quarta-feira, 15 de julho de 2015

domingo


Quinta-feira, dia 16 de Julho de 2015

Quinta-feira da 15ª semana do Tempo Comum
Nossa Senhora do Carmo (festa, no Brasil)

Comentário do dia
Santo Aelredo de Rievaulx : «O meu jugo é suave»

Ex. 3,13-20.

Naqueles dias, Moisés ouviu do meio da sarça a voz do Senhor e disse-Lhe: «Vou procurar os filhos de Israel e dizer-lhes: 'O Deus dos vossos pais enviou-me a vós'. Mas se me perguntarem qual é o seu nome, que hei-de responder-lhes?»
Deus disse a Moisés: «EU SOU AQUELE QUE SOU.» Ele disse: «Assim dirás aos filhos de Israel: 'Eu sou' enviou-me a vós!»
Deus disse ainda a Moisés: «Assim dirás aos filhos de Israel: 'O Senhor, Deus dos vossos pais, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob, enviou-me a vós: este é o meu nome para sempre, o meu memorial de geração em geração'.
Vai, reúne os anciãos de Israel e diz-lhes: 'O Senhor, Deus dos vossos pais, Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, apareceu-me e disse: Observei-vos com atenção e vi o que vos tem sido feito no Egipto,
e Eu disse para comigo: Far-vos-ei subir da opressão do Egipto para a terra do cananeu, do hitita, do amorreu, do perizeu, do heveu, do jebuseu, para a terra que mana leite e mel'.
Eles escutarão a tua voz, e tu irás, tu e os anciãos de Israel, à presença do rei do Egipto, e dir-lhe-eis: 'O Senhor, Deus dos hebreus, saiu ao nosso encontro; e agora permite-nos fazer uma peregrinação de três dias pelo deserto, para oferecermos sacrifícios ao Senhor, nosso Deus.'
Eu bem sei que o rei do Egipto não vos deixará partir senão obrigado por mão forte.
Estenderei então a minha mão e ferirei o Egipto com todas as maravilhas que farei no meio dele. Depois disso, deixar-vos-á partir.


Salmos 105(104),1.5.8-9.24-25.26-27.

Dai graças ao Senhor, aclamai o seu nome,
anunciai entre os povos as suas obras.
Recordai as suas maravilhas,
os seus prodígios e os oráculos da sua boca.

Ele recorda sempre a sua aliança,
a palavra que empenhou para mil gerações,

o pacto que estabeleceu com Abraão,

o juramento que fez a Isaac.
Deus multiplicou o seu povo
e tornou-o mais forte que os seus inimigos.
Mudou-lhes o coração e eles odiaram o povo de Deus

e trataram com perfídia os seus servos.  
Deus enviou então o seu servo Moisés
e Aarão, seu escolhido,  
que realizaram maravilhas no meio deles

e milagres no país de Cam.  



Mateus 11,28-30.

Naquele tempo, Jesus exclamou: «Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Aelredo de Rievaulx (1110-1167), monge cisterciense
O Espelho da caridade, I, 30-31

«O meu jugo é suave»

Aqueles que se queixam da dureza do jugo do Senhor talvez não tenham rejeitado completamente o pesado jugo da cobiça do mundo ou, se o rejeitaram, a ele de novo se sujeitaram, para sua grande vergonha. Para quem os vêem de fora, eles carregam o jugo do Senhor; mas por dentro submetem os seus ombros ao fardo das preocupações do mundo, pondo na conta do peso do jugo do Senhor as penas e as dores que infligem a si mesmos. [...] Pois o jugo do Senhor «é suave e o seu peso é leve».


Com efeito, haverá coisa mais suave e mais gloriosa do que ser elevado acima do mundo pelo desprezo que se lhe vota e, estando instalado nos píncaros de uma consciência em paz, ter o mundo inteiro a seus pés? Percebemos então que não há nada a desejar, nada a temer, nada a cobiçar, nada que seja nosso e que nos possa ser tirado, que nenhum mal pode ser-nos causado por outrem. O olhar do coração dirige-se para «a herança incorruptível, isenta de mancha e de degradação, que nos está reservada nos céus» (1Ped 1,4). Com uma espécie de grandeza de alma, pouco ligamos às riquezas do mundo, porque elas passam; ou aos prazeres da carne, porque eles estão manchados; ou aos faustos do mundo, porque murcham. [...] E, na alegria, retomamos a palavra do profeta: «Todo o homem é como a erva do campo, toda a sua graça é como a erva que floresce; a erva secou, a flor murchou, mas a Palavra do Senhor permanece para sempre» (Is 40,6-8). [...] Na caridade, e só na caridade, reside a verdadeira tranquilidade, a verdadeira doçura; é ela o jugo do Senhor.







terça-feira, 14 de julho de 2015

domingo


Quarta-feira, dia 15 de Julho de 2015

Quarta-feira da 15ª semana do Tempo Comum

S. Boaventura, bispo, Doutor da Igreja, +1274

Comentário do dia
Santo Hilário : «Ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho O quiser revelar»

Ex. 3,1-6.9-12.

Naqueles dias, Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Ao levar o rebanho para além do deserto, chegou ao monte de Deus, Horeb.
Apareceu-lhe então o Anjo do Senhor numa chama ardente, do meio de uma sarça. Moisés olhou para a sarça, que estava a arder, e viu que a sarça não se consumia.
Então disse Moisés: «Vou aproximar-me, para ver tão assombroso espetáculo: por que motivo não se consome a sarça?».
O Senhor viu que ele se aproximava para ver. Então Deus chamou-o do meio da sarça: «Moisés, Moisés!». Ele respondeu: «Aqui estou!».
Continuou o Senhor: «Não te aproximes. Tira as sandálias dos pés, porque o lugar que pisas é terra sagrada».
E acrescentou: «Eu sou o Deus de teus pais, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob». Então Moisés cobriu o rosto, com receio de olhar para Deus.
Disse-lhe o Senhor: «O clamor dos filhos de Israel chegou até Mim; vi também a violência com que os egípcios os oprimem.
Agora põe-te a caminho, que Eu vou enviar-te ao faraó, para que tires do Egipto o meu povo, os filhos de Israel».
Moisés disse a Deus: «Quem sou eu, para ir à presença do faraó e tirar do Egipto os filhos de Israel?».
Deus respondeu-lhe: «Eu estarei contigo e este é o sinal de que fui Eu que te enviei: Quando tirares o povo do Egipto, adorareis a Deus neste monte».


Salmos 103(102),1-2.3-4.6-7.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.
Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

Ele perdoa todos os teus pecados
e cura as tuas enfermidades.
Salva da morte a tua vida
e coroa-te de graça e misericórdia.

O Senhor faz justiça   
e defende o direito de todos os oprimidos.  
Revelou a Moisés os seus caminhos
e aos filhos de Israel os seus prodígios.




Mateus 11,25-27.

Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos.
Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado.
Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Hilário (c. 315-367), bispo de Poitiers, doutor da Igreja
A Trindade 2, 6-7

«Ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho O quiser revelar»

O Pai é Aquele de quem vem tudo o que existe. Ele próprio, em Cristo e por Cristo, é a origem de tudo. Além disso, é em Si mesmo o seu ser, e não recebe de outro aquilo que é. […] Ele é infinito porque não está num sítio preciso, mas tudo está nele. […] É sempre antes do tempo, o tempo vem dele. Se o teu pensamento corre atrás dele e se crês ter alcançado os limites do seu ser, continuarás ainda assim a encontrá-Lo, pois enquanto avanças incessantemente até Ele, o alvo a que te diriges está sempre mais longe. […] Tal é a verdade do mistério de Deus, tal é a expressão da natureza incompreensível do Pai. […] Para O exprimir, as palavras só podem calar-se; para O sondar, o pensamento fica inerte; e para O alcançar, a inteligência sente-se limitada.

E no entanto, este nome, Pai, indica a sua natureza: Ele é só e completamente Pai. Porque não recebe de nenhum outro, à maneira dos homens, o facto de ser Pai. Ele é o Eterno Não-Gerado. […] É conhecido apenas pelo Filho, porque «ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho O quiser revelar». Ambos Se conhecem um ao outro e esse conhecimento mútuo é perfeito. Por conseguinte, como «ninguém conhece o Pai senão o Filho», tenhamos do Pai somente pensamentos conformes ao que dele nos revelou o Filho, que é a única «testemunha fiel» (Ap 1,5).

Vale mais pensar no que diz respeito ao Pai do que falar acerca disso. Porque as palavras são todas impotentes para traduzir as suas perfeições. […] Apenas poderemos reconhecer a sua glória, ter dela uma certa ideia e procurar precisá-la com a nossa imaginação. Mas a linguagem do homem é a expressão da sua impotência e as palavras não explicam a realidade tal como ela é. […] Assim, ainda que tenhamos reconhecido Deus, temos de renunciar a nomeá-Lo: sejam quais forem as palavras empregues, não conseguem exprimir Deus tal como Ele é, nem traduzir a sua grandeza. […] Temos de acreditar nele, de procurar compreendê-Lo e de adorá-Lo; fazendo-o, estaremos a falar dele.







segunda-feira, 13 de julho de 2015

domingo


Terça-feira, dia 14 de Julho de 2015

Terça-feira da 15ª semana do Tempo Comum

S. Camilo de Lellis, presbítero, fundador, +1614

Comentário do dia
São Gregório Magno : Jesus censura duramente as cidades que não se tinham arrependido

Ex. 2,1-15a.

Naqueles dias, um homem da família de Levi tomou como esposa uma jovem da mesma tribo.
A mulher concebeu e deu à luz um filho e, vendo como era belo, escondeu-o durante três meses.
Como não podia mantê-lo oculto por mais tempo, arranjou uma cesta de papiro, calafetou-a com betume e pez, meteu nela o menino e colocou-a entre os juncos, à beira do rio,
enquanto a irmã dele ficava a certa distância, para ver o que iria acontecer-lhe.
Ora a filha do faraó desceu ao rio para se banhar, enquanto as suas donzelas passeavam ao longo da margem. Então ela avistou a cesta no meio dos juncos e mandou a uma serva que a fosse buscar.
Abriu-a e viu a criança: era um menino a chorar. Teve pena dele e exclamou: «É um filho de hebreus».
A irmã dele disse à filha do faraó: «Queres que eu vá procurar, entre as mulheres hebreias, uma ama para criar este menino?».
«Vai!» – disse a filha do faraó. E a jovem foi chamar a mãe da criança.
Disse-lhe a filha do faraó: «Leva este menino, a fim de o criares para mim, e eu própria te darei o teu salário». Então a mulher levou a criança e amamentou-a.
Quando o menino cresceu, trouxe-o à filha do faraó, que o adotou como filho e lhe deu o nome de Moisés, dizendo: «Salvei-o das águas».
Certo dia, quando Moisés já era homem, foi ter com os seus irmãos e viu como eram duros os trabalhos a que os sujeitavam. Viu também um egípcio agredir um dos hebreus, seus irmãos.
Olhou para todos os lados e, não vendo ninguém, matou o egípcio e escondeu-o na areia.
Ao voltar no dia seguinte, estavam dois hebreus a lutar um contra o outro. Disse então ao agressor: «Porque bates no teu companheiro?».
Mas ele respondeu-lhe: «Quem te fez nosso chefe ou nosso juiz? Pretendes matar-me como fizeste ao egípcio?». Moisés assustou-se, pensando consigo: «Certamente o facto é conhecido».
O faraó ouviu falar do caso e procurava dar a morte a Moisés. Então Moisés fugiu para longe e foi refugiar-se na terra de Madiã.


Salmos 69(68),3.14.30-31.33-34.

Atolei-me na lama do abismo
e não tenho onde apoiar-me.
Cheguei até ao fundo das águas
e as ondas me submergiram.

A Vós, Senhor, elevo a minha súplica,
no momento propício, meu Deus.
Pela vossa grande bondade, respondei-me,
em prova da vossa salvação.

Eu sou pobre e miserável:
defendei-me, ó Deus, com a vossa proteção.
Louvarei com cânticos o nome de Deus
e em ação de graças O glorificarei.

Vós, humildes, olhai e alegrai-vos,
buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará.
O Senhor ouve os pobres
e não despreza os cativos.




Mateus 11,20-24.

Naquele tempo, começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinha realizado a maior parte dos seus milagres, por não se terem arrependido:
«Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidónia se tivessem realizado os milagres que em vós se realizaram, há muito teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza.
Mas Eu vos digo que no dia do Juízo haverá mais tolerância para Tiro e Sidónia do que para vós.
E tu, Cafarnaum, serás exaltada até ao céu? Até ao inferno é que descerás. Porque se em Sodoma se tivessem realizado os milagres que em ti se realizaram, ela teria permanecido até hoje.
Mas Eu vos digo que no dia do Juízo haverá mais tolerância para a terra de Sodoma do que para ti».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja
Exposição sobre os sete salmos da penitência

Jesus censura duramente as cidades que não se tinham arrependido

Brademos com David; ouçamo-lo chorar e vertamos lágrimas com ele. Vejamos como se corrige e alegremo-nos com ele: «Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa misericórdia» (Sl 50,3).


Coloquemos diante dos olhos da nossa alma um homem gravemente ferido, prestes a exalar o seu último suspiro, que jaz nu sobre o pó do caminho. No seu desejo de ver chegar um médico, geme e pede àquele que compreende o estado em que se encontra que tenha piedade dele. Ora, o pecado é um ferimento da alma. Tu, que és esse ferido, compreende que o teu médico se encontra dentro de ti, e descobre-lhe as chagas dos teus pecados. Que Ele oiça os gemidos do teu coração, Ele que conhece todos os pensamentos secretos. Que as tuas lágrimas O comovam e, se for preciso procurá-Lo com uma certa insistência, do fundo do teu coração faz subir até Ele suspiros profundos. Que a tua dor chegue até Ele e que também a ti seja dito, como a David: «O Senhor apagou o teu pecado.»


«Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa misericórdia.» É pouca a misericórdia que atraem sobre si aqueles que fazem diminuir as suas faltas porque não conhecem esta grande misericórdia. Quanto a mim, caí pesadamente, pequei com conhecimento de causa. Mas Tu, médico todo-poderoso, Tu corriges aqueles que Te desprezam, instruis aqueles que ignoram as suas faltas e perdoas àqueles que Tas confessam.







domingo, 12 de julho de 2015

domingo


Segunda-feira, dia 13 de Julho de 2015

Segunda-feira da 15ª semana do Tempo Comum

Santa Teresa de Jesus dos Andes, virgem, +1920, Santos Henrique II, imperador (+1024) e Cunegundes, sua esposa (+1033)

Comentário do dia
São João Crisóstomo : «Quem vos recebe, a Mim recebe»

Ex. 1,8-14.22.

Naqueles dias, subiu ao trono do Egipto um novo rei, que não tinha conhecido José.
Ele disse ao seu povo: «Vede como o povo de Israel se tornou maior e mais forte do que nós.
Temos de tomar contra ele medidas prudentes, para que não aumente ainda mais. De contrário, em caso de guerra, juntar-se-ia aos nossos inimigos, combateria contra nós e acabaria por abandonar o país».
Colocaram então o povo de Israel sob as ordens de capatazes, para o sujeitarem a trabalhos forçados, e foi assim que ele construiu para o faraó as cidades de armazenagem Pitom e Ramsés.
Mas quanto mais o oprimiam, tanto mais o povo se multiplicava e crescia.
Por isso os egípcios, temendo os filhos de Israel, sujeitaram-nos a duros trabalhos
e fizeram-lhes a vida amarga com tarefas pesadas: preparação de barro e de tijolos, toda a espécie de serviços agrícolas, além das restantes tarefas a que os obrigavam duramente.
E o faraó deu esta ordem ao seu povo: «Deitai ao rio todos os filhos que nascerem aos hebreus; mas deixai viver todas as filhas».


Salmos 124(123),1-3.4-6.7-8.

Se o Senhor não estivesse connosco,
que o diga Israel,
se o Senhor não estivesse connosco,

os homens que se levantaram contra nós
ter-nos-iam devorado vivos,
no furor da sua ira.


As águas ter-nos-iam afogado,
a torrente teria passado sobre nós;

sobre nós teriam passado
as águas impetuosas


Bendito seja o Senhor,
que não nos abandonou como presa dos seus dentes.
A nossa vida escapou como pássaro

do laço dos caçadores:
quebrou-se a armadilha
e nós ficámos livres.

A nossa proteção está no nome do Senhor,
que fez o céu e a terra.





Mateus 10,34-42.11,1.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Não penseis que Eu vim trazer a paz à terra. Não vim trazer a paz, mas a espada.
De facto, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora da sua sogra,
de maneira que os inimigos do homem são os de sua casa.
Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno de Mim.
Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim.
Quem encontrar a sua vida há-de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la.
Quem vos recebe, a Mim recebe ; e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou.
Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo por ele ser justo, receberá a recompensa de justo.
E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequeninos, por ele ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa».
Depois de ter dado estas instruções aos seus doze discípulos, Jesus partiu dali, para ir ensinar e pregar nas cidades daquela gente.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre os Actos dos Apóstolos, n° 45; PG 60, 318

«Quem vos recebe, a Mim recebe»

«Quem acolher este menino em Meu nome, é a Mim que acolhe», diz o Senhor (Lc 9,48). Quanto mais pequeno for esse irmão que se acolhe, mais Cristo estará presente nele. Porque, quando recebemos uma pessoa importante, é muitas vezes por vã glória que o fazemos; mas aquele que recebe um pequenino, fá-lo com uma intenção pura e por Cristo. «Eu era peregrino e recolhestes-Me», disse o Senhor. E ainda: «Sempre que fizestes isto a um destes Meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25,35.40). Pois que se trata de um crente e de um irmão, por mais pequeno que ele seja, é Cristo que com ele entra. Abre pois a porta da tua casa, acolhe-O.


«Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá recompensa de profeta.» Portanto, aquele que receber Cristo receberá a recompensa da hospitalidade de Cristo. Não ponhas em causa estas palavras, confia nelas. Ele próprio no-lo disse: «Neles, sou Eu que apareço.» E para que não duvides disto, o Senhor decreta um castigo para aqueles que não O receberem, e honras para os que O receberem (Mt 25,31ss); ora, não o faria se não fosse pessoalmente tocado pela honra ou pelo desprezo. «Acolheste-Me, diz, na tua casa; Eu receber-te-ei no Reino de meu Pai. Libertaste-Me da fome; Eu libertar-te-ei dos teus pecados. Viste-Me preso; Eu far-te-ei ver a tua própria libertação. Viste-Me estrangeiro; Eu farei de ti um cidadão dos céus. Deste-Me pão; Eu dar-te-ei o Reino como herança e tua plena propriedade. Ajudaste-Me em segredo; Eu proclamá-lo-ei publicamente, dizendo que és meu benfeitor e Eu, teu devedor.»







sábado, 11 de julho de 2015

domingo


Domingo, dia 12 de Julho de 2015

15º Domingo do Tempo Comum - Ano B
Décimo Quinto Domingo do Tempo Comum (semana III do Saltério)

S. João Gualberto, monge, +1073, Beatos Luis e Zélia Martin, esposos e pais de Santa Teresinha

Comentário do dia
São João Paulo II : «Pela primeira vez enviou-os»

Amós 7,12-15.

Naqueles dias, Amasias, sacerdote de Betel, disse a Amós: «Vai-te daqui, vidente. Foge para a terra de Judá. Aí ganharás o pão com as tuas profecias.
Mas não continues a profetizar aqui em Betel, que é o santuário real, o templo do reino».
Amós respondeu a Amasias: «Eu não era profeta, nem filho de profeta. Era pastor de gado e cultivava sicómoros.
Foi o Senhor que me tirou da guarda do rebanho e me disse: 'Vai profetizar ao meu povo de Israel'».


Salmos 85(84),9ab-10.11-12.13-14.

Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis
e a quantos de coração a Ele se convertem.
A sua salvação está perto dos que O temem,
e a sua glória habitará na nossa terra.

Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,
abraçaram-se a paz e a justiça.
A fidelidade vai germinar da terra,
e a justiça descerá do Céu.

O Senhor dará ainda o que é bom,
e a nossa terra produzirá os seus frutos.
A justiça caminhará à sua frente,
e a paz seguirá os seus passos.




Efésios 1,3-14.

Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto dos Céus nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo.
N'Ele nos escolheu, antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, em caridade, na sua presença.
Ele nos predestinou, conforme a benevolência da sua vontade, a fim de sermos seus filhos adotivos, por Jesus Cristo,
para louvor da sua glória e da graça que derramou sobre nós, por seu amado Filho.
N'Ele, pelo seu sangue, temos a redenção e a remissão dos pecados. Segundo a riqueza da sua graça,
que Ele nos concedeu em abundância, com plena sabedoria e inteligência,
deu-nos a conhecer o mistério da sua vontade, o desígnio de benevolência n'Ele de antemão estabelecido,
para se realizar na plenitude dos tempos: instaurar todas as coisas em Cristo, tudo o que há nos Céus e na terra.
Em Cristo fomos constituídos herdeiros, por termos sido predestinados, segundo os desígnios d'Aquele que tudo realiza conforme a decisão da sua vontade,
para sermos um hino de louvor da sua glória, nós que desde o começo esperámos em Cristo.
Foi n'Ele que vós também, depois de ouvirdes a palavra da verdade, o Evangelho da vossa salvação, abraçastes a fé e fostes marcados pelo Espírito Santo.
E o Espírito Santo prometido é o penhor da nossa herança, para a redenção do povo que Deus adquiriu para louvor da sua glória.


Marcos 6,7-13.

Naquele tempo, Jesus chamou os doze Apóstolos e começou a enviá-los dois a dois. Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros
e ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão: nem pão, nem alforge, nem dinheiro;
que fossem calçados com sandálias, e não levassem duas túnicas.
Disse-lhes também: «Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali.
E se não fordes recebidos em alguma localidade, se os habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles».
Os Apóstolos partiram e pregaram o arrependimento,
expulsaram muitos demónios, ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Paulo II (1920-2005), papa
Mensagem para a 42ª Jornada mundial de oração pelas vocações 17/04/2005 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev)

«Pela primeira vez enviou-os»

Jesus disse a Pedro: «Duc in altum – Faz-te ao largo» (Lc 5,4). E Pedro e os seus primeiros companheiros confiaram na palavra de Cristo e lançaram as suas redes. [...] Quem abre o seu coração a Cristo não só compreende o mistério da sua própria existência, mas também o da sua vocação, e amadurece excelentes frutos de graça. [...] Vivendo o Evangelho na sua integralidade, o cristão torna-se cada vez mais capaz de amar à maneira de Cristo, acolhendo a sua exortação: «Sede perfeitos, como o vosso Pai do céu é perfeito» (Mt 5,48). Empenha-se em perseverar na unidade com os irmãos dentro da comunhão da Igreja, e põe-se ao serviço da nova evangelização para proclamar e testemunhar a maravilhosa verdade do amor salvífico de Deus.


Queridos adolescentes e jovens, é a vós que, de modo particular, renovo o convite de Cristo a «fazer-se ao largo». [...] Confiai-vos a Ele, escutai os seus ensinamentos, fixai o vosso olhar no seu rosto, perseverai na escuta da Sua palavra. Deixai que seja Ele a orientar cada uma das vossas buscas e das vossas aspirações, cada um dos vossos ideais e dos desejos do vosso coração. [...] Penso ao mesmo tempo nas palavras que Maria, sua Mãe, dirigiu aos servos em Caná da Galileia: «Fazei tudo o que Ele vos disser» (Jo 2,5). Queridos jovens, Cristo pede-vos que aceiteis «fazer-vos ao largo» e a Virgem Maria anima-vos a não hesitardes em segui-Lo. Suba de cada canto da terra para o Pai celeste, sustentada pela intercessão materna de Nossa Senhora, a ardente prece para obter «operários para a sua seara» (Mt 9,38).


Jesus, Filho de Deus,

em Quem habita toda a plenitude da divindade,

Vós chamais todos os baptizados a «fazerem-se ao largo»,

percorrendo o caminho da santidade.

Despertai no coração dos jovens

o desejo de serem no mundo de hoje

testemunhas da força do vosso amor.

Enchei-os do vosso Espírito de fortaleza e de prudência

para que sejam capazes de descobrir

a verdade plena sobre si

e sobre a sua própria vocação.

Ó nosso Salvador,

enviado pelo Pai

para nos revelar o seu amor misericordioso,

concedei à vossa Igreja

o dom de jovens prontos a fazerem-se ao largo

para serem entre os irmãos uma manifestação

da vossa presença salvífica e renovadora.

Virgem Santa, Mãe do Redentor,

guia seguro no caminho para Deus e para o próximo,

Vós que guardastes as suas palavras no íntimo do coração,

protegei com a vossa intercessão materna

as famílias e as comunidades eclesiais,

para que estas saibam ajudar os adolescentes e os jovens

a responder com generosidade ao chamamento do Senhor.

Amen.







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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Sabado, dia 11 de Julho de 2015

S. Bento, padroeiro da Europa

S. Bento, abade, patrono da Europa, +547

Comentário do dia
Pio XII : A Europa civilizada e evangelizada pelos filhos de São Bento

Prov. 2,1-9.

Meu filho, se aceitares as minhas palavras e guardares os meus preceitos,
dando ouvidos à sabedoria e inclinando o coração para a verdade;
se invocares a inteligência e chamares a prudência;
se a procurares como a prata e a buscares como um tesouro,
então compreenderás o temor do Senhor e alcançarás o conhecimento de Deus.
Porque é o Senhor que dá a sabedoria, da sua boca procedem o saber e a prudência.
Ele reserva aos homens retos a sua proteção, é um escudo para os que vivem honestamente.
Ele protege os caminhos da justiça, guarda os passos dos seus fiéis.
Então compreenderás a justiça e o direito, a retidão e todos os caminhos da felicidade.


Salmos 34(33),2-11.

A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.

Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.

Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

O Anjo do Senhor protege os que O temem
e defende-os dos perigos.
Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que n'Ele se refugia.

Temei o Senhor, vós os seus fiéis,
porque nada falta aos que O temem.
Os poderosos empobrecem e passam fome,
aos que procuram o Senhor não faltará riqueza alguma.




Mateus 19,27-29.

Naquele tempo, disse Pedro a Jesus: «Nós deixámos tudo para Te seguir. Que recompensa teremos?».
Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: No mundo renovado, quando o Filho do homem vier sentar-Se no seu trono de glória, também vós que Me seguistes vos sentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.
E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terras, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Pio XII (1876-1958), papa
Encíclica «Fulgens radiatur», de 21/3/1947

A Europa civilizada e evangelizada pelos filhos de São Bento

À marcha das legiões romanas, que rolavam pelas vias consulares a fim de subjugarem ao império de Roma os povos distantes, sucedeu, com efeito, o exército pacífico dos monges, desprovidos de forças materiais, mas armados do poder que vem de Deus (2Cor 10,4), enviados pelo sumos pontífice a dilatar o reinado de Jesus Cristo até aos confins da terra, não com a espada e o pavor do saque e da carnificina, mas com a cruz e o arado, com o amor e a verdade.

Onde quer que chegasse este exército inerme de agricultores, de artistas, de teólogos, de sábios, de pregoeiros do Evangelho, marcava bem fundo o rastro das suas pisadas, em oficinas que se erguiam, alegres de arte e de trabalho, em relhas que se multiplicavam, desabrochando o seio das florestas na promessa verde dos campos, em novos grupos de povos civilizados, arrancados aos costumes da selva pelo exemplo e pregação dos monges. Apóstolos sem-conta calcorrearam, transbordantes de caridade divina, as regiões turbulentas e ignoradas da Europa, regando-as, generosamente, de suor e de sangue, levando às populações pacíficas a luz das verdades e da moral cristã. […]

Com efeito, desde a Inglaterra, a França, a Holanda, a Alemanha, a Dinamarca, a Frísia, a Escandinávia, até a Hungria, nenhum povo há que se não orgulhe do apostolado dos monges, os não considere como glória nacional e ilustres iniciadores da sua cultura.







quinta-feira, 9 de julho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Sexta-feira, dia 10 de Julho de 2015

Sexta-feira da 14ª semana do Tempo Comum

Santa Felicidade e seus sete filhos, mártires, +162, Santa Verónica de Giuliani, religiosa, +1727

Comentário do dia
Afraate : «O servo não é maior que o seu senhor» (Jo 15,20)

Gén. 46,1-7.28-30.

Naqueles dias, Israel pôs-se a caminho com todos os seus bens e chegou a Bersabé, onde ofereceu sacrifícios ao Deus de Isaac, seu pai.
Disse-lhe Deus numa visão noturna: «Jacob! Jacob!». Ele respondeu: «Aqui estou».
Deus continuou: «Eu sou Deus, o Deus de teu pai. Não tenhas medo de descer ao Egipto, porque lá Eu farei de ti um grande povo.
Eu próprio descerei contigo ao Egipto e Eu próprio te farei regressar. E será José que te há de fechar os olhos».
Jacob partiu de Bersabé. Os filhos de Israel colocaram seu pai Jacob, bem como seus próprios filhos e esposas, nos carros que o faraó enviara para os transportar.
Levaram também consigo os rebanhos e tudo o que tinham adquirido na terra de Canaã. Seguiram então para o Egipto Jacob com todos os seus descendentes:
seus filhos e netos, suas filhas e netas. Toda a sua descendência foi levada para o Egipto.
Jacob enviou Judá à sua frente, ao encontro de José, para que este viesse ter com ele a Géssen. Quando eles chegaram àquela região,
José mandou atrelar o seu carro e partiu para Géssen ao encontro de Israel, seu pai. Quando o viu diante de si, lançou-se-lhe ao pescoço e abraçou-o, chorando longamente.
Israel disse a José: «Agora posso morrer, porque vi o teu rosto e tu ainda estás vivo».


Salmos 37(36),3-4.18-19.27-28.39-40.

Confia no Senhor e pratica o bem,
possuirás a terra e viverás tranquilo.
Põe no Senhor as tuas delícias
e Ele satisfará os anseios do teu coração.

O Senhor conhece os dias dos bons
e a herança deles será eterna.
Não serão confundidos no tempo da adversidade
e nos dias da fome serão saciados.

Afasta-te do mal e pratica o bem
e permanecerás para sempre;
O Senhor ama a justiça
e não abandona os seus fiéis.

A salvação dos justos vem do Senhor,
Ele é o seu refúgio no tempo da tribulação.
O Senhor os ajuda e defende,
porque n'Ele procuraram refúgio.




Mateus 10,16-23.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Envio-vos como ovelhas para o meio de lobos. Portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas.
Tende cuidado com os homens: hão-de entregar-vos aos tribunais e açoitar-vos nas sinagogas.
Por minha causa, sereis levados à presença de governadores e reis, para dar testemunho diante deles e das nações.
Quando vos entregarem, não vos preocupeis em saber como falar nem com o que dizer, porque nessa altura vos será sugerido o que deveis dizer;
porque não sereis vós a falar, mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós.
O irmão entregará à morte o irmão e o pai entregará o filho. Os filhos hão-de erguer-se contra os pais e causar-lhes a morte.
E sereis odiados por todos por causa do meu nome. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo.
Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo: não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes de vir o Filho do homem».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Afraate (?-c. 345), monge e bispo de Nínive, perto de Mossul
As exposições, nº 21

«O servo não é maior que o seu senhor» (Jo 15,20)

Jesus foi perseguido como os justos [do Antigo Testamento] foram perseguidos, a fim de que sejam consolados os perseguidos de hoje, eles que são perseguidos por causa de Jesus perseguido. Porque Ele disse: «Se o mundo vos odeia, ficai sabendo que primeiro Me odiou a Mim. Se fosseis do mundo, o mundo amaria o que é seu; mas, porque não sois do mundo, ao contrário, Eu vos separei do meio do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: o servo não é maior que o seu senhor. Se Me perseguiram a Mim, também vos perseguirão a vós» (Jo 15,18-20). Com efeito, Ele nos dissera também: «O irmão entregará o seu irmão à morte, e o pai entregará o seu filho. E levantar-se-ão os filhos contra os pais e lhes darão a morte. E vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome.» Tinha-nos também ensinado: «Mas quando vos entregarem, não vos preocupeis com o que haveis de falar nem com o que haveis de dizer; nessa altura ser-vos-á inspirado o que tiverdes de dizer. Não sereis vós a falar, será o Espírito de vosso Pai que falará por vós.»


Foi este Espírito que falou pela boca de Jacob ao seu perseguidor Esaú; foi o Espírito de sabedoria que falou perante o Faraó pela boca de José perseguido; foi o Espírito que falou pela boca de Moisés em todos os milagres que ele fez no Egipto […]; foi o Espírito que cantou pela boca de David perseguido, porque era por Ele que cantava para aliviar do mau espírito a Saúl, seu perseguidor; foi o Espírito que revestiu Elias, e com Ele que este repreendeu Jezebel e Achad seu perseguidor […]; foi o Espírito que reconfortou Jeremias, e com o qual este se ergueu audaciosamente para repreender Sedecias; foi o Espírito que protegeu Daniel e os seus companheiros na Babilónia; foi esse mesmo Espírito que salvaguardou Mardoqueu e Ester no país do seu cativeiro.  


Ouve, meu amigo, os nomes dos mártires, dos confessores e dos perseguidos: Abel, Jacob, José, Moisés, Josué, Jefté, Sansão, Gedeão e Barac, David, Samuel, Ezequias, Elias, Eliseu, Miqueias, Jeremias, Daniel, Ananias e os seus companheiros, Judas Macabeu e os seus companheiros. […] Mas o martírio de Jesus foi o maior de todos: ele ultrapassou em tribulação e em testemunho todos estes que o antecederam e todos os que hão-de vir.







quarta-feira, 8 de julho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Quinta-feira, dia 09 de Julho de 2015

Quinta-feira da 14ª semana do Tempo Comum

Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus (Madre Paulina), S. Agostinho Zhao Rong, presbítero, +1815, e companheiros mártires

Comentário do dia
São Cipriano : «Que a vossa paz desça sobre ela»

Gén. 44,18-21.23b-29.45,1-5.

Naqueles dias, Judá aproximou-se de José e disse-lhe: «Meu senhor, peço-te que deixes este teu servo falar diante de ti, sem que a tua cólera se inflame contra mim, pois tu és como o próprio faraó.
Fizeste, meu senhor, esta pergunta aos teus servos: 'Tendes pai e mais algum irmão?'
E nós, meu senhor, respondemos-te: 'Temos um pai já idoso e um irmão pequeno, que lhe nasceu na velhice. O irmão deste morreu; e ele ficou a ser o único filho de sua mãe. O nosso pai gosta muito dele'.
Mas tu disseste a estes teus servos: 'Trazei-mo aqui, para eu o ver com os meus olhos.
Se o vosso irmão mais novo não vier convosco, não podeis voltar à minha presença'.
Quando voltámos para junto do nosso pai, teu servo, referimos-lhe as tuas palavras, meu senhor.
E quando o nosso pai nos disse: 'Voltai para nos comprardes alguns mantimentos',
nós tivemos de lhe responder: 'Não podemos ir. Só iremos, se o nosso irmão mais novo for connosco, porque não podemos voltar à presença desse homem, sem o levarmos em nossa companhia'.
Então o nosso pai, teu servo, disse: 'Bem sabeis que minha esposa me deu dois filhos.
Um deles deixou-me e eu disse comigo: Certamente foi devorado pelas feras. E não tornei a vê-lo até hoje.
Se levardes também este para longe de mim e lhe acontecer alguma desgraça, fareis que os meus cabelos brancos desçam tristemente à morada dos mortos'».
Então José não se pôde conter diante dos que o rodeavam e bradou: «Fazei sair toda a gente da minha presença». E ninguém ficou junto de José, quando ele se deu a conhecer aos seus irmãos.
Chorou em tão altos brados que os egípcios o ouviram e a notícia chegou à casa do faraó.
«Eu sou José. __ disse ele aos seus irmãos __ Vive ainda meu pai?». Os irmãos não puderam responder-lhe, porque ficaram perturbados diante dele.
Então José disse aos seus irmãos: «Aproximai-vos de mim». E eles aproximaram-se. José continuou: «Eu sou José, o vosso irmão que vendestes para o Egipto.
Mas agora não vos aflijais, nem vos censureis por me terdes vendido para aqui, porque foi para salvar as vossas vidas que Deus me enviou adiante de vós».


Salmos 105(104),16-17.18-19.20-21.

Deus chamou a fome sobre aquela terra e privou-os do pão que dá o sustento.
Adiante deles enviara um homem: José vendido como escravo.
Apertaram-lhe os pés com grilhões, lançaram-lhe ao pescoço uma coleira de ferro,
até que se cumpriu a profecia e a palavra do Senhor o mostrou inocente.
Então o rei mandou que o soltassem, o soberano dos povos deu-lhe a liberdade;
e fê-lo senhor da sua casa e governador de todos os seus domínios.




Mateus 10,7-15.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus Apóstolos: «Ide e proclamai que está próximo o reino dos Céus.
Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça; dai de graça.
Não adquirais ouro, prata ou cobre, para guardardes nas vossas bolsas;
nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; porque o trabalhador merece o seu sustento.
Quando entrardes em alguma cidade ou aldeia, procurai saber de alguém que seja digno e ficai em sua casa até partirdes daquele lugar.
Ao entrardes na casa, saudai-a,
e se for digna, desça a vossa paz sobre ela; mas se não for digna, volte para vós a vossa paz.
Se alguém não vos receber nem ouvir as vossas palavras, saí dessa casa ou dessa cidade e sacudi o pó dos vossos pés.
Em verdade vos digo que haverá mais tolerância, no dia do Juízo, para a terra de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Cipriano (c. 200-258), bispo de Cartago e mártir
Da Unidade da Igreja Católica

«Que a vossa paz desça sobre ela»

O Espírito Santo faz-nos esta recomendação: «Qual o homem que não ama a vida, e não deseja longos dias de prosperidade? Nesse caso, guarda a tua língua do mal e os teus lábios das palavras mentirosas. Desvia-te do mal e faz o bem, procura a paz e segue-a» (Sl 34,13-15). O filho da paz deve procurar e perseguir a paz, aquele que conhece e ama o vínculo da caridade deve guardar a sua língua do pecado da discórdia. Para além das suas prescrições divinas e dos seus mandamentos de salvação, o Senhor, na véspera da sua Paixão, acrescentou o seguinte: «Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz» (Jo 14,27). Tal é a herança que nos legou: relacionou todos os dons, todas as recompensas que nos prometeu com a conservação da paz. Se somos os herdeiros de Cristo, permaneçamos na paz de Cristo. Se somos filhos de Deus, devemos ser construtores de paz: «Felizes os que fazem a paz; eles serão chamados filhos de Deus» (Mt 5,9). Os filhos de Deus devem ser ser pacíficos, mansos de coração, simples nas atitudes, em perfeita concordância de afectos, unidos fielmente pelos laços de um pensamento unânime.


Esta unanimidade existia no tempo dos apóstolos. Foi assim que o novo povo dos crentes, fiel às prescrições do Senhor, manteve a caridade. E a prova disso está nas Escrituras: «A multidão dos crentes tinha um só coração e uma só alma» (Act 4,32); e ainda: «E todos unidos pelo mesmo sentimento, entregavam-se assiduamente à oração, com algumas mulheres, entre as quais Maria, a Mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus» (Act 1,14). Daí a eficácia das suas orações; daí a confiança de que obteriam tudo o que pedissem à misericórdia de Deus.







terça-feira, 7 de julho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Quarta-feira, dia 08 de Julho de 2015

Quarta-feira da 14ª semana do Tempo Comum

Santo Áquila e Santa Priscila, amigos de S. Paulo, S. Gregório Grassi, bispo, e companheiros, mártires, +1900

Comentário do dia
São Justino : «Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus»

Gén. 41,55-57.42,5-7a.17-24a.

Naqueles dias, toda a terra do Egipto começou a sentir fome e o povo pediu pão ao faraó em altos brados. Então o faraó disse a todos os egípcios: «Ide a José e fazei o que ele vos disser».
Como a fome se estendia a todo o país, José mandou abrir os celeiros e começou a Gn vender trigo aos egípcios. Embora a fome se agravasse na terra do Egipto,
de todos os países vinham ao Egipto comprar trigo a José, pois a fome alastrava por toda a terra.
Então os filhos de Jacob chegaram para comprar trigo, no meio dos outros forasteiros, porque a fome assolava a terra de Canaã.
José tinha nas mãos o governo do país; era ele quem vendia o trigo a toda a população. Os irmãos de José chegaram e prostraram-se diante dele com o rosto em terra.
Ao ver os irmãos, José reconheceu-os, mas, fingindo que lhes era estranho, falou-lhes duramente
e mandou-os meter na prisão durante três dias.
No terceiro dia, disse-lhes José: «Fazei o que vou dizer-vos, para salvar a vida, porque eu sou temente a Deus.
Se estais de boa fé, fique um dos vossos irmãos aqui preso e vós ide levar trigo, para matar a fome às vossas famílias.
Depois trazei-me o vosso irmão mais novo; assim confirmareis as vossas palavras e não morrereis». Eles assim fizeram.
Então começaram a dizer uns para os outros: «Estamos a pagar o que fizemos ao nosso irmão José. Vimos a sua angústia, quando nos implorava piedade, e não quisemos escutá-lo. Por isso caiu sobre nós esta desgraça».
Rúben respondeu-lhes: «Eu não vos dizia que não fizésseis mal ao menino? Mas vós não quisestes escutar-me e agora pedem-nos contas do seu sangue».
Eles não sabiam que José os compreendia, porque entre José e os irmãos estava o intérprete.
José afastou-se deles e chorou; depois voltou para junto deles e falou-lhes.


Salmos 33(32),2-3.10-11.18-19.

Louvai o Senhor com a cítara,
cantai-Lhe salmos ao som da harpa.
Cantai-Lhe um cântico novo,
cantai-Lhe com arte e com alma.

O Senhor frustrou os planos dos pagãos,
fez malograr os projetos dos povos.
O plano do Senhor permanece eternamente
e os desígnios do seu coração por todas as gerações.

Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem, para os que esperam na sua bondade,
para libertar da morte as suas almas
e os alimentar no tempo da fome.




Mateus 10,1-7.

Naquele tempo, Jesus chamou a Si os seus Doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades.
São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão;
Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu;
Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou.
Jesus enviou estes Doze, dando-lhes as seguintes instruções: «Não sigais o caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos.
Ide primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel.
Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Justino (c.100 -160), filósofo, mártir
Primeira Apologia, 39-42

«Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus»

Quando o Espírito profético anuncia o futuro, eis como fala: «De Sião sairá a lei e de Jerusalém, a palavra do Se¬nhor. Ele julgará as nações e dará as suas leis a muitos po¬vos, os quais transformarão as suas espadas em relhas de arados e as suas lanças em foices […] e não se adestrarão mais para a guerra (Is 2,3-4).


Estas palavras realizaram-se de forma convincente. Doze homens partiram de Jerusalém para percorrer o mundo. Eram homens simples e que não sabiam falar. Mas, pelo poder de Deus, anunciaram a todos os homens que eram enviados de Cristo para ensinar a todos a Palavra de Deus. E nós, que antes só sabíamos matar-nos uns aos outros, além de já não combatermos os nossos inimigos, para não mentir nem enganar os nossos juízes, confessamos a Cristo com alegria e morremos mártires. […]


Escutai o que foi dito sobre aqueles que anunciariam a sua vinda. É David, o rei profeta, que fala, inspirado pelo Espírito profético: «Um dia passa ao outro esta mensagem e uma noite dá conhecimento à outra noite. Não são palavras nem discursos cujo sentido se não perceba. O seu eco ressoou por toda a terra e a sua palavra, até aos confins do mundo» (Sl 19,3-5). […] Noutra profecia, o Espírito profético anuncia, através do mesmo David: «Cantai ao Senhor, terra inteira! […] Proclamai, dia após dia, a sua salvação. […] Dai ao Senhor, famílias das nações, dai ao Senhor glória e poder. Exultem de alegria todas as árvores dos bosques» (Sl 96,1.2.7.12). […]


David fez esta profecia mil anos antes de Cristo feito homem ter sido crucificado; ora ninguém antes dele foi crucificado pela salvação das nações, nem ninguém o foi depois dele. Pelo contrário, na nossa época Cristo foi crucificado, foi morto, ressuscitou e voltou a subir ao céu, onde reina, e esta boa notícia, difundida pelo mundo inteiro pelos apóstolos, é a alegria daqueles que esperam a imortalidade que Ele prometeu.







segunda-feira, 6 de julho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Terça-feira, dia 07 de Julho de 2015

Terça-feira da 14ª semana do Tempo Comum

Beato Diogo de Carvalho, presbítero, mártir, +1624, S. Marcos Kitien Siang, mártir, +1900, Beato Pedro To Rot, mártir, +1945

Comentário do dia
São Vicente de Paulo : «Pedi ao senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe»

Gén. 32,22-32.

Naqueles dias, Jacob
Naqueles dias, Jacob levantou-se de noite, tomou consigo as duas esposas, as duas servas e os onze filhos e atravessou o vau do Jaboc.
Ajudou-os a passar a torrente com tudo o que possuía
e ficou para trás sozinho. Então um homem lutou com ele até ao romper da aurora
e, ao ver que não podia dominá-lo, atingiu-lhe a articulação da coxa, de modo que o tendão da coxa de Jacob se deslocou, enquanto lutava com ele.
O homem disse-lhe: «Deixa-me ir, que já raiou a aurora». Mas Jacob respondeu-lhe: «Não te deixarei, enquanto não me abençoares».
O homem perguntou-lhe: «Qual é o teu nome?». Ele respondeu: «Jacob».
Então o homem disse-lhe: «Já não te chamarás Jacob, mas Israel, porque lutaste com Deus e com os homens e saíste vencedor».
Pediu-lhe então Jacob: «Rogo-te que me reveles o teu nome». Mas ele respondeu: «Porque queres saber o meu nome?». E abençoou-o.
Jacob deu àquele lugar o nome de Penuel, «porque __ disse ele __ vi a Deus face a face e a minha vida foi salva».
Já nascia o sol, quando Jacob atravessou Penuel; e manquejava de uma coxa.


Salmos 17(16),1.2-3.6-7.8b.15.

Ouvi, Senhor, uma causa justa, atendei a minha súplica. Escutai a minha oração, feita com sinceridade.
Sede Vós a fazer o meu julgamento, pois vossos olhos veem o que é reto.
Se perscrutais o meu coração e o provais com o fogo, não encontrareis em mim iniquidade.
Eu Vos invoco, meu Deus, respondei-me, ouvi-me e escutai as minhas palavras.

Mostrai a vossa admirável misericórdia, Vós que salvais quem se acolhe à vossa direita.
Protegei-me à sombra das vossas asas,
Por minha parte, mereça eu contemplar a vossa face e, ao despertar, saciar-me com a vossa imagem.




Mateus 9,32-38.

Naquele tempo, apresentaram a Jesus um mudo possesso do demónio.
Logo que o demónio foi expulso, o mudo falou. A multidão ficou admirada e dizia: «Nunca se viu coisa semelhante em Israel».
Mas os fariseus diziam: «É pelo príncipe dos demónios que Ele expulsa os demónios».
Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino e curando todas as doenças e enfermidades.
Ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos:
«A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Vicente de Paulo (1581-1660), presbítero, fundador de comunidades religiosas
Conversas Espirituais com os Missionários

«Pedi ao senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe»

Muitos são os que, por terem o exterior bem cuidado e o interior cheio de grandes sentimentos de Deus, se ficam por aí [...], contentando-se com as doces conversas que mantêm com Deus na oração. [...] Não nos enganemos: é nosso dever passar aos actos. E isso é de tal modo verdade, que o apóstolo São João nos declara que nada, além das nossas obras, nos acompanha para a outra vida (Ap 14,13). Tenhamos pois atenção a isto; tanto mais que, neste século, há muitos que parecem virtuosos, e que na verdade o são, mas que pendem mais para uma via mole e adocicada do que para uma devoção laboriosa e sólida.


A Igreja é comparada a uma grande ceifa que precisa de trabalhadores, mas de trabalhadores que trabalhem. Não há nada mais conforme com o Evangelho do que, por um lado, reunir luzes e forças na oração, na leitura e na solidão, e depois ir partilhar com os homens esse alimento espiritual. É fazer como fez Nosso Senhor, e depois dele, os apóstolos; é juntar a acção de Marta com a de Maria; é imitar a pomba que digere até meio a comida que apanhou, e depois a vai metendo no bico das crias para as alimentar. É assim que devemos fazer, é assim que devemos testemunhar a Deus, pelas nossas obras, quanto O amamos. É nosso dever passar aos actos.







domingo, 5 de julho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Segunda-feira, dia 06 de Julho de 2015

Segunda-feira da 14ª semana do Tempo Comum

Santa Maria Goretti, virgem, mártir, +1902

Comentário do dia
São Romano: «Se ao menos tocar nas Suas vestes, ficarei curada»

Gén. 28,10-22a.

Naqueles dias, Jacob saiu de Bersabé e tomou o caminho de Harã.
Chegando a certo lugar quando o sol já se tinha posto, resolveu passar ali a noite. Tomou uma das pedras do local, colocou-a debaixo da cabeça e deitou-se ali mesmo.
Teve então um sonho: Uma escada estava assente na terra e a parte superior tocava o céu; por ela subiam e desciam Anjos de Deus.
No cimo da escada estava o Senhor, que lhe disse: «Eu sou o Senhor, Deus de Abraão teu pai e Deus de Isaac. Dar-te-ei, a ti e à tua descendência, a terra em que te encontras.
A tua descendência será tão numerosa como o pó da terra. Estender-te-ás para o ocidente e para o oriente, para o norte e para o sul, e, por ti e pela tua descendência, serão abençoadas todas as famílias da terra.
Eu estou contigo: proteger-te-ei para onde quer que vás e reconduzir-te-ei a esta terra. Não te abandonarei, enquanto não tiver realizado tudo o que te prometi».
Quando Jacob despertou do sono, disse: «Realmente o Senhor está neste lugar e eu não o sabia».
Ele teve medo e disse: «Como é terrível este lugar! É nada menos que a casa de Deus e a porta do Céu».
Jacob levantou-se de manhã cedo, tomou a pedra que lhe servira de travesseiro, ergueu-a como estela e derramou óleo por cima.
A este lugar deu o nome de Betel, mas antes a cidade chamava-se Luza.
Jacob fez então este voto: «Se Deus estiver comigo e me guardar nesta viagem que faço, se me der pão para comer e roupa para vestir
e eu voltar são e salvo à casa paterna, então o Senhor será o meu Deus
e esta pedra que eu ergui como estela será uma casa de Deus».


Salmos 91(90),1-2.3-4.14-15ab.

Tu que habitas sob a protecção do Altíssimo
e moras à sombra do Omnipotente,
diz ao Senhor: «Sois o meu refúgio e a minha cidadela;
meu Deus, em Vós confio».

Ele te livrará do laço do caçador
e do flagelo maligno.
Cobrir-te-á com as suas penas,
debaixo das suas asas encontrarás abrigo.

«Porque em Mim confiou, hei-de salvá-lo,
hei-de protegê-lo, pois conheceu o meu nome.
Quando Me invocar, hei-de atendê-lo,
estarei com ele na tribulação




Mateus 9,18-26.

Naquele tempo, estava Jesus a falar aos seus discípulos, quando um chefe se aproximou e se prostrou diante d'Ele, dizendo: «A minha filha acaba de falecer. Mas vem impor a mão sobre ela e viverá».
Jesus levantou-Se e acompanhou-o com os discípulos.
Entretanto, uma mulher que sofria um fluxo de sangue havia doze anos, aproximou-se por detrás d'Ele e tocou-Lhe na fímbria do manto,
pensando consigo: «Se eu ao menos Lhe tocar no manto, ficarei curada».
Mas Jesus voltou-Se e, ao vê-la, disse-lhe: «Tem confiança, minha filha. A tua fé te salvou». E a partir daquele momento a mulher ficou curada.
Ao chegar a casa do chefe e ao ver os tocadores de flauta e a multidão em grande alvoroço,
Jesus disse-lhes: «Retirai-vos, porque a menina não morreu; está a dormir». Riram-se d'Ele.
Mas quando mandou sair a multidão, Jesus entrou, tomou a menina pela mão e ela levantou-se.
E a notícia divulgou-se por toda aquela terra.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Romano, o Melodista (?-c. 560), compositor de hinos
Hino 23, sobre a hemorroísa

«Se ao menos tocar nas Suas vestes, ficarei curada»

Tal como a hemorroísa, também eu me prostro diante de Ti, Senhor, para que me livres do sofrimento e me concedas o perdão dos meus pecados, a fim de que eu clame a Ti, de coração compungido: «Salvador, salva-me!» […]


Ela aproximou-se de Ti às escondidas, Salvador, porque Te tomava por um simples homem, mas o facto de ter sido curada demonstrou-lhe que eras Deus e homem ao mesmo tempo. Em segredo, tocou na orla do teu manto, com o temor na alma […], dizendo para consigo: «Como poderei deixar-me ver por Aquele que tudo observa, eu, que trago comigo a vergonha das minhas faltas? Se vir o fluxo de sangue, Aquele que é Todo-puro afastar-Se-á de mim, que sou impura; e, se Ele se afastar de mim apesar do meu grito – "Salvador, salva-me!" –, tal será mais terrível do que a minha chaga.


Ao ver-me, todos me empurram: "Onde vais? Tem consciência da tua vergonha, mulher, percebe quem és, e de Quem pretendes aproximar-te! Tu, a impura, aproximares-te do Todo-puro! Vai purificar-te e, quando tiveres limpado a mancha que trazes contigo, poderás aproximar-te dele gritando: 'Salvador, salva-me!'"


Procurais causar-me maior dor que o próprio mal de que padeço? Bem sei que Ele é puro e é precisamente por isso que me dirijo a Ele, para ser libertada do opróbrio e da infâmia. Não me impeçais, pois […], de gritar: "Salvador, salva-me!"


A fonte derrama as suas águas para todos: com que direito a cerrais? […] Sois testemunhas das curas que Ele praticou. […] Todos os dias nos encoraja dizendo: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos e aliviar-vos-ei" (Mt 11,28). Ele gosta de conceder o dom da saúde a todos. Por que me tratais com rudeza, impedindo-me de Lhe gritar: "Salvador, salva-me!"?»


Aquele que conhece todas as coisas […] volta-Se e pergunta aos seus discípulos: «Quem tocou nos meus vestidos? (Mc 5,30) […] Por que Me dizes, Pedro, que a multidão me empurra? Eles não tocam a minha divindade, mas esta mulher, ao tocar a minha veste invisível, tocou a minha natureza divina e recuperou a saúde, gritando-Me: "Salvador, salva-me!"


Tem coragem, mulher. […] Desde agora, ficarás curada. […] Isto não é obra das minhas mãos, mas da tua fé. Pois muitos tocaram a orla das minhas vestes sem obter a força, porque não vinham com fé. Tu tocaste-Me cheia de fé e recuperaste a saúde. Foi por isso que te expus diante de todos, para que dissesses: "Salvador, salva-me!"»







sábado, 4 de julho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Domingo, dia 05 de Julho de 2015

14º Domingo do Tempo Comum - Ano B
Décimo Quarto Domingo do Tempo Comum (semana II do Saltério)

Santo António Maria Zacarias, presbítero, fundador, +1539

Comentário do dia
Simeão: Crer em Jesus actualmente

Ezeq. 2,2-5.

Naqueles dias, o Espírito entrou em mim e fez-me levantar. Ouvi então Alguém que me dizia:
«Filho do homem, Eu te envio aos filhos de Israel, a um povo rebelde que se revoltou contra Mim. Eles e seus pais ofenderam-Me até ao dia de hoje.
É a esses filhos de cabeça dura e coração obstinado que te envio, para lhes dizeres: 'Eis o que diz o Senhor'.
Podem escutar-te ou não – porque são uma casa de rebeldes –, mas saberão que há um profeta no meio deles».


Salmos 123(122),1-2a.2bcd.3-4.

Levanto os meus olhos para Vós,
para Vós que habitais no Céu,
como os olhos do servo
se fixam nas mãos do seu senhor.

Como os olhos da serva
se fixam nas mãos da sua senhora,
assim os nossos olhos
se voltam para o Senhor nosso Deus,

até que tenha piedade de nós.
Piedade, Senhor, tende piedade de nós,
porque estamos saturados de desprezo.
A nossa alma está saturada do sarcasmo dos arrogantes

e do desprezo dos soberbos.



2 Cor. 12,7-10.

Irmãos: Para que a grandeza das revelações não me ensoberbeça, foi-me deixado um espinho na carne, – um anjo de Satanás que me esbofeteia – para que não me orgulhe.
Por três vezes roguei ao Senhor que o afastasse de mim.
Mas Ele disse-me: «Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se manifesta todo o meu poder». Por isso, de boa vontade me gloriarei das minhas fraquezas, para que habite em mim o poder de Cristo.
Alegro-me nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor de Cristo, porque, quando sou fraco, então é que sou forte.


Marcos 6,1-6.

Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se à sua terra, e os discípulos acompanharam-n'O.
Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que Lhe foi dada e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos?
Não é Ele o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E não estão as suas irmãs aqui entre nós?». E ficavam perplexos a seu respeito.
Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa».
E não podia ali fazer qualquer milagre; apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos.
Estava admirado com a falta de fé daquela gente. E percorria as aldeias dos arredores, ensinando.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Simeão, o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego
Catequeses, n° 29

Crer em Jesus actualmente

Muitos não se cansam de dizer: «Se tivéssemos vivido na época dos apóstolos e se tivéssemos sido considerados dignos de ver Cristo como eles, também nos teríamos tornado santos como eles.» Ignoram que Ele é o mesmo e continua a falar-nos em todo o universo. [...] A situação actual não é certamente a mesma que se vivia então, mas é a situação de hoje, de agora, que é muito mais feliz. Ela conduz-nos mais facilmente a uma fé e convicção profundas do que o facto de O termos visto e ouvido fisicamente.


Naquela época, com efeito, quem aparecia àqueles que não tinham inteligência era um homem de condição humilde; actualmente, porém, é um Deus que nos é pregado, um Deus verdadeiro. Naquele tempo, Ele dava-Se com os publicanos e os pecadores e comia com eles (Mt 9,11); agora está sentado à direita de Deus Pai (Mc 16,19), nunca tendo estado separado dele de maneira nenhuma. [...] Na altura, até as pessoas sem valor o desprezavam dizendo: «Não é Este o filho de Maria e de José, o carpinteiro?» (Mc 6,3; Jo 6,42) Mas agora os reis e os príncipes adoram-No como Filho do verdadeiro Deus e o próprio Deus verdadeiro. [...] Então, era tido por um homem perecível e mortal entre todos os outros. Ele, que é Deus sem forma e invisível, recebeu, sem alteração nem mudança, uma forma num corpo humano; mostrou-Se totalmente homem, sem oferecer ao olhar mais do que os outros homens. Comeu, bebeu, dormiu, transpirou e cansou-Se; fez tudo o que os homens fazem, excepto o pecado.


Não era fácil reconhecer e crer que um homem daqueles era Deus, Aquele que fez o céu, a terra, e tudo o que eles contêm. [...] Deste modo, quem hoje escuta diariamente Jesus proclamar e anunciar através dos santos Evangelhos a vontade de seu Pai abençoado sem Lhe obedecer com temor e estremecimento e sem cumprir os mandamentos, também não teria aceitado acreditar nele naquela época.







sexta-feira, 3 de julho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Sabado, dia 04 de Julho de 2015

Sábado da 13ª semana do Tempo Comum

Santa Isabel de Portugal, rainha, +1336, Beato Pedro Jorge (Pier Giorgio) Frassati

Comentário do dia
São Paciano de Barcelona : «O Esposo está com eles»

Gén. 27,1-5.15-29.

Quando Isaac envelheceu, os olhos enfraqueceram-lhe tanto que já não via. Chamou então seu filho Esaú e disse-lhe: «Meu filho». Ele respondeu-lhe: «Aqui estou».
Isaac continuou: «Como vês, estou velho e não sei o dia da minha morte.
Agora toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco, vai ao campo e apanha-me alguma peça de caça.
Depois prepara-me um prato como eu gosto e traz-mo aqui para eu comer, a fim de que eu te abençoe, antes de morrer».
Rebeca escutou a conversa de Isaac com seu filho Esaú. Este foi ao campo apanhar a caça que devia trazer.
Entretanto, Rebeca tomou as roupas de Esaú, seu filho mais velho, as melhores que tinha em casa, e vestiu-as a Jacob, seu filho mais novo,
cobrindo-lhe os braços e a parte lisa do pescoço com pele de cabrito.
Depois colocou nas mãos de seu filho Jacob o pão e o prato que tinha preparado.
Jacob foi ter com o pai e disse-lhe: «Meu pai». Este respondeu: «Estou aqui. Quem és tu, meu filho?».
Jacob disse ao pai: «Sou Esaú, o teu filho primogénito. Fiz o que me ordenaste. Levanta-te, senta-te e come da minha caça, e a seguir dá-me a tua bênção».
Isaac disse ao filho: «Como a encontraste tão depressa, meu filho?». Ele respondeu: «Foi o Senhor, teu Deus, que ma pôs no caminho».
Isaac disse a Jacob: «Então aproxima-te, para eu te poder tocar, meu filho, e saber se és ou não meu filho Esaú».
Jacob aproximou-se de Isaac, seu pai, que lhe tocou e disse: «A voz é de Jacob, mas os braços são de Esaú».
Como ele tinha os braços peludos, como os de Esaú, seu irmão, Isaac não o reconheceu e deu-lhe a bênção.
Entretanto, voltou a perguntar-lhe: «Tu és realmente meu filho Esaú?». E ele respondeu-lhe: «Sou eu mesmo».
Disse Isaac: «Traz-me então a tua caça para eu comer, meu filho, e te dar a minha bênção». Jacob serviu-lha e ele comeu; trouxe-lhe vinho e ele bebeu.
Então seu pai disse: «Aproxima-te, meu filho, e beija-me».
Ele aproximou-se e beijou o pai. Quando este lhe aspirou o perfume das vestes, deu-lhe a bênção, dizendo: «Sim, o aroma de meu filho é como o aroma dum campo que o Senhor abençoou.
Queira Deus conceder-te o orvalho do céu e a riqueza da terra, trigo e vinho em abundância.
Sirvam-te as nações, prostrem-se os povos a teus pés. Sê o senhor de teus irmãos, prostrem-se diante de ti os filhos de tua mãe. Maldito seja quem te amaldiçoar, bendito seja quem te abençoar».


Salmos 135(134),1-2.3-4.5-6.

Louvai o nome do Senhor,
louvai-O, servos do Senhor,
vós que estais no templo do Senhor,
nos átrios da casa do nosso Deus.

Louvai o Senhor, porque Ele é bom,
cantai ao seu nome, porque é suave.
O Senhor escolheu Jacob,
Israel como sua propriedade.

Eu sei que o Senhor é grande,
o nosso Deus é maior que todos os deuses.
Tudo quanto o Senhor quer, Ele o faz,
no céu e na terra, no mar e nos abismos.




Mateus 9,14-17.

Naquele tempo, os discípulos de João Baptista foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe: «Por que motivo nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?».
Jesus respondeu-lhes: «Podem os companheiros do esposo ficar de luto, enquanto o esposo estiver com eles? Dias virão em que o esposo lhes será tirado: nesses dias jejuarão.
Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho, porque o remendo repuxa o vestido e o rasgão fica maior.
Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás, os odres rebentam, derrama-se o vinho e perdem-se os odres. Mas deita-se o vinho novo em odres novos e assim ambas as coisas se conservam».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Paciano de Barcelona (?-c. 390), bispo
Homilia sobre o baptismo

«O Esposo está com eles»

O pecado de Adão foi comunicado a todo o género humano, a todos os seus filhos. [...] Portanto, é necessário que também a justiça de Cristo seja comunicada a todo o género humano; tal como Adão, pelo pecado, fez perder a vida à sua descendência, também Cristo, pela justiça, dará a vida aos seus filhos (cf Rom 5,19ss) [...].


No fim dos tempos, Cristo recebeu de Maria uma alma e a nossa carne. A esta carne, veio Ele salvá-la; não a entregou na morada dos mortos (Sl 15,10), mas uniu-a ao seu espírito e fê-la sua. São as núpcias do Senhor, a sua união a uma só carne, a fim de que, segundo «o grande mistério», sejam «dois uma só carne»: Cristo e a Igreja (Ef 5,31). O povo cristão nasceu destas núpcias, sobre as quais desceu o Espírito do Senhor. Essas sementes vindas do céu dispersaram-se na substância das nossas almas e aí se misturaram. Desenvolvemo-nos então nas entranhas da nossa Mãe e, crescendo no seu seio, recebemos a vida em Cristo. É por isso que o apóstolo Paulo diz: «o primeiro homem, Adão, foi feito um ser vivente e o último Adão, um espírito que vivifica» (1Cor 15,45)


É assim que Cristo gera filhos na Igreja através dos seus sacerdotes, como o diz o mesmo apóstolo: «Fui eu que vos gerei em Cristo Jesus, pelo Evangelho» (1Cor 4,15). E é assim pelo Espírito de Deus: Cristo faz nascer o homem novo formado no seio de sua Mãe e posto no mundo na pia baptismal, pelas mãos do sacerdote, com a fé por testemunho. [...] Temos pois de acreditar que podemos nascer [...] e que é Cristo quem nos dá a vida. O apóstolo João o diz: «A quantos O receberam, aos que nele crêem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus» (Jo 1,12).







quinta-feira, 2 de julho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Sexta-feira, dia 03 de Julho de 2015

S. Tomé, apóstolo – Festa

S. Tomé, apóstolo, mártir

Comentário do dia
São Cirilo de Alexandria : «Felizes os que acreditam sem terem visto»

Efésios 2,19-22.

Irmãos: Já não sois estrangeiros nem imigrantes, mas sois concidadãos dos santos e membros da casa de Deus,  
edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e dos Profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus.
É nele que toda a construção, bem ajustada, cresce para formar um templo santo, no Senhor.
É nele que também vós sois integrados na construção, para formardes uma habitação de Deus, pelo Espírito.


Salmos 117(116),1.2.

Louvai o Senhor, todas as nações,
aclamai-O, todos os povos.
É firme a sua misericórdia para connosco,
a fidelidade do Senhor permanece para sempre.




João 20,24-29.

Naquele tempo, Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei».
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa, e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco».
Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente».
Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!».
Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo, doutor da Igreja
Comentário sobre o Evangelho de São João, 12, 22; PG 74, 729

«Felizes os que acreditam sem terem visto»

Estas palavras do Senhor são plenamente conformes à misericórdia de Deus, e podem ser-nos de grande proveito. Também aqui vemos quanto Ele Se preocupou com a nossa alma, porque Ele é bom, porque «quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade» (1Tim 2,4).

Mas isto pode surpreender-nos. Porque Ele teve de ter paciência para com Tomé, tal como para com os outros discípulos, que O tomavam por um espírito ou um fantasma. Teve ainda, para convencer o mundo inteiro, de mostrar as marcas dos cravos e a ferida do lado. Enfim, de maneira surpreendente e sem que a necessidade a isso O constrangesse, teve de tomar alimento, a fim de não deixar motivo algum para dúvidas aos que tinham precisão de tais sinais (Lc 24,41) […].

Quem não viu, mas acolhe e tem por verdadeiro o que lhe contam, honra, por uma fé notável, os mistérios da fé que lhe proclamaram. Assim, chamamos bem-aventurados a todos os que acreditaram graças à palavra dos apóstolos, que foram «testemunhas oculares» das grandes acções de Cristo «e servos da Palavra», como o diz São Lucas (Lc 1,2). Porque temos de os escutar, se estamos tomados por um amor apaixonado pela vida eterna, e se damos valor a encontrar no céu a nossa morada.







quarta-feira, 1 de julho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Quinta-feira, dia 02 de Julho de 2015

Quinta-feira da 13ª semana do Tempo Comum

S. Bernardino Realino, presbítero, +1616, S. João Francisco Régis, presbítero, +1640

Comentário do dia
São João Crisóstomo : «Quem pode perdoar pecados senão Deus?» (Mc 2,7)

Gén. 22,1-19.

Naqueles dias, Deus quis pôr à prova Abraão e chamou-o: «Abraão!» Ele respondeu: «Aqui estou».
Deus disse: «Toma o teu filho, o teu único filho, a quem tanto amas, Isaac, e vai à terra de Moriá, onde o oferecerás em holocausto, num dos montes que Eu te indicar».
Abraão levantou-se de manhã cedo, aparelhou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e o seu filho Isaac. Cortou a lenha para o holocausto e pôs-se a caminho do local que Deus lhe indicara.
Ao terceiro dia, Abraão ergueu os olhos e viu de longe o local.
Disse então aos servos: «Ficai aqui com o jumento. Eu e o menino iremos além fazer adoração e voltaremos para junto de vós».
Abraão apanhou a lenha do holocausto e pô-la aos ombros do seu filho Isaac. Depois, tomou nas mãos o fogo e o cutelo e seguiram juntos o caminho.
Isaac disse a Abraão: «Meu pai». Ele respondeu: «Que queres, meu filho?». Isaac prosseguiu: «Temos aqui fogo e lenha; mas onde está o cordeiro para o holocausto?».
Abraão respondeu: «Deus providenciará o cordeiro para o holocausto, meu filho». E continuaram juntos o caminho.
Quando chegaram ao local designado por Deus, Abraão levantou um altar e colocou a lenha sobre ele, atou seu filho Isaac e pô-lo sobre o altar, em cima da lenha.
Depois, estendendo a mão, puxou do cutelo para degolar o filho.
Mas o Anjo do Senhor gritou-lhe do alto do Céu: «Abraão, Abraão!». «Aqui estou, Senhor», respondeu ele.
O Anjo prosseguiu: «Não levantes a mão contra o menino, não lhe faças nenhum mal. Agora sei que na verdade temes a Deus, uma vez que não Me recusaste o teu filho, o teu filho único».
Abraão ergueu os olhos e viu atrás de si um carneiro, preso pelos chifres num silvado. Foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto, em vez do filho.
Abraão deu ao local este nome: «O Senhor providenciará». E ainda hoje se diz: «Sobre a colina o Senhor providenciará».
O Anjo do Senhor chamou Abraão, do Céu, pela segunda vez,
e disse-lhe: «Por Mim próprio te juro __ oráculo do Senhor __ já que assim procedeste, e não Me recusaste o teu filho, o teu filho único,
abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência como as estrelas do céu e como a areia que está nas praias do mar, e a tua descendência conquistará as portas das cidades inimigas.
Porque obedeceste à minha voz, na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra».
Abraão foi ter de novo com os seus servos e juntos puseram-se a caminho de Bersabé, onde Abraão ficou a morar.


Salmos 115(113B),1-2.3-4.5-6.8-9.

Amo o Senhor,
porque ouviu a voz da minha súplica.
Ele me atendeu
no dia em que O invoquei.
Apertaram-me os laços da morte,
caíram sobre mim as angústias do além,

vi-me na aflição e na dor.
Então invoquei o Senhor:
«Senhor, salvai a minha alma».
Justo e compassivo é o Senhor,
o nosso Deus é misericordioso.
O Senhor guarda os simples:

estava em forças e o Senhor salvou-me.
Livrou da morte a minha alma,
das lághrimas os meus olhos,
da queda os meus pés,
Andarei na prsença do Senhor
sobre a terra dos vivos.




Mateus 9,1-8.

Naquele tempo, Jesus subiu para um barco, atravessou o mar e foi para a cidade de Cafarnaum.
Apresentaram-Lhe então um paralítico que jazia numa enxerga. Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, tem confiança; os teus pecados estão perdoados».
Alguns escribas disseram para consigo: «Este homem está a blasfemar».
Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: «Porque pensais mal em vossos corações?
Na verdade, que é mais fácil: dizer: 'Os teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te e anda'?
Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados, 'Levanta-te __ disse Ele ao paralítico __ toma a tua enxerga e vai para casa'.
O homem levantou-se e foi para casa.
Ao ver isto, a multidão ficou cheia de temor e glorificava a Deus por ter dado tal poder aos homens.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de Mateus, nº 29,1

«Quem pode perdoar pecados senão Deus?» (Mc 2,7)

«Apresentaram-Lhe um paralítico.» São Mateus diz simplesmente que esse paralítico foi levado a Jesus. Outros evangelistas narram que foi descido por uma abertura no tecto e apresentado ao Salvador sem nada pedir, deixando que fosse Ele a decidir sobre a cura. [...]


O evangelho diz: «Vendo Jesus a fé deles», isto é, dos que Lhe levaram o paralítico. Reparai que, algumas vezes, Cristo não faz caso nenhum da fé do doente: talvez ele seja incapaz de a ter, por estar inconsciente ou possuído por um espírito mau. Mas este paralítico tinha uma grande confiança em Jesus; de outra forma, como teria permitido que o descessem até Ele? Cristo responde a essa confiança com um prodígio extraordinário. Com o poder do próprio Deus, perdoa os pecados a esse homem. Mostra assim ser igual ao Pai, verdade que já tinha mostrado quando dissera ao leproso: «Quero, fica purificado!» (Mt 8,3), [...] quando, com uma só palavra, tinha acalmado o mar em fúria (Mt 8,26), ou quando, como Deus, tinha expulsado os demónios, que reconheciam nele o seu soberano e o seu juiz (cf Mt 8,32). Ora, aqui Ele mostra aos seus adversários, para grande espanto destes, que é igual ao Pai.


E o Salvador mostra também, mais uma vez, que rejeita tudo o que é espectacular ou fonte de glória vã. A multidão pressiona-O de todos os lados, mas Ele não tem pressa em fazer um milagre visível, curando a paralisia exterior desse homem. [...] Começa por fazer um milagre invisível, curando-lhe a alma. Essa cura é infinitamente mais vantajosa para o homem — e, na aparência, menos gloriosa para Cristo.







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