Leituras do Dia

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Evangelho do Dia


Quinta-feira, dia 24 de Julho de 2014

Quinta-feira da 16ª semana do Tempo Comum

Santa Cristina, virgem e mártir, séc. IV, Beato João Soreth, religioso, presbítero, +1471, S. Charbel (Sarbélio) Makhluf, presbítero, +1898, Santa Cristina, religiosa, +1224

Comentário do dia
São Bernardo : «Muitos profetas e justos desejaram ver o que estais a ver e não viram»

Jer. 2,1-3.7-8.12-13.

A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
«Vai e grita aos ouvidos de Jerusalém, dizendo: Assim fala o Senhor: 'Recordo-me da tua fidelidade no tempo da tua juventude, dos amores do tempo do teu noivado, quando me seguias no deserto, na terra em que não se semeia.
Israel era, então, propriedade sagrada do Senhor, primícias da sua colheita. Todos os que ousavam comer dela, pagavam, e sobrevinha-lhes a desgraça' – oráculo do Senhor.
Introduziu-vos numa terra fértil, para comerdes os seus saborosos frutos. Mas, tendo entrado, profanastes a minha terra e fizestes abominável a minha herança.
Os sacerdotes não se interrogaram: «Onde está o Senhor?» Os doutores da Lei não me reconheceram, os pastores revoltaram-se contra mim, e os profetas profetizaram em nome de Baal e seguiram deuses inúteis.
Pasmai, ó céus, acerca disto! Tremei de espanto e de horror! – oráculo do Senhor.
Porque o meu povo cometeu um duplo crime: abandonou-me, a mim, nascente de águas vivas, e construiu cisternas para si, cisternas rotas, que não podem reter as águas.»


Salmos 36(35),6-7ab.8-9.10-11.

Mas a tua bondade, Senhor, chega até aos céus,
e a tua fidelidade, até às nuvens.
A tua justiça é como os montes altíssimos,
os teus juízos são como o abismo profundo.

Ó Deus, que maravilhosa é a tua bondade!
Os humanos refugiam-se debaixo das tuas asas.
Podem saciar se da abundância da tua casa;
Tu os inebrias no rio das tuas delícias.

Em ti está a fonte da vida
e é na tua luz que vemos a luz.
Concede os teus favores aos que te amam
e a tua justiça aos que são rectos de coração.




Mateus 13,10-17.

Naquele tempo, aproximando-se de Jesus, os discípulos disseram-Lhe: «Porque lhes falas em parábolas?»
Respondendo, disse-lhes: «A vós é dado conhecer os mistérios do Reino do Céu, mas a eles não lhes é dado.
Pois, àquele que tem, ser-lhe-á dado e terá em abundância; mas àquele que não tem, mesmo o que tem lhe será tirado.
É por isso que lhes falo em parábolas: pois vêem, sem ver, e ouvem, sem ouvir nem compreender.
Cumpre-se neles a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis; e, vendo, vereis, mas não percebereis.
Porque o coração deste povo tornou se-duro, e duros também os seus ouvidos; fecharam os olhos, não fossem ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, compreender com o coração, e converter-se, para Eu os curar.
Quanto a vós, ditosos os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
Em verdade vos digo: Muitos profetas e justos desejaram ver o que estais a ver, e não viram, e ouvir o que estais a ouvir, e não ouviram.»



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org



Comentário do dia:

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja
Sermões sobre o Cântico dos Cânticos, nº 2, 4ss

«Muitos profetas e justos desejaram ver o que estais a ver e não viram»

Mesmo antes da vinda do Salvador, os santos não ignoravam que Deus tinha desígnios de paz para o género humano. Pois «o Senhor Deus nada faz sem revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas» (Am 3,7) No entanto, esse desígnio continuava oculto a muitos […]; mas aqueles que pressentiam a redenção de Israel (Is 14,1) anunciavam que Cristo viria na carne e, com Ele, a paz […]: «Ele próprio será a paz» (Mq 5,4). […]


Contudo, enquanto eles prediziam a paz e o Autor da paz demorava a chegar, a fé do povo vacilava, pois não havia ninguém para o resgatar e salvar (Si 36,15). Queixavam-se desse atraso; tantas vezes prometido «pela boca dos seus santos, os profetas dos tempos antigos» (Lc 1,70), o Príncipe da paz (Is 9,5) parecia nunca mais vir. […] Era como se alguém de entre a multidão respondesse aos profetas: «Durante quanto mais tempo nos mantereis em suspenso? Há já tanto tempo que anunciais a paz e ela não chega. Prometeis maravilhas e só aparecem problemas. E essa promessa foi-nos de novo feita, "muitas vezes e de muitos modos" (Heb 1,1), os anjos anunciaram-na aos nossos pais e os nossos pais falaram-nos dela: "Paz, paz: mas não há paz" (Jr 6,14). […] Que Deus prove que os seus mensageiros são dignos de fé, se é que são seus mensageiros! Que venha Ele próprio!» […]


Daí vêm as suas promessas doces e cheias de consolo: «Eis que vem o Senhor» (Is 33,12), Ele não mentirá; se tardar, esperai ainda, porque com toda a certeza não falhará (cf Hab 2,3). Ou ainda: o seu tempo está próximo; os seus dias não tardarão. E enfim, na boca daquele que foi prometido vêm estas palavras : «Vou fazer com que a paz corra para Jerusalém como um rio, e a riqueza das nações como uma torrente transbordante» (Is 66,12).







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