quinta-feira, 17 de setembro de 2015

domingo


Sexta-feira, dia 18 de Setembro de 2015

Sexta-feira da 24ª semana do Tempo Comum

S. José de Cupertino, religioso, +1663

Comentário do dia
São João Paulo II : «Acompanhavam-no os Doze e algumas mulheres»

1 Tim. 6,2c-12.

Caríssimo: Eis o que deves ensinar e recomendar:
Se alguém ensinar outra doutrina e não seguir as palavras salutares de Nosso Senhor Jesus Cristo e a doutrina conforme à piedade,
é um homem orgulhoso, um ignorante, um doente que se ocupa com questões e contendas de palavras. Daí nasce a inveja, a discórdia, os insultos, as suspeitas malévolas,
as altercações entre homens de espírito perverso, que perderam o sentido da verdade e veem na piedade uma fonte de lucro.
A piedade é realmente uma fonte de lucro para quem se contenta com o que tem.
Nada trouxemos para este mundo e nada podemos levar dele.
Se tivermos que comer e que vestir, estaremos contentes.
Mas aqueles que querem enriquecer caem em ciladas e tentações e em muitos desejos insensatos e funestos, que mergulham os homens na ruína e na perdição.
O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; alguns, ao tentarem alcançá-lo, transviaram-se da fé e atraíram sobre si muitos sofrimentos.
Mas tu, homem de Deus, evita tudo isso. Pratica a justiça e a piedade, a fé e a caridade, a perseverança e a mansidão.
Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e sobre a qual fizeste tão bela profissão de fé perante numerosas testemunhas.


Salmos 49(48),6-7.8-10.17-18.19-20.

Porque hei-de inquietar-me nos dias maus,
quando me cerca a iniquidade dos perseguidores,
dos que confiam na sua opulência
e se vangloriam na sua grande riqueza?
O homem não pode pagar o seu resgate,
não pode pagar a Deus a sua redenção.

É muito caro o resgate da sua vida
e ele nunca pagará o suficiente,
para prolongar indefinidamente a sua vida
e não experimentar a corrupção da morte.
Não te irrites se alguém enriquece
e aumenta a riqueza da sua casa.

Quando morrer, nada levará consigo,
a sua fortuna não o acompanhará.
Ainda que em vida se felicitasse:
«Louvar-te-ão porque trataste bem de ti»,
não deixará de ir para a companhia de seus pais,
que jamais verão a luz.




Lucas 8,1-3.

Naqueles tempo, Jesus ia de cidade em cidade, de aldeia em aldeia, proclamando e anunciando a boa nova do Reino de Deus. Acompanhavam-n'O os Doze
e algumas mulheres, que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demónios;
Joana, mulher de Cuza, administrador de Herodes; Susana e muitas outras, que os serviam com os seus bens.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Paulo II (1920-2005), papa
Mulieris Dignitatem, § 16

«Acompanhavam-no os Doze e algumas mulheres»

O facto de ser homem ou mulher não comporta nenhuma limitação, tal como não limita em absoluto a acção salvífica e santificante do Espírito no homem o facto de ser judeu ou grego, escravo ou livre, segundo as palavras bem conhecidas do apóstolo: «todos vós sois um só em Cristo Jesus» (Gal 3,28).


Esta unidade não anula a diversidade. O Espírito Santo, que opera essa unidade na ordem sobrenatural da graça santificante, contribui em igual medida para o facto de que se «tornem profetas os vossos filhos» e se tornem profetas «as vossas filhas» (Jl 3,1). «Profetizar» significa exprimir com a palavra e com a vida «as grandes obras de Deus» (cf Act 2,11), conservando a verdade e a originalidade de cada pessoa, seja homem ou mulher. A «igualdade» evangélica, a «paridade» da mulher e do homem no que se refere às «grandes obras de Deus», tal como se manifestou de modo tão límpido nas obras e nas palavras de Jesus de Nazaré, constitui a base mais evidente da dignidade e da vocação da mulher na Igreja e no mundo. Toda a vocação tem um sentido profundamente pessoal e profético. Na vocação assim entendida, a personalidade da mulher atinge uma nova medida: a medida das «grandes obras de Deus», das quais a mulher se torna sujeito vivo e testemunha insubstituível.







quarta-feira, 16 de setembro de 2015

domingo


Quinta-feira, dia 17 de Setembro de 2015

Quinta-feira da 24ª semana do Tempo Comum

S. Roberto Belarmino, bispo, Doutor da Igreja, +1621, Santa Hildegarda, monja, +1179

Comentário do dia
São Romano: «São-lhe perdoados os seus muitos pecados.»

1 Tim. 4,12-16.

Caríssimo: Ninguém te despreze por seres jovem. Sê, porém, um modelo para os fiéis, na palavra, na maneira de proceder, na caridade, na fé e na pureza.
Enquanto não chego, consagra-te à proclamação da Escritura, à exortação e ao ensino.
Não descuides o dom espiritual que recebeste e te foi concedido pela intervenção profética, com a imposição das mãos do presbitério.
Atende a estas coisas e persevera nelas, para que o teu progresso seja manifesto a todos.
Tem cuidado contigo e com o teu ensino e sê perseverante. Se assim procederes, salvar-te-ás a ti e àqueles que te ouvem.


Salmos 111(110),7-8.9.10.

Fiéis e justas são as obras das suas mãos,
imutáveis todos os seus preceitos,
irrevogáveis pelos séculos dos séculos,
estabelecidos na retidão e na verdade.

Enviou a redenção ao seu povo,
firmou com ele uma aliança eterna:
santo e venerável é o seu nome.
O temor do Senhor é o princípio da sabedoria,

são prudentes todos os que a praticam.
O louvor do Senhor permanece eternamente.



Lucas 7,36-50.

Naquele tempo, um fariseu convidou Jesus para comer com ele. Jesus entrou em casa do fariseu, e pôs-se à mesa.
Ora certa mulher, conhecida naquela cidade como pecadora, ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um frasco de alabastro com perfume.
Colocando-se por detrás dele e chorando, começou a banhar-lhe os pés com lágrimas; enxugava-os com os cabelos e beijava-os, ungindo-os com perfume.
Vendo isto, o fariseu que o convidara disse para consigo: «Se este homem fosse profeta, saberia quem é e de que espécie é a mulher que lhe está a tocar, porque é uma pecadora!»
Então, Jesus disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa para te dizer.» «Fala, Mestre» respondeu ele.
«Um prestamista tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta.
Não tendo eles com que pagar, perdoou aos dois. Qual deles o amará mais?»
Simão respondeu: «Aquele a quem perdoou mais, creio eu.» Jesus disse-lhe: «Julgaste bem.»
E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para os pés; ela, porém, banhou-me os pés com as suas lágrimas e enxugou-os com os seus cabelos.
Não me deste um ósculo; mas ela, desde que entrou, não deixou de beijar-me os pés.
Não me ungiste a cabeça com óleo, e ela ungiu-me os pés com perfume.
Por isso, digo-te que lhe são perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas àquele a quem pouco se perdoa pouco ama.»
Depois, disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados.»
Começaram, então, os convivas a dizer entre si: «Quem é este que até perdoa os pecados?»
E Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou. Vai em paz.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Romano, o Melodista (?-c. 560), compositor de hinos
Hino 21

«São-lhe perdoados os seus muitos pecados.»

Quando viu as palavras de Cristo espalharem-se por toda a parte como aromas, a pecadora começou a detestar o fedor que saía dos seus próprios actos: «Não fiz caso da misericórdia que Cristo tem para comigo, procurando-me quando por minha culpa me perdi. Porque é a mim que Ele procura em todo o lado; é por mim que janta em casa do fariseu, Ele que dá alimento ao mundo inteiro. Faz da mesa um altar de sacrifício onde Se oferece, perdoando as dívidas aos devedores, para que estes se aproximem com confiança dizendo: "Senhor, salva-me do abismo das minhas más obras."»


Ali acorreu avidamente e, desprezando as migalhas, tomou o pão; mais faminta que a cananeia (Mc 7,24 ss), saciou a sua alma vazia com igual fé. Não foi um apelo que a remiu, mas o silêncio, pois disse num soluço: «Senhor, salva-me do abismo das minhas más obras.»


Correu até casa do fariseu, precipitando-se na penitência. «Vamos, alma minha», disse, «chegou o momento que tanto pedias! Aquele que purifica está aqui, porque permaneces no abismo das tuas más obras? Vou ao seu encontro, pois foi por mim que Ele veio. Deixo os amigos do passado, porque desejo apaixonadamente Este que aqui está hoje; e, como Ele me ama, dou-Lhe o perfume e as lágrimas que trago. […] O desejo pelo Desejado transfigura-me e eu amo Aquele que me ama da maneira que Ele quer ser amado. Arrependo-me e a seus pés me rojo, como Ele espera; procuro o silêncio e o retiro, como Lhe agrada. Rompo com o passado, renunciando ao abismo das minhas más obras.»







terça-feira, 15 de setembro de 2015

domingo


Quarta-feira, dia 16 de Setembro de 2015

Quarta-feira da 24ª semana do Tempo Comum

S. Cornélio, papa, mártir, +253, S. Cipriano, bispo, mártir, +258

Comentário do dia
São Basílio : Deus não Se cansa de nos chamar à conversão

1 Tim. 3,14-16.

Caríssimo: Escrevo-te estas coisas na esperança de ir ter contigo muito em breve.
Mas se eu tardar, já sabes como deves proceder na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade.
É realmente grande o mistério da piedade: Ele foi manifestado na carne, justificado pelo Espírito, contemplado pelos Anjos, anunciado entre os gentios, acreditado no mundo, exaltado na glória.


Salmos 111(110),1-2.3-4.5-6.

Louvarei o Senhor de todo o coração
no conselho dos justos e na assembleia.
São grandes as obras do Senhor,
admiráveis para os que nelas meditam.

A sua obra é esplendor e majestade
e a sua justiça permanece eternamente.
Instituiu um memorial das suas maravilhas:
o Senhor é misericordioso e compassivo.

Deu sustento àqueles que O temem
e jamais se esquecerá da sua aliança.
Fez ver ao seu povo a força das suas obras,
para lhe dar a herança das nações.




Lucas 7,31-35.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «A quem, pois, compararei os homens desta geração? A quem são semelhantes?
Assemelham-se a crianças que, sentadas na praça, se interpelam umas às outras, dizendo: 'Tocámos flauta para vós, e não dançastes! Entoámos lamentações, e não chorastes!'
Veio João Baptista, que não come pão nem bebe vinho, e dizeis: 'Está possesso do demónio!'
Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizeis: 'Aí está um glutão e bebedor de vinho, amigo de cobradores de impostos e de pecadores!'
Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Basílio (c. 330-379), monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja
Grandes Regras monásticas, Prólogo

Deus não Se cansa de nos chamar à conversão

Até quando deixaremos de obedecer a Cristo, que nos chama para o seu Reino celeste? Até quando deixaremos de nos purificar? Nos não decidiremos a abandonar o nosso género habitual de vida, para seguir a fundo o Evangelho? Afirmamos desejar o Reino de Deus, mas não nos preocupamos excessivamente com os meios para o alcançar.


Pelo contrário, não nos preocupando minimamente com a observância dos mandamentos do Senhor, estamos convencidos, na vaidade do nosso espírito, de que somos dignos de receber a mesma recompensa que recebem aqueles que resistiram ao pecado até à morte. Mas quem é o homem que, tendo-se deitado em sua casa a dormir no tempo da sementeira, pode recolher braços cheios de espigas no tempo da colheita? Quem poderá fazer a vindima sem ter plantado e cultivado a vinha? Os frutos são para aqueles que trabalharam; as recompensas e as coroas, para aqueles que venceram. Foi jamais coroado atleta algum que não se tenha sequer despido para combater o adversário? E nem sequer basta vencer, é também necessário «lutar segundo as regras» (2Tim 2,5), como diz o apóstolo Paulo, isto é, segundo os mandamentos que nos foram dados.


Deus é bom, mas também é justo: o Senhor «ama a equidade e a justiça» (Sl 32,5); por isso, «celebrarei o amor e a justiça: para Vós, Senhor, hei-de cantar» (Sl 100,1). Vê com que discernimento usa o Senhor de misericórdia. Não é misericordioso sem examinar, como não julga sem piedade, porque «o Senhor é bondoso e previdente, o nosso Deus é misericordioso» (Sl 114,5). Não tenhamos, pois, uma ideia truncada de Deus; o seu amor por nós não deve ser um pretexto para sermos negligentes.







segunda-feira, 14 de setembro de 2015

domingo


Terça-feira, dia 15 de Setembro de 2015

Nossa Senhora das Dores – Memória Obrigatória
Nossa Senhora das Dores

Santa Catarina de Génova, viúva, +1510

Comentário do dia
São Boaventura : «Eis aí a tua mãe»

Heb. 5,7-9.

Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade.
Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento
e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna.


Salmos 31(30),2-3a.3bc-4.5-6.15-16.20.

Em Vós, Senhor, me refugio, jamais serei confundido, pela vossa justiça, salvai-me.
Inclinai para mim os vossos ouvidos,
apressai-vos em me libertar.
Sede a rocha do meu refúgio
porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,
por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.

Livrai-me da armadilha que me prepararam,
porque Vós sois o meu refúgio.
Em vossas mãos entrego o meu espírito,
Senhor, Deus fiel, salvai-me.
Eu, porém, confio no Senhor:
Disse: «Vós sois o meu Deus,

nas vossas mãos está o meu destino».
Livrai-me das mãos dos meus inimigos
e de quantos me perseguem.
Como é grande, Senhor, a vossa bondade
que tendes reservada para os que Vos temem:
à vista da vossa face, Vós a concedeis

àqueles que em Vós confiam.



João 19,25-27.

Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.
Ao ver sua Mãe e o discípulo predileto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho».
Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja
Os sete dons do Espírito Santo

«Eis aí a tua mãe»

A gloriosa Virgem Maria pagou o nosso resgate como mulher corajosa, com amor de compaixão por Cristo. Diz o Evangelho de São João: «A mulher, quando está para dar à luz, sente angústia, porque chegou a sua hora» (16,21). A bem-aventurada Virgem Maria não experimentou as dores que precedem o parto, porque não concebeu em pecado, como Eva, contra quem foi pronunciada aquela maldição; a sua dor veio-lhe depois: Ela deu à luz na cruz. As outras mulheres conhecem a dor corporal, Ela experimentou a dor do coração. As outras sofrem uma alteração física, Ela sofreu a compaixão e a caridade.


A bem-aventurada Virgem Maria pagou o nosso resgate como mulher corajosa, com amor de misericórdia pelo mundo, e sobretudo pelo povo cristão: «Pode a mãe esquecer-se do seu filhinho, pode deixar de ter amor pelo filho das suas entranhas?» (Is 49,15) Isto pode ajudar-nos a compreender que todo o povo cristão saiu das entranhas da Virgem gloriosa. Que Mãe a nossa! Imitemo-la e sigamo-la no seu amor. Ela sentiu uma tal compaixão pelas almas, que teve em nada qualquer perda material e qualquer sofrimento físico. «Fomos resgatados a alto preço!» (1Cor 6,20)







domingo, 13 de setembro de 2015

domingo


Segunda-feira, dia 14 de Setembro de 2015

Exaltação da Santa Cruz – Festa
Exaltação da Santa Cruz

Comentário do dia
São João Crisóstomo : «Também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha nele a vida eterna»

Núm. 21,4b-9.

Naqueles dias, o povo de Israel impacientou-se
e falou contra Deus e contra Moisés: «Porque nos fizeste sair do Egipto, para morrermos neste deserto? Aqui não há pão nem água e já nos causa fastio este alimento miserável».
Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas que mordiam nas pessoas e morreu muita gente de Israel.
O povo dirigiu-se a Moisés, dizendo: «Pecámos, ao falar contra o Senhor e contra ti. Intercede junto do Senhor, para que afaste de nós as serpentes». E Moisés intercedeu pelo povo.
Então o Senhor disse a Moisés: «Faz uma serpente de bronze e coloca-a sobre um poste. Todo aquele que for mordido e olhar para ela ficará curado».
Moisés fez uma serpente de bronze e fixou-a num poste. Quando alguém, era mordido por uma serpente, olhava para a serpente de bronze e ficava curado.


Salmos 78(77),1-2.34-35.36-37.38.

Escuta, meu povo, a minha instrução,
presta ouvidos às palavras da minha boca.
Vou falar em forma de provérbio,

vou revelar os mistérios dos tempos antigos.
Quando Deus castigava os antigos, eles O procuravam, tornavam a voltar-se para Ele
e recordavam-se de que Deus era o seu protetor,

o Altíssimo o seu redentor.
Eles, porém, enganavam-n'O com a boca
e mentiam-Lhe com a língua;

o seu coração não era sincero,
nem eram fiéis à sua aliança.
Mas Deus, compadecido, perdoava o pecado

e não os exterminava.
Muitas vezes reprimia a sua cólera
e não executava toda a sua ira.




João 3,13-17.

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem.
Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado,
para que todo aquele que acredita tenha n'Ele a vida eterna.
Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n'Ele não pereça, mas tenha a vida eterna.
Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilia 1 sobre a Cruz e o Ladrão 1; PG 49, 399-401

«Também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha nele a vida eterna»

Hoje Nosso Senhor Jesus Cristo está na cruz e nós estamos em festa, para que saibais que a cruz é uma festa e uma celebração espiritual. Antigamente, a cruz designava um castigo; hoje, tornou-se objecto de honra. Outrora símbolo de condenação, ei-la, hoje, princípio de salvação. Porque para nós ela é a causa de inumeráveis bens: libertou-nos do erro, iluminou-nos nas trevas e reconciliou-nos com Deus; fôramos para Ele inimigos e longínquos estrangeiros, e ela deu-nos a sua amizade e fez-nos aproximar-nos dele. A cruz é para nós a destruição da inimizade, o penhor da paz, o tesouro de mil bens.


Graças a ela, deixámos de errar pelos desertos, porque conhecemos agora o verdadeiro caminho. Não ficamos do lado de fora do palácio real, porque encontrámos a porta. Já não tememos as armas inflamadas do diabo, porque descobrimos a fonte. Graças a ela, saímos do estado de viuvez, porque reencontrámos o Esposo. Não tememos o lobo, porque temos o bom pastor. Graças à cruz, não receamos o usurpador, porque moramos  ao lado do Rei.


Eis porque estamos em festa ao celebrar a memória da cruz. O próprio São Paulo nos convida à festa em honra da cruz: «Celebremos, pois, a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os ázimos da pureza e da verdade» (1Cor 5,8). E deu ainda a razão para tal honra, dizendo: «Pois Cristo, nossa Páscoa, foi imolado por nós» (v.7).







sábado, 12 de setembro de 2015

domingo


Domingo, dia 13 de Setembro de 2015

24º Domingo do Tempo Comum - Ano B
XXIV Domingo do Tempo Comum (IV do saltério)

S. João Crisóstomo, bispo, Doutor da Igreja, +407

Comentário do dia
São Cesário de Arles : «Siga-Me.»

Is. 50,5-9a.

O Senhor Deus abriu-me os ouvidos, e eu não resisti nem recuei um passo.
Apresentei as costas àqueles que me batiam e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me insultavam e cuspiam.
Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio e por isso não fiquei envergonhado; tornei o meu rosto duro como pedra e sei que não ficarei desiludido.
O meu advogado está perto de mim. Pretende alguém instaurar-me um processo? Compareçamos juntos. Quem é o meu adversário? Que se apresente!
O Senhor Deus vem em meu auxílio. Quem ousará condenar-me?


Salmos 116(114),1-2.3-4.5-6.8-9.

Amo o Senhor, porque ouviu a voz da minha súplica.
Ele me atendeu,
no dia em que O invoquei.
Apertaram-me os laços da morte,

caíram sobre mim as angústias do além,
vi-me na aflição e na dor.
Então invoquei o Senhor:
«Senhor, salvai a minha alma».

Justo e compassivo é o Senhor,
o nosso Deus é misericordioso.
O Senhor guarda os simples:
estava sem forças e o Senhor salvou-me.

Livrou da morte a minha alma,
das lágrimas os meus olhos, da queda os meus pés.
Andarei na presença do Senhor,
sobre a terra dos vivos.




Tiago 2,14-18.

Irmãos: De que serve a alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Poderá essa fé obter-lhe a salvação?
Se um irmão ou uma irmã não tiverem que vestir e lhes faltar o alimento de cada dia,
e um de vós lhes disser: «Ide em paz. Aquecei-vos bem e saciai-vos», sem lhes dar o necessário para o corpo, de que lhes servem as vossas palavras?
Assim também a fé sem obras está completamente morta.
Mas dirá alguém: «Tu tens a fé e eu tenho as obras». Mostra-me a tua fé sem obras, que eu, pelas obras, te mostrarei a minha fé.


Marcos 8,27-35.

Naquele tempo, Jesus partiu com os seus discípulos para as povoações de Cesareia de Filipe. No caminho, fez-lhes esta pergunta: «Quem dizem os homens que Eu sou?».
Eles responderam: «Uns dizem João Baptista; outros, Elias; e outros, um dos profetas».
Jesus então perguntou-lhes: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro tomou a palavra e respondeu: «Tu és o Messias».
Ordenou-lhes então severamente que não falassem d'Ele a ninguém.
Depois, começou a ensinar-lhes que o Filho do homem tinha de sofrer muito, de ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas; de ser morto e ressuscitar três dias depois.
E Jesus dizia-lhes claramente estas coisas. Então, Pedro tomou-O à parte e começou a contestá-l'O.
Mas Jesus, voltando-Se e olhando para os discípulos, repreendeu Pedro, dizendo: «Vai-te, Satanás, porque não compreendes as coisas de Deus, mas só as dos homens».
E, chamando a multidão com os seus discípulos, disse-lhes: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
Na verdade, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho, salvá-la-á».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Cesário de Arles (470-543), monge, bispo
Sermão 159, 1, 4-6

«Siga-Me.»

Quando o Senhor nos diz no evangelho: «Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo», achamos que Ele nos manda fazer uma coisa difícil, e consideramos que nos impõe um fardo pesado. Mas se Aquele que manda nos ajudar a realizar aquilo que manda, deixa de ser difícil cumpri-lo. […]


Para onde devemos seguir a Cristo senão para onde Ele foi? Ora, nós sabemos que Ele ressuscitou e subiu aos céus; é para aí que temos de O seguir. Não devemos deixar-nos tomar pelo desespero porque, se é verdade que nada podemos por nós mesmos, também é certo que contamos com a promessa de Cristo. O céu estava longe de nós antes de a nossa Cabeça ter ascendido até ele. A partir de agora, se somos membros do corpo a que esta Cabeça pertence (Col 1,18), porque havemos de desesperar de chegar ao céu? Se nesta terra são muitas as preocupações e os sofrimentos que nos afligem, sigamos a Cristo, em quem se encontram a felicidade perfeita, a paz suprema e a tranquilidade eterna.


Mas o homem desejoso de seguir a Cristo tem de ouvir esta palavra do apóstolo João: «Aquele que diz que está nele deve também andar como Ele andou» (1Jo 2,6). Queres seguir a Cristo? Sê humilde, como Ele foi humilde. Queres juntar-te a Ele nas alturas? Não desprezes o seu abatimento.







sexta-feira, 11 de setembro de 2015

domingo


Sabado, dia 12 de Setembro de 2015

Sábado da 23ª semana do Tempo Comum
Santíssimo Nome de Maria

S. Guido de Anderlecht, peregrino, +1012, Beata Maria Vitória Fornari, viúva, religiosa, fundadora, +1617

Comentário do dia
São Bernardo : «Cada árvore conhece-se pelo seu fruto»

1 Tim. 1,15-17.

Caríssimo: É digna de fé esta palavra e merecedora de toda a aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, e eu sou o primeiro deles.
Mas alcancei misericórdia, para que, em mim primeiramente, Jesus Cristo manifestasse toda a sua magnanimidade, como exemplo para os que hão-de acreditar n'Ele, para a vida eterna.
Ao Rei dos séculos, Deus imortal, invisível e único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amen.


Salmos 113(112),1-2.3-4.5a.6-7.

Louvai, servos do Senhor,
louvai o nome do Senhor.
Bendito seja o nome do Senhor,
agora e para sempre.

Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.
O Senhor domina sobre todos os povos,
a sua glória está acima dos céus.

Quem se compara ao Senhor nosso Deus,
que Se inclina lá do alto a olhar o céu e a terra?
Levanta do pó o indigente e tira o pobre da miséria,




Lucas 6,43-49.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto.
Cada árvore conhece-se pelo seu fruto: não se colhem figos dos espinheiros, nem se apanham uvas das sarças.
O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, da sua maldade tira o mal; pois a boca fala do que transborda do coração.
Porque Me chamais 'Senhor! Senhor!', mas não fazeis o que vos digo?
Vou mostrar-vos a quem se assemelha todo aquele que vem ter comigo, ouve as minhas palavras e as põe em prática.
É semelhante a um homem, que, para construir a casa, escavou, aprofundou e assentou os alicerces sobre a rocha. Quando veio uma cheia, a torrente irrompeu contra aquela casa, mas não a pôde abalar, porque estava bem construída.
Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante a um homem que construiu a casa sobre a terra, sem alicerces. A torrente irrompeu contra aquela casa, que imediatamente desabou; e foi grande a sua ruína».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja
Vigésimo quarto sermão sobre o Cântico

«Cada árvore conhece-se pelo seu fruto»

Se acreditais em Cristo, praticai as obras de Cristo, para que a vossa fé viva. O amor animará essa fé, a acção será prova dela. Vós que pretendeis habitar em Cristo, tendes de caminhar seguindo os seus passos. Procurar a glória, invejar os que são felizes neste mundo, dizer mal dos ausentes e pagar o mal com o mal não são as coisas que Deus fez. Dizeis que conheceis a Deus, mas os vossos actos negam-no. [...] «Este homem glorifica-Me com os lábios», diz a Escritura, «mas o seu coração está longe de Mim»» (Is 29,13). [...]


Ora a fé, mesmo recta, não chega para fazer um santo, um homem recto, se não opera no amor. Aquele que não tem amor é incapaz de amar a Esposa, a Igreja de Cristo. E as obras, mesmo que realizadas com rectidão, não conseguem, sem fé, tornar um coração recto. Não se pode atribuir a rectidão a um homem que não agrada a Deus; ora, diz a Epístola aos Hebreus: «Sem a fé é impossível agradar a Deus» (Heb 11,6). Àquele que não agrada a Deus, Deus não pode agradar-lhe; mas aquele a quem Deus agrada não sabe desagradar a Deus. E àquele a quem Deus não agrada, também a Igreja-Esposa lhe não agrada. Como poderá, pois, ser recto aquele que não ama nem a Deus nem à sua Igreja, à qual foi dito:« Os justos sabem amar-te»?


Ao santo não basta a fé sem as obras, nem as obras sem a fé. Irmãos, nós que cremos em Cristo, precisamos de tentar seguir uma via recta. Elevemos a Deus os nossos corações e as nossas mãos, a fim de sermos considerados inteiramente rectos, confirmando por actos de integridade a rectidão da nossa fé, amando a Igreja-Esposa e sendo amados pelo Esposo, Nosso Senhor Jesus Cristo, bendito de Deus por todos os séculos.







quinta-feira, 10 de setembro de 2015

domingo


Sexta-feira, dia 11 de Setembro de 2015

Sexta-feira da 23ª semana do Tempo Comum

São João Gabriel Perboyre, presbítero, mártir, +1840

Comentário do dia
São Cirilo de Alexandria : O discípulo bem formado será como o seu mestre

1 Tim. 1,1-2.12-14.

Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por ordem de Deus, nosso Salvador, e de Jesus Cristo, nossa esperança,
a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: A graça, a misericórdia e a paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, nosso Senhor.
Dou graças Àquele que me deu força, Jesus Cristo, Nosso Senhor, porque me julgou digno de confiança e me chamou ao seu serviço,
a mim que tinha sido blasfemo, perseguidor e violento. Mas alcancei misericórdia, porque agi por ignorância, quando ainda era descrente.
A graça de Nosso Senhor superabundou em mim, com a fé e a caridade que temos em Cristo Jesus.


Salmos 16(15),1-2a.5.7-8.11.

Defendei-me, Senhor; Vós sois o meu refúgio.
Digo ao Senhor: Vós sois o meu Deus.
Senhor, porção da minha herança e do meu cálice,
está nas vossas mãos o meu destino.

Bendigo o Senhor por me ter aconselhado,
até de noite me inspira interiormente.
O Senhor está sempre na minha presença,
com Ele a meu lado não vacilarei.

Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,
alegria plena em vossa presença,
delícias eternas à vossa direita.




Lucas 6,39-42.

Naquele tempo, disse Jesus aos discípulos a seguinte parábola: «Poderá um cego guiar outro cego? Não cairão os dois nalguma cova?
O discípulo não é superior ao mestre, mas todo o discípulo perfeito deverá ser como o seu mestre.
Porque vês o argueiro que o teu irmão tem na vista e não reparas na trave que está na tua?
Como podes dizer a teu irmão: 'Irmão, deixa-me tirar o argueiro que tens na vista', se tu não vês a trave que está na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e então verás bem para tirar o argueiro da vista do teu irmão».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo, doutor da Igreja
Comentário sobre oevangelho de Lucas, 6

O discípulo bem formado será como o seu mestre

«O discípulo não está acima do mestre. Será perfeito se for como o mestre.» Os bem-aventurados discípulos estavam destinados a tornar-se guias e mestres espirituais da terra inteira. Por isso, tinham de dar provas, mais do que quaisquer outros, de um fervor visível, e de estar familiarizados com a maneira de viver segundo o Evangelho e dispostos a praticar qualquer boa obra. Pois teriam de transmitir àqueles que instruíssem a doutrina exacta, salutar e estritamente conforme à verdade, depois de primeiramente a terem contemplado e de terem deixado a luz divina iluminar-lhes a inteligência. Sem isso, seriam cegos a conduzir outros cegos. É que os que estão mergulhados nas trevas da ignorância não podem conduzir ao conhecimento da verdade os homens que sofrem essa mesma ignorância. Aliás, correriam o risco de cair todos juntos no abismo das suas más tendências.


Foi por isso que, querendo travar a inclinação para a vanglória que se encontra em tantas pessoas e dissuadi-las de rivalizar com os seus mestres para ultrapassarem a reputação destes, o Senhor disse: «Não está o discípulo acima do mestre.» Mesmo se acontecer que alguém atinja um grau de virtude igual à dos seus predecessores, essa pessoa deverá sobretudo imitar a modéstia deles. Paulo dá-nos uma prova disso quando diz: «Sede meus imitadores, como eu próprio o sou de Cristo» (1Cor 11,1).


Se é assim, porque julgas, se o Mestre não julga ainda? Com efeito, Ele não veio para julgar o mundo (Jo 12,47), mas para lhe trazer a graça. [...] «Se Eu não julgo, diz-te Ele, não julgues também tu, que és meu discípulo. Pode acontecer que sejas mais culpado do que aquele que estás a julgar. [...] Porque reparas na palha que está no olho do teu irmão?»







quarta-feira, 9 de setembro de 2015

domingo


Quinta-feira, dia 10 de Setembro de 2015

Quinta-feira da 23ª semana do Tempo Comum

S. Nicolau Tolentino, presbítero, +1305

Comentário do dia
São Máximo: «Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso»

Coloss. 3,12-17.

Irmãos: Como eleitos de Deus, santos e prediletos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência.
Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se algum tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também.
Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição.
Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. E vivei em ação de graças.
Habite em vós com abundância a palavra de Cristo, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros com toda a sabedoria; e com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o coração a Deus a vossa gratidão.
E tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai.


Salmos 150(149),1-2.3-4.5-6.

Louvai o Senhor no seu santuário,
louvai-O no seu majestoso firmamento.
Louvai-O pela grandeza das suas obras,
louvai-O pela sua infinita majestade.

Louvai-O ao som da trombeta,
louvai-O ao som da lira e da cítara.
Louvai-O com o tímpano e com a dança,
louvai-O ao som da harpa e da flauta.

Louvai o Senhor,
louvai-O com címbalos sonoros.
Louvai-O com címbalos retumbantes.
Tudo quanto respira louve o Senhor.




Lucas 6,27-38.

Naquele tempo, Jesus falou aos seus discípulos, dizendo: «Digo-vos a vós que Me escutais: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam.
Abençoai os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos injuriam.
A quem te bater numa face, apresenta-lhe também a outra; e a quem te levar a capa, deixa-lhe também a túnica.
Dá a todo aquele que te pedir e ao que levar o que é teu, não o reclames.
Como quereis que os outros vos façam, fazei-lho vós também.
Se amais aqueles que vos amam, que agradecimento mereceis? Também os pecadores amam aqueles que os amam.
Se fazeis bem aos que vos fazem bem, que agradecimento mereceis? Também os pecadores fazem o mesmo.
E se emprestais àqueles de quem esperais receber, que agradecimento mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, a fim de receberem outro tanto.
Vós, porém, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem nada esperar em troca. Então será grande a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom até para os ingratos e os maus.
Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso.
Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados.
Dai e dar-se-vos-á: deitar-vos-ão no regaço uma boa medida, calcada, sacudida, a transbordar. A medida que usardes com os outros será usada também convosco».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Máximo, o Confessor (c. 580-662), monge, teólogo
Centúria 1 sobre o amor, na Filocalia

«Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso»

Não te prendas às suspeitas nem às pessoas que te levam a escandalizares-te com certas coisas. Porque aqueles que, de uma forma ou de outra, se escandalizam com as coisas que lhes acontecem, quer as tenham querido quer não, ignoram o caminho da paz que, pelo amor, leva ao conhecimento de Deus os que dela se enamoram.  


Não tem ainda o perfeito amor aquele que é afectado pelo temperamento dos outros, que, por exemplo, ama uns e detesta outros ou que umas vezes ama e outras detesta a mesma pessoa pelas mesmas razões. O perfeito amor não despedaça a única e mesma natureza dos homens só porque eles têm temperamentos diferentes mas, tendo em consideração essa natureza, ama de igual forma todos os homens. Ama os virtuosos como amigos e os maus, embora sejam inimigos, fazendo-lhes bem, suportando-os com paciência, aceitando o que vem deles, não tomando em consideração a malícia, chegando mesmo a sofrer por eles se se oferecer ocasião para tal. Assim, fará deles amigos, se for possível ou, pelo menos, será fiel a si mesmo, mostrando os seus frutos a todos os homens de igual modo. O nosso Deus e Senhor Jesus Cristo, demonstrando o amor que tem por nós, sofreu pela humanidade inteira e deu a esperança da ressurreição a todos por igual, embora cada um, com as suas obras, atraia sobre si a glória ou o castigo.







terça-feira, 8 de setembro de 2015

domingo


Quarta-feira, dia 09 de Setembro de 2015

Quarta-feira da 23ª semana do Tempo Comum

Beato Frederico Ozanam, leigo, +1853, S. Pedro Claver, presbítero, +1654

Comentário do dia
Santo Ambrósio : «Felizes vós, os pobres, [...] Felizes vós, os que agora chorais»

Coloss. 3,1-11.

Irmãos: Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus.
Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra.
Porque vós morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
Quando Cristo, que é a vossa vida, Se manifestar, também vós vos manifestareis com Ele na glória.
Portanto, fazei morrer o que em vós é terreno: imoralidade, impureza, paixões, maus desejos e avareza, que é uma idolatria.
Por causa destes vícios é que vem a ira de Deus sobre os rebeldes.
Vós também vos comportáveis assim, quando vivíeis entre eles.
Mas agora, afastai de vós tudo o que é cólera, irritação, malícia, insulto, linguagem torpe.
Não mintais uns aos outros, vós que vos despojastes do homem velho com as suas ações
e vos revestistes do homem novo, que, para alcançar a verdadeira ciência, se vai renovando à imagem do seu Criador.
Aí não há grego ou judeu, circunciso ou incircunciso, bárbaro ou cita, escravo ou livre; o que há é Cristo, que é tudo e está em todos.


Salmos 145(144),2-3.10-11.12-13ab.

Quero bendizer-Vos dia após dia
e louvar o vosso nome para sempre.
O Senhor é grande e digno de todo o louvor,
insondável é a sua grandeza.

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas
e bendigam-Vos os vossos fiéis.
Proclamem a glória do vosso reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos.

Deem a conhecer aos homens o vosso poder,
a glória e o esplendor do vosso reino.
O vosso reino é um reino eterno,
o vosso domínio estende-se por todas as gerações.




Lucas 6,20-26.

Naquele tempo, Jesus, erguendo os olhos para os discípulos, disse: «Bem-aventurados vós, os pobres, porque é vosso o reino de Deus.
Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir.
Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, quando vos rejeitarem e insultarem e proscreverem o vosso nome como infame, por causa do Filho do homem.
Alegrai-vos e exultai nesse dia, porque é grande no Céu a vossa recompensa. Era assim que os seus antepassados tratavam os profetas.
Mas ai de vós, os ricos, porque já recebestes a vossa consolação.
Ai de vós, que agora estais saciados, porque haveis de ter fome. Ai de vós, que rides agora, porque haveis de entristecer-vos e chorar.
Ai de vós, quando todos os homens vos elogiarem. Era assim que os seus antepassados tratavam os falsos profetas».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
Sobre o Evangelho de São Lucas, V, 53-55

«Felizes vós, os pobres, [...] Felizes vós, os que agora chorais»

«Felizes vós, os pobres». Nem todos os pobres são felizes, pois a pobreza é uma coisa neutra: pode haver pobres bons e maus. [...] Bem-aventurado o pobre que invoca o Senhor e Ele o atende (Sl 33,7): pobre em erros, pobre em vícios, o pobre no qual o príncipe deste mundo nada encontrou (Jo 14,30), o pobre que imita aquele Pobre que, sendo rico, Se tornou pobre por nós (2Cor 8,9). É por isso que Mateus dá a explicação completa: «Felizes os pobres de espírito», pois o pobre de espírito não se ufana, não se engrandece no seu pensamento humano. Esta é, então, a primeira beatitude.


[«Felizes os mansos» escreve Mateus em seguida.] Tendo-me libertado de todos os pecados [...], estando satisfeito com a minha simplicidade, isento de mal, resta-me moderar o meu carácter. De que me serve não possuir bens materiais, se não for manso e tranquilo? Porque seguir o caminho certo é, evidentemente, seguir Aquele que diz: «Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29). [...]


Dito isto, lembrai-vos de que sois pecadores: chorai os vossos pecados. Chorai os vossos erros. E é razoável que a terceira beatitude seja para aqueles que choram os seus pecados, pois é a Trindade que perdoa os pecados. Purificai-vos, pois, com as vossas lágrimas e lavai-vos com o vosso choro. Se chorardes por vós mesmos, ninguém terá de chorar por vós. [...] Todos temos os nossos mortos para chorar; morremos quando pecamos. [...] Que o pecador chore por si mesmo e se arrependa, a fim de se tornar justo, pois «o que advoga a sua causa parece ter razão» (Pr 18,17).







segunda-feira, 7 de setembro de 2015

domingo


Terça-feira, dia 08 de Setembro de 2015

Natividade da Virgem Santa Maria – Festa
Natividade de Nossa Senhora

Comentário do dia
Santo André de Creta : Maria, primícias da nova criação

Miqueias 5,1-4a.

Eis o que diz o Senhor: «De ti, Belém-Efratá, pequena entre as cidades de Judá, de ti sairá aquele que há-de reinar sobre Israel. As suas origens remontam aos tempos de outrora, aos dias mais antigos.
Por isso Deus os abandonará até à altura em que der à luz aquela que há-de ser mãe. Então voltará para os filhos de Israel o resto dos seus irmãos.
Ele se levantará para apascentar o seu rebanho pelo poder do Senhor, pelo nome glorioso do Senhor, seu Deus. Viver-se-á em segurança, porque ele será exaltado até aos confins da terra.
Ele será a paz».


Salmos 13(12),6ab.6cd.

Eu confiei na vossa bondade,
o meu coração alegra-se com a vossa salvação.
E cantarei ao Senhor
pelo bem que me fez.




Mateus 1,1-16.18-23.

Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David, Filho de Abraão:
Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacob; Jacob gerou Judá e seus irmãos.
Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara; Farés gerou Esrom; Esrom gerou Arão;
Arão gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon;
Salmon gerou, de Raab, Booz; Booz gerou, de Rute, Obed; Obed gerou Jessé;
Jessé gerou o rei David. David, da mulher de Urias, gerou Salomão;
Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa;
Asa gerou Josafat; Josafat gerou Jorão; Jorão gerou Ozias;
Ozias gerou Joatão; Joatão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias;
Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias;
Josias gerou Jeconias e seus irmãos, ao tempo do desterro de Babilónia.
Depois do desterro de Babilónia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel;
Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliacim; Eliacim gerou Azor;
Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud;
Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacob;
Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo.
O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo.
Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo.
Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo.
Ela dará à luz um filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados».
Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do profeta, que diz:
«A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado 'Emanuel', que quer dizer 'Deus connosco'».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo André de Creta (660-740), monge, bispo
Sermão 1 para a Natividade da Mãe de Deus: PG 97, 812-816

Maria, primícias da nova criação

No princípio, o homem foi formado de uma terra pura e sem mancha (Gn 2,7); mas a sua natureza viu-se privada da dignidade inata, logo que foi despojada da graça pela queda da desobediência e afastada do país da vida. Em vez de um paraíso de delícias, já não tinha senão uma vida corruptível a transmitir-nos como património hereditário, uma vida da qual decorreria, como consequência, a morte e a corrupção da raça. Todos preferimos o mundo daqui de baixo ao mundo do alto. Não restava qualquer esperança de salvação; a situação da nossa natureza apelava ao socorro do céu. Não havia lei que pudesse curar a nossa enfermidade. [...] Finalmente, em seu beneplácito, o Artífice Divino do Universo decidiu fazer surgir um mundo novo, cheio de harmonia e juventude, do qual seria repelido o contágio do pecado e da morte, sua companheira. Ser-nos-ia oferecida uma vida totalmente nova, livre e resgatada, e encontraríamos no baptismo um novo nascimento, todo divino. [...]


E como levar a cabo este desígnio? Não convinha que uma virgem puríssima e sem mancha se colocasse primeiramente ao serviço deste plano misterioso, e se tornasse grávida do Ser Infinito, de um modo que transcendesse as leis naturais? [...] Tal como, no paraíso, o Criador tinha tirado da terra virgem e sem mancha um pouco de barro para modelar o primeiro Adão, assim também, no momento de realizar a sua própria Encarnação, Se serviu duma outra terra, por assim dizer, a desta Virgem pura e imaculada, escolhida entre todas as criaturas. Foi nela que nos restabeleceu de novo a partir da nossa própria substância e Se tornou um novo Adão, Ele, que fora o Criador de Adão, a fim de que o antigo fosse salvo pelo novo, que é eterno.







domingo, 6 de setembro de 2015

domingo


Segunda-feira, dia 07 de Setembro de 2015

Segunda-feira da 23ª semana do Tempo Comum

Beato Vicente de Santo António, presbítero e mártir, +1629

Comentário do dia
São Cesário de Arles : «Os escribas e os fariseus espiavam-no, a fim de encontrarem motivo para O acusar»

Coloss. 1,24-29.2,1-3.

Irmãos: Agora alegro-me com os sofrimentos que suporto por vós e completo na minha carne o que falta à paixão de Cristo, em benefício do seu corpo, que é a Igreja.
Dela me tornei ministro, em virtude do cargo que Deus me confiou a vosso respeito, isto é, anunciar-vos em plenitude a palavra de Deus,
o mistério que ficou oculto ao longo dos séculos e que foi agora manifestado aos seus santos.
Deus quis dar-lhes a conhecer em que consiste, entre os gentios, a glória inestimável deste mistério: Cristo no meio de vós, esperança da glória.
E nós O anunciamos, advertindo todos os homens e instruindo-os em toda a sabedoria, a fim de os apresentarmos todos perfeitos em Cristo. É para isso que eu trabalho, combatendo com o apoio da sua força, que atua em mim poderosamente.
É para isso mesmo que eu trabalho, lutando com a força que Ele me dá e que actua poderosamente em mim.
Quero que saibais como é grande a luta que sustento por vós, pelos de Laodiceia e por tantos outros que não me viram pessoalmente.
Luto para que os seus corações sejam confortados e, estreitamente unidos na caridade, alcancem em toda a sua riqueza a plenitude da inteligência, o conhecimento do mistério de Deus, que é Cristo,
no qual estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.


Salmos 62(61),6-7.9.

Só em Deus descansa a minha alma,
d'Ele vem a minha esperança.
Ele é meu refúgio e salvação,
minha fortaleza: jamais serei abalado.

Povo de Deus,
em todo o tempo ponde n'Ele a vossa confiança, desafogai em sua presença os vossos corações.
Deus é o nosso refúgio.




Lucas 6,6-11.

Naquele tempo, Jesus entrou numa sinagoga a um sábado e começou a ensinar. Estava lá um homem com a mão direita paralítica.
Os escribas e fariseus observavam Jesus, para verem se Ele ia curar ao sábado e encontrarem assim um pretexto para O acusarem.
Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse ao homem que tinha a mão paralítica: «Levanta-te e põe-te de pé, aí no meio». O homem levantou-se e ficou de pé.
Depois Jesus disse-lhes: «Eu pergunto-vos se é permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la».
Então olhou para todos à sua volta e disse ao homem: «Estende a mão». Ele assim fez e a mão ficou curada.
Os escribas e fariseus ficaram furiosos e começaram a falar entre si do que haviam de fazer a Jesus.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Cesário de Arles (470-543), monge, bispo
Sermões ao povo nº 57, 4

«Os escribas e os fariseus espiavam-no, a fim de encontrarem motivo para O acusar»

O Senhor dirá àqueles que desprezaram a sua misericórdia: «Homem, fui Eu que, com as minhas mãos, te formei do pó da terra, fui Eu que insuflei o espírito no teu corpo de terra, fui Eu que Me dignei atribuir-te a nossa imagem e a nossa semelhança, fui Eu que te coloquei no meio das delícias do paraíso. Mas tu, desprezando os mandamentos da vida, preferiste seguir o sedutor a seguir o Senhor.


»Consequentemente, quando foste expulso do paraíso e ficaste preso nas cadeias da morte pelo pecado, enternecido de misericórdia, Eu entrei num seio virginal para vir ao mundo, sem prejuízo para essa virgindade. Fui estendido numa manjedoura, envolvido em panos; suportei os dissabores da infância e os sofrimentos humanos, pelos quais Me fiz semelhante a ti, com o único objectivo de te tornar semelhante a Mim. Suportei as bofetadas e os escarros daqueles que se riam de Mim, bebi vinagre com fel. Flagelado com varas, coroado de espinhos, pregado à cruz, trespassado pela lança, entreguei a alma aos tormentos para te arrancar à morte. Vê a marca dos cravos com que fui pregado; vê o meu lado trespassado. Suportei estes sofrimentos para te dar a minha glória; suportei a tua morte para tu vivesses para toda a eternidade. Repousei, encerrado no sepulcro, para que tu reinasses no céu.


»Porque perdeste aquilo que sofri por ti? Porque renunciaste às graças da tua redenção? Dá-Me a tua vida, pela qual dei a minha; dá-Me a tua vida, que destróis sem cessar pelos ferimentos dos teus pecados.»







sábado, 5 de setembro de 2015

domingo


Domingo, dia 06 de Setembro de 2015

23º Domingo do Tempo Comum - Ano B
Vigésimo Terceiro Domingo do Tempo Comum (semana III do saltério)

Santo Eleutério, abade, séc. VI

Comentário do dia
São Lourenço de Brindisi : «Faz tudo bem feito»

Is. 35,4-7a.

Dizei aos corações perturbados: «Tende coragem, não temais. Aí está o vosso Deus; vem para fazer justiça e dar a recompensa; Ele próprio vem salvar-nos».
Então se abrirão os olhos dos cegos e se desimpedirão os ouvidos dos surdos.
Então o coxo saltará como um veado e a língua do mudo cantará de alegria. As águas brotarão no deserto e as torrentes na aridez da planície;
a terra seca transformar-se-á em lago e a terra árida em nascentes de água.


Salmos 146(145),7.8-9a.9bc-10.

O Senhor faz justiça aos oprimidos,
dá pão aos que têm fome
e a liberdade aos cativos.
O Senhor ilumina os olhos dos cegos,

o Senhor levanta os abatidos,
o Senhor ama os justos.
O Senhor protege os peregrinos,
ampara o órfão e a viúva

E entrava o caminho aos pecadores
O Senhor reina eternamente;
o teu Deus, ó Sião,
é rei por todas as gerações.




Tiago 2,1-5.

Irmãos: A fé em Nosso Senhor Jesus Cristo não deve admitir aceção de pessoas.
Pode acontecer que na vossa assembleia entre um homem bem vestido e com anéis de ouro e entre também um pobre e mal vestido;
talvez olheis para o homem bem vestido e lhe digais: «Tu, senta-te aqui em bom lugar», e ao pobre: «Tu, fica aí de pé», ou então: «Senta-te aí, abaixo do estrado dos meus pés».
Não estareis a estabelecer distinções entre vós e a tornar-vos juízes com maus critérios?
Escutai, meus caríssimos irmãos: Não escolheu Deus os pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que Ele prometeu àqueles que O amam?


Marcos 7,31-37.

Naquele tempo, Jesus deixou de novo a região de Tiro e, passando por Sidónia, veio para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole.
Trouxeram-Lhe então um surdo que mal podia falar e suplicaram-Lhe que impusesse as mãos sobre ele.
Jesus, afastando-Se com ele da multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua.
Depois, erguendo os olhos ao Céu, suspirou e disse-lhe: «Efatá», que quer dizer «Abre-te».
Imediatamente se abriram os ouvidos do homem, soltou-se-lhe a prisão da língua e começou a falar corretamente.
Jesus recomendou que não contassem nada a ninguém. Mas, quanto mais lho recomendava, tanto mais intensamente eles o apregoavam.
Cheios de assombro, diziam: «Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos oiçam e que os mudos falem».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Lourenço de Brindisi (1559-1619), capuchinho, doutor da Igreja
11º domingo depois do Pentecostes, Primeira Homilia, 1.9.11-12; Opera omnia, 8, 124.134.136-138

«Faz tudo bem feito»

A Lei divina narra as obras que o Senhor realizou na criação do mundo e acrescenta: «Deus, vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa» (Gn 1,31). [...] O Evangelho conta a obra da Redenção e da nova Criação e diz também: «Faz tudo bem feito» (Mc 7,37). [...] Seguramente que o fogo, pela sua natureza, não pode irradiar outra coisa que não seja calor, não pode produzir frio. O sol só difunde luz e não pode ser causador de trevas. Da mesma forma, Deus só pode realizar boas obras, visto que é a bondade infinita e a própria luz. É um sol que espalha uma luz infinita, um fogo que dá um calor infinito: «faz tudo bem feito». [...]


A Lei diz que tudo o que Deus fez era bom e o Evangelho que «faz tudo bem feito». Ora, fazer coisas boas não é fazê-las pura e simplesmente bem. Na verdade, muitos fazem coisas positivas sem as fazerem bem: os hipócritas fazem obras benéficas com mau espírito, com uma intenção perversa e falsa. Deus, pelo contrário, faz tudo bom e bem feito. «O Senhor é justo em todos os seus caminhos e misericordioso em todas as suas obras» [Sl 145,17] [...] E se Deus, sabendo que nós encontramos a alegria no que é bom, fez todas as obras boas para nós e as fez bem, porque não nos propomos fazer de boa vontade apenas obras boas e bem feitas, uma vez que sabemos que é nelas que Deus encontra a sua alegria?







sexta-feira, 4 de setembro de 2015

domingo


Sabado, dia 05 de Setembro de 2015

Sábado da 22ª semana do Tempo Comum

Beata Teresa de Calcutá, religiosa, +1997

Comentário do dia
Bento XVI: Tornar Cristo senhor do nosso sábado

Coloss. 1,21-23.

Irmãos: Outrora éreis estranhos a Deus e na vossa mente seus inimigos pelas vossas más acções.
Mas agora Deus reconciliou-vos consigo pela morte de Cristo no seu corpo de carne, para vos apresentar diante d'Ele santos, puros e irrepreensíveis.
Portanto, permanecei firmemente consolidados na fé e inabaláveis na esperança prometida pelo Evangelho que ouvistes e que foi anunciado a toda a criatura que há debaixo do céu. Eu, Paulo, fui constituído ministro deste Evangelho.


Salmos 54(53),3-4.6.8.

Senhor, salvai-me pelo vosso nome,
pelo vosso poder fazei-me justiça.
Senhor, ouvi a minha oração,
atendei às palavras da minha boca.

Deus vem em meu auxílio,
o Senhor sustenta a minha vida.
De bom grado oferecerei sacrifícios,
cantarei a glória do vosso nome, Senhor.




Lucas 6,1-5.

Passava Jesus através das searas num dia de sábado e os discípulos apanhavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos.
Alguns fariseus disseram: «Porque fazeis o que não é permitido ao sábado?».
Respondeu-lhes Jesus: «Não lestes o que fez David, quando ele e os seus companheiros sentiram fome?
Entrou na casa de Deus, tomou e comeu os pães da proposição, que só aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos companheiros».
E acrescentou: «O Filho do homem é senhor do sábado».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Bento XVI, papa de 2005 a 2013
Homilia, Celebração Eucarística, XX Jornada Mundial da Juventude, 21/08/05

Tornar Cristo senhor do nosso sábado

A Eucaristia faz parte do domingo. Na manhã de Páscoa, primeiro as mulheres, depois os discípulos, tiveram a graça de ver o Senhor. Nesse momento, compreenderam que, doravante, o primeiro dia da semana, o domingo, seria o dia dele, o dia de Cristo. O dia do início da criação tornava-se o dia da renovação da criação. Criação e redenção caminham juntas.


É por isso que o domingo é tão importante. É belo que, nos nossos tempos, em tantas culturas, o domingo seja um dia livre ou, com o sábado, constitua mesmo o que se chama o "fim-de-semana" livre. Esse tempo livre, contudo, permanece vazio se Deus não estiver aí presente.


Queridos amigos! Às vezes, num primeiro momento, pode tornar-se talvez incómodo ter de prever também a Missa no programa do domingo. Mas, se a tal vos comprometerdes, constatareis também que isso é precisamente o que dá a verdadeira razão ao tempo livre. Não vos deixeis dissuadir de participar na Eucaristia dominical e ajudai os outros a descobri-la. Porque a alegria de que precisamos emana dela, devemos aprender a perceber cada vez mais a sua profundidade, devemos aprender a amá-la. Comprometamo-nos nesse sentido, porque vale a pena! Descubramos a profunda riqueza da liturgia da Igreja e a sua verdadeira grandeza: não fazemos a festa para nós mas, pelo contrário, é o próprio Deus vivo que nos prepara uma festa.      







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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

domingo


Sexta-feira, dia 04 de Setembro de 2015

Sexta-feira da 22ª semana do Tempo Comum
Nossa Senhora Consoladora

Santa Rosa de Viterbo, virgem, +1252

Comentário do dia
São Pascácio Radbert : «E serão ambos uma só carne. É grande este mistério: refiro-me a Cristo e à sua Igreja» (Ef 5,31)

Coloss. 1,15-20.

Cristo é a imagem de Deus invisível, o Primogénito de toda a criatura;
Porque n'Ele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, visíveis e invisíveis, Tronos e Dominações, Principados e Potestades: por Ele e para Ele tudo foi criado.
Ele é anterior a todas as coisas e n'Ele tudo subsiste.
Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos; em tudo Ele tem o primeiro lugar.
Aprouve a Deus que n'Ele residisse toda a plenitude
e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus.


Salmos 100(99),1.2.3.4.5.

Aclamai o Senhor, terra inteira,
servi o Senhor com alegria,
vinde a Ele com cânticos de júbilo.
Sabei que o Senhor é Deus,

Ele nos fez, a Ele pertencemos,
somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.
Entrai pelas suas portas, dando graças,
penetrai em seus átrios com hinos de louvor,

glorificai-O, bendizei o seu nome.
Porque o Senhor é bom,
eterna é a sua misericórdia,
a sua fidelidade estende-se de geração em geração.




Lucas 5,33-39.

Naquele tempo, os fariseus e os escribas disseram a Jesus: «Os discípulos de João Baptista e os fariseus jejuam muitas vezes e recitam orações. Mas os teus discípulos comem e bebem».
Jesus respondeu-lhes: «Quereis vós obrigar a jejuar os companheiros do noivo, enquanto o noivo está com eles?
Dias virão em que o noivo lhes será tirado; nesses dias jejuarão».
Disse-lhes também esta parábola: «Ninguém corta um remendo de um vestido novo, para o deitar num vestido velho, porque não só rasga o vestido novo, como também o remendo não se ajustará ao velho.
E ninguém deita vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo acaba por romper os odres, derramar-se-á e os odres ficarão perdidos.
Mas deve deitar-se vinho novo em odres novos.
Quem beber do vinho velho não quer do novo, pois diz: 'O velho é que é bom'».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Pascácio Radbert (?-c. 849), monge beneditino
Comentário sobre o evangelho de Mateus

«E serão ambos uma só carne. É grande este mistério: refiro-me a Cristo e à sua Igreja» (Ef 5,31)

Uma união estranha e extraordinária teve lugar logo que «o Verbo encarnou» no seio da Virgem e «habitou entre nós» (Jo 1,14). Da mesma forma que todos os eleitos ressuscitaram em Cristo quando Ele ressuscitou, assim também nele foram celebradas núpcias: a Igreja foi unida a um Esposo pelos laços do matrimónio quando o homem-Deus recebeu em plenitude os dons do Espírito Santo e toda a divindade veio habitar num corpo semelhante ao nosso. [...] Cristo tornou-Se homem pelo Espírito Santo e, «como um esposo que sai do seu quarto» (Sl 18,6), saiu do seio da Virgem que foi o seu quarto nupcial. Mas a Igreja, renascendo da água no mesmo Espírito, torna-se um só corpo em Cristo, de tal modo que «os dois são uma só carne» (Mt 19,5), coisa que, em relação a Cristo e à Igreja, é um grande mistério (Ef 5,31).


Esse casamento dura desde o princípio da Encarnação de Cristo até ao momento em que Cristo virá e em que todos os ritos da união nupcial se realizarão. Então, aqueles que estiverem prontos e que tiverem observado convenientemente  as condições de uma tão grande união, entrarão com Ele, cheios de respeito, na sala das núpcias eternas (Mt 25,10). Enquanto espera, a esposa prometida a Cristo caminha para o seu Esposo, e observa a aliança com Ele todos os dias, com fé e com ternura, até que Ele venha.







quarta-feira, 2 de setembro de 2015

domingo


Quinta-feira, dia 03 de Setembro de 2015

Quinta-feira da 22ª semana do Tempo Comum

S. Gregório Magno, Papa, Doutor da Igreja, +604

Comentário do dia
Santo Ambrósio : «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca»

Coloss. 1,9-14.

Irmãos:  Não cessamos de orar por vós e de pedir a Deus que vos encha do conhecimento da sua vontade, com toda a sabedoria e inteligência espiritual,
Assim vivereis de maneira digna do Senhor, agradando-Lhe em tudo, realizando toda a espécie de boas obras e progredindo no conhecimento de Deus.
Sereis fortalecidos com o seu poder glorioso, para que se confirme a vossa constância e longanimidade a toda a prova e, cheios de alegria,
deis graças a Deus Pai, que nos fez dignos de tomar parte na herança dos santos, na luz divina.
Ele nos libertou do poder das trevas e nos transferiu para o reino do seu Filho muito amado,
no qual temos a redenção, o perdão dos pecados.


Salmos 98(97),2-3ab.3cd-4.5-6.

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.

Os confins da terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.

Cantai ao Senhor ao som da cítara,
ao som da cítara e da lira;
ao som da tuba e da trombeta,
aclamai o Senhor, nosso Rei.




Lucas 5,1-11.

Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus. Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré
e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes.
Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão.
Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca».
Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes».
Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se.
Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos de tal modo que quase se afundavam.
Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador».
Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada.
Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens».
Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
Tratado sobre o evangelho de S. Lucas

«Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca»

«Faz-te ao largo» quer dizer: avança para o mar alto dos debates. Haverá profundidade comparável aos «abismos da riqueza, da sabedoria e da ciência do Filho de Deus» (Rom 11,33), à proclamação da sua filiação divina? [...] A Igreja é conduzida por Pedro para o mar alto do testemunho, para contemplar o Filho de Deus ressuscitado e o Espírito Santo derramado.


O que são estas redes de apóstolo que Cristo nos manda lançar? Não serão o encadeado das palavras, as voltas do discurso, a profundidade dos argumentos, que não deixam escapar aqueles que são agarrados? Estes instrumentos de pesca dos apóstolos não matam a presa, mas guardam-na, retiram-na dos abismos para a luz, conduzem-na lá de baixo até às alturas. [...]


«Mestre», diz Pedro, «andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes.» Também eu, Senhor, sei que é de noite para mim quando não és Tu a dar-me as ordens. Ainda não converti ninguém com as minhas palavras, ainda é noite. Falei no dia da Epifania: lancei a rede, mas ainda não apanhei nada. Lancei a rede durante o dia. Espero as tuas ordens; à tua palavra, tornarei a lançá-la. A confiança em si mesmo é vã, mas a humildade dá muito fruto. Eis que aqueles que até então não tinham apanhado nada, à palavra do Senhor capturam uma enorme quantidade de peixes.







terça-feira, 1 de setembro de 2015

domingo


Quarta-feira, dia 02 de Setembro de 2015

Quarta-feira da 22ª semana do Tempo Comum

Santa Doroteia, mártir, séc. II

Comentário do dia
Guilherme de Saint-Thierry : «Dirigiu-Se a um lugar deserto»

Coloss. 1,1-8.

Paulo, apóstolo de Jesus Cristo por vontade de Deus, e o irmão Timóteo,
aos cristãos de Colossos, irmãos fiéis em Cristo: A graça e a paz de Deus nosso Pai estejam convosco.
Damos graças a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, e orJEUDImos continuamente por vós.
De facto, temos ouvido falar da vossa fé em Cristo Jesus e da caridade que tendes para com todos os cristãos,
por causa da esperança que vos está reservada nos Céus. Esta esperança foi-vos anunciada pela palavra da verdade, o Evangelho, que chegou até vós.
Assim como frutifica e se desenvolve no mundo inteiro, o mesmo sucede entre vós, desde o dia em que ouvistes falar da graça de Deus e tivestes dela conhecimento verdadeiro.
Nela fostes instruídos por Epafras, nosso querido companheiro de serviço, que está, em vez de nós, como fiel ministro de Cristo
e nos deu a conhecer a vossa caridade segundo o Espírito.


Salmos 52(51),10.11.

Eu sou como oliveira viçosa na casa do meu Deus;
confio para sempre na sua misericórdia.
Hei de louvar-Te eternamente
por tudo o que fizeste.
Na presença dos teus fiéis,
anunciarei o teu nome, porque és bom.




Lucas 4,38-44.

Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e entrou em casa de Simão. A sogra de Simão estava com febre muito alta e pediram a Jesus que fizesse alguma coisa por ela.
Jesus, aproximando-Se da sua cabeceira, falou imperiosamente à febre, e a febre deixou-a. Ela levantou-se e começou logo a servi-los.
Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes com diversas enfermidades traziam-nos a Jesus e Jesus, impondo as mãos sobre cada um deles, curava-os.
De muitos deles saíam demónios, que diziam em altos gritos: «Tu és o Filho de Deus». Mas Jesus, em tom severo, impedia-os de falar, porque sabiam que Ele era o Messias.
Ao romper do dia, Jesus dirigiu-Se a um lugar deserto. A multidão foi à procura d'Ele e, tendo-O encontrado, queria retê-l'O, para que não os deixasse.
Mas Jesus disse-lhes: «Tenho de ir também às outras cidades anunciar a boa nova do reino de Deus, porque para isto fui enviado».
E pregava pelas sinagogas da Judeia.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Guilherme de Saint-Thierry (c. 1085-1148), monge beneditino, depois cisterciense
Meditações

«Dirigiu-Se a um lugar deserto»

Ó Tu, meu refúgio e minha força, leva-me, como outrora levaste o teu servo Moisés, ao interior do teu deserto, ao lugar onde a sarça arde sem se consumir (cf Ex 3), onde a alma, invadida pelo fogo do Espírito Santo, se torna ardente sem se consumir, mas purificando-se.


Leva-me a esse lugar onde não é possível permanecer e por onde não se avança sem antes se terem desatado as correias dos entraves carnais, onde Aquele que é não Se deixa certamente ver tal como é, mas onde, no entanto, se pode ouvi-Lo dizer: «Eu sou Aquele que sou!» Nesse lugar, temos de cobrir o rosto para não ver o Senhor face a face (1Rs 19,13), mas também temos de nos esforçar por escutar com humildade e obediência, para discernir o que Deus nos diz no interior do coração.


Enquanto espero, esconde-me, Senhor, no recôndito da tua tenda (Sl 26,5) no dia da desgraça; esconde-me ao abrigo da tua face longe das línguas provocadoras (Sl 30,21), porque me impuseste o teu jugo suave e o teu fardo leve (Mt 11,30). E, quando me fazes medir a distância entre o teu serviço e o do mundo, com voz terna e doce me perguntas se é mais agradável servir-Te a Ti, o Deus vivo, do que a deuses estranhos (2Cr 12,8). Então, eu adoro essa mão que pesa sobre mim e exclamo: «Já me dominaram por demasiado tempo outros mestres, que não Tu! Só a Ti desejo pertencer, porque o teu braço me mantém erguido!»







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