quarta-feira, 17 de julho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Quinta-feira, dia 18 de Julho de 2013

Quinta-feira da 15ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : Beato Bartolomeu dos Mártires, bispo, +1590

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Papa Francisco: «Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração.»

Livro de Êxodo 3,13-20.

Naqueles dias, Moisés ouviu do meio da sarça a voz do Senhor e disse-Lhe: «Vou procurar os filhos de Israel e dizer-lhes: 'O Deus dos vossos pais enviou-me a vós'. Mas se me perguntarem qual é o seu nome, que hei-de responder-lhes?»
Deus disse a Moisés: «EU SOU AQUELE QUE SOU.» Ele disse: «Assim dirás aos filhos de Israel: 'Eu sou' enviou-me a vós!»
Deus disse ainda a Moisés: «Assim dirás aos filhos de Israel: 'O Senhor, Deus dos vossos pais, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob, enviou-me a vós: este é o meu nome para sempre, o meu memorial de geração em geração'.
Vai, reúne os anciãos de Israel e diz-lhes: 'O Senhor, Deus dos vossos pais, Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, apareceu-me e disse: Observei-vos com atenção e vi o que vos tem sido feito no Egipto,
e Eu disse para comigo: Far-vos-ei subir da opressão do Egipto para a terra do cananeu, do hitita, do amorreu, do perizeu, do heveu, do jebuseu, para a terra que mana leite e mel'.
Eles escutarão a tua voz, e tu irás, tu e os anciãos de Israel, à presença do rei do Egipto, e dir-lhe-eis: 'O Senhor, Deus dos hebreus, saiu ao nosso encontro; e agora permite-nos fazer uma peregrinação de três dias pelo deserto, para oferecermos sacrifícios ao Senhor, nosso Deus.'
Eu bem sei que o rei do Egipto não vos deixará partir senão obrigado por mão forte.
Estenderei então a minha mão e ferirei o Egipto com todas as maravilhas que farei no meio dele. Depois disso, deixar-vos-á partir.


Evangelho segundo S. Mateus 11,28-30.

Naquele tempo, Jesus exclamou: «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Papa Francisco
Homilia de 19/03/2013, Missa de inauguração do pontificado (trad. © Libreria Editrice Vaticana)

«Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração.»

Queridos Irmãos e Irmãs […], o centro da vocação cristã é Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação! Entretanto, a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por todas as criaturas de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e de cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades […]. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus! […]Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo da bondade, nem mesmo da ternura!







terça-feira, 16 de julho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Quarta-feira, dia 17 de Julho de 2013

Quarta-feira da 15ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : Beato Inácio de Azevedo e companheiros, mártires, +1570, Beato Nicolau Dinis, mártir, +1570, Beato Bento de Castro, mártir, +1570

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Guilherme de Saint-Thierry : «... e as revelaste aos pequeninos»

Livro de Êxodo 3,1-6.9-12.

Naqueles dias, Moisés  apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madian. Ao levar o rebanho para além do deserto, e chegou ao monte de Deus, Horeb.
O anjo do Senhor apareceu-lhe numa chama de fogo, no meio da sarça. Ele olhou e viu, e eis que a sarça ardia no fogo mas não era devorada.
Moisés disse: «Vou adentrar-me para ver esta grande visão: por que razão não se consome a sarça?»
O Senhor viu que ele se adentrava para ver; e Deus chamou-o do meio da sarça: «Moisés! Moisés!» Ele disse: «Eis-me aqui!»
Ele disse: «Não te aproximes daqui; tira as tuas sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é uma terra santa.»
E continuou: «Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob.» Moisés escondeu o seu rosto, porque tinha medo de olhar para Deus.
E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e vi também a tirania que os egípcios exercem sobre eles.
E agora, vai; Eu te envio ao faraó, e faz sair do Egipto o meu povo, os filhos de Israel.»
Moisés disse a Deus: «Quem sou eu para ir ter com o faraó e fazer sair os filhos de Israel do Egipto?»
Ele disse: «Eu estarei contigo. Este é para ti o sinal de que Eu te enviei: quando tiveres feito sair o povo do Egipto, servireis a Deus sobre esta montanha.»


Evangelho segundo S. Mateus 11,25-27.

Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos.
Sim, ó Pai, porque isso foi do teu agrado.
Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Guilherme de Saint-Thierry (c. 1085-1148), monge beneditino, depois cisterciense
Espelho da fé, 6; PL 180, 384; SC 301 (trad. Breviário)

«... e as revelaste aos pequeninos»

Tu, alma fiel, quando à tua fé se apresentam mistérios demasiado profundos e a tua natureza estremece, diz sem medo, não com espírito de contradição, mas com desejo de ser ilustrado: Como pode ser isto? (Lc 1,34) Converta-se a tua pergunta em oração, em amor, em piedade, em desejo humilde; não seja perscrutar o que tem de mais alto a majestade de Deus, mas procurar a salvação nos meios salutares que Deus nos oferece. […]Ninguém conhece o que há em Deus, a não ser o Espírito de Deus (1Cor 2,11). Corre, pois, a participar do Espírito Santo. Ele torna-Se presente logo que é invocado; mais ainda, não poderia ser invocado se não estivesse já presente. E, quando é invocado, vem e traz consigo a abundância da bênção de Deus. É essa a corrente impetuosa do rio que alegra a cidade de Deus (Sl 45,5). E, quando Ele vier, se te encontrar humilde e tranquilo e cheio de respeito pelas palavras de Deus, repousará sobre ti (Lc 1,35); revelar-te-á o que Deus Pai oculta aos sábios e prudentes deste mundo. Então começará a brilhar aos teus olhos aquilo que a Sabedoria (1Cor 1,24) pôde ensinar na terra aos seus discípulo, mas que eles não puderam compreender enquanto não veio o Espírito de verdade, que lhes havia de ensinar a verdade plena (Jo 16,12-13).







segunda-feira, 15 de julho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Terça-feira, dia 16 de Julho de 2013

Terça-feira da 15ª semana do Tempo Comum


Festa da Igreja : Nossa Senhora do Carmo (festa, no Brasil)
Calendário da Igreja disponível este dia
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Beata Teresa de Calcutá : Chamados a escolher amar e ser amados

Livro de Êxodo 2,1-15a.

Naqueles dias, um homem da família de Levi tomou como esposa uma jovem da mesma tribo.
A mulher concebeu e deu à luz um filho. Viu que era belo, e escondeu-o durante três meses.
Não podendo mantê-lo escondido por mais tempo, arranjou-lhe uma cesta de papiro, calafetou-a com betume e pez, colocou nela o menino, e foi pô-la nos juncos da margem do rio.
A irmã dele colocou-se a uma certa distância para saber o que lhe sucederia.
Ora a filha do faraó desceu ao rio para tomar banho, enquanto as suas jovens acompanhantes caminhavam ao longo do rio. Viu a cesta no meio dos juncos e enviou a sua serva para a trazer.
Abriu-a e viu a criança: era um menino que chorava. Compadeceu-se dele e disse: «Este é um dos filhos dos hebreus.»
Então a irmã dele disse à filha do faraó: «Queres que te vá chamar uma ama entre as mulheres dos hebreus, para te amamentar o menino?»
«Vai», disse-lhe a filha do faraó. E a jovem foi chamar a mãe do menino.
A filha do faraó disse-lhe: «Leva este menino e amamenta-mo, e dar-te-ei o teu salário.» A mulher levou o menino e amamentou-o.
O menino cresceu, e ela devolveu-o à filha do faraó. Foi para ela como um filho, e deu-lhe o nome de Moisés, dizendo: «Porque o tirei das águas.»
Entretanto, Moisés cresceu, foi ao encontro dos seus irmãos e viu os seus carregamentos. Viu também um egípcio que açoitava um dos seus irmãos hebreus.
Olhando para todos os lados e vendo que não havia ali ninguém, matou o egípcio e enterrou-o na areia.
Saiu outra vez no dia seguinte e viu dois hebreus a brigar. Disse ao culpado: «Porque bates no teu companheiro?»
Ao que ele replicou: «Quem te estabeleceu como chefe e juiz sobre nós? Acaso pensas matar-me como mataste o egípcio?» Moisés teve medo e disse para consigo: «Com certeza que o assunto já é conhecido.»
O faraó ouviu falar deste assunto e procurou matar Moisés. Mas Moisés fugiu da presença do faraó, foi residir na terra de Madian e sentou-se junto do poço.


Evangelho segundo S. Mateus 11,20-24.

Naqueles tempo, começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinha realizado a maior parte dos seus milagres, por não se terem arrependido:
«Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres realizados entre vós, tivessem sido feitos em Tiro e em Sídon, de há muito se teriam convertido, vestindo-se de saco e com cinza.
Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para Tiro e Sídon do que para vós.
E tu, Cafarnaúm, julgas que serás exaltada até ao céu? Serás precipitada no abismo. Porque, se os milagres que em ti se realizaram tivessem sido feitos em Sodoma, ela ainda hoje existiria.
Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para os de Sodoma do que para ti.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
A Simple Path

Chamados a escolher amar e ser amados

Todos somos capazes, tanto de fazer o bem, como de fazer o mal. Não nascemos maus: toda a gente tem em si algo de bom; uns escondem-na, outros ignoram-na, mas a bondade está neles. Deus criou-nos para amarmos e sermos amados; assim, escolher um caminho ou outro é uma espécie de teste que Deus nos envia. Deixar de amar pode levar-nos a dizer que sim ao mal, sem nos apercebermos sequer de onde isso poderá conduzir-nos. […]Felizmente, temos a possibilidade de tudo ultrapassar por meio da oração. Se nos voltarmos para Deus, derramaremos alegria e amor sobre aqueles que nos rodeiam; pelo contrário, quando o mal se apodera de alguém, essa pessoa pode derramá-lo em torno de si. Quando entramos em contacto com uma pessoa nessas circunstâncias, façamos tudo para ajudá-la e para lhe mostrar que Deus continua a interessar-se por ela. Rezemos muito para que ela volte a descobrir a oração, para que recupere a Deus dentro de si e volte a encontrá-Lo nos outros. […] Todos fomos criados pela mesma mão amorosa. O amor de Cristo continua a ser mais forte que o mal que há no mundo; temos, pois, de amar e de ser amados – é tão simples como isso, e não devíamos ter de travar tão grandes combates para lá chegar.







domingo, 14 de julho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Segunda-feira, dia 15 de Julho de 2013

Segunda-feira da 15ª semana do Tempo Comum


Festa da Igreja : Santíssimo Redentor
Santo do dia : S. Boaventura, bispo, Doutor da Igreja, +1274

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Jean Tauler : «Aquele que conservar a vida para si há-de perdê-la; aquele que perder a sua vida por causa de Mim há-de salvá-la.»

Livro de Êxodo 1,8-14.22.

Naqueles dias, subiu ao trono do Egipto um novo rei que não conhecera José.
E ele disse ao seu povo: «Eis que o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e poderoso do que nós.
Temos de proceder astuciosamente contra ele, a fim de impedirmos que se desenvolva ainda mais. Em caso de guerra, juntar-se-ia também aos nossos inimigos, lutaria contra nós, e sairia deste país.»
Impuseram-lhe então chefes de trabalhos forçados para o oprimirem com carregamentos. E construiu para o faraó as cidades-armazém de Pitom e Ramessés.
Todavia, quanto mais o oprimiam, mais ele se multiplicava e aumentava; e os egípcios estavam preocupados com os filhos de Israel,
e reduziram-nos a uma dura servidão.
Tornaram-lhes a vida amarga com uma pesada servidão: barro, tijolos, toda a espécie de trabalhos no campo, tudo uma dura servidão.
o faraó ordenou a todo o seu povo: «Atirai ao rio os meninos recém-nascidos; as meninas, porém, deixai-as viver todas.»


Evangelho segundo S. Mateus 10,34-42.11,1.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada.
Porque vim separar o filho do seu pai, a filha da sua mãe e a nora da sua sogra;
de tal modo que os inimigos do homem serão os seus familiares.
Quem amar o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem amar o filho ou filha mais do que a mim, não é digno de mim.
Quem não tomar a sua cruz para me seguir, não é digno de mim.
Aquele que conservar a vida para si, há-de perdê-la; aquele que perder a sua vida por causa de mim, há-de salvá-la.»
«Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.
Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá recompensa de profeta; e quem recebe um justo, por ele ser justo, receberá recompensa de justo.
E quem der de beber a um destes pequeninos, ainda que seja somente um copo de água fresca, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa.»
Quando Jesus acabou de dar estas instruções aos doze discípulos, partiu dali, a fim de ir ensinar e pregar nas suas cidades.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano de Estrasburgo
Sermão 59, 4º para a Exaltação da Santa Cruz

«Aquele que conservar a vida para si há-de perdê-la; aquele que perder a sua vida por causa de Mim há-de salvá-la.»

Reflictamos sobre estas palavras do Senhor: Ele quer «atrair a Si todas as coisas» (Jo 12,32 Vulg). Aquele que quer atrair todas as coisas começa por reuni-las, para depois as atrair; e o mesmo faz o Senhor: começa por chamar o homem das suas divagações e das suas dispersões, fazendo-o recolher os sentidos, as faculdades, as palavras, as obras e, dentro de si, os pensamentos, as intenções, a imaginação, os desejos, as inclinações, a inteligência, a vontade e o amor. Depois de tudo isto bem recolhido, Deus atrai o homem a Si; porque é necessário que Ele comece por te separar de todos os bens, exteriores ou interiores, a que estás agarrado, tendo neles a tua plena satisfação. Este desprendimento é uma cruz penosa, e tanto mais penosa quanto mais forte e firmemente estiveres agarrado a eles. […]Porque foi que Deus permitiu que raros sejam os dias e as noites que se assemelham aos anteriores? Porque será que aquilo que te ajudou à devoção hoje será inútil amanhã? Porque tens dentro de ti tão grande confusão de imagens e pensamentos que a nada levam? Meu menino, aceita a cruz que Deus te envia, que será para ti uma cruz amável se fores capaz de oferecer estas provações a Deus, de as aceitar dele com verdadeiro abandono e de Lhas agradecer: «A minha alma engrandece o Senhor» (Lc 1,46). Quer Deus tome, quer dê, o Filho do Homem tem de ser elevado à cruz. […] Meu menino, deixa tudo isso e aplica-te ao verdadeiro abandono […], esforçando-te por aceitar a cruz da tentação em vez de procurares a flor da suavidade espiritual. […] Nosso Senhor disse: «Se alguém quer vir após Mim, tome a sua cruz e siga-Me» (Lc 9,23).







quinta-feira, 11 de julho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Sexta-feira, dia 12 de Julho de 2013

Sexta-feira da 14ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : S. João Gualberto, monge, +1073, Beatos Luis e Zélia Martin, esposos e pais de Santa Teresinha

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Santo Inácio de Antioquia : «Como ovelhas para o meio dos lobos»

Livro de Génesis 46,1-7.28-30.

Naqueles dias, Israel pôs-se a caminho com todos os seus bens e chegou a Bersabé, onde ofereceu sacrifícios ao Deus de Isaac, seu pai .
Deus falou a Israel numa visão, durante a noite, e disse-lhe: «Jacob! Jacob!» Ele respondeu: «Eis-me aqui.»
E Deus prosseguiu: «Eu sou o Deus de teu pai: não hesites em descer ao Egipto, porque tornar-te-ei ali uma grande nação.
Eu mesmo descerei contigo ao Egipto; e Eu mesmo far-te-ei voltar de lá; e será José quem te fechará os olhos.»
Jacob partiu de Bercheba. Os filhos de Israel fizeram subir Jacob, seu pai, assim como as suas mulheres e os seus filhos, para os carros enviados pelo faraó para os transportar.
Tomaram os seus rebanhos e os bens que haviam adquirido no país de Canaã e foram para o Egipto, Jacob e toda a família.
Os seus filhos e os seus netos, as suas filhas e as suas netas e toda a sua descendência acompanharam-no para o Egipto.
Jacob mandara Judá adiante encontrar-se com José, para que este preparasse a sua entrada em Góchen.
Quando chegaram ali, José mandou atrelar o seu carro e foi a Góchen, ao encontro de seu pai. Ao vê-lo, lançou- -se-lhe ao pescoço e chorou longamente, entre os seus braços.
E Israel disse a José: «Agora posso morrer, pois vi o teu rosto e ainda vives!»


Evangelho segundo S. Mateus 10,16-23.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus Apóstolos: «Envio-vos como ovelhas para o meio dos lobos. Portanto, sede, pois, prudentes como as serpentes e simples como as pombas.
Tende cuidado com os homens: hão-de entregar-vos aos tribunais e açoitar-vos nas suas sinagogas;
sereis levados perante governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e dos pagãos.
Mas, quando vos entregarem, não vos preocupeis nem como haveis de falar nem com o que haveis de dizer; nessa altura, vos será inspirado o que tiverdes de dizer.
Não sereis vós a falar, mas o Espírito do vosso Pai é que falará por vós.
O irmão entregará o seu irmão à morte, e o pai, o seu filho; os filhos hão-de erguer se contra os pais e hão-de causar-lhes a morte.
E vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas aquele que se mantiver firme até ao fim será salvo.
Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo: Não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes de vir o Filho do Homem.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Inácio de Antioquia (?-c. 110), bispo, mártir
Carta a Policarpo (69-155, santo, bispo e mártir), 1-3; SC 10

«Como ovelhas para o meio dos lobos»

Exorto-te, pela graça de que estás revestido, a que redobres de ardor e a que exortes todos os irmãos, para que sejam salvos. Justifica a tua dignidade episcopal por meio de uma vigilância incessante da carne e do espírito; tem o cuidado da unidade, que nada ponha em causa. Suporta todos os teus irmãos com paciência, como o Senhor te suporta a ti; suporta-os a todos com amor, como aliás fazes. Ora sem descanso; suplica uma sabedoria ainda maior; vela e mantém o teu espírito em alerta; fala a cada um em particular, a exemplo de Deus. «Suporta as enfermidades» (cf Mt 8,17) de todos como verdadeiro atleta; onde houver mais esforço, aí haverá mais ganho.


Se apenas amares os bons discípulos, não tens qualquer mérito; os que tens de submeter pelo amor são principalmente os mais afectados. Não se aplica o mesmo bálsamo a todos os ferimentos; apazigua as crises agudas com compressas humedecidas. Sê em todas as coisas «prudente como as serpentes» e sempre «simples como as pombas». Tu, que és carne e espírito, trata com bondade aquilo que atinges pelos sentidos, mas reza também para que o mundo invisível te seja revelado. Deste modo, não te faltará coisa alguma, e serás rico com os dons do Espírito.


Assim como o navegador invoca os ventos e o marinheiro assaltado pela tempestade clama pelo porto, assim este nosso tempo te convida a juntares-te a Deus. Pratica a sobriedade, como atleta de Deus que és, e terás como prémio a vida eterna e imperecível. […] Um grande atleta triunfa a despeito dos golpes. É principalmente por Deus que temos de aceitar todas as provas, a fim de que também Ele nos aceite. Redobra o teu zelo; examina atentamente esta época. Espera Aquele que está para além do tempo, que é eterno e invisível, mas que Se deixou ver por nós, Aquele que, sendo intangível e incapaz de sofrer, conheceu a Paixão e consentiu em todos os sofrimentos.







quarta-feira, 10 de julho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Quinta-feira, dia 11 de Julho de 2013

S. Bento


Santo do dia : São Bento, abade, patrono da Europa, +547

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Paulo VI : São Bento, patrono da Europa

Livro de Provérbios 2,1-9.

Meu filho, se receberes as minhas palavras e guardares cuidadosamente os meus mandamentos,
prestando o teu ouvido à sabedoria, e inclinando o teu coração ao entendimento;
se invocares a inteligência e fizeres apelo ao entendimento,
se a buscares como se procura a prata e a pesquisares como um tesouro escondido,
então, compreenderás o temor do Senhor e chegarás ao conhecimento de Deus.
Porque o Senhor é quem dá a sabedoria e da sua boca procedem o saber e o entendimento.
Ele reserva a salvação para os rectos e é um escudo para os que procedem honestamente.
Protege os caminhos dos justos e dirige os passos dos seus fiéis.
Então, compreenderás a justiça e a equidade, a rectidão e todos os caminhos que conduzem ao bem;


Evangelho segundo S. Mateus 19,27-29.

Naquele tempo, Pedro disse a Jesus: «Nós deixámos tudo e seguimos-te. Qual será a nossa recompensa?»
Jesus respondeu-lhes: «Em verdade vos digo: No dia da regeneração de todas as coisas, quando o Filho do Homem se sentar no seu trono de glória, vós, que me seguistes, haveis de sentar-vos em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.
E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Paulo VI (1897-1978), papa de 1963 a 1978
Carta apostólica de 24/10/1964 «Pacis nuntius»

São Bento, patrono da Europa

Mensageiro da paz, artesão da unidade, mestre da civilização, e principalmente arauto da religião de Cristo e fundador da vida monástica no Ocidente – eis os títulos que justificam a fama de São Bento, abade. Numa altura em que o Império Romano estava a chegar ao fim e em que as regiões da Europa se afundavam nas trevas e outras regiões desconheciam ainda a civilização e os valores espirituais, ele permitiu, pelo seu esforço constante e assíduo, que se erguesse sobre este continente a aurora de uma nova era. Foram principalmente ele e os seus filhos que, com a cruz, o livro e a charrua, levaram o progresso cristão às populações que iam do Mediterrâneo à Escandinávia, da Irlanda às planícies da Polónia.


Com a cruz, isto é, com a lei de Cristo, firmou e desenvolveu a organização da vida pública e privada. Convém recordar que ensinou aos homens a primazia do culto divino com o Ofício divino, ou seja, a oração litúrgica e assídua. […] Depois, com o livro, ou seja, a cultura: numa altura em que o património humanista corria o risco de se perder, São Bento, conferindo renome e autoridade a tantos mosteiros, salvou a tradição clássica dos antigos com providencial solicitude, transmitindo-a intacta à posteridade e restaurado o amor pelo saber.


E finalmente com a charrua, quer dizer, com a agricultura e outras iniciativas análogas, conseguiu transformar terras desertas e incultas em campos férteis e jardins graciosos. Unindo a oração ao trabalho manual, de acordo com a célebre injunção «Ora et labora» («Reza e trabalha»), enobreceu e elevou o trabalho do homem. Foi por tudo isto que o Papa Pio XII saudou em São Bento o «pai da Europa».







terça-feira, 9 de julho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Quarta-feira, dia 10 de Julho de 2013

Quarta-feira da 14ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : Santa Felicidade e seus sete filhos, mártires, +162, Santa Verónica de Giuliani, religiosa, +1727

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Beato João Paulo II : «Pelo caminho, proclamai que o Reino do Céu está perto.»

Livro de Génesis 41,55-57.42,5-7a.17-24a.

Naqueles dias, toda a terra do Egipto começou a sentir fome e o povo pediu pão ao faraó em altos brados. Então o faraó disse a todos os egípcios:«Ide a José e fazei o que ele vos disser»
Estendendo-se a fome a toda a terra, José abriu todos os celeiros e vendeu trigo aos egípcios. Mas a fome persistiu no país do Egipto.
De todos os países vinham ao Egipto para comprar trigo a José, pois a fome era violenta em toda a terra.
E os filhos de Israel foram comprar trigo, juntamente com outros que iam, pois também havia fome no país de Canaã.
Ora José era governador do país; era ele que mandava distribuir o trigo a todo o povo do país. Quando os irmãos de José chegaram, prostraram-se diante dele com o rosto por terra.
Vendo os irmãos, José reconheceu-os; dissimulou, porém, diante deles e falou-lhes com dureza, dizendo: «Donde vindes?» Ao que eles responderam: «Do país de Canaã, para comprar víveres.»
E fechou-os na prisão durante três dias.
No terceiro dia, José disse-lhes: «Fazei o seguinte e vivereis, porque temo o Senhor:
se procedeis de boa fé, que só um de vós fique detido na prisão, enquanto ireis levar às vossas famílias com que lhes matar a fome.
Depois, trazei-me o vosso irmão mais novo: assim, as vossas palavras serão justificadas, e não morrereis.» E eles concordaram.
Disseram, então, uns aos outros: «Na verdade, nós estamos a ser castigados por causa do nosso irmão; vimos o seu desespero quando nos implorou compaixão, e não o escutámos. Por isso veio sobre nós esta desgraça.»
Rúben respondeu-lhes nestes termos: «Eu bem vos dizia, então: 'Não pequeis contra o menino!' Mas não me escutastes. Agora respondemos pelo seu sangue.»
Ora eles não sabiam que José os compreendia, porque lhes falava por meio de um intérprete.
José afastou-se deles e chorou. Depois voltou para junto dos irmãos e falou-lhes. Escolheu Simeão e mandou-o encarcerar na presença deles.


Evangelho segundo S. Mateus 10,1-7.

Naquele tempo, Jesus chamou a Si os seus doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades.
São estes os nomes dos doze Apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão;
Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu;
Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que o traiu.
Jesus enviou estes doze, depois de lhes ter dado as seguintes instruções: «Não sigais pelo caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos.
Ide, primeiramente, às ovelhas perdidas da casa de Israel.
Pelo caminho, proclamai que o Reino do Céu está perto.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Beato João Paulo II (1920-2005), papa
Carta encíclica «Redemptoris Missio», 42 (trad. © Libreria Editrice Vaticana)

«Pelo caminho, proclamai que o Reino do Céu está perto.»

O homem contemporâneo acredita mais nas testemunhas do que nos mestres, mais na experiência do que na doutrina, mais na vida e nos factos do que nas teorias. O testemunho de vida cristã é a primeira e insubstituível forma de missão: Cristo, cuja missão nós continuamos, é a «testemunha» por excelência (Ap 1,5. 3,14) e o modelo do testemunho cristão. […] A primeira forma de testemunho é a própria vida do missionário, da família cristã e da comunidade eclesial, que torna visível um novo estilo de comportamento. O missionário que, apesar dos seus limites e defeitos humanos, vive com simplicidade, segundo o modelo de Cristo, é um sinal de Deus e das realidades transcendentes. Mas todos na Igreja, esforçando-se por imitar o divino Mestre, podem e devem dar o mesmo testemunho que é, em muitos casos, o único modo possível de se ser missionário.O testemunho evangélico a que o mundo é mais sensível é o da atenção às pessoas e o da caridade a favor dos pobres, dos mais pequenos, e dos que sofrem. A gratuidade deste relacionamento e destas acções, em profundo contraste com o egoísmo presente no homem, faz nascer interrogações precisas, que orientam para Deus e para o Evangelho. O compromisso com a paz, a justiça, os direitos do homem, a promoção humana é também um testemunho do Evangelho, caso seja um sinal de atenção às pessoas e esteja ordenado ao desenvolvimento integral do homem.







segunda-feira, 8 de julho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Terça-feira, dia 09 de Julho de 2013

Terça-feira da 14ª semana do Tempo Comum


Festa da Igreja : Nossa Senhora, Mãe da Esperança
Santo do dia : Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus (Madre Paulina), S. Agostinho Zhao Rong, presbítero, +1815, e companheiros mártires

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Beato John Henry Newman : «Contemplando a multidão, encheu-Se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor»

Livro de Génesis 32,22-32.

Naqueles dias, Jacob
Levantou-se naquela mesma noite, tomou as suas duas mulheres, as duas escravas e os seus onze filhos, e passou o vau de Jaboc.
Ajudou-os a atravessar a torrente, e passou tudo o que lhe pertencia.
Jacob tendo ficado só, alguém lutou com ele até ao romper da aurora.
Vendo que não podia vencer Jacob, bateu-lhe na coxa, e a coxa de Jacob deslocou-se, quando lutava com ele.
E disse-lhe: «Deixa-me partir, porque já rompe a aurora.» Jacob respondeu: «Não te deixarei partir enquanto não me abençoares.»
Perguntou-lhe então: «Qual é o teu nome?» Ao que ele respondeu: «Jacob.»
E o outro continuou: «O teu nome não será mais Jacob, mas Israel; porque combateste contra Deus e contra os homens e conseguiste resistir.»
Jacob interrogou-o, dizendo: «Peço-te que me digas o teu nome.» «Porque me perguntas o meu nome?» – respondeu ele. E então abençoou-o.
Jacob chamou àquele lugar Penuel; «porque vi um ser divino, face a face, e conservei a vida» – disse ele.
O sol principiara a levantar-se, quando Jacob deixou Penuel, coxeando por causa da sua coxa.


Evangelho segundo S. Mateus 9,32-38.

Naquele tempo,  apresentaram a Jesus um mudo, possesso do demónio.
Depois que o demónio foi expulso, o mudo falou; e a multidão, admirada, dizia: «Nunca se viu tal coisa em Israel.»
Os fariseus, porém, diziam: «É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios.»
Jesus percorria as cidades e as aldeias, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando todas as enfermidades e doenças.
Contemplando a multidão, encheu-se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor.
Disse, então, aos seus discípulos: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Beato John Henry Newman (1801-1890), presbítero, fundador do Oratório em Inglaterra
Sermão «Invisible Presence of Christ», «Sermons on Subjects of the Day», n°21

«Contemplando a multidão, encheu-Se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor»

Olhai em volta, meus irmãos […]: porque há tantas mudanças e lutas, tantos partidos e seitas, tantos credos? Porque os homens estão insatisfeitos e inquietos. E porque estão eles inquietos, cada um com o seu salmo, a sua doutrina, a sua língua, a sua revelação, a sua interpretação? Estão inquietos porque não encontraram […]; tudo isso ainda não os levou à presença de Cristo que é «alegria e delícias eternas» (cf Sl 16,11).


Se tivessem sido alimentados pelo pão da vida (Jo 6,35) e provado do favo de mel, os seus olhos ter-se-iam tornado limpos, como os de Jónatas (1Sm 14,27) e teriam reconhecido o Salvador dos homens. Mas, não se tendo apercebido destas coisas invisíveis, têm de continuar a procurar e estão à mercê de rumores longínquos. […]


Triste espectáculo: o povo de Cristo errando pelas colinas «como ovelhas sem pastor». Em vez de procurarem nos lugares que Ele sempre frequentou e na morada que Ele estabeleceu, avêm-se com projetos humanos, seguem guias estranhos e deixam-se cativar por opiniões novas, tornando-se joguetes do acaso e do humor do momento, e vítimas da sua própria vontade. Estão cheios de ansiedade, de perplexidade, de inveja e de preocupações, e são agitados e «levados por qualquer vento da doutrina, pela malícia dos homens e a sua astúcia, a extraviarem-se no erro» (Ef 4,14). Tudo isso porque não procuram «um só Senhor, uma só fé, um só baptismo; um só Deus e Pai de todos» (Ef 4,5-6) para nele encontrarem «descanso para o espírito» (Mt 11,29).







domingo, 7 de julho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Segunda-feira, dia 08 de Julho de 2013

Segunda-feira da 14ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : Santo Áquila e Santa Priscila, amigos de S. Paulo, S. Gregório Grassi, bispo, e companheiros, mártires, +1900

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São Clemente de Roma: «A menina não está morta: dorme.»

Livro de Génesis 28,10-22a.

Naqueles dias, Jacob saiu de Bercheba e tomou o caminho de Haran.
Chegou a determinado sítio e resolveu ali passar a noite, porque o sol já se tinha posto. Serviu-se de uma das pedras do lugar como travesseiro e deitou-se.
Teve um sonho: viu uma escada apoiada na terra, cuja extremidade tocava o céu; e, ao longo desta escada, subiam e desciam mensageiros de Deus.
Por cima dela estava o Senhor, que lhe disse: «Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaac. Esta terra, na qual te deitaste, dar-ta-ei, assim como à tua posteridade.
A tua posteridade será tão numerosa como o pó da terra; estender-te-ás para o ocidente, para o oriente, para o norte e para o sul, e todas as famílias da Terra serão abençoadas em ti e na tua descendência.
Estou contigo e proteger-te-ei para onde quer que vás e reconduzir-te-ei a esta terra, pois não te abandonarei antes de fazer o que te prometi.»
Despertando do sono, Jacob exclamou: «O Senhor está realmente neste lugar e eu não o sabia!»
Atemorizado, acrescentou: «Que terrível é este lugar! Aqui é a casa de Deus, aqui é a porta do céu.»
No dia seguinte de manhã, Jacob agarrou na pedra que lhe servira de travesseiro e, depois de a erguer como um monumento, derramou óleo sobre ela.
Chamou a este sítio Betel, quando, originariamente, a cidade se chamava Luz.
Jacob fez, então, o seguinte voto: «Se Deus estiver comigo, se me proteger durante esta viagem, se me der pão para comer e roupa para vestir,
e se eu regressar em paz à casa do meu pai, o Senhor será o meu Deus.
E esta pedra, que eu erigi à maneira de monumento, será para mim casa de Deus, e pagarei o dízimo de tudo quanto Ele me conceder.»


Evangelho segundo S. Mateus 9,18-26.

Naquele tempo, estava Jesus a falar aos seus discípulos, quando um chefe se aproximou e se prostrou diante d'Ele e disse: « A minha filha acaba de falecer. Mas vem impor a mão sobre ela e viverá.»
Jesus, levantando-se, seguiu o com os discípulos.
Então, uma mulher, que padecia de uma hemorragia há doze anos, aproximou se dele por trás e tocou-lhe na orla do manto,
pois pensava consigo: 'Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada.'
Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse-lhe: «Filha, tem confiança, a tua fé te salvou.» E, naquele mesmo instante, a mulher ficou curada.
Quando chegou a casa do chefe, vendo os flautistas e a multidão em grande alarido, disse:
«Retirai-vos, porque a menina não está morta: dorme.» Mas riam-se dele.
Retirada a multidão, Jesus entrou, tomou a mão da menina e ela ergueu-se.
A notícia espalhou-se logo por toda aquela terra.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Clemente de Roma, papa de 90 a cerca de 100
Carta aos Coríntios, §§ 24-28; SC 167

«A menina não está morta: dorme.»

Notemos, meus bem-amados, que o Senhor não cessa de nos mostrar a ressurreição futura de que nos deu as primícias ao ressuscitar de entre os mortos o Senhor Jesus Cristo. Observemos, bem-amados, as ressurreições que acontecem periodicamente. O dia e a noite fazem-nos ver uma ressurreição: a noite deita-se, levanta-se o dia; o dia desaparece, vem a noite. Reparemos nos frutos: como se fazem as sementeiras? O que acontece? Sai o semeador e lança à terra diversas sementes. Estas caem, secas e nuas, na terra e desagregam-se. Depois, a partir dessa mesma decomposição, a magnífica providência do Mestre fá-las reviver e dum só grão surgem imensos que, por sua vez, crescem e dão frutos. […] Acharemos, pois, estranho e extraordinário que o Criador do universo faça ressuscitar aqueles que O serviram fielmente e com a confiança duma fé perfeita? […]


Com essa esperança, que os nossos corações se apeguem então Àquele que é fiel às suas promessas e justo nos seus julgamentos. Ele, que nos proibiu de mentir (Ex 20,16), pela mesmíssima razão também não mente. Nada é impossível a Deus, excepto mentir (Jr 32,17; Lc 1,37; Heb 6,18). Reavivemos, pois, a nossa fé nele e entendamos que Ele tudo pode.


Com uma palavra da sua omnipotência, Ele formou o universo e com uma palavra pode aniquilá-lo. […] Ele fará todas as coisas quando quiser e como quiser. Nada desaparecerá jamais daquilo que Ele tiver decidido. Tudo está presente diante dele e nada escapa à sua Providência.







quinta-feira, 4 de julho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Sexta-feira, dia 05 de Julho de 2013

Sexta-feira da 13ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : Santo António Maria Zacarias, presbítero, fundador, +1539

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Santo Ambrósio : «Segue-Me»

Livro de Génesis 23,1-4.19.24,1-8.62-67.

Sara viveu cento e vinte e sete anos.
Morreu em Quiriat-Arbá, a actual Hebron, na terra de Canaã. Abraão foi lá para fazer o funeral de Sara e para a chorar.
Retirando-se da presença da sua morta, Abraão falou assim aos hititas:
«Sou estrangeiro e hóspede entre vós; permiti que eu adquira, como propriedade minha, um sepulcro na vossa terra, para que eu possa tirar a minha morta de diante de mim e sepultá-la.»
Depois, Abraão enterrou Sara, sua mulher, na caverna de Macpela, em frente de Mambré, isto é, em Hebron, na terra de Canaã.
Abraão estava velho, tinha uma idade já avançada, e o Senhor abençoara-o em tudo.
Abraão disse ao mais antigo servo da casa, aquele que administrava todos os seus bens: «Coloca a tua mão sob a minha coxa.
Quero que jures pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não escolherás para o meu filho uma mulher entre as filhas dos cananeus, no meio dos quais resido;
mas irás à minha terra, à minha família, e nela escolherás mulher para o meu filho Isaac.»
O servo respondeu: «E se a mulher não quiser vir comigo para esta terra, levarei então o teu filho para a terra de onde ela é natural?»
Abraão disse-lhe: «Livra-te de levar para lá o meu filho!
O Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa de meu pai e da minha pátria, falou-me e jurou-me que daria esta terra à minha descendência; Ele enviará o seu mensageiro diante de ti, e trarás de lá uma mulher para o meu filho.
Se ela não quiser seguir-te, ficarás desligado do juramento que te impus, mas de modo algum voltarás com meu filho, outra vez, para lá.»
Ao cair da tarde, Isaac regressara do poço de Lahai-Roí; ele residia então no Négueb.
Nessa tarde, em que saíra a dar uma volta pelos campos, ergueu os olhos e viu camelos a aproximarem-se.
Também Rebeca, erguendo os olhos, o viu e desceu do camelo.
Ela disse ao servo: «Quem é o homem que vem ao nosso encontro, pelo campo?» O servo respondeu: «É o meu amo.» Imediatamente Rebeca cobriu-se com o véu.
O servo narrou a Isaac tudo quanto fizera.
Depois, Isaac conduziu Rebeca para a tenda de Sara, sua mãe, recebeu-a por esposa, e amou-a. Assim, ficou Isaac reconfortado da morte de sua mãe.


Evangelho segundo S. Mateus 9,9-13.

Naquele tempo, Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me!» E ele levantou se e seguiu Jesus.
Encontrando-se Jesus à mesa em sua casa, numerosos cobradores de impostos e outros pecadores vieram e sentaram-se com Ele e seus discípulos.
Os fariseus, vendo isto, diziam aos discípulos: «Porque é que o vosso Mestre come com os cobradores de impostos e os pecadores?»
Jesus ouviu-os e respondeu-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes.
Ide aprender o que significa: Prefiro a misericórdia ao sacrifício. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho de São Lucas, 5, 16; SC 45

«Segue-Me»

[Após a cura do paralítico,] vem o apelo do cobrador de impostos aos mistérios de Cristo. Cristo ordena-lhe que O siga, não por uma diligência física do corpo, mas pela mudança do coração. E este homem, que até então obtinha lucro com mercadorias, que explorava duramente o cansaço e os perigos dos marujos, deixa tudo ao ouvir aquele apelo. Ele, que se apoderava dos bens dos outros, abandona os seus próprios bens e, deixando o seu ignóbil posto de cobrança, segue o Senhor com toda a sua alma.


E prepara um grande festim: pois aquele que recebe Cristo na sua morada interior fica saciado de um enorme bem-estar, de uma alegria superabundante. Quanto ao Senhor, entra de boa vontade na sua casa e senta-Se à mesa preparada com o amor daquele que acreditou.


Mas eis que se acende a malevolência dos incrédulos […], e subitamente revela-se a diferença entre os discípulos da Lei e os discípulos da graça. Obedecer à Lei é sentir num coração em jejum uma fome sem remédio; acolher o Verbo, a Palavra de Deus, na intimidade da alma é ficar renovado pela abundância da fonte e dos alimentos eternos. É nunca mais ter fome nem sede (Jo 6,35).







quarta-feira, 3 de julho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Quinta-feira, dia 04 de Julho de 2013

Quinta-feira da 13ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : Santa Isabel de Portugal, rainha, +1336, Beato Pedro Jorge (Pier Giorgio) Frassati

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São João Crisóstomo : «Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados»

Livro de Génesis 22,1-19.

Naqueles dias, Deus quis pôr à prova Abraão e chamou-o: «Abraão!» Ele respondeu: «Aqui estou.»
Deus disse: «Pega no teu filho, no teu único filho, a quem tanto amas, Isaac, e vai à região de Moriá, onde o oferecerás em holocausto, num dos montes que Eu te indicar.»
No dia seguinte de manhã, Abraão aparelhou o jumento, tomou consigo dois servos e o seu filho Isaac, partiu lenha para o holocausto e pôs-se a caminho para o lugar que Deus lhe tinha indicado.
Ao terceiro dia, erguendo os olhos, viu à distância aquele lugar.
Disse então aos servos: «Ficai aqui com o jumento; eu e o menino vamos até além, para adorarmos; depois, voltaremos para junto de vós.»
Abraão apanhou a lenha destinada ao holocausto, entregou-a ao seu filho Isaac e, levando na mão o fogo e o cutelo, seguiram os dois juntos.
Isaac disse a Abraão, seu pai: «Meu pai!» E ele respondeu: «Que queres, meu filho?» Isaac prosseguiu: «Levamos fogo e lenha, mas onde está a vítima para o holocausto?»
Abraão respondeu: «Deus proverá quanto à vítima para o holocausto, meu filho.» E os dois prosseguiram juntos.
Chegados ao sítio que Deus indicara, Abraão construiu um altar, dispôs a lenha, atou Isaac, seu filho, e colocou-o sobre o altar, por cima da lenha.
Depois, estendendo a mão, agarrou no cutelo, para degolar o filho.
Mas o mensageiro do Senhor gritou-lhe do céu: «Abraão! Abraão!» Ele respondeu: «Aqui estou.»
O mensageiro disse: «Não levantes a tua mão sobre o menino e não lhe faças mal algum, porque sei agora que, na verdade, temes a Deus, visto não me teres recusado o teu único filho.»
Erguendo Abraão os olhos, viu então um carneiro preso pelos chifres a um silvado. Foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto, em substituição do seu filho. l

O mensageiro do Senhor chamou Abraão do céu, pela segunda vez,
e disse-lhe: «Juro por mim mesmo, declara o Senhor, que, por teres procedido dessa forma e por não me teres recusado o teu filho, o teu único filho,
abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência como as estrelas do céu e como a areia das praias do mar. Os teus descendentes apoderar-se-ão das cidades dos seus inimigos.
E todas as nações da Terra se sentirão abençoadas na tua descendência, porque obedeceste à minha voz.»
Abraão voltou para junto dos servos, e regressaram juntos a Bercheba, onde Abraão fixou residência.


Evangelho segundo S. Mateus 9,1-8.

Naquele tempo, Jesus subiu para o barco, atravessou o mar e foi para a cidade de Cafarnaúm.
Apresentaram-lhe um paralítico, deitado num catre. Vendo Jesus a fé deles, disse ao paralítico: «Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados.»
Alguns doutores da Lei disseram consigo: «Este homem blasfema.»
Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: «Porque alimentais esses maus pensamentos nos vossos corações?
Que é mais fácil dizer: 'Os teus pecados te são perdoados', ou: 'Levanta-te e anda'?
Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder para perdoar pecados disse Ele ao paralítico: 'Levanta-te, toma o teu catre e vai para tua casa.»
E ele, levantando-se, foi para sua casa.
Ao ver isto, a multidão ficou dominada pelo temor e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre São Mateus, 29, 2

«Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados»

Os escribas defendiam que apenas Deus podia perdoar os pecados. Jesus, antes mesmo de os perdoar, revela o segredo dos corações, demonstrando assim que também Ele possuía esse poder reservado a Deus [...], porque está escrito: «Só vós, Senhor, conheceis os segredos humanos» (2Cr 6,30) e «o homem vê o rosto, mas Deus vê o coração» (1Sm 16,7). Jesus revela, portanto, a sua divindade e a sua igualdade com o Pai mostrando aos escribas o que lhes ia no fundo do coração e divulgando-lhes pensamentos que eles não ousariam dizer em público com medo da multidão. E fá-lo com total doçura. [...]


O paralítico podia ter manifestado a sua incredulidade em Cristo dizendo-Lhe apenas: «Muito bem! Vieste curar outra doença e sarar outro mal, o pecado. Que prova tenho eu de que os meus pecados são perdoados?» Ora, não é nada disso que acontece; ele confia-se Àquele que tem o poder de curar. [...]


Cristo diz aos escribas: «Que é mais fácil dizer: 'Os teus pecados te são perdoados', ou 'Toma o teu catre e vai para tua casa'?» Dito doutra maneira: Que vos parece que é mais fácil? Restabelecer um corpo paralisado ou perdoar os pecados da alma? Evidentemente que é curar o corpo, uma vez que o perdão dos pecados ultrapassa essa cura, dado a alma ser superior ao corpo. Mas porque uma destas obras é visível, e a outra não, levarei a cabo precisamente a que é visível e menor, para assim comprovar a invisível e maior. E nesse momento, pelas suas obras, Jesus dá testemunho de ser «Aquele que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29).







terça-feira, 2 de julho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Quarta-feira, dia 03 de Julho de 2013

S. Tomé, apóstolo – Festa


Santo do dia : S. Tomé, apóstolo, mártir

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São Pedro Crisólogo : O testemunho de Tomé

Carta aos Efésios 2,19-22.

Irmãos: Já não sois estrangeiros nem imigrantes, mas sois concidadãos dos santos e membros da casa de Deus,  
edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e dos Profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus.
É nele que toda a construção, bem ajustada, cresce para formar um templo santo, no Senhor.
É nele que também vós sois integrados na construção, para formardes uma habitação de Deus, pelo Espírito.


Evangelho segundo S. João 20,24-29.

Naquele tempo, Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando Jesus veio.
Diziam-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor!» Mas ele respondeu-lhes: «Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito.»
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez dentro de casa e Tomé com eles. Estando as portas fechadas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: «A paz seja convosco!»
Depois, disse a Tomé: «Olha as minhas mãos: chega cá o teu dedo! Estende a tua mão e põe-na no meu peito. E não sejas incrédulo, mas fiel.»
Tomé respondeu-lhe: «Meu Senhor e meu Deus!»
Disse-lhe Jesus: «Porque me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto».



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Comentário do dia:

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 84; PL 52, 438

O testemunho de Tomé

Porque procura Tomé provas da sua fé ? […] O vosso amor, irmãos, teria gostado de que, após a ressurreição do Senhor, a falta de fé não deixasse ninguém na dúvida. Mas Tomé trazia no coração, não só a sua própria incerteza, mas a de todos os homens. Já que teria de pregar a ressurreição às nações, queria saber, como bom trabalhador, sobre que fundamentos poderia edificar um mistério que exige tanta fé. E o Senhor mostrou a todos os apóstolos aquilo que Tomé pedira: «veio Jesus e mostrou-lhes as mãos e o lado» (Jo 20,19-20). Com efeito, Aquele que entrou estando as portas fechadas poderia ser tomado pelos discípulos por um espírito se não pudesse mostrar-lhes que era realmente Ele; e as chagas eram o sinal da sua Paixão.


Depois aproximou-se de Tomé e disse-lhe: «Mete a tua mão no meu lado e não sejas incrédulo, mas crente.» Que estas feridas que abres de novo façam correr a fé por todo o universo, elas que já tinham vertido a água do baptismo e o sangue do resgate (Jo 19,34). Tomé respondeu: «Meu Senhor e meu Deus!» Venham os incrédulos e compreendam e, como diz o Senhor, não sejam mais incrédulos, mas crentes. Tomé manifesta e proclama que não está ali apenas um corpo humano, mas que, pela Paixão do seu corpo de carne, Cristo é Deus e Senhor. Aquele que sai vivo da morte e que ressuscita das suas chagas é verdadeiro Deus.







segunda-feira, 1 de julho de 2013

Evangelho quotidiano

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Terça-feira, dia 02 de Julho de 2013

Terça-feira da 13ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : S. Bernardino Realino, presbítero, +1616, S. João Francisco Régis, presbítero, +1640

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Beato Charles de Foucauld : «Porque temeis?»

Livro de Génesis 19,15-29.

Naqueles dias, os anjos que se tinham hospedado de Lot insistiram com ele, dizendo: «Ergue-te, foge com a tua mulher e as tuas duas filhas que estão aqui, a fim de não morreres também tu no castigo de Sodoma.»
E como ele se demorava, os homens agarraram-no pela mão, a ele, à mulher e às duas filhas, porque o Senhor queria poupá-los, e conduziram-nos para fora da cidade.
Depois de os terem conduzido para fora, um dos mensageiros disse-lhe: «Escapa-te, se quiseres conservar a tua vida. Não olhes para trás nem te detenhas em parte alguma do vale. Foge para o monte, de contrário morrerás.»
Lot disse-lhe: «Não, Senhor, peço-te!
Este teu servo mereceu a tua benevolência, pois demonstraste a tua imensa generosidade para comigo, conservando-me a vida, mas não poderei fugir até ao monte, pois a destruição atingir-me-ia antes e eu morreria.
Há aqui perto uma cidade, na qual obterei refúgio. É muito pequena; permiti que eu vá para lá. É tão pequena! E salvarei a minha vida.»
Ele disse-lhe: «Concedo-te ainda o favor de não destruir a cidade a que te referes.
Apressa-te, porém, a refugiar-te nela, pois nada posso fazer antes de lá chegares.» Por isso, deram àquela cidade o nome de Soar.
Erguia-se o sol sobre a terra, quando Lot entrou em Soar.
Então, o Senhor fez cair do céu, sobre Sodoma e Gomorra, uma chuva de enxofre e de fogo, enviada pelo Senhor.
Destruiu estas cidades, todo o vale e todos os habitantes das cidades e até a vegetação da terra.
A mulher de Lot olhou para trás e ficou transformada numa estátua de sal.
Abraão levantou-se de manhã cedo e foi ao lugar onde tinha estado na presença do Senhor.
Voltando os olhos para o lado de Sodoma e Gomorra e para a extensão do vale, viu elevar-se da terra um fumo semelhante ao fumo de uma fornalha.
Ao destruir as cidades do vale, porém, Deus recordou-se de Abraão e salvou Lot do cataclismo com que arrasou as cidades onde habitava Lot.


Evangelho segundo S. Mateus 8,23-27.

Naquele tempo, Jesus subiu para o barco e os discípulos acompanharam-n'O.
Levantou-se, então, no mar, uma tempestade tão violenta, que as ondas cobriam o barco; entretanto, Jesus dormia.
Aproximando-se dele, os discípulos despertaram-no, dizendo-lhe: «Senhor, salva-nos, que perecemos!»
Disse-lhes Ele: «Porque temeis, homens de pouca fé?» Então, levantando-se, falou imperiosamente aos ventos e ao mar, e sobreveio uma grande calma.
Os homens, admirados, diziam: «Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Beato Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara
Meditação «Oito dias em Efrém», a tempestade acalmada

«Porque temeis?»

Meus filhos, seja o que for que vos aconteça, lembrai-vos de que Eu estou sempre convosco. Lembrai-vos de que, visível ou invisível, parecendo agir ou parecendo dormir e esquecer-vos, Eu velo sempre, estou em toda a parte e sou omnipotente. Nunca tenhais medo, nem preocupações: Eu estou presente, Eu velo, Eu amo-vos. […] Eu sou todo-poderoso. Que mais quereis? […] Lembrai-vos das tempestades que acalmei com uma palavra, transformando-as numa grande calmaria. Lembrai-vos da maneira como sustive Pedro quando caminhava sobre as águas (cf Mt 14,28ss). Estou sempre tão perto de cada homem como estou agora de vós. […] Tende confiança, fé, coragem; não vos inquieteis com o vosso corpo nem com a vossa alma (cf Mt 6,25), uma vez que Eu estou presente, sou omnipotente e vos amo.


Mas […] que a vossa confiança não nasça da negligência, da ignorância dos perigos, nem da confiança em vós mesmos ou noutras criaturas. […] Os perigos que correis são iminentes: os demónios, inimigos fortes e manhosos, a vossa natureza, o mundo, fazem-vos continuamente uma oposição encarniçada. […] Nesta vida, a tempestade é quase contínua e a vossa barca está sempre prestes a soçobrar. Mas Eu estou presente e comigo ela é insubmersível. Desconfiai de tudo e sobretudo de vós mesmos, mas tende em Mim uma confiança total, capaz de banir toda a inquietação.







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