terça-feira, 16 de junho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Quarta-feira, dia 17 de Junho de 2015

Quarta-feira da 11ª semana do Tempo Comum

S. Rainério de Pisa, peregrino, +1160

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo»

2 Cor. 9,6-11.

Irmãos: Lembrai-vos disto: Quem semeia pouco também colherá pouco e quem semeia abundantemente também colherá abundantemente.
Dê cada um segundo o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento, porque Deus ama aquele que dá com alegria.
E Deus é poderoso para vos cumular de todas as graças, de modo que, tendo sempre e em tudo o necessário, vos fique ainda muito para toda a espécie de boas obras,
como está escrito: «Repartiu com largueza pelos pobres; a sua justiça permanece para sempre».
Aquele que dá a semente ao semeador e o pão para alimento também vos dará a semente em abundância e multiplicará os frutos da vossa justiça.
Sereis enriquecidos em tudo e podereis praticar a mais larga generosidade, que fará subir, por nosso intermédio, a ação de graças a Deus.


Salmos 112(111),1-2.3-4.9.

Feliz o homem que teme o Senhor
e ama ardentemente os seus preceitos.
A sua descendência será poderosa sobre a terra,
será abençoada a geração dos justos.

Haverá em sua casa abundância e riqueza,
a sua generosidade permanece para sempre.
Brilha aos homens rectos, como luz nas trevas,
o homem misericordioso, compassivo e justo.


Ditoso o homem que se compadece e empresta
e dispõe das suas coisas com justiça.
Reparte do que é seu com os pobres;

a sua generosidade subsistirá para sempre.



Mateus 6,1-6.16-18.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Aliás, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está nos Céus.
Assim, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.
Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita,
para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
Quando rezardes, não sejais como os hipócritas, porque eles gostam de orar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.
Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
Quando jejuardes, não tomeis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto, para mostrarem aos homens que jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.
Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto,
para que os homens não percebam que jejuas, mas apenas o teu Pai, que está presente no que é oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
2º discurso sobre o Salmo 33

«Quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo»

Entrar no fundo da tua casa é entrar no teu coração. Felizes os que se alegram por entrar no seu próprio coração e nele não encontram mal. [...]


São de lamentar aqueles que, ao entrarem em sua casa, podem recear ser dela expulsos por causa de duras disputas com os seus. Mas muito mais infelizes são aqueles que não ousam sequer entrar na sua consciência, com medo de serem expulsos pelo remorso dos seus pecados. Se queres entrar com prazer no teu coração, purifica-o: «felizes os corações puros, porque verão a Deus» (Mt 5,8). Arranca do teu coração as nódoas da cupidez, as manchas da avareza, a úlcera da superstição; arranca os sacrilégios, os maus pensamentos, os ódios, não só para com os teus amigos mas também para com os teus inimigos. Arranca tudo isso; depois, entra no teu coração e nele serás feliz.







segunda-feira, 15 de junho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Terça-feira, dia 16 de Junho de 2015

Terça-feira da 11ª semana do Tempo Comum

S. Ciro, mártir, séc. IV, S. João Francisco Régis, presbítero, +1640

Comentário do dia
Isaac o Sírio : «Ele faz com que o sol se levante sobre os maus e os bons»

2 Cor. 8,1-9.

Queremos dar-vos a conhecer, irmãos, a graça que Deus concedeu às Igrejas da Macedónia.
No meio de grandes tribulações com que foram provadas, distribuíram generosamente e com transbordante alegria, apesar da sua extrema pobreza, os tesouros da sua liberalidade.
Sou testemunha de que eles, segundo as suas posses e para além das suas posses, nos pediram espontaneamente
e com muita insistência a graça de participarem neste serviço em favor dos cristãos de Jerusalém.
Ultrapassando as nossas esperanças, deram-se a si mesmos, primeiro ao Senhor, depois a nós, por vontade de Deus.
Por isso pedimos a Tito que levasse a bom termo entre vós esta obra de generosidade, como ele a tinha começado.
Portanto, já que sobressaís em tudo __ na fé, na eloquência, na ciência, em toda a espécie de atenções e na caridade que vos ensinámos __ procurai também sobressair nesta obra de generosidade.
Não vo-lo digo como quem manda, mas quero verificar, perante a solicitude dos outros, a sinceridade da vossa caridade.
Conheceis a generosidade de Nosso Senhor Jesus Cristo: Ele, que era rico, fez-Se pobre por vossa causa, para vos enriquecer pela sua pobreza.


Salmos 146(145),2.5-6.7.8-9a.

Hei-de louvar o Senhor, enquanto viver;
enquanto existir, hei-de cantar hinos ao meu Deus.
Feliz o que tem por auxílio o Deus de Jacob,
o que põe a sua confiança no Senhor, seu Deus,

Criador dos céus e da terra,
do mar e de tudo o que ele encerra.
O Senhor faz justiça aos oprimidos,
dá pão aos que têm fome

e a liberdade aos cativos.
O Senhor ilumina os olhos dos cegos,
o Senhor levanta os abatidos,
o Senhor ama os justos.

o Senhor protege os peregrinos,



Mateus 5,43-48.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito: 'Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo'.
Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem,
para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos.
Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos?
E se saudardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos?
Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Isaac o Sírio (século VII), monge perto de Mossul
Discursos ascéticos, 1.ª série, n.º 60

«Ele faz com que o sol se levante sobre os maus e os bons»

Anuncia a bondade de Deus. Pois, sendo tu indigno, Ele te guiará, e como Lhe deves tudo, Ele nada te exige. Em troca das pequenas coisas que fizeres, Ele te dará grandes coisas. Não digas de Deus apenas que Ele é justo. Porque não é  relativamente ao que fazes que Ele revela a sua justiça. Se David Lhe chama justo e recto (Sl 32,5), o seu Filho revelou-nos que, mais do que isso, Ele é bom e amável: «Ele é bom até para os ingratos e os maus» (Lc 6,35).


Como podes limitar-te a falar na justiça de Deus, quando lês o capítulo sobre o salário dos trabalhadores? «Em nada te prejudico, meu amigo. Não foi um denário que nós ajustámos? Leva, então, o que te é devido e segue o teu caminho, pois eu quero dar a este último tanto como a ti. Ou não me será permitido dispor dos meus bens como entender? Será que tens inveja por eu ser bom?» (Mt 20,13-15). Como se pode simplesmente dizer que Deus é justo se, ao lermos o capítulo do filho pródigo que dissipou as riquezas de seu pai na devassidão, nos é relatado que, tendo percebido a dor do filho, logo para este seu pai correu, se lhe atirou ao pescoço e lhe deu plenos poderes sobre toda a riqueza paterna? (Lc 15,11ss). Quem nos contou estas coisas acerca de Deus não foi alguém de quem possamos duvidar. Foi o seu próprio Filho: Ele próprio deu esse testemunho de Deus. Onde está portanto a justiça de Deus? Não é aqui: «quando ainda éramos pecadores é que Cristo morreu por nós»? (Rom 5,8). Se Deus Se mostra compassivo aqui na Terra, acreditemos que o é desde a eternidade.







domingo, 14 de junho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Segunda-feira, dia 15 de Junho de 2015

Segunda-feira da 11ª semana do Tempo Comum

Santa Maria Micaela do Santíssimo Sacramento, virgem, fundadora, +1865, Beata Albertina Berkenbrock, virgem, mártir, +1931

Comentário do dia
Santo Ireneu de Lyon : «A lei perfeita, a lei da liberdade» (Tg 1,25)

2 Cor. 6,1-10.

Irmãos: Como colaboradores de Deus, nós vos exortamos a que não recebais em vão a sua graça.
Porque Ele diz: «No tempo favorável, Eu te ouvi; no dia da salvação, vim em teu auxílio». Este é o tempo favorável, este é o dia da salvação.
Evitamos dar qualquer motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja desacreditado.
Mas mostramo-nos em tudo como ministros de Deus, com grande perseverança nas tribulações, nas necessidades, nas angústias,
nos açoites, nos tumultos, nas prisões, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns;
pela pureza, pela sabedoria, pela paciência, pela bondade, pelo espírito de santidade, pela caridade sem fingimento;
pela palavra da verdade, pelo poder de Deus; pelas armas ofensivas e defensivas da justiça;
na honra e na ignomínia, na difamação e na boa fama. Somos considerados como impostores, embora verdadeiros;
como desconhecidos, embora bem conhecidos; como agonizantes, embora estejamos com vida; como condenados, mas livres da morte;
como tristes, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como não tendo nada, mas possuindo tudo.


Salmos 98(97),1.2-3ab.3cd-4.

Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória.

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.

Os confins da terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.




Mateus 5,38-42.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito aos antigos: 'Olho por olho e dente por dente'.
Eu, porém, digo-vos: Não resistais ao homem mau. Mas se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda.
Se alguém quiser levar-te ao tribunal, para ficar com a tua túnica, deixa-lhe também o manto.
Se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, acompanha-o durante duas.
Dá a quem te pedir e não voltes as costas a quem te pede emprestado».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208), bispo, teólogo, mártir
Contra as Heresias, IV, 13, 3

«A lei perfeita, a lei da liberdade» (Tg 1,25)

A quem te tirar a túnica, diz Cristo, dá também o teu manto; a quem ficar com o que te pertence, não o reclames; e aquilo que quiserdes que os outros vos façam, fazei-o vós a eles (Mt 5,40; Lc 6,30-31). Deste modo, não nos entristeceremos como pessoas a quem arrebatam os bens contra a sua vontade, mas, pelo contrário, alegrar-nos-emos como pessoas que dão de bom grado, uma vez que faremos ao próximo um dom gratuito em vez de cedermos a uma pressão. E diz ainda: se alguém te obrigar a caminhar uma milha, caminha duas com ele; desse modo, não o seguimos como um escravo mas precedemo-lo como homens livres. Em todas as coisas, portanto, Cristo convida-te a tornares-te útil ao teu próximo, não considerando a sua maldade mas acrescentando a tua bondade. Convida-nos assim a tornar-nos semelhantes ao nosso Pai «que faz nascer o sol sobre os maus e sobre os bons e cair a chuva sobre os justos e sobre os injustos» (Mt 5,45).  

      

E isto não é obra de quem vem abolir a Lei mas de alguém que a cumpre e a alarga (Mt 5,17). O serviço da liberdade é um serviço mais amplo; o nosso libertador propõe-nos uma submissão e uma devoção mais profundas. Porque Ele não nos libertou das amarras da Lei antiga para que nos separemos dele {...] mas para que, tendo recebido mais abundantemente a sua graça, O amemos mais e, tendo-O amado mais, recebamos dele uma glória ainda maior quando estivermos para sempre na presença de seu Pai.







sábado, 13 de junho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Domingo, dia 14 de Junho de 2015

11º Domingo do Tempo Comum - Ano B
Décimo primeiro domingo do tempo comum (semana III do saltério)

S. Fernando de Portugal, o Infante Santo, Beata Francisca de Jesus (Nhá Xica), +1895

Comentário do dia
São Pedro Crisólogo : «Mas, uma vez semeado, cresce e ultrapassa todas as plantas do horto»

Ezeq. 17,22-24.

Eis o que diz o Senhor Deus: «Do cimo do cedro frondoso, dos seus ramos mais altos, Eu próprio arrancarei um ramo novo e vou plantá-lo num monte muito alto.
Na excelsa montanha de Israel o plantarei, e ele lançará ramos e dará frutos e tornar-se-á um cedro majestoso. Nele farão ninho todas as aves, toda a espécie de pássaros habitará à sombra dos seus ramos.
E todas as árvores do campo hão-de saber que Eu sou o Senhor; humilho a árvore elevada e elevo a árvore modesta, faço secar a árvore verde e reverdeço a árvore seca. Eu, o Senhor, digo e faço».


Salmos 92(91),2-3.13-16.

É bom louvar o Senhor
e cantar salmos ao vosso nome, ó Altíssimo,
proclamar pela manhã a vossa bondade
e durante a noite a vossa fidelidade.

O justo florescerá como a palmeira,
crescerá como o cedro do Líbano;
plantado na casa do Senhor,
florescerá nos átrios do nosso Deus.

Mesmo na velhice dará o seu fruto,
cheio de seiva e de vigor,
para proclamar que o Senhor é justo:
n'Ele, que é o meu refúgio, não há iniquidade.




2 Cor. 5,6-10.

Irmãos: Nós estamos sempre cheios de confiança, sabendo que, enquanto habitarmos neste corpo, vivemos como exilados, longe do Senhor,
pois caminhamos à luz da fé e não da visão clara.
E com esta confiança, preferíamos exilar-nos do corpo, para irmos habitar junto do Senhor.
Por isso nos empenhamos em ser-Lhe agradáveis, quer continuemos a habitar no corpo, quer tenhamos de sair dele.
Todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que receba cada qual o que tiver merecido, enquanto esteve no corpo, quer o bem, quer o mal.


Marcos 4,26-34.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra.
Dorme e levanta-se, noite e dia, enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como.
A terra produz por si, primeiro a planta, depois a espiga, por fim o trigo maduro na espiga.
E quando o trigo o permite, logo se mete a foice, porque já chegou o tempo da colheita».
Jesus dizia ainda: «A que havemos de comparar o reino de Deus? Em que parábola o havemos de apresentar?
É como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes que há sobre a terra;
mas, depois de semeado, começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo de tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra».
Jesus pregava-lhes a palavra de Deus com muitas parábolas como estas, conforme eram capazes de entender.
E não lhes falava senão em parábolas; mas, em particular, tudo explicava aos seus discípulos.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 98, 1-2; CCL 24A, 602

«Mas, uma vez semeado, cresce e ultrapassa todas as plantas do horto»

Irmãos, ouvistes que o Reino dos céus, em toda a sua grandeza, é parecido a um grão de mostarda. [...] É apenas isto que os crentes esperam? É isto que os fiéis aguardam? [...] É isto «que o olho não viu, nem o ouvido ouviu, nem jamais veio ao coração do homem»? É isto que o apóstolo Paulo promete e que está reservado, no mistério inexprimível da salvação, àqueles que amam? (1Cor 2,9) Não nos deixemos desconcertar pelas palavras do Senhor. Se, de facto, «a fraqueza de Deus é mais forte do que o homem, e a loucura de Deus é mais sábia do que o homem» (1Cor 1,25), essa pequena coisa que é o bem de Deus é mais esplêndida do que a imensidão do mundo.


Possamos nós semear no nosso coração esta semente de mostarda, de modo que ela venha a ser a grande árvore do conhecimento (Gn 2,9), elevando-se em toda a sua altura para elevar os nossos pensamentos para o céu, e desenvolvendo todos os ramos da inteligência. [...]


Cristo é o Reino. Como se fosse um grão de mostarda, Ele foi lançado num jardim, o corpo da Virgem. Cresceu e tornou-Se a árvore da cruz que cobre a terra inteira. Depois de ter sido esmagado pela Paixão, o seu fruto produziu sabor suficiente para dar o seu bom gosto e o seu aroma a todos os seres vivos que nele tocam. Pois, enquanto a semente de mostarda está intacta, as suas virtudes permanecem ocultas, mas desenvolvem toda a sua pujança quando a semente é esmagada. Da mesma forma, Cristo quis que o seu corpo fosse esmagado para que a sua força não ficasse oculta. [...] Cristo é Rei, porque é a fonte de toda a autoridade. Cristo é o Reino, pois nele está toda a glória do seu reino.







sexta-feira, 12 de junho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Sabado, dia 13 de Junho de 2015

Santo António de Lisboa, presbítero e doutor - Festa

Santo António de Lisboa, presbítero, Doutor da Igreja, +1231

Comentário do dia
São João Crisóstomo : O sal da terra

Sirac 39,8-14.

Aquele que medita na lei do Altíssimo, se for do agrado do Senhor omnipotente, será cheio do espírito de inteligência.
Então ele derramará, como chuva, as suas palavras de sabedoria e na sua oração louvará o Senhor.
Adquirirá a retidão do julgamento e da ciência e refletirá nos mistérios de Deus.
Fará brilhar a instrução que recebeu e a sua glória estará na lei da aliança do Senhor.
Muitos louvarão a sua inteligência, que jamais será esquecida.
Não desaparecerá a sua memória e o seu nome viverá de geração em geração.
As nações proclamarão a sua sabedoria e a assembleia celebrará os seus louvores.


Salmos 19(18),8-11.

A lei do Senhor é perfeita,
ela reconforta a alma.
As ordens do Senhor são firmes
e dão sabedoria aos simples.

Os preceitos do Senhor são retos
e alegram o coração.
Os mandamentos do Senhor são claros
e iluminam os olhos.

O temor do Senhor é puro
e permanece eternamente.
Os juízos do Senhor são verdadeiros,
todos eles são retos.

São mais preciosos que o ouro,
o ouro mais fino;
são mais doces que o mel,
o puro mel dos favos.




Mateus 5,13-19.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da terra. Mas se ele perder a força, com que há de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte;
nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa.
Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus.
Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas completar.
Em verdade vos digo: Antes que passem o céu e a terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra.
Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no reino dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no reino dos Céus».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Sermões sobre S. Mateus, nº 15

O sal da terra

«Vós sois o sal da terra», diz o Salvador, mostrando-lhes a necessidade de todos os preceitos que acaba de enunciar. «A minha palavra, diz-lhes, não vos será confiada apenas para a vossa própria vida, mas para o mundo inteiro. Não vos envio a duas cidades, a dez ou a vinte, nem a um só povo, como outrora os profetas. Envio-vos à terra, ao mar, a toda a criação (Mc 16,15), a toda a parte onde o mal abunda.»

      

Na verdade, ao dizer-lhes: «Vós sois o sal da terra», indicou-lhes que toda a natureza humana está insossa, corrompida pelo pecado; e que será pelo seu ministério que a graça do Espírito Santo regenerará e conservará o mundo. É por isso que lhes ensina as virtudes das bem-aventuranças, que são as mais necessárias e eficazes para estes homens que vão dedicar-se à multidão. Aquele que é manso, modesto, misericordioso e justo não encerra em si mesmo as boas acções que realiza; quer que essas belas fontes jorrem também para bem dos outros. Aquele que tem o coração puro, que é construtor da paz, que sofre perseguição pela verdade consagra a sua vida ao bem dos outros.







quinta-feira, 11 de junho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Sexta-feira, dia 12 de Junho de 2015

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, solenidade - Ano B
Sagrado Coração de Jesus (ofício próprio)Nossa Senhora do Sameiro

Beato Ludovico Mzyk, presbítero, e companheiros mártires (+1940), Santa Paula Frassinetti, virgem, fundadora, +1882

Comentário do dia
São Boaventura : Eis o coração que tanto amou os homens

Oseias 11,1.3-4.8c-9.

Eis o que diz o Senhor: «Quando Israel era ainda criança, já Eu o amava; do Egito chamei o meu filho.
Eu ensinava Efraim a andar e trazia-o nos braços; mas não compreenderam que era Eu quem cuidava deles.
Atraía-os com laços humanos, com vínculos de amor. Tratava-os como quem pega um menino ao colo, inclinava-Me para lhes dar de comer.
O meu coração agita-se dentro de Mim, estremece de compaixão.
Não cederei ao ardor da minha ira, nem voltarei a destruir Efraim. Porque Eu sou Deus e não homem, sou o Santo no meio de ti e não venho para destruir».


Is. 12,2-3.4bcd.5-6.

Deus é o meu Salvador,
tenho confiança e nada temo.
O Senhor é a minha força e o meu louvor,
Ele é a minha salvação.

Tirareis água, com alegria,
das fontes da salvação.
Agradecei ao Senhor,
bendizei o seu nome.

Anunciai aos povos a grandeza das suas obras,
proclamai a todos que o seu nome é santo.
Cantai ao Senhor, porque Ele fez maravilhas,
anunciai-as em toda a terra.

Entoai cânticos de alegria e exultai,
habitantes de Sião:
porque é grande no meio de vós
o Santo de Israel.




Efésios 3,8-12.14-19.

Irmãos: A mim, o último de todos os cristãos, foi concedida a graça de anunciar aos gentios a insondável riqueza de Cristo
e de manifestar a todos como se realiza o mistério escondido, desde toda a eternidade, em Deus, criador de todas as coisas.
E agora é por meio da Igreja que se dá a conhecer aos principados e potestades celestes a multiforme sabedoria de Deus,
realizada, conforme o seu eterno desígnio, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Assim, é pela fé em Cristo que podemos aproximar-nos de Deus com toda a confiança.
Por isso, dobro os joelhos diante do Pai,
de quem recebe o nome toda a paternidade nos céus e na terra,
para que Se digne, segundo as riquezas da sua glória, armar-vos poderosamente pelo seu Espírito, para que se fortifique em vós o homem interior
e Cristo habite pela fé em vossos corações. Assim, profundamente enraizados na caridade,
podereis compreender, com todos os cristãos, a largura, o comprimento, a altura e a profundidade
do amor de Cristo, que ultrapassa todo o conhecimento, e assim sejais totalmente saciados na plenitude de Deus.


João 19,31-37.

Por ser  a Preparação da Páscoa, e para evitar que no sábado ficassem os corpos na cruz, porque aquele sábado era um dia muito solene, os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.
Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com ele.
Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas,
mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.
Aquele que viu é que dá testemunho, e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis.
Assim aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: «Nenhum osso lhe será quebrado».
Diz ainda outra passagem da Escritura: «Hão-de olhar para Aquele que trespassaram».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja
A Árvore da Vida, 29-30. Opera omnia 8, 79

Eis o coração que tanto amou os homens

Contempla, ó homem que foste salvo, Aquele que por ti foi pregado na cruz. [...] Levanta-te, tu que amas a Cristo, sê como a pomba «que faz o seu ninho no fundo da fresta» (Jer 48,28); aí, «como o passarinho que encontrou a sua morada» (Sl 83.4), vigiarás permanentemente, e como a toutinegra abrigarás os teus filhinhos e estenderás a boca para «beber água das fontes da salvação» (Is 12,3). Com efeito, essa é «a fonte que, brotando no meio do Éden, se divide em quatro braços» (Gn 2,10) e, derramada nos corações dos fiéis, irriga e fecunda a terra inteira. [...]


Corre, pois, até essa fonte de vida e de luz com um vivo desejo, sejas tu quem fores, e, no teu amor a Deus, grita-Lhe com toda a força do teu coração: «Ó beleza inefável do Altíssimo, esplendor puríssimo da luz eterna, vida que vivificas toda a vida, claridade que iluminas toda a luz e conservas em eterno fulgor os diversos astros que brilham diante do trono da tua divindade desde o início dos tempos! Ó torrente eterna e inacessível, límpida e suave, cuja fonte está escondida aos olhos de todos os mortais! A tua profundeza é sem fundo, a tua altura sem limites, a tua largura sem margens, a tua pureza sem qualquer mancha. É de Ti que emana "o rio que alegra a cidade de Deus" (Sl 45,5), [...] para que Te cantemos hinos de louvor, "em explosão de alegria e de acção de graças" (Sl 41,5), pois sabemos por experiência que "junto a Ti está a fonte da vida e na tua luz veremos a luz" (Sl 35,10).»







quarta-feira, 10 de junho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Quinta-feira, dia 11 de Junho de 2015

S. Barnabé, apóstolo - memória

S. Barnabé, Apóstolo, séc. I

Comentário do dia
Concílio Vaticano II: «Proclamai que o Reino do Céu está perto»

Actos 11,21b-26.13,1-3.

Naqueles dias, foi grande o número dos que abraçaram a fé e se converteram ao Senhor.
A notícia chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém e mandaram Barnabé a Antioquia.
Quando este chegou e viu a ação da graça de Deus, encheu-se de alegria e exortou a todos a que se conservassem fiéis ao Senhor, de coração sincero;
era realmente um homem bom e cheio do Espírito Santo e de fé. Assim uma grande multidão aderiu ao Senhor.
Então Barnabé foi a Tarso procurar Saulo
e, tendo-o encontrado, trouxe-o para Antioquia. Passaram juntos nesta Igreja um ano inteiro e ensinaram muita gente. Foi em Antioquia que, pela primeira vez, se deu aos discípulos o nome de «cristãos».
Na Igreja de Antioquia havia profetas e doutores: Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaen, irmão colaço do tetrarca Herodes e Saulo.
Estando eles a celebrar o culto do Senhor e a jejuar, disse-lhes o Espírito Santo: «Separai Barnabé e Saulo para o trabalho a que os chamei».
Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir.


Salmos 98(97),1.2-3ab.3c-4.5-6.

Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço

Lhe deram a vitória.
O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.

Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.
Os confins da terra puderam ver

Aclamai o Senhor, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.
Cantai ao Senhor ao som da cítara,

ao som da cítara e da lira;
ao som da tuba e da trombeta,
aclamai o Senhor, nosso Rei.




Mateus 10,7-13.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus Apóstolos: «Ide e proclamai que está próximo o reino dos Céus .
Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça».
Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos;
nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento.
Em qualquer cidade ou aldeia onde entrardes, procurai saber se há nela alguém que seja digno, e permanecei em sua casa até partirdes.
Ao entrardes numa casa, saudai-a.
Se essa casa for digna, a vossa paz desça sobre ela; se não for digna, volte para vós.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Concílio Vaticano II
Mensagem aos Jovens, 8 de Dezembro de 1965

«Proclamai que o Reino do Céu está perto»

É finalmente a vós, rapazes e raparigas de todo o mundo, que o Concílio quer dirigir a sua última mensagem — pois sereis vós a recolher o facho das mãos dos vossos antepassados e a viver no mundo no momento das mais gigantescas transformações da sua história, sois vós quem, recolhendo o melhor do exemplo e do ensinamento dos vossos pais e mestres, ides constituir a sociedade de amanhã: salvar-vos-eis ou perecereis com ela.


A Igreja, durante quatro anos, tem estado a trabalhar para um rejuvenescimento do seu rosto, para melhor responder à intenção do seu Fundador, o grande vivente, o Cristo eternamente jovem. E no termo desta importante «revisão de vida», volta-se para vós. É para vós, os jovens, especialmente para vós, que ela acaba de acender, pelo seu Concílio, uma luz: luz que iluminará o futuro, o vosso futuro.


A Igreja deseja que esta sociedade que vós ides constituir respeite a dignidade, a liberdade, o direito das pessoas: e estas pessoas sois vós. Deseja em especial que esta sociedade deixe espalhar-se o seu tesoiro sempre antigo e sempre novo, a fé, e que as vossas almas possam banhar-se livremente nos seus clarões benéficos. Tem confiança que vós encontrareis uma força e uma alegria tais, que não chegareis a ser tentados, como alguns dos vossos antepassados, a ceder à sedução das filosofias do egoísmo e do prazer, ou às do desespero e do nada, e que perante o ateísmo, fenómeno de cansaço e de velhice, sabereis afirmar a vossa fé na vida e no que dá sentido à vida: a certeza da existência de um Deus justo e bom.







terça-feira, 9 de junho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Quarta-feira, dia 10 de Junho de 2015

Quarta-feira da 10ª semana do Tempo Comum

Santo Anjo da Guarda de Portugal

Comentário do dia
Bento XVI: «Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição»

2 Cor. 3,4-11.

Irmãos: É por Cristo que temos esta certeza diante de Deus:
Não é que por nós próprios possamos atribuir-nos seja o que for, como se viesse de nós. Essa capacidade vem de Deus.
Foi Ele que nos tornou capazes de sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, mas o Espírito dá vida.
Se o ministério da morte, gravado com letras sobre a pedra, se revestiu de tal glória, que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos no rosto de Moisés por causa do esplendor do seu rosto, - esplendor, aliás, passageiro
- quanto mais glorioso não há-de ser o ministério do Espírito?
Se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais glorioso será o ministério da justificação.
Na verdade, sob este aspeto, comparada com esta glória eminentemente superior, desvaneceu-se a glória do primeiro ministério.
Se o que era passageiro foi glorioso, muito mais glorioso será o que é permanente.


Salmos 99(98),5.6.7.8.9.

Aclamai o Senhor, nosso Deus,
prostrai-vos a seus pés:
Ele é santo.

Moisés e Aarão estão entre os seus sacerdotes
e Samuel entre os que invocam o seu nome;
invocavam o Senhor e Ele os atendia.

Falava-lhes da coluna de nuvem;
eles observavam os seus mandamentos
e os preceitos que lhes dera.

Senhor, nosso Deus, Vós os atendestes,
fostes para eles um Deus paciente,
embora castigásseis as suas faltas.

Aclamai o Senhor, nosso Deus,
e prostrai-vos diante da sua montanha santa:
é santo o Senhor, nosso Deus.




Mateus 5,17-19.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas completar.
Em verdade vos digo: Antes que passem o céu e a terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra.
Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no reino dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no reino dos Céus».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Bento XVI, papa de 2005 a 2013
Discurso de 19/08/2005 na sinagoga de Colónia, Alemanha (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)

«Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição»

No corrente ano comemora-se também o 40º aniversário da promulgação da Declaração «Nostra aetate», do Concílio Ecuménico Vaticano II, que abriu novas perspectivas nas relações judaico-cristãs, sob o signo do diálogo e da solidariedade. No número 4 desta Declaração recordam-se as nossas raízes comuns e o preciosíssimo património espiritual compartilhado por judeus e cristãos. Tanto os judeus como os cristãos reconhecem em Abraão o seu Pai na fé (cf Ga 3,7;  Rom 4,11ss), e têm como ponto de referência os ensinamentos de Moisés e dos profetas. Tanto a espiritualidade dos judeus como a dos cristãos recebe o alimento dos Salmos. Juntamente com o Apóstolo Paulo, os cristãos estão convencidos de que «os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis» (Rom 11,29; cf 9,6.11; 11,1ss). Em consideração da raiz judaica do cristianismo [...], o meu venerado Predecessor [...] asseverou: «Quem se encontra com Jesus Cristo, descobre o judaísmo.» [...]


Deus criou-nos a todos «à sua imagem» (Gn 1,27) [...]. Diante de Deus, todos os homens têm a mesma dignidade, independentemente do povo, da cultura ou da religião a que pertencem. Por este motivo, a Declaração «Nostra aetate» fala com grande estima também dos muçulmanos e dos fiéis pertencentes às outras religiões. Tendo como base a dignidade humana comum de todos, a Igreja Católica «reprova como contrária ao espírito de Cristo qualquer discriminação entre os homens, ou qualquer perseguição feita por questões de raça ou de cor, de condição social ou de religião» (n. 5). A Igreja está consciente do seu dever de transmitir, tanto mediante a catequese destinada aos jovens como em todos os aspectos da sua vida, esta doutrina às novas gerações [...]. Trata-se de uma tarefa de especial importância, dado que nos dias de hoje, infelizmente, voltam a surgir sinais de anti-semitismo e manifestações de várias formas de hostilidade generalizada em relação aos estrangeiros. Como deixar de ver nisto um motivo de preocupação e de vigilância? A Igreja Católica compromete-se – reitero-o nesta circunstância – em prol da tolerância, do respeito, da amizade e da paz entre todos os povos, culturas e religiões.







segunda-feira, 8 de junho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Terça-feira, dia 09 de Junho de 2015

Terça-feira da 10ª semana do Tempo Comum

Santo Efrém, diácono, Doutor da Igreja, +373, S. José de Anchieta, presbítero, +1597

Comentário do dia
São Cromácio de Aquileia : «Vós sois a luz do mundo»

2 Cor. 1,18-22.

Irmãos: Deus é testemunha fiel de que a nossa linguagem convosco não é sim e não.
Porque o Filho de Deus, Jesus Cristo, que nós pregámos entre vós __ eu, Silvano e Timóteo __ não foi sim e não, mas foi sempre um sim.
Todas as promessas de Deus são um sim em seu Filho. É por Ele que nós dizemos 'Amen' a Deus para sua glória.
Quem nos confirma em Cristo __ a nós e a vós __ é Deus. Foi Ele que nos concedeu a unção,
nos marcou com o seu sinal e imprimiu em nossos corações o penhor do Espírito.


Salmos 119(118),129.130.131.132.133.135.

São admiráveis as vossas ordens,
por isso a minha alma as observa.
A manifestação das vossas palavras ilumina
e dá inteligência aos simples.

Eu abro a minha boca e aspiro,
porque estou ávido dos vossos mandamentos.
Olhai para mim e tende piedade,
como fazeis aos que amam o vosso nome.

Firmai os meus passos segundo a vossa promessa
e que nenhuma iniquidade me domine.
Fazei brilhar a vossa face sobre o vosso servo
e dai-me a conhecer os vossos decretos.




Mateus 5,13-16.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da terra. Mas se ele perder a força, com que há de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte;
nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa.
Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Cromácio de Aquileia (?-407), bispo
Tratado 5 sobre São Mateus, 1.3-4: CCL 9405-406.407

«Vós sois a luz do mundo»

Diz São João na sua epístola: «Deus é luz» (1Jo 1,5); aquele que permanece em Deus está na luz, como Ele próprio está na luz. Uma vez que temos a alegria de estar livres das trevas e do erro, caminhemos sempre na luz, como verdadeiros filhos da luz. [...] É por isso que o Apóstolo diz: «Brilhais como astros no mundo. Conservai a palavra da vida» (Fl 2,15-16). Se não o fizermos, dir-se-á que, pela nossa infidelidade, para nossa desgraça e dos outros, obscurecemos e cobrimos com um véu esta luz tão necessária e benfazeja. [...]


Por isso, a lâmpada brilhante que foi acesa para a nossa salvação deve luzir permanentemente em nós. Com efeito, possuímos a luz da lei celeste e da graça espiritual sobre a qual David disse: «A tua palavra é farol para os meus passos e luz para os meus caminhos» (Sl 118,105). [...] Não podemos, pois, esconder dos nossos olhos essa luz da lei e da fé, mas devemos elevá-la na Igreja como um candelabro, para que gozemos realmente da luz da Verdade e para que todos os crentes sejam por ela iluminados.







domingo, 7 de junho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Segunda-feira, dia 08 de Junho de 2015

Segunda-feira da 10ª semana do Tempo Comum

Beato Francisco Aranha, religioso, mártir, +1583, Beata Maria do Divino Coração, religiosa, +1899, Santa Quitéria, virgem, mártir, séc. II

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Verão a Deus»

2 Cor. 1,1-7.

Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo, por vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à Igreja de Deus que está em Corinto e aos cristãos que vivem em toda a Acaia:
A graça e a paz vos sejam dadas da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda a consolação.
Ele nos conforta em todas as tribulações, para podermos consolar aqueles que estão atribulados, por meio da consolação que nós mesmos recebemos de Deus.
Na verdade, assim como abundam em nós os sofrimentos de Cristo, também por Cristo abunda a nossa consolação.
Se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação. Se somos consolados, é para vossa consolação, a fim de suportardes com fortaleza os mesmos sofrimentos que nós suportamos.
A nossa esperança a vosso respeito é firme, porque sabemos que, participando nos sofrimentos, também participareis na consolação.


Salmos 34(33),2-3.4-5.6-7.8-9.

A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor:

escutem e alegrem-se os humildes.
Enaltecei comigo ao Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.

Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.
Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,

o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

O Anjo do Senhor protege os que O temem e defende-os dos perigos.
Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que n'Ele se refugia.




Mateus 5,1-12.

Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n'O os discípulos
e Ele começou a ensiná-los, dizendo:
«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós.
Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa. Assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja
Sermão 53

«Verão a Deus»

Nós queremos ver Deus, procuramos vê-Lo, desejamos ardentemente vê-Lo. Quem não tem esse desejo? Mas repara no que diz o Evangelho: «Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.» Age de forma a que O vejas. Comparando com as realidades materiais, como poderás contemplar o sol nascente se os teus olhos estiverem doentes? Se os teus olhos estiverem sãos, essa luz será para ti um prazer; se estiverem doentes, será um suplício. Naturalmente que não te será permitido ver com um coração impuro o que só se pode ver com um coração puro. Serás afastado, desviado; não verás.


Quantas vezes proclamou o Senhor que os homens seriam «felizes»? Que motivos de felicidade citou Ele, que boas obras, que dons, que méritos e que recompensas? Nenhuma outra bem-aventurança afirma: «Verão a Deus.» Eis como são enunciadas as outras: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. Felizes os que choram, porque serão consolados. Felizes os mansos, porque possuirão a terra. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.» Portanto, nenhuma outra afirma: «Verão a Deus.»


A visão de Deus é prometida aos homens de coração puro. E não é sem razão, porque os olhos que permitem ver a Deus são os olhos do coração. É desses olhos que fala o apóstolo Paulo quando diz: «Possa Ele iluminar os olhos do vosso coração» (Ef 1,18). No tempo presente, esses olhos, por causa da sua fraqueza, são iluminados pela fé; mais tarde, por causa do seu vigor, serão iluminados pela visão. «Vemos actualmente uma imagem obscura, como que num espelho; nesse dia, veremos face a face» (1Cor 13,12).







sábado, 6 de junho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Domingo, dia 07 de Junho de 2015

SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO - solenidade - Ano B
Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Festa do Corpo de Deus) (ofício próprio)

Beata Ana de São Bartolomeu, virgem, religiosa, +1626

Comentário do dia
Antigo hino para o sábado santo: «Isto é o Meu sangue, o sangue da nova aliança, que será derramado por vós e por todos»

Ex. 24,3-8.

Naqueles dias, Moisés veio comunicar ao povo todas as palavras do Senhor e todas as suas leis. O povo inteiro respondeu numa só voz: «Faremos tudo o que o Senhor ordenou».
Moisés escreveu todas as palavras do Senhor. No dia seguinte, levantou-se muito cedo, construiu um altar no sopé do monte e ergueu doze pedras pelas doze tribos de Israel.
Depois mandou que alguns jovens israelitas oferecessem holocaustos e imolassem novilhos, como sacrifícios pacíficos ao Senhor.
Moisés recolheu metade do sangue, deitou-o em vasilhas e derramou a outra metade sobre o altar.
Depois, tomou o Livro da Aliança e leu-o em voz alta ao povo, que respondeu: «Faremos quanto o Senhor disse e em tudo obedeceremos».
Então, Moisés tomou o sangue e aspergiu com ele o povo, dizendo: «Este é o sangue da aliança que o Senhor firmou convosco, mediante todas estas palavras».


Salmos 116(115),12-13.15.16bc.17-18.

Como agradecerei ao Senhor
tudo quanto Ele me deu?
Elevarei o cálice da salvação,

invocando o nome do Senhor.
É preciosa aos olhos do Senhor a morte dos seus fiéis.
Senhor, sou vosso servo, filho da vossa serva:

quebrastes as minhas cadeias.
Oferecer-Vos-ei um sacrifício de louvor, invocando, Senhor, o vosso nome.
Cumprirei as minhas promessas ao Senhor na presença de todo o povo.




Heb. 9,11-15.

Irmãos: Cristo veio como sumo sacerdote dos bens futuros. Atravessou o tabernáculo maior e mais perfeito, que não foi feito por mãos humanas, nem pertence a este mundo,
e entrou de uma vez para sempre no Santuário. Não derramou sangue de cabritos e novilhos, mas o seu próprio Sangue, e alcançou-nos uma redenção eterna.
Na verdade, se o sangue de cabritos e de toiros e a cinza de vitela, aspergidos sobre os que estão impuros, os santificam em ordem à pureza legal,
quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno Se ofereceu a Deus como vítima sem mancha, purificará a nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!
Por isso, Ele é mediador de uma nova aliança, para que, intervindo a sua morte para remissão das transgressões cometidas durante a primeira aliança, os que são chamados recebam a herança eterna prometida.


Marcos 14,12-16.22-26.

No primeiro dia dos Ázimos, em que se imolava o cordeiro pascal, os discípulos perguntaram a Jesus: «Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?».
Jesus enviou dois discípulos e disse-lhes: «Ide à cidade. Virá ao vosso encontro um homem com uma bilha de água. Segui-o
e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa: «O Mestre pergunta: Onde está a sala, em que hei-de comer a Páscoa com os meus discípulos?».
Ele vos mostrará uma grande sala no andar superior, alcatifada e pronta. Preparai-nos lá o que é preciso».
Os discípulos partiram e foram à cidade. Encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito e prepararam a Páscoa.
Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, recitou a bênção e partiu-o, deu-o aos discípulos e disse: «Tomai: isto é o meu corpo».
Depois tomou um cálice, deu graças e entregou-lho. E todos beberam dele.
Disse Jesus: «Este é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado pela multidão dos homens.
Em verdade vos digo: Não voltarei a beber do fruto da videira, até ao dia em que beberei do vinho novo no reino de Deus».
Cantaram os salmos e saíram para o monte das Oliveiras.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Antigo hino para o sábado santo
Borgia, Frammenti eucaristici antichissimi, pp. 46-50

«Isto é o Meu sangue, o sangue da nova aliança, que será derramado por vós e por todos»

Hoje contemplámos Nosso Senhor Jesus Cristo no altar.

Hoje alimentámo-nos do carvão em fogo, à sombra do qual cantam os querubins.

Hoje ouvimos a voz forte e suave, que nos dizia:


Este corpo queima os espinhos dos pecados, ilumina as almas dos homens.

Este corpo foi tocado pela hemorroísa, que ficou livre da sua enfermidade.

Ao ver este corpo, a filha da cananeia ficou sarada.

A pecadora aproximou-se deste corpo com toda a alma e ficou liberta do lodo dos seus pecados.

Este corpo foi tocado por Tomé, que o reconheceu, exclamando: «Meu Senhor e meu Deus!»

Este corpo, grande e altíssimo, é o fundamento da nossa salvação.


Outrora, Aquele que é o Verbo e a Vida disse-nos:

«Este sangue foi derramado por vós, para remissão dos pecados».

Nós bebemos, bem-amados, o sangue santo e imortal.

Nós bebemos, bem-amados, o sangue que correu do lado do Senhor,

que sara todas as doenças, que liberta todas as almas.

Nós bebemos o sangue pelo qual fomos resgatados.

Fomos comprados e instruídos, fomos iluminados.

Reparei, irmãos, no corpo que comemos!

Reparai, filhos, no sangue que nos inebriou!

Reparai na aliança concluída com o nosso Deus, e receai corar no dia terrível, no dia do juízo (cf 1Cor 11,29).


Quem poderá glorificar o mistério da graça?

Fomos julgados dignos de participar do dom.

Perseveremos até ao fim, para O ouvirmos dizer, na sua voz feliz, na sua voz suave e santa:

«Vinde benditos de meu Pai, recebei em herança o Reino que está preparado para vós» (Mt 25,34). [...]


Bem-amados, celebramos as maravilhas do baptismo de Jesus (cf Mc 10,38),

A sua sagrada e vivificante ressurreição,

Pela qual foi dada a salvação ao mundo.

Todos esperamos a sua feliz realização,

Na graça e na benevolência de Nosso Senhor Jesus Cristo:

A Ele a glória, a honra e a adoração.







sexta-feira, 5 de junho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Sabado, dia 06 de Junho de 2015

Sábado da 9ª semana do Tempo Comum

S. Norberto, bispo (Padroeiro da Boémia), +1134, S. Marcelino Champagnat, presbítero, fundador, 1840

Comentário do dia
Santa Teresa de Ávila : «Ela, da sua penúria, deitou tudo»

Tob. 12,1.5-15.20.

Naqueles dias, Tobit chamou seu filho Tobias e disse-lhe: «Filho, agora deves pagar o salário ao homem que foi contigo e acrescentar alguma gratificação».
Tobias chamou-o e disse-lhe: «Toma como salário metade de todos os bens que trouxemos e vai em paz».
Então Rafael chamou-os à parte e disse-lhes: «Bendizei a Deus e louvai-O diante de todos os seres vivos, pelo bem que vos fez. Glorificai e exaltai o seu nome. Anunciai dignamente as obras de Deus a todos os homens e não vos canseis de O louvar.
É bom guardar o segredo do rei, mas é uma honra manifestar e proclamar as obras de Deus. Praticai o bem e nenhum mal vos atingirá.
É boa a oração com o jejum, é boa a esmola com justiça. É melhor possuir pouco com justiça, do que muito com injustiça. É melhor dar esmola do que acumular muito ouro.
A esmola salva da morte e purifica de todo o pecado. Quem distribui esmola viverá longa vida,
mas quem comete pecados e injustiças é inimigo da própria vida.
Manifestar-vos-ei toda a verdade, sem nada vos ocultar. Já vos disse e repito: é bom guardar o segredo do rei, mas é uma honra manifestar e proclamar as obras de Deus.
Pois bem. Quando oráveis, tu e Sara, eu apresentava o memorial da vossa oração diante da glória do Senhor e o mesmo fazia quando sepultavas os mortos.
E quando te levantaste sem hesitar para ir sepultar aquele morto, então fui enviado para te pôr à prova.
Mas Deus enviou-me também para te curar, a ti e a Sara, tua nora.
Eu sou Rafael, um dos sete Anjos que estão ao serviço de Deus, na presença da glória do Senhor.
E agora, bendizei o Senhor sobre a terra e louvai a Deus. Eu vou subir para junto d'Aquele que me enviou».


Tob. 13,2.6.7.8.

Bendito seja Deus, que vive eternamente:
o seu reino permanece por todos os séculos.
Nas suas mãos está o castigo e o perdão, a vida e a morte,
nada e ninguém escapa ao seu poder.
Se vos converterdes a Ele de todo o coração
e praticardes a verdade na sua presença,

Ele voltar-Se-á para vós
e não mais vos esconderá a sua face.
Considerai o que Ele fez por vós
e proclamai bem alto a vossa gratidão.
Bendizei o Senhor da justiça
e glorificai o Rei dos séculos.

Na terra do meu exílio louvarei o Senhor,
anunciarei o seu poder e a sua grandeza
a um povo de pecadores.
Voltai-vos para Ele, pecadores,
e praticai a justiça na sua presença.
talvez vos mostre a sua benevolência

e use de misericórdia para convosco.



Marcos 12,38-44.

Naquele tempo, Jesus ensinava a multidão, dizendo: «Acautelai-vos dos escribas, que gostam de exibir longas vestes, de receber cumprimentos nas praças,
de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes.
Devoram as casas das viúvas com pretexto de fazerem longas rezas. Estes receberão uma sentença mais severa».
Jesus sentou-Se em frente da arca do tesouro a observar como a multidão deitava o dinheiro na caixa. Muitos ricos deitavam quantias avultadas.
Veio uma pobre viúva e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante.
Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros.
Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita descalça, doutora da Igreja
Poema «Vivo sin vivir en mí»

«Ela, da sua penúria, deitou tudo»

Vivo sem viver em mim;

E minha esperança é tal,

Que morro de não morrer.


Vivo já fora de mim

Desde que morro de amor;

Pois vivo no Senhor

Que me quis para Si.

Quando Lhe dei o coração,

Nele inscreveu estas palavras:

Morro de não morrer. [...]


Ah! que triste é a vida

Que não se alegra no Senhor!

E, se o amor é doce,

Não o é a longa espera;

Livra-me, meu Deus, desta carga,

Mais pesada que o ferro,

Pois morro de não morrer.


Vivo só da confiança

De que um dia hei-de morrer,

Pois pela morte é a vida

Que a esperança me promete.

Morte em que se ganha a vida,

Não tardes, que te espero,

Pois morro de não morrer.


Vede como é forte o amor (Cant 8,6);

Ó vida, não me sobrecarregues!

Vê o que apenas resta:

Para te ganhar, perder-te! (Lc 9,24)

Venha ela, a doce morte!

Que minha morte venha bem cedo,

Pois morro de não morrer.


Esta vida lá do alto,

Que é vida verdadeira,

Até que morra a vida cá de baixo

Enquanto se viver não se a tem.

Ó morte, não te escondas!

Que viva porque morro já,

Pois morro de não morrer.


Ó vida, que posso eu dar

A meu Deus, que vive em mim,

Senão perder-te, a ti,

Para merecer prová-Lo!

Desejo, morrendo, obtê-Lo,

Pois tenho tal desejo do meu Amado

Que morro de não morrer.







quinta-feira, 4 de junho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Sexta-feira, dia 05 de Junho de 2015

Sexta-feira da 9ª semana do Tempo Comum

S. Bonifácio, bispo, mártir, +754

Comentário do dia
Catecismo da Igreja Católica: «O próprio David Lhe chama Senhor»

Tob. 11,5-15a.

Naqueles dias, Ana, mulher de Tobit, estava sentada, percorrendo com a vista o caminho por onde seu filho Tobias devia voltar.
Quando verificou que ele estava a chegar, disse a Tobit: «O teu filho está a chegar com o homem que o acompanhou».
O Anjo Rafael tinha dito a Tobias, antes de que ele se aproximasse do pai: «Estou certo de que se abrirão os olhos de teu pai.
Unta-lhe os olhos com o fel de peixe: o remédio fará que as manchas se reduzam e desapareçam dos seus olhos. Teu pai vai recuperar a vista e verá a luz».
Ana correu a lançar-se ao pescoço de seu filho e disse-lhe: «Já te vejo, meu filho. Agora posso morrer». E começou a chorar.
Tobit levantou-se e, embora tropeçando, conseguiu sair pela porta do pátio.
Tobias foi ao seu encontro, com o fel de peixe na mão; soprou-lhe nos olhos, segurou-o e disse-lhe: «Coragem, pai!». Depois aplicou-lhe o remédio
e, com ambas as mãos, tirou-lhe uma espécie de pele dos cantos dos olhos
Então Tobit lançou-se-lhe ao pescoço e chorou, dizendo: «Já te vejo, meu filho, luz dos meus olhos».
E exclamou: «Bendito seja Deus, bendito seja o seu santo nome. Benditos sejam os seus santos Anjos por todos os séculos.
Porque Deus tinha-me ferido, mas compadeceu-Se de mim, e agora vejo meu filho Tobias».


Salmos 146(145),2abc.7.8-9a.9bc-10.

Louva, ó mimnha alma, o Senhor.
Hei-de louvar o Senhor enquanto viver.
Hei-de cantar salmos ao meu Deus,

O Senhor faz justiça aos oprimidos,
dá pão aos que têm fome
e a liberdade aos cativos.

O Senhor ilumina os olhos dos cegos,
o Senhor levanta os abatidos,
o Senhor ama os justos.

o Senhor protege os peregrinos,
ampara o órfão e a viúva.
mas entrava o caminho aos pecadores. 

O Senhor reina eternamente.
O teu Deus, ó Sião,
é Rei por todas as gerações.




Marcos 12,35-37.

Naquele tempo, Jesus ensinava no templo, dizendo: «Como podem os escribas dizer que o Messias é filho de David?
O próprio David afirmou, sob a ação do Espírito Santo: 'Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-Te à minha direita, até que Eu faça dos teus inimigos escabelo dos meus pés'.
O próprio David Lhe chama 'Senhor'. Como pode ser seu filho?». E a numerosa multidão escutava com prazer o que Jesus dizia.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Catecismo da Igreja Católica
§449-451

«O próprio David Lhe chama Senhor»

Na versão grega dos livros do Antigo Testamento, o nome inefável com o qual Deus Se revelou a Moisés, Iahweh, é traduzido por «Kýrios» [«Senhor«]. «Senhor» torna-se desde então o nome mais habitual para designar a própria divindade do Deus de Israel. É neste sentido forte que o Novo Testamento utiliza o título de «Senhor» para o Pai, e também - e aí está a novidade - para Jesus, reconhecido assim como o próprio Deus.


O próprio Jesus Se atribui de maneira velada este título quando discute com os fariseus o sentido do Salmo 110, mas também de modo explícito quando Se dirige aos seus apóstolos. Ao longo de toda a sua vida pública, os seus gestos de domínio sobre a natureza, sobre as doenças, sobre os demónios, sobre a morte e o pecado demonstravam a sua soberania divina.


É muito frequente, nos Evangelhos, as pessoas dirigirem-se a Jesus chamando-Lhe «Senhor». Este título exprime o respeito e a confiança dos que se aproximam de Jesus esperando que Ele os ajude e os cure; sob a moção do Espírito Santo, ele exprime o reconhecimento do mistério divino de Jesus. No encontro com Jesus ressuscitado, transforma-se numa expressão de adoração: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20,28); assume então uma conotação de amor e afeição que se tornará  peculiar à tradição cristã: «É o Senhor!» (Jo 21,7).


Ao atribuir a Jesus o título divino de «Senhor», as primeiras confissões de fé da Igreja afirmam, desde o início, que o  poder, a honra e a glória devidos a Deus Pai cabem também a Jesus, por Ele ser «de condição divina» (Fil 2,6) e o Pai ter manifestado esta soberania de Jesus ressuscitando-O dos mortos e exaltando-O na sua glória.


Desde o principio da história cristã, a afirmação do senhorio de Jesus sobre o mundo e sobre a história significa também o reconhecimento de que o homem não deve submeter a sua liberdade pessoal de maneira absoluta a nenhum poder terrestre, mas somente a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo: César não é «o Senhor«. A Igreja crê [...] que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontram no seu Senhor e Mestre.


A oração cristã é marcada pelo título «Senhor», quer se trate do convite à oração: «o Senhor esteja convosco», da conclusão da oração: «por Jesus Cristo nosso Senhor», ou ainda do grito cheio de confiança e de esperança: «Maran atha!» («o Senhor vem!») ou «Marana tha!» («Vem, Senhor!») (1Cor 16,22): «Amém, vem, Senhor Jesus!» (Ap 2,20).







quarta-feira, 3 de junho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Quinta-feira, dia 04 de Junho de 2015

5ª. feira da 9ª. semana do tempo comum

S. Pedro de Verona, presbítero, mártir, +1252, Santa Clotilde, viúva, +545

Comentário do dia
São Bernardo : «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração»

Tob. 6,10-11.7,1.9-17.8-4.

Naqueles dias, quando entraram na Média e já estavam perto de Ecbátana,
o Anjo Rafael disse ao jovem Tobias: «Esta noite ficaremos hospedados em casa de Raguel; ele é teu parente e tem uma filha chamada Sara».
Quando chegaram à cidade de Ecbátana, Tobias disse ao Anjo: «Irmão Azarias, leva-me imediatamente a casa de Raguel, nosso irmão». O Anjo levou-o a casa de Raguel, que encontraram sentado à porta do pátio. Eles saudaram-no primeiro e Raguel respondeu: «Sede bem-vindos, irmãos. Ainda bem que chegastes sãos e salvos». E levou-os para dentro de casa.
Depois de se lavarem e purificarem, sentaram-se à mesa. Tobias disse então a Rafael: «Irmão Azarias, pede a Raguel que me dê por esposa a minha prima Sara».
Raguel ouviu estas palavras e disse ao jovem: «Come e bebe e passa a noite tranquilo, porque ninguém tem mais direito de receber como esposa minha filha Sara, do que tu, meu irmão, nem eu tenho o direito de a conceder a outro, senão a ti, porque és o meu parente mais próximo. Devo contudo dizer-te a verdade, filho:
Já a dei a sete maridos da nossa linhagem e todos morreram na noite em que se aproximaram dela. Mas agora, filho, come e bebe». Tobias, porém, respondeu: «Não comerei nem beberei, antes que resolvas a minha situação». Disse Raguel: «Toma-a desde este momento, segundo a sentença do livro de Moisés. Pelo próprio Céu foi decidido que ela te seja entregue. Leva a tua prima para casa; doravante serás seu irmão e ela tua irmã. A partir de hoje, ela te pertence para sempre. E o Senhor do Céu, meu filho, vos faça felizes esta noite e vos conceda misericórdia e paz».
Raguel chamou sua filha Sara e ela aproximou-se. Tomando-a pela mão, entregou-a a Tobias, dizendo: «Recebe-a como esposa, segundo a lei e o decreto do livro de Moisés. Recebe-a e volta com ela, são e salvo para casa de teu pai. O Senhor do Céu vos dê boa viagem na sua paz».
Depois chamou a mãe da jovem e disse-lhe que trouxesse papel. Redigiu o contrato matrimonial, pelo qual dava Sara como esposa a Tobias, segundo a sentença da lei de Moisés.
Só então começaram a comer e a beber.
Raguel chamou sua mulher Edna e disse-lhe: «Irmã, prepara o outro quarto e leva Sara para lá».
Ela preparou o quarto, como lhe foi ordenado, e levou para lá sua filha. Chorou por causa dela; mas depois enxugou as lágrimas e disse:
«Tem confiança, minha filha. O Senhor do Céu transforme a tua tristeza em alegria. Tem confiança, minha filha». E saiu.
A seguir mataram um carneiro do rebanho e ofereceram-lhes cordial hospedagem.


Salmos 128(127),1-5.

Feliz de ti, que temes o Senhor
e andas nos seus caminhos.
Comerás do trabalho das tuas mãos,
serás feliz e tudo te correrá bem.

Tua esposa será como videira fecunda
no íntimo do teu lar;
teus filhos serão como ramos de oliveira
ao redor da tua mesa.

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.
De Sião te abençoe o Senhor:
vejas a prosperidade de Jerusalém
todos os dias da tua vida.




Marcos 12,28b-34.

Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um escriba e perguntou-Lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?».
Jesus respondeu: «O primeiro é este: 'Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor.
Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças'.
O segundo é este: 'Amarás o teu próximo como a ti mesmo'. Não há nenhum mandamento maior que estes».
Disse-Lhe o escriba: «Muito bem, Mestre! Tens razão quando dizes: Deus é único e não há outro além d'Ele.
Amá-l'O com todo o coração, com toda a inteligência e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios».
Ao ver que o escriba dera uma resposta inteligente, Jesus disse-lhe: «Não estás longe do reino de Deus». E ninguém mais se atrevia a interrogá-l'O.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja
Tratado do amor de Deus

«Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração»

O primeiro e o maior mandamento é este: «Amarás o Senhor teu Deus». Mas a nossa natureza é fraca; e o nosso primeiro degrau no amor é amarmo-nos a nós próprios, antes de mais por causa de nós próprios. [...] Para nos impedir de resvalar por este declive, Deus deu-nos o preceito de amar o nosso próximo como a nós a mesmos. [...] Ora, constatamos que isso não é possível sem Deus, sem reconhecermos que tudo vem dele e que sem Ele nada podemos. Neste segundo degrau, o homem volta-se para Deus, mas ainda O ama apenas por causa de si mesmo e não por Ele. [...]


Mas é preciso ter um coração de mármore ou de bronze para não sermos tocado pelo auxílio que Deus nos dá quando nos voltamos para Ele nas provações. Nas provações, é impossível não saborear como Ele é bom (Sl 33,9). E depressa começamos a amá-Lo mais por causa da doçura que nele encontramos do que por causa do nosso interesse. [...] Quando estamos nessa situação, não temos dificuldade em amar o nosso próximo como a nós mesmos. [...] Amamos os outros como somos amados, como Jesus Cristo nos amou. É esse o amor daquele que diz com o salmista: «Louvai o Senhor porque Ele é bom» (Sl 117,1). Louvar o Senhor, não porque Ele é bom para nós, mas simplesmente porque Ele é bom, amar a Deus por Deus e não por nós próprios, é o terceiro degrau do amor.


Felizes os que puderam subir até ao quarto degrau do amor: amar-se a si mesmos só com o amor de Deus. [...] Quando saberá a minha alma, voltada para o amor de Deus, esquecida de si própria, não se julgando mais do que um vaso quebrado, lançar-se para Deus para se perder nele e ser um mesmo espírito com Ele? (1Cor 6,17). Quando poderá dizer de si: «A minha carne e o meu coração desfalecem, mas o Senhor é para sempre a rocha do meu coração e a minha herança» (Sl 72,26)? Santos e felizes os que puderam experimentar qualquer coisa de semelhante durante esta vida mortal, mesmo que raramente, mesmo que uma única vez. Esta não é uma felicidade humana, é viver já no céu.







terça-feira, 2 de junho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Quarta-feira, dia 03 de Junho de 2015

S. Carlos Lwanga e Companheiros, mártires

S. Carlos Lwanga e companheiros, mártires do Uganda, padroeiros de África, +1885-87, Santo Ovídio, bispo lendário de Braga, mártir, séc. I

Comentário do dia
São Francisco de Assis : «Deles é o Reino do Céu»

2 Mac. 7,1-2.9-14.

Naqueles dias, aconteceu também que foram presos sete irmãos com a mãe, aos quais o rei, por meio de golpes de azorrague e de nervos de boi, quis obrigar a comer carnes de porco, proibidas pela lei.
Um deles, tomou a palavra e falou assim: «Que pretendes perguntar e saber de nós? Estamos prontos a antes morrer do que violar as leis dos nossos pais.»
Prestes a dar o último suspiro, disse: «Ó malvado, tu arrebatas-nos a vida presente, mas o rei do universo há-de ressuscitar-nos para a vida eterna, se morrermos fiéis às suas leis.»
Depois deste, torturaram o terceiro, o qual, mal lhe pediram a língua, deitou-a logo de fora e estendeu as mãos corajosamente.
E disse, cheio de confiança: «Do Céu recebi estes membros, mas agora menosprezo-os por amor das leis de Deus, mas espero recebê-los dele, de novo, um dia.»
O próprio rei e os que o rodeavam ficaram admirados com o heroísmo deste jovem, que nenhum caso fazia dos sofrimentos.
Morto também este, aplicaram os mesmos suplícios ao quarto,
o qual, prestes a expirar, disse: «É uma felicidade perecer à mão dos homens, com a esperança de que Deus nos ressuscitará; mas a tua ressurreição não será para a vida.»


Salmos 124(123),2-8.

Se o Senhor não estivesse do nosso lado,  
quando os homens se levantaram contra nós,
ter-nos-iam engolido vivos
quando a sua fúria ardia contra nós.  

As águas ter-nos-iam submergido,
a torrente teria passado sobre nós.  
Teriam passado sobre nós as águas turbulentas,
Bendito seja o Senhor,

que não nos entregou
como presa nos seus dentes.
A nossa vida escapou como um pássaro
do laço de caçadores:

rompeu-se o laço
e nós libertámo-nos.  
O nosso auxílio está no nome do Senhor,
que fez o céu e a terra.  




Romanos 8,31b-35.37-39.

Irmãos: Se Deus está por nós, quem estará contra nós?
Deus, que não poupou o seu próprio Filho, mas O entregou à morte por todos nós, como não havia de nos dar, com Ele, todas as coisas?
Quem acusará os eleitos de Deus, se Deus os justifica?
E quem os condenará, se Cristo morreu e, mais ainda, ressuscitou, está à direita de Deus e intercede por nós?
Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada?
Mas em tudo isso saímos mais do que vencedores, graças àquele que nos amou.
Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem as potestades,
nem a altura, nem o abismo, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus que está em Cristo Jesus, Senhor nosso.


Mateus 5,1-12.

Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n'O os discípulos
e Ele começou a ensiná-los, dizendo:
«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós.
Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa. Assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Francisco de Assis (1182-1226), fundador da Ordem dos Frades Menores
Admonições, §§13-17

«Deles é o Reino do Céu»

«Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.» Enquanto tudo corre à medida dos seus desejos, não se consegue saber quanta paciência e humildade tem um servo de Deus. Venham porém os tempos em que aqueles que deviam respeitar-lhe a vontade a contrariam, e a paciência será a que efectivamente tiver, e nada mais.


«Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu.» Há muitos que se entregam a longas orações e ofícios, e infligem ao corpo frequentes mortificações e abstinências. Mas por palavra que lhes pareça afronta ou injustiça, ou por coisa mais insignificante que lhes seja tirada, logo se indignam e perdem a paz da alma. Estes não são os verdadeiros pobres em espírito; o verdadeiro pobre em espírito é o que renuncia a si mesmo e não quer mal a quem lhe bate no rosto (Mc 8,34; Mt 5,39).


«Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.» Verdadeiros pacificadores são os que, apesar de todo o sofrimento por que hão-de passar por amor a nosso Senhor Jesus Cristo, conservam a alma e o corpo em paz.


«Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.» Têm verdadeiramente o coração puro os que desprezam os bens da Terra, os que procuram os do Céu e, purificados assim de quaisquer amarras da alma e do coração, adoram e contemplam incessante e unicamente o Senhor Deus, vivo e verdadeiro.







segunda-feira, 1 de junho de 2015

Evangelho do Dia 7 de fevereiro 2015


Terça-feira, dia 02 de Junho de 2015

Terça-feira da 9ª semana do Tempo Comum

Santos Marcelino e Pedro, mártires, +304

Comentário do dia
Santa Teresa de Ávila : «De quem é esta imagem?»

Tob. 2,9-14.

Eu, Tobit, naquela noite de Pentecostes, depois de ter sepultado o morto, tomei banho, entrei no pátio da minha casa e deitei-me junto ao muro do pátio, com o rosto descoberto por causa do calor.
E não reparei que no muro, por cima de mim, havia pardais. O seu excremento quente caiu-me nos olhos, produzindo neles manchas brancas. Fui ter com os médicos para me tratar, mas quanto mais me aplicavam remédios, mais me cegavam as manchas, até que fiquei completamente cego. Estive sem ver durante quatro anos e todos os meus parentes se entristeceram por minha causa. Aicar sustentou-me durante dois anos, antes de partir para Elimaida.
Entretanto, Ana, minha mulher, ocupava-se em trabalhos femininos:
enviava-os aos clientes e eles pagavam o preço. No dia sete do segundo mês, terminou uma encomenda e entregou-a aos clientes. Eles pagaram tudo e ainda lhe deram um cabrito.
Quando ela entrou em casa, o cabrito começou a berrar. Chamei então minha mulher e perguntei-lhe: «Donde vem este cabrito? Não terá sido roubado? Vai entregá-lo ao dono, porque não podemos comer nada roubado».
Ela respondeu-me: «É um presente que me deram além do pagamento». Mas eu não acreditei e insisti para que o entregasse ao dono. E por causa disto, estava indignado com ela. Então ela disse-me: «Onde estão as tuas esmolas? Onde estão as tuas boas obras? Agora tudo está claro a teu respeito».


Salmos 112(111),1-2.7bc-8.9.

Feliz o homem que teme o Senhor
e ama ardentemente os seus preceitos.
A sua descendência será poderosa sobre a terra,
será abençoada a geração dos justos.

Brilha aos homens rectos como luz nas trevas
o homem compassivo e justo.
Ele não receia más notícias,
seu coração está firme, confiado no Senhor.

O seu coração é inabalável, nada teme
e verá os adversários confundidos.
Ditoso o homem que se compadece e empresta
e dispõe das suas coisas com justiça.

Reparte do que é seu com os pobres;
a sua generosidade subsistirá para sempre.



Marcos 12,13-17.

Naquele tempo, foram enviados a Jesus alguns fariseus e partidários de Herodes para O surpreenderem no que dissesse.
Aproximaram-se e disseram: «Mestre, sabemos que és sincero e não Te deixas influenciar por ninguém, pois não fazes aceção de pessoas, mas ensinas com sinceridade o caminho de Deus. É lícito ou não pagar o tributo a César? Devemos pagar ou não?».
Mas Jesus, conhecendo a sua hipocrisia, respondeu-lhes: «Porque Me armais esse laço? Trazei-Me um denário para Eu ver».
Eles trouxeram-no e Jesus perguntou-lhes: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Eles responderam: «De César».
Então Jesus disse-lhes: «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus». E eles ficaram muito admirados com Jesus.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita descalça, doutora da Igreja
Poesias, nº 8: «Alma, buscar-te-ás em Mim»

«De quem é esta imagem?»

Alma, busca-te em Mim

E a Mim busca-me em ti.


Tão fielmente pôde o Amor

Alma, em Mim, te retratar

Como nenhum sábio pintor

Tua imagem figurar.


Foste, por amor, criada

Formosa, bela e assim

Dentro do meu ser pintada.

Se te perderes, minha amada,

Alma, procura-te em Mim.


Porque Eu sei que te acharás

Em meu peito retratada,

Tão ao vivo figurada

Que ao ver-te folgarás

Por te veres tão bem pintada.


E se acaso não souberes

Em que lugar Me perdi,

Não andes dali para aqui

Porque se encontrar Me quiseres

A Mim Me acharás em ti!


Em ti, que és meu aposento

És minha casa e morada,

Aí busco a cada momento

Em que do teu pensamento

Encontro a porta fechada.


Só em ti há que buscar-Me,

Que de ti nunca fugi;

Nada mais do que chamar-Me

E logo irei, sem tardar-Me,

E a Mim me acharás em ti!







Arquivo do blog

Quem sou eu

- Juventude Nova é um estilo de vida. Um novo jeito de ser. - Ser JN significa assumir e testemunhar uma vida nova, renovada por Jesus Cristo.