quinta-feira, 17 de julho de 2014

Evangelho do Dia


Sexta-feira, dia 18 de Julho de 2014

Sexta-feira da 15ª semana do Tempo Comum

Beato Bartolomeu dos Mártires, bispo, +1590

Comentário do dia
Orígenes : «O Filho do Homem até do sábado é Senhor»

Is. 38,1-6.21-22.7-8.

Naqueles dias, Ezequias, rei de Judá, adoeceu de uma enfermidade mortal. O profeta Isaías, filho de Amós, veio visitá-lo e disse-lhe: «Eis o que diz o Senhor: Faz o testamento, porque vais morrer muito brevemente.»
Ezequias voltou o rosto para a parede e fez ao SENHOR esta oração:
«SENHOR, lembra-te que tenho andado fielmente diante de ti, com um coração sincero e íntegro, pois fiz sempre a tua vontade.» E começou a chorar, derramando lágrimas abundantes.
Então, a palavra do SENHOR foi dirigida a Isaías nestes termos:
«Vai e diz a Ezequias: 'Eis o que diz o SENHOR, o Deus de teu pai David: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; vou acrescentar à tua vida mais quinze anos.
Hei-de livrar-te, a ti e a esta cidade, das mãos do rei da Assíria e protegê-la-ei.'»
Depois, Isaías deu esta ordem: «Tragam um emplastro de figos e apliquem-no na parte doente e ficará curado.»
E Ezequias perguntou: «Qual é o sinal que me garanta que ainda poderei ir ao templo do SENHOR?»
Isaías disse-lhe: «É este o sinal, da parte do SENHOR, para que saibas que Ele cumprirá a promessa:
No relógio de sol de Acaz farei retroceder a sombra dez graus, tantos quantos tinha avançado.» E o sol retrocedeu os dez graus que já tinha avançado.


Is. 38,10.11.12abcd.16.

«Eu pensei: 'A meio dos meus dias vou ter de descer às portas do Abismo,
privado do resto dos meus anos'.
Eu pensei: 'Não mais verei o Senhor na terra dos vivos.
Não mais verei os homens entre os habitantes do mundo.

A minha morada é levada para longe de mim,
como uma tenda de pastor;
enrolei a minha vida como um tecelão,
mas acabou-se-me por falta de fio.

Por Vós, Senhor, viverá o meu espírito
e o meu sofrimentro se converterá em paz.
Preservastes a minha alma da corrupção da morte,
perdoastes todos os meus pecados.




Mateus 12,1-8.

Naquele tempo, Jesus passou através das searas em dia de sábado e os discípulos, sentindo fome, começaram a apanhar e a comer espigas.
Ao verem isso, os fariseus disseram-lhe: «Aí estão os teus discípulos a fazer o que não é permitido ao sábado!»
Mas Ele respondeu-lhes: «Não lestes o que fez David, quando sentiu fome, ele e os que estavam com ele?
Como entrou na casa de Deus e comeu os pães da oferenda, que não lhe era permitido comer, nem aos que estavam com ele, mas unicamente aos sacerdotes?
E nunca lestes na Lei que, ao sábado, no templo, os sacerdotes violam o sábado e ficam sem culpa?
Ora, Eu digo vos que aqui está quem é maior que o templo.
E, se compreendêsseis o que significa: Prefiro a misericórdia ao sacrifício, não teríeis condenado estes que não têm culpa.
O Filho do Homem até do sábado é Senhor.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Orígenes (c. 185-253), presbítero, teólogo
Homilias sobre os Números, n°23

«O Filho do Homem até do sábado é Senhor»

Não vemos que as palavras do Génesis: «Deus repousou, no sétimo dia, do trabalho por Ele realizado» (Gn 2,2) se tenham realizado neste sétimo dia da Criação, nem que se realizem hoje. Vemos Deus sempre a trabalhar. Não há sábado em que Deus pare de trabalhar, não há dia em que Ele deixe de «fazer com que o sol se levante sobre os bons e os maus e fazer cair a chuva sobre os justos e os pecadores» (Mt 5,45), em que deixe de «fazer crescer as ervas nas montanhas e as plantas para o alimento dos homens» (Sl 146,8) […], em que deixe de «dar a morte e a vida» (1Sam 2,6).


Assim, o Senhor responde àqueles que O acusam de trabalhar e de curar no sábado: «Meu Pai trabalha continuamente e Eu também trabalho» (Jo 5,17), querendo com isto dizer que, durante o tempo deste mundo, não há sábado em que Deus descanse de zelar pelo andamento do mundo e pelos destinos do género humano. […] Na sua sabedoria de Criador, Ele não cessa de exercer a sua providência e a sua benevolência sobre as suas criaturas, «até ao fim do mundo» (Mt 28,20). Portanto, o verdadeiro sábado em que Deus descansará de todos os seus trabalhos será o mundo futuro, quando «fugirão a tristeza e os gemidos» (Is 35,10 LXX), e Deus será «tudo em todos» (Col 3,11).







quarta-feira, 16 de julho de 2014

Evangelho do Dia


Quinta-feira, dia 17 de Julho de 2014

Quinta-feira da 15ª semana do Tempo Comum

Beato Inácio de Azevedo e companheiros, mártires, +1570, Beato Nicolau Dinis, mártir, +1570, Beato Bento de Castro, mártir, +1570

Comentário do dia
Odes de Salomão : «Vinde a Mim, todos os que estais cansados»

Is. 26,7-9.12.16-19.

O caminho do justo é recto; é o Senhor quem prepara o caminho do justo.
Seguindo os caminhos dos teus desejos, SENHOR, esperamos em ti. E com que ansiedade pronunciamos o teu nome e nos lembramos de ti!
A minha alma suspira por ti de noite, e do mais profundo do meu espírito, eu te procuro pela manhã, porque quando exerces sobre a terra os teus julgamentos, os habitantes do mundo aprendem a justiça.
SENHOR, dá-nos a paz, porque és Tu que realizas todos os nossos empreendimentos.
SENHOR, na tribulação, nós recorríamos a ti, quando a força do teu castigo nos abatia.
Como a mulher grávida, prestes a dar à luz, se torce e grita nas suas dores, assim éramos nós na tua presença, SENHOR.
Nós concebemos, sofremos dores de parto, e o que demos à luz foi vento. Não demos a salvação ao nosso país, nem nasceram novos habitantes na terra.
Os teus mortos reviverão, os seus cadáveres ressuscitarão. Despertai e rejubilai vós que jazeis no sepulcro! Pois o teu orvalho é um orvalho de luz, que fará renascer os que não passavam de sombras.


Salmos 102(101),13-14ab.15.16-18.19-21.

Tu, porém, Senhor, permaneces para sempre
e o teu nome será lembrado por todas as gerações.
Levanta-te, tem piedade de Sião;
já é tempo de lhe perdoares.
Os teus servos amam as suas pedras,
sentem pena das suas ruínas.

Os povos reverenciarão o nome do Senhor,
e todos os reis da terra, a Vossa majestade.
Quando o Senhor restaurar Sião,
e manifestar a sua glória
atenderá a súplica do infeliz
e não desprezará a sua oração.

Escreva-se tudo isto para as gerações futuras
e o povo que há-de formar louvará o Senhor.
Debruçou-se do alto da sua morada
lá do Céu o Senhor olhou para a terra,
para ouvir o gemido dos cativos,
para libertar os condenados à morte.




Mateus 11,28-30.

Naquele tempo, Jesus exclamou: «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Odes de Salomão (texto cristão hebraico do início do século II)
Nº 30

«Vinde a Mim, todos os que estais cansados»

Tirai água da fonte viva do Senhor (cf Jo 4,10; 7,37),

pois ela está aberta para vós.

Vinde, vós todos que tendes sede,

bebei a bebida que sacia.

Repousai junto à fonte do Senhor,

pois ela é bela e pura, sacia a alma.


Esta água é mais doce que o mel,

o néctar das abelhas não se lhe compara (cf Sl 19,11),

pois ela jorra dos lábios do Senhor,

do seu coração extrai o seu nome.


Ela jorra, ilimitada e invisível;

antes de ter aparecido ninguém a tinha visto.

Felizes aqueles que beberam

e saciaram a sua sede!







terça-feira, 15 de julho de 2014

Evangelho do Dia


Quarta-feira, dia 16 de Julho de 2014

Quarta-feira da 15ª semana do Tempo Comum
Nossa Senhora do Carmo (festa, no Brasil)

Comentário do dia
Santo Ireneu de Lyon : «Tu as revelaste aos pequeninos»

Is. 10,5-7.13-16.

Assim fala o Senhor: «Ai da Assíria, vara da minha cólera, o bastão das suas mãos é o bastão do meu furor!
Eu o atirei contra uma nação ímpia, e o lancei contra o povo, objecto do meu furor, para o saquear e despojar e para o calcar aos pés como lama das ruas.
Mas ele não entendeu assim, nem eram estes os planos do seu coração. O seu propósito era destruir e exterminar muitas nações.
Realmente ele afirma: «Foi pela força da minha mão que fiz isto, com a minha sabedoria, porque sou inteligente. Mudei as fronteiras dos povos, saqueei os seus tesouros, como um herói derrubei toda aquela gente.
Apanhei com a minha mão a riqueza dos povos, como quem recolhe os ovos deixados num ninho. Juntei a terra inteira e ninguém bateu as asas, nem abriu a boca para piar.»
Acaso gloriar-se-á o machado contra quem o maneja? Ou levantar-se-á a serra contra o serrador? Um bastão não pode comandar um homem, é o homem que faz mover o bastão.
Por isso, o Senhor DEUS do universo enfraquecerá com a doença aqueles guerreiros; debaixo do fígado acender-lhes-á uma febre como um fogo de incêndio.


Salmos 94(93),5-6.7-8.9-10.14-15.

Esmagam o teu povo, Senhor,
e espezinham a tua herança.
Matam a viúva e o estrangeiro
e assassinam os órfãos.

Eles dizem: "O Senhor não vê,
o Deus de Jacob não dá por isso!
"Reflecti, ó gente imbecil!
E vós, insensatos, quando ganhareis juízo?

Porventura, quem fez o ouvido não ouvirá?
Aquele que fez os olhos não há de ver?
Aquele que corrige as nações, não castigará?
Se é Ele quem ensina aos homens a ciência?

O Senhor não rejeita o seu povo
nem abandona a sua herança.
Mas há-de julgar com justiça
e hão-de segui-la todos os corações rectos.




Mateus 11,25-27.

Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos.
Sim, ó Pai, porque isso foi do teu agrado.
Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208), bispo, teólogo, mártir
Contra as heresias, IV, 6, 4-7, 3

«Tu as revelaste aos pequeninos»

Eis o que nos ensina o Senhor: ninguém pode conhecer a Deus a não ser que Deus Se lhe revele; dito de outra forma, não podemos conhecer a Deus sem a ajuda de Deus. Mas o Pai quer que O conheçamos. […] O Filho, servindo o Pai, conduz todas as coisas à sua perfeição desde o princípio até ao fim, e sem Ele ninguém pode conhecer a Deus. Porque o conhecimento do Pai é o Filho. […] Por isso é que o Senhor diz: «Ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.» A palavra «revelar» não designa somente o futuro, como se o Verbo não tivesse começado a revelar o Pai senão depois do seu nascimento de Maria; esta palavra tem um alcance genérico e aplica-se à totalidade do tempo. Desde o princípio que o Filho, estando presente na criação para a qual serviu de modelo, revela o Pai a todos aqueles que o Pai quer (cf Rom 1,20), quando Ele quer e como Ele quer. Em todas as coisas e através de todas as coisas há um só Deus Pai, um só Verbo, um só Espírito e uma só salvação para todos aqueles que nele crêem. […]


O Filho revela o Pai a todos aqueles de quem o Pai deseja ser conhecido, a «belo prazer» do Pai. […] Por isso é que o Senhor dizia aos seus discípulos: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por Mim. Se ficastes a conhecer-Me, conhecereis também o meu Pai. E já O conheceis, pois estais a vê-Lo» (Jo 14,6-7).







Evangelho do Dia


Terça-feira, dia 15 de Julho de 2014

Terça-feira da 15ª semana do Tempo Comum
Santíssimo Redentor

S. Boaventura, bispo, Doutor da Igreja, +1274

Comentário do dia
São Rafael Arnaiz Barón : «Porque não se converteram»

Is. 7,1-9.

No tempo em que Acaz, filho de Jotão e neto de Uzias reinava em Judá, aconteceu que Recin, rei de Damasco e Pecá, filho de Remalias, rei de Israel, marcharam contra Jerusalém para a combater, mas não puderam apoderar-se dela.
Chegou a notícia ao herdeiro de David: «Os sírios acampam em Efraim.» Ao ouvir isto, agitou-se o coração do rei e do seu povo, como se agitam as árvores das florestas impelidas pelo vento.
Então o SENHOR disse a Isaías: «Sai ao encontro de Acaz com o teu filho Chear-Yachub, na extremidade do aqueduto da piscina superior, junto à Calçada do Bataneiro,
e diz-lhe: 'Tranquiliza-te, tem calma, não temas nem te acobardes diante do furor de Recin, rei da Síria, e de Pecá, filho de Remalias: não passam de dois tições fumegantes.
De facto, a Síria, Efraim e o filho de Remalias decidiram a tua ruína dizendo:
Vamos contra Judá e sitiemo-la, e proclamaremos rei o filho de Tabiel.'»
Assim diz o Senhor DEUS: «Tal não acontecerá nem se realizará.
Assim como é verdade que a capital da Síria é Damasco, e que o chefe de Damasco é Recin;
que a capital de Efraim é Samaria, e que o chefe da Samaria é o filho de Remalias; também é verdade que daqui a cinco ou seis anos Efraim será destruída, deixará de ser povo. Se não o acreditardes, não subsistireis.»


Salmos 48(47),2-3a.3b-4.5-6.7-8.

Grande é o Senhor e digno de louvor,
na cidade do nosso Deus,
no seu monte santo.


Belo em altura, alegria de toda a terra,
O monte Sião, nas alturas do Norte,
é a cidade do grande rei.
No meio das suas fortalezas,

Deus mostrou se um refúgio seguro.
Eis que os reis se coligaram
e juntos atacaram a cidade.
Mal a viram, ficaram aterrados,

perturbaram-se e puseram se em fuga.
Ali mesmo apoderou se deles o medo,
uma angústia como a da mulher que dá à luz;
era como o vento leste,

que destroça as naus de Társis.



Mateus 11,20-24.

Naqueles tempo, começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinha realizado a maior parte dos seus milagres, por não se terem arrependido:
«Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres realizados entre vós, tivessem sido feitos em Tiro e em Sídon, de há muito se teriam convertido, vestindo-se de saco e com cinza.
Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para Tiro e Sídon do que para vós.
E tu, Cafarnaúm, julgas que serás exaltada até ao céu? Serás precipitada no abismo. Porque, se os milagres que em ti se realizaram tivessem sido feitos em Sodoma, ela ainda hoje existiria.
Aliás, digo-vos Eu: No dia do juízo, haverá mais tolerância para os de Sodoma do que para ti.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Rafael Arnaiz Barón (1911-1938), monge trapista espanhol
Escritos espirituais, 1937/01/25

«Porque não se converteram»

Que tortuosos caminhos temos de percorrer para alcançar a simplicidade! […] Muitas vezes, se não praticamos esta virtude, é devido ao nosso modo de ser complicado, que rejeita a simplicidade. Muitas vezes, não conseguimos entender a grandiosidade que se esconde num acto de simplicidade. Procuramos o que é grandioso no que é complicado; buscamos a magnificência das coisas na sua dificuldade […]


A virtude, Deus, a vida interior: que difícil me parecia viver tudo isto! Agora, não é que tenha a virtude, ou que o meu conhecimento de Deus e da vida espiritual esteja completamente claro, mas vi que alcançamos tudo isso justamente ao contrário, pela simplicidade de coração e pela pureza de espírito. […] Sim, é verdade: para alcançar a virtude não é necessário fazer um plano de caminho, nem dedicarmo-nos a grandes estudos; basta o simples acto de querer; muitas vezes, basta a simples vontade. Então, porque não alcançamos a virtude mais vezes? Porque não somos simples; porque complicamos os nossos desejos; porque, devido à nossa falta de vontade, tudo o que queremos se torna difícil. Ela deixa-se levar pelo que lhe agrada, pelo que é cómodo, pelo que não é necessário, e muitas vezes por desejos desordenados. […] Se quiséssemos, seriamos santos, e é muito mais difícil ser engenheiro do que ser santo.







domingo, 13 de julho de 2014

Evangelho do Dia


Segunda-feira, dia 14 de Julho de 2014

Segunda-feira da 15ª semana do Tempo Comum

S. Camilo de Lellis, presbítero, fundador, +1614

Comentário do dia
Eusébio de Cesareia : «Quando lhes falo de paz, logo eles falam de guerra» (Sl 119,7)

Is. 1,10-17.

Ouvi a palavra do Senhor, ó príncipes de Sodoma; escutai a lição do nosso Deus, povo de Gomorra:
«De que me serve a mim a multidão das vossas vítimas? diz o SENHOR. Estou farto de holocaustos de carneiros, de gordura de bezerros. Não me agrada o sangue de vitelos, de cordeiros nem de bodes.
Quando me viestes prestar culto, quem reclamou de vós semelhantes dons, ao pisardes o meu santuário?
Não me ofereçais mais dons inúteis: o incenso é-me abominável; as celebrações lunares, os sábados, as reuniões de culto, as festas e as solenidades são-me insuportáveis.
Abomino as vossas celebrações lunares, e as vossas festas; estou cansado delas, não as suporto mais.
Quando levantais as vossas mãos, afasto de vós os meus olhos; podeis multiplicar as vossas preces, que Eu não as atendo. É que as vossas mãos estão cheias de sangue.
Lavai-vos, purificai-vos, tirai da frente dos meus olhos a malícia das vossas acções. Cessai de fazer o mal,
aprendei a fazer o bem; procurai o que é justo, socorrei os oprimidos, fazei justiça aos órfãos, defendei as viúvas.


Salmos 50(49),8-9.16bc-17.21.23.

Não é pelos sacífícios que Eu te repreendo:
os teus holocaustos estão sempre na minha presença.
Não aceito os novilhos da tua casa

nem os cabritos do teu rebanho.
«Como falas tanto na minha lei
e trazes na boca a minha aliança,

tu que detestas os meus ensinamentos
e rejeitas as minhas palavras?
Tens feito tudo isto. Poderei Eu calar-me?

Pensavas que Eu era igual a ti?
Vou chamar-te a julgamento
e lançar-te tudo isto em rosto!»

Honra-me quem oferece o sacrifício de louvor;
a quem anda por este caminho
farei participar da salvação de Deus.




Mateus 10,34-42.11,1.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada.
Porque vim separar o filho do seu pai, a filha da sua mãe e a nora da sua sogra;
de tal modo que os inimigos do homem serão os seus familiares.
Quem amar o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem amar o filho ou filha mais do que a mim, não é digno de mim.
Quem não tomar a sua cruz para me seguir, não é digno de mim.
Aquele que conservar a vida para si, há-de perdê-la; aquele que perder a sua vida por causa de mim, há-de salvá-la.»
«Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.
Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá recompensa de profeta; e quem recebe um justo, por ele ser justo, receberá recompensa de justo.
E quem der de beber a um destes pequeninos, ainda que seja somente um copo de água fresca, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa.»
Quando Jesus acabou de dar estas instruções aos doze discípulos, partiu dali, a fim de ir ensinar e pregar nas suas cidades.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Eusébio de Cesareia (c. 265-340), bispo, teólogo, historiador
Sobre a palavra do Senhor: «Não penseis que vim trazer a paz à Terra»; PG 24, 1176

«Quando lhes falo de paz, logo eles falam de guerra» (Sl 119,7)

Jesus veio «reconciliar todas as coisas, pacificando com o sangue da sua cruz tanto as que estão na Terra como as que estão no céu» (Col 1,20). Se isto é verdade, como compreenderemos nós o que o próprio Salvador diz no Evangelho: «Não penseis que vim trazer a paz à Terra»? […] Acaso poderia a paz não trazer a paz?


Quando enviou o seu Filho, o desígnio de Deus era salvar os homens. E a missão que devia cumprir era a de estabelecer a paz no céu e na Terra. Então porque não há paz? Por causa da fraqueza daqueles que não conseguiram receber o brilho da Luz verdadeira (cf Jo 1, 9-10). Cristo proclama a paz; é o que diz também o apóstolo Paulo: «Ele é a nossa paz» (Ef 2,14); mas trata-se unicamente da paz daqueles que crêem e que O recebem.


Certa filha fez-se crente, mas seu pai continua descrente […]: «que parte pode ter o fiel com o infiel?» (2Cor 6,15). Torna-se crente o filho, mas o pai mantém-se incrédulo […]: onde a paz é proclamada, instala-se a confusão […]. «Proclamo a paz, sim, mas a Terra não a recebe.» Não era este o desígnio do semeador, que esperava o fruto da Terra.







sábado, 12 de julho de 2014

Evangelho do Dia


Domingo, dia 13 de Julho de 2014

15º Domingo do Tempo Comum - Ano A
XV Domingo Comum (semana III do saltério)

Santa Teresa de Jesus dos Andes, virgem, +1920, Santos Henrique II, imperador (+1024) e Cunegundes, sua esposa (+1033)

Comentário do dia
Papa Francisco: «Aquele que recebeu a semente em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende: esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta.»

Is. 55,10-11.

Assim fala o Senhor: «Assim como a chuva e a neve descem do céu não voltam para lá, sem terem regado a terra, sem a terem fecundado e feito produzir, para que dê semente ao semeador e pão para comer,
o mesmo sucede à palavra que sai da minha boca: não voltará para mim vazia, sem ter realizado a minha vontade e sem cumprir a sua missão.


Salmos 65(64),10abcd.10e-11.12-13.14.

Cuidaste da terra e tornaste-a fértil,
cumulando-a de riquezas.
Enches, a transbordar, os rios caudalosos
e fazes brotar o trigo

irrigando-o grandemente.
Assim preparas a terra,
Regas os seus sulcos e aplanas as leivas;
amoleces a terra com chuvas abundantes

e abençoas as suas sementeiras.
Coroas o ano com os teus benefícios;
por onde passas, brota a abundância.
Vicejam as pastagens do deserto,

as colinas vestem se de festa.
Os campos cobrem-se de rebanhos
e os vales enchem-se de trigais.   
Tudo aclama e grita de alegria.




Romanos 8,18-23.

Irmãos: Estou convencido de que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que há-de revelar-se em nós.
Pois até a criação se encontra em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus.
De facto, a criação foi sujeita à destruição não voluntariamente, mas por disposição daquele que a sujeitou na esperança
de que também ela será libertada da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus.
Bem sabemos como toda a criação geme e sofre as dores de parto até ao presente.
Não só ela. Também nós, que possuímos as primícias do Espírito, nós próprios gememos no nosso íntimo, aguardando a adopção filial, a libertação do nosso corpo.


Mateus 13,1-23.

Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se à beira-mar.
Reuniu-se a Ele uma tão grande multidão, que teve de subir para um barco, onde se sentou, enquanto toda a multidão se conservava na praia.
Jesus falou-lhes de muitas coisas em parábolas: «O semeador saiu para semear.
Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho: e vieram as aves e comeram-nas.
Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra: e logo brotaram, porque a terra era pouco profunda;
mas, logo que o sol se ergueu, foram queimadas e, como não tinham raízes, secaram.
Outras caíram entre espinhos: e os espinhos cresceram e sufocaram-nas.
Outras caíram em terra boa e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; e outras, trinta.
Aquele que tiver ouvidos, oiça!»
Aproximando-se de Jesus, os discípulos disseram-lhe: «Porque lhes falas em parábolas?»
Respondendo, disse-lhes: «A vós é dado conhecer os mistérios do Reino do Céu, mas a eles não lhes é dado.
Pois, àquele que tem, ser-lhe-á dado e terá em abundância; mas àquele que não tem, mesmo o que tem lhe será tirado.
É por isso que lhes falo em parábolas: pois vêem, sem ver, e ouvem, sem ouvir nem compreender.
Cumpre-se neles a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis; e, vendo, vereis, mas não percebereis.
Porque o coração deste povo tornou se-duro, e duros também os seus ouvidos; fecharam os olhos, não fossem ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, compreender com o coração, e converter-se, para Eu os curar.
Quanto a vós, ditosos os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
Em verdade vos digo: Muitos profetas e justos desejaram ver o que estais a ver, e não viram, e ouvir o que estais a ouvir, e não ouviram.»
«Escutai, pois, a parábola do semeador.
Quando um homem ouve a palavra do Reino e não compreende, chega o maligno e apodera-se do que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente à beira do caminho.
Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe, de momento, com alegria;
mas não tem raiz em si mesmo, é inconstante: se vier a tribulação ou a perseguição, por causa da palavra, sucumbe logo.
Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra que, por isso, não produz fruto.
E aquele que recebeu a semente em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende: esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Papa Francisco
Exortação apostólica Evangelii Gaudium / A Alegria do Evangelho §§ 174-175

«Aquele que recebeu a semente em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende: esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta.»

Toda a evangelização está fundada sobre esta Palavra escutada, meditada, vivida, celebrada e testemunhada. A Sagrada Escritura é fonte da evangelização. Por isso, é preciso formar-se continuamente na escuta da Palavra. A Igreja não evangeliza, se não se deixa continuamente evangelizar. É indispensável que a Palavra de Deus «se torne cada vez mais o coração de toda a atividade eclesial» [Bento XVI]. A Palavra de Deus ouvida e celebrada, sobretudo na Eucaristia, alimenta e reforça interiormente os cristãos e torna-os capazes de um autêntico testemunho evangélico na vida diária. Superámos já a velha contraposição entre Palavra e Sacramento: a Palavra proclamada, viva e eficaz, prepara a recepção do Sacramento e, no Sacramento, essa Palavra alcança a sua máxima eficácia.


O estudo da Sagrada Escritura deve ser uma porta aberta para todos os crentes. É fundamental que a Palavra revelada fecunde radicalmente a catequese e todos os esforços para transmitir a fé. A evangelização requer a familiaridade com a Palavra de Deus e isto exige que as dioceses, paróquias e todos os grupos católicos proponham um estudo sério e perseverante da Bíblia e promovam igualmente a sua leitura orante pessoal e comunitária. Nós não procuramos Deus tacteando, nem precisamos de esperar que Ele nos dirija a palavra, porque realmente «Deus falou, já não é o grande desconhecido, mas mostrou-Se a Si mesmo» [Bento XVI]. Acolhamos o tesouro sublime da Palavra revelada!







sexta-feira, 11 de julho de 2014

Evangelho do Dia


Sabado, dia 12 de Julho de 2014

Sábado da 14ª semana do Tempo Comum

S. João Gualberto, monge, +1073, Beatos Luis e Zélia Martin, esposos e pais de Santa Teresinha

Comentário do dia
Tomás de Celano : «E nem um deles [pássaros] cairá por terra sem o consentimento do vosso Pai. […] Não temais!»

Is. 6,1-8.

No ano em que morreu o rei Ozias, rei de Judá, vi o Senhor sentado num trono alto e sublime; as franjas do seu manto enchiam o templo.
Os serafins estavam diante dele, cada um tinha seis asas; com duas asas cobriam o rosto, com duas asas cobriam o corpo, com duas asas voavam.
E clamavam uns para os outros: «Santo, santo, santo, o SENHOR do universo! Toda a terra está cheia da sua glória!»
E tremiam os gonzos das portas ao clamor da sua voz, e o templo encheu-se de fumo.
Então disse: «Ai de mim, estou perdido, porque sou um homem de lábios impuros, que habita no meio de um povo de lábios impuros, e vi com os meus olhos o Rei, SENHOR do universo!»
Um dos serafins voou na minha direcção; trazia na mão uma brasa viva, que tinha tomado do altar com uma tenaz.
Tocou na minha boca e disse: «Repara bem, isto tocou os teus lábios, foi afastada a tua culpa, e apagado o teu pecado!»
Então, ouvi a voz do Senhor que dizia: «Quem enviarei? Quem será o nosso mensageiro?» Então eu disse: «Eis-me aqui, envia-me.»


Salmos 93(92),1ab.1c-2.5.

O Senhor é rei,
revestiu-Se de majestade.
Revestido e cingido de poder está o Senhor.

Firmou o universo, que não vacilará.
O teu trono, Senhor, está firme desde sempre;
e Tu existes desde a eternidade.

São dignos de fé os teus testemunhos,
a tua casa está adornada de santidade
por todo o sempre, ó Senhor!




Mateus 10,24-33.

Naquele tempo, Jesus disse aos seus apóstolos: «O discípulo não é superior ao mestre, nem o servo é superior ao seu senhor.
Basta ao discípulo ser como o mestre e ao servo ser como o senhor. Se ao dono da casa chamaram Belzebu, o que não chamarão eles aos familiares!
Não os temais, portanto, pois não há nada encoberto que não venha a ser conhecido.
O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais ao ouvido, proclamai-o sobre os terraços.
Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode fazer perecer na Geena o corpo e a alma.
Não se vendem dois pássaros por uma pequena moeda? E nem um deles cairá por terra sem o consentimento do vosso Pai!
Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados!
Não temais, pois valeis mais do que muitos pássaros.»
«Todo aquele que se declarar por mim, diante dos homens, também me declararei por ele diante do meu Pai que está no Céu.
Mas aquele que me negar diante dos homens, também o hei-de negar diante do meu Pai que está no Céu.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Tomás de Celano (c. 1190-c. 1260), biógrafo de São Francisco e de Santa Clara
Primeira vida de São Francisco, §58

«E nem um deles [pássaros] cairá por terra sem o consentimento do vosso Pai. […] Não temais!»

Ao chegar perto dum grande bando de pássaros, o beato Francisco constatou que estes o esperavam; saudou-os como habitualmente, maravilhou-se ao ver que não levantavam voo como seria normal e disse-lhes que deviam escutar a Palavra de Deus, pedindo-lhes humildemente que prestassem atenção.


Disse-lhes, entre outras coisas: «Meus irmãos pássaros, é bom que louveis o vosso Criador e O ameis sempre: Ele deu-vos as penas para vos vestirdes, as asas para voardes e tudo aquilo de que precisais para viver. De todas as criaturas de Deus, sois vós as mais agraciadas. Deu-vos como domínio os ares e a sua limpidez. Não precisais de semear nem de colher; Ele dá-vos alimento e abrigo sem que tenhais de vos inquietar» (cf Mt 6,26). Ao ouvirem estas palavras, que também se referiam ao próprio santo e aos seus companheiros, os pássaros exprimiram à sua maneira uma alegria admirável: alongaram o pescoço, abriram as asas e o bico e olharam-no atentamente. Ele ia e vinha entre eles, roçando-lhes com a túnica na cabeça e no corpo. Finalmente, abençoou-os, traçando sobre eles o sinal da cruz, e permitiu-lhes levantar voo. Depois retomou o caminho com os seus companheiros e, exultando de alegria, dava graças a Deus que assim era reconhecido e venerado por todas as suas criaturas.


Francisco não era um pobre de espírito; mas tinha a graça da simplicidade e assim recriminava-se pela sua negligência por ainda não ter pregado aos pássaros, uma vez que esses animais escutavam com tanto respeito a Palavra de Deus. E a partir desse dia não deixava de exortar todas as aves, todos os animais, os répteis e mesmo as criaturas inanimadas a amar e a louvar o Criador.







quinta-feira, 10 de julho de 2014

Evangelho do Dia


Sexta-feira, dia 11 de Julho de 2014

S. Bento, co-padroeiro da Europa

São Bento, abade, patrono da Europa, +547

Comentário do dia
Pio XII: São Bento estabeleceu a paz de Cristo na Europa invadida pelos bárbaros

Prov. 2,1-9.

Meu filho, se receberes as minhas palavras e guardares cuidadosamente os meus mandamentos,
prestando o teu ouvido à sabedoria, e inclinando o teu coração ao entendimento;
se invocares a inteligência e fizeres apelo ao entendimento,
se a buscares como se procura a prata e a pesquisares como um tesouro escondido,
então, compreenderás o temor do Senhor e chegarás ao conhecimento de Deus.
Porque o Senhor é quem dá a sabedoria e da sua boca procedem o saber e o entendimento.
Ele reserva a salvação para os rectos e é um escudo para os que procedem honestamente.
Protege os caminhos dos justos e dirige os passos dos seus fiéis.
Então, compreenderás a justiça e a equidade, a rectidão e todos os caminhos que conduzem ao bem;


Salmos 34(33),2-11.

A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor,
escutem e alegrem-se os humildes.

Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.

Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

O anjo do Senhor protege os que O temem
e defende-os dos perigos.
Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que nele se refugia.

Temei o Senhor, vós os seus fiéis,
porque nada falta aos que O temem.
Os poderosos empobrecem e passam fome,
aos que procuram o Senhor não faltará riqueza alguma.




Mateus 19,27-29.

Naquele tempo, Pedro disse a Jesus: «Nós deixámos tudo e seguimos-te. Qual será a nossa recompensa?»
Jesus respondeu-lhes: «Em verdade vos digo: No dia da regeneração de todas as coisas, quando o Filho do Homem se sentar no seu trono de glória, vós, que me seguistes, haveis de sentar-vos em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.
E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Pio XII, papa de 1939 a 1958
Encíclica «Fulgens radiatur», de 21/03/1947

São Bento estabeleceu a paz de Cristo na Europa invadida pelos bárbaros

Com efeito, enquanto nessa escura e convulsionada época da história o cultivo da terra, o amor do trabalho e da arte, o estudo das ciências e das letras, tanto religiosas como profanas, eram lançados, por uma espécie de desdém geral e sintomático, ao abandono, dos mosteiros beneditinos sai uma plêiade luminosa de agricultores, de artistas, de sábios, que nos salvaram incólumes os monumentos da velha literatura, conciliaram os velhos e os novos povos, em guerras constantes, reduzindo-os da barbárie renascente, das correrias, do saque, à moderação da moral humana e cristã, à abnegação do trabalho, à luz da verdade; reconstituíram, enfim, uma civilização enformada nos princípios do Evangelho.


Isso, porém, não é tudo. A base, a directriz, por assim dizer, suprema de toda a vida beneditina é que todo trabalho, seja ele qual for, intelectual ou manual, seja, antes de mais, para o monge, veículo que o eleve a Jesus Cristo e centelha que o inflame no seu amor perfeitíssimo. Não podem, com efeito, as coisas da terra, nem do universo, satisfazer as exigências espirituais do homem, que Deus criou para Si. […] Por essa razão, é absolutamente necessário que nada se anteponha ao amor de Cristo, que nada nos seja mais caro que o seu amor, que, numa palavra, nada absolutamente se anteponha a Cristo, que Se digna conduzir-nos à posse da vida eterna.


A este ardentíssimo amor de Jesus Cristo é necessário que corresponda o amor do próximo, porque a todos, indistintamente, devemos o ósculo fraterno da paz e o tributo solícito do nosso arrimo. Donde, enquanto a intriga e o ódio convulsionavam e lançavam os povos nos campos de batalha e, nessa confusão cósmica dos homens e das coisas, erguiam ao alto o facho sangrento da morte, do roubo, da miséria e das lágrimas, Bento legava a seus filhos este preceito santíssimo: «Ponha-se particular cuidado e solicitude no recebimento dos pobres e viajantes estrangeiros, porque é na pessoa destes que principalmente se recebe a Cristo»; e «todos os hóspedes que se apresentarem no mosteiro se recebam como se fossem Cristo, porque Ele há-de dizer: fui hóspede e recebeste-me» (Mt 25,35). E mais ainda: «antes de tudo, haja o maior cuidado no tratamento dos doentes, sirvam-se com tal diligência como se fossem realmente Cristo, porque Ele disse: estive doente e me viestes visitar» (v. 36).







quarta-feira, 9 de julho de 2014

Evangelho do Dia


Quinta-feira, dia 10 de Julho de 2014

Quinta-feira da 14ª semana do Tempo Comum

Santa Felicidade e seus sete filhos, mártires, +162, Santa Verónica de Giuliani, religiosa, +1727

Comentário do dia
São Boaventura : «Proclamai que está próximo o Reino dos Céus»

Oseias 11,1-4.8c-9.

Eis o que diz o Senhor: «Quando Israel era ainda menino, Eu amei-o, e chamei do Egipto o meu filho.
Mas, quanto mais os chamei, mais eles se afastaram; ofereceram sacrifícios aos ídolos de Baal e queimaram oferendas a estátuas.
Entretanto, Eu ensinava Efraim a andar, trazia-o nos meus braços, mas não reconheceram que era Eu quem cuidava deles.
Segurava-os com laços humanos, com laços de amor, fui para eles como os que levantam uma criancinha contra o seu rosto; inclinei-me para ele para lhe dar de comer.
Como poderia abandonar-te, ó Efraim? Entregar-te, ó Israel? Como poderia Eu abandonar-te, como a Adma, ou tratar-te como Seboim? O meu coração dá voltas dentro de mim, comovem-se as minhas entranhas.
Não desafogarei o furor da minha cólera, não voltarei a destruir Efraim; porque sou Deus e não um homem, sou o Santo no meio de ti, e não me deixo levar pela ira.


Salmos 80(79),2ac.3b.15-16.

Escutai, pastor de Israel,
Tu que tens o teu trono sobre os querubins!
Despertai o vosso poder
e vinde em nosso auxílio

Ó Deus do universo, volta, por favor,
olha lá do céu e vê: cuida desta vinha!
Trata da cepa que a Tua mão direita plantou,
dos rebentos que fizeste crescer para nós.




Mateus 10,7-15.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus Apóstolos: «Ide e proclamai que está próximo o reino dos Céus .
Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça.
Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos;
nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento.
Em qualquer cidade ou aldeia onde entrardes, procurai saber se há nela alguém que seja digno, e permanecei em sua casa até partirdes.
Ao entrardes numa casa, saudai-a.
Se essa casa for digna, a vossa paz desça sobre ela; se não for digna, volte para vós.
Se alguém não vos receber nem escutar as vossas palavras, ao sair dessa casa ou dessa cidade, sacudi o pó dos vossos pés.
Em verdade vos digo: No dia do juízo, haverá menos rigor para a terra de Sodoma e de Gomorra do que para aquela cidade.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja
Vida de S. Francisco, «Legenda Major», cap. 3

«Proclamai que está próximo o Reino dos Céus»

A entrada na Ordem [de S. Francisco] de mais um homem de bem elevou para sete o número dos filhos do servo de Deus. Então, esse bom pai reuniu-os a todos e falou-lhes longamente do Reino de Deus, do desprezo do mundo, da renúncia à própria vontade e da mortificação dos sentidos, e anunciou-lhes o seu projecto de os enviar aos quatro cantos do mundo. […]


«Ide — disse com ternura aos seus filhos — e anunciai a paz aos homens; proclamai a conversão, para que obtenham o perdão dos pecados (Mc 1,4). Sede pacientes nas tribulações, assíduos na oração, corajosos no trabalho; pregai os vossos sermões com simplicidade, sede irrepreensíveis na vossa conduta e agradecidos pelos benefícios recebidos. Se cumprirdes tudo isto, será vosso o Reino do Céu (Mt 5,3; Lc 6,20)!»


Então, humildemente de joelhos diante do servo de Deus, eles acolheram este envio na alegria espiritual que advém da santa obediência. Francisco disse a cada um: «Abandona ao Senhor todas as preocupações, e Ele te sustentará» (Sl 54,23). Esta era a sua frase habitual sempre que enviava um irmão em missão. Quanto a ele, consciente da sua vocação de modelo e querendo igualmente pôr em prática não só os seus «ensinamentos» mas também as suas «obras» (Act 1,1), levou consigo um dos seus companheiros e tomou com ele a direcção de um dos quatro pontos cardeais.







terça-feira, 8 de julho de 2014

Evangelho do Dia


Quarta-feira, dia 09 de Julho de 2014

Quarta-feira da 14ª semana do Tempo Comum

Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus (Madre Paulina), S. Agostinho Zhao Rong, presbítero, +1815, e companheiros mártires

Comentário do dia
Papa Francisco: «Proclamai que o Reino do Céu está perto»

Oseias 10,1-3.7-8.12.

Israel era uma vinha frondosa, que dava muitos frutos. Quanto mais abundavam os seus frutos, tanto mais multiplicou os seus altares. Quanto mais prosperou a sua terra, mais ricas estelas construiu.
O coração deles é falso: vão sofrer o devido castigo; Ele mesmo derrubará os seus altares e deitará abaixo as suas estelas.
E dizem: «Não temos um rei, porque não tememos o SENHOR; e que poderá fazer por nós o nosso Rei?»
Samaria está aniquilada, o seu rei é como uma palha à deriva sobre a superfície da água.
Os lugares altos de Bet-Aven, o pecado de Israel, serão destruídos. Os espinhos e os abrolhos crescerão sobre os seus altares. Dirão então às montanhas: «Cobri--nos!» E às colinas: «Caí sobre nós!»
Lançai sementes de justiça, colhei segundo a misericórdia, lavrai terras incultas. É tempo de buscar o SENHOR, até que venha e faça chover a justiça para vós.


Salmos 105(104),2-3.4-5.6-7.

Cantai-lhe hinos e salmos,
proclamai as suas maravilhas.
Orgulhai-vos do seu nome santo;
alegre-se o coração dos que procuram o Senhor.

Recorrei ao Senhor e ao seu poder
e buscai sempre a sua face.
Recordai as maravilhas que Ele fez,
os seus prodígios e as sentenças da sua boca,

Descendentes de Abraão, seu servo,
filhos de Jacob, seu eleito.
O Senhor é o nosso Deus
e as suas sentenças são lei em toda a terra.




Mateus 10,1-7.

Naquele tempo, Jesus chamou a Si os seus doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades.
São estes os nomes dos doze Apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão;
Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu;
Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que o traiu.
Jesus enviou estes doze, depois de lhes ter dado as seguintes instruções: «Não sigais pelo caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos.
Ide, primeiramente, às ovelhas perdidas da casa de Israel.
Pelo caminho, proclamai que o Reino do Céu está perto.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Papa Francisco
Audiência geral de 10/04/2013 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev)

«Proclamai que o Reino do Céu está perto»

Devemos ter a coragem da fé, sem nos deixarmos conduzir pela mentalidade que nos diz: «Deus não é útil, não é importante para ti», e assim por diante. É precisamente o contrário: […] Deus é a nossa força! Deus é a nossa esperança! Caros irmãos e irmãs, nós somos os primeiros que devemos ter bem firme em nós esta esperança e dela devemos ser um sinal visível, claro e luminoso para todos. […]

A nossa esperança de cristãos é forte, certa e sólida nesta terra, onde Deus nos chamou a caminhar, e está aberta à eternidade porque se funda em Deus, que é sempre fiel. Não devemos esquecer: Deus é sempre fiel; Deus é sempre fiel para connosco. Ressuscitar com Cristo mediante o Baptismo (Rom 6,4), com o dom da fé, para uma herança que não se corrompe (1Ped 1,4), leva-nos a procurar em maior medida as realidades de Deus […]. Ser cristão não se reduz a seguir mandamentos, mas significa permanecer em Cristo, pensar como Ele, agir como Ele, amar como Ele; significa deixar que Ele tome posse da nossa vida e que a mude, transforme e liberte das trevas do mal e do pecado.

Prezados irmãos e irmãs, a quantos nos perguntarem a razão da nossa esperança (1Ped 3, 15), indiquemos Cristo ressuscitado. Indiquemo-Lo com o anúncio da Palavra, mas sobretudo com a nossa vida de ressuscitados. Manifestemos a alegria de ser filhos de Deus, a liberdade que nos permite viver em Cristo, que é a verdadeira liberdade, aquela que nos salva da escravidão do mal, do pecado e da morte! Contemplemos a Pátria celeste, e teremos uma luz e força renovadas, também no nosso compromisso e nas nossas labutas diárias. É um serviço precioso, o qual devemos prestar a este nosso mundo, que muitas vezes já não consegue elevar o olhar, já não consegue olhar para Deus.







segunda-feira, 7 de julho de 2014

Evangelho do Dia


Terça-feira, dia 08 de Julho de 2014

Terça-feira da 14ª semana do Tempo Comum

Santo Áquila e Santa Priscila, amigos de S. Paulo, S. Gregório Grassi, bispo, e companheiros, mártires, +1900

Comentário do dia
Concílio Vaticano II: Jesus percorria as cidades e as aldeias, [...] proclamando o Evangelho do Reino.

Oseias 8,4-7.11-13.

Eis o que diz o Senhor:«Os filhos de Israel elegeram reis sem minha aprovação, estabeleceram chefes sem o meu conhecimento. Da sua prata e do seu ouro fizeram ídolos para sua própria perdição.
Rejeito o teu bezerro, ó Samaria! A minha cólera inflamou-se contra eles. Até quando serão incapazes de purificar-se?
Porque ele é de Israel; foi um artista quem o fez, não é Deus. Será, pois, despedaçado o bezerro da Samaria.
Semearam ventos, colherão tempestades. Não terão espigas, e o grão não dará farinha; e mesmo que a desse, seria comida pelos estrangeiros.
Efraim multiplicou os altares, e os seus altares só lhe serviram para pecar.
Tinha-lhes escrito todos os preceitos da minha lei, mas ela foi tida por eles como uma lei estrangeira.
Imolam e oferecem vítimas e comem-lhes as carnes, mas o SENHOR não as aceita. Antes se lembrará da sua iniquidade.


Salmos 115(113B),3-4.5-6.7ab-8.9-10.

O nosso Deus está no céu,
Faz tudo o que Lhe apraz.
Os ídolos dos gentios são ouro e prata
simples obras das mãos dos homens;

Têm boca e não falam,
Têm olhos e não vêem
Têm ouvidos e não ouvem
têm nariz mas sem olfacto

Têm as maos e não palpam
têm pés e não andam.
Como eles serão os que os fabricam
e todos quantos neles confiam.

A casa de Israel confia no Senhor,
Ele é o seu auxílio e o seu escudo.
A casa de Aarão confia no Senhor,
Ele é o seu auxílio e o seu escudo.




Mateus 9,32-38.

Naquele tempo,  apresentaram a Jesus um mudo, possesso do demónio.
Depois que o demónio foi expulso, o mudo falou; e a multidão, admirada, dizia: «Nunca se viu tal coisa em Israel.»
Os fariseus, porém, diziam: «É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios.»
Jesus percorria as cidades e as aldeias, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando todas as enfermidades e doenças.
Contemplando a multidão, encheu-se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor.
Disse, então, aos seus discípulos: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Concílio Vaticano II
Decreto sobre a actividade missionária da Igreja, «Ad gentes», § 12

Jesus percorria as cidades e as aldeias, [...] proclamando o Evangelho do Reino.

A presença dos cristãos nos agrupamentos humanos seja animada daquela caridade com que Deus nos amou, e com a qual quer que também nós nos amemos uns aos outros (1Jo 4,11). Efectivamente, a caridade cristã a todos se estende sem discriminação de raça, condição social ou religião; não espera qualquer lucro ou agradecimento. Portanto, assim como Deus nos amou com um amor gratuito, assim também os fiéis, pela sua caridade, sejam solícitos pelos homens, amando-os com o mesmo zelo com que Deus veio procurá-los. E assim como Cristo percorria todas as cidades e aldeias, curando todas as doenças e todas as enfermidades, proclamando o advento do reino de Deus, do mesmo modo a Igreja, por meio dos seus filhos, estabelece relações com os homens de qualquer condição, de modo especial com os pobres e aflitos […]. Participa nas suas alegrias e dores, conhece as suas aspirações e os problemas da sua vida e sofre com eles nas ansiedades da morte, trazendo-lhes a paz e a luz do Evangelho.

Trabalhem e colaborem os cristãos com todos os outros na recta ordenação dos problemas económicos e sociais. Dediquem-se, com cuidado especial, à educação das crianças e da juventude. […] Tomem parte nos esforços dos povos que, lutando contra a fome, a ignorância e a doença, se afadigam por melhorar as condições da vida e por assegurar a paz no mundo. […]

A Igreja, porém, não quer, de maneira nenhuma, imiscuir-se no governo da cidade terrena. Nenhuma outra autoridade reclama para si senão a de, com a ajuda de Deus, estar ao serviço dos homens pela caridade e pelo serviço fiel.







domingo, 6 de julho de 2014

Evangelho do Dia


Segunda-feira, dia 07 de Julho de 2014

Segunda-feira da 14ª semana do Tempo Comum

Beato Diogo de Carvalho, presbítero, mártir, +1624, São Marcos Kitien Siang, mártir, +1900, Beato Pedro To Rot, mártir, +1945

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Vem impor a mão sobre ela e viverá»

Oseias 2,16.17b-18.21-22.

Eis o que diz o Senhor.«É assim que a vou seduzir: ao deserto a conduzirei, para lhe falar ao coração.
Dar-lhe-ei então as suas vinhas e o vale de Acor será como porta de esperança. Aí, ela responderá como no tempo da sua juventude, como nos dias em que subiu da terra do Egipto.
Naquele dia oráculo do SENHOR ela me chamará: «Meu marido» e nunca mais: «Meu Baal.»
Então, te desposarei para sempre; desposar-te-ei conforme a justiça e o direito, com amor e misericórdia.
Desposar-te-ei com fidelidade, e tu conhecerás o SENHOR.


Salmos 145(144),2-3.4-5.6-7.8-9.

Quero bendizer-Vos, dia após dia,
e louvar o vosso nome para sempre.
O Senhor é grande e digno de todo o louvor;
a sua grandeza é insondável.    

Cada geração contará à seguinte o louvor das tuas obras
e todos proclamarão as tuas proezas.
Anunciarão o esplendor da tua majestade
e eu meditarei sobre as tuas maravilhas.

Cantam o poder das vossas obras
e proclamam a vossa grandeza.
Celebram a memória da vossa imensa bondade
e aclamam a vossa justiça.

O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
O Senhor é bom para com todos,
a sua misericórdia se estende a todas as criaturas,




Mateus 9,18-26.

Naquele tempo, estava Jesus a falar aos seus discípulos, quando um chefe se aproximou e se prostrou diante d'Ele e disse: « A minha filha acaba de falecer. Mas vem impor a mão sobre ela e viverá.»
Jesus, levantando-se, seguiu o com os discípulos.
Então, uma mulher, que padecia de uma hemorragia há doze anos, aproximou se dele por trás e tocou-lhe na orla do manto,
pois pensava consigo: 'Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada.'
Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse-lhe: «Filha, tem confiança, a tua fé te salvou.» E, naquele mesmo instante, a mulher ficou curada.
Quando chegou a casa do chefe, vendo os flautistas e a multidão em grande alarido, disse:
«Retirai-vos, porque a menina não está morta: dorme.» Mas riam-se dele.
Retirada a multidão, Jesus entrou, tomou a mão da menina e ela ergueu-se.
A notícia espalhou-se logo por toda aquela terra.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Sermões sobre o Evangelho de João, n°49, 1-2

«Vem impor a mão sobre ela e viverá»

«Porque vai chegar a hora em que todos os que estão nos túmulos ouvirão a sua voz» (Jo 5,28). […] No Evangelho, vemos três mortos ressuscitados por Nosso Senhor, porque as acções do Senhor não são apenas factos mas também sinais. […] Ficamos surpreendidos com a narração da ressurreição de Lázaro (Jo 11); mas, se fixarmos a nossa atenção noutras obras de Cristo, bem mais admiráveis, veremos que todos os homens que acreditam ressuscitam. E, se quisermos reflectir seriamente, compreenderemos que há mortes muito mais terríveis e que qualquer homem que pecar morre.


Todos temem a morte do corpo; e muito pouco a morte da alma. […] O homem faz tudo para escapar à morte que não pode evitar, e este mesmo homem, que é chamado a viver eternamente, nada faz para evitar o pecado. […] Oh, se pudéssemos despertar os homens da sua apatia, e despertarmos nós próprios, para amarmos a vida eterna com o mesmo ardor com que eles amam esta vida fugitiva! […] Se dissermos a um homem que atravesse os mares para evitar a morte, ele hesita? Se lhe dissermos que tome os maiores cuidados para não morrer, fica de braços cruzados? Eis que Deus nos pede coisas mais leves para obtermos a vida eterna e nós recusamo-nos a obedecer. […]


Se Nosso Senhor, pela sua grande graça e a sua grande misericórdia, ressuscita as nossas almas para as salvar da morte eterna, temos razão para ver nos três mortos cujo corpo Ele ressuscitou o símbolo e a prefiguração da ressurreição das almas operada pela fé.







sábado, 5 de julho de 2014

Evangelho do Dia


Domingo, dia 06 de Julho de 2014

14º Domingo do Tempo Comum - Ano A
XIV Domingo Comum (semana II do saltério)

Santa Maria Goretti, virgem, mártir, +1902

Comentário do dia
São Gregório de Nissa : «Escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos»

Zacarias 9,9-10.

Eis o que diz o Senhor: «Exulta de alegria, filha de Sião, solta brados de júbilo, filha de Jerusalém. Eis o teu rei, justo e salvador, que  vem ao teu encontro, humildemente montado num jumentinho, filho de uma jumenta.  
Ele exterminará os carros de guerra da terra de Efraim e os cavalos de Jerusalém; o arco de guerra será quebrado. Proclamará a paz para as nações. O seu império irá de um mar ao outro e do rio às extremidades da terra.


Salmos 145(144),1-2.8-9.10-11.13cd-14.

Exaltarei a tua grandeza, ó meu rei e meu Deus;
hei-de bendizer o teu nome para sempre.
quero Bendizer-Vos, dia após dia,
e louvar o vosso nome para sempre.  

O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
O Senhor é bom para com todos,
a sua misericórdia se estende a todas as criaturas,

Graças vos dêem Senhor, todas as criaturas
e bendigam-vos os vossos fiéis.  
Proclamem a glória do vosso reino  
e anunciem os vossos feitos gloriosos.

e o seu domínio estende-se
por todas as gerações.
O Senhor ergue todos os que caem
e reanima todos os abatidos.




Romanos 8,9.11-13.

Irmãos: Vós não estais sob o domínio da carne, mas do Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas se alguém não tem o Espírito de Cristo não Lhe pertence.
E se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Cristo de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, por meio do seu Espírito que habita em vós.
Portanto, irmãos, somos devedores, mas não à carne, para vivermos de acordo com a carne.
É que, se viverdes de acordo com a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito fizerdes morrer as obras do corpo, vivereis.


Mateus 11,25-30.

Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos.
Sim, ó Pai, porque isso foi do teu agrado.
Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.»
«Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Gregório de Nissa (c. 335-395), monge, bispo
Discurso Catequético, 23-26; SC 453

«Escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos»

O facto de que Deus, que é todo-poderoso, ter sido capaz de Se abaixar até à humildade da condição humana é uma prova maior do seu poder do que o aparato e o carácter sobrenatural dos milagres. Na verdade, quando o poder divino realiza uma acção de grandeza sublime, isso é, de alguma forma, consistente e adequado à natureza de Deus. […] Em contrapartida, que Deus tenha descido até à nosso baixeza é, de alguma forma, a expressão de um poder superabundante, que não é de modo algum limitado pelo que é contrário à sua natureza. […]


Nem a extensão dos céus, nem o brilho das estrelas, nem a ordem do universo, nem a harmonia das coisas criadas revelam tão bem o magnífico poder de Deus como a sua indulgência, que O leva a abaixar-Se até à fraqueza da nossa natureza. […] A bondade, a sabedoria, a justiça e o poder de Deus revelam-se nos seus desígnios a nosso favor: a bondade na vontade de «salvar o que estava perdido» (Lucas 19,10); a sabedoria e a justiça, na sua forma de nos salvar; o poder, no facto de que Cristo «Se tornou semelhante aos homens» (Fil 2,7-8) e Se conformou com a humildade da nossa natureza.







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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Evangelho do Dia


Sabado, dia 05 de Julho de 2014

Sábado da 13ª semana do Tempo Comum

Santo António Maria Zacarias, presbítero, fundador, +1539

Comentário do dia
Orígenes : «Desposar-te-ei em fidelidade e tu conhecerás o Senhor» (Os 2,22)

Amós 9,11-15.

Eis o que diz o Senhor."Naquele dia, levantarei a cabana arruinada de David, repararei as suas brechas, restaurarei as suas ruínas, e hei-de reconstruí-la como nos dias antigos,
para que conquistem o resto de Edom e de todas as nações sobre as quais o meu nome foi invocado - oráculo do SENHOR, que cumprirá todas estas coisas.
Eis que vêm dias -oráculo do SENHOR - em que o lavrador seguirá de perto o ceifeiro e o que pisa os cachos, seguirá o semeador. Os montes destilarão mosto; todas as colinas se derreterão.
Restaurarei o meu povo de Israel. Hão-de reconstruir e habitar as cidades devastadas. Plantarão vinhas e beberão do seu vinho, cultivarão pomares e comerão dos seus frutos.
Hei-de plantá-los na sua terra, e nunca mais serão arrancados da terra que lhes dei!" - diz o SENHOR, teu Deus.


Salmos 85(84),9.11-12.13-14.

Escutemos os que diz o Senhor:
Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis.
O amor e a fidelidade vão encontrar-se.
Vão beijar-se a justiça e a paz.

Da terra vai brotar a verdade
e a justiça descerá do céu.  
O próprio Senhor nos dará os seus bens
e a nossa terra produzirá os seus frutos.  

A justiça caminhará diante dele
e a paz, no rasto dos seus passos.  



Mateus 9,14-17.

Naquele tempo, os discípulos de João Baptista foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe: «Porque é que nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?»
Jesus respondeu-lhes: «Porventura podem os convidados para as núpcias estar tristes, enquanto o esposo está com eles? Porém, hão-de vir dias em que lhes será tirado o esposo e, então, hão-de jejuar.»
«Ninguém põe um remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo puxa parte do tecido e o rasgão torna-se maior.
Nem se deita vinho novo em odres velhos; de contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho e estragam-se os odres. Mas deita-se o vinho novo em odres novos; e, desta maneira, ambas as coisas se conservam.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Orígenes (c. 185-253), presbítero, teólogo
Homilias sobre o Génesis, nº 10, 2

«Desposar-te-ei em fidelidade e tu conhecerás o Senhor» (Os 2,22)

«Ela [Rebeca] desceu à fonte e encheu o cântaro», diz-nos a Escritura (Gn 24,16). Todos os dias Rebeca vinha à fonte e tirava água. E, como todos os dias passava algum tempo junto do poço, o servo de Abraão pôde encontrá-la e dá-la em casamento a Isaac. Talvez penses que se trata de um conto ou de uma bela história posta na Escritura pelo Espírito Santo; mas não, trata-se verdadeiramente de um ensinamento espiritual, de uma instrução que se dirige à tua alma para a ensinar a vir todos os dias à fonte das Escrituras, às águas do Espírito Santo, tirar água sem se cansar para levar o seu cântaro bem cheio. Era assim que Santa Rebeca fazia; de outro modo não se teria casado com o grande patriarca Isaac. […]


Ora, tudo o que a Escritura contém é simbólico: também Cristo quer desposar-te. É a ti que Ele Se dirige através das promessas dos profetas, quando diz: «Desposar-te-ei para sempre; desposar-te-ei conforme a justiça e o direito, com amor e misericórdia. Desposar-te-ei em fidelidade e tu conhecerás o Senhor» (Os 2,21ss). Portanto, querendo ser teu noivo, Cristo envia-te um servo — a palavra inspirada. Não podes desposar Cristo sem a teres recebido. […] Só aqueles que sabem tirar água em abundância das profundezas do poço […], os que têm uma alma que tudo faz com paciência, que está inteiramente disponível, que se aplica em ir ao mais fundo para retirar a água do conhecimento, só esses podem conhecer o noivado com Cristo.







quinta-feira, 3 de julho de 2014

Evangelho do Dia


Sexta-feira, dia 04 de Julho de 2014

Sexta-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Santa Isabel de Portugal, rainha, +1336, Beato Pedro Jorge (Pier Giorgio) Frassati

Comentário do dia
Santa Faustina Kowalska : «Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.»

Amós 8,4-6.9-12.

Ouvi isto, vós que esmagais o pobre e fazeis perecer os desvalidos da terra,
dizendo: "Quando passará a Lua-nova, para vendermos o nosso trigo, e o sábado, para abrirmos os nossos celeiros, diminuindo o efá, aumentando o siclo e falseando a balança para defraudar?
Compraremos os necessitados por dinheiro e o pobre por um par de sandálias, e venderemos até as alimpas do nosso trigo."
Naquele dia - oráculo do Senhor meu DEUS -farei com que o Sol se ponha ao meio-dia, e em pleno dia cobrirei a terra de trevas.
Converterei as vossas festas em luto e os vossos cânticos em lamentações. Porei o cilício sobre todos os rins, e a navalha sobre todas as cabeças. O luto será como o que se faz por um filho único, e o seu fim, um dia de amargura.
Eis que vêm dias - oráculo do Senhor DEUS - em que lançarei fome sobre o país. Não será fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR.
Vaguearão de um mar a outro mar, indo à toa desde o Norte até ao Oriente, à procura da palavra do SENHOR, e não a encontrarão.


Salmos 119(118),2.10.20.30.40.131.

Felizes os que cumprem os seus preceitos
e O procuram com todo o coração,
Eu procuro-te com todo o coração;
não deixes que me afaste dos teus mandamentos.

A minha alma suspira
por cumprir sempre a vossa vontade.
Escolhi o caminho da verdade
e decidi-me pelos vossos juízos.

Vede como anseio pelos Vossos preceitos
fazei-me viver na Vossa Justiça.
Abro, com avidez, a minha boca,
porque tenho fome dos teus mandamentos.




Mateus 9,9-13.

Naquele tempo, Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me!» E ele levantou se e seguiu Jesus.
Encontrando-se Jesus à mesa em sua casa, numerosos cobradores de impostos e outros pecadores vieram e sentaram-se com Ele e seus discípulos.
Os fariseus, vendo isto, diziam aos discípulos: «Porque é que o vosso Mestre come com os cobradores de impostos e os pecadores?»
Jesus ouviu-os e respondeu-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes.
Ide aprender o que significa: Prefiro a misericórdia ao sacrifício. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santa Faustina Kowalska (1905-1938), religiosa
Diário, § 283

«Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.»

Ó Deus, único na Santíssima Trindade, quero amar-Vos como nenhuma alma Vos adorou. E, embora seja por demais miserável e pequenina, lancei bem fundo a âncora da minha confiança no abismo da Vossa misericórdia, ó meu Deus e Criador! Apesar da minha extrema miséria, nada receio, mas tenho esperança de Vos cantar eternamente o hino de louvor de glória.

Que nenhuma alma, por mais miserável que seja, caia em dúvida: enquanto viver, qualquer uma pode atingir uma grande santidade, tão grande é o poder da graça divina. Depende apenas de nós não nos opormos à acção de Deus.







quarta-feira, 2 de julho de 2014

Evangelho do Dia


Quinta-feira, dia 03 de Julho de 2014

S. Tomé, apóstolo – Festa

S. Tomé, apóstolo, mártir

Comentário do dia
Santo Agostinho : «Felizes os que crêem sem terem visto»

Efésios 2,19-22.

Irmãos: Já não sois estrangeiros nem imigrantes, mas sois concidadãos dos santos e membros da casa de Deus,  
edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e dos Profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus.
É nele que toda a construção, bem ajustada, cresce para formar um templo santo, no Senhor.
É nele que também vós sois integrados na construção, para formardes uma habitação de Deus, pelo Espírito.


Salmos 117(116),1.2.

Louvai o Senhor, todas as nações!
Exaltai-O, todos os povos!
Porque o seu amor para connosco não tem limites,
e a fidelidade do Senhor é eterna!




João 20,24-29.

Naquele tempo, Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando Jesus veio.
Diziam-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor!» Mas ele respondeu-lhes: «Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito.»
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez dentro de casa e Tomé com eles. Estando as portas fechadas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: «A paz seja convosco!»
Depois, disse a Tomé: «Olha as minhas mãos: chega cá o teu dedo! Estende a tua mão e põe-na no meu peito. E não sejas incrédulo, mas fiel.»
Tomé respondeu-lhe: «Meu Senhor e meu Deus!»
Disse-lhe Jesus: «Porque me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto».



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja
Sermão 88, 2

«Felizes os que crêem sem terem visto»

Na sua fraqueza, os discípulos vacilaram a tal ponto que, não se contentando em ver o Senhor ressuscitado, quiseram ainda tocar-Lhe para nele crerem. Não lhes bastou ver com os seus próprios olhos, fizeram questão de aproximar as mãos das suas e de tocar as cicatrizes das suas feridas recentes. Foi depois de sentir e de confirmar essas cicatrizes que o discípulo incrédulo exclamou: «Meu Senhor e meu Deus!» Eram as cicatrizes daquele que curava todas as feridas dos outros: não poderia o Senhor ter ressuscitado sem elas? Mas quis mantê-las no seu corpo para com elas curar as feridas que via no coração dos seus discípulos.


E que respondeu o Senhor à confissão da fé do discípulo que disse: «Meu Senhor e meu Deus»? «Porque me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto.» De quem falará o Senhor senão de nós, irmãos? E não só de nós próprios, mas de todos aqueles que virão depois de nós, uma vez que, logo após Ele Se ter apartado do olhar dos mortais para assim lhes fortificar a fé no coração, todos os que vieram depois a converter-se creram sem terem visto, o que só lhes aumenta o mérito da fé: em vez de aproximarem do Senhor a mão que queria tocar-Lhe, foi o coração ardente que dele aproximaram.







terça-feira, 1 de julho de 2014

Evangelho do Dia


Quarta-feira, dia 02 de Julho de 2014

Quarta-feira da 13ª semana do Tempo Comum

S. Bernardino Realino, presbítero, +1616, S. João Francisco Régis, presbítero, +1640

Comentário do dia
Concílio Vaticano II: A liberdade humana: «rogaram-Lhe que Se retirasse daquela região».

Amós 5,14-15.21-24.

Buscai o bem e não o mal, para que vivais. Assim, o Senhor, Deus do universo, estará convosco, como vós dizeis.
Detestai o mal, amai o bem, fazei reinar a justiça no tribunal. Talvez, então, o SENHOR, Deus do universo, tenha compaixão do resto de José."
"Eu detesto e rejeito as vossas festas; e não sinto nenhum gosto nas vossas assembleias.
Se me ofereceis holocaustos e oblações, não as aceito, nem ponho os meus olhos nos sacrifícios das vossas vítimas gordas.
Afastai de mim o vozear dos vossos cânticos, não quero ouvir mais a música das vossas harpas.
Antes, jorre a equidade como uma fonte, e a justiça como torrente que não seca.


Salmos 50(49),7.8-9.10-11.12-13.16bc-17.


"Escuta, meu povo, sou Eu quem vai falar;
Israel, vou testemunhar contra ti:
Eu sou o Senhor, teu Deus.
Não te repreendo por causa dos teus sacrifícios;

os teus holocaustos estão sempre na minha presença.
Não aceito os novilhos da tua casa
nem os cabritos do teu rebanho.
A mim pertencem todas as feras das florestas

e os milhares de animais dos montes.
Conheço todas as aves do céu
e disponho de todos os animais dos campos.
Se Eu tivesse fome, não to diria,

pois o mundo é meu e tudo o que ele contém.

Porventura Eu como a carne dos touros,
ou bebo o sangue dos cabritos?

«Como falas tanto na minha lei
e trazes na boca a minha aliança,
tu que detestas os meus ensinamentos
e rejeitas as minhas palavras?




Mateus 8,28-34.

Naquele tempo, quando Jesus chegou à região dos gadarenos, na outra margem do lago, vieram ao seu encontro dois possessos, que habitavam nos sepulcros. Eram tão ferozes que ninguém podia passar por aquele caminho.
Vendo-o, disseram em alta voz: «Que tens a ver connosco, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?»
Ora, andava a pouca distância dali, a pastar, uma grande vara de porcos.
E os demónios pediram-lhe: «Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos.»
Disse lhes Jesus: «Ide!» Então, eles, saindo, entraram nos porcos, que se despenharam por um precipício, no mar, e morreram nas águas.
Os guardas fugiram e, indo à cidade, contaram tudo o que se tinha passado com os possessos.
Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus e, vendo-o, rogaram-lhe que se retirasse daquela região.



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

Concílio Vaticano II
Constituição sobre a Igreja no mundo contemporâneo «Gaudium et spes», § 13

A liberdade humana: «rogaram-Lhe que Se retirasse daquela região».

Estabelecido por Deus num estado de santidade, o homem, seduzido pelo maligno, logo no começo da sua história abusou da própria liberdade, levantando-se contra Deus e desejando alcançar o seu fim fora dele. Tendo conhecido a Deus, não Lhe prestou a glória a Ele devida, mas o seu coração insensato obscureceu-se e ele serviu a criatura, preferindo-a ao Criador (Rom 1,21ss). E isto que a revelação divina nos dá a conhecer concorda com os dados da experiência. Quando o homem olha para dentro do próprio coração, descobre-se também inclinado para o mal, e imerso em muitos males, que não podem provir do seu Criador, que é bom. Muitas vezes, recusando reconhecer Deus como seu princípio, perturbou também a devida orientação para o fim último, e simultaneamente toda a sua ordenação, quer para si mesmo, quer para os demais homens e para toda a criação.

O homem encontra-se, pois, dividido em si mesmo. E assim, toda a vida humana, quer singular quer colectiva, se apresenta como uma luta dramática entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas. Mais: o homem descobre-se incapaz de repelir por si mesmo as arremetidas do inimigo, sentindo-se como que preso com cadeias. Mas o Senhor em pessoa veio libertar e fortalecer o homem, renovando-o interiormente e lançando fora o príncipe deste mundo (cf Jo 12,31), que o mantinha na servidão do pecado. Porque o pecado diminui o homem, impedindo-o de atingir a sua plena realização.

A sublime vocação, bem como a profunda miséria que os homens em si mesmos experimentam, encontram a sua explicação última à luz desta revelação.







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