«Eu sou o Senhor e não há outro. Escutemos o que diz o Senhor: Naquele tempo, João Baptista chamou dois dos seus discípulos e enviou-os ao Senhor com esta mensagem: «És Tu Aquele que havia de vir ou devemos esperar outro?» O Senhor, sabendo que sem o Evangelho ninguém pode ter uma fé plena – porque se a Bíblia começa pelo Antigo Testamento, é no Novo que ela atinge a perfeição –, não esclarece as questões que Lhe colocam acerca dele próprio por palavras, mas pelos seus actos. «Ide contar a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres é anunciado o Evangelho; e feliz daquele que não encontrar em Mim ocasião de queda.» Este testemunho é completo porque foi acerca dele que foi profetizado: «O Senhor liberta os prisioneiros; o Senhor dá vista aos cegos; o Senhor levanta os caídos. [...] O Senhor reinará eternamente» (Sl 145,7s). Estas são as marcas de um poder que não é humano, mas divino. [...] |
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
domingo
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
domingo
Eis o que diz o Senhor: «Ai da cidade rebelde e impura, ai da cidade opressora! A toda a hora bendirei o Senhor, Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Foi ter com o primeiro e disse-lhe: 'Filho, vai hoje trabalhar na vinha'. João Baptista ensina com palavras e com actos. Verdadeiro mestre, mostra pelo seu exemplo aquilo que afirma com a sua palavra. O saber faz o mestre, mas é a conduta que confere autoridade. [...] Ensinar pelos actos é a única regra daquele que quer instruir. A instrução pelas palavras é sabedoria; mas quando passa pelos actos é virtude. Por conseguinte, a sabedoria é autêntica quando unida à virtude: só então é divina e não humana. [...] |
domingo, 13 de dezembro de 2015
domingo
Naqueles dias, o profeta Balaão, erguendo os olhos, viu o povo de Israel acampado por tribos. O Espírito de Deus desceu sobre ele Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos, Naquele tempo, Jesus foi ao templo e, enquanto ensinava, aproximaram-se d'Ele os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, que Lhe perguntaram: «Com que autoridade fazes tudo isto? Quem Te deu tal direito?» É difícil não confundir a palavra com a voz; foi por isso que tomaram João como o Messias: a voz foi confundida com a Palavra. Mas a voz reconheceu-se a si mesma como tal, para não lesar a Palavra, e disse: «Não sou Cristo, nem Elias, nem o profeta.» Quando lhe perguntaram: «Então quem és?», respondeu: «Eu sou a voz do que clama no deserto» (Jo 1,23). [...] |
sábado, 12 de dezembro de 2015
domingo
Clama jubilosamente, filha de Sião; solta brados de alegria, Israel. Exulta, rejubila de todo o coração, filha de Jerusalém. Deus é o meu Salvador, Irmãos: Alegrai-vos sempre no Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos. Naquele tempo, as multidões perguntavam a João Baptista: «Que devemos fazer?». O baptismo pelo qual Jesus baptiza é «no Espírito Santo e no fogo». Se fores santo, serás baptizado no Espírito Santo; se fores pecador, serás mergulhado no fogo. O mesmo baptismo tornar-se-á condenação e fogo para os pecadores indignos; mas os santos, aqueles que se convertem ao Senhor com fé verdadeira, receberão a graça do Espírito Santo e a salvação. |
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
domingo
Naqueles dias, apareceu como um fogo o profeta Elias e as suas palavras queimavam como um facho ardente. Pastor de Israel, escutai, Ao descerem do monte, os discípulos perguntaram a Jesus: «Porque dizem os escribas que Elias tem de vir primeiro?» A propósito de João Baptista, lemos em Lucas: «Será grande diante do Senhor e trará muitos filhos de Israel ao Senhor seu Deus. Caminhará diante dele com o espírito e o poder de Elias, a fim de preparar para o Senhor um povo com boas disposições» (Lc 1,15s). Para quem preparou ele um povo e diante de que Senhor é grande? Diante daquele que disse que João era «mais do que um profeta» e que «de entre os filhos de mulher, nenhum é maior do que João Baptista» (Mt 11,9.11). Porque João preparou um povo anunciando a vinda do Senhor aos seus companheiros de servidão e pregando-lhes a penitência para que, quando o Senhor chegasse, eles estivessem em estado de receber o seu perdão, de regressar Àquele de quem se tinham afastado pelos seus pecados e as suas transgressões. [...] Por isso, ao trazê-los de volta para o Senhor, João preparava para o Senhor um povo com boas disposições, com o espírito e com o poder de Elias. [...] |
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
domingo
Eis o que diz o Senhor, o teu redentor, o Santo de Israel: «Eu sou o Senhor, teu Deus, que te ensino o que é para teu bem e te conduzo pelo caminho que deves seguir. Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios, Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «A quem poderei comparar esta geração? É como os meninos sentados nas praças, que se interpelam uns aos outros, dizendo: Ó Dulcíssimo Criador dos Céus, |
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
domingo
«Sou Eu, o Senhor, teu Deus, que te seguro pela mão direita e te digo: 'Não temas, Eu venho em teu auxílio'. Quero exaltar-Vos, meu Deus e meu Rei, Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Baptista. Mas o mais pequeno no reino dos Céus é maior do que ele. Que mais nada te impeça de te unires a Cristo. [...] Reza sem esperares, suplica de todo o coração, pede ardentemente, até que recebas. Não abrandes. Essas coisas ser-te-ão dadas se, com toda a tua fé, te obrigares a confiar a Deus a tua preocupação e substituíres a tua previdência pela providência de Deus. Quando Ele vir a tua vontade, quando Ele vir que, em total pureza de coração, confias mais nele que em ti próprio e te obrigas a esperar mais nele que nas tuas forças, então este poder que desconheces virá fazer em ti a sua morada. E sentirás em todos os teus sentidos o poder daquele que está incontestavelmente contigo. Graças a este poder, muitos entram no fogo e não temem, caminham sobre as águas e não hesitam. |
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
domingo
«A quem Me comparareis que seja semelhante a Mim? — diz o Deus Santo. Bendiz, ó minha alma, o Senhor Naquele tempo, Jesus exclamou: «Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. O Espírito Santo dará aos justos a paz perfeita na eternidade. Mas, já agora, dá-lhes uma enorme paz quando incendeia o seu coração com o fogo celeste da caridade. O apóstolo Paulo diz, com efeito: «A esperança não engana, pois o amor de Cristo foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rom 5,5). A verdadeira e mesmo a única paz das almas neste mundo consiste em estarmos repletos do amor divino e animados com a esperança do céu, a ponto de considerarmos de pouca importância os sucessos e as tribulações deste mundo; em nos despojarmos completamente dos desejos e das cobiças deste mundo; e em nos regozijarmos com as injúrias e perseguições sofridas por causa de Cristo, de tal forma que possamos dizer com o apóstolo Paulo: «Estamos firmes na esperança da glória de Deus. E não só. Estamos firmes nas tribulações» (Rom 5,2). |
Ano da Misericórdia
Prezados leitores
A 8 de dezembro de 1965, o Concílio Ecuménico Vaticano II acabava os seus trabalhos. Por ocasião do encerramento, o Beato Paulo VI dizia: «Uma corrente de afeto e de admiração transbordou do Concílio sobre o mundo humano moderno. Foram denunciados erros. Sim, porque essa é a exigência da caridade, bem como da verdade, mas, no que toca às pessoas, houve apenas consideração, respeito e amor. Em vez de diagnósticos deprimentes, houve remédios encorajantes; em vez de presságios funestos, foram enviadas mensagens de confiança do Concílio para o mundo contemporâneo: os seus valores foram não só respeitados, mas honrados; os seus esforços apoiados, as suas aspirações purificadas e abençoadas… e toda esta riqueza doutrinal só teve um objetivo: servir o homem.»
50 anos mais tarde, o Papa Francisco, com a sua visão sobre o mundo atual e os seus problemas, proclama um Ano Jubilar da Misericórdia. Propõe-nos que acolhamos o amor misericordioso do nosso Deus e que vivamos a misericórdia, que ele considera «a trave mestra da vida da Igreja». E convida cada cristão a ser Misericordioso como o Pai. Aliás, o Papa inspira-se na palavra de Jesus que S. Lucas nos transmite: «Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso» (Lc 6, 36).
Ao longo deste ano litúrgico que começou, somos precisamente conduzidos nas celebrações de cada domingo pelo evangelista Lucas, aquele que nos mostra de uma maneira mais original a misericórdia nas palavras e nos atos de Jesus, o «rosto da misericórdia de Deus».
Desejemo-nos, pois, uns aos outros, que vivamos o Ano Jubilar animados por este espírito, na esperança e na alegria.
A equipa do Evangelho Quotidiano em língua portuguesa
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
domingo
Depois de Adão ter comido da árvore, o Senhor Deus chamou-o e disse-lhe: «Onde estás?». Cantai ao Senhor um cântico novo, Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto dos Céus nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo. Naquele tempo, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, Pai Santo, |
domingo, 6 de dezembro de 2015
domingo
Alegrem-se o deserto e o descampado, rejubile e floresça a terra árida, cubra-se de flores como o narciso, Escutemos o que diz o Senhor: Certo dia, enquanto Jesus ensinava, estavam entre a assistência fariseus e doutores da Lei, que tinham vindo de todas as povoações da Galileia, da Judeia e de Jerusalém; e Ele tinha o poder do Senhor para operar curas. Ó infeliz Adão! Que procuravas tu para além da presença divina? Mas, ingrato, aí estás tu a ruminar o mal que fizeste: «Não, eu serei como Deus!» (cf Gn 3,5) Que orgulho intolerável! Acabas de ser feito de barro e de lodo e, na tua insolência, queres ser comparável a Deus? [...] Foi assim que o orgulho engendrou a desobediência, causa da nossa infelicidade. [...] |
sábado, 5 de dezembro de 2015
domingo
Jerusalém, deixa a tua veste de luto e aflição e reveste para sempre a beleza da glória que vem de Deus. Quando o Senhor fez regressar os cativos de Sião, parecia-nos viver um sonho. Irmãos: Em todas as minhas orações, peço sempre com alegria por todos vós, No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Itureia e Traconítide e Lisânias tetrarca de Abilene, Está escrito sobre João: «Uma voz grita no deserto: "Preparai os caminhos do Senhor, endireitar as suas veredas".» Mas o que vem a seguir diz respeito exclusivamente ao Senhor, nosso Salvador. Porque não foi João quem «aplanou os vales», mas o Senhor, nosso Salvador. Considere cada um o que era antes de ter fé; e constatará que era um vale profundo, a pique, mergulhado nos abismos. Mas veio o Senhor Jesus, e enviou o Espírito Santo em seu lugar; foi então que «os vales foram aplanados». Eles foram aplanados com as boas obras e os frutos do Espírito Santo. A caridade não deixa subsistir em ti vale algum e, se possuíres a paz, a paciência e a bondade, para além de deixares de ser um vale, também começarás a ser uma montanha de Deus. […] |
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
domingo
Eis o que diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: «Povo de Sião, que habitas em Jerusalém, tu não voltarás a chorar. À voz da tua súplica, o Senhor terá compaixão de ti; logo que ouvir os teus clamores, Ele te responderá. Louvai o Senhor, porque é bom cantar, Naquele tempo, Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino e curando todas as doenças e enfermidades. Se olharmos superficialmente o nosso mundo, ficaremos impressionados com muitos factos negativos, que podem conduzir-nos ao pessimismo. Mas esse sentimento é injustificado, pois temos fé em Deus, Pai e Senhor, na sua bondade e na sua misericórdia. À medida que nos aproximamos do terceiro milénio da Redenção, Deus vai preparando para o cristianismo uma grande Primavera que já se vê despontar. Na verdade, seja no mundo não cristão, seja no mundo da cristandade antiga, os povos têm tendência para se aproximar progressivamente dos ideais e dos valores evangélicos, tendência essa que a Igreja se esforça por favorecer. Manifesta-se hoje entre os povos uma nova convergência em torno desses valores: a recusa da violência e da guerra, o respeito pela pessoa humana e pelos seus direitos, a sede de liberdade, de justiça e de fraternidade, a tendência a ultrapassar os racismos e os nacionalismos, a afirmação da dignidade da mulher e a sua valorização. |
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
domingo
Assim fala o Senhor Deus: Daqui a muito pouco tempo, não há-de o Líbano transformar-se num jardim e o jardim parecer uma floresta? O Senhor é minha luz e salvação: Naquele tempo, Jesus pôs-Se a caminho e seguiram-n'O dois cegos, gritando: «Filho de David, tem piedade de nós». «Senhor, até quando?» (Sl 6,4). Até quando, Senhor, Te esquecerás de nós? Por quanto tempo ainda nos esconderás a tua face? (Sl 12,2). Quando nos olharás e nos ouvirás? Quando iluminarás os nossos olhos e nos mostrarás a tua face? Quando virás de novo até nós? Olha para nós, Senhor, ilumina-nos, mostra-Te a nós. Concede-nos o bem da tua presença, a nós que, sem Ti, nada fazemos bem. Tem piedade dos nossos esforços activos para chegarmos a Ti, nós que nada podemos sem Ti. Se nos convidas, ajuda-nos. |
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
domingo
Naquele dia, cantarão este hino na terra de Judá: «Nós temos uma cidade forte; muralhas e fortificações foram postas para nos proteger. Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom, Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Nem todo aquele que Me diz 'Senhor, Senhor' entrará no reino dos Céus, mas só aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus. «Seja feita a vossa vontade.» Tomado em toda a sua plenitude, este acto de abandono deve ser a regra da vida cristã, regendo o nosso dia, da manhã à noite, o curso do ano, a vida inteira. Esta deve ser a única preocupação do cristão; todas as outras são entregues ao Senhor, mas essa será nossa até ao último dia. Pois é um facto objectivo que nunca estamos definitivamente certos de permanecer nos caminhos do Senhor. [...] |
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
domingo
Sobre este monte, o Senhor do Universo há-de preparar para todos os povos um banquete de manjares suculentos, um banquete de vinhos deliciosos: comida de boa gordura, vinhos puríssimos. O Senhor é meu pastor: nada me falta. Naquele tempo, foi Jesus para junto do mar da Galileia e, subindo ao monte, sentou-se. Se a Eucaristia é o memorial da Páscoa da Senhor, se pela nossa comunhão no altar somos cumulados da «plenitude das bênçãos e graças do céu» (cânone romano), a Eucaristia é também a antecipação da glória celeste. Na última ceia, o próprio Senhor chamou a atenção dos seus discípulos para a consumação da Páscoa no Reino de Deus: «Eu vos digo que não voltarei a beber deste fruto da videira, até o dia em que beberei convosco o vinho novo no Reino do meu Pai» (Mt 26, 29). Sempre que a Igreja celebra a Eucaristia, lembra-se desta promessa, e o seu olhar volta-se para «Aquele que vem» (Ap 1, 4). Na sua oração, ela clama pela sua vinda: «Marana tha» (1Cor 16, 22), «Vem, Senhor Jesus!» (Ap 22, 20), «que a tua graça venha e que este mundo passe!» (Didaké). |
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
domingo
Naquele dia, sairá um ramo do tronco de Jessé e um rebento brotará das suas raízes. Ó Deus, dai ao rei o poder de julgar Naquele tempo, Jesus exultou de alegria pela ação do Espírito Santo e disse: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque isto foi do teu agrado. Desde o princípio, Deus criou o homem para os seus dons. Ele escolheu os patriarcas com vista à salvação e preparou para Si um povo, ensinando os ignorantes a seguirem o rasto de Deus. Em seguida, instruiu os profetas, para habituar os homens a acolherem o seu Espírito neste mundo e a entrarem em comunhão com Deus. Ele não precisava de ninguém; mas, àqueles que precisavam dele, ofereceu a sua comunhão. Para esses, em quem pôs a sua complacência (Lc 2,14), concebeu antecipadamente, qual arquitecto, o edifício da salvação: nas trevas do Egipto, fez-se Ele próprio o seu guia; no deserto, onde erravam, deu-lhes uma lei apropriada; e àqueles que entraram na terra prometida, ofereceu-lhes uma herança escolhida; enfim, para todos os que regressam ao Pai, mata o cordeiro gordo e oferece-lhes uma veste preciosa (Lc 15,22). |
domingo, 29 de novembro de 2015
domingo
Irmãos: Se confessares com a tua boca: «Jesus é o Senhor», e acreditares no teu coração que Deus o ressuscitou de entre os mortos, serás salvo. Os céus proclamam a glória de Deus Caminhando ao longo do mar da Galileia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. Que pescaria admirável a do Salvador! Admirai a fé e a obediência dos discípulos. Como sabeis, a pesca exige uma atenção ininterrupta. Ora, no meio da sua labuta, eles ouvem o chamamento de Jesus e não hesitam um instante, dizendo por exemplo: «Deixa-nos ir a casa falar com a nossa família.» Não, deixam tudo e seguem-No, como Eliseu fez com Elias (1Rs 19,20). Esta é a obediência que Cristo nos pede: sem a menor hesitação, mesmo que necessidades aparentemente mais urgentes nos pressionem. Foi por isso que quando um jovem que queria segui-Lo Lhe pediu para ir primeiro sepultar o pai, Ele não lho permitiu (Mt 8,21). Seguir Jesus, obedecer à sua palavra, é um dever que tem prioridade sobre todos os outros. |
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