me ouviram nem Me prestaram atenção: endureceram a sua cerviz, fizeram pior que seus pais.
Se lhes disseres tudo isto, não te escutarão; se chamares por eles, não te responderão.
Por isso lhes dirás: Esta é a nação que não ouviu a voz do Senhor seu Deus e não quis aceitar os seus ensinamentos. Perdeu-se a fidelidade, foi eliminada da sua boca».


Salmos 95(94),1-2.6-7.8-9.

Vinde, exultemos de alegria no Senhor,
aclamemos a Deus, nosso salvador.
Vamos à sua presença e dêmos graças,
ao som de cânticos aclamemos o Senhor.

Vinde, prostremo-nos em terra,
adoremos o Senhor que nos criou.
Pois Ele é o nosso Deus
e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:
«Não endureçais os vossos corações,
como em Meriba, como no dia de Massa no deserto,
onde vossos pais Me tentaram e provocaram,

apesar de terem visto as minhas obras.»




Lucas 11,14-23.

Naquele tempo, Jesus estava a expulsar um demónio que era mudo. Logo que o demónio saiu, o mudo falou e a multidão ficou admirada.
Mas alguns dos presentes disseram: «É por Belzebu, príncipe dos demónios, que Ele expulsa os demónios».
Outros, para O experimentarem, pediam-Lhe um sinal do céu.
Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse: «Todo o reino dividido contra si mesmo, acaba em ruínas e cairá casa sobre casa.
Se Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demónios.
Ora, se Eu expulso os demónios por Belzebu, por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso eles mesmos serão os vossos juízes.
Mas se Eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, então quer dizer que o reino de Deus chegou até vós.
Quando um homem forte e bem armado guarda o seu palácio, os seus bens estão em segurança.
Mas se aparece um mais forte do que ele e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos.
Quem não está comigo está contra Mim e quem não junta comigo dispersa».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Cipriano (c. 200-258), bispo de Cartago e mártir
Sobre a unidade da Igreja

«Todo o reino dividido contra si mesmo acaba em ruínas»

Ninguém pode ter Deus como Pai se não tiver a Igreja como Mãe. […] O Senhor adverte-nos disso ao dizer: «Quem não está comigo está contra Mim e quem não junta comigo dispersa.» Aquele que quebra a paz e a concórdia de Cristo age contra Cristo, aquele que junta fora da Igreja dispersa a Igreja de Cristo.


O Senhor diz: «Eu e o Pai somos um» (Jo 10,30). Também está escrito a propósito do Pai, do Filho e do Espírito Santo: «Porque três são os que testificam» (1Jo 5,7). Quem acreditará então que a unidade, que tem a sua origem nesta harmonia divina, que está ligada a este mistério celeste, pode ser retalhada na Igreja […] por conflitos de vontade? Quem não observar esta unidade não observa a lei de Deus, nem a fé no Pai e no Filho; não conserva a vida nem a salvação.


Este sacramento da unidade, este laço da concórdia numa coesão indissolúvel é-nos mostrado no evangelho pela túnica do Senhor. Ela não pode ser dividida nem rasgada, mas são lançadas sortes para ver de quem será (Jo 19,24). […] Ela é o símbolo da unidade que vem do alto.







terça-feira, 10 de março de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Quarta-feira, dia 11 de Março de 2015

Quarta-feira da 3ª semana da Quaresma

Beato João Batista de Fabriano, presbítero, +1539, S. Ramiro, abade, mártir, +555, S. Constantino, rei, mártir, +598

Comentário do dia
Epifânio de Benevento : «Para que se cumprisse a Escritura» (Jo 19,28)

Deut. 4,1.5-9.

Moisés falou ao povo, dizendo: «Agora, Israel, escuta os preceitos que vos dou a conhecer e põe-nos em prática, para que vivais e entreis na posse da terra que vos dá o Senhor, Deus dos vossos pais.
Ensinei-vos estas leis e preceitos, conforme o Senhor, meu Deus, me ordenara, a fim de os praticardes na terra de que ides tomar posse.
Observai-os e ponde-os em prática, porque eles serão a vossa sabedoria e a vossa prudência aos olhos dos povos, que, ao ouvirem falar de todas estas leis, dirão: 'Que povo tão sábio e prudente é esta grande nação!'.
Qual é, na verdade, a grande nação que tem a divindade tão perto de si como está perto de nós o Senhor, nosso Deus, sempre que O invocamos?
E qual é a grande nação que tem mandamentos e decretos tão justos como esta lei que hoje vos apresento?
Mas tende cuidado; prestai atenção para não esquecer tudo quanto viram os vossos olhos, nem o deixeis fugir do pensamento em nenhum dia da vossa vida. Ensinai-o aos vossos filhos e aos filhos dos vossos filhos».


Salmos 147,12-13.15-16.19-20.

Glorifica, Jerusalém, o Senhor,
louva, Sião, o teu Deus.
Ele reforçou as tuas portas
e abençoou os teus filhos.

Envia à terra a sua palavra,
corre veloz a sua mensagem.
Faz cair a neve como a lã,
espalha a geada como cinza.

Revelou a sua palavra a Jacob,
suas leis e preceitos a Israel.
Não fez assim com nenhum outro povo,
a nenhum outro manifestou os seus juízos.




Mateus 5,17-19.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas completar.
Em verdade vos digo: Antes que passem o céu e a terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra.
Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no reino dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no reino dos Céus».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Epifânio de Benevento (séc. V-VI), bispo
Comentário sobre os quatro evangelhos, PLS 3, 852

«Para que se cumprisse a Escritura» (Jo 19,28)

«Não vim revogar a Lei, mas levá-la à perfeição.» […] Nesse tempo, com efeito, o Senhor exerceu o seu poder para realizar na sua pessoa todos os mistérios que a Lei anunciava a seu respeito. Porque na sua Paixão levou a cabo todas as profecias. Quando Lhe ofereceram, segundo a profecia de David (Sl 68,22), uma esponja embebida em vinagre para Lhe acalmar a sede, aceitou-a dizendo: «Tudo está consumado.» E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito (Jo 19,30).


Não só realizou pessoalmente tudo o que dissera, como nos confiou os seus mandamentos para que os puséssemos em prática. E, enquanto os antigos não haviam podido observar os mandamentos mais elementares da Lei (Act 15,10), Ele mandou-nos cumprir os mais difíceis, por meio da graça e do poder que vêm da cruz.







segunda-feira, 9 de março de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Terça-feira, dia 10 de Março de 2015

Terça-feira da 3ª semana da Quaresma

Santos Mártires de Sebaste, +320, Santo Emiliano, pastor eremita, séc. VI, S. Macário de Jerusalém, patriarca, +335

Comentário do dia
Santa Faustina Kowalska : «Não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?»

Dan. 3,25.34-43.

Naqueles dias, levantando-se no meio da fornalha ardente, Azarias fez a seguinte oração:
«Por amor do vosso nome, Senhor, não nos abandoneis para sempre e não anuleis a vossa aliança.
Não nos retireis a vossa misericórdia, por amor de Abraão vosso amigo, de Isaac vosso servo e de Israel vosso santo,
aos quais prometestes multiplicar a sua descendência como as estrelas do céu e como a areia das praias do mar.
Mas agora, Senhor, tornámo-nos o mais pequeno de todos os povos e somos hoje humilhados em toda a terra, por causa dos nossos pecados.
Não temos chefe, nem guia nem profeta, nem holocausto nem sacrifício, nem oblação nem incenso, nem lugar onde apresentar-Vos as primícias para alcançar misericórdia.
Mas de coração arrependido e espírito humilhado sejamos por Vós recebidos como se viéssemos com um holocausto de touros e carneiros
e milhares de gordos cordeiros. Seja hoje este nosso sacrifício agradável na vossa presença, porque jamais serão confundidos aqueles que em Vós esperam
E agora Vos seguimos de todo o coração, Vos tememos e buscamos o vosso rosto.
Não nos deixeis ficar envergonhados, mas tratai-nos segundo a vossa bondade e segundo a abundância da vossa misericórdia.
Livrai-nos pelo vosso admirável poder e dai glória, Senhor, ao vosso nome».


Salmos 25(24),4bc-5ab.6-7bc.8-9.

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
ensinai-me as vossas veredas.
Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,
porque Vós sois Deus, meu Salvador.

Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias
e das vossas graças que são eternas.
Não recordeis as minhas faltas
e os pecados da minha juventude,

lembrai-Vos de mim segundo a vossa clemência.
O Senhor é bom e reto,
ensina o caminho aos pecadores.
Orienta os humildes na justiça

e dá-lhes a conhecer os seus caminhos.



Mateus 18,21-35.

Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?»
Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Na verdade, o reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com os seus servos.
Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos.
Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida.
Então o servo prostrou-se a seus pés, dizendo: 'Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei'.
Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo: 'Paga o que me deves'.
Então o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo: 'Concede-me um prazo e pagar-te-ei'.
Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia.
Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido.
Então, o senhor mandou-o chamar e disse: 'Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque me pediste.
Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?'
E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia.
Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santa Faustina Kowalska (1905-1938), religiosa
Diário, § 1570 (Fátima, 2003)

«Não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?»

Ó Deus de grande misericórdia, bondade infinita, eis que hoje toda a humanidade clama do abismo da sua miséria à vossa misericórdia, à vossa compaixão, ó Deus! E clama com a sua poderosa voz da miséria! Ó Deus clemente, não rejeiteis a oração dos exilados desta terra! Ó Senhor, bondade incompreensível, que penetrais a nossa miséria e sabeis que, abandonados às nossas próprias forças, não podemos chegar a Vós – por isso vos imploramos: que nos antecipeis a vossa graça e continueis a aumentar a vossa misericórdia para connosco, a fim de que possamos fielmente cumprir a vossa santa vontade durante toda a vida e na hora da morte. Que a omnipotência da vossa misericórdia nos proteja dos ataques dos inimigos da nossa salvação, para esperarmos confiadamente, como vossos filhos, a vossa última vinda, esse dia que só Vós conheceis. Também esperamos alcançar tudo o que Jesus nos prometeu, apesar de toda a nossa miséria, porque Jesus é a nossa esperança. E assim, por meio do coração misericordioso, como por uma porta aberta, passarmos ao céu.







domingo, 8 de março de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Segunda-feira, dia 09 de Março de 2015

Segunda-feira da 3ª semana da Quaresma

S. Domingos Sávio, jovem religioso, +1857, Santa Francisca Romana, viúva, +1440

Comentário do dia
Santo Ambrósio : A fé da viúva de Sarepta, que acolhe o enviado de Deus

2 Reis 5,1-15a.

Naqueles dias, Naamã, general dos exércitos do rei da Síria, era tido em grande consideração e estima pelo seu soberano, porque, por seu intermédio, o Senhor tinha dado a vitória à Síria. Mas este homem, valente guerreiro, estava leproso.
Ora, numa incursão, os sírios tinham levado uma menina da terra de Israel, que ficou ao serviço da mulher de Naamã.
Ela disse à sua senhora: «Se o meu senhor fosse ter com o profeta que vive na Samaria, ele decerto o livraria da lepra».
Naamã foi contar ao soberano o que dissera a jovem da terra de Israel.
O rei da Síria respondeu-lhe: «Vai, que eu escreverei uma carta ao rei de Israel». Naamã pôs-se a caminho, levando consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa;
e entregou ao rei de Israel a carta, que dizia: «Logo que esta carta te chegar às mãos, ficarás a saber que te envio o meu servo Naamã, para que o livres da sua lepra».
Depois de ter lido a carta, o rei de Israel rasgou as vestes, exclamando: «Serei eu um deus que possa dar a morte e a vida, para este me mandar dizer que livre um homem da sua lepra? Reparai e vede como ele procura um pretexto contra mim».
Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel tinha rasgado as vestes, mandou-lhe dizer: «Por que motivo rasgaste as tuas vestes? Esse homem venha ter comigo e saberá que existe um profeta em Israel».
Naamã seguiu com os seus cavalos e o seu carro e parou à porta de Eliseu.
Eliseu mandou-lhe dizer por um mensageiro: «Vai banhar-te sete vezes no Jordão e o teu corpo ficará limpo».
Naamã irritou-se e decidiu ir-se embora, dizendo: «Eu pensava que ele mesmo viria ao meu encontro, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, colocaria a mão sobre a parte doente e me livraria da lepra.
Não valem os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, mais do que todas as águas de Israel? Não poderia eu banhar-me neles para ficar limpo?» Deu meia volta e partiu indignado.
Mas os servos aproximaram-se dele e disseram: «Meu pai, se o profeta te tivesse mandado uma coisa difícil, não a terias feito? Quanto mais, se ele te diz apenas: 'Vai banhar-te e ficarás limpo'?»
Naamã desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, como lhe ordenara o homem de Deus. A sua carne tornou-se como a de uma criança e ficou limpo.
Voltou de novo, com todo o seu séquito, à casa do homem de Deus, entrou e apresentou-se, dizendo: «Agora sei que não há Deus em toda a terra, senão em Israel».


Salmos 42(41),2-3.43(42),3-4.

Como suspira o veado pelas correntes das águas,
assim minha alma suspira por Vós, Senhor.
Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo:
quando irei contemplar a face de Deus?

Enviai a vossa luz e verdade,
sejam elas o meu guia e me conduzam
à vossa montanha santa
e ao vosso santuário.

E eu irei ao altar de Deus,
a Deus que é a minha alegria.
Ao som da cítara Vos louvarei,
Senhor, meu Deus.




Lucas 4,24-30.

Naquele tempo, Jesus veio a Nazaré e falou ao povo na sinagoga, dizendo: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua terra.
Digo-vos a verdade: Havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra;
contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia.
Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu; contudo, nenhum deles foi curado, mas apenas o sírio Naamã».
Ao ouvirem estas palavras, todos ficaram furiosos na sinagoga.
Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e levaram-n'O até ao cimo da colina sobre a qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitarem dali abaixo.
Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
Sobre as viúvas; PL 16, 247-276

A fé da viúva de Sarepta, que acolhe o enviado de Deus

Num tempo em que a fome desolava a terra inteira, porque terá Elias sido enviado a uma viúva? Há uma graça especial que liga duas mulheres: um anjo é enviado a uma virgem e um profeta é enviado a uma viúva. Ali Gabriel, aqui Elias; e são escolhidos o anjo e o profeta mais eminentes! Mas a viuvez, em si mesma, não merece louvores, se não se lhe acrescentarem outras virtudes. À história não faltam viúvas; contudo, há uma que se distingue entre todas e as exorta com o seu exemplo. […] Deus é particularmente sensível à hospitalidade: no evangelho, promete uma recompensa eterna por um copo de água fresca (cf Mt 10,42); aqui, a profusão infinita das suas riquezas por um pouco de farinha ou uma medida de azeite. […]


Porque nos julgamos donos dos frutos da terra quando a terra é uma oferenda perpétua? […] Invertemos, para nosso benefício, o sentido daquele mandamento universal: «Também vos dou todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento; e todos os animais da terra, todas as aves dos céus e todos os seres vivos que existem e se movem sobre a terra» (Gn 1,29-30); ao açambarcar, só encontramos o vazio e a escassez. Como podemos esperar o cumprimento da promessa, se não observamos a vontade de Deus? Obedecer ao preceito da hospitalidade e honrar os nossos hóspedes é um são procedimento; pois não somos também nós hóspedes aqui na terra?


Como é perfeita esta viúva! Embora atormentada por uma grande fome, continuava a venerar a Deus; e não guardava as provisões só para si: partilhava-as com seu filho. É um bonito exemplo de ternura, mas é um exemplo ainda mais belo de fé! Pois esta mulher não deveria preferir ninguém a seu filho, mas eis que coloca o profeta de Deus acima da sua própria vida. Reparai bem que não lhe deu apenas um pouco de comida, mas toda a sua subsistência; não ficou com nada para si. Assim como a sua hospitalidade a inspirou a uma doação total, assim também a sua fé a conduziu a uma confiança total.







sábado, 7 de março de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Domingo, dia 08 de Março de 2015

3º Domingo da Quaresma - Ano B

S. João de Ávila, confessor, doutor da Igreja, +1569, S. João de Deus, religioso, fundador, +1550

Comentário do dia
Orígenes : «Ele falava do templo que é o seu corpo»

Ex. 20,1-17.

Naqueles dias, Deus pronunciou todas estas palavras:
«Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egipto, dessa casa de escravidão.
Não terás outros deuses perante Mim.
Não farás para ti qualquer imagem esculpida, nem figura do que existe lá no alto dos céus ou cá em baixo na terra ou nas águas debaixo da terra.
Não adorarás outros deuses nem lhes prestarás culto. Eu, o Senhor, teu Deus, sou um Deus cioso: castigo a ofensa dos pais nos filhos, até à terceira e quarta geração daqueles que Me ofendem;
mas uso de misericórdia até à milésima geração para com aqueles que Me amam e guardam os meus mandamentos.
Não invocarás em vão o nome do Senhor, teu Deus, porque o Senhor não deixa sem castigo aquele que invoca o seu nome em vão.
Lembrar-te-ás do dia de sábado, para o santificares.
Durante seis dias trabalharás e levarás a cabo todas as tuas tarefas.
Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus. Não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem os teus animais domésticos, nem o estrangeiro que vive na tua cidade.
Porque em seis dias o Senhor fez o céu, a terra, o mar e tudo o que eles contêm; mas no sétimo dia descansou. Por isso, o Senhor abençoou e consagrou o dia de sábado.
Honra pai e mãe, a fim de prolongares os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te vai dar.
Não matarás.
Não cometerás adultério.
Não furtarás.
Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo.
Não cobiçarás a casa do teu próximo; não desejarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo nem a sua serva, o seu boi ou o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença».


Salmos 19(18),8.9.10.11.

A lei do Senhor é perfeita,
ela reconforta a alma;
as ordens do Senhor são firmes,
dão sabedoria aos simples.

Os preceitos do Senhor são retos
e alegram o coração;
os mandamentos do Senhor são claros
e iluminam os olhos.

O temor do Senhor é puro
e permanece para sempre;
os juízos do Senhor são verdadeiros,
todos eles são retos.

São mais preciosos que o ouro,
o ouro mais fino;
são mais doces que o mel,
o puro mel dos favos.




1 Cor. 1,22-25.

Irmãos: Os judeus pedem milagres e os gregos procuram a sabedoria.
Quanto a nós, pregamos Cristo cruficado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios;
mas para aqueles que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder e sabedoria de Deus.
Pois o que é loucura de Deus é mais sábio do que os homens, e o que é fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.


João 2,13-25.

Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém.
Encontrou no templo os vendedores de bois, de ovelhas e de pombas e os cambistas sentados às bancas.
Fez então um chicote de cordas e expulsou-os a todos do templo, com as ovelhas e os bois; deitou por terra o dinheiro dos cambistas e derrubou-lhes as mesas;
e disse aos que vendiam pombas: «Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai casa de comércio».
Os discípulos recordaram-se do que estava escrito: «Devora-me o zelo pela tua casa».
Então os judeus tomaram a palavra e perguntaram-Lhe: «Que sinal nos dás de que podes proceder deste modo?».
Jesus respondeu-lhes: «Destruí este templo e em três dias o levantarei».
Disseram os judeus: «Foram precisos quarenta e seis anos para se construir este templo, e Tu vais levantá-lo em três dias?».
Jesus, porém, falava do templo do seu corpo.
Por isso, quando Ele ressuscitou dos mortos, os discípulos lembraram-se do que tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra de Jesus.
Enquanto Jesus permaneceu em Jerusalém pela festa da Páscoa, muitos, ao verem os milagres que fazia, acreditaram no seu nome.
Mas Jesus não se fiava deles, porque os conhecia a todos
e não precisava de que Lhe dessem informações sobre ninguém: Ele bem sabia o que há no homem.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Orígenes (c. 185-253), presbítero, teólogo
Comentário sobre São João 10,20

«Ele falava do templo que é o seu corpo»

«Destruí este templo e em três dias Eu o levantarei!» […] Tanto um como outro, tanto o templo como o corpo de Jesus, são, a meu ver, símbolos da Igreja. […] O templo será restaurado e o corpo ressuscitará ao terceiro dia. […] Porque ao terceiro dia surgirá um novo céu e uma nova terra (2Ped 3,13), quando os ossos ressequidos, quer dizer, toda a casa de Israel (Ez 37,11), voltarem a ser revestidos no grande dia do Senhor, e a morte for vencida. […]


Da mesma maneira que o corpo de Jesus, sujeito à condição humana vulnerável, foi pregado na cruz e sepultado, e depois foi novamente erguido, assim também o corpo total dos fiéis foi «crucificado com Cristo» e agora «já não é ele que vive» (Gal 2,19). Com efeito, tal como Paulo, nenhum dos fiéis se gloria de nada senão da cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, que fez de cada um deles um crucificado para o mundo e do mundo um crucificado para ele (Gal 6,14). […] «Porque nós fomos sepultados com Cristo» diz Paulo; e acrescenta, como se tivesse recebido um penhor de ressurreição: «Ressuscitaremos com Ele» (Rom 6,4-9). Todos nós temos, pois, uma vida nova, mas que ainda não é a ressurreição bem-aventurada e perfeita. […] Quem é hoje sepultado, um dia ressuscitará.







sexta-feira, 6 de março de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Sabado, dia 07 de Março de 2015

Sábado da 2ª semana da Quaresma

Santas Perpétua e Felicidade, mártires, +203, S. Pedro Sukeyiro, terceiro franciscano, mártir, +1597

Comentário do dia
São Pedro Crisólogo : «Levantar-me-ei, irei ter com meu pai»

Miqueias 7,14-15.18-20.

Apascentai o vosso povo com a vossa vara, o rebanho da vossa herança, que vive isolado na selva, no meio de uma terra frutífera, para que volte a apascentar-se em Basã e Galaad,
como nos dias de outrora; mostrai-nos prodígios, como nos dias em que saístes da terra do Egipto.
Qual é o deus semelhante a Vós que perdoa o pecado e absolve a culpa deste resto da vossa herança? Não guarda para sempre a sua ira, porque prefere a misericórdia.
Ele voltará a ter piedade de nós, pisará aos pés as nossas faltas, lançará para o fundo do mar todos os nossos pecados.
Mostrai a Jacob a vossa fidelidade e a Abraão a vossa misericórdia, como jurastes aos nossos pais, desde os tempos antigos.


Salmos 103(102),1-2.3-4.9-10.11-12.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.
Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

Ele perdoa todos os teus pecados
e cura as tuas enfermidades.
Salva da morte a tua vida
e coroa-te de graça e misericórdia.

Não está sempre a repreender
nem guarda ressentimento.
Não nos tratou segundo os nossos pecados
nem nos castigou segundo as nossas culpas.

Como a distância da terra aos céus,
assim é grande a sua misericórdia para os que O temem.
Como o Oriente dista do Ocidente,
assim Ele afasta de nós os nossos pecados.




Lucas 15,1-3.11-32.

Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem.
Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles».
Jesus disse-lhes então a seguinte parábola:
«Certo homem tinha dois filhos.
O mais novo disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte da herança que me toca'. O pai repartiu os bens pelos filhos.
Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta.
Tendo gasto tudo, houve uma grande fome naquela região e ele começou a passar privações.
Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos.
Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.
Então, caindo em si, disse: 'Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome!
Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti.
Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores'.
Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: encheu-se de compaixão e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos.
Disse-lhe o filho: 'Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho'.
Mas o pai disse aos servos: 'Trazei depressa a túnica mais bela e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés.
Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos,
porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado'. E começou a festa.
Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.
Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo.
O servo respondeu-lhe: 'O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque chegou são e salvo'.
Ele ficou ressentido e não queria entrar. Então o pai veio cá fora instar com ele.
Mas ele respondeu ao pai: 'Há tantos anos que te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos.
E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo'.
Disse-lhe o pai: 'Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu.
Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque o teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado'».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermões 2 e 3; PL 52, 188-189 e 192

«Levantar-me-ei, irei ter com meu pai»

Aquele que diz estas palavras jazia por terra. Toma consciência da queda, apercebe-se da sua ruína, vê-se enleado no pecado e exclama: «Levantar-me-ei e irei ter com meu pai». De onde lhe vem esta esperança, esta certeza, esta confiança? Vem do facto de que se trata de seu pai. «Perdi a minha qualidade de filho, diz para si mesmo; mas ele não perdeu a de pai. Não é preciso um estranho para interceder junto de um pai: é o afecto deste que intervém e que suplica no mais profundo do seu coração. As suas entranhas paternas levam-no, pelo perdão, a de novo gerar seu filho. Como culpado que sou, irei pois ter com meu pai.»


E o pai, ao avistar o filho, encobre imediatamente o erro deste. Ao papel de juiz prefere o de pai e imediatamente transforma a sentença em perdão, pois deseja o regresso do filho e não a sua perda. […] «Correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos.» Eis como o pai julga e como corrige: beija em vez de castigar. A força do amor não tem em conta o pecado, e é por isso que o pai resgata com um beijo a falta do filho, cobrindo-a com os seus beijos. O pai não desvela o pecado de seu filho, não o difama, mas sara-lhe as feridas, de maneira a não deixarem cicatriz nem desonra. «Feliz aquele a quem é perdoada a culpa e absolvido o pecado» (Sl 31,1).







quinta-feira, 5 de março de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Sexta-feira, dia 06 de Março de 2015

Sexta-feira da 2ª semana da Quaresma

Santo Olegário, bispo, +1136, Santa Rosa de Viterbo, religiosa, +1252

Comentário do dia
São Gregório de Nissa : Frutificar naquele que nos foi dado na plenitude dos tempos

Gén. 37,3-4.12-13a.17b-28.

Jacob gostava mais de José que dos seus outros filhos, porque ele era o filho da sua velhice; e mandou fazer-lhe uma túnica de mangas compridas.
Os irmãos, vendo que o pai o preferia a todos eles, começaram a odiá-lo e não eram capazes de lhe falar com bons modos.
Um dia foram para Siquém apascentar os rebanhos do pai.
Jacob disse a José: «Os teus irmãos apascentam os rebanhos em Siquém. vem cá, pois quero mandar-te ir ter com eles».
José partiu à procura dos irmãos e encontrou-os em Dotain.
Eles viram-no de longe e, antes que chegasse perto, combinaram entre si a sua morte.
Disseram uns aos outros: «Aí vem o homem dos sonhos.
Vamos matá-lo e atirá-lo a uma cisterna e depois diremos que um animal feroz o devorou. Veremos então em que vão dar os seus sonhos».
Mas Rúben ouviu isto e, querendo livrá-lo das suas mãos, disse: «Não lhe tiremos a vida». Para o livrar das suas mãos e entregá-lo ao pai,
Rúben disse aos irmãos: «Não derrameis sangue. Lançai-o nesta cisterna do deserto, mas não levanteis as mãos contra ele».
Quando José chegou junto dos irmãos, eles tiraram-lhe a túnica de mangas compridas que trazia,
pegaram nele e lançaram-no dentro da cisterna, uma cisterna vazia, sem água.
Depois sentaram-se para comer. Mas, erguendo os olhos, viram uma caravana de ismaelitas que vinha de Galaad. Traziam camelos carregados de goma de tragacanto, resina aromática e láudano, que levavam para o Egipto.
Então Judá disse aos irmãos: «Que interesse haveria em matar o nosso irmão e esconder-lhe o sangue?
Vamos vendê-lo aos ismaelitas, mas não lhe ponhamos as mãos, porque é nosso irmão, da mesma carne que nós». Os irmãos concordaram.
Passando por ali uns negociantes de Madiã, tiraram José da cisterna e venderam-no por vinte moedas de prata aos ismaelitas, que o levaram para o Egipto.


Salmos 105(104),16-17.18-19.20-21.

Deus chamou a fome sobre aquela terra
e privou-os do pão que dá o sustento.
Adiante deles enviara um homem:
José vendido como escravo.

Apertaram-lhe os pés com grilhões,
lançaram-lhe ao pescoço uma coleira de ferro,
até que se cumpriu a profecia
e a palavra do Senhor o mostrou inocente.

Então o rei mandou que o soltassem,
o soberano dos povos deu-lhe a liberdade;
e fê-lo senhor da sua casa
e governador de todos os seus domínios.




Mateus 21,33-43.45-46.

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Ouvi outra parábola: Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre; depois arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe.
Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos.
Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos, espancaram um, mataram outro e a outro apedrejaram-no.
Tornou ele a mandar outros servos, em maior número que os primeiros, e eles trataram-nos do mesmo modo.
Por fim mandou-lhes o seu próprio filho, pensando: 'Irão respeitar o meu filho'.
Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: 'Este é o herdeiro; vamos matá-lo e ficaremos com a sua herança'.
Agarraram-no, levaram-no para fora da vinha e mataram-no.
Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?»
Os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo responderam-Lhe: «Mandará matar sem piedade esses malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros que lhe entreguem os frutos a seu tempo».
Disse-lhes Jesus: «Nunca lestes na Escritura: 'A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos'?
Por isso vos digo: Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos».
Ao ouvirem as parábolas de Jesus, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus compreenderam que falava deles
e queriam prendê-l'O; mas tiveram medo do povo, que O considerava profeta.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Gregório de Nissa (c. 335-395), monge, bispo
Terceira homilia sobre o Cântico dos Cânticos

Frutificar naquele que nos foi dado na plenitude dos tempos

«O meu amado é um cacho de uvas de Chipre entre as vinhas de Engadi» (Ct 1,14). […] Este cacho divino cobre-se de flores antes da Paixão e derrama o seu vinho na Paixão. […] Na videira, o cacho não tem sempre a mesma forma, muda com o tempo: floresce, incha e, depois de estar perfeitamente maduro, vai-se transformar em vinho. A videira promete, pois, pelo seu fruto: ainda não está maduro e no ponto para dar vinho, mas espera a plenitude dos tempos. No entanto, não é absolutamente incapaz de nos alegrar. Com efeito, já antes do sabor, encanta o olfacto na espera de bens futuros, e seduz os sentidos da alma pelos aromas da esperança. Porque a garantia da graça esperada torna-se já alegria para os que esperam com constância. Assim é a uva de Chipre que promete o vinho antes de o ser: pela sua flor – a sua flor é a esperança –, dá-nos a garantia da graça futura. […]


Aquele cuja vontade está em harmonia com a do Senhor, porque «a medita dia e noite», torna-se «uma árvore plantada à beira de um riacho, que dá fruto na estação própria, e cuja folha não morre» (Sl 1,1-3). É por isso que a videira do Esposo, que criou raízes no solo fértil de Engadi, isto é, no fundo da alma que é regada e enriquecida pelos ensinamentos divinos, produz este cacho rico e cheio, no qual pode contemplar o seu próprio jardineiro e o seu enólogo. Bem-aventurada esta terra cultivada, cuja flor reproduz a beleza do Esposo! Uma vez que este é a luz verdadeira, a vida verdadeira e a verdadeira justiça […], e também muitas outras virtudes, se alguém, por suas obras, se assemelha ao Esposo, quando olha para o cacho da sua própria consciência, vê o próprio Esposo, porque reflecte a luz da verdade numa vida luminosa e imaculada. Foi por isso que esta videira fecunda disse: «A minha vinha floresce, os botões estão a abrir» (cf Ct 7,13). O Esposo, que é esta verdadeira vinha em pessoa, aparece amarrado ao lenho, e o seu sangue tornou-se bebida de salvação para os que exultam na sua redenção.







quarta-feira, 4 de março de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Quinta-feira, dia 05 de Março de 2015

Quinta-feira da 2ª da Quaresma

Santo Adriano, mártir, +308, S. João José da Cruz, religioso, +1737

Comentário do dia
São Gregório de Nissa : Vivamos segundo Deus

Jer. 17,5-10.

Assim fala o Senhor: «Maldito o homem que confia no homem e põe na carne a sua esperança, afastando o seu coração do Senhor.
Será como o cardo na estepe, que nem percebe quando chega a felicidade; habitará na aridez do deserto, terra salobre e inóspita.
Bendito o homem que confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança.
É como a árvore plantada à beira da água, que estende as raízes para a corrente: nada tem a temer quando vem o calor e a sua folhagem mantém-se sempre verde; em ano de estiagem não se inquieta e não deixa de produzir os seus frutos.
O coração é o que há de mais astucioso e incorrigível. Quem o pode entender?
Posso Eu, que sou o Senhor: penetro os corações, sondo os mais íntimos sentimentos, para retribuir a cada um segundo o seu caminho, conforme o fruto das suas obras».


Salmos 1,1-2.3.4.6.

Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,
mas antes se compraz na lei do Senhor,
e nela medita dia e noite.

É como árvore plantada à beira das águas:
dá fruto a seu tempo
e sua folhagem não murcha.
Tudo quanto fizer será bem sucedido.

Bem diferente é a sorte dos ímpios:
são como palha que o vento leva.
O Senhor vela pelo caminho dos justos,
mas o caminho dos pecadores leva à perdição.




Lucas 16,19-31.

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Havia um homem rico, que se vestia de linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias.
Um pobre chamado Lázaro jazia junto do seu portão, coberto de chagas.
Bem desejava ele saciar-se com os restos caídos da mesa do rico; mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas.
Ora sucedeu que o pobre morreu e foi colocado pelos Anjos ao lado de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado.
Na mansão dos mortos, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a seu lado.
Então ergueu a voz e disse: 'Pai Abraão, tem compaixão de mim. Envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nestas chamas'.
Abraão respondeu-lhe: 'Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida e Lázaro apenas os males. Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado.
Além disso, há entre nós e vós um grande abismo, de modo que, se alguém quisesse passar daqui para junto de vós, não poderia fazê-lo'.
O rico exclamou: 'Então peço-te, ó pai, que mandes Lázaro à minha casa paterna — pois tenho cinco irmãos,
para que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento'.
Disse-lhe Abraão: 'Eles têm Moisés e os Profetas: que os oiçam'.
Mas ele insistiu: 'Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão'.
Abraão respondeu-lhe: 'Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, também não se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dos mortos'».



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Comentário do dia:

São Gregório de Nissa (c. 335-395), monge, bispo
Sermão 1 sobre o amor dos pobres: PG 46, 463-466

Vivamos segundo Deus

Nós, que por cada palavra da divina Escritura somos convidados à imitação do Senhor que nos criou na sua benevolência, eis que desviamos tudo para nossa própria utilidade, medimos tudo de acordo com a nossa vantagem. Atribuímo-nos bens para a nossa própria vida e reservamos o resto para os nossos herdeiros. E não pensamos nas pessoas que estão na miséria nem nos preocupamos minimamente com os pobres. Oh corações sem misericórdia!


Um homem vê o seu próximo sem pão e sem meios para obter o alimento indispensável e, longe de se apressar a oferecer-lhe a sua ajuda para o tirar da miséria, observa-o como observaria uma planta verdejante em vias de secar por falta de água. E, no entanto, este homem possui uma riqueza imensa e seria capaz de oferecer a muitos a ajuda dos seus bens. Do mesmo modo que o débito de uma única fonte pode irrigar numerosos campos numa grande extensão, assim a opulência de uma só casa consegue salvar da miséria um grande número de pobres, a menos que a parcimónia e a avareza do homem o venha a impedir, tal como uma rocha que cai num ribeiro lhe desvia o curso.


Não vivamos unicamente segundo a carne, vivamos segundo Deus.







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